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  • CRF/AL fecha parceira com Plano de Saúde Unimed

    CRF/AL fecha parceira com Plano de Saúde Unimed

    O Conselho Regional de Farmácia de Alagoas (CRF/AL) fechou mais uma parceria que beneficia seus associados. Desta vez, os farmacêuticos alagoanos terão a sua disposição condições especiais para o plano de saúde da Unimed, com valores a partir de R$ 173,46.

    Robert Nicácio, vice-presidente do CRF/AL, pontuou que os interessados devem estar em dia com a anuidade e podem fazer suas adesões ou migrações nas sedes de Maceió e Arapiraca. “Os corretores estarão de plantão no horário de 9 às 12hs e de 13 às 18hs. Basta comparecer ao local munido de toda documentação e fazer o seu plano de saúde”, destacou.

    Os documentos necessários são: CPF, identidade, comprovante de residência, carteira do conselho e comprovante de pagamento da anuidade.

    Mais informações:  CACSS administradora de benefícios: 98122-9266 / 99696-4041 ou pelo email [email protected]

     

    Ascom-CRF/AL

  • O peso do sedentarismo

    O peso do sedentarismo

    Os efeitos do sedentarismo sobre o corpo são bem conhecidos. Risco aumentado para doenças cardiovasculares, obesidade, enfraquecimento muscular e baixa resistência são alguns deles. Agora, pela primeira vez, epidemiologistas de diversos países calcularam o impacto da inatividade física sobre a saúde financeira global. Utilizando dados oficiais de 142 nações, eles concluíram que, em 2013, os gastos com tratamento e a perda de produtividade decorrentes de doenças associadas custaram, ao mundo, US$ 67,5 bilhões. No Brasil, foram US$ 3,62 bilhões.
     
    O levantamento faz parte de uma série de quatro artigos publicada na revista médica The Lancet. Aproveitando a proximidade das Olimpíadas, evento que costuma incentivar a prática de atividade física, os autores esperam focar os holofotes em um problema que, na avaliação do educador físico Pedro Curi Hallal, do Centro de Pesquisas Epidemiológicas da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), no Rio Grande do Sul, não tem recebido a atenção necessária.
     
    Para o cientista, que coordenou os trabalhos do especial de 2012 e é coautor dos estudos desta edição, embora o impacto do sedentarismo na mortalidade seja superior ao de outros fatores de risco, pouco se pensa e se faz a respeito. “A inatividade física mata 5,3 milhões por ano. O tabagismo, 5,1 milhões; e a obesidade, 3 milhões”, exemplifica. “A falta de atividade é um problema monstruoso e gravíssimo de saúde pública, mas não é tratado como tal”, critica Hallal.
     
    O especialista lembra que, para enfrentar essa epidemia de sedentarismo — 23,8% da população mundial encaixa-se na classificação — são necessárias soluções complexas, como planejamento urbano que privilegie calçadas de pedestres e ciclovias, incorporação da atividade física pelos sistemas de saúde, investimento em aulas de educação física nas escolas (ao menos três por semana) e incentivo à prática nas empresas privadas. “Além disso, a percepção de indignação da população é muito baixa. Oitenta por cento dos adolescentes do mundo são inativos. Imagina se esse fosse o percentual de adolescentes que fumassem ou fossem obesos? Ninguém leva a inatividade física tão a sério”, lamenta.
     
    Hallal esclarece que atividade física não significa ir à academia nem se dedicar a um determinado esporte. “É preciso criar uma cultura na sociedade da atividade embutida na rotina diária.” Ir ao trabalho pedalando ou a pé, fazer caminhadas mais vigorosas (velocidade acima de 5,6km/h) e optar por escadas, no lugar do elevador são exemplos de como incorporar o movimento no dia a dia. Segundo a série de artigos, é papel dos formuladores de políticas públicas incentivar essa incorporação.
     
    “Aumentar os níveis de atividade física nas comunidades é um investimento importante que os governos deveriam considerar e que pode gerar economias nos custos de saúde pública e mais produtividade no mercado de trabalho”, destaca Adrian Bauman, pesquisador da Universidade de Sydney, na Austrália, e integrante do comitê que elaborou a série publicada na The Lancet. “Essa pesquisa fornece mais justificativa para priorizar a promoção de atividade física regular por todo o mundo como parte de uma estratégia compreensiva de redução de doenças crônicas.”
     
    Brasil perdeu posto
     
    O Brasil, de acordo com Pedro Curi Hallal, já foi referência mundial nesse sentido. Na série de 2012, foi citado como exemplo em um editorial da publicação. Hoje, porém, a avaliação do pesquisador é a de que o combate ao sedentarismo perdeu importância dentro do governo. “Participei como consultor do Ministério da Saúde do projeto das academias da saúde, era maravilhoso. A meta era, de 2011 a 2015, ter pelo menos uma unidade em 4 mil municípios. De uma hora para outra, o número foi só diminuindo”, lamenta.
     
    As academias da saúde são espaços preferencialmente construídos em parques e praças, equipados com aparelhos e com atividades conduzidas por profissionais da área de educação física. A construção e o custeio dos polos fica a cargo do Sistema Único de Saúde. Por meio da Assessoria de Imprensa, o Ministério da Saúde informou que o programa está em funcionamento em 2.789 municípios, com 1.779 polos finalizados. Há 4.275 propostas de polos habilitadas.
     
    “É preciso fazer uma avaliação das condições de saúde com um profissional para encaminhamento e orientação sobre a atividade mais adequada, que engloba, entre outras coisas, condicionamento cardiorrespiratório, consciência corporal, flexibilidade, força e coordenação motora geral, além da construção de vínculo com o serviço e com os profissionais de saúde”, informa o órgão. Quanto ao incentivo às atividades físicas nas escolas, o ministério diz que o programa Saúde na Escola atende 18 milhões de estudantes do ensino fundamental em mais de 4 mil municípios.
     
    Ficar sentado é tão ruim quanto fumar
     
    Ficar sentado por oito ou mais horas por dia — uma realidade de muitos trabalhadores — está associado a uma ocorrência maior de diversas doenças crônicas e de mortalidade precoce. Contudo, um dos artigos publicados na série especial da revista The Lancet mostra que praticar de 60 a 75 minutos de atividade moderada diariamente elimina esses riscos. Exercícios de intensidade moderada são, por exemplo, caminhar a 5,6km/h ou passear de bicicleta a 16km/h. Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores avaliaram 16 estudos que incluíam dados de mais de 1 milhão de homens e mulheres, que foram divididos em quatro grupos, conforme o nível de atividade: de menos de cinco minutos por dia a mais de 60.
     
    Segundo o artigo, pessoas que se movimentavam de uma hora a 75 minutos diários tinham risco zero de sofrer as consequências de ficar muito tempo sentadas. O problema é que poucas se dedicavam às atividades físicas nesse nível. Três em quatro indivíduos cujos dados foram avaliados não alcançavam os 60 minutos de exercício. A análise também mostrou que o risco maior de morte precoce estava entre os sedentários, independentemente da quantidade de horas que passam sentados: 28% a 59% maior, comparado aos mais ativos fisicamente. Esses percentuais são similares aos riscos associados ao tabagismo e à obesidade.
     
    “Há muita preocupação sobre os riscos à saúde associados ao estilo de vida mais sedentário que temos hoje. Nossa mensagem é positiva: é possível reduzir, ou mesmo eliminar, esses riscos se formos suficientemente ativos, mesmo sem ter de fazer esportes ou ir à academia”, disse, em nota, Ulf Ekelund, pesquisador da Unidade de Epidemiologia do Conselho de Pesquisa Médica da Universidade de Cambridge, no Reino Unido.
     
    Ele lembrou que, para as pessoas sem tempo, basta fazer uma caminhada no horário de almoço, correr pela manhã ou ir ao trabalho de bicicleta. “Uma hora de atividade física por dia é o ideal, mas, se for impossível, fazer ao menos algum exercício diariamente ajuda a reduzir o risco.” Segundo o educador físico Pedro Curi Hallal, da Universidade Federal de Pelotas, é possível, inclusive, fracionar o tempo de dedicação às atividades físicas. “Esses 60 minutos podem ser divididos em sessões de 10 minutos, cada uma”, ensina. (PO)
     
    Fonte: Correio Braziliense
  • Nova droga contra o mal de Alzheimer vai bem em teste

    Nova droga contra o mal de Alzheimer vai bem em teste

    Um grupo de cientistas que buscam um tratamento para atrasar o avanço do mal de Alzheimer receberam com esperança os resultados promissores de um pequeno ensaio clínico.
     
    O fármaco experimental LMTM foi concebido para reduzir a acumulação anormal das proteínas tau no cérebro. Esse acúmulo provoca degenerações no cérebro, como a doença de Alzheimer, a forma mais comum de demência.
     
    Um grupo de cerca de cem pacientes que estavam tomando apenas o fármaco experimental mostrou um ritmo de atrofia cerebral muito lento. Os resultados foram apresentados na quarta (27), na Conferência Internacional da Associação de Alzheimer (AAIC), em Toronto, no Canadá.
     
    “O pequeno número de participantes que receberam a droga levanta questões importantes. São necessárias pesquisas para que mais e melhores terapias para o Alzheimer possam ser criadas e efetivamente testadas”, disse Maria Carrillo, diretora científica da AAIC. 
     
    Fonte: Uol Saúde
  • CRF/AL promove ciclo de palestras sobre Farmácia Hospitalar

    CRF/AL promove ciclo de palestras sobre Farmácia Hospitalar

    O núcleo de educação continuada do Conselho Regional de Farmácia de Alagoas (CRF/AL) em parceria com a Escola de Líderes Dalmass e Sindicato dos Farmacêuticos de Alagoas, com apoio Conselho Federal de Farmácia (CFF), Sbrafh (Sociedade Brasileira de Farmácia Hospitalar) Sindicato dos Farmacêuticos de Alagoas promoveu neste sábado, 30 de julho o ciclo de palestras em Farmácia Hospitalar.

    Alexandre Correia, presidente do CRF/AL, destacou a importância do trabalho que vem sido desenvolvido pelo núcleo de educação continuada. “Os farmacêuticos de Alagoas tem sido contemplados com os melhores profissionais da área. O foco do núcleo tem sido apresentar para os profissionais de Alagoas, as novidades do universo farmacêutico”, garantiu.

    O primeiro tema discutido foi ‘A importância da intervenção farmacêutica no ambiente hospitalar’ ministrado pela especialista Lizete Vitorino. Para ela, o profissional farmacêutico precisa mostrar e evidenciar o quanto ele consegue fazer de economia e qualidade dentro dos processos da instituição, sobretudo, na utilização de uso de medicamentos que hoje é um dos índices mais altos do mundo em eventos adversos, atingindo um percentual de mais de 80%. “O farmacêutico precisa se ter essa responsabilidade, entender que ele tem uma participação ativa em todas as etapas da cadeia de medicamentos que envolve desde o processo de aquisição, recebimento, distribuição, dispensação e o monitoramento do preparado, da administração e dos próprios eventos adversos”, pontuou.

    De acordo com ela, os gestores já compreendem a importância do profissional de farmácia dentro do ambiente hospitalar, uma vez que os processos de segurança são rígidos e a presença de um profissional de farmácia traz segurança, prevenção de possíveis eventos dentro do ambiente hospitalar.

    O professor Vandré Lima apresentou o tema: o papel do farmacêutico clínico no programa Stweardship, que é a gestão dos antimicrobianos. Conforme Vandré, essa é uma técnica sistematizada onde o farmacêutico junto com o corpo clínico estabelece protocolos de utilização e controle para que o mau desses medicamentos seja minimizado. “No Brasil essa é uma técnica nova e eu trouxe para Alagoas para gente discutir e se aprofundar nesse assunto. Esse é um protocolo americano e vim demonstrar que ele pode ser uma referência, um modelo para que ele aplique de acordo com a sua realidade”, pontuou.

    A grande novidade do protocolo é que ele é divido por etapas, e as principais delas trazem coisas importantes e que muitas vezes o profissional de farmácia não se dá conta disso. A primeira etapa é o apoio do poder de mando. O que isso significa? Que o farmacêutico precisa ter o apoio do diretor clínico para aplicar o protocolo. “A partir do momento que ele tem autorização de quem tem o poder de mando, o protocolo passa a ser institucional e não farmacêutico”, destacou.

    Num segundo momento vem a etapa de estabelecer indicadores para que se possa mensurar as ações.  Se estabelece o protocolo e se faz a medicação dele. “O indicador faz com quem você consiga quantificar um dado clinico”, comentou. Vandré disse ainda que o protocolo já é utilizado em países avançados na farmácia clínica, como Estados Unidos, Austrália, Irlanda e se o Brasil se basear nesses povos que já são avançados haverá um crescimento mais rápido da farmácia clínica.

    Os benefícios de utilização desse novo modelo, segundo ele, são de impacto clínico e financeiro. “O indivíduo será tratado mais rapidamente, vai ficar menos tempo internado, menos chance de pegar infecção hospitalar, menos utilização de medicamentos, menos tempo. Com o protocolo você consegue cuidar o paciente com antimicrobiano de menor espectro e assim consegue preservar a instituição sem traz prejuízos ao paciente”, garantiu.

    Ascom-CRF/AL

  •  ⁠⁠⁠Regulamentação de prescrição farmacêutica é tema de palestra no CRF/AL

     ⁠⁠⁠Regulamentação de prescrição farmacêutica é tema de palestra no CRF/AL

    Indicar um medicamento a um paciente é uma atividade rotineira para o profissional farmacêutico, mas, ele precisa estar atento à legislação que regulamenta essa prescrição farmacêutica. O farmacêutico Antônio Mendes, professor do Instituto Ibras, esteve em Alagoas para tratar do tema e apresentar aos profissionais a legislação publicada pelo Conselho Federal de Farmácia que traz todos os detalhes da atuação do profissional de farmácia sobre esse tema.
     
    De acordo com Mendes, hoje no Brasil, existe a prescrição independente que é aquela focada nos formulários – que são os MIPS (Medicamentos Isentos de Prescrição) – que podem ser prescritos pelo farmacêutico e os que não estão livres, que exige do farmacêutico uma especialização na área clínica, para que ela seja feita por meio de um protocolo. “A prescrição farmacêutica não é só de medicamentos, ela é a prescrição do profissional farmacêutico, que vai desde medidas farmacológicas (medicamentos) até as não farmacológicas, como por exemplo, a orientação a um paciente para que ele não faça a ingesta excessiva de sal”, destacou.
     
    Antônio Mendes ressalta que a prescrição farmacêutica é um tema importante não apenas para o dia a dia do farmacêutico, mas para o sistema de saúde como um todo já que o farmacêutico é o profissional de ligação do sistema. “Para o farmacêutico é uma mudança de paradigma porque ele começa a assumir a responsabilidade do paciente, começa a tomar decisão. Para o sistema a mudança é importante porque terão a sua disposição um profissional que ajudará na resolução de problemas na farmácia, contribuindo para o aumento de tempo no atendimento dos médicos e reduzindo o inchaço do sistema de saúde pública”, comentou.
     
    Para o vice-presidente do Conselho Regional de Farmácia de Alagoas, Robert Nicácio, o tema apresentado pelo professor Antônio Mendes foi importante porque diariamente o profissional se depara com a prescrição farmacêutica, ele precisa conhecer a legislação para não cometer erros. “Trabalhamos com a vida do paciente, e essa tomada de decisão é de muita responsabilidade por isso, precisamos estar cientes até onde nós podemos ir, sem interferir na atividade dos demais profissionais de saúde”, argumentou.
     
    Essa é mais ação promovida pelo núcleo de educação continuada do Conselho Regional de Farmácia de Alagoas em parceria com o Instituto Ibras.
     
    Ascom/CRF
  • Cura da hepatite C pode estar próxima

    Cura da hepatite C pode estar próxima

    Adotado desde novembro em Porto Alegre, um novo medicamento contra hepatite C está revolucionando o tratamento da doença, com índices de cura acima de 90% em nível mundial. Hoje, Dia Mundial de Combate à Hepatite, o número de pacientes é tímido – dos 6 mil atendidos no Serviço de Atendimento Especializado (SAE-Hepatites) de Hepatites Virais da Capital, apenas 300 estão sendo tratados com o novo remédio. A perspectiva, contudo, é aumentar a oferta, conforme disponibilização do Ministério da Saúde.
     
    Os primeiros lotes vieram em novembro, mas a maior remessa chegou em março para o Rio Grande do Sul. “Em pouquíssimo tempo, conseguimos inserir 300 pacientes no novo tratamento, que pertence à classe de agentes antivirais diretos. São medicamentos muito superiores aos usados anteriormente, mais seguros, com menos efeitos colaterais e a possibilidade de encurtar o tempo de tratamento de um ano para três meses”, destaca Eduardo Emerin, coordenador do SAE-Hepatites. No Estado, há de 3 mil a 4 mil pessoas em tratamento ou aguardando liberação da nova medicação.
     
    O novo tratamento é oferecido gratuitamente, através do Sistema Único de Saúde (SUS). Atualmente, só beneficia pessoas com casos mais avançados da doença. Ao contrário do anterior, esse remédio pode ser usado em quem passou por transplante de fígado. O médico precisa prescrever o medicamento e o Estado autorizar. Nesse processo, são avaliadas as características específicas do paciente.
     
    Ainda não há dados oficiais sobre o resultado dos medicamentos nos pacientes de Porto Alegre, pois a grande maioria começou o tratamento em março e encerrou em junho. Entre julho e setembro, será feito um monitoramento para averiguar se a hepatite C está curada. Porém, como os remédios já são utilizados em outras partes do mundo, se sabe que a taxa de cura é de mais de 90%. “Antes, tínhamos uma média de cura de 40% e muitos efeitos colaterais”, recorda o coordenador do SAE-Hepatites.
     
    Segundo Emerin, a maior parte das pessoas será curada de hepatite C, portanto o medo daquele tratamento tradicional, longo, cheio de efeitos colaterais e até mesmo com risco de morte será perdido. “As pessoas precisam procurar os postos de saúde para fazer o teste da hepatite C. O grande problema, hoje, é que a maioria dos pacientes não sabe que tem a doença e acaba descobrindo apenas quando se agravam os sintomas e já avançou para cirrose ou câncer de fígado”, observa. A estimativa é que uma em cada 100 pessoas tenham hepatite C.
     
    A doença é silenciosa, normalmente sem sintomas. A hepatite C é a segunda maior causa de cirrose, sendo a primeira a ingestão de bebidas alcoólicas.
     
    Fonte: Jornal do Comércio Online (RS)
  • Comitê internacional diz que sarampo está eliminado no Brasil

    Comitê internacional diz que sarampo está eliminado no Brasil

    Após enfrentar um surto de sarampo no Ceará em 2015, o Brasil completou neste mês um ano sem novos casos da doença, informou a Opas/OMS (Organização Pan-Americana de Saúde) nesta terça-feira (26). Com isso, a circulação do sarampo foi considerada interrompida no país.
     
    A vacinação, no entanto, continua sendo necessária e recomendada como principal estratégia para evitar uma reintrodução da doença no Brasil.
     
    A análise sobre a eliminação do sarampo foi feita durante visita da presidente do Comitê Internacional de Avaliação e Documentação da Eliminação do Sarampo, Merceline Dahl-Regis. Segundo o Ministério da Saúde, a expectativa é que o país receba até o fim deste ano um certificado internacional da OMS (Organização Mundial de Saúde) que reconhece o fim da transmissão do sarampo em todo o continente americano.
     
    O certificado, porém, já era esperado desde o ano passado. Mas um surto da doença no Ceará, iniciado a partir de um caso importado (adquirido em outro país), atrasou os planos e colocou o governo em alerta. Ao todo, houve 1.052 casos confirmados de sarampo em 38 municípios do Estado entre dezembro de 2013 e julho de 2015, segundo a secretaria estadual de Saúde. A situação exigiu uma força-tarefa emergencial em conjunto com entidades de saúde para intensificar a vacinação nas áreas de maior transmissão.
     
    Desde julho de 2015, o país não registra novos casos. Segundo o ministério, o país vinha tendo forte redução dos casos de sarampo desde os anos 2000, quando iniciou um plano para eliminação da doença e teve os dois últimos surtos autóctones (com transmissão local), no Acre e Mato Grosso do Sul. Em 2013, no entanto, casos importados levaram a novos surtos locais da doença no Pernambuco e no Ceará. O Ministério da Saúde diz considerar que foram surtos “isolados” e diz que, na época, já havia sido constatada a interrupção da transmissão no restante do país.
     
    Para o pediatra e infectologista Renato Kfouri, vice-presidente da Sbim (Sociedade Brasileira de Imunizações), o anúncio da eliminação do sarampo é uma notícia a ser comemorada, porque mostra a eficácia das políticas de vacinação em grande parte do país nos últimos anos. Ele ressalta, no entanto, que a população não pode descuidar da proteção.
     
    “Essa declaração por si só não isenta ninguém de se vacinar”, reforça. “Nesse mundo globalizado, com tantas viagens, a reintrodução da uma doença é fácil. Se deixa parte da população desprotegida e se vem um indivíduo de fora com a doença, encontra aqui um `pool` de suscetíveis capaz de fazer com que o vírus volte a circular. Isso só aumenta a responsabilidade de manter o Brasil como zona livre do sarampo. Isso não nos deve deixar relaxados. Temos que manter altos índices de cobertura vacinal”, completa.
     
    VACINAÇÃO
     
    Apesar do reconhecimento do fim da transmissão da doença no Brasil, surtos de sarampo ainda ocorrem em outros países do mundo, segundo o Ministério da Saúde.
     
    Com isso, o país terá agora o desafio de manter as estratégias de prevenção e controle da doença para sustentar o fim da transmissão. Hoje, a vacina contra o sarampo faz parte do calendário de imunização no SUS e é ofertada em duas doses, uma aos 12 meses e outra aos 15 meses. Quem não recebeu a vacina nesse período deve ir a uma unidade de saúde para receber a proteção. “Adultos que não receberam também podem e devem ser vacinados”, diz Kfouri.
     
    A Opas/OMS também recomenda que turistas e atletas que venham para eventos como a Olimpíada se vacinem contra o sarampo e rubéola pelo menos duas semanas antes de viajar. A medida, além da proteção ao turista, visa evitar novos casos importados de sarampo no Brasil.
     
    O sarampo é uma doença viral aguda grave e altamente contagiosa. Os sintomas mais comuns são febre alta, tosse, manchas avermelhadas, coriza e conjuntivite. A transmissão ocorre de pessoa a pessoa, por meio de secreções expelidas pelo doente ao tossir, falar ou respirar.
     
    Fonte: Folha de S.Paulo / Site
  • Substância conhecida como pílula do câncer é testada em seres humanos

    Substância conhecida como pílula do câncer é testada em seres humanos

    Começaram nesta segunda-feira (25), em São Paulo, os primeiros testes em seres humanos da polêmica pílula do câncer. Os primeiros resultados ainda vão demorar mais de seis meses para sair. 
     
    Dez pacientes, com tumores diferentes vão receber três doses diárias da pílula durante dois meses. Se os pacientes não tiverem efeitos colaterais, o grupo vai ser ampliado com mais 200 voluntários. Se em cada grupo, pelo menos três doentes apresentarem resultados positivos, acrescenta-se mais 80 em cada grupo e vai ampliando, podendo chegar a um máximo de mil voluntários.
     
    O anúncio do início dos testes em humanos foi feito na semana passada. “Pretende-se dar todas as chances de a droga mostrar eficiência. Por exemplo, ela pode não ser eficiente num câncer de mama, mas pode ser num melanoma, pode não ser num melanoma, mas pode ser num câncer de pulmão”, fala o secretário de Saúde de São Paulo, David Uip.
     
    “Respeito a opinião dos colegas que acham que talvez não se devesse levar adiante o estudo, mas eu acho que o investimento é muito pequeno em relação ao ganho total para a sociedade, quer seja o produto benéfico ou não”, explica presidente do Instituto do Câncer, Paulo Hoff.
     
    A fosfoetanolamina é uma substância que está sendo produzida em laboratório desde a década de 1980, por um pesquisador aposentado, da Universidade de São Paulo (USP) de São Carlos. A droga já foi testada em animais de pequeno porte. 
     
    Em uma pesquisa tradicional, a próxima etapa deveria ser o teste em animais de grande porte. Só depois, em seres humanos. Mas várias pessoas entraram na Justiça para receber a pílula do câncer, mesmo sem testes. Os pesquisadores dizem que mais de 20 mil pessoas já consumiram a droga.
     
    Mesmo se tudo der certo, os pesquisadores não arriscam fazer uma previsão de quando a pílula vai para o mercado. “É fácil saber quando uma coisa não funciona. A gente sabe num período mais curto, mas quando ela é eficiente, você precisa saber o tempo de uso de de acompanhamento para saber que de fato foi eficiente”, fala a diretora de oncologia, Pilar Diz.
     
    Fonte: G1 – Jornal Hoje
  • Zika pode afetar

    Zika pode afetar

    Dezenas de milhares de bebês podem nascer com os severos transtornos associados ao vírus da zika durante a atual epidemia na América Latina e no Caribe.
     
    No total, 93,4 milhões de pessoas podem ser infectadas com o vírus da zika durante a atual epidemia, entre elas 1,65 milhão de mulheres grávidas, segundo o estudo publicado nesta segunda-feira (25) pela revista “Nature Microbiology”.
     
    Um total de 80% das infecções são benignas ou passam inadvertidas, destacam os autores. No entanto, advertem que “dezenas de milhares” de recém-nascidos podem sofrer com as malformações associadas ao zika, ou seja, microcefalia e outros transtornos neurológicos.
     
    Estas previsões constituem um teto, ou seja, o pior dos cenários possíveis. Alex Perkins, pesquisador da Universidade de Notre Dame (Indiana), admitiu que suas estimativas apresentam uma quantidade enorme de incertezas.
     
    Segundo elas, o Brasil lidera a quantidade de infectados previsíveis com 37,4 milhões de pessoas, seguido por México (14,9 milhões), Venezuela (7,4), Colômbia (6,7), Cuba (3,7), Haiti (2,9), Argentina (2,7), República Dominicana (2,6) e outros 15,6 milhões divididos por outros países da região.
     
    “A principal preocupação com o surto da zika na América Latina é o dano causado aos fetos quando as mães são infectadas”, comentou Jimmy Whitworth, da Escola de Medicina Tropical de Londres. “Esse estudo utiliza modelos informáticos para concluir que 1,65 milhão de grávidas podem se infectar durante esta epidemia”.
     
    Estima-se que atualmente há 5,42 milhões de gestações anuais em todas as regiões afetadas.
     
    DESAFIOS
     
    Até o momento, 1.700 casos de microcefalia associada ao vírus da zika foram comprovados no Brasil. O estudo fornece um panorama prospectivo de propagação da doença, examinando seu provável impacto em níveis muito localizados, em zonas delimitadas a cinco quilômetros quadrados.
     
    “Esse estudo ressalta o tamanho do desafio que a epidemia do vírus da zika representa à sociedade e aos serviços sociais da América Latina. Todos estes recém-nascidos afetados e seus familiares precisarão de acesso a cuidados”, comentou Whitworth.
     
    O vírus, que se propagou no Brasil, na Colômbia e no Caribe desde o fim de 2014, essencialmente através da picada do mosquito Aedes aegypti, provoca na maioria dos casos uma infecção leve.
     
    Mas quando a infecção ocorre durante a gravidez pode afetar o cérebro do feto e provocar microcefalia.Também pode causar transtornos neurológicos, como a síndrome de Guillain-Barré, doença que provoca paralisia e que pode causar a morte do paciente. Não existe até o momento nenhuma vacina contra o vírus da zika, que com menor frequência também pode ser transmitido sexualmente.
     
    DADOS
     
    Para realizar sua inquietante previsão, os pesquisadores levaram em conta especialmente a imunidade adquirida pela população, que inicialmente era totalmente vulnerável à infecção. Essa “imunidade de grupo” ocorre quando a quantidade de pessoas imunizadas supera certo patamar e atua como uma barreira contra o vírus em nível coletivo.
     
    Os autores do estudo utilizaram projeções matemáticas para analisar os dados reais de infecção da população graças a testes sanguíneos, se inspirando nas informações arrecadadas em epidemias anteriores de dengue e `chikungunha”:http://temas.folha.uol.com.br/aedes/chikungunya/chikungunya.shtml#s04e01.
     
    A epidemia atual do vírus da zika deve se extinguir em dois ou três anos na América Latina e no Caribe, segundo um estudo britânico publicado pela “Science”. Outra epidemia de grande amplitude pode voltar a aparecer, mas não antes de dez anos, atingindo uma geração que nunca tenha sido exposta ao vírus.
     
    Fonte: Folha de S.Paulo / Site
  • Palestra sobre PRESCRIÇÃO FARMACÊUTICA IBRAS

    Palestra sobre PRESCRIÇÃO FARMACÊUTICA IBRAS

    O IBRAS e o CRF-AL convidam todos a participarem da palestra sobre PRESCRIÇÃO FARMACÊUTICA.
     
    Será fornecido CERTIFICADO de participação.
     
    Palestrante: Prof. Antônio Mendes
     
    Data: 22/07/2016
    Horário: 19h às 22h
    Local: CRF-AL
    Contato: I-BRAS: (42)99926668
             João Neto: (82)996039110
     
    Entrada: 1Kg de alimento não perecível