Author: admin

  • Remédio de artrite consegue dar cor às manchas do vitiligo

    Remédio de artrite consegue dar cor às manchas do vitiligo

    Um remédio para artrite reumatoide conseguiu repigmentar as manchas brancas de uma paciente com vitiligo. O feito foi descrito na revista científica “Jama Dermatology”, da Associação Médica Americana.
     
    O vitiligo é uma doença de pele que provoca perda da pigmentação. Os tratamentos atuais (cremes com esteroides e fototerapia) podem ser eficazes em alguns casos, mas não conseguem reverter a doença.
     
    Um remédio para artrite reumatoide conseguiu repigmentar as manchas brancas de uma paciente com vitiligo. O feito foi descrito na revista científica “Jama Dermatology”, da Associação Médica Americana.
     
    O vitiligo é uma doença de pele que provoca perda da pigmentação. Os tratamentos atuais (cremes com esteroides e fototerapia) podem ser eficazes em alguns casos, mas não conseguem reverter a doença.
     
    Fonte: Folha de São Paulo
  • SUS vai distribuir novos remédios para tratar hepatite C

    SUS vai distribuir novos remédios para tratar hepatite C

    O Sistema Único de Saúde (SUS) terá três novos medicamentos para o tratamento da hepatite viral C crônica. O uso do sofosbuvir, daclatasvir e simeprevir na rede pública está previsto em portaria da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos, do Ministério da Saúde, publicada na edição de hoje (23) do Diário Oficial da União.
     
    Na semana passada o ministério anunciou a previsão de incorporar os três medicamentos que aumentam as chances de cura e reduzem o tempo de tratamento. A adoção foi aprovada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS.
     
    O Ministério da Saúde informou que o novo tratamento tem taxa de cura de 90%, enquanto o usado, atualmente, tem eficácia de cura que varia entre 50% e 70%. Outra vantagem apontada é a diminuição do tempo da terapia, das atuais 48 semanas para de 12 semanas. Os medicamentos poderão ser usados por pacientes que acabaram de receber o diagnóstico de hepatite C e pelas pessoas que já completaram o tratamento atual, mas que não se curaram.
     
    Os medicamentos serão adquiridos de maneira centralizada pelo ministério para distribuição aos Estados. A previsão é que no primeiro ano de uso será adquirido o suficiente para o atendimento de 15 mil pacientes. A estimativa é que o valor da compra seja de R$ 500 milhões.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Problemas de saúde causados pelo uso de smartphone e como evitá-los

    Problemas de saúde causados pelo uso de smartphone e como evitá-los

    O celular é quase um companheiro inseparável, visto por muitos como um bem essencial no dia a dia –mas o que muitas pessoas não sabem é que o uso excessivo deles pode causar danos ao corpo humano.
     
    Se você sente constantes dores de cabeça, um couro cabeludo extremamente sensível ou um incômodo atrás de um olho, a culpa pode estar no uso indevido do smartphone.
     
    Especialistas dizem que são cada vez mais comuns os casos de “text neck” –”pescoço de SMS” em tradução livre–, dores na cabeça ligadas a tensões na nuca e no pescoço causadas pelo tempo inclinado em uma posição indevida para visualizar a tela do celular.
     
    Segundo a fisioterapeuta Priya Dasoju, “pescoço de SMS” também pode levar a dores no braço e no ombro. “O que estamos vendo são cefaleias cervicogênicas”, afirmou. Ela diz que o problema vem de tanto inclinar a cabeça para frente da tela do celular, e isso cria uma pressão intensa nas partes frontais e traseiras do pescoço.
     
    Esse problema pode se agravar e, em alguns casos, pode levar a uma condição conhecida como nevralgia occipital. É uma condição neurológica em que os nervos occipitais –que vão do topo da medula espinhal até o couro cabeludo – ficam inflamados ou lesionados. Ela pode ser confundida com dores de cabeça ou enxaqueca.
     
    “Cerca de 30% dos nossos pacientes que vemos têm nevralgia occipital”, disse a osteopata Lola Phillips. “Você tende a ter esse problema quando usa muito tablets, laptops ou smartphones. Você começa a sentir uma tensão na parte da frente do pescoço e uma fraqueza na parte de trás dele.”
     
    A dor pode ser intensa, como se o pescoço estivesse “queimando”, e começa na base da cabeça, se estendendo por toda a parte superior, no couro cabeludo. Geralmente, as dores começam na parte de trás da cabeça, no nervo occipital, mas às vezes elas ficam localizadas mais na parte da frente, acima dos olhos.
     
    'RAIOS DE DORES'
     
    Adam Clark Estes começou a sentir dores de cabeça alguns meses atrás. Segundo ele, a dor é intensa. “É como se fosse a dor de uma ressaca forte. Você sente a cabeça latejando.” Pacientes com problemas de nevralgia occipital relatam dores fortes de cabeça
     
    “Como se alguém tivesse me golpeado na cabeça com um cano de aço quente enviando raios de dores lancinantes no crânio”, conta.
     
    Você pode sentir a dor em um dos lados da cabeça ou nos dois, e até atrás dos olhos quando movimenta o pescoço. O conselho para curar o problema é mudar de postura na hora de mexer no celular –e evitar o uso excessivo dele.
     
    “Quem sofre disso deveria pensar em adotar posturas diferentes quando estiver usando o celular. Sentar na vertical, por exemplo, e levantar o celular ou usar um suporte para ele ficar em uma altura mais adequada”, explica a osteopata Lola Phillips. “É preciso ter mais disciplina com o uso do telefone também”, reitera.
     
    O tratamento inclui correção de postura, massagem e remédios anti-inflamatórios, mas em alguns casos é preciso tomar medidas mais drásticas. Adam Clark Estes teve que injetar um coquetel de esteroides e outros relaxantes nos nervos ao redor do seu pescoço.
     
    “Dói bastante. Acho que o médico me deu quase 20 injeções separadas e depois delas eu fiquei tão mole que achei que iria desmaiar.” “Depois de me recuperar, o médico me disse que me sentiria melhor em um dia – e melhorou mesmo”, conta.
     
    Médicos também podem receitar relaxantes musculares, antidepressivos. Especialistas dizem que a prevenção é a melhor opção. Diminuir o uso de smartphones ou então posicioná-los mais próximo da altura dos olhos são boas estratégias para evitar o problema.
     
    “Tente não manter a mesma postura por muito tempo”, disse a fisioterapeuta Priya Dasoju. “Coloque um lembrete no celular ou no computador para se certificar de que você não está na mesma posição por muitos minutos consecutivos.”
     
    Os médicos garantem que as condições causadas por uso excessivo de smartphones são apenas dolorosas, não fatais.
     
    Fonte: BBC Brasil
  • Vitaminas prometem mais saúde, mas especialistas contestam benefícios

    Vitaminas prometem mais saúde, mas especialistas contestam benefícios

    Não basta oferecer um abecedário de nutrientes. Os multivitamínicos agora prometem aumentar a imunidade, melhorar o funcionamento do intestino e dar mais disposição. Tudo isso graças a um coquetel que inclui, além de vitaminas e minerais, probióticos e antioxidantes.
     
    É o caso do Bion3, da Merck, que combina 20 nutrientes, como cálcio, com bactérias probióticas.
     
    “Ele melhora o sistema imunológico e dá mais energia porque auxilia na absorção de nutrientes”, diz Daniel Blumen, diretor de marketing da Merck Consumer Health.
     
    Segundo ele, desde fevereiro, quando começou a divulgação do produto no país, as vendas crescem 30% ao mês.
     
    O Bion3 não é o único da categoria “muito mais que um multivitamínico”. Na Europa e nos EUA, o suplemento Berocca, da Bayer, indicado para melhorar o desempenho mental e físico, faz sucesso até contra ressaca –embora o fabricante não recomende. A marca ainda não chegou ao Brasil.
     
    Por aqui, a linha Centrum, da Pfizer, já tem oito tipos de multivitamínico. Neste ano, a marca lançou duas fórmulas com antioxidantes para quem tem mais de 50 anos.
     
    “Se a pessoa não come seis porções de frutas e verduras por dia, precisa de um complemento”, diz Luiz Henrique Fernandes, diretor médico da Pfizer Consumer Healthcare.
     
    Foi o que levou o comerciante Paulo César Penido, 53, a tomar um desses produtos. “Eu me alimento bem, mas se faltar algum nutriente, a vitamina garante. E me dá um 'plus' de energia.”
     
    A mesma impressão tem Guilherme Moreira Bigardi, 32, supervisor de vendas. “Eu sempre ficava cansado. Com o multivitamínico melhorou bastante.” Mas ele admite que não foi um milagre, já que passou a se alimentar melhor e a fazer exercícios.
     
    CONTROVÉRSIAS
     
    Muitos especialistas têm ressalvas quanto à necessidade dos multivitamínicos.
     
    “Eles vendem uma imagem de salvação, de que com a vitamina você vai vencer o cansaço. Não é bem assim”, diz o nutrólogo Celso Cukier.
     
    “Para o metabolismo da energia precisamos de vitaminas do complexo B, mas são quantidades mínimas. Com alimentação normal você consegue o necessário.”
     
    Por “normal” ele quer dizer comer arroz, feijão, carne, frutas e legumes. A nutricionista Silvia Franciscato Cozzolino, professora da USP, indica de cinco a sete porções de frutas e vegetais por dia.
     
    De acordo com ela, a pessoa pode até sentir mais disposição quando tomar vitamina se tiver carência de nutrientes. O mesmo vale para a questão da imunidade.
     
    “Estudos já mostraram que probióticos podem ajudar nesse sentido. Nutrientes como o zinco também.”
     
    Mesmo assim, ela não recomenda o uso de suplementos sem indicação médica.
     
    “De qual mineral a pessoa tem carência? Em quais doses? Vitamina faz bem só para quem precisa”, afirma Durval Ribas Filho, nutrólogo.
     
    Como os multivitamínicos são complementares à alimentação, as doses são baixas e não representam riscos. Mas os suplementos para suprir carências de nutrientes específicos podem fazer mal.
     
    “Muita vitamina C pode levar à formação de cálculos renais, e o excesso de vitamina A ou E pode prejudicar o fígado”, diz Luciana Coppini, presidente da Associação Brasileira de Nutrição.
     
    De acordo com a nutricionista, grávidas, vegetarianos e idosos que não conseguem se alimentar bem precisam de suplementação. “Quem faz academia, não. Só se for atleta de elite.”.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Estudo realizado por hospital do Paraná produz novo medicamento para Artrite

    Estudo realizado por hospital do Paraná produz novo medicamento para Artrite

    Um estudo sobre artrite reumatoide foi realizado com a participação de pesquisador do Complexo Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná (CHC-UFPR), além de outros três centros de estudos do Brasil. Sebastião Cezar Radominski, chefe da especialidade de Reumatologia do CHC e professor da UFPR, vem pesquisando um novo medicamento para a Artrite Reumatoide no Centro de Estudos em Reumatologia desde 2005. 
     
    Segundo Radominski “a pesquisa desenvolveu um medicamento inovador, de uma nova classe terapêutica (anti-JAK3), o Tofacitinibe, que age bloqueando a sinalização para a inflamação agora dentro do núcleo das células, reduzindo a progressão da doença e impedindo a destruição articular. Cerca de 80 pacientes participaram dos estudos clínicos de fase II e III e a maioria se encontra ainda nos estudos de extensão a longo prazo, no centro de estudos”.
     
    Com perfil de segurança e eficácia semelhantes aos imunobiológicos, que são administrados de maneira injetável em instituições de saúde, esse novo fármaco é muito mais prático pois pode ser utilizado via oral, inclusive, tornando o procedimento economicamente muito mais viável.
     
    Após estudos de fase III, este novo fármaco já foi aprovado, em 2012, pelo FoodDrug Administration (FDA), do Estados Unidos, e, no fim de 2014, pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), do Brasil, estando disponível para uso no Brasil desde o início de maio deste ano de 2015 através de planos de saúde e vendas em farmácia sob prescrição médica.
     
    No momento aguarda incorporação na tabela do Sistema Único de Saúde (SUS) para uso em toda rede pública. A partir das pesquisas de Radominski, inclusive, o Ministério da Saúde já incorporou os medicamentos abatacepte, golimumabe, tocilizumabe e rituximabe contra a artrite reumatoide na tabela SUS em 2013.
     
    A Artrite reumatoide (AR)
     
    É uma doença crônica autoimune que leva à inflamação (artrite) e a destruição das articulações em médio e longo prazo. Esta doença, se não tratada em suas fases iniciais, pode acarretar deformidades irreversíveis, sendo uma das maiores causas de incapacidades especialmente em mulheres adultas jovens, com impacto tremendo na sua qualidade de vida. É também um dos principais motivos de próteses articulares totais nesta faixa etária, além de osteoporose precoce, especialmente, por uso crônico de corticoides. Embora não tenha cura, a descoberta de novos tratamentos como os chamados de imunobiológicos (anti-TNFs e outros), constituíram-se em uma revolução e alento no tratamento da AR nos últimos 15 anos. Ainda assim:
     
    Cerca de 30% dos pacientes permanecem com sua doença em atividade apesar de todos os avanços recentes;
     
    Todos os medicamentos imunobiológicos disponíveis, atualmente, são de uso injetável, seja intravenoso ou subcutâneo o que pode ser um obstáculo para uma boa parte dos pacientes, quanto a aderência ao tratamento;
     
    A ação dos fármacos atuais se dá por bloqueio de proteínas que causam a inflamação fora do núcleo das células.
     
    Fonte: Ebserh
  • Adultos superam crianças em consumo de medicamentos para a concentração

    Adultos superam crianças em consumo de medicamentos para a concentração

    O TDAH, Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade, deixou de ser coisa de criança.
     
    Nos EUA, os adultos ultrapassaram as crianças no consumo de medicamentos para essa condição e responderam por 53 por cento das 63 milhões de prescrições de todo o setor para medicamentos contra o TDAH no ano passado, segundo dados compilados pela Shire Plc, que produz o medicamento mais vendido, o Vyvanse. Os dados contrastam com os 39 por cento de 2007, disse a fabricante de medicamentos com sede em Dublin.
     
    A mudança no mercado, que refuta a noção comum de que o TDAH é uma condição pediátrica, ocorreu em parte porque o transtorno persiste na vida adulta, segundo os estudos. Mais pais de crianças com TDAH — que provoca agitação, falta de concentração e comportamento impulsivo — também estão sendo diagnosticados em meio a uma percepção crescente de que o transtorno pode ser herdado.
     
    “Nós adotamos mais esforços no mercado de TDAH adulto, que agora representa mais da metade do mercado geral e tem o crescimento mais elevado”, disse o CEO da Shire, Flemming Ornskov, em uma teleconferência recente com analistas. “Isso está crescendo rapidamente, quase duas vezes tão rapidamente quanto o mercado como um todo”.
     
    O Vyvanse, da Shire, que está aprovado para o tratamento tanto de crianças com idade entre 6 e 17 anos quanto de adultos, dominou metade do mercado de marcas para medicamentos contra o TDAH em todo o mundo no ano passado. Os esforços da empresa para atender esse mercado crescente estão concentrados em fazer os representantes de vendas ensinarem os médicos a respeito dos resultados obtidos em testes clínicos envolvendo adultos.
     
    As vendas do medicamento subiram 18 por cento no ano passado, para US$ 1,4 bilhão, reforçando sua posição de droga mais vendida da Shire. Ultrapassou de longe a renda obtida por seu concorrente de marca mais próximo, o Concerta, da Johnson Johnson, que vendeu US$ 599 milhões, e o Ritalina, da Novartis AG. Ambos os medicamentos perderam a proteção de patente.
     
    Usos mais amplos
     
    O foco nos adultos se soma aos esforços da Shire por extrair mais vendas de sua carteira de TDAH. A empresa reformulou sua droga Adderall, que tem concorrentes genéricos, transformando-a em um tratamento de liberação prolongada que dura 16 horas e planeja buscar aprovação dos reguladores dos EUA até o segundo trimestre de 2017. A Shire também conseguiu autorização para implementar um tratamento de transtorno de compulsão alimentar como um novo uso para o Vyvanse em janeiro.
     
    Na Europa, as crianças ainda são de longe o maior segmento, respondendo por 74 por cento dos pacientes de TDAH em 2014. “É importante notar que o nível de aceitação e diagnóstico e os medicamentos disponíveis para TDAH são mais limitados na Europa do que nos EUA”, disse a Shire, em um comunicado enviado por e-mail.
     
    Isso está começando a mudar, especialmente na Escandinávia e em países como Alemanha e Espanha, segundo Ornskov. “A Suécia é um dos nossos mercados com crescimento mais acelerado, superando até mesmo as referências para os EUA”, disse ele.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • O que são as doenças autoimunes?

    O que são as doenças autoimunes?

    O que o diabetes tipo 1 e a artrite reumatoide têm em comum? Aparentemente, nada. Mas ambas têm uma origem em comum: um ataque do sistema imunológico contra uma estrutura do próprio organismo, ou seja, uma resposta autoimune.
     
    Todo mundo aprende na escola que o sistema imunológico existe para combater ameaças externas, como vírus e bactérias. Ao “visualizar” esses agentes, produz anticorpos com o objetivo de atacá-los.
     
    Em alguns casos, no entanto, o general desse exército confunde células do próprio organismo com invasores. No caso do diabetes tipo 1, combate as células beta, responsáveis pela produção de insulina. Na artrite reumatoide, o ataque é contra vários tecidos e estruturas das articulações. Já no caso das doenças autoimunes difusas, como o lúpus, o ataque é mais disseminado e as manifestações podem incluir vários órgãos, tecidos e vasos sanguíneos.
     
    Os mecanismos imunológicos que ocasionam a lesão dos órgãos nessas doenças é algo que médicos e cientistas até compreendem bem. Já o que leva o sistema imunológico a se reverter, destruindo algo que teoricamente deveria ser protegido, ainda é um mistério, ou “a pergunta que vale um bilhão de dólares”, como diz o  médico Freddy Eliaschewitz, consultor da ADJ Diabetes Brasil.
     
    De acordo com o Instituto Nacional de Saúde (NIH), dos EUA, mais de uma centena de doenças crônicas têm origem em uma resposta autoimune. Mas, apesar do processo em comum, cada doença autoimune tem suas próprias características, ritmo evolutivo e sintomas específicos. É por isso que não existe um médico especialista em “autoimunidade”.
     
    “Hoje sabe-se que existe até infertilidade causada por doença autoimune, ou seja, é algo que permeia toda a medicina”, explica o reumatologista Luís Eduardo Coelho Andrade, professor da Universidade Federal de São Paulo. Algumas das doenças autoimunes mais conhecidas, como lúpus e artrite reumatoide, são tratadas por profissionais como ele.
     
    Mas endocrinologistas, dermatologistas e diversos outros especialistas podem ser requisitados, bem como outros profissionais de saúde, como nutricionistas, psicólogos e fisioterapeutas.
     
    Doenças autoimunes não são raras
     
    Felizmente, ser atacado pelo próprio sistema de defesa do organismo não é tão comum quanto pegar uma gripe ou resfriado. Estima-se que as doenças autoimunes afetem de 5 a 8% da população geral, mas considerando cada doença autoimune especificamente, a frequência é bem menor, variando de 0,01 a 1%.
     
    Mas há estimativas menos otimistas. Os Institutos Nacionais de Saúde dos EUA, por exemplo, afirmam que 23,5 milhões de norte-americanos sofrem dessas enfermidades, o que não é pouco para uma população de cerca de 320 milhões. Já a American Autoimmune Related Diseases Association (AARDA), uma entidade sem fins lucrativos, diz que 50 milhões é um número mais realista, pois os Institutos só consideram 24 doenças para as quais há pesquisas epidemiológicas de qualidade.
     
    Só para se ter uma ideia do que essa estimativa representa: as doenças cardíacas afetam cerca de 22 milhões de norte-americanos e o câncer, 9 milhões.
     
    É preciso haver uma tendência genética para desenvolver essas doenças
     
    Segundo os especialistas, existem variantes genéticas conhecidas que predispõem parte da população às doenças autoimunes. Ou seja, algumas pessoas nunca vão desenvolver o problema, enquanto algumas famílias podem ter diversos membros com diferentes tipos de doenças autoimunes.
     
    Mas ter a tendência não significa ter a enfermidade – é preciso que haja um fator ambiental que deflagre a doença. Os cientistas conhecem alguns deles, mas não todos. No caso da doença celíaca, uma intolerância permanente ao glúten (componente do trigo e de outros cereais), o gatilho é bem conhecido: a alimentação. “Mas isso não acontece necessariamente na primeira vez que a pessoa ingere o glúten”, observa Andrade. No caso da artrite reumatoide, ele conta que o cigarro é um fator importante.
     
    Viroses, infecções em geral e até mesmo episódios de estresse psíquico também podem funcionar como deflagradores de doença autoimune em indivíduos geneticamente predispostos, bem como a exposição a sílica, solventes e outros produtos químicos, de acordo com pesquisas.
     
    Várias teorias tentam explicar as doenças autoimunes
     
    Embora existam diversas teorias para explicar a autoimunidade, é importante frisar que nenhuma delas foi confirmada até hoje, segundo os especialistas. A “teoria da higiene” é uma delas – como as doenças são mais comuns em países mais desenvolvidos e em áreas urbanas, cogita-se que o consumo de alimentos pasteurizados e o excesso de higiene estariam impedindo o sistema imunológico dessas populações de se “educar” corretamente.
     
    Outra teoria é a do mimetismo molecular – alguns micro-organismos teriam aumentado suas chances de sobrevivência com a capacidade de se camuflar dentro do organismo. Essa semelhança faria o sistema imunológico se confundir e passar a combater uma estrutura própria depois de uma virose, por exemplo. Há, ainda, a ideia de que certas infecções levariam o organismo a expor componentes que antes ficavam escondidos e, portanto, não são reconhecidos pelo sistema imunológico.
     
    As mulheres são as principais vítimas
     
    Aproximadamente 75% das pessoas que sofrem de doenças autoimunes são mulheres. No caso da tireoidite de Hashimoto, em que a glândula tireoide é atacada, a proporção chega a ser de dez para um. Já outras doenças, como a esclerose múltipla, a prevalência feminina é um pouco menos expressiva, de aproximadamente duas mulheres para cada homem afetado.
     
    A justificativa mais aceitável para essa desigualdade é o fator hormonal: “O estrógeno é um estimulante da imunidade”, explica o reumatologista da Unifesp. Tanto que boa parte das doenças autoimunes acomete mulheres em idade fértil.
     
    Existem formas mais leves ou mais graves de doença autoimune
     
    Embora toda doença autoimune seja crônica, algumas pessoas apresentam sintomas mais leves, enquanto outras têm manifestações tão intensas que, em certos casos, podem levar à morte. Um dos exemplos é o lúpus: enquanto alguns pacientes apresentam eventuais dores nas articulações e a famosa mancha no rosto, em forma de borboleta, outros desenvolvem problemas sérios nos rins ou nos vasos sanguíneos (vasculite).
     
    O tratamento para doenças autoimunes evoluiu bastante nos últimos anos
     
    O tratamento das doenças autoimunes varia de acordo com a enfermidade, mas o uso de corticoides é algo frequente. Esses anti-inflamatórios são eficazes e ajudam a controlar a reação do organismo, mas seu uso crônico traz efeitos indesejados, como aumento da vulnerabilidade a infecções e ganho de peso.
     
    “Hoje há novos remédios que permitem um uso menor de corticoide”, informa Andrade. E alguns medicamentos biológicos, derivados da biotecnologia, têm sido bastante eficazes no caso de certas doenças, como artrite reumatoide, psoríase e doença de Crohn, embora o custo ainda seja muito alto.
     
    O reumatologista da Unifesp conta que ele próprio, em sua experiência pessoal, presenciou um avanço notável nos últimos anos. “Antigamente, os ambulatórios para artrite reumatoide eram lotados de cadeiras de rodas, e hoje você encontra uma ou outra”, relata. “E se antes dar o diagnóstico de lúpus a uma garota de 20 anos era uma sentença, hoje você pode dizer à paciente que ela terá uma vida normal, só terá que ser mais disciplinada com exames, consultas e medicamentos.”
     
    Existem pesquisas experimentais com terapias que, de alguma forma, ajudariam a “resetar” o sistema imunológico. É o caso, por exemplo, do uso de células-tronco na tentativa de combater o diabetes tipo 1. Mas ainda há muitos obstáculos a serem enfrentados. Freddy Eliaschewitz comenta que muitos pacientes entram em remissão, mas depois a doença volta a se manifestar. E um procedimento desse tipo sempre envolve riscos, pois são necessárias altas doses de imunossupressores.
     
    Ter um FAN positivo não significa ter doença autoimune
     
    Quando se fala em doença autoimune, um dos exames mais lembrados é o FAN (Fator Antinúcleo). Ele é realizado para detectar autoanticorpos contra estruturas nucleares das células e costuma ser solicitado quando há suspeita de reações autoimunes, por exemplo, a presença de dores articulares sem lesões ou desgaste aparentes. Há vários padrões analisados, e, cada um deles, quando o resultado é positivo, pode ser sugestivo de uma ou outra doença autoimune.
     
    Luís Eduardo Andrade explica que o FAN foi muito importante quando se iniciaram os diagnósticos de autoimunidade, a partir da metade do século passado. Mas, depois, os cientistas descobriram que muitos indivíduos saudáveis, ou com certas infecções, também podem apresentar o exame positivo. Portanto, o FAN pode ajudar a estabelecer um diagnóstico que tenha surgido a partir de sintomas, mas, sozinho, não significa nada.
     
    Em geral, diante da suspeita de doença autoimune, o médico solicita também outros exames de sangue para identificar anticorpos específicos.
     
    Existe relação entre estresse e doença autoimune
     
    Muitos pacientes contam que tiveram uma doença autoimune deflagrada depois de sofrer algum evento traumático. De acordo com o reumatologista da Unifesp, essa relação com o emocional  é observada em alguns indivíduos, mas é difícil medir esse tipo de impacto de forma consistente.
     
    Mas o médico avisa que o estresse pode influenciar, sim, o estado da doença. Por isso é importante que os pacientes diagnosticados busquem ter uma vida equilibrada, com atividade física, nutrição adequada e sono suficiente. “Há conexões importantes entre o sistema nervoso e o sistema imunológico”, justifica.
     
    Veja informações sobre algumas das doenças autoimunes mais comuns:
     
    Artrite reumatoide – é caracterizada por dores nas articulações de ambos os lados do corpo, pois o sistema imunológico ataca a camada de tecido que reveste essas estruturas. Afeta em torno de um a cada 100 indivíduos. 
     
    Diabetes tipo 1 – também chamada de Diabetes mellitus, a doença ataca as células produtoras de insulina. Os pacientes precisam de injeções diárias desse hormônio para regularizar o metabolismo do açúcar. Pode surgir em qualquer idade, mas principalmente antes dos 35 anos. O tipo 1 representa apenas de 5 a 10% dos casos de diabetes. 
     
    Doença de Crohn – é uma das doenças inflamatórias intestinais causadas por autoimunidade. Provoca diarreia crônica, dores abdominais, perda de peso e também pode causar dores articulares. 
     
    Doença celíaca – caracterizada pela intolerância permanente ao glúten, provoca diarreia, vômito, perda de peso, problemas de desnutrição e fertilidade. Afeta uma em aproximadamente 300 pessoas. 
     
    Esclerodermia – afeta o tecido conjuntivo, podendo provocar apenas alterações na pele, ou também nos músculos, nos vasos sanguíneos e em órgãos como estômago, esôfago e pulmões.
     
    Esclerose múltipla – o sistema imunológico ataca o cérebro e o sistema nervoso central. Os pacientes têm sintomas como falhas na coordenação motora, fraqueza nas pernas e problemas de memória. Veja mais
     
    Lúpus – afeta principalmente a pele, as articulações, os rins e o cérebro, mas também pode acometer outros órgãos. A prevalência é de aproximadamente uma em 1.000 pessoas. 
     
    Psoríase – doença caracterizada por lesões avermelhadas e descamativas na pele, principalmente no couro cabeludo, cotovelos e joelhos. Acomete cerca de 2% da população mundial.
     
    Tireoidite de Hashimoto – ataca a glândula tireoide, responsável pelo metabolismo. Os pacientes apresentam sintomas de hipotireoidismo, como cansaço, ganho de peso, queda de cabelo e dificuldade de raciocínio, entre outros. 
     
    Vitiligo – afeta a melanina, o pigmento da pele, podendo surgir em qualquer parte do corpo. A doença costuma afetar muito a autoestima e pode funcionar como gatilho para depressão. 
     
    Fonte: Uol Saúde
     
  • Molécula presente na urina detecta câncer de próstata

    Molécula presente na urina detecta câncer de próstata

    Uma molécula que pode ser usada para diagnosticar o câncer de próstata pela urina tem uma relação íntima com a origem da doença, sugere um novo estudo. Os exames de urina usados para detectar a molécula PCA3 podem, inclusive, inspirar novas estratégias de ataque ao tumor de próstata.
     
    O PCA3 desliga um mecanismo antitumor do organismo o que pode levar à multiplicação desenfreada das células da próstata e, portanto, ao câncer. Bloquear a ação da molécula impediu a proliferação das células cancerosas em roedores. “Em muitos casos, os tumores praticamente desapareciam”, diz o biólogo Emmanuel Dias-Neto, do A.C. Camargo Cancer Center. Dias-Neto é coautor do estudo publicado na revista científica “PNAS”, que também é assinado por Wadih Arap e Renata Pasqualini, brasileiros que trabalham na Universidade do Texas.
     
    Segundo o biólogo, um dos próximos passos é bolar estratégias para o “delivery” das moléculas que bloqueiam o PCA3, ou seja, criar modos de levá-las até a próstata dos pacientes com precisão. Se funcionar, “teremos uma ferramenta potente”, afirma ele.
     
    DO CONTRA
     
    O PCA3 é uma molécula literalmente do contra. Trata-se de uma forma de RNA, a molécula “prima” do DNA cuja função mais conhecida é a transmissão de instruções do material genético para as fábricas de moléculas nas células. Diferentemente dessa forma “normal” do RNA, porém, o PCA3 é originada a partir da fita de DNA que não costuma ser lida pelo organismo, conhecida como antissenso.
     
    Os especialistas sabiam que o PCA3 aparece na urina após a massagem da próstata (feita pelo médico em pacientes com suspeita de alterações na glândula), e também que a molécula é 70 vezes mais comum em tumores do que na próstata saudável. Mas ninguém tinha ideia da função da molécula ela podia ser apenas um subproduto das alterações genéticas do câncer, por exemplo.
     
    Dias-Neto e seus colegas resolveram olhar os “vizinhos” do PCA3, ou seja, os trechos de DNA que ficam na outra fita da molécula, a fita “certa” que normalmente é lida pela célula. Acabaram descobrindo que as letras químicas do PCA3 se encaixam com precisão em parte de um gene até então desconhecido.
     
    Para ser mais exato: as duas fitas de DNA são transcritas, ou seja, recriadas numa versão de RNA. Em situações normais, no caso do gene, isso seria um passo intermediário para que o RNA servisse de “receita” para uma proteína, a qual, por sua vez, desempenharia seu papel na célula. Só que o PCA3, ao se encaixar no RNA desse gene, acaba evitando esse funcionamento normal, porque surge aí uma forma anômala de RNA que a célula “rejeita” e se põe a desativar.
     
    ON/OFF
     
    Desligar o gene é uma péssima ideia, pois os pesquisadores mostraram que ele é um gene supressor de tumores. Sua atividade normal impede, em outras palavras, que as células da próstata passem a se multiplicar além da conta e da forma errada. Esse processo foi verificado pelos pesquisadores tanto em células de câncer de próstata cultivadas em laboratório quanto em tumores enxertados em camundongos. E, nesses dois contextos, impedir a ação do PCA3 fez o tumor perder força.
     
    Os achados devem dar mais peso à prática de fazer o exame de PCA3, que ainda é pouco comum. O exame laboratorial mais usado no caso dos tumores de próstata é o do PSA, que tem a vantagem de poder ser detectado no sangue, mas é pouco específico o aumento nos níveis pode estar ligado a alterações benignas na próstata, que não têm a ver com o câncer.
     
    No entanto, o exame depende de equipamentos modernos, ainda pouco disponíveis, e seus custos não são cobertos por convênios.
     
    Além disso, as descobertas devem dar novo impulso ao estudo desses RNAs “do contra”, que ainda são pouco conhecidos, mas têm mostrado elos importantes com doenças, afirma Dias-Neto.
     
    Fonte: Folha de S.Paulo
  • SUS será referência para definir remédio de convênio; coberturas podem cair

    SUS será referência para definir remédio de convênio; coberturas podem cair

    A lista de tratamentos e medicamentos oferecidos na rede pública passará a ser uma das principais referências consideradas pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) para definir o que os planos de saúde deverão cobrir. Hoje, muitos procedimentos oferecidos na saúde privada não são cobertos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Entidades médicas, de pacientes e de direito do consumidor criticam a ideia de aproximar as duas listas. Para elas, os beneficiários perderão coberturas.
     
    Nesta sexta-feira (19), a ANS abre uma consulta pública para avaliar as tecnologias que serão incluídas e excluídas do rol de procedimentos de cobertura obrigatória, atualizado a cada dois anos. Pela primeira vez, a agência prevê a exclusão de um medicamento oncológico com base em uma decisão da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec).
     
    Em 2014, o medicamento everolimus, quimioterápico oral indicado para câncer de mama com metástase, passou a compor a lista de cobertura obrigatória. Na revisão que vai a consulta pública a partir desta sexta-feira, a ANS retirou o medicamento da relação, com base em uma decisão da Conitec de não incorporar o remédio na rede pública. “A Conitec tem uma avaliação mais criteriosa e verificou que não há ganho real de sobrevida com esse medicamento. Por isso estamos propondo a exclusão”, afirma Raquel Lisboa, gerente-geral de regulação assistencial da ANS.
     
    A executiva da agência afirma que as decisões da comissão, criada em 2011, poderão ser consideradas como um dos principais critérios para definir outras inclusões ou exclusões no rol. “A Conitec faz um trabalho técnico nessa questão da incorporação. Vários países já usam essa metodologia, e a ANS tem um assento na Conitec. Se já temos essa expertise no Brasil, não há por que não utilizá-la”, afirma Raquel.
     
    Ela destaca que os quimioterápicos orais foram incluídos no rol em 2014 por determinação de uma lei federal que obriga a ANS a incorporar automaticamente todos os medicamentos do tipo, assim que eles obtenham o registro de comercialização. A gerente afirma que, embora a inclusão seja automática, a exclusão pode acontecer quando houver uma recomendação técnica nesse sentido, como é o caso do everolimus.
     
    Pacientes e médicos criticam a decisão. “Os planos de saúde deveriam funcionar, de fato, como saúde suplementar. Se a agência começar a se basear pela lista da Conitec, ela estará nivelando por baixo. É um absurdo”, diz Luciana Holtz, presidente do Instituto Oncoguia.
     
    Diagnosticada com câncer de mama há oito anos, a funcionária pública Jussara Del Moral, de 50 anos, teve metástase nos ossos em 2013, passou por todos os tratamentos possíveis, mas a recidiva voltou no ano seguinte. Ela começou a tomar o medicamento everolimus, coberto pelo plano, em outubro. “É isso que mantém a doença controlada e impede que surjam novas metástases. No meu caso, retirar o remédio da cobertura do plano significa uma condenação”, diz ela.
     
    Cada caixa do medicamento, suficiente para um mês de tratamento, custa R$ 13 mil. “Eu não vou ter condições de arcar com isso se o medicamento sair da lista de cobertura”, diz ela.
     
    Justiça
     
    Advogada do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Joana Cruz afirma que a medida pode aumentar os casos de ações judiciais pedindo o medicamento. “O problema é que a gente sabe que o acesso ao Judiciário não é para todos e, por isso, muita gente vai ficar sem o tratamento.”
     
    A gerente da ANS afirma que essa e outras modificações no rol ainda estão em estudo. “A consulta pública ficará aberta por 30 dias e toda a população poderá participar”, disse ela.
     
    Para Raquel, a utilização das avaliações da Conitec como um dos critérios na definição do rol de procedimentos não prejudicará os beneficiários de planos. “Na saúde suplementar também é preciso usar os critérios da Conitec, como eficácia, segurança e custo-efetividade.
     
    Não podemos deixar de considerar isso, porque, se uma tecnologia causa um impacto econômico muito grande no setor, isso será repassado ao consumidor”, diz. 
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Unicamp vira polo agregador de pesquisas de câncer de mama

    Unicamp vira polo agregador de pesquisas de câncer de mama

    A Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) fechou uma parceria com o Baylor College of Medicine (BCM) e com a Fundação Susan G. Komen, ambos do Texas (EUA), para tornar o Caism (Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher) um polo agregador de pesquisas sobre o câncer de mama.
     
    Além de aprimorar pesquisas e tratamentos que combatam a doença, a parceria vai possibilitar o intercâmbio de docentes, pesquisadores e alunos da graduação, pós-graduação e de pós-doutorado.
     
    “Na prática, o acordo visa uma troca de conhecimentos e planejamentos para que possamos entender o comportamento do câncer de mama no Brasil, em comparação com o comportamento da doença em outras sociedades, como a americana, por exemplo. A ideia é agregar recursos incomuns, projetos incomuns e reforço de tecnologia e orientação, de maneira a melhorar o panorama da pesquisa de câncer de mama no Brasil”, afirma o chefe do setor de mastologia do Caism, César Cabello dos Santos.
     
    Segundo Santos, o Brasil tem uma etnia bastante variada e não se sabe exatamente qual a influência disso sobre a doença, que registra 50 mil novos casos por ano somente no País. São 500 casos novos da doença registrados anualmente só no Caism.
     
    “Nós fazemos muitas pesquisas aqui e ter parceiros reconhecidos só aumenta nosso potencial para buscarmos mais pesquisas e tratamentos que resultem em melhorias na vida das nossas pacientes, tanto as diagnosticadas quanto as que têm alto risco para a doença”, disse Santos.
     
    A parceria também prevê publicações em conjunto de dados científicos e o reconhecimento mútuo dos cursos realizados. “Os pesquisadores do Caism poderão encontrar mentores de pesquisa lá fora”, explicou Santos. Dois deles, já foram orientados pelo professor da BCM Mattew Ellis, um dos maiores especialistas de câncer de mama nos Estados Unidos, que é o mentor da parceria.
     
    Fonte: Uol Saúde