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Oxitocina melhora função cerebral em crianças com autismo, mostra estudo
Uma única dose do hormônio oxitocina , administrada por meio de spray nasal , melhorou a atividade cerebral durante o processamento de informações sociais em crianças com transtornos do espectro do autismo, revela estudo feito por cientistas da faculdade de medicina de Yale, nos EUA. O estudo foi publicado no periódico Proceedings of the National Academy of Sciences.“Este é o primeiro estudo a avaliar o impacto da oxitocina sobre a função cerebral em crianças com transtornos do espectro do autismo”, afirma o principal autor da pesquisa Ilanit Gordon, pós-doutorando no centro de estudos da criança da faculdade.Gordon e sua equipe conduziram um estudo duplo-cego, controlado por placebo, que contou com 17 crianças e adolescentes com transtornos do espectro do autismo. Os participantes , com idades entre 8 e 16,5, receberam aleatoriamente o spray de oxitocina ou um spray nasal sem princípio ativo durante uma tarefa que envolvia julgamentos sociais. A oxitocina é um hormônio naturalmente produzido no cérebro e em todo o organismo.“Descobrimos que os centros do cérebro associados a recompensa e reconhecimento de emoção responderam mais durante as tarefas sociais nas crianças que receberam oxitocina em vez do placebo “, diz Gordon. “A oxitocina normalizou temporariamente as regiões do cérebro responsáveis ??pelos deficits sociais observados em crianças com autismo.”Gordon disse que a oxitocina facilita a chamada sintonia sociail, um processo que faz com que as regiões do cérebro envolvidas no comportamento social e cognição sejam mais ativadas por estímulos como rostos e menos por estímulos não sociais, como carros, por exemplo.Apesar de o estudo ter tido poucos participantes, Gordon avalia que os resultados são importantes, levando-se em conta a necessidade urgente de tratamentos para combater a disfunção social em distúrbios do espectro do autismo.Fonte: Uol Saúde -

Cientistas estão mais perto de pílula para homens
Cientistas australianos estão mais próximos de sintetizar uma pílula anticoncepcional para homens – mas o medicamento ainda levará mais de dez anos para chegar às farmácias.Os pesquisadores da Universidade Monash, em Melbourne, encontraram uma forma reversível de impedir que os espermatozóides saiam junto com a ejaculação, sem afetar a função sexual.Testes em animais mostraram que o esperma pode ser mantido “em estoque” durante a relação.A busca por um anticoncepcional masculino até o momento se concentrou em pesquisar como os homens poderiam produzir espermatozóides não-funcionais.Mas, alguns medicamentos usados com este objetivo também tinham efeitos colaterais considerados “intoleráveis”, segundo Sabatino Ventura, um dos pesquisadores da Universidade Monash.Estes medicamentos provocavam a infertilidade, mas também afetavam o apetite sexual ou causavam alterações permanentes na produção dos esperma.A descoberta foi publicada na revista especializada Proceedings of the National Academy of Sciences.EstoquePara chegar a este novo anticoncepcional masculino, os pesquisadores australianos tentaram uma abordagem diferente. Normalmente o esperma sai da “área de estoque” no canal deferente antes da ejaculação.O grupo de pesquisadores produziu camundongos geneticamente modificados que não conseguiam expelir o esperma para fora do canal deferente.“O esperma fica no local de estocagem então, quando o camundongo ejacula, não há esperma, ele é estéril”, disse Ventura à BBC.“É facilmente reversível e o esperma não é afetado, mas precisamos mostrar que podemos fazer isto em termos farmacológicos, provavelmente com dois medicamentos”, acrescentou.Até o momento o grupo de pesquisas fez com que os camundongos ficassem estéreis mudando o DNA dos roedores para que eles parassem de produzir duas proteínas necessárias para mover o esperma.Agora, os cientistas precisam descobrir duas drogas que possam produzir o mesmo efeito. Eles acreditam que uma delas já foi desenvolvida e é usada há décadas em pacientes com crescimento benigno da próstata.Mas, a descoberta do segundo medicamento necessário pode levar até uma década.O processo descoberto pelos cientistas australianos também não é totalmente livre de efeitos colaterais. As proteínas que foram alteradas pelos cientistas têm um papel no controle dos vasos sanguíneos, então os efeitos colaterais poderão afetar a pressão e o batimento cardíaco.Mas, pelo menos nos camundongos, a única alteração detectada foi uma queda “muito pequena” na pressão sanguínea. Também pode haver uma alteração no volume da ejaculação.“É um estudo muito bom, quase como uma vasectomia biológica, que impede a saída do esperma”, afirmou Allan Pacey, palestrante de andrologia na Universidade de Sheffield, na Inglaterra.“É uma boa ideia, mas eles precisam continuar (com a pesquisa) e observar o que faz com as pessoas”, acrescentou.Fonte: BBC Brasil -

Governo amplia oferta de antirretrovirais a todas as pessoas com HIV
O Ministério da Saúde anunciou hoje (1º), Dia Mundial de Luta contra a Aids, que vai estender o tratamento com antirretrovirais na rede pública a todos os adultos infectados com o HIV, independentemente do estágio da doença e da contagem das células de defesa CD4.A mudança começa a valer amanhã, com a publicação da portaria no “Diário Oficial da União”.O governo também estuda oferecer a medicação a pessoas sem HIV e risco maior de contrair o vírus, como usuários de drogas. Em 2014, o ministério vai iniciar uma pesquisa para avaliar a estratégia.No protocolo anterior do SUS, os antirretrovirais só eram oferecidos a quem desenvolvia a Aids e tinha menos de 500 CD4 (células de defesa do organismo) por milímetro cúbico de sangue.No início de 2013, o tratamento também incluiu outros grupos, como casais sorodiscordantes (em que um dos parceiros tem o vírus) e pacientes que têm outras doenças (como tuberculose).Além do Brasil, só EUA, França e Reino Unido recomendam o uso dos remédios para todos os soropositivos.Segundo o infectologista Artur Timerman, o tratamento é bom para a pessoa infectada e para a comunidade, já que a droga reduz a chance de transmitir o vírus. “Não há outro método que reduza a transmissão do HIV de forma tão eficaz como o tratamento das pessoas infectadas.”Um dos receios ligados à terapia precoce tinha a ver com os efeitos colaterais, como alterações metabólicas. Timerman, porém, diz que remédios menos “poderosos”, usados logo após o contágio, causam menos danos.O único problema da estratégia, afirma, é o possível uso irregular dessas drogas, o que pode levar à resistência.Segundo o ministério, 313 mil pessoas recebem as drogas pelo SUS e outras 100 mil devem se beneficiar da ampliação em 2014. Ao todo, 718 mil pessoas têm HIV no país.A iniciativa é parte do orçamento de R$ 1,3 bilhão do ministério para Aids em 2014. Em 2013, o orçamento foi de R$ 1,2 bilhão, sendo R$ 770 milhões para remédios contra doenças sexualmente transmissíveisO ministério também anunciou que um teste que detecta o vírus por meio de uma amostra de saliva será vendido por R$ 8 nas farmácias a partir de fevereiro.PREVENÇÃOEm 2014, o governo vai iniciar um estudo de profilaxia pré-exposição, que consiste no uso diário dos antirretrovirais para prevenir a transmissão do HIV entre grupos com risco elevado de contrair o vírus, como gays, profissionais do sexo e usuários de drogas.O estudo será feito no Rio Grande do Sul com um remédio desenvolvido pela Fiocruz e chamado de “três em um”.O medicamento, segundo o diretor do departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Fábio Mesquita, é semelhante ao Truvada, droga aprovada para fins profiláticos nos EUA no ano passado e que ainda não é usada no Brasil.Outra pesquisa, coordenada pela Fiocruz e feita pela USP e o Centro de Referência e Treinamento DST/Aids de São Paulo, vai avaliar como implementar o Truvada no país para evitar a transmissão do HIV em populações mais vulneráveis.Fonte: Folha de São Paulo -

Brasil terá teste de Aids vendido em farmácia
Um teste caseiro para diagnóstico de HIV começará a ser usado no país no próximo ano. Desenvolvido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o exame é feito com base em análises de saliva.Organizações não governamentais já começam a ser treinadas para o uso adequado do kit. Na primeira etapa, o exame será oferecido para populações consideradas vulneráveis para a doença, como profissionais do sexo, gays, usuários de drogas e travestis. Depois de abril, ele deverá ser vendido em farmácias. “Esse é o futuro”, disse ao jornal “O Estado de S. Paulo” o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa. “O teste é uma ferramenta valiosa para ampliar o diagnóstico da doença”, completou.Nos últimos anos, várias campanhas para incentivar a testagem foram realizadas. Exames rápidos também passaram a ser oferecidos em serviços públicos de saúde. Os números obtidos até agora, no entanto, são considerados tímidos.O governo estima que 150 mil pessoas tenham HIV no Brasil e não saibam. O problema é considerado grave porque reduz as chances de o tratamento ser iniciado na fase inicial da doença. A terapia precoce, além de garantir a qualidade de vida para o soropositivo, é considerada por especialistas instrumento importante para prevenir novas infecções pelo vírus.Quando o portador do HIV está sob tratamento, a quantidade de vírus circulante em seu organismo cai, reduzindo o risco de infecção do parceiro em relações sexuais desprotegidas. “Além disso, quando a pessoa sabe da sua condição sorológica, ela pode reforçar as medidas de prevenção”, disse Barbosa.Outra tentativaTrata-se da segunda geração do teste para HIV feito com saliva desenvolvido pela Fiocruz. “Na primeira versão, o valor preditivo apresentava falhas”, disse o secretário. O exame atual é considerado seguro e confiável.Hoje, 20 organizações não governamentais estão em treinamento para usar o teste. Outras 20 deverão ser recrutadas. A expectativa é de que até o início do ano uma portaria com as regras para padronizar o teste seja publicada. Para a venda em farmácias, segundo Barbosa, será preciso um registro, emitido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).Fonte: Uol Saúde -

Autópsia digital dispensa bisturi
A Grã-Bretanha introduziu o primeiro escâner em 3D para a realização de autópsias digitais sem a necessidade de cirurgias invasivas.Segundo o especialista forense Peter Vanezis, o corte é feito virtualmente, e é possível passar pelas camadas de tecido, ver os ossos e os órgãos, exatamente como em uma autópsia, mas sem fazer um corte.O equipamento permitirá que familiares tenham a opção de escolher entre um procedimento convencional e uma autópsia digital, que deverá custar cerca de R$ 1,9 mil.Alguns acadêmicos, porém, estão céticos em relação à precisão do aparelho, e dizem que as imagens não conseguem comprovar as causas mais comuns de morte.Apesar das críticas, os envolvidos no projeto acreditam que a autópsia digital venha a ser uma boa opção para comunidades que contestam o procedimento por motivos religiosos ou familiares que resistem à ideia de que o corpo de um ente morto seja cortado e aberto.Fonte: Uol Saúde -

Mexicano que passou por transplante de braços faz reabilitação em hospital
Gabriel Granados, 53, recebeu novos membros após cirurgia feita em 2012.Ele perdeu os dois braços após uma forte descarga elétrica.A vida do mexicano Gabriel Granados, de 53 anos, mudou depois que perdeu seus dois braços após receber uma alta descarga elétrica, em 2011. Foi necessário amputar os membros.Mas em maio de 2012, Granados passou por uma cirurgia que durou 17 horas para transplantar outros dois braços. Eles pertenciam a um homem de 34 anos que teve morte cerebral após ser atingido por arma de fogo.A operação foi a primeira do tipo na América Latina e contou com a ajuda de cinco cirurgiões plásticos, cinco enfermeiras e três anestesistas. O mexicano recuperou a maioria dos movimentos após o procedimento médico e segue atualmente em processo de reabilitação em um hospital da Cidade do México.Fonte: G1 Saúde -

Ministério estima em 577 mil os novos casos de câncer no Brasil em 2014
Estudo feito a cada dois anos foi divulgado nesta quarta-feira.São esperados 69 mil casos de câncer de próstata e 57 mil na mama.Estudo divulgado nesta quarta-feira (27) pelo Ministério da Saúde estima que haverá 576.580 novos casos de câncer diagnosticados no país em 2014. Entre os que devem ter maior incidência, estão os de pele, próstata e mama, segundo o ministério.A previsão, de acordo com o governo, é que o tumor de pele não melanoma, considerado o mais frequente na população feminina e masculina, atinja 182 mil pessoas no próximo ano, equivalente a 31,5% do total.Na sequência, segundo a previsão do ministério, são esperados, aproximadamente, 69 mil novos casos de câncer de próstata em 2014. Em relação às mulheres, diz o Ministério da Saúde, o câncer de mama deve atingir mais de 57 mil casos.Segundo o estudo divulgado nessa quarta, dia em que se comemora o Dia Nacional de Combate ao Câncer, “com exceção do câncer de pele, a ocorrência de novos casos da doença no próximo ano será de 394.450, sendo 52% em homens e 48% em mulheres”. Além dos cânceres de pele, próstata e mama, segundo o Ministério da Saúde, os mais comuns no Brasil são os de intestino, pulmão e estômago.A previsões de novos casos de câncer, divulgadas a cada dois anos, servem de base para a elaboração de políticas públicas na área de oncologia. No documento, elaborado pelo Instituto Nacional de Câncer José de Alencar Gomes da Silva (Inca), estão relacionados os 19 tipos de cânceres mais frequentes no Brasil.Entre as estimativas para as regiões, em 2014 devem surgir 299,7 mil casos no Sudeste, 116,3 mil no Sul, 99,06 mil no Nordeste, 41,4 mil no Centro-Oeste e pouco mais de 20 mil no Norte.O Ministério da Saúde informou que o câncer é, atualmente, a segunda principal causa de morte no Brasil e no mundo, “atrás apenas das doenças cardiovasculares”. Segundo o levantamento do governo, em 2011 foram registradas 184.384 mortes por câncer em todo o país.“No caso do Brasil, a estimativa para 2014 é 11% maior que o total de novos casos esperados dois anos atrás (520 mil). Melhorias na quantidade e qualidade da base de dados podem ter interferido no índice, uma vez que o número é calculado com base nas taxas de mortalidade dos estados e capitais brasileiras”, informou em nota o ministério.Segundo o ministro Alexandre Padilha, o governo deve investir na rede pública de saúde cerca de R$ 4,5 bilhões para diagnóstico e tratamento de câncer no próximo ano. Para Padilha, o aumento na expectativa de vida da população também “chama a atenção” do governo.“Esse crescimento anual só reforça a prioridade que o câncer tem que ter em saúde pulica no SUS [Sistema Único de Saúde] hoje. (…) O aumento na expetativa de vida da população também chama a atenção do SUS para a prevenção, diagnóstico precoce e tratamento de qualidade no SUS”, afirmou o ministro.HomensAs estimativas do governo apontam que os devem ser registrados cerca de 70 casos de câncer de próstata a cada 100 mil homens, 16 casos de câncer de traqueia, brônquio e pulmão, 15 casos de câncer de cólon e reto, além de 13 casos de câncer no estômago. Demais cânceres como na cavidade oral, esôfago, laringe e bexiga integram a lista.MulheresAs estimativas mostram que devem ser registrados mais de 56 casos de câncer de mama a cada 100 mil mulheres, 17 casos de câncer de cólon e reto, e 15 casos de câncer de colo e útero. Cânceres na glândula tireoide, corpo do útero e ovário também estão na lista do ministério.Números “não assustam”Ao G1, o coordenador de Prevenção e Vigilância do Inca, Claudio Noronha, disse que os números da estimativa divulgados nesta quarta-feira “não assustam”, mas “chamam a atenção”.“Os números não assustam, dentro das expectativas, mas chamam a atenção. É preciso organizar os sistemas de saúde públicos, para que a prevenção, o diagnóstico e o tratamento sejam feitos da melhor maneira para estas pessoas”, afirmou.Noronha disse ainda que a estimativa de cerca de 577 mil casos está diretamente relacionada a quatro fatores. “Os fatores de risco são, na maioria dos casos, tabagismo, alimentação inadequada, falta de atividade física e consumo exagerado de bebida alcoólica”, afirmou.Fonte: Bem Estar -

Vida sem germes pode explicar a chamada
Hoje em dia, o sanduíche de manteiga de amendoim e geleia, no passado a opção mais comum para um almoço simples, é proibido na maioria das escolas americanas devido às reações graves e ocasionalmente fatais de alguns alunos a nozes e castanhas.
A “epidemia alérgica” das últimas décadas deixou duas a três vezes mais pessoas com doenças alérgicas e asma.
Cerca de uma em cada 13 crianças tem uma alergia alimentar, e o número de crianças com alergia a amendoim triplicou entre 1997 e 2007. É uma epidemia para a qual não há explicação clara, mostrou o “New York Times”.
Cientistas acreditam que expor crianças a germes desde que elas são muito pequenas faz bem a elas.
Um estudo sueco recomenda que os pais lambam as chupetas dos filhos para limpá-las, relatou o “NYT”. De acordo com os pesquisadores, os bebês cujos pais faziam isso desenvolveram menos alergias do que aqueles cujas chupetas eram lavadas ou fervidas.
Joel Berg, presidente da Academia Americana de Odontologia Pediátrica, disse que as descobertas reforçam o que ele vem dizendo a seus pacientes há anos: “A saliva é sua amiga”. Ela contém enzimas, proteínas, eletrólitos e outras substâncias benéficas, algumas das quais talvez possam ser transmitidas de pais para filhos.
Outra maneira de reduzir o risco de alergias seria criar seu filho num paiol ou estábulo. Sem eletricidade, esgoto ou água corrente.
É assim que os Amish, que rejeitam muitas das conveniências da vida moderna, vivem e criam seus filhos na Pensilvânia, em Ohio e Indiana.
O alergista Mark Holbreich, de Indiana, descobriu que apenas 7,2% das 138 crianças Amish que ele testou apresentavam sensibilidade ao pólen de árvores e outros alérgenos, contra cerca de metade de todas as crianças americanas.
O agricultor Amish Andrew Mast disse a Holbreich que o trabalho na fazenda foi uma constante em sua infância. “Minha primeira recordação é de tirar leite da vaca aos cinco anos”, contou.
Sua mulher, Laura, trabalhou no estábulo quando estava grávida, e as duas filhinhas do casal foram levadas ao estábulo a partir dos três meses de idade.
Noventa e dois por cento das crianças Amish que Holbreich examinou vivem em fazendas ou as frequentam, e o médico acredita que seja esse o segredo dos Amish, segundo o “NYT”.
Cientistas europeus estudam o chamado “efeito fazenda” desde o final dos anos 1990. A teoria é que micróbios do estábulo, da matéria vegetal e do leite cru estimulam o sistema imunológico das crianças, protegendo-as contra alergias.
Mas, como a maioria de nós passa 90% de nosso tempo em espaços fechados, entre paredes, ecologistas como o microbiologista Noah Fierer, da Universidade de Colorado Boulder, começaram a estudar esses espaços, relatou o “NYT”. Os cientistas querem saber como “colonizamos” nossas casas com vírus, bactérias e micróbios.
Cães e outros animais de estimação afetam as formas de vida microscópicas que vivem sobre nossos travesseiros e telas de computador. Peter Andrey Smith escreveu no “NYT” que, com o tempo, cientistas “esperam propor estratégias para controlar casas cientificamente, eliminando táxons nocivos e fomentando as espécies benéficas à nossa saúde”.
Um estudo realizado na Finlândia em 2012 constatou que a diversidade vegetal fora das casas está relacionada a uma variedade maior de bactérias presentes sobre a pele humana dentro das casas. Adolescentes expostos a essa biodiversidade maior apresentam risco menor de sofrer alergias.
“No momento, não entendemos como as construções funcionam como ecossistemas”, disse Jordan Peccia, engenheiro ambiental na Universidade Yale que estuda o vínculo entre diversidade fúngica maior em espaços fechados e índices mais baixos de asma.
“Achamos que aumentar o isolamento das casas seria benéfico, mas talvez isso seja um equívoco do ponto de vista da diversidade ecológica.”
Fonte: New York Times
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Óleos prometem reduzir a fome, mas faltam provas sobre os benefícios
O cardápio da moda para emagrecer inclui colheradas de gordura –o que parece estranho, já que uma colher de sopa de óleo de coco, linhaça ou cártamo, populares em sites de dieta, tem cerca de 120 calorias, o mesmo que um bombom recheado.
Mas, segundo os fabricantes, apesar do alto valor calórico, essas gorduras vegetais aceleram o metabolismo e aumentam a saciedade, ajudando na perda de peso.
As promessas são vendidas a preços salgados: 260 ml de óleo de semente de chia, rico em ômega 3, custam R$ 59,90 na rede Mundo Verde (preço sugerido).
O sucesso das gorduras para emagrecer começou com o óleo de coco, que explodiu no verão de 2012. De lá para cá a lista só cresceu.
Ainda está longe, porém, de haver um consenso sobre os benefícios dos produtos.
“A literatura científica sobre o óleo de coco é ampla”, defende Natana Martins, nutricionista do Herbarium, marca de fitoterápicos e suplementos. Segundo ela, o efeito emagrecedor é atribuído à propriedade termogênica da gordura do coco (que aumenta a queima de calorias no corpo).
Mas, para o nutrólogo Edson Credidio, pesquisador da Unicamp, essa ação ainda não foi comprovada. “As pesquisas encontraram tanto benefícios como malefícios no alimento e não foram capazes de explicar o mecanismo envolvido”, diz.
A nutricionista Annie Belo, pesquisadora do Instituto Nacional de Cardiologia, no Rio, orienta um estudo sobre óleo de coco com 130 voluntários. A pesquisa será apresentada em março, mas já há uma prévia dos resultados.
“O óleo teve efeito adjuvante na redução da circunferência da cintura”, diz. Ela ressalta que os participantes seguiram uma dieta acompanhada por nutricionista, porque o óleo de coco, sozinho, engorda. “Não há milagre.”
À espera do efeito milagroso descrito em blogs, a assessora jurídica Sheilla Lovato, 27, tentou emagrecer só com óleo de coco, primeiro em colherada, depois em cápsulas.
“Deu muito errado. Passei mal”, conta. Ela tomou 500 gramas de óleo em um mês. “Tentei de todo jeito: puro, na salada… Não funcionou. Tive diarreia e ânsia. Se emagreci foi de tanto passar mal.”
Tomar o óleo pode mesmo causar diarreia, principalmente em grandes quantidades, diz a nutricionista e bioquímica Lucyanna Kalluf.
Ela recomenda no máximo duas colheres de chá ao dia, aliadas a uma alimentação saudável. “Óleo de coco é uma gordura saturada –pode aumentar o colesterol.”
ÔMEGAS
Mais novos no arsenal das dietas, os óleos de chia, cártamo (planta da família do crisântemo), abacate e linhaça são boas fontes de ômega 3, 6 e 9, gorduras mais saudáveis que as saturadas e que ajudam na manutenção da saúde cardiovascular.
Mas não emagrecem, de acordo com a nutricionista Ana Maria Lottenberg, do Laboratório de Lípides do Hospital das Clínicas de SP. “É uma falácia. Quem emagrece tomando óleo é porque faz outras mudanças alimentares em conjunto”, diz.
A estudante Nicole Olive, 19, toma três cápsulas de óleo de cártamo por dia há quatro meses e perdeu três quilos. “Dá resultado, sim”, diz. Mas, além de tomar o óleo, Nicole cortou refrigerante e frituras e caminha quase todo dia. “Acho que as cápsulas ajudam a controlar a fome.”
O óleo de cártamo é fonte de ômega 6, ácido graxo essencial que também é encontrado no óleo de soja, canola e milho. “Não precisamos consumir ômega 6 do cártamo, que é caríssimo. É melhor variar entre outros óleos mais baratos”, diz Lottenberg.
O ômega 9 do abacate é o mesmo do azeite, e o ômega 3 do óleo de chia e de linhaça é encontrado nesses alimentos na forma de semente. “Não faz sentido comprar o óleo, mas as sementes de linhaça e chia, sim, porque têm fibras e aumentam a sensação de saciedade”, diz ela.
Para a nutricionista Alessandra Rodrigues, o brasileiro já consome muita gordura. “Tomar um suplemento via oral ultrapassaria as recomendações diárias.” E não importa se a gordura é boa ou ruim: “Em excesso, vai engordar e fazer mal”.
Fonte: Folha de São Paulo
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Cientista Miguel Nicolelis divulga primeiras fotos de exoesqueleto
Pesquisador pretende que paraplégico dê pontapé inicial na Copa.
Objetivo é que estrutura seja comandada diretamente pelo cérebro.O neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis divulgou nesta segunda-feira (25), em sua página no Facebook, as primeiras imagens do exoesqueleto do Projeto Andar de novo (Walk Again Project). O equipamento pretende fazer um jovem paraplégico dar o pontapé inicial da Copa do Mundo de 2014.
As fotos, que, segundo Nicolelis, foram tiradas em Paris, mostram uma estrutura metálica presa a um boneco.
O equipamento pode ser conectado diretamente ao cérebro do paciente, que então controlaria as partes mecânicas como se fossem membros de seu próprio corpo. Dessa forma, seria perfeitamente possível que um paraplégico chutasse uma bola.
Desde o começo deste mês, alguns candidatos a usar o traje estão fazendo exercícios e preparação específica em São Paulo, na Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD) em São Paulo, onde funcionará um laboratório dirigido por Nicolelis. O pesquisador explicou anteriormente que pequenos experimentos já foram feitos com humanos, com partes do equipamento.
Cerca de cem cientistas americanos, europeus e brasileiros trabalham no Walk Again Project. O projeto é uma parceria entre a Universidade Duke e instituições de Lausanne (na Suíça), Berlim e Munique (ambas na Alemanha), Natal e São Paulo.
A técnica faz parte de uma linha de pesquisa conhecida como “interface cérebro-máquina”, com a qual Nicolelis já obteve resultados internacionalmente relevantes. Em um dos mais importantes, o neurocientista fez com quemacacos não só controlassem uma mão virtual, como também sentissem uma espécie de tato quando exerciam a atividade.Fonte: G1 Saúde