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  • Cirurgia desenvolvida em SP devolve ereção a homens que operaram a próstata

    Cirurgia desenvolvida em SP devolve ereção a homens que operaram a próstata

    Uma técnica cirúrgica desenvolvida por professores da Faculdade de Medicina da Unesp (Universidade Estadual Paulista) de Botucatu (a 238 km de São Paulo) pode ser a solução para casos de impotência sexual de homens que extraíram a próstata após diagnóstico de câncer.

    A técnica faz com que os nervos responsáveis pela ereção rompidos durante a extração da próstata sejam reatados ao nervo femoral dos pacientes. Em outras palavras, é como religar os fios de uma casa às escuras à rede elétrica.

    De acordo com o urologista José Carlos Souza Trindade, quatro de um total de dez homens submetidos à técnica, a partir de março de 2011, retomaram suas atividades sexuais após um período entre 12 e 18 meses.  As respostas ao tratamento variam conforme os pacientes. Os outros seis casos ainda estão na fase pós-operatória, mas com evolução favorável.

    Injeções e comprimidos

    Tradicionalmente, segundo Trindade, pacientes com impotência sexual decorrente da retirada da próstata costumam ser submetidos a tratamentos à base de injeções no órgão sexual e de comprimidos estimulantes, mas nem sempre o resultado é positivo.

    A técnica de reatamento de nervos dos corpos cavernosos do pênis, para reativar a ereção, já havia sido colocada em prática antes, mas com resultado insatisfatório porque os médicos uniam os feixes nervosos pelas extremidades, segundo o urologista da Unesp. A inovação dos professores de medicina da Unesp de Botucatu consistiu em religar os nervos não mais pela extremidade, mas pelas laterais. A técnica foi batizada de neurorrafia término lateral.

    Os nervos femorais de ambos os lados são ligados lateralmente aos nervos dos corpos cavernosos do pênis mediante “pontes” nervosas de 16 centímetros de comprimento.  Esse nervo que serve de ponte é retirado das pernas. As novas fibras nervosas geradas pelo nervo femoral avançam do nervo doador (nervo femoral) ao nervo receptor (no pênis) na base de meio a um centímetro por mês. “É como um gato na fiação elétrica”, afirma Fausto Viterbo, cirurgião plástico da equipe.

    Fonte: Uol Saúde

  • Plano de trabalho relata caos existente na saúde pública de Maceió

    Plano de trabalho relata caos existente na saúde pública de Maceió

    Secretário municipal apresenta levantamento de problemas na área.

    Publicação foi feita após decreto de situação de emergência na pasta.

     

    Depois que o prefeito de Maceió, Rui Palmeira (PSDB), decretou situação de emergência na saúde pública do município, o secretário da pasta, Jaelson Gomes Ferreira, apresentou um plano detalhado de trabalho. As informações foram publicadas no Diário Oficial do Município desta terça-feira (15).

    O plano de trabalho havia sido determinado no decreto de situação de emergência, publicado no último dia 9. A secretaria tinha um prazo de cinco dias para apresentar um cronograma de atividades de acordo com a criticidade das ações propostas, e certificando que são elas as vias adequadas e efetivas para a normalização do atendimento à saúde.

    O plano também traz as justificativas para o decreto. Dentre elas está a falta de atendimento para tratamento de tuberculose, por força da falta de medicamentos e estrutura física; a falta de medicamentos básicos e médicos no posto de saúde; ausência de insulinas para pacientes que sofrem de diabetes e a superlotação da Maternidade Santa Mônica.

    O levantamento aponta ainda a falta de estrutura para atividades de suporte, como 90% dos contratos com prestadores de serviço vencidos e sem solução, falta de material para expediente, dificultando as atividades de rotina e a falta de contratos para fornecimento de serviços essenciais nas unidades de saúde.

    “A gestão desta pasta não tem condições de aguardar o desfecho de procedimentos licitatórios e de contratualizações, uma vez que, conforme desenharemos a seguir, a situação é inegavelmente crítica”, traz a publicação, ao relatar alguns dos principais problemas enfrentados pelas coordenações que compõem a secretaria.

    A publicação traz ainda que vem sendo tomadas providências para evitar o agravamento da situação, e que atualmente tramitam vários processos administrativos para a aquisição anual dos serviços. No entanto, o plano aponta que “o município de Maceió vive uma problemática que não pode aguardar tal desfecho, pois, a título de exemplificação, o problema do desaparecimento de medicamentos vem causando sérios problemas, inclusive podendo ocasionar o óbito de pacientes”, diz o texto.

    Dentre as medidas a serem executadas, o plano de trabalho apresenta uma comissão especial designada para conduzir as compras e as contratações de obras e serviços referentes ao decreto de situação de emergência. Ele também traz um cronograma de atividades deste mês até março do ano que vem.

    Fonte: G1 Saúde

     

  • Pessoas com HIV poderão iniciar terapia logo depois do diagnóstico

    Pessoas com HIV poderão iniciar terapia logo depois do diagnóstico

    Hoje, terapia só é indicada quando exames mostram resultados alterados.

    Ministério abriu consulta pública sobre novo protocolo de tratamento.

     
    Pessoas com HIV poderão iniciar o tratamento antirretroviral assim que receberem o diagnóstico. A mudança faz parte das novas diretrizes terapêuticas para o cuidado do HIV no Brasil, aprovadas pelo Comitê Assessor para Terapia Antirretroviral em Adultos Infectados pelo HIV e Aids, do Ministério da Saúde.



    Até o dia 5 de novembro, o texto do “Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Manejo da Infecção pelo HIV em Adultos” estará aberto para consulta pública e poderá receber sugestões.



    Atualmente, a indicação para início da terapia antirretroviral ocorre quando o paciente já apresenta sintomas da Aids – como perda de peso, febre, diarreia e fadiga – ou quando o exame de contagem de linfócitos CD4 apresenta resultados alterados (abaixo de 500 células/mm3).
     
    Segundo o Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério, o objetivo da estratégia é diminuir a transmissão do HIV por pessoas já diagnosticadas e melhorar a qualidade de vida das pessoas que vivem com o vírus.



    Outra alteração trazida pelo protocolo é a definição do tratamento de primeira linha, que passa a ser composto pelos medicamentos tenofovir, lamivudina e efavirenz. Os medicamentos da classe de inibidores de protease passam a constituir a segunda linha de tratamento, ou seja: são a opção caso o paciente não responda bem à primeira linha.



    Depois de terminada a consulta pública, o novo protocolo deve ser publicado em forma de portaria. Para o diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, Fábio Mesquita, a partir dessa publicação, o protocolo determinará claramente a conduta que deve ser adotada pelos médicos em relação ao HIV. Anteriormente, existiam apenas recomendações, que os médicos poderiam acatar ou não.
     
    Fonte: Bem Estar
  • Horário irregular para dormir afeta desenvolvimento infantil

    Horário irregular para dormir afeta desenvolvimento infantil

    As crianças que não têm horário para dormir correm maior risco de enfrentar problemas de desenvolvimento e de comportamento, revela um estudo britânico publicado nesta segunda-feira (14) na revista americana Pediatrics.

    “Não ter horários fixos para dormir cria um estado físico e mental nas crianças similar ao efeito provocado pela diferença de fuso horário (…), o que é nefasto para o desenvolvimento saudável e a atividade diária”, explica o professor Yvonne Kelly, epidemiologista da Universidade College London (UCL) e principal autor do estudo.

    Segundo os investigadores, a irregularidade nos horários pode perturbar os ciclos naturais do organismo e provocar uma falta de sono que coloca em risco o desenvolvimento do cérebro e a capacidade de controlar certos comportamentos.

    “Sabemos que os primeiros anos de desenvolvimento das crianças têm uma profunda influência na saúde e no bem-estar durante toda sua vida”, destaca Kelly. “As perturbações do sono, especialmente em momentos-chave do crescimento, podem ter importantes consequências para a saúde durante toda a vida”.

    Os autores analisaram dados sobre os hábitos de sono de mais de 10 mil crianças – com três, cinco e sete anos – no Reino Unido, incluindo seu comportamento, por meio de depoimentos de pais e professores.

    O estudo estabeleceu um vínculo clínico e estatístico muito claro entre horários irregulares para dormir e problemas entre as crianças, resultado da mudança de seus ciclos circadianos, já que a falta de sono afeta o desenvolvimento do cérebro.

    As crianças com horários mais irregulares ou que dormem após às 21h pertencem – na maior parte dos casos – a famílias socialmente desfavorecidas, destaca a pesquisa.

    “Parece que os efeitos nefastos dos hábitos irregulares para dormir são reversíveis”, explica o professor Kelly, que defende que pediatras controlem os problemas do sono com exames periódicos.

    Fonte: Uol Saúde

  • Saiba mais sobre a incontinência urinária, distúrbio comum em mulheres

    Saiba mais sobre a incontinência urinária, distúrbio comum em mulheres

    Incontinência urinária é a perda involuntária da urina pela uretra.É um distúrbio mais frequente no sexo feminino, pode manifestar-se tanto na quinta ou sexta década de vida quanto em mulheres mais jovens. Existem três tipos de incontinência urinária:

    – A de esforço:quando há perda de urina ao tossir, rir, fazer exercício, etc.

    – A de urgência:ocorre quando há súbita vontade de urinar e a pessoa não consegue chegar a tempo ao banheiro.

    – A mista:associação os dois tipos anteriores.

    Causas

    Genética, hormonais, envelhecimento, tabagismo, bexiga hiperativa, lesões medulares ou doenças do sistema nervoso, etc.

    Sabe-se que 35% das mulheres após a menopausa sofrem de incontinência urinária ao fazer algum esforço e 40% das mulheres gestantes vão apresentar um ou mais episódios de incontinência urinária durante a gestação ou logo após o parto. Entre os homens, cerca de 5% dos submetidos à cirurgia para retirada da próstata também podem apresentar o problema.

    Prevenção

    A prevenção à doença se dá com administração de exercícios para o fortalecimento da musculatura do assoalho pélvico. Os exercícios consistem em contrair os músculos do assoalho pélvico por 10 segundos e depois relaxá-los por 10 segundos. Estes exercícios devem ser repetidos 10 vezes, em três sessões diárias. O fortalecimento destes músculos é importante para o controle da micção.

    Tratamentos

    É importante ressaltar que a perda involuntária de urina não é um achado normal do envelhecimento e que há tratamentos eficazes, que buscam devolver a qualidade de vida ao paciente.

    Os tratamentos consistem em exercícios do assoalho pélvico, medicamentos e cirurgias. Para os casos de bexiga hiperativa ainda outras opções, como a administração de toxina botulínica diretamente no músculo da bexiga ou a estimulação elétrica dos nervos pélvicos (implante de Interstim).

    Fonte: Sociedade Brasileira de Urologia.

     

    Fonte: Portal do Coração

  • VETO PRESIDENCIAL MANTÉM INALTERADO O TEXTO DA LEI FEDERAL Nº 5.991/73

    VETO PRESIDENCIAL MANTÉM INALTERADO O TEXTO DA LEI FEDERAL Nº 5.991/73

    NOTA DE ESCLARECIMENTO

    VETO PRESIDENCIAL MANTÉM INALTERADO O TEXTO DA LEI FEDERAL Nº 5.991/73

    Ao contrário do que equivocadamente está sendo divulgado em determinados sítios eletrônicos e meios de comunicação em relação ao veto da Presidente Dilma Rousseff ao artigo 19 do Projeto de Lei de Conversão nº 21 de 2013 (MP nº 615/13), sugerindo interpretação errônea dos fatos, a Diretoria do Conselho Federal de Farmácia (CFF) esclarece que o referido ato presidencial apenas manteve a redação anterior do artigo 15 da Lei Federal nº 5.991/73 e, assim, a manutenção da obrigatoriedade do farmacêutico responsável técnico em drogarias, farmácias e distribuidoras de medicamentos.

    Portanto, não há qualquer motivo de preocupação para a categoria farmacêutica, uma vez que não houve nenhuma mudança na legislação sanitária e farmacêutica em vigor em razão do referido veto, mas apenas a sua manutenção. A pretensão em se modificar o artigo 15 da Lei Federal nº 5.991/73 era a de sedimentar a necessidade da presença do farmacêutico, profissional de saúde, em todas as hipóteses de dispensação de medicamentos, ainda que em localidades remotas.

    Cumpre registrar que o artigo 15 da Lei Federal nº 5.991/73 já foi objeto de questionamento perante o Supremo Tribunal Federal na Representação de Inconstitucionalidade nº 1.507-6/DF, de cujo julgamento se extrai a absoluta convicção de que a imposição da presença do farmacêutico, desde o advento do referido diploma legal, é plenamente constitucional, vez que é uma norma que visa assegurar o direito à saúde.

    A responsabilidade do profissional farmacêutico na orientação ao paciente, esclarecendo os riscos do uso de medicamento de maneira desnecessária ou exagerada, respeitando o direito do usuário de conhecer o medicamento que lhe é dispensado e de decidir sobre sua saúde e seu bem-estar, é imprescindível à saúde da população. Sua atuação constitui condição primordial à proteção e à recuperação da saúde individual e coletiva. Nesse contexto, o farmacêutico contemporâneo atua no cuidado direto ao paciente, promove o uso racional de medicamentos e de outras tecnologias em saúde, redefinindo sua prática a partir das necessidades do paciente, da família, dos cuidadores e da sociedade.

     

    Ressalte-se, ainda, que a Lei Federal nº 5.991/73, em seu artigo 41, determina ao responsável técnico pelo estabelecimento farmacêutico solicitar confirmação expressa ao profissional que prescreveu dosagem de medicamento que porventura ultrapasse os limites farmacológicos ou apresente incompatibilidades e, desse modo, vem demonstrar claramente ser do profissional farmacêutico a responsabilidade final dos riscos decorrentes da dispensação inadequada de medicamentos.

    Depreende-se, assim, que a legislação sanitária sobre o medicamento inclui todas as etapas; abrange desde a pesquisa clínica até o consumo, passando pela produção, distribuição, prescrição e dispensação. Uma falha em algum dos pontos dessa cadeia poder influenciar negativamente a saúde das pessoas. Nesse diapasão, a farmácia/drogaria não pode ser considerada como uma “loja”, um estabelecimento que não considera a natureza especial do seu produto – o medicamento – e, em consequência, não pode realizar um serviço de qualidade não condizente com a defesa da saúde dos indivíduos e da sociedade, posto que deve preconizar uma racionalidade da ciência e do compromisso social que sua atividade envolve, a exemplo do que ocorre nos países desenvolvidos.

    Com efeito, permanece a regra geral de exigência de farmacêutico como responsável técnico em drogarias, farmácias e distribuidoras de medicamentos, conforme o artigo 15 da Lei nº 5.991/73.

    Inobstante todo o esforço empreendido pelo Conselho Federal de Farmácia, principalmente por sua Comissão Parlamentar, a Presidente da República, conforme se depreende nas razões de seu veto, adotou o posicionamento do Ministério da Saúde, o qual, lamentavelmente, privilegiou o direito à livre atividade mercantil em detrimento ao direito à saúde. Vale destacar, que “justificativa de veto não é sinônimo de lei”.

    Assinale-se, por fim, que, considerando as distintas realidades e as demandas singulares da população, a sociedade clama por mais cuidado e atenção às suas necessidades de saúde. Atender a esse chamado é um grande desafio, mas também uma oportunidade ímpar para que o farmacêutico assuma de vez um papel relevante como protagonista das ações em prol da saúde da população brasileira. NENHUMA ARTICULAÇÃO VAI IMPEDIR QUE OS FARMACÊUTICOS BRASILEIROS EXERÇAM SEU PAPEL SOCIAL EM SUA PLENITUDE!

     

     

    Walter da Silva Jorge João

    Presidente – CFF

     

    Fonte: CFF

  • Fabricante de talidomida será julgada por malformações na Espanha

    Fabricante de talidomida será julgada por malformações na Espanha

    Remédio era receitado para tratar enjoos da gravidez nos anos 50 e 60.

    Uso do medicamento provocou malformação em milhares de crianças.

     

    Cinquenta anos depois de sua retirada do mercado, começou nesta segunda-feira (14) em Madri o primeiro julgamento na Espanha contra a empresa alemã Grünenthal, que produzia a talidomida, um medicamento que provocou malformações em crianças em todo o mundo, segundo a AFP.

    “Com este julgamento histórico, os afetados espanhóis pela talidomida esperam que (…) depois de mais de meio século de espera infinita, as vítimas espanholas vejam recompensado o seu sofrimento, que começou no feto de suas mães antes de nascer e se prolonga até nossos dias, com a amputação de seus braços e pernas”, declarou antes do julgamento a Associação de Vítimas da Talidomida na Espanha, Avite.

    A Avite exige da empresa Grünenthal 204 milhões de euros para seus cerca de 180 membros em função da gravidade de suas malformações.

    Denunciando uma falta de reconhecimento público em seu país, onde 'a mera existência oficial das vítimas espanholas não ocorreu até 2010', a Avite estima que o número total de vítimas, muitas das quais já faleceram, pode chegar a 3.000 pessoas.

    'Com uma sentença favorável à nossa demanda, o laboratório alemão Grünenthal seria considerado oficialmente, pela primeira vez na história, responsável pelo ocorrido', explicou a Avite.

    A Grünenthal pediu publicamente perdão em setembro de 2012, ou seja, 50 anos depois dos primeiros casos de malformações, afirmando que sentia muito por seu longo silêncio.

    O medicamento

    Este medicamento, que era prescrito às mulheres grávidas no fim dos anos 50 e início dos 60 contra as náuseas, acabou provocando danos irreversíveis no desenvolvimento do feto.

    No Brasil, o medicamento é, ainda hoje, indicado para doenças como hanseníase e mieloma múltiplo. Mas mulheres que tomam o remédio devem usar dois métodos contraceptivos, para garantir que não ficarão grávidas durante o tratamento.

    Fonte: G1 Saúde

     

  • Brasil sem antidoping

    Brasil sem antidoping

    A oito meses da Copa, os organizadores do evento ainda não definiram como fazer os exames antidoping na competição. O único laboratório do País que era capacitado pela Agência Mundial de Antidopagem (Wada na sigla em inglês) para realizar os testes, o Laboratório de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico (Ladetec) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), foi descredenciado no final de setembro, após baixar o padrão de qualidade exigido pelo organismo internacional. O presidente da Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD), Marco Aurélio Klein, disse à ISTOÉ que deverá contratar o laboratório de Lausanne, na Suíça, para realizar os testes na Copa. No entanto, o acordo depende de autorização da Fifa e da própria Wada.



    À ISTOÉ a Wada informou que “está ciente da importância de buscar uma solução rápida para o programa de testes da Fifa antes da Copa do Mundo” e que a decisão de revogar o credenciamento do Ladetec foi tomada após uma revisão profunda da situação do laboratório, “lembrando que a Comissão Disciplinar da Wada já havia suspendido a acreditação do laboratório em agosto.” A idéia de Klein é montar um laboratório-satélite, com técnicos e equipamentos de Lausanne no Brasil, para que os testes mais simples sejam realizados aqui. Os exames mais complexos devem ser feitos na Europa.



    O governo está investindo mais de R$ 15 milhões na construção de um novo laboratório na Ilha do Fundão, no Rio. Entretanto, a obra só deve ficar pronta às vésperas do evento. Para a Copa do Mundo não dá mais. Mas para a Olimpíada de 2016 teremos um centro moderno que atende às exigências internacionais de qualidade”, prometeu Klein. A Wada deve creditá-lo em setembro de 2015.



    Desde o descredenciamento do Ladetec, o material colhido no campeonato brasileiro tem sido analisado na Colômbia. O presidente da Comissão de Controle de Dopagem da CBF, Fernando Solera, não acredita que haverá problema de doping na Copa porque os atletas terão de fazer o passaporte biológico, espécie de banco de dados hormonal. Assim que desembarcarem no Brasil, todos os 832 atletas terão sangue e urina coletados. “A partir daí, vamos montar o perfil hormonal de cada atleta. Durante a competição, ele é submetido ao antidoping, e, além de pesquisar a presença de substâncias proibidas, verifica-se se há diferença hormonal. Em caso positivo, é aberta uma investigação”, explica Solera. O histórico de doping em futebol é pequeno se comparado com o de outras modalidades esportivas. Em todas as Copas, apenas três jogadores foram pegos: o haitiano Ernst Jean-Joseph, em 1974, o escocês Willie Johnston, em 1978, e Diego Maradona, da Argentina, em 1994.

    Fonte: Istoé 

  • PALESTRA SOBRE PRESCRIÇÃO FARMACÊUTICA

    PALESTRA SOBRE PRESCRIÇÃO FARMACÊUTICA

    Dia 11/10 – 19:00 às 22:00hs
    LOCAL: AUDITÓRIO DO CRF-AL- MACEIÓ
    INCRIÇÕES NO CRF-AL EM MACEIÓ E ARAPIRACA
    Fone: 3338 -5018 / 3338 – 5474
    VALOR: 1Kg de alimento não perecível.
  • Cientistas descobrem por que crianças têm facilidade de aprender mais de uma língua

    Cientistas descobrem por que crianças têm facilidade de aprender mais de uma língua

    Cérebro tem 'janela' para aprendizado de idiomas entre 2 e 4 anos, quando influências exteriores têm maior impacto na linguagem.

     

    Cientistas britânicos e americanos descobriram que entre dois e quatro anos de idade existe uma janela crítica de formação no cérebro – período em que este está aberto a um determinado tipo de experiência – para o aperfeiçoamento da linguagem.

    Através do escaneamento do cérebro, pesquisadores perceberam que influências exteriores têm o seu maior impacto antes dos quatro anos de idade, quando as ligações entre os neurônios se desenvolvem para processar novas palavras.

    A pesquisa, divulgada na publicação cientifica “The Journal of Neuroscience”, sugere que distúrbios que causam atraso na linguagem, como o autismo, devam ser abordados mais cedo. O estudo também explica por que as crianças têm facilidade em aprender mais de um idioma.

    A pesquisa

    Os cientistas, do Kings College em Londres, e da Brown University em Rhode Island, estudaram 108 crianças com desenvolvimento cerebral normal e com idades entre um e seis anos. Eles usaram exames cerebrais para estudar a mielina – substância responsável por proteger o circuito neural, que se desenvolve desde o nascimento.

    Para surpresa dos especialistas, os testes indicaram que a distribuição da mielina é fixada a partir dos quatro anos, o que sugere que o cérebro é mais plástico nos primeiros anos de vida. Eles preveem que qualquer influência ambiental sobre o desenvolvimento do cérebro será mais forte na infância.

    Isso explica por que a imersão de crianças em um ambiente bilíngue antes dos quatro anos de idade oferece uma melhor chance de elas se tornarem fluentes em ambas as línguas, a pesquisa sugere.

    Segundo os pesquisadores, existe um momento crítico durante o desenvolvimento em que a influência exterior sobre as habilidades cognitivas pode ser maior.

    Jonathan O'Muircheartaigh, da Kings College, que liderou o estudo, disse à BBC: 'Uma vez que o nosso trabalho parece indicar que os circuitos do cérebro associados com a linguagem são mais flexíveis antes dos quatro anos de idade, a intervenção em crianças com atraso na execução da linguagem deve ser iniciada antes dessa idade crítica.'

    'Isso pode ser relevante para muitos distúrbios de desenvolvimento, como o autismo, em que o atraso na fala é um traço comum no início.'

    Habilidade linguística

    A primeira infância é uma época em que as habilidades linguísticas se desenvolvem muito rapidamente. Aos 12 meses de idade, os bebês têm um vocabulário de até 50 palavras, mas aos seis anos este pode chegar a cerca de cinco mil palavras.

    Competências linguísticas estão localizadas nas áreas frontais do lado esquerdo do cérebro. Por isso, os pesquisadores esperavam que uma quantidade maior de mielina fosse produzida no lado esquerdo do cérebro enquanto as crianças desenvolvem a linguagem.

    No entanto eles descobriram que a quantidade de mielina se manteve constante, mas teve uma influência mais forte sobre a capacidade linguística antes dos quatro anos de idade, sugerindo que há uma janela crucial para intervenções em transtornos do desenvolvimento.

    'Este trabalho é importante, pois é o primeiro a investigar a relação entre a estrutura do cérebro e a linguagem na primeira infância, e a demonstrar como essa relação muda com a idade', disse Sean Deoni da Brown University, copesquisadora do estudo.

    'Isto é importante já que a linguagem é geralmente alterada, ou retardada, em muitos casos de crianças com problemas durante a fase de desenvolvimento, tais como o autismo.'

    Estudo a longo prazo

    Comentando o estudo, Dorothy Bishop, do Departamento de Desenvolvimento Neuropsicológico da Universidade de Oxford, disse que a pesquisa acrescentou novas informações importantes sobre o desenvolvimento inicial das ligações em regiões do cérebro importantes para funções cognitivas.

    'Há evidências sugestivas sobre a relação entre ligações no cérebro e o desenvolvimento da linguagem, mas é muito cedo para ter certeza sobre as implicações funcionais dos resultados', disse ela.

    'Idealmente, seria necessário um estudo de longo prazo seguindo as crianças por um determinado tempo para acompanhar como as mudanças estruturais do cérebro são relacionadas a função da linguagem.'

    O estudo foi financiado pelos Institutos Nacionais de Saúde Mental nos Estados Unidos e pelo Wellcome Trust na Grã-Bretanha.

    Fonte: G1 Saúde