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  • Vacinar meninos contra HPV tem papel crucial na prevenção, diz estudo

    Vacinar meninos contra HPV tem papel crucial na prevenção, diz estudo

    Garotos entre 11 e 21 anos também deveriam se imunizar, destaca autor.

    Vírus é transmitido sobretudo pelo sexo e ligado a vários tipos de câncer.

     
    Aumentar a vacinação de meninos contra o vírus do papiloma humano (HPV) poderia ajudar muito a prevenir a doença no mundo, segundo um novo estudo feito pela Universidade de Toronto, no Canadá. O HPV é transmitido principalmente pelo sexo e está ligado a verrugas genitais e casos de câncer de garganta, pênis e ânus em homens, além de colo do útero em mulheres.
     

    Na opinião do autor da pesquisa, Peter A. Newman, a imunização de garotos entre 11 e 21 anos de idade pode ter um papel fundamental na proteção de ambos os sexos contra os principais e mais agressivos tipos de HPV. Os resultados foram publicados este mês na revista “Sexually Transmitted Infections”.

    “A vacina já está disponível e poderia mudar esse cenário e evitar casos de câncer que às vezes resultam (do HPV)”, destaca.

    Newman agrupou dados de 16 estudos independentes que envolveram mais de 5 mil pessoas. Ele analisou as taxas de aceitação da vacina de HPV e quais fatores desempenham um papel determinante para homens jovens receberem ou não a dose.

    As vacinas, principalmente as novas, podem ter dificuldade de alcançar o público-alvo para as quais foram desenvolvidas, segundo o autor. Esse problema é agravado pela falta de informação ou até por teorias conspiratórias sobre a eficácia e a segurança do produto.

    “Infelizmente, a desinformação e os medos infundados podem resultar em mortes por câncer que poderiam ter sido evitadas com uma simples vacinação”, diz Newman.

    Além disso, há barreiras logísticas que podem dificultar a difusão e a aceitação das novas doses. Há ainda outros entraves que explicam as baixas taxas de imunização de HPV no mundo, como o alto custo da vacina (entre R$ 220 e R$ 400 por dose), o transporte da pessoa até uma clínica particular e o tempo de espera entre uma dose e outra – ao todo, são três, com intervalo de 2 meses entre a primeira e a segunda e de 4 meses entre a segunda e a terceira.

    O pesquisador também reforça que o principal fator que impede que os homens se vacinem contra o HPV é a falta de uma conexão bem estabelecida entre o vírus e o risco de morte para eles.

    “A relação de HPV e câncer do colo do útero em mulheres é responsável por popularizar a vacina entre as jovens. Infelizmente, uma ligação semelhante, que motivaria os homens a receber a dose, ainda não foi feita. Mas isso precisa mudar”, afirma Newman.

    De acordo com o cientista, a imunização para meninos no Canadá é recente e até agora teve baixo índice de aceitação. Para que isso mude, na visão dele, é necessária a participação ativa de médicos, assistentes sociais e instituições públicas de saúde para transmitir os benefícios da vacina aos meninos e o papel positivo que ela pode desempenhar ao manter a população mais segura e saudável.

    Fonte: Bem Estar

     

     

  • Projetos para tentar evitar ataques de tubarão esbarram na burocracia

    Projetos para tentar evitar ataques de tubarão esbarram na burocracia

    Entidades propõem instalação de telas em praias do Grande Recife.

    Propesca marcou ato para domingo (28), perto do local do último ataque.

     
    Um projeto para a instalação de uma tela de proteção contra tubarões na Praia de Boa Viagem, Zona Sul doRecife, esbarra na burocracia para sair do papel. Proposta pela ONG Instituto Praia Segura em novembro de 2011, a rede de 400 metros seria montada em um trecho em frente ao Edifício Castelinho, nas proximidades da área onde foi registrado o ataque à turista paulistana Bruna Silva Gobbi, 18, na última segunda-feira (22). Um ano e meio após a apresentação para a colocação do material, o local continua descoberto devido à lentidão do governo de Pernambuco em aprovar o convênio, segundo denúncia da entidade na terça-feira (23).



    “Fizemos a proposta de convênio em 2011. Mais de um ano depois, em dezembro de 2012, o Estado se pronunciou e fez uma série de exigências. Perdemos um ano com o projeto paralisado. A ONG é formada por voluntários. Ninguém fica um ano esperando que um projeto aconteça. Ele tem caráter de emergência, precisa da colaboração de todos porque é de interesse público”, criticou o diretor da Praia Segura, Sérgio Murilo.



    Ele acrescentou que as telas propostas para o litoral da capital pernambucana seguem modelo adotado em 17 praias de Hong Kong, na China. “Eles são feitas com um material especial e fixadas no mar, em forma de trave de futebol, a partir da faixa de areia, impedindo que o tubarão ultrapasse a faixa de segurança”, explicou Murilo. O trecho da costa que recebe a rede é sinalizado com boias para indicar a presença do equipamento.



    Segundo ele, o custo para a instalação das telas é de R$ 385 mil, recurso proveniente das ações de pesquisa para conter ataques de tubarão. “A verba servirá para a compra e colocação do material na praia. Tivemos uma reunião há dez dias com membros do governo e órgãos ambientais, mas o projeto não andou. Ela consta em todas as atas do Cemit [Comitê Estadual de Monitoramento de Incidentes com Tubarões]. Esbarramos na burocracia”, lamentou.



    Pela ideia inicial, a área protegida pelas telas serviria para a prática de esportes náuticos. “O teste teria duração de dois meses e seria feita uma campanha publicitária para informar a população. É pontual. Não é para deixar a tela eternizada. Se desse certo e o governo decidisse criar ilhas de segurança para banhistas, isso seria outro passo”, comentou Sérgio Murilo.
     

    Propesca

    O presidente do Instituto Propesca, o engenheiro de pesca Bruno Pantoja, também relatou ao G1 que já tentou várias vezes mostrar ao Cemit o projeto criado pela entidade para a problemática dos tubarões, mas nunca foi recebido. “No dia 3 de dezembro de 2012, eu até fui expulso de uma reunião do Cemit, porque meu nome não estava na ata dos convidados. Eu entendo que não existe reunião fechada para mostrar informações públicas, principalmente barrar quem tem propostas sobre o tema”, denunciou.

    Pantoja disse que aguarda o Ministério Público de Pernambuco realizar a audiência pública prometida, onde organizações apresentariam os projetos. “As pessoas clamam por segurança nas praias, e o estado está sendo omisso, colocando apenas placas informativas, sem uma educação ambiental sistemática. O desequilíbrio ambiental, causado pela poluição, aterro de manguezais para o avanço imobiliário, pesca predatória e expansão do Porto de Suape [no Cabo de Santo Agostinho, Grande Recife], fez com que os tubarões migrassem para cá, gerando conflito de espaço, superpopulação e mudança no hábito alimentar dos bichos. Então, nós levantamos os danos ambientais e propomos ações eficazes”, explicou.



    O projeto Propesca é o “Mar para todos”, e a linha principal de atuação é a criação de uma barreira física com a instalação de telas rígidas, retráteis, de dupla galvanização, com material anti-incrustante, em pontos da costa metropolitana. “A ideia é formar uma área de 250 metros reservada e segura aos banhistas, e deixar o resto do mar para o tubarão. Essa tela não oferece risco à captura de qualquer animal, é só para intervir na passagem. Também serão colocados os chamados shark shields, equipamentos que emitem impulsos eletromagnéticos que afastarão tubarões da tela, e sonares para detecção em tempo real de animais que entrem no raio de prospecção”, disse

    Protesto

    O plano ainda prevê ações de revitalização do bioma marinho e estuarino com repovoamento de espécies nativas, ordenamento da pesca e programas de educação ambiental. O Instituto marcou um protesto para o domingo (28), às 11h, em frente ao Castelinho, próximo ao local onde a jovem foi atacada. A luta do grupo, diz Pantoja, não é contra tubarões, mas “para defender vidas humanas e o equilíbrio ambiental afim de cultura praieira da Região Metropolitana do Recife”.

    Em entrevista ao G1, o secretário de Defesa Social de Pernambuco, Wilson Damázio, disse que em relação ao projeto do Instituto Praia Segura, o repasse da verba chegou a ser feito, mas a ONG teve que estorná-lo por não cumprir as exigências. “Recebemos recomendações dos órgãos de controle interno. Além disso, faltavam as licenças dos órgãos ambientais e pedimos [ao Instituto] um projeto executivo mais robusto”, explicou.



    Damázio acrescentou que desconhece o episódio de expulsão do presidente do Instituto Propesca, Bruno Pantoja, de uma das reuniões do Cemit e adiantou que vai abrir licitação para interessados em apresentar projetos para tentar conter ataques de tubarão na costa pernambucana. “Estamos trabalhando nisso”, resumiu.

    Fonte: G1

     

  • Plano de saúde poderá subir até 9,04%

    Plano de saúde poderá subir até 9,04%

    É o maior reajuste dos últimos 8 anos e terá impacto nos contratos de 8,4 milhões de beneficiários com planos individuais e familiares

     

    Os planos de saúde individuais e familiares poderão sofrer um reajuste de até 9,04%. O porcentual, que recebeu o aval do Ministério da Fazenda, foi anunciado ontem pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e é o maior índice aplicado pela agência nos últimos 8 anos – o maior reajuste foi em 2005 e atingiu 11,69%.

    O reajuste tem impacto nos contratos de cerca de 8,4 milhões de beneficiários – o que representa 17,6% dos consumidores de planos de saúde no Brasil. As regras valem para os planos contratados a partir de janeiro de 1999 ou adaptados à Lei nº 9.656/98.

    Segundo a ANS, o valor poderá ser aplicado a partir da data de aniversário de cada contrato, mas é permitida a cobrança retroativa caso a defasagem com a data de aniversário seja de, no máximo, quatro meses.

    O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) e advogados especialistas em planos de saúde criticam a metodologia da ANS para fazer o cálculo do reajuste. Desde 2001, para chegar ao valor máximo que poderá ser aplicado às mensalidades dos planos individuais, a agência leva em consideração a média dos porcentuais de reajuste aplicados pelas operadoras aos planos coletivos com mais de 30 beneficiários.

    O problema, dizem os especialistas, é que a ANS não regula os reajustes aplicados nos planos coletivos – o que, em tese, provocaria um aumento “por tabela” nos planos individuais.

    “A metodologia que a ANS usa para fazer esse cálculo é o maior problema. Ela se baseia na média do reajuste dos planos coletivos, que sofreram aumentos entre 15% e 20%. É um contrassenso a ANS calcular uma média sobre algo que ela não delibera. É quase uma tragédia anunciada”, avalia o advogado Julius Conforti.

    Segundo Ione Amorin, economista do Idec, em apenas duas ocasiões, o reajuste aplicado pela ANS foi inferior ao IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo, índice oficial da inflação brasileira) acumulado no período. “Neste ano, enquanto o valor acumulado do IPCA de 2003 a 2013 é de 99,86%, o índice acumulado dos reajustes da ANS é de 139,24%”, diz Ione.

    Rol de procedimentos. Além da média do reajuste dos planos coletivos, neste ano, a ANS diz que também considerou o impacto de fatores externos, como a inclusão de 60 novos procedimentos no rol de coberturas obrigatórias dos planos de saúde no ano passado, para fazer o cálculo do reajuste.

    “As mensalidades dos planos de saúde estão subindo muito além do esperado e o novo rol de procedimentos não pode ser usado como justificativa. Antes de os procedimentos entrarem na lista, há uma ampla discussão e análise do impacto”, diz a advogada Renata Vilhena.

    Ione e Conforti ainda destacam que a situação é agravada porque o consumidor tem sofrido com a queda de qualidade dos serviços, pelos históricos recorrentes de negativa de atendimento, prazos longos para marcação de consultas e acesso a exames, além de frequentes descredenciamentos de médicos e laboratórios.

    “O consumidor paga mais por um serviço cada vez pior”, diz Conforti. “O consumidor lentamente está perdendo a capacidade de pagamento dos planos de saúde. Isso invariavelmente irá refletir no atendimento do SUS, sobrecarregando ainda mais o sistema”, diz Ione.

    A orientação para o consumidor que se sentir lesado com o reajuste é pedir formalmente à operadora de saúde e também à ANS um demonstrativo detalhado de como foi feito esse cálculo para que o consumidor possa acompanhar. “A gente defende a transparência. Caso a operadora e a ANS não expliquem, o consumidor pode ir à Justiça”, explica Renata.

    Fonte: Estadão

     

  • Quatro a cada cinco pessoas com melanoma são curadas

    Quatro a cada cinco pessoas com melanoma são curadas

    Levantamento britânico reflete os avanços das últimas quatro décadas no tratamento da doença

    Um relatório britânico mostrou que, atualmente, 80% das pessoas que sofrem de melanoma — o tipo menos comum, porém mais agressivo de câncer de pele — sobrevivem à doença. Segundo esse estudo, essa taxa era de 50% nos anos 1970. Em comunicado, Richard Marais, diretor do Instituto Paterson para Pesquisa em Câncer, que pertence à Universidade de Manchester e onde o levantamento foi feito, considerou os novos dados como uma “sólida melhora” no tratamento do melanoma.
     
    “Mais e mais pessoas estão combatendo o câncer de pele, mas nós não podemos parar por aí. Precisamos desenvolver tratamentos cada vez melhores para ajudar os 20% dos pacientes que não conseguem sobreviver”, disse Marais. O estudo também indicou que 90% das mulheres e 80% dos homens atingidos pela doença alcançam hoje uma sobrevida de pelo menos dez anos após contraírem o melanoma. Há 40 anos, essa prevalência era, respectivamente, de 58% e 38%.
     
    Doença agressiva — O melanoma tem origem nas células produtoras de melanina, substância que dá cor à pele. Esse tipo de câncer de pele é menos frequente, sendo responsável por apenas 4% de todos os tumores malignos no Brasil. Estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca) sugerem que, em 2012, foram registrados 6.230 novos casos da doença no país. Já o câncer de pele não melanoma, o tipo mais comum da doença, corresponde a 25% de todos os tumores malignos registrados no Brasil. Apesar da sua alta incidência, apresenta baixa taxa de mortalidade. Atinge principalmente pessoas de pele clara ou com doenças de pele prévias. O Inca estima que ocorreram 134.170 casos da condição em 2012.
     
    Fonte: Veja
  • Bafômetros

    Bafômetros

    O barateamento da microeletrônica está democratizando o mundo dos bafômetros. Um campo antes dominado por equipamentos de US$ 10 mil, que só as polícias possuíam, agora está repleto de dispositivos que custam a partir de US$ 30 e que podem ficar pendurados num chaveiro.

    A proposta do Conselho Nacional de Segurança dos Transportes dos EUA de reduzir a definição legal de embriaguez de 0,08% de álcool no sangue para 0,05% estimulou o interesse por esses dispositivos, alguns vendidos como acessórios para smartphones.

    Especialistas em segurança alertam que um resultado tranquilizador em um desses equipamentos não garante que a pessoa esteja em condições de dirigir. Já os fabricantes, temerosos de responsabilizações judiciais, tampouco endossam essa ideia.

    Mas essas máquinas de fato oferecem algum tipo de mensuração. Keith Nothacker, cuja empresa, a BACtrack, vende uma chamada “unidade de célula de combustível” que exibe resultados em um iPhone via conexão Bluetooth, argumenta que “não se pode esperar que cidadãos cumpridores da lei saibam a diferença” entre 0,05% e 0,08% de teor alcoólico no sangue sem fazerem um teste. O BACtrack exibe um gráfico que prevê a evolução desse índice, até chegar a zero. O aparelho custa US$ 150.

    Dentro dessa unidade portátil (e a pilha) há um catalisador metálico que inicia uma reação química, usada para calcular o teor de álcool no sangue.

    A empresa de Nothacker descreve seu produto como “paz de espírito de bolso”, mas garante que seu propósito não é garantir ao motorista que ele estará abaixo do limite de teor de álcool no sangue se for parado pela polícia. Ele disse que se trata simplesmente de uma “ferramenta educacional”.

    A concorrente Alcohoot promete lançar em setembro um modelo similar, de US$ 75, que se liga ao iPhone. O produto da Alcohoot inclui um aplicativo que exibe uma lista de restaurantes locais onde as pessoas podem comer e ficar mais sóbrias e uma lista de empresas de táxi.

    Outro tipo de equipamento, que geralmente custa de US$ 30 a US$ 70 e que tem a BACtrack entre os fabricantes, usa um semicondutor de óxido de estanho. Mas o sensor pode apresentar defeito após três a seis meses. Ele também é propenso a apresentar falsos positivos, confundindo acetona, spray de cabelo e outros contaminantes comuns com o álcool.

    As máquinas são todas calibradas pelo fabricante usando um equipamento aprovado pelo Departamento de Transportes dos EUA, que pega uma solução com uma concentração de álcool conhecida e a borrifa de forma semelhante ao sopro humano.

    A BACtrack recomenda uma recalibragem anual dos seus modelos mais caros, uma operação que a empresa realiza por US$ 19,95.

    A maioria dos modelos baratos com semicondutores provavelmente é vendida para uso pessoal, segundo os fabricantes. As unidades de célula de combustível são vendidas para uso próprio, mas também para empregadores e pais.

    Já o equipamento de testes da polícia não costuma ser vendido a cidadãos. A maior parte das autoridades usa um modelo chamado Intoxilyzer. Ele custa cerca de US$ 10 mil, e seus resultados são quase sempre aceitos em tribunais.

    Os policiais costumam enfiar um equipamento com formato de lanterna pela janela do motorista antes de levar a pessoa para um exame na delegacia. A luz emitida por esse detector móvel de US$ 600 serve principalmente para disfarçar seu elemento principal: um sensor de ar que fareja o álcool.

    J.T. Griffin, lobista em Washington da entidade Mães Contra a Direção Alcoolizada, alertou que os modelos oferecidos aos consumidores às vezes são usados por pessoas que desejam chegar ao mais perto possível do limite legal. Segundo ele, “se o aparelho não for calibrado adequadamente, ele pode apresentar um resultado equivocado”.

    Fonte: New York Times

  • Pesquisador testa hormônio para substituir cirurgia de redução do estômago

    Pesquisador testa hormônio para substituir cirurgia de redução do estômago

    Um estudo em curso na Grã-Bretanha está testando o uso de hormônios para combater a obesidade e substituir cirurgias de redução de estômago em pacientes obesos.

    Os hormônios são praticamente os mesmos liberados naturalmente pelo corpo após todas as refeições e que indicam ao corpo que a fome foi saciada, explica à BBC Brasil o líder do estudo, o médico Steve Bloom, chefe do departamento de estudos sobre diabetes, endocrinologia e metabolismo do prestigioso Imperial College, em Londres.

    Os médicos perceberam que esses mesmos hormônios são liberados em grandes quantidades pelo corpo de pacientes que se submeteram à cirurgia bariátrica – e esse seria um dos motivos para o sucesso da cirurgia em grande parte dos casos. Agora, a equipe de Bloom quer replicar esse efeito mesmo que o paciente não queira ou não possa se submeter ao procedimento cirúrgico.

    “Ainda estamos na fase de desenvolvimento, mas já mostramos que a iniciativa funciona. Agora temos que torná-la disponível”, diz Bloom à BBC Brasil.

    Ainda assim, diz ele, ainda serão necessários cerca de nove anos até que o medicamento hormonal esteja devidamente testado, aprovado e pronto para ser comercializado.

    HORMÔNIOS

    Bloom prevê que os hormônios devam causar poucos ou nenhum efeito colateral, por serem “quase naturais” – sua alteração mais significativa é que estão sendo desenvolvidos para seu efeito durar uma semana no corpo, em vez de apenas alguns minutos.

    Pacientes obesos receberiam, assim, uma injeção semanal da droga – em alguns casos ao longo da vida inteira, para controlar seu apetite e assim perder peso.

    Mas Bloom diz que, até agora, tudo indica que a droga não causará dependência e sua ingestão poderá ser interrompida, se necessário. “Se a pessoa ficar doente e perder peso, por exemplo, pode parar de tomá-lo. Ela também pode tentar uma dieta por conta própria e, se não conseguir emagrecer, voltar a tomar o hormônio.”

    O custo estimado do tratamento, com 52 injeções anuais, é de cerca de 3 mil libras (R$ 10,2 mil) ao ano.

    ESTUDOS NO BRASIL

    Sua equipe recebeu 2 milhões de libras (R$ 6,8 milhões) de um centro de financiamento pesquisas para dar prosseguimento aos estudos e aos testes clínicos, que podem ser parcialmente feitos no Brasil, diz Bloom.

    “Escolheremos três ou quatro países para os testes internacionais, e o Brasil é uma possibilidade por ter boa infraestrutura e marcos regulatórios”, explica o médico, lembrando também que o país seria um “grande mercado” em potencial para a droga em desenvolvimento.

    Dados do ano passado compilados pelo Ministério da Saúde apontam que a proporção de pessoas acima do peso no Brasil avançou de 42,7%, em 2006 para 48,5%, em 2011.

    Um levantamento do mesmo ano feito pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro calculou em R$ 3,57 bilhões os gastos públicos do Sistema Único de Saúde (SUS) com doenças relacionadas à obesidade, como males cardiovasculares, diabetes e alguns tipos de câncer.

    Em março passado, o Ministério da Saúde publicou uma portaria reduzindo de 18 para 16 anos a idade mínima para realizar a cirurgia bariátrica em casos em que haja risco ao paciente. A operação costuma ser indicada como um último recurso, em pessoas com outros problemas de saúde associados ao excesso de peso.

    Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica, o procedimento foi realizado 60 mil vezes no Brasil em 2010.

    PROBLEMA GLOBAL

    E o aumento da obesidade no Brasil está longe de ser uma exceção. A Organização Mundial da Saúde informa que o índice de obesidade infantil global aumentou de 4,2% em 1990 para 6,7% em 2010. A expectativa é de que quase 10% das crianças do mundo sejam acima do peso ou obesas em 2020.

    Bloom diz à BBC Brasil que o problema está “cada vez pior” no mundo inteiro, com consequências preocupantes.

    “Por motivos ainda não compreendidos, notamos que cânceres são duas vezes mais frequentes em pessoas obesas”, diz o médico.

    Fonte: BBC Brasil

  • Bisturi inteligente pode identificar tecidos cancerosos

    Bisturi inteligente pode identificar tecidos cancerosos

    No processo, aparelho utiliza uma pequena corrente elétrica que gera vapor.

    Um novo tipo de bisturi “inteligente”, capaz de diferenciar um tecido saudável de um canceroso, permitirá uma maior eficiência na remoção cirúrgica desses tumores – de acordo com um estudo publicado nos EUA nesta quarta-feira.

    O chamado iKnife utiliza uma pequena corrente elétrica que gera um pouco de vapor, enquanto corta o tecido. Esse vapor é analisado, e o instrumento pode determinar se o tecido cortado é saudável, ou canceroso.

    Testes em 91 pacientes mostraram que o “diagnóstico do iKnife é particularmente preciso” e “suficientemente confiável para um uso generalizado na sala de cirurgia”, ressaltou o estudo americano, publicado no periódico “Science Translational Medicines”.

    O iKnife utiliza um espectrômetro de massa para analisar o vapor que escapa do tecido cortado e informar ao cirurgião, em apenas três segundos, a natureza do material que está cortando.

    A técnica atual, em que uma amostra de tecido é enviada para um laboratório para sua análise, é “cara e muitas vezes insuficiente”. Além disso, leva-se de 20 a 30 minutos, destacaram os cientistas húngaros e britânicos que participaram da pesquisa.

    Por causa das deficiências tecnológicas atuais, muitas vezes, os pacientes devem se submeter a várias cirurgias, acrescentaram.

    O iKnife “pode melhorar o diagnóstico de tumores e pode influir na tomada de decisões durante a operação, para melhorar em última instância os resultados em Oncologia”, acrescentaram os autores do estudo.

    Na Grã-Bretanha, são diagnosticados cerca de 300 mil novos casos de câncer por ano, o que requer 1,8 milhão de cirurgias, de acordo com o artigo.

    A chefe de Cirurgia Oncológica do Hospital Lenox Hill (Nova York), Stephanie Bernik, considerou o estudo “impressionante”.

    — Isso pode ajudar os cirurgiões e os pacientes a evitar muitas cirurgias”, ressaltou. “Deve-se aprovar essa ferramenta para uma escala maior, mas os primeiros resultados são muito interessantes.

    À espera de novos testes, o iKnife ainda não está à venda e não há previsão de que seja comercializado antes de um ano.

    Fonte: R7

  • Beber água ajuda a aumentar a concentração

    Beber água ajuda a aumentar a concentração

    Beber água pode ajudar o cérebro a trabalhar mais rápido, segundo uma pesquisa da Universidade do Leste de Londres. Os cientistas descobriram que pessoas que tomam 500 ml de água antes das tarefas intelectuais têm reações 14% mais rápidas.

    – O tempo de reação parece ser ainda maior quando as pessoas têm sede, provavelmente porque a sede tira a atenção das tarefas – explica a psicóloga Caroline Edmonds, líder do estudo. – Há ainda teorias hormonais sobre como a desidratação afeta o cérebro e é possível que a água conserte este desequilíbrio também, já que 80% do corpo é composto por água.

    Estudos anteriores da mesma cientista mostraram que crianças que bebiam mais água tinham mais atenção às tarefas e melhoravam a memória. Entre adultos, os resultados não são tão claros: alguns desenvolvem pior tarefas muito complexas quando bebem um copo d´água.

    Nestes estudos, feitos em conjunto com a Universidade de Westminster, os pesquisadores pediram que 34 voluntários fizessem uma série de atividades depois de uma noite sem beber fluido algum. Antes de cada teste eles comiam uma barra de cereal ou 500 ml de água ou apenas a barra de cereal. Agora a pesquisadora estuda se a temperatura da água pode ter algum papel nessa equação.

    Fonte: O Globo

  • Estudos recentes trazem esperança para o enfrentamento do Alzheimer

    Estudos recentes trazem esperança para o enfrentamento do Alzheimer

    Por fim há boas notícias sobre o mal de Alzheimer: a frequência desta doença cerebral incurável, que afeta sobretudo as pessoas mais idosas, pode ser menor que a prevista, e seu risco cairia com o adiamento da aposentadoria, revelam estudos.

    Melhor ainda, as pessoas com mais de 90 anos estariam inclusive mais alertas mentalmente que os nonagenários de há 10 anos, indica um estudo realizado há pouco tempo por pesquisadores da Dinamarca.

    Embora ainda não exista um tratamento eficaz para curar ou atrasar o Alzheimer – uma doença neurodegenerativa que provoca perda de memória, diminuição das funções cerebrais e até modificação da personalidade -, estas pesquisas trazem agora novas esperanças.

    Segundo um estudo britânico publicado na revista científica “The Lancet”, a porcentagem de pessoas de 65 anos ou mais velhas que sofrem de Alzheimer baixou na Grã-Bretanha quase 25% em um período de 20 anos, passando de 8,3% para 6,5%.

    Os pesquisadores, dirigidos pela doutora Carol Brayne, do Instituto de Saúde Pública da Universidade de Cambridge, compararam dois grupos de 7.000 pessoas nas mesmas regiões da Inglaterra e de Gales. O primeiro estudo foi realizado no início dos anos 1990 e o segundo entre 2008 e 2011.

    Com base nas estatísticas obtidas nos dois estudos, os especialistas concluíram que o número de pessoas com mal de Alzheimer na Grã-Bretanha chegou a 884.000 em 2008, mas caiu a 670.000 em 2011.

    Os números geraram otimismo ao sugerir que 114 mil pessoas a menos estariam sofrendo esta terrível doença no Reino Unido.

    A notícia é importante e vai contra uma série de projeções atuais: a maioria dos governos europeus se prepara para elaborar programas específicos contra o Alzheimer baseados em projeções que sugerem uma forte alta do número de doentes.

    Segundo estimativas fornecidas em março pelos protagonistas de um projeto europeu de cooperação sobre o mal de Alzheimer, mais de 10 milhões de pessoas com mais de 65 anos podem sofrer de Alzheimer em 2040 na Europa, contra 6,3 milhões em 2011.

    Outra boa notícia vem de estudos que apontam que adiar a data da aposentadoria contribuiria para atrasar o Alzheimer.

    Esta é a conclusão de um estudo realizado pelo Instituto Francês de Saúde e Pesquisa Médica (Inserm), cujos resultados preliminares foram apresentados nesta semana em Boston, no nordeste dos Estados Unidos, durante a Conferência da Associação Internacional do Alzheimer.

    Este estudo, realizado com 429 mil pessoas, concluiu que cada ano adicional de trabalho depois de completar os 60 anos reduziria em quase 3% o risco de sofrer desta doença cerebral irreversível, que destrói progressivamente a memória e as habilidades cognitivas.

    “Nossos dados demonstram que uma idade tardia de aposentadoria está associada a uma diminuição altamente significativa do risco de demência”, ressaltou Carole Dufouil, que dirigiu o estudo do Inserm.

    Estudos epidemiológicos anteriores demonstraram que pessoas que têm um nível avançado de estudo ou de atividades estimulantes no plano cognitivo têm menor risco de desenvolver o mal de Alzheimer.

    “A hipótese levantada com mais frequência é a de que os estímulos (intelectuais) contribuiriam para preservar a reserva cognitiva, atrasando, assim, as consequências clínicas de anomalias cerebrais”, explicou a pesquisadora francesa.

    Além da estimulação cognitiva, a atividade profissional permite manter uma rede social, fator também associado por certos estudos a 'um menor risco de demência', completou a pesquisadora.

    Fonte: Bem Estar

  • ” cromossomo que causa síndrome de Down

    ” cromossomo que causa síndrome de Down

    Resultado foi obtido em cultura de células-tronco, informa a 'Nature'.

    Método pode ajudar pesquisa de formas de tratamento para sintomas.

     

    Em pesquisa publicada na “Nature”, nesta quarta-feira (17), cientistas afirmam ter encontrado uma maneira de “silenciar” o cromossomo que provoca a síndrome de Down.

    Jeanne Lawrence e seus colegas da Escola Médica da Universidade de Massachusetts usaram uma enzima para introduzir um gene RNA chamado XIST em células-tronco derivadas de pessoas portadoras da síndrome.

    O procedimento foi feito numa cultura de células, em laboratório, e não em pessoas. O XIST “encobriu” o terceiro exemplar do cromossomo 21, cuja existência origina a síndrome de Down, fazendo com que seus genes deixassem de atuar. A existência de três cromossomos 21 caracteriza síndrome, também conhecida como “trissomia do cromossomo 21”.

    Ao comparar células com e sem o cromossomo “silenciado”, os autores da pesquisa  observaram que o XIST ajudou a corrigir padrões incomuns de crescimento e diferenciação observados nas células que têm Down.

    Esse método pode ajudar a definir as mudanças moleculares envolvidas na síndrome. A pesquisa se baseou em um fenômeno ocorre naturalmente: durante o desenvolvimento do bebê, o XIST “desliga” um dos dois cromossomos X presentes em embriões femininos, garantindo que as meninas não tenham uma “dose dupla” da ação desses cromossomos.

    A equipe de Lawrence entrelaçou o XIST sobre uma das três cópias do cromossomo 21 em células de pessoa com Down. Eles também criaram uma “chave” genética que lhes permite ligar e desligar o XIST por meio da aplicação de um antibiótico. Com isso, conseguiram neutralizar a expressão dos genes que se consideram ser causadores de problemas de desenvolvimento associados com a síndrome.

    Como os cientistas usaram células-tronco pluripotentes, ou seja, que podem se transformar em células de diversos tecidos do corpo, os autores esperam que futuramente serão capazes de estudar em nível celular como a síndrome de Down se manifesta em cada parte do corpo.

    Com isso, o estudo pode contribuir para o desenvolvimento de tratamentos para os diferentes sintomas degenerativos da síndrome. Um problema da técnica apresentada é que o XIST não silencia por completo o cromossomo 21. Isso pode comprometer os resultados dos estudos que comparam células com e sem o gene “silenciador” ativado.

    Fonte: Bem Estar