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  • Pesquisadores vão testar vacina brasileira contra Aids em macacos

    Pesquisadores vão testar vacina brasileira contra Aids em macacos

    Previsão é que teste ocorra no segundo semestre, diz nota da Fapesp.

    Estudo é desenvolvido por cientistas da Faculdade de Medicina da USP.

     

    Pesquisadores vão testar em macacos uma vacina brasileira contra o vírus HIV, a partir do segundo semestre, informou uma nota da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), nesta segunda-feira (5).

    A previsão é que os experimentos durem 24 meses, e o objetivo é encontrar um método de imunização mais eficaz contra a Aids para ser usado em seres humanos.

    O imunizante contido na vacina foi desenvolvido e patenteado por cientistas da Faculdade de Medicina da USP, e batizado de HIVBr18. O projeto teve início em 2001 e foi desenvolvido por três pesquisadores – Edecio Cunha Neto, Jorge Kalil e Simone Fonseca.

    Vantagens

    A atual etapa do teste pré-clínico, a ser realizada no segundo semestre, vai ser feita em uma colônia de macacos rhesus mantida pelo Instituto Butantan. A vantagem de fazer os testes, é a similaridade entre o sistema imunológico humano e o dos macacos, e o fato de eles serem suscetíveis ao vírus SIV, que deu origem ao HIV.

    Os cientistas avaliam que, no atual estágio de desenvolvimento, a vacina não deve eliminar totalmente o HIV do organismo, mas poderia manter a carga dos vírus reduzida ao ponto um infectado não desenvolver a imunodeficiência e não transmitir o vírus.



    A vacina também pode vir a ser usada para fortalecer o efeito de outras contra a Aids, como uma que está sendo desenvolvida por cientistas da Universidade Rockfeller, em Nova York, nos UEA, criada com uma proteína do vírus chamada gp140.



    “Em um experimento conduzido pela pesquisadora Daniela Rosa, observamos que a pré-imunização com a HIVBr18 melhora a resposta à vacina feita com a proteína recombinante do envelope do HIV gp140, que é a responsável pela entrada do vírus nas células”, disse Cunha Neto, em entrevista à Fapesp.



    “Uma vacina capaz de induzir a produção de anticorpos contra essa proteína [gp140] poderia bloquear a infecção contra o HIV”, completou Cunha Neto.

    O projeto é atualmente conduzido no ambito do Instituto de Investigação em Imunologia, considerado um dos institutos nacionais de ciência e tecnologia (INCT) vinculados ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação com apoio da Fapesp.

    Início da pesquisa

    O projeto teve início a partir da análise do sistema imunológico de um grupo especial de portadores do HIV, que mantinham o vírus sob controle por mais tempo que o normal e apresentavam demora para adoecer.

    Nestes pacientes, a quantidade de linfócitos T do tipo CD4 (TCD4), tipo de glóbulo branco que é alvo do vírus HIV, permaneciam em níveis mais elevados do que o normal.



    Naquela época, os pesquisadores isolaram peptídeos (pequenos pedaços de proteínas) do vírus HIV entre os mais estáveis (que se mantém presentes em quase todas as cepas) e testaram com a ajuda de um programa de computador.



    A ideia foi selecionar os peptídeos com mais chances de serem reconhecidos pelas células TCD4 do sistema imunológico dos pacientes infectados com o HIV. Foram escolhidos 18 entre os peptídeos testados.



    Os 18 peptídeos foram recriados em laboratório e codificados em uma molécula circular de DNA, chamada de plasmídeo. Os resultados foram publicados em 2006 na revista científica “Aids”.



    Testes em laboratório feitos com amostras de sangue de 32 pessoas com HIV com diferentes condições imunológicas e genéticas mostraram que, em mais de 90% dos casos, ao menos um dos peptídeos era reconhecido pelas células imunológicas.



    Os processos foram aperfeiçoados e novos testes foram feitos, inclusive um novo experimento com camundongos geneticamente modificados para expressar moléculas do sistema imunológico humano, cujas conclusões saíram na revista científica “PLoS One”, em 2010.

    Para pesquisas recentes, o grupo desenvolveu uma nova versão da vacina, com elementos conservados de todos os subtipos do grupo principal do HIV, chamado de grupo M. A vacina foi capaz de induzir respostas do sistema imunológico contra fragmentos de todos os subtipos testados do vírus até o momento.

    “Os resultados sugerem que uma única vacina poderia, em tese, ser usada em diversas regiões do mundo, onde diferentes subtipos do HIV são prevalentes”, afirmou Cunha Neto.

    Fonte: Bem Estar

     

  • Transtorno bipolar atinge 4% dos adultos; saiba mais sobre a doença

    Transtorno bipolar atinge 4% dos adultos; saiba mais sobre a doença

    No Brasil, número de pessoas afetadas pode chegar a 6 milhões.

    Maioria dos casos surge na adolescência, mas detecção leva até 13 anos.

     

    Cerca de 4% da população adulta mundial sofre de transtorno bipolar e, segundo a Associação Brasileira de Transtorno Bipolar (ABTB), essa prevalência vale também para o Brasil, o que representa 6 milhões de pessoas no país.

    A doença, caracterizada por alterações de humor, com fases de depressão e euforia (mania), tem se tornado cada vez mais discutida – os primeiros casos do distúrbio foram descritos com outros nomes 460 anos a.C., pelo grego Hipócrates, considerado o “pai da medicina” –, mas o diagnóstico ainda é difícil e leva, em média, entre 8 e 13 anos para ser feito.

    “As mudanças de humor podem ser bruscas, mas a duração de cada episódio, não. A depressão é geralmente igual ou superior a 15 dias (podendo chegar a 2 anos), a mania dura pelo menos uma semana e a hipomania (euforia leve) demora ao menos quatro dias. E tudo isso é intercalado com fases de normalidade”, explica a presidente da ABTB, Ângela Scippa.

    Além disso, o quadro – que em 60% dos casos se manifesta na adolescência, mas só é descoberto na idade adulta – inclui outros sintomas, como alterações de energia (agitação, pensamento e fala rápidos), sono (insônia ou necessidade de dormir pouco), apetite (bulimia), comportamento (dificuldade de concentração e memória, agressividade, compras compulsivas e hábitos de risco, como sexo sem proteção) e pensamento (delírios e alucinações). Já se a pessoa estiver deprimida, tende a sentir mais fadiga, lentidão, falta de energia e esperança, apresentar ideias negativas e culpa excessiva, e perder o prazer na vida.

    Como, em geral, essas pessoas têm rotinas desregradas e a doença é detectada tardiamente, muitas vezes também há problemas cardiovasculares envolvidos, como colesterol e triglicérides, diabetes tipo 2, abuso de álcool e drogas (de 40% a 60% dos casos) e até suicídios (de 5% e 15% do total), aponta a presidente da ABTB.

    Em 30% a 70% dos casos de bipolaridade, ainda há algum outro distúrbio psiquiátrico relacionado, como fobias, síndrome do pânico, transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), transtorno de personalidade e transtorno do deficit de atenção e hiperatividade (TDAH).



    “O problema não ocorre por falta de serotonina (hormônio do bem-estar), mas por uma desregulação dos mecanismos de neurotransmissores (substâncias que fazem a comunicação entre os neurônios) em diversas áreas do sistema nervoso central”, afirma Ângela.

    Segundo ela, a bipolaridade é a segunda causa de incapacidade para o trabalho entre as doenças mentais, atrás apenas da depressão – em terceiro, vem a esquizofrenia.

    “No transtorno bipolar, o humor da pessoa está inadequado para aquele momento, para aquela condição”, complementa o psiquiatra Teng Chei Tung, do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo.

    Transtorno bipolar x criatividade

    Muitos artistas já vieram a público falar que são bipolares. É o caso dos atores de Hollywood Catherine Zeta-Jones, Ben Stiller, Jim Carrey e Jean-Claude Van Damme, além da cantora americana Britney Spears.

    “No Brasil, temos a cantora Rita Lee, aatriz Cássia Kiss, o ator Maurício Mattar, entre outros”, enumera o presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), Antônio Geraldo da Silva.

    A doença já foi ligada a uma maior habilidade criativa e a um comportamento contestador, mas, de acordo com Silva, a capacidade de criação se perde nos picos de mania e depressão.

    Para a psiquiatra Helena Maria Calil, professora livre docente do Departamento de Psicobiologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), há uma associação histórica entre transtorno bipolar e criatividade, em pintores (como Van Gogh), escultores e outros artistas.

    “Os artistas ajudam a diminuir o preconceito, pois, quando alguém muito conhecido admite que tem o problema, outras pessoas que sofrem da doença e não buscam tratamento acabam se identificando”, destaca Helena.

    Genética, hormônios e infância

    Segundo os psiquiatras, há componentes genéticos e ambientais envolvidos na manifestação do transtorno bipolar. E a hereditariedade da doença pode chegar a 70% em parentes de primeiro grau (quando a mãe, o pai ou irmãos têm o distúrbio).



    As variações hormonais do ciclo menstrual e do pós-parto também podem interferir para desencadear crises nas mulheres, de acordo com os médicos. Mas não há diferenças de prevalência entre os sexos – o que existe é um maior diagnóstico entre o sexo feminino, possivelmente porque as mulheres cuidam mais da saúde que os homens. A detecção também é geralmente feita nos estados depressivos, pois os pacientes eufóricos tendem a achar que estão bem, felizes e não precisam de ajuda.

    Além disso, fatores ambientais experimentados na infância, como maus tratos, negligência por parte dos pais, abuso sexual e até uma vida desorganizada, sem horários certos para comer ou dormir, podem favorecer a bipolaridade ou novas crises, segundo os psiquiatras.

    Diagnóstico e tratamento

    O diagnóstico do transtorno bipolar é clínico, com base no histórico do paciente, pois ainda não há exames de imagem ou laboratório para detectar a doença. E o tratamento deve ser contínuo, ou seja, para a vida toda. Normalmente são usados estabilizadores de humor, à base de lítio, anticonvulsivantes e/ou antipsicóticos.

    “Não há como controlar a bipolaridade sem medicamentos, e eles devem ser usados sempre, não só nas crises”, diz Silva.

    Além disso, fazer acompanhamento terapêutico com um psicólogo pode aumentar as chances de melhora. Essa necessidade, porém, é avaliada caso a caso.

    Os médicos recomendam, ainda, abstinência de cafeína, nicotina e álcool, e redução do açúcar da dieta. Remédios emagrecedores e outros estimulantes do sistema nervoso central devem ser abolidos.

    “A adesão ao tratamento precisa ser muito bem trabalhada, com o paciente e a família. Eles devem ser esclarecidos e orientados, pois muitas vezes precisam mudar todo um estilo de vida”, diz Silva.

    Com os cuidados necessários, as pessoas com transtorno bipolar podem levar uma vida normal e bastante produtiva, ressaltam os médicos.

    Fonte: G1 Saúde

     

  • Substância encontrada na laranja combate a ansiedade, diz pesquisa

    Substância encontrada na laranja combate a ansiedade, diz pesquisa

    Estudo foi realizado por pesquisadores da UFS.

    Área central do sistema nervoso é uma das linhas da pesquisa.

     
    Um grupo de estudantes da Universidade Federal de Sergipe (UFS) descobriu que existe uma substância na laranja que combate a ansiedade através da pesquisa intitulada ‘Investigação do potencial de produtos naturais como agentes terapêuticos nos transtornos comportamentais’. O projeto é coordenado pelo professor Damião Pergentino de Sousa que há 7 anos desenvolve estudos com produtos naturais, focando uma aplicação farmacológica no Laboratório de Química de Produtos Naturais e Sintéticos Bioativos.
     

    Com o desenvolvimento da pesquisa foi possível comprovar que o limoneno, substância encontrada no óleo da laranja, participa da ansiolítica, tem uma ação psicoativa que atua sobre o comportamento e combate a ansiedade.

    “O resultado foi obtido através da pesquisa básica. Nesta primeira etapa testamos apenas a atuação do limoneno em modelos experimentais relacionados à ansiedade e foi possível comprovar cientificamente que o componente majoritário do óleo da laranja, o citrus aurantitum, contribui com sua atividade ansiolítica.Para obter um fármaco demora vários anos. A legislação é rigorosa, pois a etapa final é com o ser humano”, explica o professor.



    A pesquisa foi feita no laboratório sob a ótica da química medicinal. “A área central do sistema nervoso é uma das linhas da pesquisa. Estudamos há alguns anos uma forma de isolar as substancias psicoativas que atuam no comportamento humano com finalidade de corrigir possíveis distúrbios comportamentais ou neurológicos. Dentro da linha de psicofarmacologia, um dos nossos temas de trabalho é a ansiedade”, ressalta.

    O psicólogo Antônio Luciano Dantas define que ansiedade é um estado emocional que faz parte da natureza humana e funciona como alerta e estimulo para situações de vida, reais ou imaginarias, por exemplo: dirigir, fazer concurso, apresentar seminário, competir, sofrer assalto ou ser avaliado. “Em situações de risco real, como assalto, por exemplo, ela funciona através do medo como mecanismo de luta ou fuga”, explica.



    A ansiedade compreende sintomas psíquicos como desconforto, apreensão, tensão, medo, insegurança, sintomas físicos como tensão muscular, tontura, taquicardia, sensação de aperto e comportamentais como irritabilidade, inquietude ou aflição. “É considerada saudável quando existe um equilíbrio com o desempenho, é quando funciona como força motivadora, propulsora das atividades”, detalha.

    A ansiedade é o sintoma principal nos transtornos ansiosos como fobias, ataque de pânico, ansiedade generalizada ou pode fazer parte de um conjunto de sintomas de ouros transtornos depressivos.



    “É considerada doença quando se torna um transtorno, ou seja, interfere de maneira significativa na vida da pessoa causando bastante sofrimento e desconforto, sendo persistente e recorrente. Depende também da vulnerabilidade da pessoa e de como ela apreende o mundo”, afirma.



    O psicólogo recomenda como controlar a ansiedade e faz um alerta. “A melhor forma é manter uma vida saudável com uma boa alimentação, praticando atividade física e boa vida relacional, se não funcionar é recomendável buscar ajuda com psicoterapia”, garante.

    Fonte: G1 Saúde

     

  • Teste molecular que prevê risco de tumor voltar recebe prêmio

    Teste molecular que prevê risco de tumor voltar recebe prêmio

    Um teste molecular feito a partir da saliva de pacientes que passaram por tratamento do câncer de cabeça e pescoço é capaz de prever a recidiva do tumor antes mesmo de surgirem os sinais clínicos.

    O estudo que levou ao desenvolvimento do teste ganhou o Prêmio Octavio Frias de Oliveira na categoria Pesquisa em Oncologia. O trabalho reuniu a Universidade Federal de São Paulo, o A.C. Camargo Cancer Center e o Hospital do Câncer de Barretos.

    A premiação, uma iniciativa do Icesp (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo Octavio Frias de Oliveira), em parceria com o Grupo Folha, acontece hoje às 11h. A láurea leva o nome do publisher da Folha, morto em 2007.

    Neste ano, entrou na premiação uma nova categoria–Inovação em Oncologia–, voltada a trabalhos científicos e patentes de brasileiros com potencial aplicação no tratamento do câncer.
    O trabalho vencedor revelou que uma molécula criada a partir de um fungo pode ajudar no combate ao câncer de bexiga e à tuberculose. O estudo foi feito pela rede de pesquisa Farmabrasilis em colaboração com a Unicamp e a Universidade Federal do ABC.

    Na categoria Personalidade em Destaque, a vencedora é a médica Silvia Regina Brandalise, 70, por sua atuação no Centro Boldrini, unidade de tratamento do câncer infantil ligada à Unicamp.

    Para cada categoria, a premiação é de R$ 16 mil. Representantes da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) e das academias de medicina e de ciências integraram a comissão julgadora do prêmio.

    Segundo Paulo Hoff, diretor do Icesp, apesar de o total de trabalhos inscritos ter caído em relação ao ano anterior (de 27 para 10), a qualidade melhorou: “Vivemos um momento de pujança da produção científica nacional. Queremos estimular mais a participação de pesquisadores de fora do Estado de São Paulo”.

    PESQUISAS VENCEDORAS
    O câncer de cabeça e pescoço é um dos dez mais frequentes nos homens, mas o tratamento pouco evoluiu nas últimas décadas. A taxa de sobrevida é baixa: 50% em cinco anos. Parte disso é atribuída ao alto índice de recidiva do tumor, de 30% até dois anos após o tratamento.

    Daí a importância do teste que detecta alterações celulares que vão levar ao desenvolvimento do tumor. “O olho molecular enxerga antes do olho clínico”, diz o líder da pesquisa, o biólogo André Vettore, 43, da Unifesp.

    Após tratar o câncer, o paciente é acompanhado de seis em seis meses. “O médico olha e não vê o tumor, mas as células tumorais podem já estar presentes.” Segundo ele, pacientes com alterações no teste tiveram cinco vezes mais risco de ter recaída em relação aos sem alterações. O exame é experimental.

    A pesquisa que venceu em inovação mostrou os mecanismos de ação da molécula P-MAPA. Testes com células humanas e roedores revelaram que ela ativa receptores na célula, capazes de auxiliar na redução do tumor.

    Segundo o coordenador da pesquisa, Wagner José Fávaro, 33, do Instituto de Biologia da Unicamp, o ineditismo do trabalho foi mostrar que existe uma via comum para a doença infecciosa e o câncer: “A imunoterapia pode levar ao tratamento de ambas”.

    O efeito da P-MAPA foi comparado com o da vacina BCG, usada na prevenção da tuberculose e contra o câncer de bexiga. Nos ratos tratados com a BCG, houve redução de 20% a 30% do tumor. No grupo que recebeu a P-MAPA, a diminuição foi de 90% a 95%.

    MÉDICA LIDEROU TRATAMENTO
    Há três décadas à frente do Centro Infantil Boldrini, de Campinas (SP), a médica Silvia Regina Brandalise, laureada na categoria Personalidade em Destaque do Prêmio Octavio Frias de Oliveira, viu nesse período as chances de cura de alguns tipos de câncer da criança pular de menos de 5% para até 80%.

    “O câncer sempre foi tema de adultos. A oportunidade de montar um hospital pediátrico foi importante para mudar o curso da doença.”

    Mas, para ela, ainda é preciso investir mais na capacitação dos profissionais de saúde para o diagnóstico precoce dos tumores infantis.

    “O câncer da criança tem uma evolução muito mais rápida do que o do adulto. Mas responde rapidamente à quimioterapia. O diagnóstico precoce é fundamental para aumentar as chances de cura”, afirma Silvia.

    Desde 1978, a médica esteve na liderança dos principais protocolos que definiram os tratamentos da leucemia linfoide, o tipo de câncer infantil mais frequente.

    Ela coordena o Serviço de Hematologia-Oncologia Pediátrica da Unicamp e já presidiu as sociedades brasileira e latino-americana da área.

    Outro desafio, segundo a médica, é a compreensão dos fatores ambientais relacionados ao câncer, como o uso de pesticidas e hormônios.

    “A exposição ao benzeno está associada à leucemia do lactente e a tumores cerebrais. O impacto é antes, durante e depois da gestação.”

    O Boldrini faz parte um projeto internacional que mapeia os fatores de risco para o câncer infantil. O centro vai acompanhar 100 mil crianças nascidas na região, desde o pré-natal até os 18 anos.

    Fonte: Folha de São Paulo

  • CONVOCAÇÃO – SINDFAL

    CONVOCAÇÃO – SINDFAL

    Convocamos a diretoria para a Assembleia Geral a se realizar no dia 25 de Julho de 2013, no Auditório do Conselho Regional de Farmácia, situado na Rua Oldemburgo da Silva Paranhos, 290 – Farol/Maceió, com primeira chamada às 18h30min e a segunda, às 19h00min.

    PAUTA

    Discutir e aprovrar a proposta do SINCOFARMA ao SINDFAL sobre Convenção Coletiva de Trabalho 2013/2014

    DIRETORIA/ SINDFAL

     
    CONFIRMAR PARTICIPAÇÃO!!!!!!
    Sindicato dos Farmacêuticos do Estado de Alagoas
    Rua Oldemburgo da Silva Paranhos, 290/anexo – Farol-Maceió/AL
    (82) 3031.4960/ (82) 9661.3388

     

  • AL registra maior taxa de mortalidade infantil do país e SC, menor, diz IBGE

    AL registra maior taxa de mortalidade infantil do país e SC, menor, diz IBGE

    Em 30 anos, índice no Brasil caiu 75,8%, segundo o instituto.

    Pesquisa de Tábuas de Mortalidade foi divulgada nesta sexta-feira (2).

     

    Alagoas registra a maior taxa de mortalidade infantil do país, com 30,2 mortes de crianças com idades menores que 1 ano em 2010. Já Santa Catarina tem o menor índice: 9,2 óbitos.

    As informações fazem parte das Tábuas de Mortalidade, que usam dados do Censo de 2010 do IBGE, de estatísticas de óbitos provenientes do Registro Civil e do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde referentes a 2010. As tábuas, que são divulgadas todos os anos, foram recalculadas a partir de um recorte regional. Os dados de 2010 por estado foram divulgados pela primeira vez pelo instituto.

    No Brasil, o índice de mortalidade infantil caiu 75,8% entre 1980 e 2010. Em 1980, eram registrados no Brasil 69,1 óbitos de crianças menores de 1 ano para cada grupo de mil nascidos vivos. Já em 2010, a taxa era de 16,7 óbitos, segundo o IBGE.

    O Sudeste do país foi a região com maior redução em pontos percentuais – queda de 78,1% nas últimas três décadas (de 57,7 para 12,6 por mil nascidos vivos).

    Já o Nordeste foi o que apresentou a maior redução absoluta do índice, de 97,1 para 23 por mil nascidos vivos, o que equivale a 76,3%. Ainda assim, segue sendo a região com mortalidade mais alta.



    Todas as regiões e estados do país registraram queda na taxa de mortalidade infantil. No Norte, a diminuição foi de 65,2%, enquanto que no Centro-Oeste houve decréscimo de 64,3% nos óbitos de crianças com menos de um ano de vida.



    O Sul, que teve queda de 78,0%, apresenta o menor índice absoluto: 10,1 óbitos a cada mil nascidos vivos.

    De acordo com o instituto, o declínio é resultado de vários fatores, como aumento da escolaridade feminina, elevação do percentual de domicílios com saneamento básico adequado, diminuição da desnutrição infanto-juvenil, além de um maior acesso da população a serviços básicos de saúde, como atendimento pré-natal.

    Morte antes dos 5 anos

    O IBGE divulgou também a probabilidade de morte de crianças antes dos 5 anos. Em 1980, segundo o instituto, a taxa era de 84 óbitos para mil nascidos vivos. Já em 2010, este número caiu para 19,4 mortes, uma redução de 76,9%.



    O Nordeste registrou o maior decréscimo de óbitos neste quesito. Caiu de 120,2 mortes de menores de 5 anos para 26 óbitos – uma redução de 78,3%, segundo o instituto.

    Fonte: G1

  • Mioma pode provocar sangramento, cólica e dificuldade para engravidar

    Mioma pode provocar sangramento, cólica e dificuldade para engravidar

    No entanto, médicos lembram que há casos que mioma não dá sintoma.

    Risco é maior em mulheres acima do peso e que nunca tiveram filhos.

    O mioma é um tumor benigno que surge quando uma célula do útero da mulher começa a se multiplicar de forma desordenada. No entanto, ele só aparece depois da menstruação e, caso apareça, pode crescer para dentro ou para fora da cavidade uterina. Por mais que a palavra “tumor” assuste, é importante saber que o mioma é benigno e há diversas maneiras de tratá-lo antes de recorrer à histerectomia, que é a retirada do útero, como alertaram os ginecologistasJosé Bento e Rodrigo Aquino Castro no Bem Estar desta sexta-feira (1).

    Em relação aos sintomas, é preciso tomar cuidado já que em alguns casos, o mioma pode não dar nenhum sinal – nesse caso, o médico orienta apenas o acompanhamento e nenhum tipo de tratamento.

    Porém, vale lembrar que a cólica pode ser também sinal de diversos outros problemas, como pólipos, infecções, ferida no útero, cisto e até mesmo endometriose – por isso, caso a cólica não passe com remédio, ela deve ser investigada.

    Em outros casos, o mioma pode causar também dor pélvica, sangramento uterino anormal e, quando ele se instala na entrada das tubas uterinas e impede a passagem do espermatozóide, pode causar também dificuldade para engravidar.

    Como o mioma é alimentado pelo hormônio estrogênio, isso interfere nos grupos de risco – de acordo com os médicos, a probabilidade de ter o problema é maior em mulheres com mais de 35 anos, com excesso de peso, negras, que não tomam pílula anticoncepcional e que nunca tiveram filhos – e sse último caso se justifica porque as que já tiveram filhos menstruaram menos e assim produziram menos estrogênio para alimentar o tumor. O mesmo acontece com as fumantes já que o cigarro atrapalha a produção desse hormônio. Por isso que, ao entrar na menopausa, com a redução nos níveis hormonais, se a mulher tiver mioma, ele pode diminuir ou até mesmo desaparecer.

    Caso o problema precise de tratamento, o médico pode orientar a melhor opção, que depende da idade da paciente e do tamanho e quantidade de tumores. Geralmente, a primeira opção é uma injeção que reduz a produção de estrogênio para que o mioma não seja alimentado e não cresça – nesse caso, a menstruação pode até mesmo se estabilizar. Depois, há a possibilidade de colocar um DIU com hormônio para cessar o fluxo menstrual, mas nesse caso, a mulher para de ovular enquanto está com o DIU e não engravida.

    Em casos mais avançados, o médico pode realizar uma miomectomia, um procedimento delicado que pode fazer a mulher perder o útero, dependendo do tamanho do mioma.

    Vale lembrar também que, após a miomectomia, o mioma pode voltar e, por isso, caso a mulher queira engravidar, ela deve tentar em menos de 1 ano após o procedimento. Como última opção, é feita a histerectomia, que é a remoção total do útero. Esse procedimento só é feito quando nenhum dos outros tratamentos funciona e a mulher estiver com dores ou hemorragia.

    De qualquer maneira, ao primeiro sintoma, é importante procurar um médico. Se não houver nenhum desconforto, em uma consulta de rotina, o ginecologista pode perceber algo errado com o útero e pedir um exame de ultrassonografia transvaginal, que consegue detectar e diagnosticar o mioma.

    Fonte: Bem Estar

  • Lei que dá pílula do dia seguinte a vítimas de estupro é publicada

    Lei que dá pílula do dia seguinte a vítimas de estupro é publicada

    Presidente Dilma Rousseff sancionou o projeto sem vetos.

    Para religiosos, texto pode ampliar aborto; governo nega.

     

    O governo publicou no “Diário Oficial da União” desta sexta-feira (2) a lei que determina o atendimento obrigatório e imediato no Sistema Único de Saúde (SUS) a vítimas de violência sexual. A presidente Dilma Rousseff sancionou o texto sem vetos na quinta. Segundo a lei, todos os hospitais da rede pública serão obrigados a oferecer, de forma imediata, entre outros serviços, a “profilaxia da gravidez”, termo que, de acordo com o Ministério da Saúde, refere-se ao uso da chamada “pílula do dia seguinte”.

    O trecho que se refere à “profilaxia da gravidez” é alvo de polêmica entre religiosos. As entidades religiosas pediram veto ao inciso por entenderem que o termo abre brecha para médicos realizarem aborto.

    O ministro da saúde, Alexandre Padilha esclareceu em entrevista nesta quinta que, “se uma vítima de violência sexual for amanhã [sexta] a um hospital, o hospital já tem que cumprir todas essas recomendações” devido à portaria que está em vigor desde 2008. “Daqui 90 dias, quando a lei entra em vigor, esse hospital passa a também ser questionado de uma forma ainda mais intensa, porque não é mais apenas uma recomendação, mas uma lei do país”, afirmou.

    A presidente Dilma também vai encaminhar um projeto de lei para corrigir duas imprecisões técnicas no texto aprovado pelo Congresso. Uma delas é sobre o conceito de violência sexual e a segunda estabelece, claramente, no inciso 4 do artigo 3º o uso e a administração da medicação com eficiência para gravidez resultante de estupro.

    “É importante a correção porque esse texto é exatamente o que é recomendado pelo Ministério da Saúde para vítimas de estupro, ou seja, usar a medicação até 72 horas para se evitar gravidez de vítimas de estupro. A oferta de medicação no tempo adequado para evitar gravidez de vítimas de estupro”, disse Padilha.

    Pela atual legislação, em caso de gravidez resultante de estupro, é permitido à vítima realizar o aborto, bastando para isso assinar um documento no próprio hospital.



    Com a lei sancionada, as vítimas também terão direito a diagnóstico e tratamento das lesões no aparelho genital; amparo médico, psicológico e social; profilaxia de doenças sexualmente transmissíveis, realização de exame de HIV e acesso a informações sobre seus direitos legais e sobre os serviços sanitários disponíveis na rede pública.

    Para a ministra da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, Eleonora Menicucci, as medicações  “na hora certa” vão evitar abortos.

    “É um projeto que, ao evitar a gravidez com e medicações corretas, precisas, na hora certa, ele também evita possíveis abortos caso a mulher resolva fazê-lo. É um projeto que está dentro da conduta do nosso governo e deixará, amenizará definitivamente o sofrimento de crianças, mulheres e pessoas portadoras de deficiências e de meninas que sofrem o estupro e a violência sexual”, disse.

    Segundo Padilha, a atual política do Ministério da Saúde já prevê “atendimento humanizado”.

    “Esse projeto transforma em lei aquilo que já é um política estabelecida em portaria do Ministério da Saúde que garante tratamento humanizado, respeitoso, a qualquer vítima de estupro”, afirmou.

    As entidades religiosas também chegaram a pedir veto ao inciso sobre a “pílula do dia seguinte” por entenderem que o termo abre brecha para médicos realizarem aborto. O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, rebateu os críticos e disse que projeto diminui a incidência de aborto.

    “O que temos a dizer é que é exatamente um projeto que além de prestar o apoio humanitário essencial para a mulher que foi vítima de uma tortura, porque todo estupro é uma forma de tortura, ele permite que ela não passe por um segundo sofrimento, que é o aborto legal.  Sancionando um projeto que foi aprovado por unanimidade no Congresso Nacional, onde há uma cativa bancada da família, é corrigir esse projeto que vem do Congresso com uma ambiguidade que, sim, poderia abrir essa brecha.  Apoiamos esse projeto sem abrir nenhuma porta para a prática do aborto e diminuindo a incidência do aborto legal”, disse.

    Algumas entidades religiosas também pediram veto ao trecho que trata do fornecimento de informações pelos hospitais às mulheres vítimas de violência sexual. O deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP) chegou a protocolar na Presidência da República, no mês passado, um ofício argumentando que não cabe a hospitais oferecer orientação jurídica,  responsabilidade que seria apenas das delegacias de polícia e outras autoridades, segundo o parlamentar.

    Termo

    O projeto de Lei que será enviado pela presidente com o objetivo de corrigir imprecisões na lei altera o termo “profilaxia da gravidez” por “medicação com eficiência precoce para prevenir gravidez resultante de estupro”. O texto informa que “a expressão ‘profilaxia da gravidez’ não é a mais adequada tecnicamente e não expressa com clareza que se trata de uma diretriz para a administração de medicamento voltados às vítimas de estupro”.



    Com a alteração, disse Padilha, o governo reconhece que a “atitude correta para se evitar a gravidez de mulheres vítimas de estupro é oferecer medicação em tempo adequado, até 72 horas”.

    A presidente também propõe a substituição do artigo 2º da lei, que da forma como foi aprovado no Congresso, considera violência sexual “qualquer forma de atividade sexual não consentida”. O projeto que será enviado considera “todas as formas de estupro, sem prejuízo de outras condutas em legislação específica”. De acordo com Padilha, a alteração protege pessoas com deficiência mental e crianças.

    “O texto aprovado inicialmente é vago e deixa dúvidas quanto à extensão dos casos que seriam abrangidos pela lei”, informa o projeto.

    Estupro

    Segundo dados encaminhados pela Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, estima-se que, a cada 12 segundos, uma mulher é estuprada no Brasil. Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública indicam que em cinco anos os registros de estupro no Brasil aumentaram em 168%: as ocorrências subiram de 15.351 em 2005 para 41.294 em 2010. Segundo o Ministério da Saúde, de 2009 a 2012, os estupros notificados cresceram 157%; e somente entre janeiro e junho de 2012, ao menos 5.312 pessoas sofreram algum tipo de violência sexual.

    Fonte: G1

  • Governo publica e suspende portaria sobre mudança de sexo em menos de 24h

    Governo publica e suspende portaria sobre mudança de sexo em menos de 24h

    Em vigor há menos de 24 horas, a portaria do Ministério da Saúde que muda as regras para a mudança de sexo no SUS será suspensa, informou a pasta.

    A norma foi publicada no “Diário Oficial da União” desta quarta-feira (31).

    As principais novidades agregadas pela portaria eram: redução da idade mínima para a realização de cirurgias para troca de sexo dos atuais 21 anos para 18 anos; a redução da idade mínima para o início da terapia hormonal para mudança de sexo de 18 anos para 16 anos e a inclusão de novos procedimentos a serem cobertos pela rede pública, como mastectomia (retirada das mamas), retirada de útero e ovários e tratamento hormonal para transexuais masculinos.

    Em nota divulgada no final da tarde desta quarta, o ministério afirma que suspendeu os efeitos da portaria “até que sejam definidos os protocolos clínicos e de atendimento no âmbito do processo transexualizador”.

    “O Ministério da Saúde convidará representantes dos serviços de saúde que já realizam este processo e especialistas na matéria para definir os critérios de avaliação do indivíduo, de obtenção da autorização dos pais e responsáveis, no caso de faixa etária específica, e de acompanhamento multidisciplinar ao paciente e aos seus familiares, considerando-se, inclusive, o Parecer CFM nº 8/2013, que trata do tema”, diz a nota.

    Fonte: Folha de São Paulo

  • Anvisa libera aditivos ao cigarro que não afetam sabor e cheiro

    Anvisa libera aditivos ao cigarro que não afetam sabor e cheiro

    Em decisão que atende a parte do pleito da indústria tabagista, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) liberou temporariamente a utilização de um número de aditivos ao cigarro, desde que não afetem o sabor e o cheiro do produto.

    A agência analisou, nesta terça-feira (30), três pedidos feitos pela Abifumo (Associação Brasileira da Indústria do Fumo): autorizar o uso de cerca de 180 aditivos tidos como “essenciais” à produção do cigarro, mudar a forma de medir a quantidade do açúcar adicionado ao fumo no processo de fabricação e prorrogar em seis meses o prazo de entrada em vigor da resolução da Anvisa que baniu os aditivos de sabor.

    Em março de 2012, a agência baniu uma série de substâncias que são adicionadas para dar sabor ao cigarro, como mentol e cravo. Em setembro deste ano, a indústria já deve estar adaptada, mas os produtos em desacordo com a resolução podem ficar no mercado até março de 2014.

    A Abifumo alega que, frente à indefinição sobre substâncias específicas que podem ou não ser usadas, as empresas não conseguirão se adequar em tempo hábil.

    Em decisão nesta terça, por maioria, a Anvisa decidiu liberar temporariamente o uso dos aditivos que não influenciam em sabor e odor conforme pedido da Abifumo, até que um painel independente tome uma decisão definitiva sobre a questão. O grupo terá um ano para fechar as conclusões.

    Por outro lado, a agência manteve o veto aos aditivos como mentol e cravo e os prazos originais para entrada em vigor da regra. A decisão de 2012 sobre açúcar também foi mantida. Assim, só pode ser adicionado ao fumo o açúcar que, comprovadamente, foi perdido durante a cura do tabaco –a indústria pedia a fixação de um percentual-padrão de adição do açúcar, sem ter que avaliar caso a caso as quantidades perdidas.

    A decisão de liberar pelo menos parte dos aditivos e pelo prazo de um ano contraria os pareceres técnicos da Anvisa. A área técnica sugeriu negar o pedido, argumentando que alguns aditivos não conferem sabor extra ao tabaco, mas servem para tornar o produto mais palatável de diferentes formas.

    Para Paula Johns, diretora-executiva da ACT (Aliança de Controle do Tabagismo), houve um recuo com relação ao texto original. “A norma foi alterada, sim, por pressão da indústria do fumo. É fato que a norma [original] previa vetar todos os aditivos.”

    O diretor-presidente da Anvisa, Dirceu Barbano, nega que tenha havido a flexibilização da resolução adotada em 2012. “Essas substâncias terão que ser estudadas. Não temos condições de dizer se devem estar fora ou dentro da regra, porque os elementos não nos permitem tomar essa decisão. Não flexibiliza a regra, viabiliza a implementação da regra no que é essencial.”

    Dos cinco diretores, Agenor Álvares foi o único a votar com a área técnica, pela rejeição integral do pedido da Abifumo. “As pequenas indústrias do setor se adequaram à nova regra, por que não as grandes? Não conseguem ou querem apenas gerar incertezas ou mesmo atribuir à Anvisa algumas das mazelas mal resolvidas do setor, como a situação dos pequenos agricultores que plantam tabaco?”

    Fonte: Folha de São Paulo