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  • Fabricante de talidomida será julgada por malformações na Espanha

    Fabricante de talidomida será julgada por malformações na Espanha

    Remédio era receitado para tratar enjoos da gravidez nos anos 50 e 60.

    Uso do medicamento provocou malformação em milhares de crianças.

     

    Cinquenta anos depois de sua retirada do mercado, começou nesta segunda-feira (14) em Madri o primeiro julgamento na Espanha contra a empresa alemã Grünenthal, que produzia a talidomida, um medicamento que provocou malformações em crianças em todo o mundo, segundo a AFP.

    “Com este julgamento histórico, os afetados espanhóis pela talidomida esperam que (…) depois de mais de meio século de espera infinita, as vítimas espanholas vejam recompensado o seu sofrimento, que começou no feto de suas mães antes de nascer e se prolonga até nossos dias, com a amputação de seus braços e pernas”, declarou antes do julgamento a Associação de Vítimas da Talidomida na Espanha, Avite.

    A Avite exige da empresa Grünenthal 204 milhões de euros para seus cerca de 180 membros em função da gravidade de suas malformações.

    Denunciando uma falta de reconhecimento público em seu país, onde 'a mera existência oficial das vítimas espanholas não ocorreu até 2010', a Avite estima que o número total de vítimas, muitas das quais já faleceram, pode chegar a 3.000 pessoas.

    'Com uma sentença favorável à nossa demanda, o laboratório alemão Grünenthal seria considerado oficialmente, pela primeira vez na história, responsável pelo ocorrido', explicou a Avite.

    A Grünenthal pediu publicamente perdão em setembro de 2012, ou seja, 50 anos depois dos primeiros casos de malformações, afirmando que sentia muito por seu longo silêncio.

    O medicamento

    Este medicamento, que era prescrito às mulheres grávidas no fim dos anos 50 e início dos 60 contra as náuseas, acabou provocando danos irreversíveis no desenvolvimento do feto.

    No Brasil, o medicamento é, ainda hoje, indicado para doenças como hanseníase e mieloma múltiplo. Mas mulheres que tomam o remédio devem usar dois métodos contraceptivos, para garantir que não ficarão grávidas durante o tratamento.

    Fonte: G1 Saúde

     

  • Brasil sem antidoping

    Brasil sem antidoping

    A oito meses da Copa, os organizadores do evento ainda não definiram como fazer os exames antidoping na competição. O único laboratório do País que era capacitado pela Agência Mundial de Antidopagem (Wada na sigla em inglês) para realizar os testes, o Laboratório de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico (Ladetec) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), foi descredenciado no final de setembro, após baixar o padrão de qualidade exigido pelo organismo internacional. O presidente da Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD), Marco Aurélio Klein, disse à ISTOÉ que deverá contratar o laboratório de Lausanne, na Suíça, para realizar os testes na Copa. No entanto, o acordo depende de autorização da Fifa e da própria Wada.



    À ISTOÉ a Wada informou que “está ciente da importância de buscar uma solução rápida para o programa de testes da Fifa antes da Copa do Mundo” e que a decisão de revogar o credenciamento do Ladetec foi tomada após uma revisão profunda da situação do laboratório, “lembrando que a Comissão Disciplinar da Wada já havia suspendido a acreditação do laboratório em agosto.” A idéia de Klein é montar um laboratório-satélite, com técnicos e equipamentos de Lausanne no Brasil, para que os testes mais simples sejam realizados aqui. Os exames mais complexos devem ser feitos na Europa.



    O governo está investindo mais de R$ 15 milhões na construção de um novo laboratório na Ilha do Fundão, no Rio. Entretanto, a obra só deve ficar pronta às vésperas do evento. Para a Copa do Mundo não dá mais. Mas para a Olimpíada de 2016 teremos um centro moderno que atende às exigências internacionais de qualidade”, prometeu Klein. A Wada deve creditá-lo em setembro de 2015.



    Desde o descredenciamento do Ladetec, o material colhido no campeonato brasileiro tem sido analisado na Colômbia. O presidente da Comissão de Controle de Dopagem da CBF, Fernando Solera, não acredita que haverá problema de doping na Copa porque os atletas terão de fazer o passaporte biológico, espécie de banco de dados hormonal. Assim que desembarcarem no Brasil, todos os 832 atletas terão sangue e urina coletados. “A partir daí, vamos montar o perfil hormonal de cada atleta. Durante a competição, ele é submetido ao antidoping, e, além de pesquisar a presença de substâncias proibidas, verifica-se se há diferença hormonal. Em caso positivo, é aberta uma investigação”, explica Solera. O histórico de doping em futebol é pequeno se comparado com o de outras modalidades esportivas. Em todas as Copas, apenas três jogadores foram pegos: o haitiano Ernst Jean-Joseph, em 1974, o escocês Willie Johnston, em 1978, e Diego Maradona, da Argentina, em 1994.

    Fonte: Istoé 

  • Saiba mais sobre a incontinência urinária, distúrbio comum em mulheres

    Saiba mais sobre a incontinência urinária, distúrbio comum em mulheres

    Incontinência urinária é a perda involuntária da urina pela uretra.É um distúrbio mais frequente no sexo feminino, pode manifestar-se tanto na quinta ou sexta década de vida quanto em mulheres mais jovens. Existem três tipos de incontinência urinária:

    – A de esforço:quando há perda de urina ao tossir, rir, fazer exercício, etc.

    – A de urgência:ocorre quando há súbita vontade de urinar e a pessoa não consegue chegar a tempo ao banheiro.

    – A mista:associação os dois tipos anteriores.

    Causas

    Genética, hormonais, envelhecimento, tabagismo, bexiga hiperativa, lesões medulares ou doenças do sistema nervoso, etc.

    Sabe-se que 35% das mulheres após a menopausa sofrem de incontinência urinária ao fazer algum esforço e 40% das mulheres gestantes vão apresentar um ou mais episódios de incontinência urinária durante a gestação ou logo após o parto. Entre os homens, cerca de 5% dos submetidos à cirurgia para retirada da próstata também podem apresentar o problema.

    Prevenção

    A prevenção à doença se dá com administração de exercícios para o fortalecimento da musculatura do assoalho pélvico. Os exercícios consistem em contrair os músculos do assoalho pélvico por 10 segundos e depois relaxá-los por 10 segundos. Estes exercícios devem ser repetidos 10 vezes, em três sessões diárias. O fortalecimento destes músculos é importante para o controle da micção.

    Tratamentos

    É importante ressaltar que a perda involuntária de urina não é um achado normal do envelhecimento e que há tratamentos eficazes, que buscam devolver a qualidade de vida ao paciente.

    Os tratamentos consistem em exercícios do assoalho pélvico, medicamentos e cirurgias. Para os casos de bexiga hiperativa ainda outras opções, como a administração de toxina botulínica diretamente no músculo da bexiga ou a estimulação elétrica dos nervos pélvicos (implante de Interstim).

    Fonte: Sociedade Brasileira de Urologia.

     

    Fonte: Portal do Coração

  • Nova descoberta pode levar à cura de Alzheimer

    Nova descoberta pode levar à cura de Alzheimer

    Testada apenas em camundongos, uma substância química provou, pela primeira vez, ser possível impedir a morte de células do cérebro.

     

    A descoberta da primeira substância química capaz de prevenir a morte do tecido cerebral em uma doença que causa degeneração dos neurônios foi aclamada como um momento histórico e empolgante para o esforço científico.

    Ainda é necessário maior investigação para desenvolver uma droga que possa ser usada por doentes. Mas os cientistas dizem que um medicamento feito a partir da substância poderia tratar doenças como Alzheimer, Mal de Parkinson, Doença de Huntington, entre outras.

    Em testes feitos com camundongos, a Universidade de Leicester, na Grã-Bretanha, mostrou que a substância pode prevenir a morte das células cerebrais causada por doenças priônicas, que podem atingir o sistema nervoso tanto de humanos como de animais.

    A equipe do Conselho de Pesquisa Médica da Unidade de Toxicologia da universidade focou nos mecanismos naturais de defesa formados em células cerebrais.

    Quando um vírus atinge uma célula do cérebro o resultado é um acúmulo de proteínas virais. As células reagem fechando toda a produção de proteínas, a fim de deter a disseminação do vírus.

    No entanto, muitas doenças neurodegenerativas implicam na produção de proteínas defeituosas ou 'deformadas'. Estas ativam as mesmas defesas, mas com consequências mais graves.

    As proteínas deformadas permanecem por um longo tempo, resultando no desligamento total da produção de proteína pelas células do cérebro, levando a morte destas.

    Este processo, que acontece repetidamente em neurônios por todo o cérebro, pode destruir o movimento ou a memória, ou até mesmo matar, dependendo da doença.

    'Extraordinário'

    Acredita-se que esse processo aconteça em muitas formas de neurodegeneração, por isso, interferir nesse processo de modo seguro pode resultar no tratamento de muitas doenças.

    Os pesquisadores usaram um composto que impediu os mecanismos de defesa de se manifestarem, e por sua vez interrompeu o processo de degeneração dos neurônios.

    O estudo, divulgado na publicação científica “Science Translational Medicine”, mostrou que camundongos com doença de príon desenvolveram problemas graves de memória e de movimento. Eles morreram em um período de 12 semanas.

    No entanto, aqueles que receberam o composto não mostraram qualquer sinal de tecido cerebral sendo destruído. A coordenadora da pesquisa, Giovanna Mallucci, disse à BBC: 'Eles estavam muito bem, foi extraordinário.'

    'O que é realmente animador é que pela primeira vez um composto impediu completamente a degeneração dos neurônios.'

    'Este não é o composto que você usaria em pessoas , mas isso significa que podemos fazê-lo, e já é um começo', disse Mallucci.

    Ela disse que o composto oferece um 'novo caminho que pode muito bem resultar em drogas de proteção' e o próximo passo seria empresas farmacêuticas desenvolverem um medicamento para uso em seres humanos.

    O laboratório de Mallucci também está testando o composto em outras formas de neurodegeneração em camundongos, mas os resultados ainda não foram publicados.

    Os efeitos colaterais são um problema. O composto também atuou no pâncreas, ou seja, os camundongos desenvolveram uma forma leve de diabetes e perda de peso.

    Qualquer medicamento humano precisará agir apenas sobre o cérebro. No entanto, o composto dá aos cientistas e empresas farmacêuticas um ponto de partida.

    Estudo de referência

    Comentando a pesquisa, Roger Morris da King's College London, disse: 'Esta descoberta, eu suspeito, será julgada pela história como um acontecimento importante na busca de medicamentos para controlar e prevenir o Alzheimer.'

    Ele disse à BBC que uma cura para a doença de Alzheimer não era iminente, mas disse que está 'muito animado, pois é o primeiro teste feito em um animal vivo que prova ser possível retardar a degeneração de neurônios.'

    'O mundo não vai mudar amanhã, mas este é um estudo de referência.'

    David Allsop, professor de neurociência da Universidade de Lancaster descreveu os resultados como 'muito impressionante e encorajador', mas advertiu que era necessário mais pesquisas para ver como as descobertas se aplicam a doenças como Alzheimer e Parkinson.

    Eric Karran, diretor de pesquisa da organização sem fins lucrativos Alzheimer's Research UK, disse: 'Focar em um mecanismo relevante para uma série de doenças neurodegenerativas poderia render um único medicamento com benefícios de grande alcance, mas este composto ainda está em uma fase inicial.'

    'É importante que estes resultados sejam repetidos e testados em outras doenças neurodegenerativas, incluindo o mal de Alzheimer.'

    Fonte: Bem Estar

     

  • PALESTRA SOBRE PRESCRIÇÃO FARMACÊUTICA

    PALESTRA SOBRE PRESCRIÇÃO FARMACÊUTICA

    Dia 11/10 – 19:00 às 22:00hs
    LOCAL: AUDITÓRIO DO CRF-AL- MACEIÓ
    INCRIÇÕES NO CRF-AL EM MACEIÓ E ARAPIRACA
    Fone: 3338 -5018 / 3338 – 5474
    VALOR: 1Kg de alimento não perecível.
  • Cientistas descobrem por que crianças têm facilidade de aprender mais de uma língua

    Cientistas descobrem por que crianças têm facilidade de aprender mais de uma língua

    Cérebro tem 'janela' para aprendizado de idiomas entre 2 e 4 anos, quando influências exteriores têm maior impacto na linguagem.

     

    Cientistas britânicos e americanos descobriram que entre dois e quatro anos de idade existe uma janela crítica de formação no cérebro – período em que este está aberto a um determinado tipo de experiência – para o aperfeiçoamento da linguagem.

    Através do escaneamento do cérebro, pesquisadores perceberam que influências exteriores têm o seu maior impacto antes dos quatro anos de idade, quando as ligações entre os neurônios se desenvolvem para processar novas palavras.

    A pesquisa, divulgada na publicação cientifica “The Journal of Neuroscience”, sugere que distúrbios que causam atraso na linguagem, como o autismo, devam ser abordados mais cedo. O estudo também explica por que as crianças têm facilidade em aprender mais de um idioma.

    A pesquisa

    Os cientistas, do Kings College em Londres, e da Brown University em Rhode Island, estudaram 108 crianças com desenvolvimento cerebral normal e com idades entre um e seis anos. Eles usaram exames cerebrais para estudar a mielina – substância responsável por proteger o circuito neural, que se desenvolve desde o nascimento.

    Para surpresa dos especialistas, os testes indicaram que a distribuição da mielina é fixada a partir dos quatro anos, o que sugere que o cérebro é mais plástico nos primeiros anos de vida. Eles preveem que qualquer influência ambiental sobre o desenvolvimento do cérebro será mais forte na infância.

    Isso explica por que a imersão de crianças em um ambiente bilíngue antes dos quatro anos de idade oferece uma melhor chance de elas se tornarem fluentes em ambas as línguas, a pesquisa sugere.

    Segundo os pesquisadores, existe um momento crítico durante o desenvolvimento em que a influência exterior sobre as habilidades cognitivas pode ser maior.

    Jonathan O'Muircheartaigh, da Kings College, que liderou o estudo, disse à BBC: 'Uma vez que o nosso trabalho parece indicar que os circuitos do cérebro associados com a linguagem são mais flexíveis antes dos quatro anos de idade, a intervenção em crianças com atraso na execução da linguagem deve ser iniciada antes dessa idade crítica.'

    'Isso pode ser relevante para muitos distúrbios de desenvolvimento, como o autismo, em que o atraso na fala é um traço comum no início.'

    Habilidade linguística

    A primeira infância é uma época em que as habilidades linguísticas se desenvolvem muito rapidamente. Aos 12 meses de idade, os bebês têm um vocabulário de até 50 palavras, mas aos seis anos este pode chegar a cerca de cinco mil palavras.

    Competências linguísticas estão localizadas nas áreas frontais do lado esquerdo do cérebro. Por isso, os pesquisadores esperavam que uma quantidade maior de mielina fosse produzida no lado esquerdo do cérebro enquanto as crianças desenvolvem a linguagem.

    No entanto eles descobriram que a quantidade de mielina se manteve constante, mas teve uma influência mais forte sobre a capacidade linguística antes dos quatro anos de idade, sugerindo que há uma janela crucial para intervenções em transtornos do desenvolvimento.

    'Este trabalho é importante, pois é o primeiro a investigar a relação entre a estrutura do cérebro e a linguagem na primeira infância, e a demonstrar como essa relação muda com a idade', disse Sean Deoni da Brown University, copesquisadora do estudo.

    'Isto é importante já que a linguagem é geralmente alterada, ou retardada, em muitos casos de crianças com problemas durante a fase de desenvolvimento, tais como o autismo.'

    Estudo a longo prazo

    Comentando o estudo, Dorothy Bishop, do Departamento de Desenvolvimento Neuropsicológico da Universidade de Oxford, disse que a pesquisa acrescentou novas informações importantes sobre o desenvolvimento inicial das ligações em regiões do cérebro importantes para funções cognitivas.

    'Há evidências sugestivas sobre a relação entre ligações no cérebro e o desenvolvimento da linguagem, mas é muito cedo para ter certeza sobre as implicações funcionais dos resultados', disse ela.

    'Idealmente, seria necessário um estudo de longo prazo seguindo as crianças por um determinado tempo para acompanhar como as mudanças estruturais do cérebro são relacionadas a função da linguagem.'

    O estudo foi financiado pelos Institutos Nacionais de Saúde Mental nos Estados Unidos e pelo Wellcome Trust na Grã-Bretanha.

    Fonte: G1 Saúde

     

  • China cria vacina para combater encefalite japonesa, afirma OMS

    China cria vacina para combater encefalite japonesa, afirma OMS

    A OMS (Organização Mundial da Saúde) acaba de pré-qualificar, pela primeira vez, uma vacina produzida na China. O medicamento contra a encefalite japonesa deve ser administrado em apenas uma dose em crianças.

    Segundo a OMS, a infecção é causada por um mosquito que transmite o vírus da encefalite japonesa, relacionado à dengue, à febre amarela e ao vírus do Nilo.

    Casos

    Os humanos podem ser infectados com a picada do mosquito e ter uma inflamação no cérebro. Os casos são predominantes em áreas rurais, principalmente no sul e sudeste da Ásia, como China, Índia, Nepal e sudeste da Rússia.

    A OMS calcula que por ano, a encefalite japonesa mate entre 10 mil e 15 mil pessoas. E um estudo mostrou que entre 68 mil casos, pelo menos 30% tiveram sequelas neurológicas permanentes.

    Selo

    A pré-aprovação significa que a agência da ONU (Organização das Nações Unidas) deu à vacina o selo de aprovação em termos de segurança e eficácia. A diretora da OMS, Margaret Chan, espera ver mais vacinas chinesas com a pré-qualificação da agência.

    Chan destacou ser uma novidade importante na proteção de crianças dos países em desenvolvimento. Não existe tratamento específico para a encefalite japonesa e a doença pode ser prevenida com vacinas de eficácia comprovada.

    Fonte: Uol Saúde

  • CCJ do Senado aprova proposta que destina 50% das emendas à saúde

    CCJ do Senado aprova proposta que destina 50% das emendas à saúde

    Atualmente, governo não é obrigado a pagar verba de emenda parlamentar.

    PEC do Orçamento Impositivo agora vai para o plenário do Senado.

     

    A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado aprovou nesta quarta-feira (9) a Proposta de Emenda à Constituição do Orçamento Impositivo, que obriga o Executivo federal a liberar recursos para emendas parlamentares de deputados e senadores. O texto já havia sidoaprovado pela Câmara em agosto e segue agora para análise do plenário do Senado.

    Atualmente, cada parlamentar pode indicar R$ 15 milhões em emendas parlamentares, mas a peça orçamentária representa apenas uma autorização e não é impositiva, podendo o governo cumprir ou não a previsão aprovada pelo Legislativo para gastos que não são obrigatórios, como os investimentos.

    No parecer, o relator da proposta, senador Eduardo Braga (PMDB-AM), incluiu trecho que obriga a destinação de metade das emendas parlamentares à área da saúde pública, conforme exigência feita pelo governo federal.

    Na Câmara, por falta de acordo entre os deputados, a matéria foi aprovada sem estabelecer percentual específico reservado para a saúde.

    O parecer também estabelece a vinculação à saúde de 15% da receita corrente líquida (RCL) da União, somatório de toda a arrecadação tributária, excluídas as transferências constitucionais.

    Esse percentual deve ser alcançado no quinto ano de execução orçamentária sob a nova emenda, devendo aumentar progressivamente a cada ano, começando com a reserva de 13,2%.

    Fonte: G1 Saúde

     

  • Dor fetal motiva debate sobre aborto

    Dor fetal motiva debate sobre aborto

    O debate científico sobre o período da gestação a partir do qual o feto é capaz de sentir dor fez com que grupos antiaborto nos EUA passassem a defender a criação de leis que proíbam o aborto 20 semanas depois da concepção, alegando que os fetos já sentem dor nessa etapa.

    Segundo esses grupos, estudos mostram que os fetos já podem sentir dor a partir da 20a semana de gravidez. Um dos cientistas citados acredita, no entanto, que os poucos abortos realizados após esse período ainda podem ser feitos de modo a se evitar a dor.

    As opiniões de alguns cientistas evoluíram com novas pesquisas. O doutor Nicholas Fisk, especialista em medicina materno-fetal no Hospital Real Brisbane e Feminino, na Austrália, disse que já considerou a dor fetal precoce “uma grande possibilidade”, mas que a pesquisa o convenceu de que ela não é possível antes de 24 semanas.

    Os defensores das leis da dor fetal também dizem que o uso pelos cirurgiões de anestesia e analgésicos em operações de fetos no útero é prova de que eles sentem dor.

    Entretanto, cirurgiões fetais dizem que as drogas são dadas por motivos alheios à dor, como relaxar o útero e bloquear efeitos prejudiciais da reação hormonal ao estresse do feto.

    Um cientista cujo trabalho é citado em apoio às leis é o doutor Kanwaljeet Anand, do Centro de Ciência da Saúde da Universidade de Tennessee, em Memphis. O doutor Anand disse que há a probabilidade de dor nos fetos de 18 a 24 semanas. Mas acrescentou que, para os “muito poucos” abortos que ocorrem depois dessa fase, existem técnicas que podem ser usadas para evitá-la.

    Como há muito que ainda não foi determinado sobre a dor, a maioria das discussões científicas acaba entrando no território da teoria.

    “Existe muito mais que não sabemos do que o que sabemos”, disse o doutor Mark Rosen, que em 2005 analisou muitos estudos sobre o tema, concluindo que a dor fetal é improvável antes de aproximadamente 27 semanas.

    O relatório disse que a sensação de dor exige conexões neurais com o córtex.

    Segundo Rosen, o córtex começa a surgir por volta da 23a semana, não está funcionalmente desenvolvido até a 26a semana e continua se desenvolvendo após o nascimento.

    Em 2010, um painel nomeado pelo Colégio Real de Obstetras e Ginecologistas do Reino Unido disse que “a maioria dos neurocientistas acredita que o córtex é necessário para a percepção da dor”, por isso “o feto não pode sentir dor em qualquer sentido antes” da 24a semana.

    Em 2012, o Congresso de Obstetras e Ginecologistas dos EUA concordou.

    Os defensores da lei da dor fetal afirmam que o córtex não é necessário para sentir dor e que o tálamo, que se desenvolve por volta da 20a semana, é suficiente. Mary Spaulding Balch, do Comitê Nacional pelo Direito à Vida, grupo antiaborto, cita um artigo de 2007 do neurocientista sueco Bjorn Merker. Ele inclui observações de crianças com hidranencefalia, nas quais a maior parte do córtex está ausente. O doutor Merker escreveu que elas pareciam sorrir e chorar e teorizou que “o consenso tácito sobre o córtex cerebral como 'órgão da consciência'” pode “estar seriamente errado”.

    Balch disse que essa pesquisa, envolvendo crianças de um a cinco anos, “é evidência convincente de que a criança sente dor já na 20a semana de gestação”.

    Mas o doutor Merker disse que sua pesquisa continha “indícios secundários” de dor fetal e que a política havia “contaminado” a questão.

    O doutor Anand disse que alguns adultos continuaram sentindo dor depois da remoção do tecido do córtex e outros tiveram a dor eliminada quando apenas os nervos do tálamo foram removidos.

    O doutor Rosen, professor emérito na Universidade da Califórnia em San Francisco, disse que a dor envolve “complexos ciclos de retroalimentação entre diferentes estruturas”, de modo que os receptores da dor devem se estender pelo cordão espinhal e o tálamo até o córtex.

    “Você pode fazer uma ligação telefônica, mas só depois que haja um cabo conectando nossos telefones”, disse. “Você pode dizer que os cabos já existem, mas ninguém ligou o serviço.”
    As teorias da dor fetal do doutor Anand surgiram de pesquisas que ele fez com bebês prematuros há cerca de 25 anos, que mostraram que os bebês que sofreram cirurgias sem anestesia tiveram reações hormonais ao estresse que impediram a recuperação. Ele disse acreditar que as reações refletiam a dor, possível em bebês tão prematuros quanto 22 semanas.

    Em 2004 o doutor Anand testemunhou sobre dor fetal em julgamentos sobre leis que proibiam procedimentos no final da gravidez, que seus adversários chamam de abortos de nascimento parcial. Em 2005, ele depôs diante de uma comissão do Congresso que avaliou a legislação sobre dor fetal.

    Recentemente, o doutor Anand disse que pretendia esclarecer a ciência, não apoiar opiniões contrárias ao aborto. Ele disse que as mulheres e os médicos devem tomar decisões sobre o aborto caso a caso.

    “Nos muito poucos abortos em que a dor fetal poderia ocorrer”, disse ele, “considere o que pode ser feito para evitar causar dor ao feto.”

    Um método comumente usado depois da 20a semana -injetar nos fetos ou no fluido amniótico medicação para parar o coração- seria uma “maneira compassiva de fazê-lo”, disse o doutor Anand.

    Os adversários do aborto discordam, comparando as injeções com infartos.

    O doutor Anand disse que se as injeções não puderem ser feitas ele recomendaria “alguma espécie de anestesia fetal”.

    Fonte: New York Times

  • Vacina contra malária pode chegar ao mercado a partir de 2015

    Vacina contra malária pode chegar ao mercado a partir de 2015

    Após o sucesso dos testes clínicos realizados em crianças africanas, a primeira vacina contra a malária pode chegar ao mercado já em 2015, informou nesta terça-feira (8) a farmacêutica GlaxoSmithKline (GSK).

    De acordo com o grupo, que revelou os detalhes dos testes realizados nesta terça-feira (8), a vacina, conhecida como RTS,S, conseguiu reduzir pela metade os casos de malária em crianças entre 5 e 17 meses após receber a primeira imunização.

    Os testes em questão foram realizados a partir da colaboração de várias instituições acadêmicas da África, Europa e Estados Unidos, entre elas a Universidade de Barcelona, na qual trabalha Pedro Alonso, uma referência na luta contra a malária.

    Estima-se que cerca de 600 mil pessoas – a maioria menores de cinco anos – morrem a cada ano na África por conta deste mal que é produzido pelo parasita Plasmodium falciparum, cujos vetores são diversas espécies do mosquito do gênero Anopheles.

    Diante dos encorajadores avanços alcançados na Fase III dos testes realizados, a GSK informou que pedirá no ano que vem à Agência Europeia do Remédio (Ema) uma permissão para comercializar a vacina RTS,S.

    De acordo com a multinacional, a OMS (Organização Mundial da Saúde) já indicou que pode recomendar a RTS,S no início de 2015 se a mesma receber um sinal verde da Ema.

    A GSK trabalha há anos em colaboração com a ONG Path, enquanto as provas citadas contaram com o financiamento da Fundação Bill & Melinda Gates. Um porta-voz de GSK informou à Agência Efe que a farmacêutica forneceu US$ 350 milhões e a fundação Gates, por sua vez, outros US$ 200 milhões.

    Em relação ao acesso da população a este fármaco, o porta-voz ressaltou que a GSK comercializará a vacina a preço de custo.

    Os resultados destes testes clínicos serão apresentados na cidade sul-africana de Durhan durante um simpósio especializado, embora os mesmos tenham sido adiantados pela farmacêutica britânica.

    Os exames, que foram realizados em 11 centros de pesquisa em sete países africanos, buscou avaliar a eficácia desta vacina com relação à outras medidas tomadas para prevenir a doença, como o uso dos tradicionais mosquiteiros.

    Desta forma, as provas mostraram que, 18 meses após a primeira vacinação, as crianças de entre 5 e 17 meses experimentaram uma redução de 46% da doença, levando em conta que a mesma pode ser adquirida mais de uma vez.

    Ao mesmo tempo, as hospitalizações por malária apresentaram reduções de 42% durante esse período. Concretamente, os testes foram realizados em Gana, Burkina Fasso, Gabão, Quênia, Tanzânia, Malawi e Moçambique.

    “A África registra cerca de 600 mil mortes ao ano por malária, principalmente de crianças menores de cinco anos”, declarou Halidou Tinto, principal investigador e presidente do chamado Comitê de Ensaios Clínicos (CTPC, na sigla em inglês), que supervisiona a Fase III deste programa da RTS,S.

    “Muitos milhões de casos de malária enchem nossas salas em nossos hospitais. Estamos tendo progressos com os mosquiteiros e outras medidas, mas necessitamos de mais instrumentos para combater esta terrível doença”, completou o pesquisador.

    Desde os anos 90 os cientistas buscam uma vacina eficaz contra a malária, mas, com exceção da RTS,S, nenhuma conseguiu obter resultados encorajadores até o momento.

    Fonte: Uol Saúde