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  • Cirurgiões usarão impressão 3D para reconstruir rosto de paciente

    Cirurgiões usarão impressão 3D para reconstruir rosto de paciente

    Cirurgiões britânicos anunciaram que vão usar a técnica de impressão em 3D para reconstruir o rosto de um paciente destruído em um acidente de moto.

    Uma equipe do Hospital Morriston, no País de Gales, utilizou imagens de tomografias computadorizadas para projetar implantes de titânio, a fim de fabricá-los com uma impressora que usa a nova tecnologia.

    Acredita-se que essa será uma das primeiras tentativas de usar a impressão em 3D para reparar danos causados por lesões.

    Por se tratar de um projeto inovador, a operação –que ainda não tem data– virou tema de uma exposição no Museu de Ciências de Londres.

    TRAUMAS

    Implantes customizados de titânio já foram usados para corrigir problemas congênitos, mas não se tem notícia de seu uso para reparar traumas causados por acidentes.

    “O paciente sofreu múltiplas lesões no corpo, incluindo algumas graves no rosto”, disse o especialista em reconstrução Peter Evans, de uma instituição galesa que participa do projeto. “Ele passou por uma cirurgia de emergência na época, mas agora chegamos ao estágio em que podemos fazer uma reconstrução apropriada do seu rosto.”

    Evans e o cirurgião consultor maxilo-facial do Hospital Morriston, Adrian Sugar, planejam reposicionar os ossos faciais do paciente.

    Com uma tomografia, eles conseguiram criar uma imagem espelhada do lado do rosto do paciente que não foi afetado pelo acidente.

    “A simetria racial do paciente será restaurada, então ele deverá ter seu aspecto visual de volta”, completou Evans.

    Após a tomografia, os especialistas desenharam guias para cortar e posicionar os ossos de maneira precisa, além de usar implantes projetados especificamente para o paciente.

    Os implantes de titânio, de origem belga, estão sendo produzidos por uma das poucas empresas do mundo especializadas em impressão 3D.

    Fonte: Folha de São Paulo

  • Estudo mostra alto uso da pílula do dia seguinte entre jovens

    Estudo mostra alto uso da pílula do dia seguinte entre jovens

    São Paulo – Um estudo realizado pela Universidade de São Paulo (USP) com 800 jovens mostrou que quase 60% delas já usaram a pílula do dia seguinte pelo menos uma vez na vida. O porcentual surpreendeu pesquisadores. “Estudos anteriores em regiões metropolitanas indicavam taxas menores, em torno de 50%”, afirma Ana Luiza Borges, professora da Escola de Enfermagem e coordenadora do trabalho apresentado na Conferência Internacional de Planejamento Familiar, na semana passada, na Etiópia.



    Feito em Arujá em 2011, o trabalho entrevistou alunos entre 15 e 19 anos e seus resultados podem, segundo os pesquisadores, ser estendidos à região metropolitana de São Paulo. Do total, 307 jovens disseram ter vida sexual ativa. Entre os alunos de escolas públicas, 57,9% disseram ter usado a pílula e 57% dos estudantes das particulares também já recorreram ao método.



    A maioria das jovens comprou o produto nas farmácias: 74,6%. Apenas 6,8% obtiveram os contraceptivos em posto de saúde. A pílula é acessível e custa em torno de R$ 12. Para a professora, o comportamento tem um lado positivo: “Jovens conseguem tomar medidas para evitar gravidez indesejada”, diz. No entanto, a baixa procura por profissionais de saúde representa a perda de oportunidade de se repassar informações aos jovens.



    Ela destaca, por outro lado, que não é a maioria dos jovens que usa a pílula por diversas vezes. “O receio de que a pílula de emergência fosse usada indiscriminadamente não foi confirmado”, diz. Do total, 18,5% das jovens recorreram ao método mais de três vezes em um ano. 



    A professora observa que a maior parte (31,6%) recorre à contracepção de emergência por insegurança, por medo de não ter usado de forma adequada o contraceptivo. Mas um dado é preocupante: 19,8% não quiseram usar nenhum método para impedir a gravidez. “O aconselhamento é importante para todos os grupos”, enfatiza a pesquisadora. Remédio de emergência, a pílula do dia seguinte deve ser usada no máximo até 72 horas depois da relação sexual. O acesso ao medicamento no Sistema Único de Saúde (SUS) foi facilitado em abril deste ano.

     
    Uol Saúde
  • Produtos à base de plantas nem sempre são o que prometem

    Produtos à base de plantas nem sempre são o que prometem

    Os americanos gastam cerca de US$ 5 bilhões por ano em suplementos à base de plantas, sem efeitos comprovados e que prometem tudo, desde combater resfriados até reduzir as ondas de calor e aumentar a memória. No entanto, agora há um novo motivo pelo qual os consumidores de suplementos devem ter cuidado: os testes de DNA mostram que muitas pílulas rotuladas como ervas curativas são pouco mais do que arroz em pó e erva daninha.

    Usando um teste de código de barras de DNA, uma espécie de impressão digital genética que também tem sido utilizada para ajudar a revelar fraudes de rotulagem na indústria pesqueira comercial, pesquisadores canadenses testaram 44 frascos de suplementos populares vendidos por 12 empresas. Eles descobriram que muitos não eram o que diziam ser, e que suplementos rotulados como ervas populares eram muitas vezes diluídos – ou inteiramente substituídos – por substâncias baratas como soja, trigo e arroz.

    Defensores dos consumidores e cientistas afirmam que a pesquisa fornece mais provas de que a indústria de suplementos à base de plantas desenvolve uma série de práticas questionáveis. Representantes da indústria afirmam que os problemas não são generalizados.

    Para o estudo, os pesquisadores selecionaram ervas medicinais populares e, em seguida, compraram aleatoriamente diferentes marcas desses produtos em lojas e magazines no Canadá e nos Estados Unidos. Para evitar chamar a atenção para qualquer empresa específica, nomes de produtos não foram divulgados.

    Descobertas

    Dentre as descobertas, havia garrafas de suplementos de equinácea, usados por milhões de norte-americanos para prevenir e tratar resfriados, erva amarga triturada eParthenium hysterophorus, uma planta invasora encontrada na Índia e na Austrália, que tem sido associada a erupções cutâneas, náuseas e flatulência.

    Dois potes rotulados como erva de São João – que, segundo pesquisas, trata casos leves de depressão – não continham a erva medicinal. Em vez disso, os suplementos de um pote foram confeccionados apenas com arroz e, em outro, havia somente sene (Senna alexandrina), um arbusto amarelo egípcio que funciona como um laxante poderoso. Suplementos de Gingko biloba, promovidos como capazes de melhorar a memória, apareceram misturados a preenchedores e nogueira preta, um perigo potencialmente mortal para as pessoas que sofrem de alergia a nozes.

    Dos 44 suplementos à base de plantas testados, um terço mostrou que tinha pura e simplesmente substituído o produto designado no rótulo, ou seja, não havia nenhum vestígio da planta anunciado no pote – apenas outra planta em seu lugar.

    Muitos tinham sido adulterados com ingredientes não listados no rótulo como arroz, soja e trigo, que são usados como preenchedores. Em alguns casos, o preenchedor era a única planta detectada no pote – um risco para a saúde de pessoas com alergias ou que procuram produtos sem glúten, disse o principal autor do estudo, Steven G. Newmaster, professor de biologia e diretor botânico do Instituto de Biodiversidade de Ontário, na Universidade de Guelph.

    Resultados

    Os resultados, publicados no periódico BMC Medicine, seguem uma série de pequenos estudos realizados nos últimos anos que têm sugerido que um percentual considerável de produtos à base de plantas não são o que dizem ser. Entretanto, como as últimas descobertas são corroboradas por um teste de DNA, elas oferecem as evidências talvez mais confiáveis até hoje de adulteração, contaminação e rotulagem incorreta na indústria de suplementos medicinais, uma área de rápido crescimento da medicina alternativa que inclui cerca de 29 mil produtos à base de plantas e substâncias vendidas em toda a América do Norte.

    “Isso sugere que os problemas são generalizados e que o controle de qualidade de muitas empresas, quer por ignorância, incompetência ou desonestidade, é inaceitável”, disse David Schardt, nutricionista sênior do Centro para a Ciência no Interesse Público, uma associação de apoio. “Diante desses resultados, é difícil recomendar quaisquer suplementos à base de plantas para os consumidores.”

    Representantes da indústria de suplementos disseram que apesar de ser legítima a preocupação com a rotulagem incorreta dos produtos, eles não acreditam que ela é tão frequente quanto sugere a nova pesquisa.

    Stefan Gafner, diretor científico do Conselho Americano de Botânica, um grupo sem fins lucrativos que promove o uso de suplementos à base de plantas, disse que o estudo tinha como falha o fato de que a tecnologia de códigos de barras utilizada nem sempre identificava ervas que haviam sido purificadas e altamente processadas.

    “No geral, eu concordo que o controle de qualidade é um problema na indústria de produtos à base de plantas”, disse Gafner, acrescentando: “Porém, eu acho que o quadro que está sendo representado é exagerado. Eu acho que a situação não é tão ruim quanto esse estudo faz parecer.”

    A FDA (Administração de Alimentos e Medicamentos) usou a tecnologia do código de barras para advertir e, em alguns casos, processar quem comercializava frutos do mar “falsos”. A técnica de DNA também tem sido usada em estudos sobre chás de ervas, que mostraram que uma porcentagem significativa contém ervas e ingredientes que não estão listados em seus rótulos.

    Desafio

    Contudo, policiar a indústria de suplementos é um desafio especial. A FDA exige que as empresas testem os produtos que vendem para se certificar de que eles são seguros. Todavia, o sistema opera essencialmente com base em um código de honra. Ao contrário dos medicamentos, os suplementos são geralmente considerados seguros até que se prove o contrário.

    De acordo com uma lei de 1994, eles podem ser vendidos e comercializados com pouca supervisão regulatória, e geralmente são retirados das prateleiras apenas depois de queixas de lesões graves. A FDA realiza auditorias de um pequeno número de empresas, mas até mesmo representantes do setor dizem ser necessário intensificar a fiscalização.

    “Os regulamentos são muito apropriados e rigorosos”, disse Duffy MacKay, do Conselho para a Nutrição Responsável, um grupo comercial da indústria de suplementos. “Porém, precisamos de um regulador forte que aplique toda a força da lei. Os recursos do FDA são limitados e, portanto, a aplicação não tem sido historicamente tão rigorosa quanto poderia ser”.

    Uma porta-voz da FDA não respondeu a um pedido de comentário para esta reportagem.

    Genes

    A tecnologia do código de barras genético foi desenvolvida há uma década na Universidade de Guelph, em Ontario, Canadá. Em vez de sequenciar genomas inteiros, os cientistas perceberam que podiam examinar genes de uma região padronizada de cada genoma para identificar as espécies de plantas e animais. Essas sequências curtas podem ser rapidamente analisadas – de modo muito semelhante aos códigos de barras de produtos em um supermercado – e comparadas a outros em um banco de dados eletrônico.

    Uma biblioteca eletrônica de referência na Universidade de Guelph, chamada de Projeto Internacional do Código de Barras da Vida, contém mais de 2,6 milhões de registros de códigos de barras de quase 200 mil espécies de plantas e animais.

    A técnica de teste não é infalível. Ela é capaz de identificar as substâncias em um suplemento, mas não pode determinar a sua potência. E como a tecnologia se baseia na detecção de DNA, ela pode não ter como identificar os extratos químicos concentrados que não contêm o material genético, nem os produtos em que o material tenha sido transformado pelo calor e processamento.

    Não obstante, Newmaster enfatizou que apenas suplementos em pó e comprimidos foram utilizados na nova pesquisa, não extratos. Além disso, o teste do DNA quase sempre detectou algum outro material vegetal nas amostras – só que nem sempre a planta ou erva estava indicada no rótulo.

    Contaminação cruzada

    Alguns dos problemas de adulteração podem ter sido causados involuntariamente. A contaminação cruzada pode ocorrer em campos onde as plantas diferentes são cultivadas lado a lado e colhidas ao mesmo tempo, ou em fábricas onde as ervas são embaladas. Segundo Gafner, do Conselho Americano de Botânica, o arroz, o amido e outros compostos foram em alguns casos acrescentados ao suplemento durante a produção para impedir que as ervas em pó se aglomerassem, assim como colocamos grãos de arroz em saleiros.

    Contudo, isso não explica muitos dos resultados do teste de DNA. Por exemplo, o estudo constatou que um produto anunciado como cohosh preto – uma planta da América do Norte, remédio popular contra as ondas de calor e outros sintomas da menopausa – continha na verdade uma planta asiática parecida, Actaea asiatica, que pode ser tóxica para os seres humanos.

    Esses resultados refletem um estudo semelhante acerca de suplementos de cohosh preto realizados no Centro Médico da Universidade de Stony Brook no ano passado. O Dr. David A. Baker, professor de obstetrícia, ginecologia e medicina reprodutiva, comprou 36 suplementos de cohosh preto na internet e em grandes lojas. Os testes de código de barras genético mostraram que um quarto dos produtos não continha cohosh preto, mas uma planta ornamental da China.

    Para Baker, a regulamentação de suplementos é no momento uma “terra sem lei”. Segundo o professor, a maioria dos consumidores não tem ideia da carência de garantias quanto a esse tipo de produto. “Se você tivesse um filho doente e três entre cada dez comprimidos de penicilina fossem falsos, todos estariam em pé de guerra”, disse Baker. “No entanto, não se vê problema em comprar um suplemento sendo que três entre cada dez pílulas são falsas. Eu não entendo isso. Por que essa indústria não tem de se responsabilizar por isso?”

    Fonte: Uol Saúde

  • Dia Mundial do Diabetes: Brasil já é o quarto país em número de casos

    Dia Mundial do Diabetes: Brasil já é o quarto país em número de casos

    Neste Dia Mundial do Diabetes, a Federação Internacional de Diabetes (IDF, em inglês) informa que existem 371 milhões de diabéticos entre os adultos de todo o mundo. A maioria dos casos se refere ao tipo 2 da doença, passível de ser evitado com medidas como o combate a obesidade e o sedentarismo.

     

    Segundo a IDF, há 13,4 milhões de diabéticos no Brasil (tipo 1 e 2). O país ocupa o quarto lugar no mundo em número de casos, ficando atrás apenas da China, Índia e Estados Unidos, respectivamente. Trata-se de um número alarmante, já que a estimativa era de que teríamos cerca de 12,7 milhões de brasileiros diabéticos somente em 2030.

    O Dia Mundial do Diabetes foi criado em 1991 pela IDF em parceria com a OMS (Organização Mundial da Saúde), com o objetivo de dar respostas ao crescente interesse em torno da doença, além de alertar para o aumento de sua incidência no mundo.

    A data escolhida para a celebração é a mesma do nascimento do cientista canadense Frederick Bantin que, em parceria com Charles Best, foi responsável pela descoberta da insulina, em outubro de 1921. Dois anos mais tarde, Banting recebeu o Prêmio Nobel de Medicina por esta descoberta e pela aplicação da insulina no tratamento das pessoas com diabetes.

    Fonte: Uol Saúde

     

  • Japoneses criam método para detectar câncer de pâncreas pela saliva

    Japoneses criam método para detectar câncer de pâncreas pela saliva

    Pesquisadores japoneses desenvolveram um novo método capaz de detectar o câncer de pâncreas por meio da saliva após conseguir um diagnóstico acertado em 84% dos casos, informou nesta quinta-feira (14) o jornal Nikkei.

    A equipe médica, que inclui cientistas da Universidade de Medicina de Tóquio e da Universidade de Keio – também na capital japonesa -, espera que o novo método sirva para realizar um diagnóstico prematuro da doença o que permitiria usar cirurgia, algo que neste tipo de câncer é incomum.

    Os experimentos foram realizados em quatro centros médicos com mostras de saliva proveniente de mais de uma centena de pacientes, entre eles doentes de câncer de pâncreas e pessoas saudáveis.

    Com os testes, o grupo de cientistas descobriu que a saliva dos doentes de pâncreas contém mais quantidade de uma substância que faz parte de uma enzima encarregada do desenvolvimento deste tipo de câncer.

    Os cientistas acreditam em poder encontrar em breve empresas interessadas em comercializar seu produto, à espera de que possa ser vendida em um ano, segundo o jornal.

    Geralmente o câncer de pâncreas é detectado em um estado avançado, fazendo com em que 80% dos pacientes a cirurgia seja algo ineficaz, por ele já ter se espalhado para outras células do corpo tais como os nódulos linfáticos e o fígado.

    Fonte: Uol Saúde

  • USP pesquisa anti-inflamatório com menos efeitos colaterais

    USP pesquisa anti-inflamatório com menos efeitos colaterais

    Droga tem novo alvo para combater dores inflamatórias.

    Segundo pesquisador, fármaco está próximo de ser testado em humanos.

     

    Pesquisadores da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP-USP) descobriram um novo alvo para combater as dores inflamatórias. Em parceria com uma indústria farmacêutica italiana, a Dompé, a equipe está agora desenvolvendo um medicamento que inibe uma proteína chamada C5a. A esperança é que o novo remédio seja capaz de eliminar a dor sem os efeitos colaterais associados aos anti-inflamatórios mais utilizados.

    De acordo com o pesquisador Thiago Mattar Cunha, o estudo começou em 2006. Em 2008, a equipe publicou o primeiro trabalho sobre o assunto na revista científica “British Journal of Pharmacology”, mostrando que a proteína C5a seria um alvo eficaz para o controle da dor inflamatória. Na fase seguinte do estudo, já em parceria com a empresa italiana, o objetivo foi desenvolver uma molécula para bloquear esse sistema.

    A equipe espera publicar os resultados até o fim do ano. A pesquisa foi apresentada por Cunha no Simpósio Brasileiro e Encontro Internacional sobre Dor (Simbidor), que ocorreu na semana passada em São Paulo.

    Anti-inflamatórios mais comuns

    Os anti-inflamatórios mais comuns são os chamados anti-esteroides, que incluem medicamentos populares como o ácido acetilsalicílico, o diclofenaco e o ibuprofeno. Esse grupo de remédios combate a dor, a febre e a inflamação tendo como alvo uma substância chamada prostaglandina, responsável por sensibilizar os neurônios para a dor.

    Quando a prostaglandina é inibida, portanto, há uma redução do processo inflamatório e da dor. No entanto, a mesma substância é responsável por funções importantes no organismo, como a proteção do estômago contra os ácidos produzidos em seu interior, a manutenção da função dos rins e a coagulação sanguínea. É por isso que o uso contínuo desses medicamentos tende a provocar efeitos colaterais nocivos.

    Já o novo alvo proposto pelos cientistas da FMRP-USP, ao mesmo tempo em que está ligado ao mecanismo inflamatório, parece não estar relacionado a outros processos fisiológicos importantes do organismo. “Temos animais que são deficientes para esse receptor (de C5a) e sobrevivem normalmente, sem nenhum problema. Então achamos que, bloqueando esse receptor, teremos um grande fármaco com efeitos colaterais bem reduzidos”, diz Cunha.

    A proteína C5a, segundo Cunha, faz parte do sistema complemento. Conforme sugere seu nome, esse sistema complementa a atividade do sistema imunológico no combate aos micro-organismos infecciosos, ativando uma resposta inflamatória.

    “O C5a está acima da prostaglandina; provavelmente é o responsável pela liberação dessa substância”, diz Cunha. Inibindo o C5a, portanto, os pesquisadores estão bloqueando a substância que vai formar a prostaglandina durante o processo inflamatório sem, porém, afetar suas outras funções no organismo, como a proteção do estômago e o funcionamento dos rins.

    Segundo o pesquisador, o novo fármaco está próximo de ser testado em seres humanos, em um estudo clínico.

    Fonte: G1 Saúde

     

  • Células do olho podem ajudar a diagnosticar alzheimer

    Células do olho podem ajudar a diagnosticar alzheimer

    Alterações em células específicas da retina podem ajudar a diagnosticar e acompanhar a progressão do alzheimer, segundo uma nova pesquisa conduzida por cientistas americanos.



    O mal de Alzheimer é uma doença degenerativa que afeta os neurônios. Seu sintoma primário é a perda da capacidade de memória.



    A equipe de pesquisadores descobriu que camundongos com a doença perderam espessura na camada das células oculares.



    Como a retina é uma extensão direta do cérebro, eles acreditam que a perda de neurônios retinais pode estar relacionada à diminuição de células do cérebro devido ao alzheimer.



    As descobertas foram reveladas durante uma conferência de neurociência ocorrida nos Estados Unidos.

     
    A equipe prevê que, futuramente, os oftalmologistas, munidos dos devidos aparelhos, consigam detectar o mal de Alzheimer durante um exame de vista periódico.



    Segundo o estudo dos cientistas, alterações nas células da retina também poderiam ajudar a detectar o glaucoma – que leva à cegueira – e que é considerado uma doença neurodegenerativa similar ao alzheimer.



    Scott Turner, diretor do programa de transtornos de memória do Centro Médico da Universidade Georgetown, nos Estados Unidos, afirmou: ” A retina é uma extensão do cérebro, por isso faz sentido que os mesmos processos patológicos encontrados no cérebro de alzheimer também sejam observados no olho. “



    Turner e sua equipe analisaram a espessura da retina em uma área que anteriormente não havia sido investigada. O estudo incluiu camada nuclear interna e a camada de células ganglionares da retina (um tipo de neurônio encontrado na retina).



    Eles concluíram que uma perda de espessura ocorreu apenas em camundongos com mal de Alzheimer. A camada de células ganglionares da retina foi reduzida à metade de seu tamanho e a camada nuclear interna diminuiu em mais de um terço.



    “Nossa descoberta sugere uma nova compreensão do processo da doença em seres humanos e pode levar a novas formas de diagnosticar ou prever a doença de alzheimer que poderiam ser tão simples como um exame de vista”, explicou Turner.
     
    Não-invasivo



    Turner acrescentou que, eventualmente, os tratamentos desenvolvidos para frear a progressão do mal de Alzheimer também poderiam ser usados para tratar o glaucoma.



    “Esperamos que isso se traduza em pacientes humanos e suspeitamos que o afinamento da retina, assim como o afinamento cortical, ocorre muito antes do início do processo de demência”, disse Tuner à BBC News.



    “Porém, estudos em humanos ainda são necessários para comprovar nossa tese. O problema é que os biomarcadores principais da doença de alzheimer são muito caros ou invasivos. Já um exame minucioso da espessura da retina – por tomografia de coerência ótica – seria um procedimento barato e não-invasivo”.



    A causa do mal de Alzheimer , uma das principais causadoras da demência, ainda é desconhecida.



    Apesar de ainda não haver cura, médicos acreditam que o tratamento precoce do alzheimer é a maneira mais eficaz para evitar a perda de memória, seu principal sintoma.



    Para Laura Phipps, do Alzheimer Research UK, centro de pesquisa para a doença baseado no Reino Unido, há cada vez mais evidências ligando a perda de células da retina ao mal de Alzheimer.



    “Diagnosticar a doença de alzheimer com precisão pode ser uma tarefa difícil. Por isso, é vital para continuar investindo em pesquisa para melhorar os métodos de diagnóstico”, afirmou Phipps.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • ANS deve suspender comercialização de 150 planos

    ANS deve suspender comercialização de 150 planos

    Rio (AE) – Cento e cinquenta planos de saúde de 41 operadoras terão a comercialização suspensa na próxima segunda-feira, 18, pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). A medida resulta do monitoramento da garantia de atendimento feito pela ANS e se deve principalmente a casos de recusa das operadoras em atender consumidores. De 19 de julho a 18 de setembro, a ANS recebeu 15.158 reclamações sobre 516 operadoras de planos de saúde. A suspensão será por um período de 3 meses. 



    Segundo o diretor-presidente da ANS, André Longo, as operadoras têm se esforçado para resolver problemas apontados por seus clientes, e hoje, de cada cinco reclamações que chegam à ANS, quatro são resolvidas, ele afirmou. Longo disse também que o número de reclamações baixou no último trimestre de 17.417 para 15.158. O monitoramento é feito desde dezembro de 2011. Dezenove operadoras que haviam tido planos suspensos três meses atrás continuam sob sanção. Outras sete foram liberadas para voltar a comercializar os plano suspensos.

     
    Fonte: Uol Saúde
  • Cardiologistas recomendam medicamentos preventivos contra colesterol

    Cardiologistas recomendam medicamentos preventivos contra colesterol

    O ACC (American College of Cardiology) recomenda a prescrição de medicamentos contra o colesterol a título preventivo para adultos com boa saúde mas que apresentem risco elevado de desenvolver doenças cardiovasculares.

    Esta recomendação aparece na última atualização do guia clínico do ACC, publicado nesta terça-feira (12), e cuja edição precedente remonta a 2004.

    “Mas os pacientes e clínicos gerais geralmente subestimam o risco de enfermidades cardiovasculares, especialmente quando as analisam a longo prazo”.

    Os fatores mais conhecidos que contribuem para a arteriosclerose são a idade, o nível de colesterol, a tensão arterial, tabagismo e o diabetes. Os clínicos gerais podem determinar, facilmente, por meio de uma fórmula, o risco ao qual uma pessoa está exposta, destacaram os cardiologistas.

    Fonte: Uol Saúde

  • Novos testes ajudam a decidir se mulher com câncer de mama deve fazer químio

    Novos testes ajudam a decidir se mulher com câncer de mama deve fazer químio

    Uma nova geração de testes genéticos começa a ser usada no Brasil em certos casos de tumor nos quais há margem para dúvidas sobre qual é o caminho mais seguro e menos nocivo a ser trilhado no tratamento.

    Há muito tempo os médicos já sabem que só tamanho não é documento quando se fala da agressividade de um tumor. E mesmo as informações colhidas pela análise do tecido tumoral no microscópio não revelam tudo o que o oncologista precisa saber para decidir se, após a cirurgia, uma mulher com câncer de mama deve ou não se submeter à quimioterapia.

    Neste ano, um exame chamado Mammaprint, que analisa 70 genes do tumor, começou a ser usado por médicos particulares no país.

    Outro teste, o Pam50, de 57 genes, também deve chegar ao Brasil em breve. Eles se juntam a um outro método anterior, o Oncotype (que analisa 21 genes e já é usado há alguns anos), para dar subsídio aos médicos na hora de mudar (ou não) a terapia escolhida.

    Há ainda um outro painel, mais restrito, de três genes, que começou a ser oferecido, há um mês, pelo laboratório Salomão Zoppi.

    NA PRÁTICA

    Antonio Frasson, mastologista do hospital Albert Einstein e professor da PUC do Rio Grande do Sul, já aplicou o Mammaprint em cerca de 20 pacientes com câncer.

    Primeiro, a mulher passa pela cirurgia de retirada do tumor. Uma amostra desse tecido é colocada em um bloco de parafina e enviada a um laboratório nos EUA. O exame analisa 70 genes ligados à capacidade de proliferação das células e de sua infiltração em outros órgãos.

    Três ou quatro semanas depois, diz Frasson, chega o resultado, que afirma se a doença tem bom prognóstico ou não. Se o prognóstico é bom, afirma o médico, isso quer dizer que a paciente tem uma chance em torno de 95% de estar bem daqui a dez anos. Se for ruim, a chance é menor. “Com essa informação, podemos selecionar quem pode ser poupada da químio depois da cirurgia.”

    SELEÇÃO

    O teste, no entanto, não é indicado para todas as mulheres com câncer. Casos em que o tumor é claramente não agressivo ou nos quais já se vê risco de metástase não pedem o Mammaprint, que custa cerca de R$ 12 mil e não é coberto por planos de saúde.

    De acordo com Sergio Simon, oncologista do Albert Einstein, uma primeira análise, chamada de imuno-histoquímica, usada já há 20 anos, mostra se o tumor tem receptores de hormônios femininos e se tem a expressão da proteína HER2.

    Isso já pode mostrar se o tumor é agressivo e requer uma terapia específica, dispensando o painel genético mais amplo. Nos outros casos, a análise genética pode ser reveladora. “Às vezes, há tumores pequenos extremamente agressivos, e esse exame mostra. Tumores maiores podem ser indolentes.”

    Segundo Simon, o teste muda a conduta em até 40% dos casos, em geral para não usar a quimioterapia. “Reservamos o tratamento para quem realmente precisa.”

    Fonte: Folha de São Paulo