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Nº de casos de aids no Brasil volta a crescer e já supera 5 registros por hora
O número de infectados pelo vírus da aids voltou a subir no Brasil, conforme os números do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (Unaids). A população vivendo com a doença no País passou de 700 mil, em 2010, para 830 mil em 2015, com 15 mil mortes por ano. “O Brasil sozinho responde por mais de 40% das novas infecções de aids na América Latina”, alertou o Unaids. De cerca de 43 mil novos casos em 2010, o País passou para 44 mil em 2015 (mais de 5 por hora).Em termos globais, o número de novas infecções pelo mundo caiu apenas de forma modesta, de 2,2 milhões, em 2010, para 2,1 milhões em 2015.Entre os adultos, ela se manteve inalterada em 1,9 milhão. O Brasil e a América Latina, porém, caminharam em direção oposta, de alta. “No Brasil, vemos um aumento da aids e em parte por complacência”, disse ao Estado o diretor executivo do Unaids, Michel Sidibé. “O País era o melhor aluno da classe.Por anos, vimos a força incrível do Brasil, liderando o debate mundial. Hoje, essa força foi perdida. Isso deixa claro que não se pode baixar a guarda.” Entre adultos brasileiros, os novos casos subiram 18,91% em 15 anos – eram 37 mil em 2000.Uma cabeleireira de 27 anos, que preferiu não se identificar, contou que recebeu o diagnóstico após perder um bebê. Ela estava grávida de 8 meses e vivia em um relacionamento estável. Para ela, o excesso de confiança faz as pessoas terem comportamentos de risco. “Elas acham que podem confiar por estar em um relacionamento estável. E, como tem a medicação (coquetel de drogas), pensam que é tranquilo, mas isso é uma zona de conforto ilusória.Além disso, a minha geração não viu ícones (grandes cantores, por exemplo) definharem com a doença.” Segundo o Unaids, o principal fator de alta no Brasil foi o avanço de novos casos entre gays e homens que mantêm relações com homens (heterossexuais que admitem fazer sexo ocasionalmente com outros homens). Citando estudos de 2009, a agência já apontava que a prevenção poderia estar falhando: quase metade dos homens que têm relações com outros homens nunca foi testada. Para Sidibé, os governos precisam indagar-se por que tais populações não estão recebendo a atenção necessária.No Brasil, apenas 6% do orçamento contra a aids seria para prevenção. Há três anos, um exame de rotina mostrou para um analista de sistemas de 23 anos, que também não quis informar o nome, a infecção pelo vírus. “Sempre pensava que nunca ia acontecer algo ruim e não me preocupava com isso.” Ele já está adaptado ao tratamento. “Só tomo os cuidados e faço o tratamento.” No País, 452 mil pessoas recebem essa terapia.Procurado, o Ministério da Saúde confirmou os dados, mas considerou que indicam “estabilidade”. “O que se observa é tendência de redução da taxa de incidência: em 2010, era 22,5 casos por 100 mil habitantes; em 2014, eram 21,5 casos por 100 mil. A mortalidade passou de 6 óbitos a cada 100 mil, em 2005, para 5,7.” O governo ainda ressalta que o gasto de 6% em prevenção é apenas o federal.Alerta globalMas a preocupação dos especialistas da ONU não é apenas com o Brasil. “Estamos soando o alarme em todo o mundo. O progresso parou”, disse Michel Sidibé. “Falta prevenção. Se houver um aumento de novos casos de infecção agora, a epidemia será impossível de ser controlada. O mundo precisa tomar medidas urgentes e imediatas, com enormes perdas econômicas.” Hoje há 36,7 milhões de pessoas vivendo com a doença no mundo.Em média, 1,9 milhão de adultos a cada ano foram infectados com o vírus desde 2010. A ONU esperava acabar com a aids até 2030. “Agora corremos o risco de ver todos os avanços se perderem”, afirmou Sidibé. Na avaliação do Unaids, governos precisam focar esforços em populações mais vulneráveis, além de reforçar a prevenção e dar mais opções aos jovens. Apesar dos avanços, só 57% dos infectados sabem ter o HIV e apenas 46% dos doentes (17 milhões) têm acesso a tratamentos.Ações do governo levaram País a perder protagonismoOs retrocessos no combate à aids no Brasil são muito mais alarmantes do que revela o relatório anual do Unaids. Nos últimos anos, o ufanismo do governo federal consistiu na divulgação seletiva de dados que pudessem corroborar a tese da aparente estabilidade da epidemia. No entanto, a reemergência da aids já estava evidente nas novas infecções, no aumento de óbitos no Norte e no Sul, na queda drástica do uso de preservativos pelos jovens e na baixíssima realização de testes de HIV entre populações mais vulneráveis.Sem diagnóstico, muitos seguem sem saber que têm o vírus, continuam infectando os parceiros ou morrem sem acesso ao tratamento. Aumentou o tempo entre o teste positivo e a primeira consulta, e piorou a assistência, com serviços lotados e falta de médicos.Mas foi mesmo na prevenção, como ressalta o Unaids, que o Brasil baixou a guarda. Ultimamente, impôs-se um modelo com base apenas em testes, remédio e camisinha. Foram censuradas campanhas e descartadas ações sobre os determinantes sociais da epidemia, como o preconceito e a homofobia. As organizações da sociedade civil deixaram de ter voz ativa na definição dessa política.Arrogância técnica, intolerância ao diálogo, aliança com forças retrógradas e o desmonte do Sistema Único de Saúde (SUS) levaram à perda do protagonismo internacional e ao isolamento interno na resposta brasileira à aids. O resultado: milhares de infecções e mortes que poderiam ter sido evitadas.Fonte: O Estado de S.Paulo -

Farmácias de elite
Quando se trata de mercado farmacêutico, podemos dizer que o Brasil é uma potência mundial, pois ocupa a sexta posição entre os maiores mercados consumidores de medicamentos no cenário mundial. Mesmo com a economia abalada, a expectativa é de que, até 2018, o País alcance a quarta posição, atrás apenas de Estados Unidos, China e Japão, segundo projeções do IMS Health.Uma conjunção de acontecimentos permitiu que se alcançasse esse nível. Um dos fatores dessa equação é o envelhecimento da população brasileira, que vem avançando ano a ano. Segundo estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população acima dos 60 anos de idade deve passar de 14,9 milhões (7,4% do total), em 2013, para 58,4 milhões (26,7% do total) até 2060, devido ao contínuo aumento da expectativa de vida.Maior número de idosos significa crescimento no consumo de medicamentos, já que doenças crônicas, como hipertensão e diabetes, tendem a surgir com o avançar da idade. As farmácias e drogarias são o principal canal de dispensação de medicamentos, logo, não há crise capaz de frear o crescimento do varejo farmacêutico, impulsionado por uma demanda natural.No entanto, ainda que o setor como um todo se encontre em solo fértil para crescimento, nem todos os modelos de farmácias existentes no País crescem na mesma proporção. Atualmente, o Brasil possui em torno de 70,4 mil farmácias, das quais 72% são representadas pelas independentes e 14% são ocupadas pelas grandes redes – conglomerados de lojas com expansão agressiva e alto poder de investimento.DOMÍNIO DE FATURAMENTOÉ preciso ter cautela na análise dos percentuais para que não se chegue a conclusões errôneas. Quantidade não significa domínio de mercado, quando se trata de varejo econômico. Um grupo de 28 redes, todas ligadas à Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), concentra 44,5% das vendas de medicamentos, mesmo tendo apenas 7% dos pontos de venda (PDVs) instalados no País, segundo indicadores divulgados pelo IMS Distribution Services.Em relação ao volume de vendas, a representatividade dessas grandes redes cresceu de 42% para 56% entre 2007 e 2015. Enquanto isso, as farmácias independentes encolheram de 55% para 30%.Para o presidente executivo da Abrafarma, Sérgio Mena Barreto, a explicação para um desempenho tão superior está em um cenário favorável surgido a partir do fim da década passada. O aumento da renda da população brasileira promoveu uma mudança no perfil do consumidor e estimulou a abertura de novos PDVs.“A necessidade de absorver a crescente demanda e o maior grau de exigência do consumidor favoreceu as marcas com mais representatividade geográfica e fôlego financeiro. Além disso, as principais redes do País se beneficiaram com a maior capacidade de gerenciar estoques e a compra em grande escala de medicamentos e não medicamentos”, argumenta Mena Barreto, que ainda atribui o desempenho à boa gestão de estoque e à abrangência geográfica.Mesmo a inserção de grupos estrangeiros, como a norte-americana CVS, no mercado nacional, colaborou para impulsionar o grande varejo farmacêutico. Antes vista como ameaça, a expectativa de uma internacionalização acabou por estimular que redes locais investissem em lojas maiores e mais modernas, com diferenciais, como pequenas clínicas instaladas no interior da farmácia. Diante disso, pequenos e médios empresários, que trabalham com capital limitado, perdem poder de concorrência e as grandes redes saltam à frente.FIRMES NA CRISEO único obstáculo que parece ser capaz de reduzir os bons resultados obtidos pelas grandes redes é a crise econômica brasileira. O varejo farmacêutico como um todo foi pouco abalado e segue crescendo acima de dois dígitos, embora em ritmo mais lento. No primeiro trimestre de 2016, o setor movimentou R$ 22 bilhões no preço consumidor – montante 15% maior que o mesmo período do ano passado. No mesmo período, as grandes redes ligadas à Abrafarma faturaram, juntas, cerca de R$ 9,3 bilhões -um valor 13,3% superior ao mesmo período do ano anterior, mas abaixo da média de mercado.O resultado é inferior ao apresentado por outro modelo de negócio: o associativismo. As farmácias ligadas à Federação Brasileira das Redes Associativistas e Independentes de Farmácias (Febrafar) conseguiram crescer 16,8% na venda de unidades, no primeiro trimestre de 2016, em relação ao mesmo período do ano passado.De acordo com o presidente da Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC), Eduardo Terra, o associativismo encontrou uma maneira de se imunizar contra as ameaças de capitais maiores. “É necessário se unir para ganhar escala, aumentar o nível de profissionalização. Quinze anos atrás, as redes regionais eram maioria nos Estados Unidos, mas, aos poucos, foram sendo absorvidas pela Walgreens e CVS”, conta.Uma explicação para o crescimento abaixo da média do mercado apresentado pelas grandes redes pode estar na venda de medicamentos. Enquanto no acumulado dos três primeiros meses de 2016 o mercado farmacêutico como um todo cresceu 16% na venda de medicamentos de prescrição e 11% nos produtos isentos de receita médica, as redes da Abrafarma cresceram apenas 7,54% nos medicamentos em geral.Já nos itens da categoria “não medicamentos”, que inclui produtos de higiene pessoal, cosméticos, perfumaria, xampus, absorventes íntimos, adoçantes, tinturas de cabelo, preservativos e protetores solares, entre outros, os números superaram a média de mercado, o que mostra que a força das grandes redes está concentrada em produtos diferenciados e não apenas em medicamentos.A categoria foi responsável por movimentar R$ 3,21 bilhões entre janeiro e março deste ano nas grandes redes – um acréscimo de 12,9% em relação ao mesmo trimestre de 2015 enquanto o mercado cresceu 12%. “Os não medicamentos já representam 34,43% do total comercializado. Isso mostra que, cada vez mais, os clientes querem mais conveniência, buscando um mix de produtos em um único lugar”, avalia Mena Barreto.Fonte: Guia da Farmácia -

Novas abordagens contra o câncer
Trinta mil especialistas reunidos no maior congresso de oncologia do mundo: assim é a American Society of Clinical Oncology (Asco). A cada ano, a Asco aborda avanços no tratamento da doença que, só neste ano, deve acometer 596 mil pessoas no Brasil, de acordo com estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca). É durante a reunião anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica que são apresentados os principais estudos e novidades na área. Segundo o oncologista Israel Vilaça, da Oncomed-BH e do Instituto Mario Penna, ambos em Belo Horizonte, diferentemente da edição do ano passado, quando se destacaram pesquisas sobre o uso da imunoterapia no tratamento de carcinomas no pulmão, a edição de 2016, feita em junho, aprofundou pesquisas desse tipo e trouxe novos estudos e mudanças nos modos de tratar os tumores.“Há várias avanços no conhecimento da biologia do câncer, além de novos exames e medicamentos”, afirma Vilaça, que destaca quatro estudos em especial. Um deles avaliou o uso da hormonoterapia para evitar a recidiva de câncer de mama. Até então, eram indicados cinco anos de hormonoterapia, mas o estudo mostrou que dobrar esse período resulta em redução de 34% do risco de recorrência da doença, se comparada a abordagem com placebo, confirmando dados de estudos anteriores. Foram analisadas 1.918 pacientes tratadas com letrozol. A substância é indicada após a cirurgia para mulheres com câncer de mama inicial na pós-menopausa. “Precisamos orientar que prolongar o tratamento pode reduzir ainda mais a recidiva, mas, sempre que possível, devemos pesar o risco/benefício. Nenhuma medicação é isenta de efeitos colaterais”, ressalta o oncologista.A Asco também trouxe avanços na abordagem do câncer de pâncreas. Um estudo de fase 3 é, segundo Vilaça, visto como um marco histórico para a doença porque implica mudanças de conduta. Antes, o paciente, mesmo com a doença avançada, fazia o tratamento com o quimioterápico gencitabina após ser submetido a uma cirurgia. A nova abordagem concluiu que adicionar outra quimioterapia oral, a capecitabina, ao tratamento padrão prolonga a sobrevida dos pacientes sem aumentar muito a toxicidade. “A sobrevida global mediana foi de 28 meses para quem usou a terapia combinada e de 25,5 meses para quem recebeu só um medicamento. É um ganho de 12% de sobrevida global em cinco anos. Um resultado significativo”, comemora o médico. “Trata-se de uma doença de prognóstico muito reservado. Na maioria dos casos, o diagnóstico ocorre em estágios avançados.”IdososHá também novidades para o enfrentamento do glioblastoma multiforme (GBM), que acomete o sistema nervoso central. Médicos e cientistas sabem do beneficio da droga temozolomida em associação com a radioterapia depois da intervenção cirúrgica, mas desconheciam os efeitos desse tratamento na população idosa, que representa cerca de metade dos casos. “O estudo apresentado fornece a primeira evidência de que a quimioterapia com temozolomida em associação à radioterapia com um fracionamento mais curto aumenta significativamente a sobrevida sem prejudicar a qualidade de vida, com uma redução do risco de morte em torno de 33%. Antes, não tínhamos uma diretriz clara para tratar esse grupo de pacientes”, explica Vilaça.Mas um dos estudos mais comentados foi o que testou a adição do anticorpo monoclonal daratumumab a um regime de duas drogas: a bortezomibe e a dexametasona. “Esse é o primeiro anticorpo monoclonal aprovado para o tratamento do mieloma múltiplo e tem como alvo uma proteína presente na superfície das células tumorais. Quando adicionamos esse anticorpo, o tumor responde mais rápido e permite maior controle de dor, em curto espaço de tempo, e possibilita melhor qualidade de vida. O estudo mostrou melhora na resposta do paciente com mieloma múltiplo recorrente. A combinação reduziu o risco de progressão em 70%”, detalha o oncologista.Biópsia líquidaHá mais perspectivas em relação aos exames e aos métodos diagnósticos. Está em evidência, por exemplo, a biópsia líquida, usada principalmente no câncer de pulmão. Trata-se de um método que pode ser utilizado periodicamente para avaliar a progresso da doença, a resposta à terapia e o desenvolvimento de resistência ao tratamento. Comparando resultados do procedimento, por meio da coleta de material de sangue e urina, com os da tradicional análise do tecido tumoral, observou-se que 57% dos pacientes coincidiram na positividade.“Isso mostra que não se pode substituir um método pelo outro e que eles são complementares. Às vezes, temos um paciente idoso que não consegue fazer biópsia do tumor pelo risco cirúrgico do procedimento invasivo. Nessas pessoas, podemos usar amostras do próprio sangue para avaliar se com aquele material é possível detectar e fazer o diagnóstico. Se por ali for possível identificar o tumor, não é preciso recorrer ao método invasivo”, acrescenta Vilaça.596 milQuantidade de diagnósticos de câncer que serão feitos no Brasil, neste ano, segundo o Inca.Fonte: Correio Braziliense -

Saúde libera R$ 6,4 milhões para aprimorar assistência farmacêutica
Cerca de mil municípios brasileiros vão receber R$ 6,4 milhões para aprimorar a qualidade e estrutura dos serviços farmacêuticos. A iniciativa faz parte do Programa Nacional de Qualificação da Assistência Farmacêutica no âmbito do Sistema Único de Saúde (Qualifar-SUS). O recurso poderá ser destinado para a contratação de novos profissionais, além do aprimoramento dos serviços de conectividade dos locais, para dar maior agilidade no atendimento à população e uma melhor organização dos estoques de medicamentos. A portaria de liberação financeira já foi publicada no Diário Oficial da União (DOU).A estratégia de qualificar os serviços de saúde integra o conjunto de investimentos já realizados por meio do Projeto de Qualificação da Assistência Farmacêutica e Intervenção Sistêmica da Assistência Farmacêutica nas Redes de Atenção à Saúde – QualiSUS-Rede. Desenvolvido em 15 regiões do país, em 486 municípios, o Programa já proporcionou compra de computadores, realização de pesquisa diagnóstica sobre os serviços farmacêuticos e ofertas educacionais na modalidade à distância para mais de cinco mil profissionais de saúde. Desde a criação do Programa, em 2012, o Ministério da Saúde já destinou mais de R$ 105 milhões para 1.582 municípios, 70% deles está inserido no Programa Brasil sem Miséria.A ampliação no investimento e no aprimoramento da informatização é uma dos principais objetivos do Ministério da Saúde. “Temos que melhorar a qualidade dos serviços ofertados com recursos que temos disponíveis e, sem dúvidas, o investimento na informatização é um dos caminhos. Organizar as farmácias nas unidades públicas de saúde promoverá maior rapidez no atendimento” afirma o ministro da Saúde, Ricardo Barros.Fonte: Portal Snif Brasil -

Medicamentos exercem principal impacto na inflação do semestre
Itens cujos preços são monitorados, como medicamentos, taxa de água e esgoto, tarifa de ônibus e planos de saúde, foram os principais responsáveis pela alta da inflação no primeiro semestre deste ano, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).Os medicamentos, em particular, tiveram o maior impacto. Os produtos farmacêuticos, grupo onde estão os remédios, foram reajustados em 11,23% no período e foram responsáveis por 0,36 ponto percentual (ou 8%) de uma inflação acumulada pelo IPCA de 4,42%. No mesmo período de 2015, o reajuste do período foi menor, de 6,03%.Outra taxa que, na média do país, teve alta maior que no ano passado foi a de água e esgoto, que subiu 17,56%, ante 8,72% no primeiro semestre de 2015. Esse item sozinho adicionou mais 0,25 ponto percentual ao IPCA do período.O reajuste das tarifas de ônibus urbano correspondeu a 9,32% neste ano, ante 12,69% em 2015, mas ainda assim teve o terceiro maior peso na inflação do primeiro semestre de 2016, de 0,24 ponto. É quase o mesmo impacto causado pelo reajuste dos planos de saúde (0,22 ponto), que subiram 6,53% em 2016, ante 4,71% em 2015.A inflação dos itens monitorados tem arrefecido desde a forte alta do ano passado provocada pela energia elétrica, mas ainda assim esses preços seguem acima do IPCA. Em 12 meses até junho de 2015, eles acumulavam alta ao redor de 16%, taxa que diminuiu para 9,92% em junho deste calendário, um valor ainda acima do IPCA em 12 meses, de 8,84%.O feijão carioca e o leite longa vida, grandes responsáveis pela alta da inflação de junho, tiveram altas acumuladas de 89,26% e de 26,7% no primeiro semestre deste ano, ante 20,22% e 6,65% em 2015. Foram responsáveis por adicionar, respectivamente, 0,19 e 0,24 ponto ao IPCA do primeiro semestre.Fonte: Valor Econômico / Site -

Turbinagem celular cura doença autoimune
Uma nova técnica de turbinagem de células fora do organismo pode ser a cura de doenças autoimunes, condição em que o organismo é atacado pelo próprio sistema imunológico.A novidade está em um estudo realizado na Universidade da Pensilvânia (EUA) e publicado recentemente pela revista científica “Science”. Nas doenças autoimunes, as células de defesa passam a reconhecer componentes do próprio organismo como patógenos e atacá-los. Os tratamentos atuais requerem supressão de toda a imunidade, deixando o organismo suscetível a infecções.O estudo foi baseado em uma doença chamada pênfigo vulgar, que causa bolhas na pele e nas mucosas (como boca e garganta), e que pode levar à morte. No Brasil, existe um tipo de pênfigo, conhecido como “fogo selvagem”.Os pênfigos são doenças causadas pela alteração de um subgrupo de linfócitos B que, durante a condição, produzem anticorpos contra uma proteína que funciona como “cola”,a desmogleína. A consequência é o descolamento de porções da pele, fazendo com que apareçam as bolhas.Com a nova técnica proposta, os pesquisadores reprogramam um grupo de linfócitos T para que eles reconheçam e eliminem especificamente as células B anormais. Dessa forma, o sistema imunológico passa a corrigir suas próprias falhas.O tratamento para pacientes com doenças autoimunes ainda deve demorar para ser aplicado na prática. No estudo, a técnica foi testada apenas em camundongos.“Nossa próxima meta é usar essa tecnologia para curar o pênfigo em cachorros”, diz uma das autoras da pesquisa, Aimee Payne. Poucos animais, além dos humanos, desenvolvem a doença.“Se nós pudermos tratar e potencialmente curar esses cães, será um importante avanço na medicina veterinária, e também irá encorajar médicos e pacientes a fazerem testes clínicos dessa promissora técnica”, afirma.Payne diz que, caso a tecnologia se mostre eficaz, poderá ser utilizada como tratamento para qualquer doença autoimune mediada por anticorpos. Ela cita como exemplos a miastenia grave (fadiga acelerada nos músculos) e a neuromielite óptica (inflamação do nervo óptico).Fonte: Folha de S.Paulo -

Doutor em farmacologia orienta sobre prescrição farmacêutica no CRF/AL
Você já parou pra pensar que uma dor, uma febre ou mesmo uma cefaleia pode ser sintoma de algum outro processo fisiopatológico? O farmacêutico Heder Frank Gianotto, doutor em ciências pelo programa de graduação e pós-graduação em farmacologia pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) veio ministrar uma palestra no Conselho Regional de Farmácia de Alagoas (CRF/AL) sobre Prescrição Farmacêutica: dor, febre e cefaleia.
O ponto chave do encontro, segundo ele, foi exatamente discutir a prescrição farmacêutica. “Qual é o farmacêutico que está prescrevendo atualmente, será que é aquele modesto, que apenas indica o medicamento verbalmente? Ou ele já prescreve e já tem o seu receituário para fazer a prescrição, carimbar, assinar e realmente documentar isso?”, pontuou.
A orientação de Heder é que ao decidir prescrever qualquer medicamento, o farmacêutico precisar estar ciente de que apenas vai aliviar os sintomas do paciente ou que se pode mascarar algo mais grave. “A grande questão é identificar o que é simplesmente o alívio da dor, o alívio de uma cefaleia, de uma diminuição de febre ou o que é realmente mascarar algo mais grave. A gente precisa pensar como avaliar esse paciente?”, alertou.
Alexandre Correia, presidente do CRF/AL, diz que essa é mais ação promovida dentro do programa de educação continuada em parceria com o Sindicato dos Farmacêuticos de Alagoas e o Instituto de Pós-Graduação & Graduação (Ipog). “Heder é uma referência na prescrição farmacêutica e o CRF tem trazido para o nosso Estado os melhores profissionais do Brasil, dando a oportunidade para que os farmacêuticos alagoanos estejam sempre atualizados com os assuntos do nosso universo profissional”, comentou. O evento contou com a participação de cerca de 90 participantes.
Durante a palestra foram sorteadas quatro bolsas de estudos, com 50% de desconto para a pós-graduação em atenção farmacêutica e farmácia clínica do Ipog. Também foram arrecadados mais de 90 kg de alimentos que serão doados a uma instituição de caridade.
Luciana Martins-Ascom/CRF
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Listas de substâncias controladas são atualizadas
A Anvisa aprovou a atualização das “Listas de Substâncias Entorpecentes, Psicotrópicas, Precursoras e Outras sob Controle Especial”, constantes do Anexo I da Portaria SVS/MS 344/98.Com a nova atualização, passam a constar das listas as seguintes substâncias: fenazepam, rufinamida, acetilfentanil, MT-45, 4,4'-DMAR, alfa-PVP e PMMA.O fenazepam foi incorporado à Lista B1 (Substâncias Psicotrópicas sujeitas à Notificação de Receita B) e a rufinamida à Lista C1 (Outras substâncias sujeitas a controle especial).O fenazepam é um benzodiazepínico, utilizado para diminuir a ansiedade, convulsões e distúrbios do sono. É mais potente do que o diazepam e tem efeitos adversos mais severos e mais duradouros, com potencial de causar dependência. Casos fatais têm sido descritos pela ingestão de fenazepam, principalmente em combinação com outras drogas depressoras do SNC. Até o momento, não há nenhum medicamento registrado no Brasil à base dessa substância.A rufinamida é o princípio ativo de medicamento anticonvulsivante que se encontra em processo de registro na Anvisa. Trata-se de nova molécula, com ação psicoativa, indicada como terapêutica adjuvante no tratamento de convulsões associadas à síndrome de Lennox-Gastaut (LGS), em doentes com 4 anos de idade ou mais. Medicamentos à base dessa substância estão aprovados para uso na União Europeia e Estados Unidos.O acetilfentanil e MT-45 foram adicionados à Lista F1 (Entorpecentes de uso proscrito) e 4,4'-DMAR, alfa-PVP e PMMA à Lista F2 (Psicotrópicas de uso proscrito). Isso significa que passam a ser proibidas no Brasil, permitidas excepcionalmente em pesquisas e trabalhos científicos.O acetilfentanilé vendido pela Internet e tem sido associado a, pelo menos, 52 mortes nos Estados Unidos. Os efeitos relatados por usuários são parecidos com os observados na utilização de fentanila e heroína, podendo ser misturado a estas drogas a fim de aumentar a potência. Os efeitos incluem: euforia, depressão respiratória, náuseas, confusão, constipação, sedação, inconsciência, coma, tolerância e dependência.O MT-45 é um opióide sintético que foi investigado como um analgésico na década de 1970. Apresenta potência analgésica semelhante ou superior à morfina, com potencial de dependência em seres humanos.O estimulante 4,4'-DMAR tem sido encontrado em comprimidos e pós vendidos no mercado de rua de outros países (comumente associado a outras drogas) e o uso foi associado a 31 óbitos. Não há aplicação medicinal estabelecida ou reconhecida dessa substância, que pode apresentar os seguintes efeitos: agitação, hipertermia, convulsões, problemas respiratórios e parada cardíaca.A Alfa-PVP é uma catinona sintética com ação estimulante e potencial de causar dependência em humanos. Apresenta-se sobre a forma de pó ou tabletes, usualmente originários da China. Em 2015, mais de 280 kg foram apreendidos em países da União Europeia. 140 eventos adversos graves foram reportados, incluindo intoxicações agudas e óbitos.A PMMA (para-metoximetanfetamina) é uma droga sintética estruturalmente relacionada com a metanfetamina. Os sintomas em usuários incluem: taquicardia, hipertermia, convulsões, problemas de respiração e parada cardíaca.A inclusão dessas substâncias nas listas de controle da Portaria SVS/MS 344/98 foi realizada em atendimento aos requisitos internacionais constantes das Convenções da ONU sobre Entorpecentes (1961) e sobre Substâncias Psicotrópicas (1971), das quais o Brasil é signatário. Estes compostos foram incluídos nas Listas de Controle Internacional constantes desses tratados após a 59ª Reunião da Comissão de Drogas Narcóticas (CND) do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), da qual a Anvisa participou.Tais substâncias são conhecidas com Novas Substâncias Psicoativas (NSP), que são moléculas desenhadas, em sua maioria, para fins ilícitos e com o objetivo de evadir as medidas de controle aplicadas às substâncias já controladas, das quais derivam ou mimetizam os efeitos.A inclusão dessas substâncias na Portaria SVS/MS 344/1998 está alinhada às principais estratégias internacionais de combate ao aparecimento destas drogas.Em 2016, foram incluídas 11 substâncias nas Listas do Anexo I da Portaria 344/1998, além da classe estrutural dos canabinoides sintéticos. Destas, 8 e aquelas que se enquadrarem nas classes estruturais dos canabinoides sintéticos se classificam como NSP. Segue a relação de substâncias incluídas em 2016:As atualizações da Portaria 344/98 estão disponíveis na página: http://portal.anvisa.gov.br/lista-de-substancias-sujeitas-a-controle-especialFonte: Anvisa -

CRF/AL promove palestra sobre Prescrição Farmacêutica: dor, febre e cefaléia.
No próximo dia 07 de julho, o Conselho Regional de Farmácia de Alagoas (CRF/AL) em parceria com o Sindicato dos Farmacêuticos de Alagoas e o Instituto de Pós-Graduação & Graduação (Ipog) promove, por meio do núcleo de educação continuada, a palestra Prescrição Farmacêutica: dor, febre e cefaléia.
O evento acontece às 19hs, no auditório do CRF/AL e será ministrado pelo farmacêutico Heder Frank Gianotto, doutor em ciências pelo programa de graduação e pós-graduação em farmacologia pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Para se inscrever basta que o participante leve um 1 kg de alimento não perecível. A palestra é aberta para estudantes a partir do nono período e para profissionais.
Ascom-CRF/AL
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Exame de sangue evita uso incorreto de antibióticos
Um novo exame de sangue distingue com precisão as infecções virais das bacterianas, oferecendo uma ferramenta potencial para guiar o uso de antibióticos e reduzir a resistência ao medicamento. Segundo pesquisadores da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, em vez de procurar por micróbios no sangue, o método sonda um conjunto de 18 genes que são ativados pela resposta imune a diferentes tipos de inflamação.Estima-se que de 30% a 50% dos antibióticos sejam prescritos inadequadamente. Diante disso, diagnósticos moleculares são uma promessa para guiar a administração dessas substâncias. No entanto, os métodos atuais que traçam o perfil genético do hospedeiro contêm de dezenas a centenas de genes, dificultando a tradução para a prática clínica. Em pesquisas anteriores, Timothy Sweeney, principal autor do estudo publicado agora na Science Translational Medicine, identificou 11 genes relacionados à sepse — resposta desesperada do organismo a uma infecção — que preveem se a inflamação é causada por uma infecção subjacente.A partir da análise de dados de expressão genética publicamente disponíveis, os pesquisadores identificaram outro conjunto de sete genes que distinguem infecções bacterianas de virais em uma ampla gama de doenças. Combinadas, as abordagens renderam um painel de 18 genes para o diagnóstico de doenças bacterianas, virais e não infecciosas em amostras de sangue de mais de 1.057 adultos, além de 96 crianças com sepse. Os resultados apontam para um maior desenvolvimento de ferramentas que ajudem a combater a resistência aos antibióticos.SepseA revista Nature desta semana também traz avanços no combate à sepse e à resistência a antibióticos. Pesquisadores do Hospital Infantil de Boston, nos EUA, conseguiram entender melhor como funciona o mecanismo de defesa humana. “O sistema imune tenta como nunca controlar a infecção, mas a bactéria ganha, e a resposta imunológica mata o paciente (…) As tentativas de silenciar o sistema imune não funcionam porque o mecanismo não é bem compreendido”, resume Judy Lieberman, principal autora.Nas invasões bacterianas, complexos de proteína chamados inflamassomos são ativados, e eles desencadeiam um processo chamado piroptose: as células infectadas explodem, liberando bactérias e sinais químicos que fazem soar o alarme imunológico. No entanto, quando esse alarme é muito “alto”, ocorre a sepse, que causa morte por falência de órgãos e vasos sanguíneos. Os inflamassomos ativam as caspases, enzimas que cortam em duas a molécula gasdermina-D e geram os fragmentos gasdermina-D-NT.Lieberman descobriu como esse processo resulta na sepse. Primeiro, a gasdermina-D-NT perfura as membranas da bactéria que infectou as células e a mata. Ao mesmo tempo, provoca lesões na membrana celular, causando a piroptose. Células não infectadas permanecem ilesas. Segundo os estudiosos, os fragmentos moleculares também matam bactérias fora da célula. O processo é rápido: em laboratório, ocorre em cinco minutos.Os resultados precisam ser replicados em modelos animais, mas Lieberman está confiante de que ajudarão a tratar infecções bacterianas graves. “Como o fragmento mata bactérias, mas não células saudáveis, podemos imaginar que é possível injetá-lo diretamente no paciente, especialmente para tratar infecções resistentes a antibióticos”, aposta. Para combater a sepse, a cientista diz buscar formas de inibir ou bloquear a gasdermina-D-NT, talvez com anticorpos ou estratégias focadas na enzima caspase.Fonte: Correio Braziliense