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  • Dor no estômago que te faz acordar à noite deve ser avaliada pelo médico

    Dor no estômago que te faz acordar à noite deve ser avaliada pelo médico

    Se houver sangue nas fezes e perda de peso, problema pode ser grave.

    Dor no estômago pode ser sintoma de refluxo, gastrite ou até mesmo câncer.

     

    A dor de estômago pode ser um sintoma de vários problemas, como refluxo, gastrite, úlcera, pancreatite, colecistite, infarto e até mesmo câncer, como explicou o gastroenterologista Ricardo Barbuti no Bem Estar desta terça-feira (30).

    Geralmente, essa dor aparece por causa de uma combinação de fatores e hábitos inadequados e, por isso, é possível preveni-la com mudanças simples na rotina e também observando pequenos sinais de alerta. Um deles, por exemplo, é o despertar noturno – se a dor te faz acordar durante o sono, é um indício de que o problema pode ser grave e é hora de procurar um médico, como alertou o cirurgião do aparelho digestivo Fábio Atui.

    Outro problema que indica algo mais grave é a perda de peso – muitas vezes, ela acontece porque o paciente tem a percepção de que a comida pode aumentar a dor e, por isso, deixa de comer. Se houver sangue nas fezes ou no vômito, é mais um sinal de alerta, especialmente se for de uma cor mais escura. De acordo com o cirurgião Fábio Atui, esse sangue escuro nas fezes significa que veio da parte mais alta, ou seja, foi digerido e, por isso, não deve ser ignorado porque é também perigoso.

    Em pessoas que já têm dor, existem três fatores que podem piorá-la: estresse, como foi o caso do jovem empresário Christian Barbosa, mostrado na reportagem do Phelipe Siani (veja no vídeo ao lado), cigarro e a bactéria do estômago, a Helicobacter pylorii. De acordo com pesquisas, essa bactéria pode ser uma das principais causas de úlceras e gastrites e, por isso, grande parte dos tratamentos é feito com antibióticos. Segundo o cirurgião Fábio Atui, essa bactéria é mais recorrente em populações que têm maiores problemas sanitários.

    Para tratar a dor, muita gente costuma tomar chá de boldo, no entanto, não há trabalhos científicos suficientes que comprovem sua eficácia. De qualquer maneira, os médicos recomendam saber a procedência da planta e procurar um especialista para usar o chá com cautela para evitar overdose das substâncias presentes nele.

    Em relação à alimentação, é importante que o cardápio seja leve e balanceado, pobre em gorduras e rico em carboidratos e derivados do leite, como batatas cozidas ou descascadas, purê de batata ou até mesmo sorvete de creme. Além disso, é importante fracionar a dieta, evitar jejum prolongado e também grandes quantidades de comida, que podem alterar a acidez estomacal.

    Os médicos falaram também sobre o uso de antiinflamatórios. Assim como os outros remédios, eles também têm efeitos colaterais e, por isso, só devem ser usados quando forem realmente necessários. Isso porque esses medicamentos agem na corrente sanguínea e aumentam a acidez do estômago, o que pode piorar a dor. Por isso, caso o médico tenha receitado um antiinflamatório, é importante pedir também um protetor gástrico para reduzir a agressão.

    Fonte: Bem Estar

     

  • Para agência europeia, novos remédios contra diabetes não aumentam risco ao pâncreas

    Para agência europeia, novos remédios contra diabetes não aumentam risco ao pâncreas

    Após uma revisão de estudos, a agência europeia de medicamentos não encontrou novos problemas de segurança em remédios contra diabetes à base do hormônio GLP-1, como o Victoza (liraglutida) e o Byetta (exenatida).

    Estudos questionam segurança de novas drogas para diabetes

    As drogas estimulam a produção de insulina e aumentam a sensação de saciedade –por isso acabam sendo usadas também por pessoas sem diabetes tipo 2 para perda de peso, prática que não é recomendada pela maioria dos especialistas.

    A revisão foi feita após pesquisas apontarem um risco maior de doenças do pâncreas em usuários desses medicamentos. Em março, a FDA (agência reguladora dos EUA) também informou estar estudando a segurança das drogas.

    A EMA (agência europeia de medicamentos) afirmou, no entanto, que os dados clínicos disponíveis não apontam para um risco aumentado de problemas para o pâncreas e que as pesquisas que sugeriram isso têm falhas metodológicas.

    Fonte: Folha de São Paulo

  • Até 73% dos erros cometidos em hospitais no país são evitáveis

    Até 73% dos erros cometidos em hospitais no país são evitáveis

    Até 73% dos erros que acontecem dentro de hospitais brasileiros, como medicações trocadas ou operação de membros errados, poderiam ser evitados.

    É o que apontam estudos da Fiocruz apresentados no QualiHosp (congresso de qualidade em serviços de saúde) e que ajudaram o Ministério da Saúde a criar novas normas de segurança hospitalar que passam a valer a partir de 2014.

    As pesquisas, feitas em dois hospitais públicos do Rio, encontraram uma incidência média de 8,4% de eventos adversos, semelhante aos índices internacionais.

    No Brasil, no entanto, é alto o índice de problemas evitáveis: de 66,7% a 73%. Em outros países, a incidência variou de 27% (França) a 51% (Austrália).

    Em números absolutos, isso significa que, em 2008, dos 11,1 milhões de internados no SUS, 563 mil foram vítimas de erros evitáveis.

    Para Walter Mendes, pesquisador da Fiocruz e consultor do comitê do programa de segurança do paciente, embora haja limitações metodológicas ao extrapolar os resultados para o resto do país, os estudos indicam a magnitude do problema.

    “É um quadro barra pesada. Nos países desenvolvidos, existem políticas de segurança bem consolidadas. Aqui estamos acordando com um pouco de atraso”, diz ele.

    Segundo Mendes, a política de segurança do paciente não pode ser vista em separado do “imenso caos” que vive a maioria dos hospitais.

    “A questão é adotar mecanismos impeçam que o erro chegue ao doente”, afirma.

    A morte da menina Stephanie Teixeira, 12, que no ano passado recebeu vaselina em vez de soro nas veias, é um exemplo de erro evitável. Os frascos eram idênticos, e os nomes dos produtos estavam em etiqueta de mesma cor.

    Para Angela Maria da Paz, gerente da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), esses casos acontecem porque as instituições não seguem protocolos. “Existem ferramentas capazes de prevenir esse tipo de erro.”

    No Brasil, diz ela, os eventos adversos são subnotificados e, em geral, só se tornam visíveis quando viram caso de polícia. “Existe a cultura do castigo, as pessoas escondem, têm medo. O erro deve ser aproveitado como aprendizado, não para punição.”

    Para o professor Jesús María Aranaz Andrés, chefe do serviço de medicina preventiva do hospital Sant Joan d'Alacant (Espanha), a reparação do erro pode ser resolvida de várias formas, como pela compreensão e correção ou por indenização.

    “Só não pode haver culpabilização porque isso leva à ocultação. Se escondermos a cabeça na areia feito avestruz, não vamos aprender.”

    O pesquisador Paulo Santos Sousa, professor da Universidade Nova de Lisboa (Portugal), diz que as mudanças devem ser de cultura.

    “Bactéria não tem asas. Ela passa de paciente para paciente porque alguém a carregou nas mãos. Sempre se soube que lavar as mãos é importante, mas continua sendo um desafio.”

    Segundo Angela Paz, da Anvisa, a agência construirá uma ferramenta eletrônica para monitorar os eventos adversos e agir na prevenção.

    Um dos pontos da política, segundo ela, é uma negociação com o Ministério da Educação para que as faculdades de medicina coloquem em seus currículos o tema de segurança do paciente.

    Outra ideia é disseminar essas informações ao paciente para que ele se torne atuante no processo, e não um mero espectador.

    Fonte: Folha de São Paulo

  • Cientistas dizem estar perto de criar exame de sangue para Alzheimer

    Cientistas dizem estar perto de criar exame de sangue para Alzheimer

    Nova técnica mostra diferenças entre minúsculos fragmentos de material genético que flutuam no sangue.

     

    Cientistas alemães afirmam que acreditam estar próximos de criar um novo exame de sangue para diagnosticar o Mal de Alzheimer.

    Ainda não há um exame definitivo para a doença, e os médicos atualmente contam apenas com testes de cognição e exames de imagens do cérebro para identificar o problema.

    Um dos grandes desafios relacionados à doença é identicar novas formas de conseguir um diagnóstico precoce.

    Com isso, espera-se que, no futuro, talvez até anos antes dos primeiros sintomas, os tratamentos possam começar antes que grandes partes do cérebro sejam comprometidas. Mas, para isso, novos exames serão necessários.

    A nova técnica, divulgada na revista especializada “Genome Biology”, apontou diferenças nos minúsculos fragmentos de material genético flutuando no sangue que poderiam ser usados para identificar pacientes com a doença.

    Até o momento, apenas 202 pessoas passaram por este exame, mas a precisão neste grupo foi de 93%.

    Níveis diferentes

    A equipe da Universidade de Saarland, na Alemanha, analisou 140 microRNAs fragmentos de código genético em pacientes com Alzheimer e em pessoas saudáveis.

    Eles encontraram 12 microRNAs no sangue que estavam presentes em níveis diferentes nas pessoas que tinham Alzheimer. Estas amostras se transformaram na base do exame.

    Os primeiros testes do exame mostraram que ele “conseguiu diferenciar com grande precisão de diagnóstico os pacientes com Alzheimer e as pessoas saudáveis”.

    No entanto, mais pesquisas são necessárias para melhorar a precisão do exame e verificar se é possível usá-lo em hospitais.

    Eric Karran, de uma organização de caridade britânica especializada em Alzheimer, a Alzheimer Research UK, afirmou que o exame dos cientistas alemães pode representar uma nova abordagem para estudar as mudanças no sangue de pacientes com a doença e também indica que o microRNA tenha influência nos quadros de Alzheimer.

    No entanto, para Karran, ainda serão necessários alguns anos para se chegar ao ponto de diagnosticar a doença com um simples exame de sangue.

    “Um exame de sangue para ajudar a detectar o Alzheimer pode ser uma adição útil ao arsenal de diagnóstico de um médico, mas este exame deve ser muito bem corroborado antes de ser considerado para o uso.”

    “Precisamos ver se essas descobertas são confirmadas em amostras maiores, e é preciso mais trabalho para melhorar a habilidade do exame de diferenciar Alzheimer de outras doenças neurológicas”, acrescentou.

    Fonte: G1

     

  • Nanotecnologia deverá revolucionar tratamentos

    Nanotecnologia deverá revolucionar tratamentos

    A nanociência, representada em filmes como “Homem de Ferro 3” e “A Viagem Fantástica”, deixou as telas de cinema para tornar-se realidade, por exemplo, na pesquisa de novos medicamentos para tratamento de diabetes, dores crônicas, náuseas, hipertensão e anticoncepcionais. Em 1940, o cientista Albert Sabin, criador da vacina contra a poliomielite, já pesquisava o uso de nanopartículas de ouro no tratamento de reumatismo.



    A tecnologia avançada permitirá que pacientes não precisem mais ingerir medicamentos em forma de comprimidos ou aplicar injeções. Já estão no mercado os remédios transdérmicos, administrados por aplicações diretas ou por adesivos que liberam a substância de modo constante. A principal vantagem é a de eliminar ou reduzir os efeitos colaterais.



    “Em pouco tempo não vamos precisar tomar mais nada por via oral. No futuro todos os medicamentos serão transdérmicos.



    Quando a pessoa estiver com dor de cabeça, vai passar o medicamento na têmpora e a dor vai melhorar. No futuro, não vai precisar mais engolir um remédio”, explica o professor de biotecnologia no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará, Marco Botelho. Segundo ele, há estudos para que a aplicação de insulina em pacientes com diabetes dispense o uso de agulha. O tratamento de tumores também pode ser beneficiado, com o uso de medicamentos inteligentes, em doses muito menores, que reconhecem e atacam diretamente o tecido doente. O avanço nos estudos da ciência também abriu caminho para os nanocosméticos.



    Atualmente, o setor empresarial já oferece produtos de preenchimento de rugas por meio de micropartículas de rejuvenescimento, protetor solar mais potente e maquiagem com brilho diferenciado.



    A Agência Brasileira de Inovação — antiga Finep — tem em curso, uma chamada pública no valor de R$ 30 milhões para o desenvolvimento de produtos ou processos inovadores. O edital voltado para a nanotecnologia, prevê R$ 8 milhões em pesquisas na área de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos.



    De acordo com o coordenador de micro e nanotecnologias do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Flávio Plentz, o Brasil é o segundo mercado de produtos cosméticos e de higiene pessoal no mundo. “É uma área de muito sucesso. Temos várias empresas produzindo e comercializando produtos na área de nanocosméticos. Tem muitos grupos de pesquisas ativos e é uma área que tem impacto econômico muito grande”, analisa.

    No país, o grupo Boticário investe 2,5% de seu faturamento anual em pesquisas na área de nanotecnologia. A empresa trabalha com estudos no setor desde 2002 e já tem no mercado produtos antiidade e filtros solares que atuam na redução de rugas.

    Fonte: CFF

     

  • Pesquisa descobre falha genética que pode levar a uma série de alergias

    Pesquisa descobre falha genética que pode levar a uma série de alergias

    Trata-se do primeiro estudo a identificar gene responsável por alergias.

    Problema resulta de uma combinação entre fatores genéticos e ambientais.

     

    Cientistas sempre souberam que as alergias surgiam a partir de uma combinação entre fatores genéticos e fatores ambientais. Mas até agora, nenhum gene específico havia sido identificado como responsável por essa condição.

    Uma pesquisa publicada nesta quarta-feira (24) pela revista “Science Translational Medicine” revela que uma falha genética relacionada a uma proteína chamada Fator de Transformação do Crescimento Beta (TGF-beta) pode ser responsável por estimular o organismo a reagir de maneira desproporcional a substâncias inócuas como comida, pólen e outros elementos ambientais.

    “Temos evidência de que a mesma falha no TGF-beta que é responsável por algumas das manifestações clínicas vistas nas doenças de Marfan e de Loeys-Dietz também está por trás da série de eventos que culminam no desenvolvimento de condições como asma, alergias à comida e eczema (inflamação da pele)”, diz uma das autoras do estudo, Pamela Frischmeyer-Guerrerio, imunologista do Centro Infantil da Universidade Johns Hopkins.

    As síndromes de Marfan e de Loeys-Dietz têm como sintoma a presença de anomalias em estruturas corporais como o esqueleto e os vasos sanguíneos. Pacientes costumam ser mais altos do que a média e ter membros anormalmente alongados.

    Síndrome genética

    Os pesquisadores avaliaram 58 pacientes com a síndrome de Loeys-Dietz e perceberam que eles sofriam de vários tipos de doenças alérgicas, em uma frequência muito superior à do resto da população. Em seguida, os autores fizeram uma análise do comportamento das células imunes desses pacientes, constatando sua propensão ao desenvolvimento de alergias.

    Em situações normais, o TGF-beta desempenha um papel importante na inflamação, o que ajuda o sistema imunológico a lutar contra patógenos. Porém, o organismo também tem de tolerar substâncias externas que não são nocivas ao organismo, como a comida.

    Os cientistas descobriram que, quando existe essa falha genética relacionada ao TGF-beta, como ocorre na síndrome de Loeys-Dietz, a proteína estimula o organismo a reagir de maneira desproporcional a substâncias do nosso cotidiano, como comidas e pólen, o que leva às alergias.

    “A perturbação da sinalização do TGF-beta não apenas estimula as células imunes a se comportar da maneira errada, mas aparenta desbloquear sozinho a reação em cadeia que finalmente leva à doença alérgica”, diz Harry Dietz, cardiologista do Centro Infantil da Universidade Johns Hopkins.

    O estudo ainda abre a possibilidade de que a droga losartan, utilizada para tratamento de alergias, pode ser um tratamento promissor para alergias.

    Fonte: Bem Estar

     

  • Abusar do sal prejudica a visão, alerta especialista

    Abusar do sal prejudica a visão, alerta especialista

    Médico diz que excesso do tempero pode desenvolver catarata

     

    O uso excessivo de sal prejudica a saúde da visão, de acordo com o oftalmologista do Instituto Penido Burnier, Leôncio Queiroz Neto. No Brasil, em média, cada pessoa consome mais que o dobro dos cinco gramas de sal recomendados pela OMS (Organização Mundial da Saúde).

    Segundo o especialista, o abuso no consumo de sal dobra a chance de surgir a catarata do tipo subcapsular posterior.

    — O excesso de sódio na corrente sanguínea dificulta a manutenção do baixo nível intracelular de cálcio que garante a transparência da lente do olho.

    Apesar de ser difícil “escapar da catarata”, já que a doença está relacionada ao envelhecimento, com o consumo excessivo do sal, a doença pode surgir bem mais cedo.

    — Como aparece mais cedo nem é preciso dizer que compromete a trajetória profissional.

    Prevenção e tratamento

    Uma das dicas para reduzir o consumo de sal é eliminar o saleiro da mesa. Além disso, optar por temperos naturais, evitar embutidos, conservas e alimentos industrializados que contenham glutamato de sódio.

    O oftalmologista ainda afirma que os olhos também devem ser protegidos da radiação ultravioleta emitida pelo sol durante o ano todo nas atividades ao ar livre com lentes que contenham filtro ultravioleta, chapéu ou boné. O consumo frequente de bebida alcoólica e cigarro são outros fatores de risco evitáveis, ressalta.

    Comer frutas e vegetais frescos em abundância ajuda  adiar a doença. A única forma de eliminar a catarata é por meio da cirurgia.

    Fonte: R7

     

  • Vacinar meninos contra HPV tem papel crucial na prevenção, diz estudo

    Vacinar meninos contra HPV tem papel crucial na prevenção, diz estudo

    Garotos entre 11 e 21 anos também deveriam se imunizar, destaca autor.

    Vírus é transmitido sobretudo pelo sexo e ligado a vários tipos de câncer.

     
    Aumentar a vacinação de meninos contra o vírus do papiloma humano (HPV) poderia ajudar muito a prevenir a doença no mundo, segundo um novo estudo feito pela Universidade de Toronto, no Canadá. O HPV é transmitido principalmente pelo sexo e está ligado a verrugas genitais e casos de câncer de garganta, pênis e ânus em homens, além de colo do útero em mulheres.
     

    Na opinião do autor da pesquisa, Peter A. Newman, a imunização de garotos entre 11 e 21 anos de idade pode ter um papel fundamental na proteção de ambos os sexos contra os principais e mais agressivos tipos de HPV. Os resultados foram publicados este mês na revista “Sexually Transmitted Infections”.

    “A vacina já está disponível e poderia mudar esse cenário e evitar casos de câncer que às vezes resultam (do HPV)”, destaca.

    Newman agrupou dados de 16 estudos independentes que envolveram mais de 5 mil pessoas. Ele analisou as taxas de aceitação da vacina de HPV e quais fatores desempenham um papel determinante para homens jovens receberem ou não a dose.

    As vacinas, principalmente as novas, podem ter dificuldade de alcançar o público-alvo para as quais foram desenvolvidas, segundo o autor. Esse problema é agravado pela falta de informação ou até por teorias conspiratórias sobre a eficácia e a segurança do produto.

    “Infelizmente, a desinformação e os medos infundados podem resultar em mortes por câncer que poderiam ter sido evitadas com uma simples vacinação”, diz Newman.

    Além disso, há barreiras logísticas que podem dificultar a difusão e a aceitação das novas doses. Há ainda outros entraves que explicam as baixas taxas de imunização de HPV no mundo, como o alto custo da vacina (entre R$ 220 e R$ 400 por dose), o transporte da pessoa até uma clínica particular e o tempo de espera entre uma dose e outra – ao todo, são três, com intervalo de 2 meses entre a primeira e a segunda e de 4 meses entre a segunda e a terceira.

    O pesquisador também reforça que o principal fator que impede que os homens se vacinem contra o HPV é a falta de uma conexão bem estabelecida entre o vírus e o risco de morte para eles.

    “A relação de HPV e câncer do colo do útero em mulheres é responsável por popularizar a vacina entre as jovens. Infelizmente, uma ligação semelhante, que motivaria os homens a receber a dose, ainda não foi feita. Mas isso precisa mudar”, afirma Newman.

    De acordo com o cientista, a imunização para meninos no Canadá é recente e até agora teve baixo índice de aceitação. Para que isso mude, na visão dele, é necessária a participação ativa de médicos, assistentes sociais e instituições públicas de saúde para transmitir os benefícios da vacina aos meninos e o papel positivo que ela pode desempenhar ao manter a população mais segura e saudável.

    Fonte: Bem Estar

     

     

  • Projetos para tentar evitar ataques de tubarão esbarram na burocracia

    Projetos para tentar evitar ataques de tubarão esbarram na burocracia

    Entidades propõem instalação de telas em praias do Grande Recife.

    Propesca marcou ato para domingo (28), perto do local do último ataque.

     
    Um projeto para a instalação de uma tela de proteção contra tubarões na Praia de Boa Viagem, Zona Sul doRecife, esbarra na burocracia para sair do papel. Proposta pela ONG Instituto Praia Segura em novembro de 2011, a rede de 400 metros seria montada em um trecho em frente ao Edifício Castelinho, nas proximidades da área onde foi registrado o ataque à turista paulistana Bruna Silva Gobbi, 18, na última segunda-feira (22). Um ano e meio após a apresentação para a colocação do material, o local continua descoberto devido à lentidão do governo de Pernambuco em aprovar o convênio, segundo denúncia da entidade na terça-feira (23).



    “Fizemos a proposta de convênio em 2011. Mais de um ano depois, em dezembro de 2012, o Estado se pronunciou e fez uma série de exigências. Perdemos um ano com o projeto paralisado. A ONG é formada por voluntários. Ninguém fica um ano esperando que um projeto aconteça. Ele tem caráter de emergência, precisa da colaboração de todos porque é de interesse público”, criticou o diretor da Praia Segura, Sérgio Murilo.



    Ele acrescentou que as telas propostas para o litoral da capital pernambucana seguem modelo adotado em 17 praias de Hong Kong, na China. “Eles são feitas com um material especial e fixadas no mar, em forma de trave de futebol, a partir da faixa de areia, impedindo que o tubarão ultrapasse a faixa de segurança”, explicou Murilo. O trecho da costa que recebe a rede é sinalizado com boias para indicar a presença do equipamento.



    Segundo ele, o custo para a instalação das telas é de R$ 385 mil, recurso proveniente das ações de pesquisa para conter ataques de tubarão. “A verba servirá para a compra e colocação do material na praia. Tivemos uma reunião há dez dias com membros do governo e órgãos ambientais, mas o projeto não andou. Ela consta em todas as atas do Cemit [Comitê Estadual de Monitoramento de Incidentes com Tubarões]. Esbarramos na burocracia”, lamentou.



    Pela ideia inicial, a área protegida pelas telas serviria para a prática de esportes náuticos. “O teste teria duração de dois meses e seria feita uma campanha publicitária para informar a população. É pontual. Não é para deixar a tela eternizada. Se desse certo e o governo decidisse criar ilhas de segurança para banhistas, isso seria outro passo”, comentou Sérgio Murilo.
     

    Propesca

    O presidente do Instituto Propesca, o engenheiro de pesca Bruno Pantoja, também relatou ao G1 que já tentou várias vezes mostrar ao Cemit o projeto criado pela entidade para a problemática dos tubarões, mas nunca foi recebido. “No dia 3 de dezembro de 2012, eu até fui expulso de uma reunião do Cemit, porque meu nome não estava na ata dos convidados. Eu entendo que não existe reunião fechada para mostrar informações públicas, principalmente barrar quem tem propostas sobre o tema”, denunciou.

    Pantoja disse que aguarda o Ministério Público de Pernambuco realizar a audiência pública prometida, onde organizações apresentariam os projetos. “As pessoas clamam por segurança nas praias, e o estado está sendo omisso, colocando apenas placas informativas, sem uma educação ambiental sistemática. O desequilíbrio ambiental, causado pela poluição, aterro de manguezais para o avanço imobiliário, pesca predatória e expansão do Porto de Suape [no Cabo de Santo Agostinho, Grande Recife], fez com que os tubarões migrassem para cá, gerando conflito de espaço, superpopulação e mudança no hábito alimentar dos bichos. Então, nós levantamos os danos ambientais e propomos ações eficazes”, explicou.



    O projeto Propesca é o “Mar para todos”, e a linha principal de atuação é a criação de uma barreira física com a instalação de telas rígidas, retráteis, de dupla galvanização, com material anti-incrustante, em pontos da costa metropolitana. “A ideia é formar uma área de 250 metros reservada e segura aos banhistas, e deixar o resto do mar para o tubarão. Essa tela não oferece risco à captura de qualquer animal, é só para intervir na passagem. Também serão colocados os chamados shark shields, equipamentos que emitem impulsos eletromagnéticos que afastarão tubarões da tela, e sonares para detecção em tempo real de animais que entrem no raio de prospecção”, disse

    Protesto

    O plano ainda prevê ações de revitalização do bioma marinho e estuarino com repovoamento de espécies nativas, ordenamento da pesca e programas de educação ambiental. O Instituto marcou um protesto para o domingo (28), às 11h, em frente ao Castelinho, próximo ao local onde a jovem foi atacada. A luta do grupo, diz Pantoja, não é contra tubarões, mas “para defender vidas humanas e o equilíbrio ambiental afim de cultura praieira da Região Metropolitana do Recife”.

    Em entrevista ao G1, o secretário de Defesa Social de Pernambuco, Wilson Damázio, disse que em relação ao projeto do Instituto Praia Segura, o repasse da verba chegou a ser feito, mas a ONG teve que estorná-lo por não cumprir as exigências. “Recebemos recomendações dos órgãos de controle interno. Além disso, faltavam as licenças dos órgãos ambientais e pedimos [ao Instituto] um projeto executivo mais robusto”, explicou.



    Damázio acrescentou que desconhece o episódio de expulsão do presidente do Instituto Propesca, Bruno Pantoja, de uma das reuniões do Cemit e adiantou que vai abrir licitação para interessados em apresentar projetos para tentar conter ataques de tubarão na costa pernambucana. “Estamos trabalhando nisso”, resumiu.

    Fonte: G1

     

  • Plano de saúde poderá subir até 9,04%

    Plano de saúde poderá subir até 9,04%

    É o maior reajuste dos últimos 8 anos e terá impacto nos contratos de 8,4 milhões de beneficiários com planos individuais e familiares

     

    Os planos de saúde individuais e familiares poderão sofrer um reajuste de até 9,04%. O porcentual, que recebeu o aval do Ministério da Fazenda, foi anunciado ontem pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e é o maior índice aplicado pela agência nos últimos 8 anos – o maior reajuste foi em 2005 e atingiu 11,69%.

    O reajuste tem impacto nos contratos de cerca de 8,4 milhões de beneficiários – o que representa 17,6% dos consumidores de planos de saúde no Brasil. As regras valem para os planos contratados a partir de janeiro de 1999 ou adaptados à Lei nº 9.656/98.

    Segundo a ANS, o valor poderá ser aplicado a partir da data de aniversário de cada contrato, mas é permitida a cobrança retroativa caso a defasagem com a data de aniversário seja de, no máximo, quatro meses.

    O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) e advogados especialistas em planos de saúde criticam a metodologia da ANS para fazer o cálculo do reajuste. Desde 2001, para chegar ao valor máximo que poderá ser aplicado às mensalidades dos planos individuais, a agência leva em consideração a média dos porcentuais de reajuste aplicados pelas operadoras aos planos coletivos com mais de 30 beneficiários.

    O problema, dizem os especialistas, é que a ANS não regula os reajustes aplicados nos planos coletivos – o que, em tese, provocaria um aumento “por tabela” nos planos individuais.

    “A metodologia que a ANS usa para fazer esse cálculo é o maior problema. Ela se baseia na média do reajuste dos planos coletivos, que sofreram aumentos entre 15% e 20%. É um contrassenso a ANS calcular uma média sobre algo que ela não delibera. É quase uma tragédia anunciada”, avalia o advogado Julius Conforti.

    Segundo Ione Amorin, economista do Idec, em apenas duas ocasiões, o reajuste aplicado pela ANS foi inferior ao IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo, índice oficial da inflação brasileira) acumulado no período. “Neste ano, enquanto o valor acumulado do IPCA de 2003 a 2013 é de 99,86%, o índice acumulado dos reajustes da ANS é de 139,24%”, diz Ione.

    Rol de procedimentos. Além da média do reajuste dos planos coletivos, neste ano, a ANS diz que também considerou o impacto de fatores externos, como a inclusão de 60 novos procedimentos no rol de coberturas obrigatórias dos planos de saúde no ano passado, para fazer o cálculo do reajuste.

    “As mensalidades dos planos de saúde estão subindo muito além do esperado e o novo rol de procedimentos não pode ser usado como justificativa. Antes de os procedimentos entrarem na lista, há uma ampla discussão e análise do impacto”, diz a advogada Renata Vilhena.

    Ione e Conforti ainda destacam que a situação é agravada porque o consumidor tem sofrido com a queda de qualidade dos serviços, pelos históricos recorrentes de negativa de atendimento, prazos longos para marcação de consultas e acesso a exames, além de frequentes descredenciamentos de médicos e laboratórios.

    “O consumidor paga mais por um serviço cada vez pior”, diz Conforti. “O consumidor lentamente está perdendo a capacidade de pagamento dos planos de saúde. Isso invariavelmente irá refletir no atendimento do SUS, sobrecarregando ainda mais o sistema”, diz Ione.

    A orientação para o consumidor que se sentir lesado com o reajuste é pedir formalmente à operadora de saúde e também à ANS um demonstrativo detalhado de como foi feito esse cálculo para que o consumidor possa acompanhar. “A gente defende a transparência. Caso a operadora e a ANS não expliquem, o consumidor pode ir à Justiça”, explica Renata.

    Fonte: Estadão