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  • Nova gripe aviária tem episódio de transmissão entre humanos

    Nova gripe aviária tem episódio de transmissão entre humanos

    Uma mulher que cuidava do pai doente foi a primeira vítima a contrair diretamente de outra pessoa o vírus de gripe aviária H7N9, altamente letal. Segundo autoridades de saúde da China que relataram o caso, a notícia é preocupante, mas o parasita ainda não conseguiria sustentar uma pandemia em humanos.

    O pai, de 60 anos, e a filha, de 32, entraram na lista dos 43 mortos infectados com o vírus. Outros 91 pacientes contraíram o patógeno, mas sobreviveram ao contágio.

    O caso isolado de transmissão de uma pessoa para outra foi descoberto após uma investigação liderada pelo virologista Xian Qi, do centro epidemiológico de Nanquim.

    Para descartar a possibilidade de a mulher ter contraído o H7N9 de alguma ave, os pesquisadores entrevistaram pessoas próximas à família e vasculharam todo o bairro onde as vítimas moravam.

    Apenas o pai tivera contato confirmado com aves, pois ia regularmente a um mercado de animais vivos para comprar codornas que cozinhava para a família. Um vizinho criava dois cisnes perto da casa das vítimas, mas os animais não estavam infectados, mostrou um teste.

    Além de toda a investigação em campo, os cientistas sequenciaram a informação genética do vírus. A variedade que infectou o pai era tão similar à que infectou a filha que levou os pesquisadores a concluírem que, de fato, houve transmissão entre pessoas.

    O episódio de transmissão foi descrito pelos pesquisadores em estudo na revista “British Medical Journal”.

    Segundo os cientistas, apesar de a transmissão entre humanos ser a explicação mais provável para o caso, não há indício de que o vírus tenha criado capacidade de se disseminar de modo consistente de pessoa para pessoa.

    Os médicos entrevistaram 43 pessoas que entraram em contato com as duas vítimas citadas no estudo. Nenhuma delas foi contaminada –nem mesmo o genro do primeiro paciente, que também cuidara do homem adoecido.

    A mulher que contraiu o vírus, além disso, disse ter entrado em contato direto com secreções orais do homem infectado. “Ela teve exposição prolongada, direta e desprotegida a seu pai”, escreveram Qi e seus colegas no estudo.

    Para especialistas, o fato de o caso de transmissão ter sido isolado não é motivo para relaxar a vigilância sobre o H7N9. “Eventos ocasionais de transmissão são a regra, e não a exceção, para vírus de gripe que esporadicamente cruzam a barreira de espécies e chegam a humanos”, escrevem James Rudge e Richard Coker, sanitaristas britânicos que trabalham no Sudeste Asiático e assinam o editorial do “British Medical Journal”.

    Os dois alertam que os 134 casos da doença registrados até agora são a “ponta do iceberg”, pois infecções menos graves nem chegam ao conhecimento dos médicos.

    LETALIDADE

    “O lado bom disso é que a taxa de fatalidade real do vírus provavelmente é bem menor do que aquela observada entre casos confirmados”, dizem Rudge e Coker. O lado ruim, afirmam, é que “a oportunidade para que o H7N9 se adapte a humanos, ou se recombine por meio de infecções de gripes mistas, pode ser muito maior do que aquela para outros vírus de gripe aviária, como o H5N1”.

    Parte da preocupação dos cientistas saiu de um experimento feito com furões, mostrando que, entre esses mamíferos, o H7N9 já consegue se disseminar.
    Esse trabalho, liderado por Yoshihiro Kawaoka, da Universidade de Tóquio, também mostrou que o vírus sobrevive em macacos, mas não passa de um para o outro.

    Kawaoka sugere que o H7N9 passou a infectar humanos após um número relativamente pequeno de mutações, mas nenhum experimento de biologia molecular foi feito até agora para confirmar a suspeita.

    Fonte: Folha de São Paulo

  • Gordura saturada em excesso afeta o cérebro e pode diminuir a saciedade

    Gordura saturada em excesso afeta o cérebro e pode diminuir a saciedade

    A gordura saturada causa danos aos neurônios responsáveis pelo apetite.

    Para ficar satisfeito com menos comida, recomendação é ingerir mais fibras.

     

    Comer pouco e, mesmo assim, sentir-se satisfeito é uma receita importante para manter ou perder peso. No entanto, existem alguns alimentos que podem “sabotar” essa sensação de saciedade, como por exemplo, a gordura saturada de origem animal.

    Pesquisas mostram que essa gordura causa danos e até a morte dos neurônios responsáveis pelo controle do apetite, o que faz a pessoa se sentir menos saciada e com mais fome, como explicou o clínico geral Lício Velloso no Bem Estar desta quarta-feira (7).

    Esses neurônios ficam no hipotálamo e precisam ser preservados para que a pessoa se sinta saciada, coma menos e não engorde. Ou seja, além de gastar mais energia do que ingere, é importante evitar a ingestão de gordura saturada e manter uma dieta rica em frutas, verduras, legumes e fibras, que ajudam a aumentar a sensação de saciedade.

    Para comprovar a ação da gordura nos neurônios, um estudo da Universidade Estadual de Campinas acompanhou 13 obesos que passaram por cirurgia bariátrica e 9 magros – por meio de um exame, foi possível perceber que os obesos têm uma resposta cerebral da saciedade pior e, depois da cirurgia, essa resposta melhorou em alguns casos, mas nunca 100% porque provavelmente já houve perda de neurônios.

    Isso acontece porque o sistema imunológico interpreta a gordura saturada como um potencial risco já que certas bactérias prejudiciais ao corpo têm o mesmo tipo de gordura. Por isso, são produzidas citocinas para matar essa ameaça, o que causa uma inflamação e a perda dos neurônios. Com isso, a pessoa acaba comendo mais e tem o risco maior de desenvolver obesidade e todas as doenças associadas a ela, como diabetes, hipertensão, aterosclerose e até alguns tipos de câncer.

    Entre os alimentos que têm esse tipo de gordura e devem ser evitados, estão o bacon, bolos industrializados, biscoitos, chantilly e creme de leite. Por outro lado, existem os alimentos com fibras, que aumentam a sensação de saciedade já que demandam um tempo maior de digestão.

    A dica dos especialistas, portanto, é preferir cereais integrais, frutas com casca, verduras, legumes e também fontes de proteína, como iogurtes desnatados, queijos, carnes, ovos e castanhas. Além disso, opções como farelo de trigo, aveia e chia também são benéficas para serem associadas às refeições.

    Outra dica importante é fatiar os pedaços de alimento no prato – segundo o endocrinologista Alfredo Halpern, isso dá a impressão de maior quantidade de comida e obriga a pessoa comer mais devagar. O fato de comer devagar, inclusive, é muito importante para ficar mais satisfeito no fim da refeição, como explicaram os especialistas.

    Ao contrário do que a maioria pensa, ingerir vegetais e queijo na hora do lanche aumentam muito mais a saciedade do que lanches calóricos.

    Antes das refeições principais, a recomendação é tomar um copo de água ou um líquido com baixa caloria, como chás, ou comer um prato de sopa de legumes, por exemplo, para sentar à mesa com menos fome e, assim, evitar excessos.

    Fonte: Bem Estar

     

  • Equipamento promete melhorar diagnóstico do câncer de pele

    Equipamento promete melhorar diagnóstico do câncer de pele

    Uma nova tecnologia conhecida como tomografia de coerência óptica (OCT, na sigla em inglês) promete tornar o diagnóstico do câncer de pele mais preciso e menos invasivo. Em teste no A.C. Camargo Cancer Center, o método permite fazer uma espécie de biópsia virtual da lesão, confirmando a malignidade nos casos de dúvida e ajudando a definir as margens e as características do tumor – informações importantes para planejar o tratamento.

    O equipamento, adquirido com apoio da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), é semelhante ao ultrassom. Em vez de ondas sonoras, porém, emite um laser de baixa frequência – cerca de 1,3 mil nanômetros – capaz de produzir uma imagem tridimensional com alta resolução.

    “Isso nos permite realizar análises semelhantes às do exame histopatológico, feito com tecido obtido por meio da biópsia e, atualmente, considerado padrão ouro no diagnóstico do câncer de pele”, contou a dermatologista Gisele Gargantini Rezze, que coordena os experimentos em parceria com a patologista Maria Dirlei Begnami.

    Segundo Rezze, há outros métodos de imagem auxiliares no diagnóstico do câncer de pele, como a dermatoscopia – uma espécie de lupa digital capaz de aumentar em média 20 vezes a lesão e muito usada na rotina dos consultórios dermatológicos.

    Há ainda a microscopia confocal, equipamento experimental também adquirido pelo A.C. Camargo Cancer Center com auxílio da Fapesp, que usa um laser de 850 nanômetros para aumentar em até 900 vezes a lesão.

    “A resolução da microscopia confocal é até maior que a da tomografia de coerência óptica, mas o equipamento tem uma grande limitação: não dá a noção da profundidade da lesão”, explicou Rezze.

    A OCT oferece ainda outras vantagens, contou a pesquisadora. O exame dura apenas dois minutos e produz imagens em tempo real e em cortes transversais, com até 2,5 milímetros (mm) de profundidade – o que equivale à parte mais profunda da derme. Já a avaliação com microscopia confocal é mais trabalhosa, leva cerca de 40 minutos para ser concluída e gera apenas imagens em cortes horizontais, alcançando no máximo 1,5 mm de profundidade.

    “Às vezes a epiderme – parte mais superficial da pele – está normal e o tumor está na derme. Nos casos de reicidiva, por exemplo, é comum o tumor reaparecer embaixo da cicatriz da primeira cirurgia. Nessas situações, a tomografia de coerência óptica pode avaliar melhor e ajudar o médico a programar a cirurgia, pois oferece informações sobre a localização exata do tumor e de suas margens”, disse Rezze.

    O exame, contudo, não é para todos os pacientes, alertou a pesquisadora. Por ser um equipamento caro – em torno de R$ 130 mil –, é indicado principalmente na avaliação das chamadas lesões duvidosas, casos em que os médicos não conseguem confirmar a malignidade por meio das demais técnicas de diagnóstico por imagem.

    “Acredito que a grande vantagem da tecnologia será a redução das cirurgias desnecessárias. E isso representa economia de tempo e de dinheiro para pacientes e centros de saúde”, avaliou Rezze.

    Novos parâmetros

    Antes de ser incorporado à rotina médica, no entanto, o equipamento precisa ser mais bem estudado e compreendido. Além disso, sua acurácia diagnóstica precisa ser validada. Um dos objetivos da pesquisa coordenada por Rezze é estabelecer parâmetros que ajudem os médicos a interpretar as imagens geradas pela OCT.

    “Precisamos aprender a ler os resultados e a diferenciar um melanoma de uma pinta normal, por exemplo. Por isso vamos descrever os achados de diferentes tipos de lesão em diferentes regiões anatômicas e compará-los com os achados de exames histopatológicos e da dermatoscopia”, contou Rezze.

    De acordo com a pesquisadora, cerca de 15 centros em todo o mundo estudam atualmente o diagnóstico do câncer de pele por meio da OCT. A tecnologia também já é usada na avaliação de distúrbios oftalmológicos.

    Fonte: Uol Saúde

  • Mobilização pede atualização da tabela do SUS para exames laboratoriais

    Mobilização pede atualização da tabela do SUS para exames laboratoriais

    Sob a coordenação do Grupo de Trabalho sobre Análises Clínicas do Conselho Federal de Farmácia (CFF), profissionais e entidades ligadas à área estiveram, ontem (05.08) reunidos, em Brasília, para uma mobilização em favor da atualização da tabela de preços de exames pagos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Os manifestantes se juntaram ao Movimento Nacional em Defesa da Saúde Pública, o Saúde+10, que entregou ao presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Alves, mais de 1,8 milhão de assinaturas de apoio ao projeto de Lei que destina 10% das receitas correntes brutas da União para o SUS.

    A revisão da tabela SUS para procedimentos de análises clínicas é considerada pelo setor uma necessidade urgente. “Se nada for feito para atualizar a tabela de procedimentos, a população, infelizmente, correrá o risco de perder em qualidade e quantidade dos serviços prestados”, comentou o coordenador do Grupo de Trabalho sobre Análises Clínicas (CFF) e Conselheiro Federal pela Bahia, Mário Martinelli Júnior.

    Atualmente, o valor pago por um exame de glicose, por exemplo, é de R$1,85, que sequer cobre as despesas com a realização do procedimento. “A proposta é envolver todas as instâncias que possam fazer gestão junto ao Ministério da Saúde pela rediscussão dos valores pagos aos laboratórios, o que vai garantir a sustentabilidade e a qualidade desses serviços essenciais aos usuários do SUS”, reforça a também integrante do Grupo, Lenira da Silva Costa, Conselheira Federal pelo Rio Grande do Norte.

    O CFF vai continuar em sua luta, com vistas a sensibilizar as autoridades parlamentares e do Governo sobre a precária situação dos laboratórios. “Há quase 20 anos os procedimentos previstos na tabela não têm a sua remuneração atualizada. O adequado financiamento do Sistema é uma condição fundamental para os serviços oferecidos pelos laboratórios sejam de qualidade”, lembra, Walter Jorge João, Presidente do CFF.



    Movimento Saúde + 10 

    O Movimento Nacional em Defesa da Saúde Pública, o Saúde+10, entregou ao presidente da Câmara, deputado Henrique Alves, nesta segunda-feira (5), mais de 1,8 milhão de assinaturas de apoio ao projeto de Lei que destina 10% das receitas correntes brutas da União para o SUS, durante um ato político que lotou o auditório da Câmara dos Deputados. A receita corrente bruta é a soma da arrecadação de tributos, impostos, contribuições e outras receitas recebidas pelo Governo Federal.
    (ver vídeo)

    As assinaturas foram recolhidas pelo Movimento Nacional em Defesa da Saúde Pública, o Saúde+10. O movimento é integrado por mais de 100 entidades, entre elas, o Conselho Nacional de Saúde, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). O auditório Nereu Ramos, na Câmara, ficou lotado durante o ato de entrega do projeto.

    Henrique Eduardo Alves afirmou que a proposta não vai ficar esquecida. “Tenham a certeza: esse projeto aqui não vai ficar engavetado nem ninguém vai sentar em cima dele nesta Casa.

    “Todos nós somos usuários do SUS e, por isso, temos o dever de defender que mais recursos sejam destinados ao Sistema. A grande diferença em relação a outros projetos destinados ao financiamento do SUS é que este tem o povo como protagonista”, comentou o coordenador do Saúde + 10, e Presidente da Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar), Ronald Ferreira. Na oportunidade, o Presidente da Fenafar agradeceu a participação ativa do CFF nas mobilizações em favor da saúde pública de qualidade e para todos.

    Nesta terça-feira (6), integrantes do Movimento Saúde+10 também vão se reunir com representantes do governo federal. Henrique Eduardo Alves prontificou-se a compor a mesa de negociações com a presidente Dilma Rousseff para sensibilizar o governo em relação à proposta. Segundo ele, a educação é fundamental para o País, mas, sem saúde, não se tem educação, uma vez que as crianças não conseguem ir à escola.

     

    Fonte: CFF 

  • UTI pode desencadear estresse pós-traumático, revela estudo

    UTI pode desencadear estresse pós-traumático, revela estudo

    Quando Lygia Dunsworth estava sedada, entubada e amarrada a um leito da unidade de terapia intensiva de um hospital em Fort Worth (no Texas), ela foi atormentada por alucinações. De sua janela, ela viu helicópteros salvando pacientes de um tornado iminente e a deixando para trás. Enfermeiras conspiravam para atirá-la nas águas de um lago revolto. Ela alucinou que fugia e se escondia em um frigorífico, cercada por partes de cadáveres.

    Anos depois de se recuperar fisicamente de infecções abdominais e cirurgias, Dunsworth continuava sendo atormentada por sua passagem pela UTI. Ela tinha perdido a memória de curto prazo e sentia dificuldades para dormir. Não conseguia entrar no mar ou em lagos e ficava aterrorizada com a ideia de voar de avião ou de viajar sozinha.

    Tampouco falava sobre isso. “As pessoas acham que você é louca”, disse Dunsworth, 54, enfermeira. Na verdade, ela estava tendo sintomas associados ao transtorno do estresse pós-traumático (TEPT).

    Anualmente, cerca de 5 milhões de pacientes passam por UTIs nos EUA. Estudos mostram que até 35% deles podem sofrer de sintomas do TEPT por até dois anos depois dessa experiência, especialmente se a permanência tiver sido prolongada em decorrência de uma doença grave. Os sintomas persistentes incluem pensamentos intrusivos, tendência a evitar certas situações, oscilações de humor, insensibilidade emocional e comportamento imprudente.

    Segundo o médico O. Joseph Bienvenu, da Escola de Medicina da Universidade Johns Hopkins, em Maryland, “todos ficam atentos se um paciente, quando sai da UTI, consegue andar ou se ainda está fraco. Mas é raro que eles sejam examinados com relação a sintomas psiquiátricos”.

    Agora, médicos intensivistas estão tentando evitar ou abreviar a duração dos transtornos. Outros pacientes com TEPT geralmente têm seus sintomas associados a episódios que podem ser corroborados. O que é perturbador para os pacientes pós-UTI é que ninguém pode verificar seus horrores aparentemente reais.

    “Os pacientes de UTI têm lembranças vívidas de fatos que objetivamente não ocorreram”, disse Bienvenu. “Eles se lembram de serem estuprados e torturados, em vez do que realmente aconteceu”, como procedimentos dolorosos como a inserção de cateteres e acessos intravenosos.

    No Reino Unido, Alemanha e alguns países escandinavos, as enfermeiras de muitas UTIs mantêm um diário do atendimento prestado ao paciente, com acréscimos da família, que é entregue após a alta. Os diários servem como contraponto às alucinações ou à amnésia dos pacientes.

    O próprio ambiente da UTI pode parecer sinistro: luzes aterrorizantes e indiferentes ao sono; cacofonia de máquinas e alarmes.

    As mulheres podem estar mais propensas ao TEPT do que os homens, assim como pacientes com histórico de depressão.

    Mas os pesquisadores começaram a identificar o tratamento que leva às lembranças mais assustadoras: a sedação, que é crucial na UTI para administrar a dor e para obrigar os pacientes a ficarem parados. Acredita-se atualmente que uma classe de sedativos conhecida como benzodiazepinas, que inclui a droga Valium, possivelmente intensifique as alucinações que são tão assustadoras para pacientes de UTIs.

    Em janeiro, a Sociedade de Medicina Intensivista divulgou novas diretrizes de sedação, solicitando aos médicos de UTIs que tratem a dor em primeiro lugar, para só então cogitarem o uso de benzodiazepinas contra a ansiedade. Uma sedação mais leve parece estar associada a uma melhor recuperação física e cognitiva e também a alucinações menos frequentes e assustadoras.

    A médica britânica Sarah Wake era uma estagiária de 25 anos quando foi entubada e sedada, em 2011, após ter uma reação severa a uma medicação. Para ela, as lembranças delirantes e fragmentárias dificultam seu entendimento sobre o que aconteceu. “Isso impediu minha recuperação psicológica e levou ao desenvolvimento do TEPT.” Durante meses, ela foi incapaz de trabalhar em um hospital.

    Essa tendência a evitar situações, disse James Jackson, do departamento de medicina intensivista da Escola de Medicina da Universidade Vanderbilt, em Nashville (no Tennessee), está entre os sintomas mais debilitantes do TEPT. “Esse fenômeno não é incomum”, disse ele. “E dificulta que os indivíduos que precisam de ajuda deem os passos necessários para obtê-la.”

    Fonte: New York Times

  • Pesquisadores vão testar vacina brasileira contra Aids em macacos

    Pesquisadores vão testar vacina brasileira contra Aids em macacos

    Previsão é que teste ocorra no segundo semestre, diz nota da Fapesp.

    Estudo é desenvolvido por cientistas da Faculdade de Medicina da USP.

     

    Pesquisadores vão testar em macacos uma vacina brasileira contra o vírus HIV, a partir do segundo semestre, informou uma nota da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), nesta segunda-feira (5).

    A previsão é que os experimentos durem 24 meses, e o objetivo é encontrar um método de imunização mais eficaz contra a Aids para ser usado em seres humanos.

    O imunizante contido na vacina foi desenvolvido e patenteado por cientistas da Faculdade de Medicina da USP, e batizado de HIVBr18. O projeto teve início em 2001 e foi desenvolvido por três pesquisadores – Edecio Cunha Neto, Jorge Kalil e Simone Fonseca.

    Vantagens

    A atual etapa do teste pré-clínico, a ser realizada no segundo semestre, vai ser feita em uma colônia de macacos rhesus mantida pelo Instituto Butantan. A vantagem de fazer os testes, é a similaridade entre o sistema imunológico humano e o dos macacos, e o fato de eles serem suscetíveis ao vírus SIV, que deu origem ao HIV.

    Os cientistas avaliam que, no atual estágio de desenvolvimento, a vacina não deve eliminar totalmente o HIV do organismo, mas poderia manter a carga dos vírus reduzida ao ponto um infectado não desenvolver a imunodeficiência e não transmitir o vírus.



    A vacina também pode vir a ser usada para fortalecer o efeito de outras contra a Aids, como uma que está sendo desenvolvida por cientistas da Universidade Rockfeller, em Nova York, nos UEA, criada com uma proteína do vírus chamada gp140.



    “Em um experimento conduzido pela pesquisadora Daniela Rosa, observamos que a pré-imunização com a HIVBr18 melhora a resposta à vacina feita com a proteína recombinante do envelope do HIV gp140, que é a responsável pela entrada do vírus nas células”, disse Cunha Neto, em entrevista à Fapesp.



    “Uma vacina capaz de induzir a produção de anticorpos contra essa proteína [gp140] poderia bloquear a infecção contra o HIV”, completou Cunha Neto.

    O projeto é atualmente conduzido no ambito do Instituto de Investigação em Imunologia, considerado um dos institutos nacionais de ciência e tecnologia (INCT) vinculados ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação com apoio da Fapesp.

    Início da pesquisa

    O projeto teve início a partir da análise do sistema imunológico de um grupo especial de portadores do HIV, que mantinham o vírus sob controle por mais tempo que o normal e apresentavam demora para adoecer.

    Nestes pacientes, a quantidade de linfócitos T do tipo CD4 (TCD4), tipo de glóbulo branco que é alvo do vírus HIV, permaneciam em níveis mais elevados do que o normal.



    Naquela época, os pesquisadores isolaram peptídeos (pequenos pedaços de proteínas) do vírus HIV entre os mais estáveis (que se mantém presentes em quase todas as cepas) e testaram com a ajuda de um programa de computador.



    A ideia foi selecionar os peptídeos com mais chances de serem reconhecidos pelas células TCD4 do sistema imunológico dos pacientes infectados com o HIV. Foram escolhidos 18 entre os peptídeos testados.



    Os 18 peptídeos foram recriados em laboratório e codificados em uma molécula circular de DNA, chamada de plasmídeo. Os resultados foram publicados em 2006 na revista científica “Aids”.



    Testes em laboratório feitos com amostras de sangue de 32 pessoas com HIV com diferentes condições imunológicas e genéticas mostraram que, em mais de 90% dos casos, ao menos um dos peptídeos era reconhecido pelas células imunológicas.



    Os processos foram aperfeiçoados e novos testes foram feitos, inclusive um novo experimento com camundongos geneticamente modificados para expressar moléculas do sistema imunológico humano, cujas conclusões saíram na revista científica “PLoS One”, em 2010.

    Para pesquisas recentes, o grupo desenvolveu uma nova versão da vacina, com elementos conservados de todos os subtipos do grupo principal do HIV, chamado de grupo M. A vacina foi capaz de induzir respostas do sistema imunológico contra fragmentos de todos os subtipos testados do vírus até o momento.

    “Os resultados sugerem que uma única vacina poderia, em tese, ser usada em diversas regiões do mundo, onde diferentes subtipos do HIV são prevalentes”, afirmou Cunha Neto.

    Fonte: Bem Estar

     

  • Transtorno bipolar atinge 4% dos adultos; saiba mais sobre a doença

    Transtorno bipolar atinge 4% dos adultos; saiba mais sobre a doença

    No Brasil, número de pessoas afetadas pode chegar a 6 milhões.

    Maioria dos casos surge na adolescência, mas detecção leva até 13 anos.

     

    Cerca de 4% da população adulta mundial sofre de transtorno bipolar e, segundo a Associação Brasileira de Transtorno Bipolar (ABTB), essa prevalência vale também para o Brasil, o que representa 6 milhões de pessoas no país.

    A doença, caracterizada por alterações de humor, com fases de depressão e euforia (mania), tem se tornado cada vez mais discutida – os primeiros casos do distúrbio foram descritos com outros nomes 460 anos a.C., pelo grego Hipócrates, considerado o “pai da medicina” –, mas o diagnóstico ainda é difícil e leva, em média, entre 8 e 13 anos para ser feito.

    “As mudanças de humor podem ser bruscas, mas a duração de cada episódio, não. A depressão é geralmente igual ou superior a 15 dias (podendo chegar a 2 anos), a mania dura pelo menos uma semana e a hipomania (euforia leve) demora ao menos quatro dias. E tudo isso é intercalado com fases de normalidade”, explica a presidente da ABTB, Ângela Scippa.

    Além disso, o quadro – que em 60% dos casos se manifesta na adolescência, mas só é descoberto na idade adulta – inclui outros sintomas, como alterações de energia (agitação, pensamento e fala rápidos), sono (insônia ou necessidade de dormir pouco), apetite (bulimia), comportamento (dificuldade de concentração e memória, agressividade, compras compulsivas e hábitos de risco, como sexo sem proteção) e pensamento (delírios e alucinações). Já se a pessoa estiver deprimida, tende a sentir mais fadiga, lentidão, falta de energia e esperança, apresentar ideias negativas e culpa excessiva, e perder o prazer na vida.

    Como, em geral, essas pessoas têm rotinas desregradas e a doença é detectada tardiamente, muitas vezes também há problemas cardiovasculares envolvidos, como colesterol e triglicérides, diabetes tipo 2, abuso de álcool e drogas (de 40% a 60% dos casos) e até suicídios (de 5% e 15% do total), aponta a presidente da ABTB.

    Em 30% a 70% dos casos de bipolaridade, ainda há algum outro distúrbio psiquiátrico relacionado, como fobias, síndrome do pânico, transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), transtorno de personalidade e transtorno do deficit de atenção e hiperatividade (TDAH).



    “O problema não ocorre por falta de serotonina (hormônio do bem-estar), mas por uma desregulação dos mecanismos de neurotransmissores (substâncias que fazem a comunicação entre os neurônios) em diversas áreas do sistema nervoso central”, afirma Ângela.

    Segundo ela, a bipolaridade é a segunda causa de incapacidade para o trabalho entre as doenças mentais, atrás apenas da depressão – em terceiro, vem a esquizofrenia.

    “No transtorno bipolar, o humor da pessoa está inadequado para aquele momento, para aquela condição”, complementa o psiquiatra Teng Chei Tung, do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo.

    Transtorno bipolar x criatividade

    Muitos artistas já vieram a público falar que são bipolares. É o caso dos atores de Hollywood Catherine Zeta-Jones, Ben Stiller, Jim Carrey e Jean-Claude Van Damme, além da cantora americana Britney Spears.

    “No Brasil, temos a cantora Rita Lee, aatriz Cássia Kiss, o ator Maurício Mattar, entre outros”, enumera o presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), Antônio Geraldo da Silva.

    A doença já foi ligada a uma maior habilidade criativa e a um comportamento contestador, mas, de acordo com Silva, a capacidade de criação se perde nos picos de mania e depressão.

    Para a psiquiatra Helena Maria Calil, professora livre docente do Departamento de Psicobiologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), há uma associação histórica entre transtorno bipolar e criatividade, em pintores (como Van Gogh), escultores e outros artistas.

    “Os artistas ajudam a diminuir o preconceito, pois, quando alguém muito conhecido admite que tem o problema, outras pessoas que sofrem da doença e não buscam tratamento acabam se identificando”, destaca Helena.

    Genética, hormônios e infância

    Segundo os psiquiatras, há componentes genéticos e ambientais envolvidos na manifestação do transtorno bipolar. E a hereditariedade da doença pode chegar a 70% em parentes de primeiro grau (quando a mãe, o pai ou irmãos têm o distúrbio).



    As variações hormonais do ciclo menstrual e do pós-parto também podem interferir para desencadear crises nas mulheres, de acordo com os médicos. Mas não há diferenças de prevalência entre os sexos – o que existe é um maior diagnóstico entre o sexo feminino, possivelmente porque as mulheres cuidam mais da saúde que os homens. A detecção também é geralmente feita nos estados depressivos, pois os pacientes eufóricos tendem a achar que estão bem, felizes e não precisam de ajuda.

    Além disso, fatores ambientais experimentados na infância, como maus tratos, negligência por parte dos pais, abuso sexual e até uma vida desorganizada, sem horários certos para comer ou dormir, podem favorecer a bipolaridade ou novas crises, segundo os psiquiatras.

    Diagnóstico e tratamento

    O diagnóstico do transtorno bipolar é clínico, com base no histórico do paciente, pois ainda não há exames de imagem ou laboratório para detectar a doença. E o tratamento deve ser contínuo, ou seja, para a vida toda. Normalmente são usados estabilizadores de humor, à base de lítio, anticonvulsivantes e/ou antipsicóticos.

    “Não há como controlar a bipolaridade sem medicamentos, e eles devem ser usados sempre, não só nas crises”, diz Silva.

    Além disso, fazer acompanhamento terapêutico com um psicólogo pode aumentar as chances de melhora. Essa necessidade, porém, é avaliada caso a caso.

    Os médicos recomendam, ainda, abstinência de cafeína, nicotina e álcool, e redução do açúcar da dieta. Remédios emagrecedores e outros estimulantes do sistema nervoso central devem ser abolidos.

    “A adesão ao tratamento precisa ser muito bem trabalhada, com o paciente e a família. Eles devem ser esclarecidos e orientados, pois muitas vezes precisam mudar todo um estilo de vida”, diz Silva.

    Com os cuidados necessários, as pessoas com transtorno bipolar podem levar uma vida normal e bastante produtiva, ressaltam os médicos.

    Fonte: G1 Saúde

     

  • Substância encontrada na laranja combate a ansiedade, diz pesquisa

    Substância encontrada na laranja combate a ansiedade, diz pesquisa

    Estudo foi realizado por pesquisadores da UFS.

    Área central do sistema nervoso é uma das linhas da pesquisa.

     
    Um grupo de estudantes da Universidade Federal de Sergipe (UFS) descobriu que existe uma substância na laranja que combate a ansiedade através da pesquisa intitulada ‘Investigação do potencial de produtos naturais como agentes terapêuticos nos transtornos comportamentais’. O projeto é coordenado pelo professor Damião Pergentino de Sousa que há 7 anos desenvolve estudos com produtos naturais, focando uma aplicação farmacológica no Laboratório de Química de Produtos Naturais e Sintéticos Bioativos.
     

    Com o desenvolvimento da pesquisa foi possível comprovar que o limoneno, substância encontrada no óleo da laranja, participa da ansiolítica, tem uma ação psicoativa que atua sobre o comportamento e combate a ansiedade.

    “O resultado foi obtido através da pesquisa básica. Nesta primeira etapa testamos apenas a atuação do limoneno em modelos experimentais relacionados à ansiedade e foi possível comprovar cientificamente que o componente majoritário do óleo da laranja, o citrus aurantitum, contribui com sua atividade ansiolítica.Para obter um fármaco demora vários anos. A legislação é rigorosa, pois a etapa final é com o ser humano”, explica o professor.



    A pesquisa foi feita no laboratório sob a ótica da química medicinal. “A área central do sistema nervoso é uma das linhas da pesquisa. Estudamos há alguns anos uma forma de isolar as substancias psicoativas que atuam no comportamento humano com finalidade de corrigir possíveis distúrbios comportamentais ou neurológicos. Dentro da linha de psicofarmacologia, um dos nossos temas de trabalho é a ansiedade”, ressalta.

    O psicólogo Antônio Luciano Dantas define que ansiedade é um estado emocional que faz parte da natureza humana e funciona como alerta e estimulo para situações de vida, reais ou imaginarias, por exemplo: dirigir, fazer concurso, apresentar seminário, competir, sofrer assalto ou ser avaliado. “Em situações de risco real, como assalto, por exemplo, ela funciona através do medo como mecanismo de luta ou fuga”, explica.



    A ansiedade compreende sintomas psíquicos como desconforto, apreensão, tensão, medo, insegurança, sintomas físicos como tensão muscular, tontura, taquicardia, sensação de aperto e comportamentais como irritabilidade, inquietude ou aflição. “É considerada saudável quando existe um equilíbrio com o desempenho, é quando funciona como força motivadora, propulsora das atividades”, detalha.

    A ansiedade é o sintoma principal nos transtornos ansiosos como fobias, ataque de pânico, ansiedade generalizada ou pode fazer parte de um conjunto de sintomas de ouros transtornos depressivos.



    “É considerada doença quando se torna um transtorno, ou seja, interfere de maneira significativa na vida da pessoa causando bastante sofrimento e desconforto, sendo persistente e recorrente. Depende também da vulnerabilidade da pessoa e de como ela apreende o mundo”, afirma.



    O psicólogo recomenda como controlar a ansiedade e faz um alerta. “A melhor forma é manter uma vida saudável com uma boa alimentação, praticando atividade física e boa vida relacional, se não funcionar é recomendável buscar ajuda com psicoterapia”, garante.

    Fonte: G1 Saúde

     

  • Teste molecular que prevê risco de tumor voltar recebe prêmio

    Teste molecular que prevê risco de tumor voltar recebe prêmio

    Um teste molecular feito a partir da saliva de pacientes que passaram por tratamento do câncer de cabeça e pescoço é capaz de prever a recidiva do tumor antes mesmo de surgirem os sinais clínicos.

    O estudo que levou ao desenvolvimento do teste ganhou o Prêmio Octavio Frias de Oliveira na categoria Pesquisa em Oncologia. O trabalho reuniu a Universidade Federal de São Paulo, o A.C. Camargo Cancer Center e o Hospital do Câncer de Barretos.

    A premiação, uma iniciativa do Icesp (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo Octavio Frias de Oliveira), em parceria com o Grupo Folha, acontece hoje às 11h. A láurea leva o nome do publisher da Folha, morto em 2007.

    Neste ano, entrou na premiação uma nova categoria–Inovação em Oncologia–, voltada a trabalhos científicos e patentes de brasileiros com potencial aplicação no tratamento do câncer.
    O trabalho vencedor revelou que uma molécula criada a partir de um fungo pode ajudar no combate ao câncer de bexiga e à tuberculose. O estudo foi feito pela rede de pesquisa Farmabrasilis em colaboração com a Unicamp e a Universidade Federal do ABC.

    Na categoria Personalidade em Destaque, a vencedora é a médica Silvia Regina Brandalise, 70, por sua atuação no Centro Boldrini, unidade de tratamento do câncer infantil ligada à Unicamp.

    Para cada categoria, a premiação é de R$ 16 mil. Representantes da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) e das academias de medicina e de ciências integraram a comissão julgadora do prêmio.

    Segundo Paulo Hoff, diretor do Icesp, apesar de o total de trabalhos inscritos ter caído em relação ao ano anterior (de 27 para 10), a qualidade melhorou: “Vivemos um momento de pujança da produção científica nacional. Queremos estimular mais a participação de pesquisadores de fora do Estado de São Paulo”.

    PESQUISAS VENCEDORAS
    O câncer de cabeça e pescoço é um dos dez mais frequentes nos homens, mas o tratamento pouco evoluiu nas últimas décadas. A taxa de sobrevida é baixa: 50% em cinco anos. Parte disso é atribuída ao alto índice de recidiva do tumor, de 30% até dois anos após o tratamento.

    Daí a importância do teste que detecta alterações celulares que vão levar ao desenvolvimento do tumor. “O olho molecular enxerga antes do olho clínico”, diz o líder da pesquisa, o biólogo André Vettore, 43, da Unifesp.

    Após tratar o câncer, o paciente é acompanhado de seis em seis meses. “O médico olha e não vê o tumor, mas as células tumorais podem já estar presentes.” Segundo ele, pacientes com alterações no teste tiveram cinco vezes mais risco de ter recaída em relação aos sem alterações. O exame é experimental.

    A pesquisa que venceu em inovação mostrou os mecanismos de ação da molécula P-MAPA. Testes com células humanas e roedores revelaram que ela ativa receptores na célula, capazes de auxiliar na redução do tumor.

    Segundo o coordenador da pesquisa, Wagner José Fávaro, 33, do Instituto de Biologia da Unicamp, o ineditismo do trabalho foi mostrar que existe uma via comum para a doença infecciosa e o câncer: “A imunoterapia pode levar ao tratamento de ambas”.

    O efeito da P-MAPA foi comparado com o da vacina BCG, usada na prevenção da tuberculose e contra o câncer de bexiga. Nos ratos tratados com a BCG, houve redução de 20% a 30% do tumor. No grupo que recebeu a P-MAPA, a diminuição foi de 90% a 95%.

    MÉDICA LIDEROU TRATAMENTO
    Há três décadas à frente do Centro Infantil Boldrini, de Campinas (SP), a médica Silvia Regina Brandalise, laureada na categoria Personalidade em Destaque do Prêmio Octavio Frias de Oliveira, viu nesse período as chances de cura de alguns tipos de câncer da criança pular de menos de 5% para até 80%.

    “O câncer sempre foi tema de adultos. A oportunidade de montar um hospital pediátrico foi importante para mudar o curso da doença.”

    Mas, para ela, ainda é preciso investir mais na capacitação dos profissionais de saúde para o diagnóstico precoce dos tumores infantis.

    “O câncer da criança tem uma evolução muito mais rápida do que o do adulto. Mas responde rapidamente à quimioterapia. O diagnóstico precoce é fundamental para aumentar as chances de cura”, afirma Silvia.

    Desde 1978, a médica esteve na liderança dos principais protocolos que definiram os tratamentos da leucemia linfoide, o tipo de câncer infantil mais frequente.

    Ela coordena o Serviço de Hematologia-Oncologia Pediátrica da Unicamp e já presidiu as sociedades brasileira e latino-americana da área.

    Outro desafio, segundo a médica, é a compreensão dos fatores ambientais relacionados ao câncer, como o uso de pesticidas e hormônios.

    “A exposição ao benzeno está associada à leucemia do lactente e a tumores cerebrais. O impacto é antes, durante e depois da gestação.”

    O Boldrini faz parte um projeto internacional que mapeia os fatores de risco para o câncer infantil. O centro vai acompanhar 100 mil crianças nascidas na região, desde o pré-natal até os 18 anos.

    Fonte: Folha de São Paulo

  • CONVOCAÇÃO – SINDFAL

    CONVOCAÇÃO – SINDFAL

    Convocamos a diretoria para a Assembleia Geral a se realizar no dia 25 de Julho de 2013, no Auditório do Conselho Regional de Farmácia, situado na Rua Oldemburgo da Silva Paranhos, 290 – Farol/Maceió, com primeira chamada às 18h30min e a segunda, às 19h00min.

    PAUTA

    Discutir e aprovrar a proposta do SINCOFARMA ao SINDFAL sobre Convenção Coletiva de Trabalho 2013/2014

    DIRETORIA/ SINDFAL

     
    CONFIRMAR PARTICIPAÇÃO!!!!!!
    Sindicato dos Farmacêuticos do Estado de Alagoas
    Rua Oldemburgo da Silva Paranhos, 290/anexo – Farol-Maceió/AL
    (82) 3031.4960/ (82) 9661.3388