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  • Ministério da Saúde lança orientações para padronização do atendimento à Covid-19

     A população brasileira atendida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) terá mais equidade no tratamento da Covid-19 com a publicação das “Orientações para o Manejo de Pacientes com covid-19”. O documento, voltado aos profissionais e gestores de saúde, orienta o atendimento dos pacientes desde o acolhimento dos casos suspeitos ou confirmados de Covid-19 até a alta hospitalar. Foi construído por todas as áreas técnicas do Ministério da Saúde, que receberam apoio de especialistas de instituições públicas e privadas, para questões de suporte intensivo adulto e pediátrico, além do cuidado com gestantes. O objetivo é orientar a organização, de maneira prática, do fluxo de atendimento dos pacientes, principalmente aqueles que necessitam de suporte ventilatório.

    Para dar a resposta adequada ao enfrentamento da pandemia, o SUS deve contar com infraestrutura e suprimentos adequados, organização da força de trabalho, comunicação unificada, clara e efetiva com a população e todas as unidades de saúde, apoio da telemedicina e regulação mais ágil para direcionar a demanda às vagas adequadas. “Com essas orientações os pacientes serão atendidos da mesma maneira, do Oiapoque ao Chuí, com mais eficiência e rapidez”, destacou o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Elcio Franco.

    O documento descreve as características da doença, as formas de diagnóstico – clínico e laboratorial – os fatores de risco e a importância da correta notificação. Também discrimina os procedimentos, estrutura e profissionais necessários, exames possíveis e desfechos esperados em cada tipo de serviço de saúde do SUS e para atendimento de públicos específicos, como crianças, gestantes e indígenas. Traz ainda orientações por fluxogramas para casos leves, moderados e graves, bem como suporte ventilatório, inclusive antes do paciente chegar à Unidade de Terapia Intensiva (UTI), além das possibilidades de teleatendimento e teleconsultoria.

    “O objetivo do documento é apresentar, de uma forma prática e viável, para todos os pontos de assistência do SUS, a maneira de organizar, as características da assistência e o fluxo de atendimento das pessoas suspeitas ou confirmadas da Covid-19, dos casos mais leves aos mais graves, que precisam de suporte ventilatório, em cada unidade de saúde”, explicou Mariana Borges Dias, médica assessora da Coordenação Geral de Atenção Hospitalar e Domiciliar do Ministério da Saúde.

    O documento salienta que todos os pacientes com sintomas de síndrome gripal deverão estar em uso de máscaras, conforme protocolo local, e ter o fluxo de atendimento diferenciado e sinalizado com uma sala de espera exclusiva. O atendimento deve seguir as recomendações de precaução de contato e antecedentes de risco e contar com exame físico que verifique os dados vitais e a oximetria de pulso e avalie a necessidade de testagem para Covid-19 e solicitação de exames de sangue ou de imagem.

    Para a proteção dos profissionais de saúde que atuam na linha de frente do atendimento à pandemia, o documento orienta que os hospitais tenham alas separadas para pacientes com suspeita ou confirmação de Covid-19. Também sugere um questionário rápido na entrada do turno dos profissionais para medir temperatura e avaliar outros sintomas de síndrome gripal. Outras orientações são refeitórios em turnos maiores de funcionamento e escalonados, reuniões virtuais, atenção aos locais de prescrição e repouso, quando de trocas de turno de plantão, uso de máscara cirúrgica e manutenção do distanciamento e uso adequado dos equipamentos de proteção individual, além de não transitar com material potencialmente contaminado.

    “O Ministério da Saúde reuniu os técnicos de diversas áreas e profissionais de diversos serviços de excelência do Brasil para construir orientações seguras de manejo e cuidado dos pacientes de Covid-19, garantindo uniformidade e equidade no atendimento e tratamento, de forma que todos tenham acesso ao mesmo protocolo clínico”, concluiu Mariana Borges Dias.

    Leitos Intermediários

    O Ministério da Saúde autorizou a habilitação de leitos de Suporte Ventilatório Pulmonar para atendimento exclusivo aos pacientes confirmados ou com suspeita de Covid-19. Os leitos possuem estruturas mais simples que uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e devem receber pacientes que não estão em estado grave da doença, mas precisam de suporte de oxigênio. Esses leitos terão habilitação temporária por 30 dias que podem ser prorrogados por igual período, em decorrência da situação epidemiológica do Coronavírus no Brasil.

    O custeio referente à diária da habilitação dos leitos de Suporte Ventilatório Pulmonar será feito por transferência fundo a fundo (do executivo para os fundos estaduais) em parcela única, no valor correspondente a 30 dias, a partir da publicação da portaria. O Governo Federal vai pagar pela diária de cada leito o valor de R$ 478,72.

     

    Fonte: Ministério da Saúde

  • Farmacêutico compõe comitê de enfrentamento do COVID-19 em Campo Grande

    Distante dos centros urbanos, o farmacêutico tem exercido um papel importante no combate ao covid-19 tanto nas farmácias quanto nas unidades de saúde. O Samuel Luz é um destes profissionais. No município de Campo Grande, ele é responsável pela assistência farmacêutica e também um dos técnicos do comitê de enfrentamento do COVID.

    Ele conta que os pacientes que procuram a Unidade Básica de Saúde recebem inicialmente o acolhimento onde o profissional de saúde conversa com ele, orienta, esclarece todas as dúvidas e faz o encaminhamento necessário. “Quando eles chegam apresentando sintomas, a gente faz anamnese e encaminha para o atendimento médico. Caso haja necessidade de fazer o teste, a gente realiza aqui mesmo na unidade”, explicou.

    Samuel juntamente com mais duas enfermeiras realizam os testes na unidade. A média diária, segundo o farmacêutico, são de 10 testes já que o município é pequeno. “Como farmacêutico estou coordenando esta parte e faço os testes nos dias de terça e sexta. O teste é o Teste imunológico imunocromatográfico (“teste rápido”) e está sendo utilizado o soro para realização do teste para diminuir a chance de um falso negativo”, comentou.

    De acordo com ele, o teste é realizado numa sala própria e todos os profissionais utilizam os equipamentos de proteção individual para resguardar a sua saúde e proteger os pacientes. Além disso, a entrada destes pacientes suspeitos é separada dos demais. “Com todas estas medidas nós diminuímos a chance de contaminar pacientes que estão em consulta, e também evitamos aglomeração para aqueles que aguardam a testagem, já que foi colocada uma tenda com cadeiras distanciadas, em ambiente aberto, para diminuir o contato”, revelou.

    Outra medida indispensável, pontua o farmacêutico, é a obrigatoriedade de todos os pacientes estarem de máscara todo o tempo e na entrada da unidade de saúde, todos têm as mãos higienizadas com álcool 70. “Esse é o momento onde o trabalho multiprofissional, deve funcionar na melhor forma possível e o farmacêutico integra esta equipe. O seu conhecimento técnico na área da laboratorial, no caso dos bioquímicos, e na área farmacológica e nas demais áreas de atuação, contribuem para tentar amenizar os impactos do vírus”, disse.

    Fonte: Ascom CRF/AL

  • CRF/AL faz alerta para o uso da dexametasona na fase leve da Covid-19

    Foi veiculado na terça, 16, um estudo realizado pela Universidade de Oxford que comprova a eficácia da dexametasona na redução das mortes por Covid-19. A redução, segundo o estudo, foi de um terço em pacientes que precisavam de tratamento com oxigênio. O Conselho Regional de Farmácia de Alagoas (CRF/AL) faz um alerta quanto ao uso deste medicamento fora do ambiente hospitalar.

    O secretário-geral do CRF/AL, Daniel Fortes, explica que desde o início da pandemia, os corticosteróides, como a dexametasona, metilprednisolona e hidrocortisona vêm sendo utilizados em quase todos os protocolos para tratamentos das formas graves da COVID-19, para combater a inflamação mais intensa provocada pelo vírus no organismo. “O uso deste medicamento sempre foi defendido pela maioria dos profissionais que trabalham com informações baseadas em evidências para pacientes internados e em tratamento com ventilação mecânica”, pontuou.

    Daniel ressalta que o uso de corticosteróides, como a dexametasona, na fase viral da COVID-19, quer por via oral ou injetável diminui a resposta imunológica do usuário, podendo aumentar a capacidade de infecção e desenvolvimento de sintomas (incluindo os graves). “Temos que levar em consideração os efeitos colaterais do medicamento e também o risco do surgimento de infecções oportunistas. Além disso, existem sérios riscos no uso do medicamento na fase leve da doença, não devendo o paciente se automedicar em hipótese algum com os corticoides”.

    O farmacêutico lembra que este é um medicamento que só pode ser comprado com prescrição médica, mesmo assim, segundo ele, a preocupação que a população corra às farmácias para comprar o medicamento como forma de prevenção é enorme. “Foi isso que aconteceu quando foi divulgado o estudo com a hidroxicloroquina, azitromicina, anticoagulantes, aqui nós fazemos um alerta para que as pessoas não comprem os medicamentos, a automedicação pode levar a morte”, comentou.

    Fonte: Ascom CRF/AL

  • Mais de 970 mil profissionais de saúde são cadastrados para atuar no combate à Covid-19

    A ação estratégica O Brasil Conta Comigo já recebeu 978 mil cadastros de profissionais de saúde interessados em atuar na linha de frente no combate à Covid-19 em todo o país. Destes, 416, entre médicos, enfermeiros, técnicos em enfermagem, fisioterapeutas, farmacêuticos e biomédicos, foram contratados diretamente pelo Governo Federal e estão reforçando o atendimento dos serviços de saúde nos estados do Amazonas (322) e Amapá (94). Os demais profissionais estão em fase de capacitação e contratação. A estratégia do Governo Federal objetiva preparar profissionais formados, residentes e estudantes da área de saúde, para reforçar o atendimento em estados e municípios.

    “Com essa estratégia, o Governo Federal busca apoiar estados e municípios no enfrentamento ao coronavírus. Esses profissionais estão reforçando o atendimento nos estados com o maior número de registro de casos”, disse a secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Mayra Pinheiro.

    A contratação destes profissionais é temporária, por até seis meses, e remunerada de acordo com o salário base de cada categoria, acrescido de adicional de insalubridade, e compatível com a carga horária específica da sua profissão. O Ministério da Saúde também providencia alojamento, alimentação, transporte e seguro saúde, além de equipamentos de proteção individual (EPI) para a realização do trabalho.

    A estratégia também já recebeu cerca de 108 mil cadastros válidos de estudantes da área da saúde interessados. Destes, 2.704 já foram recrutados para trabalhar. Esses estudantes são residentes dos cursos de medicina, enfermagem, farmácia e fisioterapia. O Ministério da Saúde já bonificou, como incentivo, 53.085 acadêmicos com o valor de R$ 667. A atuação de todos os profissionais pode ser em postos de saúde da Atenção Primária ou nos serviços de urgência e emergência, como os pronto-atendimentos em UPAs e hospitais, ou até em leitos de UTI.

    Após o cadastramento, cabe aos estados e municípios o recrutamento destes profissionais, que podem fazer o cadastro clicando aqui. Ao final do curso online de capacitação, o profissional poderá sinalizar se deseja fazer parte das ações de enfrentamento ao coronavírus, assim poderá ser chamado para trabalhar em locais onde há maior necessidade, conforme o comportamento e circulação do vírus no território nacional.

    Para participar da iniciativa, os profissionais não podem ter vínculo atual empregatício com a administração pública direta ou indireta, e nem estar entre os grupos de risco do novo coronavírus, ou seja, idade acima de 60 anos ou possuir doenças pré-existentes.

    COVID-19 EM PROFISSIONAIS DE SAÚDE

    Entre março e junho, 432.668 profissionais de saúde realizaram o teste para o novo coronavírus no país. Destes, 83.118 profissionais testaram positivo e 189.788 estão em análise. Também foram registrados 169 óbitos destes profissionais.

    “Os números de profissionais de saúde testados para Covid-19, assim como os testes positivos e óbitos, estarão na página do Coronavírus, no portal do Ministério da Saúde. A medida do Governo Federal visa dar o máximo de transparência aos dados para a população”, destacou a secretária Mayra Pinheiro.

    Para garantir a proteção de profissionais de saúde que atuam na linha de frente do enfrentamento à COVID-19, o Ministério da Saúde já distribuiu 115,2 milhões de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) para todo o país. Desse total, foram distribuídos 3,9 milhões às forças de segurança pública. Entre os itens estão máscaras, aventais, óculos e protetores faciais, toucas, sapatilhas, luvas e álcool. As entregas representam mais um, entre diversos esforços do Governo do Brasil, para auxiliar e reforçar as redes de saúde dos estados e municípios no combate a pandemia.

    Ao todo, já foram enviados aos estados: 530,2 mil litros de álcool em gel; 2,9 milhões de aventais; 34,6 milhões de luvas; 5,3 milhões de máscaras N95; 53,1 milhões de máscaras cirúrgicas; 1,4 milhão de óculos de proteção; 450,7 mil sapatilhas; 15,4 milhões de toucas; e 1,2 milhão de protetores faciais. Os materiais foram entregues às Secretarias Estaduais de Saúde, responsáveis por definir quais os serviços de saúde vão recebê-los, a partir do planejamento local.

    Aos estados do Centro-Oeste foram entregues 8,3 milhões de EPIs. Para a região Sudeste, o Governo do Brasil entregou 52,2 milhões de EPIs. Os estados do Sul receberam do Ministério da Saúde, 14,4 milhões de EPIs. Para o Nordeste foram 26,9 milhões de itens. Por fim, para a região Norte foram distribuídos 9,2 milhões de EPIs. As entregas levam em conta a capacidade instalada da rede de assistência em saúde pública, principalmente nos locais onde a transmissão está se dando em maior velocidade.

    SAÚDE MENTAL

    O Ministério da Saúde, em parceria com os ministérios da Justiça e Segurança Pública; da Mulher, Família e Direitos Humanos; e a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), lançou uma ação integrada de prevenção ao suicídio e automutilação entre adolescentes durante e pós pandemia do novo coronavírus, quando muitos acabam desenvolvendo quadros de transtornos mentais, como depressão e ansiedade.

    “O aumento de casos de suicídio e automutilação, infelizmente, é uma realidade que já vem acontecendo em outros países que já passaram pelo pico da doença. O Brasil está se antecipando a esse comportamento, que é chamado de quarta onda da pandemia”, explica a secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Mayra Pinheiro.

    A medida visa qualificar profissionais de saúde, educadores da rede pública e privada de ensino, líderes de associações religiosas, profissionais que atuam em conselhos tutelares, entidades beneficentes e movimentos sociais, para a abordagem de adolescentes entre 11 e 18 anos.

    A ação acontecerá por meio da promoção de cursos EAD, em todas as escolas públicas, encontros para discussão e trocas de informações e experiências e elaboração de cartilhas sobre o tema, que serão distribuídas em todas as regiões do país.

    Fonte: Ministério da Saúde

  • Doações de sangue são essenciais durante pandemia de COVID-19, afirma OPAS

    As doações de sangue são mais necessárias do que nunca durante a atual pandemia de COVID-19, alerta a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). Os hemocentros das Américas estão tomando medidas para garantir que as doações continuem de maneira segura para doadores(as) e receptores(as) de sangue.

    Em uma mensagem para o Dia Mundial do Doador de Sangue, celebrado em 14 de junho, a diretora da OPAS, Carissa F. Etienne, afirmou: “O sangue mais seguro vem da doação voluntária e não paga de pessoas como você e eu. A doação é um ato de solidariedade e altruísmo, que o mundo precisa agora mais do que nunca no contexto da pandemia de COVID-19.”

    Em 2005, a Assembleia Mundial da Saúde designou o Dia Mundial do Doador de Sangue como uma data especial para agradecer aos doadores e doadoras de sangue, incentivar mais pessoas a doarem sangue livremente e aumentar a conscientização sobre a necessidade global de sangue seguro e como todos podem contribuir. O tema da campanha de 2020 é “Sangue seguro salva vidas”, com o slogan “Doe sangue e torne o mundo um lugar mais saudável”. A ideia é focar na contribuição que um doador individual pode dar para melhorar a saúde de várias pessoas que precisam.

    Na Região das Américas, a principal comemoração será realizada pelo Paraguai, em reconhecimento às suas conquistas no aumento de doações voluntárias de sangue. Durante um período de quatro anos, o país aumentou a disponibilidade de sangue para 1,5 unidades por 1.000 habitantes e aumentou a doação voluntária em 5,3%. Outros eventos globais e regionais ocorrerão virtualmente em razão da data.

    Na América Latina e no Caribe, doadores de sangue possibilitam a transfusão de mais de 10 milhões de unidades de sangue a cada ano, essenciais para proteger a saúde e a vida de pacientes que precisam de transplantes, pessoas vivendo com câncer, mulheres com hemorragia pós-parto e pessoas feridas em atos de violência ou acidentes de trânsito.

    A necessidade de dispor de sangue seguro é universal, mas o acesso ao sangue seguro ainda é um privilégio de poucas pessoas. A maioria dos países de baixa e média renda tem dificuldades para dispor de sangue seguro porque faltam doações e equipamentos para testar o sangue. Globalmente, 42% do sangue é coletado em países de alta renda, que abrigam apenas 16% da população mundial.

    A data é um chamado à ação para que governos, autoridades nacionais de saúde e serviços nacionais de transfusão de sangue forneçam recursos adequados e estabeleçam sistemas e infraestruturas para: aumentar a coleta de sangue de doadores não remunerados; proporcionar atenção de qualidade aos doadores; promover e aplicar um uso clínico adequado do sangue; e implementar sistemas de supervisão e vigilância em toda a cadeia de transfusão de sangue.

    Organizações internacionais, entre elas a Organização Mundial de Saúde, a Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho, a Federação Internacional de Organizações Doadoras de Sangue, a Sociedade Internacional de Transfusão de Sangue, a Associação Americana de Bancos de Sangue e o Grupo Cooperativo Ibero-Americano de Medicina de Transfusão, colaboram para fornecer orientação e apoio aos membros sobre doações de sangue.

    Clique aqui para acessar o site da campanha deste ano (em português)

    Fonte: Opas Brasil

  • CRF/AL é parceiro da campanha sinal vermelho contra a violência doméstica

    A campanha Sinal Vermelho contra a Violência Doméstica do Conselho Nacional de Justiça, da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) com parceria do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL) e do Conselho Regional de Farmácia de Alagoas e do Conselho Federal de Farmácia foi lançada nesta quarta-feira (10), às 11h, nos canais do CNJ e da AMB no Youtube. O objetivo da campanha é incentivar as denúncias com apoio de farmácias em todo o país.

    O sinal que será apresentado ao farmacêutico ou ao atendente da farmácia será o desenho de um “X” na mão da mulher, indicando que ela é vítima de violência. O farmacêutico e balconista que atender essa mulher, deve resguardá-la num local seguro e acionar as autoridades. “Esse sinal pode salvar vidas”, ressalta o presidente do TJ/AL, Tutmés Airan.

    Robert Nicácio, presidente do CRF/AL, destacou a importância da iniciativa que contará inicialmente com aproximadamente 96 estabelecimentos em Alagoas que são conveniados à Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma). “Nosso desafio é atingir as farmácias de bairro, de porte menor mas que tem uma importância muito grande neste contexto de violência contra mulher”, pontuou.

    De acordo com ele, existem aproximadamente dois mil estabelecimentos cadastrados, que não são apenas de farmácias comerciais e de manipulação, mas também centrais de abastecimento farmacêutico no serviço público, as unidades básicas de saúde, distribuidoras, laboratórios de análises clínicas e outros que não são contemplados na campanha.

    A Associação dos Magistrados do Brasil (AMB) realizará às 14h uma live no instagram da campanha: @campanhasinalvermelho. Também apoiam a iniciativa a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) entre outros órgãos.

    Fonte: Ascom CRF/AL com informações Dicom TJ/AL

     

  • Uso off label: farmacêutico pode negar dispensação caso seja identificado risco ao paciente

    Os farmacêuticos que atuam no atendimento direto ao paciente, e também nas coordenações da Assistência Farmacêutica estaduais e municipais têm a sua disposição, desde o dia 20 de maio, o protocolo “Orientações do Ministério da Saúde para tratamento medicamentoso precoce de pacientes com diagnóstico da Covid-19”

    De acordo com a nova orientação, o acesso aos tratamentos farmacológicos para os pacientes diagnósticados de Covid-19 foi ampliado. A partir de agora, é facultado ao médico prescrever medicamentos como cloroquina e hidroxicloroquina para pacientes com sinais e sintomas leves e moderados da doença, mediante o preenchimento de termo de consentimento e ciência, ou seja, é autorizado o uso off label – não constante na bula dos medicamentos aprovados pela Anvisa – desses medicamentos.

    Ainda não existem estudos que demonstrem os benefícios deste medicamentos tanto no uso isolado ou em associação com o referido macrolídeo, então, a responsabilidade recai sobre o farmacêutico, que ao receber esse paciente no estabelecimento, deve fazer o acolhimento e no ato da dispensação garantir a melhor orientação possível sobre os riscos e cuidados no uso desses medicamentos.

    Contudo, se durante o acolhimento o farmacêutico identificar que aquele paciente não se encaixa no perfil do uso daquele medicamento, com base no artigo 14, do Código de Ética da profissão farmacêutico e também pelos artigos 11 e 14, da Lei n°13.021/2014, ele pode se negar a dispensar o medicamento.

    O Conselho Federal de Farmácia disponibilizou, em seu site, um canal para que os farmacêuticos possam comunicar formalmente as situações em que se sentirem cerceados ou prejudicados quanto ao livre exercício profissional ou em sua autonomia e autoridade técnica. As ocorrências serão encaminhadas aos conselhos regionais, para que estes, em seu âmbito de atuação, adotem as medidas cabíveis, e, quando for o caso, encaminhem denúncia formal às autoridades competentes, para providências.

    Baixe o formulário da nota-tecnica_ato-farmaceutico2 .

    Fonte: Ascom CRF/AL

  • Farmacêutica cria alternativa para continuar assistência farmacêutica durante pandemia

    Em tempos de pandemia, a farmacêutica Claudia Aires, que realizava o cuidado farmacêutico a pacientes hipertensos e/ou diabéticos e precisou adaptar o acompanhamento que fazia com os usuários na unidade de saúde em que trabalha, localizada no município de Maceió. “O atendimento era realizado na farmácia e com a pandemia, o espaço físico disponível não daria pra cumprir as normas de distanciamento”, revelou.

    A solução encontrada por ela foi realizar o atendimento via aplicativo de mensagens. De acordo com a farmacêutica, a decisão se deu para preservar a saúde destes pacientes que fazem parte do grupo de risco, sendo fundamental, que eles cumpram o isolamento social. “Eles não devem ir as unidades de saúde, a não ser que seja caso de urgência. Estamos fazendo a dispensação de medicamento, por um tempo mais longo, exatamente para evitar que eles fiquem indo à unidade”, falou.

    Ela explica que o atendimento acontece pela manhã e os pacientes podem tirar as dúvidas quanto ao uso dos medicamentos disponibilizados pelo SUS. “Essa foi uma forma que encontrei para ajudá-los neste momento, sem deixar de fazer o trabalho de assistência farmacêutica e resguardando a saúde de todos”, pontuou.

    Fonte: Ascom CRF/AL

  • Farmácias em Alagoas já estão ofertando serviços de testes rápidos

    Desde o dia 28 de abril, as farmácias foram autorizadas a realizar os testes rápidos em seus estabelecimentos, mas em Alagoas, algumas redes farmacêuticas iniciaram os testes na segunda-feira, 08 de junho. A medida da Anvisa tem caráter temporário e excepcional e visa ampliar a oferta e a rede de testagem, bem como reduzir a alta demanda em serviços públicos de saúde durante a pandemia.

    A farmacêutica Ana Patrícia, que é uma das farmacêuticas habilitadas para realizar o teste na rede em que trabalha, informa que está disponível a população o TRL ou Poct of Care, que é o teste rápido. “Nós sabemos que os testes não combatem a pandemia, mas ele auxilia a população no tratamento, assim como, no isolamento social. Os testes não têm finalidade confirmatória, servem apenas para auxiliar no diagnóstico da Covid-19”, pontuou.

    Na avaliação de Ana Patrícia este serviço oferecido nas farmácias traz uma grande contribuição a sociedade principalmente por ser a primeira porta de entrada. De acordo com ela, a população se beneficiária de um diagnóstico confiável em menor tempo e com mais agilidade. “O farmacêutico é o profissional capacitado e responsável para realizar os testes nas farmácias, ele passou por um treinamento específico e está pronto pra atender a população”, garantiu.

    A medida não obriga o estabelecimento a ofertar este serviço. O paciente deve procurar o estabelecimento que terá um ambiente específico para que o teste seja feito. Somente o farmacêutico pode realiza-lo e ele deve estar com óculos de proteção ou protetor facial, máscara cirúrgica, avental e luvas, além de higienizar as mãos.

    As notificações de casos suspeitos deve ser feitas de forma eficiente e adequada às autoridades de saúde locais. Com isso, as estatísticas dos casos se aproximarão cada vez mais dos números reais, o que pode ajudar nas políticas públicas envolvidas.

    Fonte: Ascom CRF/AL

  • Fiocruz lança curso sobre manejo da infecção causada pelo novo coronavírus

    A Covid-19 nos impõe números cada vez mais alarmantes. O Brasil bateu novamente seu recorde de mortes por complicações pela doença nesta quarta-feira (3/6), registrando 1.349 óbitos em um dia, segundo dados do Ministério da Saúde (MS). Em um esforço para contribuir com a formação de profissionais de saúde, o Campus Virtual Fiocruz lança mais um módulo do curso online Covid-19: manejo da infecção causada pelo novo coronavírus. Independente, como os dois primeiros módulos, ele trata de questões específicas voltadas à atenção hospitalar, além de trazer uma aula sobre manejo clínico de gestantes ou puérperas suspeitas ou confirmadas para Covid-19, que inicialmente não estava prevista. Em função da pandemia, para responder à demanda dos profissionais que estão na linha de frente do atendimento, o conteúdo foi produzido e publicado em caráter de urgência, ratificando o aspecto inovador, dinâmico e responsável da formação.

    O curso, que já conta com 36 mil inscritos em todo o país e até fora dele, é aberto, gratuito, autoinstrucional e oferecido à distância (EAD), permitindo que qualquer pessoa interessada se inscreva. A qualificação é dirigida especialmente a trabalhadores de Unidades Básicas de Saúde (UBS), redes hospitalares, clínicas e consultórios.

    Ele foi elaborado por pesquisadores e especialistas da Fiocruz envolvidos nas ações de vigilância e assistência e apresenta estratégias para conter a curva epidêmica da doença, instrumentalizando os profissionais que estão na linha de frente do combate ao coronavírus com a experiência de tantos profissionais da Fundação.

    A coordenadora geral do curso e do Campus Virtual Fiocruz (CVF), Ana Furniel, destaca que o Módulo 3, foi o mais complexo na produção. Tal fato se deu especialmente em função das discussões em torno de suportes farmacológicos. “Durante seu desenvolvimento, tivemos muitas vezes que rever o conteúdo em função da divulgação de notas técnicas dos órgãos responsáveis, como a Organização Mundial da Saúde (OMS), a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) e o Ministério da Saúde (MS) – MS, ou ainda em função de atualizações na literatura científica”, explicou.

    Confira todos os temas abordados no terceiro módulo aqui. O módulo Manejo clínico da Covid-19 na atenção hospitalar é composto de 7 aulas, totalizando 30 horas de formação. Os especialistas contribuíram com textos, videoaulas e com a revisão técnica de todo o material — que é apresentado com uma linguagem simples e num formato dinâmico, interativo e atraente.

    Manejo clínico da gestante e puérpera

    Um desafio muito específico sobre a temática da aula 6 é a interface entre os campos do manejo obstétrico, clínico e da terapia intensiva. Essa questão foi destacada por Maria Mendes Gomes, responsável pelo conteúdo Manejo clínico da gestante e puérpera no contexto da Covid-19. Ela – que é pesquisadora e docente do Programa de Pós-Graduação em Saúde da Criança e da Mulher do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz) e consultora das Coordenações de Saúde da Mulher e da Criança e de Aleitamento Materno do Ministério da Saúde -, divide a autoria do conteúdo com outros dois pesquisadores também do IFF: Maria Teresa Massari e Marcos Dias.

    “As gestantes e mulheres no ciclo gravídico-puerperal têm especificidades em relação às questões hemodinâmicas, ventilatórias e do controle da fisiopatologia da Covid-19. Entendemos que é nosso papel institucional superar os desafio para a qualificação profissional neste momento em que vivemos um contexto de pandemia. Transpor essas adversidades é importante para a definição da prática clínica, mas a Fiocruz e, particularmente, o IFF não se omitiram e atuaram nacionalmente na disseminação das melhores evidências disponíveis. O Portal de Boas Práticas, coordenado pelo IFF, e a nossa participação neste módulo do curso são bons exemplos”, detalhou Maria.

    Sobre as questões de detecção precoce e manejo clínico inicial da Covid-19, o responsável pelo conteúdo das aulas 1 e 2 do módulo 3, Victor Grabois, que é pesquisador da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz) e coordenador-executivo do Centro Colaborador para a Qualidade do Cuidado e Segurança do Paciente (Proqualis/Icict/Fiocruz), destacou que o grande desafio desta empreitada é acompanhar o ritmo de produção, inovações científicas e novidades que surgiram ao longo do processo. “É um permanente trabalho de atualização e decisão sobre o que considerar como conteúdo relevante para os profissionais. Mas acredito que conseguimos, coletivamente, ser bem sucedidos nesta tarefa”, comentou.

    Curso Covid-19: manejo da infecção causada pelo novo coronavírus

    A iniciativa foi lançada pelo Campus Virtual Fiocruz (CVF) em 15 de abril e é composta de três módulos independentes: um sobre conceitos básicos e dois sobre o manejo clínico. Cada aluno pode escolher quais módulos quer cursar e em que ordem. Os conhecimentos são avaliados ao fim de cada módulo. Quem obtiver nota maior ou igual a 70, recebe um micro certificado com a carga horária correspondente. O aluno que acessar todos os módulos e concluir todas as avaliações com sucesso receberá um certificado com a carga horária total do curso (45h).

    Esta formação é uma realização do Campus Virtual Fiocruz, vinculado à Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz, mas tem o apoio de diferentes unidades da Fundação: Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI), Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp), Fiocruz Brasília, Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict), e ainda do Centro Colaborador para a Qualidade do Cuidado e Segurança do Paciente (Proqualis/Icict) e da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas/OMS).

    Inscreva-se no curso Covid-19: manejo da infecção causada pelo novo coronavírus.

    Fonte: Fiocruz