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  • Bactéria presente no muco vaginal pode barrar o HIV, sugere estudo

    Bactéria presente no muco vaginal pode barrar o HIV, sugere estudo

    Um determinado tipo de bactéria presente no muco vaginal pode tornar certas mulheres mais resistentes à infecção pelo HIV, o vírus da Aids. É o que mostra um estudo publicado na mBio, periódico on-line da Sociedade Americana de Microbiologia.
     
    O muco da vagina e do colo do útero pode agir como uma barreira contra micro-organismos causadores de doenças. Segundo pesquisadores da Universidade da Carolina do Norte, uma espécie particular de bactéria, chamada de Lactobacillus crispatus, seria capaz de exercer uma espécie de barreira contra o HIV.
     
    Eles chegaram à conclusão após analisar amostras de mucos de 31 mulheres em idade reprodutiva. Em laboratório, ficou claro que a presença desse tipo específico de bactéria fazia com que o muco “prendesse” as partículas de HIV. Os pesquisadores não sabem, ainda, como é possível aumentar a população desse micro-organismo na vagina das mulheres. As informações são do site ScienceDaily.
     
    Trata-se de um estudo pequeno, feito somente em laboratório, mas a descoberta pode abrir caminho para novas formas de reduzir o risco ou mesmo bloquear a transmissão vaginal do HIV. O que se tem certeza, até agora, é que determinadas DSTs, como a vaginose provocada pela Gardnerella vaginalis, podem facilitar a infecção pelo HIV. Portanto, evitar essas doenças também é uma maneira de se proteger contra o vírus da Aids.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Um novo arsenal contra a enxaqueca

    Um novo arsenal contra a enxaqueca

    A origem da dor de cabeça relacionada a crises de enxaqueca intriga cientistas. A linha de estudo mais forte é de que o problema viria de fontes externas ao cérebro. Agora, um grupo de cientistas ingleses e norte-americanos, após experimentos com ratos, defende exatamente o contrário. Segundo eles, o peptídeo PACAP-38 gera uma atividade cerebral que desencadeia a dor. Os achados foram publicados na edição de hoje da revista Science Translational Medicine e podem ser uma promessa de novas e mais eficientes estratégias de tratamento.
     
    “Trabalhos passados demonstraram que essa biomolécula está envolvida nessa doença, mas queríamos também determinar como ela causa os ataques e onde esse evento ocorre no cérebro”, explicou ao Correio Simon Akerman, um dos autores do estudo, neurologista e pesquisador da Universidade de Nova York. No experimento, os cientistas induziram o cérebro dos animais a terem reações semelhantes às da enxaqueca em humanos com o auxílio de uma onda de ativação neuroquímica. “Vimos que esse peptídeo provoca a sensibilização de neurônios que transmitem toda a informação sensorial da cabeça e do rosto, causando, assim, uma hipersensibilidade que está relacionada neuralmente aos sintomas da enxaqueca”, explica Akerman.
     
    Os investigadores também descobriram a localização no cérebro em que a enxaqueca é desencadeada. O experimento mostrou que os espasmos tinham como origem o córtex central, área mais acima do cérebro. Abouch Krymchantowski, neurologista especializado em dor de cabeça e médico do Centro de Avaliação e Tratamento da Dor de Cabeça (RJ), explica que os dados se somam estudos similares que mudam a concepção sobre um problema que atinge de 10% a 15% da população mundial, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).
     
    “Por muito tempo, tentamos entender onde inicia o processo da crise da enxaqueca, que inclui essa sensibilização, mas a dúvida era se ela começava realmente no tronco central, como trabalhos anteriores mostravam. Esse estudo e outros que têm surgido atualmente mostram que não, que esse processo teria início no córtex central. Por isso, nunca se conseguiu evidenciar a enxaqueca em animais, eles não têm a parte superior do cérebro”, explica o especialista.
     
    Fim da crise
     
    No experimento, os pesquisadores norte-americanos e ingleses também testaram anular o efeito do PACAP-38 com um composto que inibiu a ação de PAC-1, um receptor do peptídeo. A estratégia deu certo e, após essa intervenção, a reação de dor foi cessada. Por causa desse resultado, a equipe acredita que novas estratégias de tratamento que tenham como alvo a área do córtex cerebral e o combate ao efeito do PACAP-38 possam ser mais eficientes contra a enxaqueca. “Isso nos sugere que o desenvolvimento de medicamentos que sigam esse modelo poderiam modular de forma mais eficiente o processamento da dor da enxaqueca”, destaca Akerman.
     
    Mario Peres, neurologista do Hospital Albert Einstein de São Paulo, explica que a dor causada pela enxaqueca tem vários elementos desencadeantes. “Eles fazem com que o cérebro ‘transborde’, gerando assim o disparo da dor. A pesquisa é interessante e tem um papel importante na área porque acrescenta um novo elemento para se entender como essa dor da enxaqueca funciona”, avalia.
     
    Krymchantowski, no entanto, pondera que ainda falta muita investigação e pesquisa para que novas estratégias de combate a dor causada pela enxaqueca surjam, já que a enfermidade é um problema de saúde complexo. “Trata-se de uma doença genética que envolve vários peptídeos. Uma droga só não vai curar nem resolver o problema. Hoje, a opção mais eficaz é a combinação de medicamentos ”, destaca.
     
    O especialista também ressalta que o resultado obtido no experimento com ratos pode não se repetir em humanos.
     
    Para saber mais
     
    Mais comum em mulheres
     
    De acordo com dados da Sociedade Brasileira de Cefaleia, a enxaqueca é uma doença que afeta 15% da população brasileira e tem vários fatores desencadeantes, como preocupação excessiva, ansiedade, estresse, jejum, nortes maldormidas e ciclo hormonal. Conforme o Manaul Merck de Informação Médica, a dor de cabeça latejante é três vezes mais frequente nas mulheres, tende a aparecer em pessoas com idade entre 10 e 40 anos e ficar menos intensa ou desaparecer a partir dos 50. Ainda não se sabe porque as mulheres têm mais enxaquecas que os homens, mas especialistas desconfiam que o problema esteja relacionada ao hormônio feminino. Para evitar as crises, os médicos recomendam realizar exercícios físicos regularmente, dormir e se alimentar bem.
     
    Fonte: Correio Braziliense
  • Trio que estudou reparo do DNA recebe Nobel

    Trio que estudou reparo do DNA recebe Nobel

    O Prêmio Nobel de Química de 2015 foi concedido ao sueco Tomas Lindahl, 77, ao americano Paul Modrich, 69, e ao turco Aziz Sancar, 69, por terem mapeado e explicado como a célula repara o DNA.
     
    O anúncio foi feito nesta quarta (7) pela Academia Real de Ciências da Suécia, em Estocolmo.
     
    O trio, trabalhando separadamente, abriu a “caixa de ferramentas” das células e descobriu quais mecanismos ela usam para reparar os erros que aparecem ao DNA ao longo do ciclo celular, preservando a informação genética.
     
    Os mecanismos descritos envolvem enzimas que identificam falhas, removem sequências erradas e colocam as certas no lugar. Se eles falham, a informação genética muda rapidamente e o risco de desenvolver câncer aumenta. Essa instabilidade genética faz com que o DNA das células cancerígenas seja muito instável e resistente aos tratamentos.
     
    Os mecanismos descobertos pelos cientistas são tão amplos que mesmo células cancerígenas dependem deles. Se eles estivessem desligados, o DNA de tais células seria muito danificado –e elas acabariam morrendo.
     
    Ou seja, impedir que o reparo de DNA aconteça de ser inclusive uma arma para pesquisar novas drogas contra o câncer.
     
    “É importante para o tratamento e prevenção do câncer. É por isso que fui premiado”, disse Sancar à agência de notícias Reuters.
     
    EXCISÃO
     
    Toda a informação genética para o desenvolvimento e funcionamento dos seres vivos está contida nas moléculas de DNA, formadas quando o espermatozóide fecunda o óvulo e forma uma única célula, chamada zigoto.
     
    Durante o desenvolvimento, essa única célula vai se dividir, formando duas novas células. A cada divisão, porém, o material genético das novas células é semelhante ao original.
     
    É aí que reside a mágica, porque a divisão celular está sujeita a erros aleatórios e ações de agentes mutacionais como a radiação ultravioleta.
     
    Lindahl descobriu a chamada “reparação por excisão de base”, mecanismo no qual enzimas reconhecem algum erro na cópia das bases nitrogenadas, as letras pelas quais o DNA é escrito, especificamente durante o ciclo celular. Essas enzimas removem a base que foi pareada por engano.
     
    O processo, porém, não dava conta de explicar como as células conseguiam proteger seu DNA de ataques externos, como o da radiação ultravioleta.
     
    Sancar descobriu o “reparo por excisão de nucleotídeo”, mecanismo no qual enzimas identificam e reparam na molécula de DNA algum erro causado por ação da radiação ultravioleta ou outras substâncias cancerígenas, como aquelas presentes na fumaça do cigarro.
     
    Indivíduos com defeitos congênitos nesse mecanismo são muito sensíveis à radiação ultravioleta e suscetíveis ao câncer de pele por exposição ao Sol.
     
    Modrich, por fim, descobriu um mecanismo no qual enzimas detectam um tipo específico de erro de cópia do DNA que ocorre durante a replicação do material genético para a divisão celular. Ele foi batizado de “reparo de pareamentos errados”.
     
    Atualmente, sabe-se que um em cada mil erros que ocorrem durante a replicação de DNA humano é corrigido pelo “reparo de pareamentos errados”, mas ainda restam dúvidas sobre como a célula consegue identificar qual das duas fitas do DNA é correta e deve servir de modelo.
     
    Defeitos no sistema de reparo de pareamentos errados aumentam o risco de desenvolver câncer de cólon hereditário, por exemplo.
     
    Os cientistas dividirão um prêmio de 8 milhões de coroas suecas, que equivalem a R$ 3,8 milhões. O dinheiro provém de um fundo deixado pelo patrono do prêmio, Alfred Nobel (1833-1896), inventor da dinamite. Os prêmios são distribuídos desde 1901.
     
    Fonte: Folha de S.Paulo
  • Cientistas absolvem a terapia de hormônio

    Cientistas absolvem a terapia de hormônio

    Prescrita para aliviar os sintomas da diminuição da produção do hormônio masculino, a reposição de testosterona, assim como a terapia similar nas mulheres, intriga médicos e pacientes sobre uma possível relação com o desenvolvimento de cânceres. Em estudo inédito, cientistas dos Estados Unidos descartam o temido efeito adverso. Segundo eles, a terapia ao longo de cinco anos não está associada ao desenvolvimento de tumor agressivo na próstata.
     
    Divulgado na edição mais recente do Journal of Urology, o estudo levou em conta dados de 52.579 homens que haviam sido diagnosticados com câncer de próstata entre janeiro de 2001 e dezembro de 2006. Cinco anos antes da descoberta da doença, apenas 1% deles, 574, tinha histórico de reposição de testosterona. Além da baixa representatividade do tratamento entre os pacientes analisados, os cientistas consideraram a idade, a etnia e o estado civil dos adeptos e não adeptos da reposição hormonal.
     
    “Dado o crescimento lento de desenvolvimento do câncer de próstata, essa investigação oferece novas e importantes informações para médicos, pacientes e público em geral”, disse o principal autor, Jacques Baillargeon, professor do Departamento de Medicina Preventiva e Saúde da Comunidade da Universidade do Texas Medical Branch.
     
    Segundo o Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca), a grande maioria dos tumores na glândula masculina cresce de forma tão lenta que não chega a dar sinais durante a vida nem a ameaçar a saúde do homem. Em média, leva cerca de 15 anos para atingir 1 centímetro cúbico. A falta de uma postura preventiva, porém, faz com que esse tipo de carcinoma seja geralmente identificado quando está mais avançado. A instituição estima que, no ano passado, foram descobertos no país 68.800 casos.
     
    Terceira idade
     
    De acordo com a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, a baixa na produção de testosterona acomete 15% dos homens com idade entre 50 e 60 anos, e chega a mais de 50% quando eles têm mais de 80. Feita por gel, adesivos cutâneos ou injeções, a terapia de reposição não é indicada quando há suspeita ou confirmação de câncer de próstata. Se feita sob orientação médica, surte benefícios como melhora da libido, perda de peso e aumento da densidade óssea.
     
    Para Baillargeon, os resultados do estudo reforçam as vantagens do tratamento. “Os achados oferecem informações importantes sobre a avaliação risco/benefício para os homens com deficiência de testosterona que estão considerando o tratamento”, justifica. Estudos longitudinais têm demonstrado que não há aumento no risco de incidência de câncer de próstata associado ao uso de testosterona. Não havia ainda uma sondagem de base populacional que considerasse além de um ano de tratamento. Os cientistas liderados por Baillargeon também não constataram vínculo entre a quantidade de hormônio recebida pelos pacientes e o surgimento do carcinoma.
     
    Para saber mais
     
    Coágulos descartados
     
    Um estudo também conduzido por Jacques Baillargeon mostrou que a reposição de testosterona não tem ligação com a formação de cóagulos sanguíneos nas veias. Nesse caso, o professor da Universidade do Texas Medical Branch considerou dados de 30.572 homens com, no mínimo, 40 anos e vítimas de tromboembolismo venoso (TEV). Não houve diferenças de risco aumentado de TEV entre os homens que receberam a terapia hormonal 15, 30 ou 60 dias antes da ocorrência do problema circulatório.
     
    O estudo considerou diferentes vias de reposição — cremes, emplastros transdérmicos e injeções intramusculares. Nenhuma delas foi associada a um aumento das chances de TEV. Os resultados foram publicados em julho no Mayo Clinic Proceedings. À época, Baillargeon ressaltou que há complicações atreladas ao tratamento que precisam ser ainda mais estudadas. “É importante reconhecer que existem riscos claros para não receber a terapia de testosterona, incluindo osteoporose, disfunção sexual, aumento da quantidade de tecido adiposo, redução da massa muscular magra, possível síndrome metabólica e doença cardiovascular “, disse.
     
    Fonte: Correio Braziliense
  • Planos de saúde no Brasil têm taxa de cesariana de até 99%

    Planos de saúde no Brasil têm taxa de cesariana de até 99%

    São Paulo – Algumas operadoras de saúde fazem até 99% dos partos de suas pacientes por meio de cesariana, revela levantamento do Estado com base em dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que só 15% dos nascimentos ocorram por cirurgia. No Brasil, a taxa geral de cesáreas é de cerca de 50%, mas supera os 80% na rede privada.
     
    A taxa de parto cesáreo é um dos indicadores usados pela ANS para medir a qualidade dos planos de saúde. Levantamento mais recente, referente ao ano de 2014, mostra que das 387 operadoras que informaram seus dados, 222 tiveram taxa de cesárea superior a 90%. Cinco delas tiveram 99% dos bebês nascidos pela via cirúrgica. Só cinco tiveram proporção de cesarianas inferior a 50%.
     
    O cenário é parecido nas empresas de grande porte, com mais de 100 mil beneficiários. São 68 operadoras, das quais 33 fizeram mais de 90% dos partos por meio de cesariana. O índice máximo no grupo foi de 98%.
     
    Diretora de desenvolvimento setorial da ANS, Martha Oliveira afirma que as altas taxas de cesárea nos planos de saúde “são extremamente preocupantes” e vêm sendo discutidas pela agência desde 2004. “As explicações sobre possíveis causas para taxas tão elevadas são diversas. Há estudos que apontam como motivos o melhor controle da agenda do médico e do estabelecimento de saúde, a preferência da mulher, por considerar que será um parto sem dor e a certeza da existência de leito no dia e horário definidos, entre outros”, diz a diretora.
     
    “Independentemente dos motivos, entendemos que o parto é uma questão de saúde e que as cesáreas só devem ser feitas nos casos em que houver necessidade, de acordo com indicação médica”, completa.
     
    Neste ano, a ANS e o Ministério da Saúde iniciaram o projeto Parto Adequado, que tem como objetivo promover o parto normal e evitar cesarianas desnecessárias. Segundo a agência, os 40 hospitais que participam da fase piloto do projeto estão desenvolvendo estratégias para reorganizar o modelo do parto e melhorar a qualidade da assistência à gestante.
     
    A diretora diz que as operadoras de saúde estão participando da iniciativa. Em julho, 31 empresas assinaram um termo de cooperação com a ANS se comprometendo a participar do projeto Parto Adequado. Os primeiros resultados da ação serão divulgados neste mês.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Descaso com vacina faz doenças ressurgirem no Brasil

    Descaso com vacina faz doenças ressurgirem no Brasil

    Motivo de pânico no passado, sarampo, caxumba e coqueluche foram praticamente eliminadas no Brasil graças à introdução de vacinas, mas, agora, voltam a preocupar médicos e autoridades sanitárias. Com o baixo número de casos observados na última década, a ameaça ficou imperceptível, o que levou ao relaxamento de pais em relação à vacinação dos filhos.
     
    Nos últimos anos, o Ministério da Saúde tem observado redução nos índices de cobertura vacinais de alguns imunizantes. Embora a queda seja pequena, ela já resulta na alta no número de casos de doenças até então consideradas controladas.
     
    Segundo dados da pasta, a incidência de coqueluche aumentou dez vezes em apenas três anos, casos de caxumba têm se tornado mais frequentes em Estados como São Paulo e Rio e um surto de sarampo acaba de atingir o Nordeste — o Brasil estava havia 12 anos livre da transmissão interna do vírus.
     
    “É um engano os pais acharem que a criança não precisa da vacina porque a doença não é mais circulante. Com os deslocamentos de turistas e viagens dos próprios brasileiros, é possível ter contato com as doenças. Foi o que aconteceu no surto de sarampo no Ceará e em Pernambuco. O vírus foi provavelmente trazido por uma pessoa que viajou à Europa”, diz Carla Domingues, coordenadora do Programa Nacional de Imunizações (PNI) do governo.
     
    Desde 2000, o Brasil não registrava casos de sarampo autóctones (quando a contaminação acontece dentro do país). Em 2013, houve surto nos dois Estados do Nordeste, o que fez o Brasil passar de dois casos em 2012 para 732 em 2014. A situação foi considerada controlada pela pasta há apenas dez dias.
     
    Mais gastos
     
    Segundo Carla, se houver o relaxamento na vacinação, o esforço e os gastos para interromper a transmissão serão muito maiores. “O sarampo é grave e pode causar surdez, cegueira, complicações respiratórias e até a morte. As doenças que antes eram vistas como de criança hoje podem se tornar um grande problema de saúde pública para o adulto.”
     
    Caxumba e sarampo são prevenidos pela mesma vacina, a tríplice viral, que ainda dá imunidade contra rubéola. Embora a cobertura vacinal da primeira dose, administrada aos 12 meses de idade, seja alta, metade das crianças não toma a segunda, afirma a coordenadora do PNI. “Na tríplice viral, o componente que protege contra a caxumba é o que tem menor eficácia. Esses jovens que estão contraindo caxumba em São Paulo, no Rio e em outros Estados provavelmente não tomaram a segunda dose.”
     
    O ministério não tem dados nacionais, mas informações da secretaria estadual mostram que o Rio registrou até agosto 1.241 casos de caxumba, mais do que o dobro do número de todo o ano passado, quando 561 pessoas ficaram doentes. Em São Paulo, os primeiros oito meses do ano já acumulam quase o mesmo número de casos que todo o ano de 2014: 106 contra 118.
     
    Explosão
     
    Mas o fenômeno que mais preocupa é a explosão de casos da coqueluche. Não por acaso, o crescimento de doentes acontece paralelamente à queda da cobertura da vacina pentavalente, que garante imunidade contra coqueluche, difteria, tétano, meningite e hepatite B. Entre 2010 e 2013, o número de infectados subiu de 605 para 6.368 e as mortes passaram de 18 para 109. No mesmo período, a cobertura vacinal caiu de 97,6% para 94,5%.
     
    A maioria das vítimas tem menos de 1 ano de idade — elas não estão completamente protegidas, pois o esquema vacinal em três doses é finalizado aos 6 meses. Como o adulto pode ter a doença sem sintomas, muitas vezes são os pais que, sem saber, transmitem a bactéria. “O adulto perde a imunidade com o tempo e pode disseminar a doença sem perceber. A estratégia do ministério foi vacinar a gestante para que o bebê já nasça com imunidade, mas a adesão das mulheres é muito baixa”, diz Jacy Andrade, professora de Infectologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). (As informações são do jornal O Estado de S. Paulo)
     
    Fonte: Uol Saúde
  • O BRASIL NA ROTA DOS REMÉDIOS FALSIFICADOS

    O BRASIL NA ROTA DOS REMÉDIOS FALSIFICADOS

    Um relatório divulgado recentemente pela Organização Mundial de Saúde (OMS) emitiu mais um ruidoso sinal de alerta sobre a debilitada saúde do País. Segundo o documento, 19% dos remédios comercializados por aqui são ilegais. A estimativa é que se vendam vinte medicamentos falsos em cada lote de 100. Eles são vendidos em feiras, bancas de ambulantes, pela internet e, inclusive, nas farmácias. E chegam ao Brasil vindos do Paraguai, China e índia. Podem vir prontos para o consumo ou ainda na matéria-prima (o chamado princípio ativo) – que é manipulada em estabelecimentos clandestinos, sem a menor condição de higiene e geralmente elaborada na dose errada.
     
    As conseqüências das ações dessa máfia bilionária são nefastas. De acordo com os pesquisadores da OMS, a pirataria de substâncias matou cerca de 700 mil pessoas no mundo em 2014 – não há dados específicos para o Brasil. É um problema que aflige governos e fabricantes no mundo todo, principalmente em período de crise econômica. “Como é mais barato, as pessoas acham que estão fazendo um bom negócio ao comprar medicamentos falsos. Não estão. As mortes estão aí para comprovar”, diz Edson Vismona, do Conselho Nacional de Combate à Pirataria. “É uma burrice consumir remédios ilegais”, afirma Anthony Wong, diretor médico do Centro de Assistência Toxicológica do Hospital das Clínicas de São Paulo. “Esse é um problema mundial de saúde, incluindo Estados Unidos e Europa, onde a vigilância é muito maior do que aqui.”
     
    Existem três princípios determinantes para o sucesso da indústria de medicamentos falsos: mercado, preço e fiscalização falha. As estatísticas sobre o tamanho desse comércio clandestino mostram que, na última década, a falsificação e comercialização aumentaram 800%. Atualmente, o negócio, que rendeu US$ 200 bilhões em 2014, cresce 13% ao ano. “Às vezes ele é mais rentável do que o tráfico de entorpecentes”, afirma o delegado da polícia federal de São Paulo André Luiz Pre-viato Kodkaoglanian. “São quadrilhas ligadas diretamente às organizações criminosas internacionais.”
     
    Existem cerca de 500 versões de medicamentos piratas em circulação, segundo o documento da OMS. Entre os principais produtos falsificados vendidos no País, segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), estão os hormônios anabolizantes, os medicamentos para disfunção erétil e os remédios para emagrecer. Mas também circulam fármacos falsos para o coração, hipertensão, malária e antibióticos. A PF explica que a entrada aqui pode se dar de duas formas. A primeira é o contrabando de remédios prontos para o consumo, que chegam pelo Paraguai e são entregues pelos Correios. Um técnico da Anvisa ouvido por ISTOÉ admitiu que os Correios são a porta de entrada e saída do comércio de medicamentos ilegais no Brasil. Segundo o funcionário, o sistema de triagem, principalmente, nas agências terceirizadas, é inoperante. Procurados, os Correios não quiseram falar sobre o assunto.
     
    Outra estratégia é a venda direta da matéria-prima para a fabricação dos produtos nos laboratórios clandestinos. Esses materiais chegam da China e da índia e desembarcam no Aeroporto de Guarulhos, região metropolitana de São Paulo. “Muitos são fabricados em locais clandestinos, sem nenhum controle higiênico e, principalmente, sem o principio ativo na dose certa”, afirma o delegado da Polícia Federal André Kodkaoglanian. Anthony Wong explica que o medicamento falsificado pode ser tóxico, não conter a substância ativa ou não ser fabricado com as regras necessárias. “Alguns remédios contêm apenas a cota mínima do medicamento. Se for de quantidade inferior, não faz efeito. Se for de má qualidade, pode até matar”, afirma Wong. Essa indústria da fraude começa a ser atacada no Brasil. Com atraso de três anos, deve ser promulgada em dezembro a lei que obriga a rastreabilidade dos remédios. A primeira etapa da legislação (RDC 54/2013) prevê a implantação nos próximos três meses de um sistema de acompanhamento digital do caminho que os remédios fazem desde a fabricação até o consumidor final. “Hoje, o controle é completamente falho e sujeito a fraudes”, diz Alejandra Saavedra, do Conselho Federal de Farmácia (CFF). “Investimos mais de R$ 300 milhões em equipamentos para atender à lei. Faltam apenas pequenos detalhes normativos”, diz o representante da Interfarma, Marcelo Liebhardt, que representa as maiores empresas do setor de produção de remédios. De acordo com a legislação, o consumidor final de remédios saberá por meio de um código de barras impresso nas caixas dos produtos farmacêuticos a procedência de todos os medicamentos sujeitos ao registro na Anvisa, inclusive amostras grátis. 
     
    Fonte: IstoÉ
     
  • Presidente do CFF fala, na Alemanha, sobre avanços da Farmácia no Brasil

    Presidente do CFF fala, na Alemanha, sobre avanços da Farmácia no Brasil

    A Federação Farmacêutica Internacional (FIP) realiza de 29 de setembro a 3 de outubro, em Düsseldorf, Alemanha, o seu 75º congresso. Nesse ano, o Brasil teve um espaço diferenciado no evento. Em razão dos avanços obtidos nos últimos anos, o presidente do Conselho Federal de Farmácia (CFF), Walter Jorge João, foi convidado pela FIP a proferir palestra sobre as estratégias utilizadas pela Farmácia brasileira para o alcance das mudanças que têm sido observadas no país. Ele falou nesta manhã de 1° de outubro.
     
    O objetivo foi relatar quais as estratégias utilizadas pelo CFF que resultaram na regulamentação das atribuições clínicas do farmacêutico; na regulação da prescrição farmacêutica e na aprovação da Lei nº 13.021/14, além de abordar alguns desdobramentos desse processo.
     
    Walter Jorge João demonstrou que o processo de mudança, coordenado pelo CFF, iniciou-se em 2012. “Não foi fácil. Tivemos, inclusive, enfrentamentos judiciais decorrentes do questionamento da legalidade das normativas do Conselho. Mas vencemos em todas as instâncias até agora, e o que se vê é a consolidação cada vez maior da imagem do farmacêutico como profissional da saúde, envolvido no cuidado ao paciente. E, ainda, a ampliação da inserção deste nas equipes de saúde”, destacou o presidente do CFF.
     
    Estiveram presentes representantes da American Pharmacists Association (APhA); American Society of Health-System Pharmacists (ASHP); Federación Farmacéutica Sudamericana (Fefas) e Foro Farmacéutico de las Americas (FFA), além de farmacêuticos brasileiros, canadenses, mexicanos, argentinos, paraguaios, espanhóis, portugueses, entre outros.
     
    O representante da APhA, Thomas Menighan, ao final da apresentação do presidente do CFF, destacou que o Brasil está perfeitamente alinhado com os Estados Unidos, tendo interesses e perspectivas em comum, e que, portanto, há o que ensinar e aprender entre ambos os países. Salientou que, nos Estados Unidos, o processo de prestação de serviços pelo farmacêutico teve inicio com a imunização, o que favoreceu sua identificação pela população.
     
    “Para mim, foi gratificante poder compartilhar nossa experiência, principalmente com os líderes de países que nos inspiraram nesse processo de mudança. Além disso, essa ocasião possibilitou a aproximação com essas entidades para efetivar futuras parcerias”, destacou Walter Jorge João.
     
    O tema do congresso da FIP este ano é “Better practice – Science based, evidence driven”. Cerca de 3 mil profissionais participam do congresso, desde o desenvolvimento e modos de distribuição de novos medicamentos, modelos de prática de farmácia até políticas que afetam a saúde, a força de trabalho e o acesso à saúde.
     
    Reunião do Conselho da FIP – além da atividade de hoje, o presidente do CFF, enquanto representante do Brasil, participou de reunião do Conselho da FIP, nos dias 28 e 29 de setembro, onde foram tratados assuntos técnicos, políticos e administrativos da Federação Farmacêutica Internacional.
     
    Fonte: Comunicação do CFF
     
  • Teste da glicemia capilar é importante para o tratamento de pacientes diabéticos; saiba mais

    Teste da glicemia capilar é importante para o tratamento de pacientes diabéticos; saiba mais

    Pessoas com diabetes podem controlar sua glicemia em casa com a automonitorização glicêmica. Os exames de laboratório devem ser feitos regularmente, mas são os resultados colhidos em casa que permitem o ajuste do tratamento, verificando a variação do diabetes de um dia para o outro e em diferentes situações.
     
    O teste de glicemia capilar – o teste da “gotinha” ou “ponta de dedo”- permite acompanhar os níveis de glicemia no sangue durante o dia, avaliando a eficiência da dieta, da medicação oral e da administração da medicação. É também por meio desses resultados que o médico consegue avaliar a saúde do paciente e indicar a melhor conduta.
     
    Valores recomendados pela Associação Americana de Diabetes (ADA):
    • Glicemia em jejum: 70 a 99 mg/dL. 
    • Glicemia pós-prandial até 2 horas após alimentação: 70 a 140 mg/dL.
     
    Algumas recomendações importantes:
     
    A frequência do perfil glicêmico – o conjunto de glicemias capilares realizadas num dia – depende do objetivo desejado, do controle emocional para realizar vários testes, da condição socioeconômica e dos medicamentos utilizados. Em outras, palavras, cada paciente deve ter suas metas individuais.
     
    No caso de pacientes com diabetes tipo 1 e às vezes tipo 2, o teste deve ser feito em jejum, antes da alimentação, antes e após o exercício físico, quando há suspeita de hipoglicemia ou hiperglicemia, nas doenças intercorrentes (infecções, vômitos, diarreia) e para ajustes de doses medicamentosas.
     
    Alguns pacientes com diabetes tipo 2 devem fazer a glicemia de jejum antes do jantar. Ao menos um dia por semana, devem fazer glicemia após o almoço e o jantar para verificar a absorção dos nutrientes e a necessidade de controle alimentar mais rigoroso.
     
    A glicemia capilar deve ser realizada toda vez que houver suspeita de hipoglicemia e repetida sempre que os resultados estiverem fora dos objetivos determinados pelo médico. Anote os resultados de maneira organizada. Além dos resultados, anote também os acontecimentos importantes relacionados à glicemia obtida, tais como: sintomas de hipoglicemia, diminuição ou excessos alimentares, presença de infecção, quadros de vômitos e diarreia, atividade física não programada e uso de medicamentos. Essas informações são fundamentais para que o médico e outros profissionais possam monitorar o paciente e inserir alterações no tratamento para o bom controle glicêmico.
     
    Como evitar erros de leitura
     
    O glicosímetro é um aparelho preciso, os erros costumam acontecer devido a procedimentos incorretos, tais como:
     
    – Limpeza inadequada do aparelho.
    – Uso do glicosímetro ou da fita em temperaturas diferentes da temperatura ambiente.
    – Fitas fora do período de validade.
    – Glicosímetro não calibrado para a caixa de fitas em uso.
    – Gota de sangue muito pequena.
     
    Para não errar, peça ajuda ao seu médico ou educador em diabetes para manusear o aparelho corretamente.
     
    Fonte: StarBem.
  • RECADASTRAMENTO

    RECADASTRAMENTO

    É imprescindível que você mantenha seus dados sempre atualizados junto ao CRF-AL, para mantê-lo bem informado, com agilidade sobre os assuntos relacionados ao setor Farmacêutico como Cursos, Palestras, Seminários, Simpósios, Congressos, entre outras informações importantes. É uma ação que objetiva a melhoria da qualidade das informações, simplificando, agilizando e potencializando os instrumentos de gestão do Conselho Regional de Farmácia. 
     
    O recadastramento foi prorrogado, e deve ser feito na sede ou pelo site, até o dia 30/04/2015.

     
    Depois de encerrado o prazo, o farmacêutico que não se cadastrar fica impossibilitado de votar, gerando as situações decorrentes deste fato.
     
    Segue o link!