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  • Palestra sobre PRESCRIÇÃO FARMACÊUTICA IBRAS

    Palestra sobre PRESCRIÇÃO FARMACÊUTICA IBRAS

    O IBRAS e o CRF-AL convidam todos a participarem da palestra sobre PRESCRIÇÃO FARMACÊUTICA.
     
    Será fornecido CERTIFICADO de participação.
     
    Palestrante: Prof. Antônio Mendes
     
    Data: 22/07/2016
    Horário: 19h às 22h
    Local: CRF-AL
    Contato: I-BRAS: (42)99926668
             João Neto: (82)996039110
     
    Entrada: 1Kg de alimento não perecível
  • Pernilongo pode transmitir zika, mostra estudo

    Pernilongo pode transmitir zika, mostra estudo

    Cientistas da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) de Pernambuco detectaram a presença do vírus zika em pernilongos (Culex quinquefasciatus) coletados no Recife. O mesmo grupo já havia provado, com estudos em laboratório, que o Culex – e não apenas o Aedes aegypti – é também capaz de transmitir o vírus. Mas o novo estudo identificou pela primeira vez pernilongos infectados com zika na natureza.
     
    A pesquisa foi coordenada por Constância Ayres, do Departamento de Entomologia da Fiocruz de Pernambuco. De acordo com ela, na região metropolitana do Recife, onde o estudo foi feito, a população do Culex é 20 vezes maior do que a de Aedes.
     
    “Na primeira etapa, analisamos a competência do Culex para replicar o vírus em sua glândula salivar. Os estudos foram feitos em laboratório, em circunstâncias artificiais, analisando desde a infecção do pernilongo até a liberação do vírus em sua saliva. Nesta nova etapa, coletamos o mosquito em campo e identificamos pela primeira vez a espécie infectada pelo zika na natureza”, disse Constância ao Estado.
     
    A coleta dos mosquitos foi feita com base nos endereços dos casos relatados de zika nas cidades do Recife e Arcoverde. A equipe de pesquisadores examinou cerca de 500 mosquitos.
     
    Na etapa de laboratório, os mosquitos foram alimentados com sangue e vírus, permitindo o acompanhamento do processo de replicação do vírus no inseto.
     
    Cada mosquito foi dissecado para a extração do intestino e da glândula salivar. Quando o mosquito se alimenta, de acordo com a cientista, o sangue vai direto para o intestino, onde há a primeira barreira para a infecção. “Depois há a barreira de escape no intestino.
     
    Em seguida, ele deve infectar a glândula salivar, depois escapar e sair pela saliva, para depois ser transmitido”, explicou.
     
    Caso a replicação do zika chegue à glândula salivar, significa que o inseto é potencial transmissor. A partir do terceiro dia após a alimentação artificial, segundo ela, já foi possível detectar o vírus nas glândulas salivares dos pernilongos.
     
    Segundo Constância, serão necessários novos estudos para avaliar o potencial da participação do Culex na disseminação do vírus.
     
    Fonte: O Estado de S.Paulo
  • Testes com

    Testes com

    A fosfoetanolamina sintética, também conhecida como “pílula do câncer”, começará a ser testada em seres humanos pela primeira vez a partir de segunda-feira, em São Paulo.
     
    Na primeira fase da pesquisa, dez pacientes com câncer serão avaliados. Se não forem detectados efeitos colaterais graves, mais 200 pessoas serão igualmente distribuídas entre dez grupos de tipos diferentes de tumor. Serão, então, 21 participantes por grupo, que devem começar tomando três comprimidos ao dia. A equipe envolvida nos testes acredita que em seis meses poderá atestar a eficácia da pílula.
     
    Os pacientes escolhidos serão convocados até hoje e já estavam cadastrados para fazer tratamento no Sistema Único de Saúde (SUS). Não participarão pessoas em fase terminal da doença nem em tratamento com quimioterapia, para que o sistema imunológico esteja intacto.
     
    Ao lado do secretário estadual de Saúde, David Uip, e do vice-presidente do Instituto do Câncer, Paulo Hoff, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, anunciou o início dos testes e afirmou que espera, com o início das pesquisas, uma redução no número de liminares e mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça para distribuir o composto a pacientes.
     
    Conforme O GLOBO antecipou na edição de ontem, o governo de São Paulo já recebeu cerca de 800 mandados judiciais determinando a distribuição da substância a pacientes com câncer.
     
    O Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações vem financiando estudos sobre a fosfoetanolamina na Universidade Federal do Ceará. Os últimos resultados da pesquisa demonstraram que a substância não foi capaz de reduzir tumores em roedores criados em laboratório. Mas testes em humanos ainda não foram realizados.
     
    — Acreditamos que no momento que, se tem mais de 20 mil pessoas que fizeram uso do produto e um grande interesse popular, é uma obrigação que nós resolvamos de uma vez por todas a questão sobre se o produto realmente é eficiente no tratamento do câncer ou não — observou Hoff.
     
    Em dois meses já se terá uma avaliação do resultado. Se de cada 21 pacientes três apresentarem resultado positivo, haverá mais 800 pacientes na segunda fase, ou seja, mais 80 em cada grupo, até que o número chegue a mil. Foram investidos R$ 580 mil na compra das pílulas para os testes.
     
    — Estamos com bastante esperança que isso possa trazer avanços no tratamento das neoplasias — afirmou Alckmin.
     
    Em caso de efeitos colaterais, o teste será reiniciado, diz Hoff. — Se for determinada toxicidade grave, o estudo terá que ser encerrado e voltar um passo atrás para achar a dose de segurança — explicou.
     
    Fonte: O Globo
     
  • Proteção contra o Alzheimer pela flora intestinal

    Proteção contra o Alzheimer pela flora intestinal

    Os antibióticos surgem como um potencial caminho para o enfrentamento ao Alzheimer. Em um experimento com ratos, cientistas dos Estados Unidos detectaram que o medicamento diminuiu o acúmulo da proteína beta-amiloide, ligada ao desenvolvimento da doença neurodegenerativa em humanos. Para os estudiosos, alterações na flora intestinal provocadas pela ação do remédio seriam responsáveis pelo benefício. A afirmação reforça as recentes evidências da relação estreita entre a microbiota e o cérebro.
     
    “Estamos explorando bastante esse território, a forma como o intestino influencia a saúde do cérebro. Essa é uma área em que as pessoas que trabalham com doenças neurodegenerativas têm se interessado cada vez mais porque ela pode influenciar a estrada que percorremos em busca de tratamentos”, explicou, em comunicado à imprensa, Sangram Sisodia, professor de neurociências da Universidade de Chicago e um dos autores do estudo, divulgado na última edição da revista Scientific Reports.
     
    Na análise, os cientistas focaram em duas substâncias relacionadas ao Alzheimer: a amiloide, uma proteína presente no cérebro; e a microglia, um conjunto de células cerebrais que desempenham funções essenciais no sistema imunológico e no sistema nervoso central e que, para especialistas, está relacionado ao declínio cognitivo causado pela doença. Ratos receberam altas doses de antibióticos ao longo de seis meses e um grupo de controle, não. Depois, uma análise genética de bactérias presentes no intestino das cobaias mostrou que a quantidade de micróbios presentes era praticamente a mesma em todas elas, mas a diversidade da flora intestinal das tratadas com o medicamento tinha subido drasticamente.
     
    Os antibióticos também diminuíram o acúmulo das proteínas amiloides na cobaias e aumentaram a atividade da microglia, o que significa uma defesa maior do corpo contra a doença neurodegenerativa. Os cientistas acreditam que as alterações detectadas podem servir de base para futuras descobertas ligadas ao Alzheimer. “Não propomos que o uso a longo prazo de antibióticos seja um tratamento, o que é absurdo por diversas razões, mas o que esse estudo faz é nos permitir explorar ainda mais essa área, já que mudar a população microbiana do intestino mostrou, em camundongos, uma queda de amiloide”, ressaltou, em comunicado, Myles Minter, pesquisador no Departamento de Neurobiologia da Universidade de Chicago e um dos autores do estudo.
     
    Sisodia ponderou ainda que o Alzheimer começa a alterar o organismo no paciente por muito tempo, ultrapassando etapas da vida. “Nós sabemos que há mudanças que ocorrem no cérebro e no sistema nervoso central de 15 a 20 anos antes do surgimento dos sintomas. Temos de encontrar formas de intervir quando um paciente começa a mostrar sinais clínicos. Se pudermos aprender como as mudanças nas bactérias do intestino afetam o início e a progressão ou como as moléculas interagem com o sistema nervoso, poderíamos usar essa base para criar um tipo de medicina personalizada”, cogitou.
     
    Outros desafios
     
    Para Cláudia Barata Ribeiro, neurologista do Hospital Prontonorte, em Brasília, e presidente da regional do Distrito Federal da Associação Brasileira de Medicina Física e Reabilitação (ABMFR), o trabalho norte-americano utiliza informações conhecidas na área médica para buscar mecanismos que possam ajudar a combater o Alzheimer. “A alteração da microbiota pelo uso de antibióticos é algo que sabíamos. O grande ponto de destaque desse trabalho é a constatação da diminuição de placas amiloides, que seguem solúveis no cérebro sem causar problemas, mas, quando se acumulam, podem interferir nas sinapses, estando associadas, assim, ao Alzheimer e a outras doenças neurodegenerativas. Outros medicamentos foram criados com o objetivo de diminuir essas placas, mas nenhum deles funcionou bem”, detalhou.
     
    Segundo Cláudio Roberto Carneiro, coordenador de Neurologia do Hospital Santa Lúcia, em Brasília, e membro da Sociedade Brasileira de Neurologia (SBN), um dos passos decisivos é descobrir o mecanismo que leva à alteração na flora intestinal pelo medicamento testado pelos norte-americanos. “O objetivo seria criar um remédio que não causasse efeitos colaterais, como o antibiótico em excesso. Os próprios autores frisam o quanto ele não é uma opção de tratamento. Trata-se de uma hipótese que precisa de mais aprofundamento, de muito mais pesquisas”, defendeu o especialista.
     
    Para Carneiro, o estudo norte-americano tem que ser visto como mais uma tentativa de entender melhor como a doença de origem desconhecida pode ser tratada. “O acúmulo de amiloide é realmente maior em pacientes que sofrem com Alzheimer, mas temos pessoas com essa substância em excesso que tem uma memória boa. Muitos especialistas também têm relacionado o Alzheimer com o acúmulo de glicose, que pode estar associado ao diabetes tipo 3. Resumindo, ainda precisamos saber muito mais sobre essa enfermidade para combatê-la com sucesso.”
     
    A neurologista Cláudia Barata Ribeiro indica algumas áreas que merecem investigação. “Outro ponto a ser explorado é como essas placas interferem no organismo. Isso porque essa proteína precisa se conectar a um receptor para que o efeito negativo ocorra, independentemente da sua presença. O foco precisa estar também na interação entre eles, precisamos conhecer todos os mecanismos envolvidos”, listou.
     
    Os autores do trabalho darão continuidade à pesquisa e acreditam que uma análise científica mais ampla do funcionamento do organismo humano possa render ainda mais frutos. “Ao juntar ideias de áreas que, por muito tempo, foram estudadas separadas, as possibilidades são realmente incríveis”, opinou Minter.
     
    “Não propomos que o uso a longo prazo de antibióticos seja um tratamento, o que é absurdo por diversas razões, mas o que esse estudo faz é nos permitir explorar ainda mais essa área, já que mudar a população microbiana do intestino mostrou, em camundongos, uma queda de amiloide”
     
    Myles Minter, pesquisador no Departamento de Neurobiologia da Universidade de Chicago e um dos autores do estudo.
     
    Fonte: Correio Braziliense
  • Zika e dengue podem ter interação perigosa

    Zika e dengue podem ter interação perigosa

    Quando se encontram, os vírus da dengue e da zika interagem de maneira perigosa,mostra novo estudo da revista “Science” que fez testes in vitro e em roedores. Os resultados apontam que quem já teve zika pode ter uma infecção de dengue pior que o esperado.
     
    Trata-se do efeito conhecido como potencialização dependente de anticorpos (anti body-dependentnhancement, ou ADE): anticorpos, em vez de neutralizar e promover a aniquilação de um vírus, acabam se ligando a ele de uma forma “frouxa”, permitindo que ele se reproduza sem dificuldades no interior de células do organismo.
     
    Esse fenômeno biológico vem sendo estudado jáhá algum tempo e é uma das explicações mais plausíveis para o aparecimento das febres hemorrágicas em uma segunda (ou terceira ou quarta)infecção pelo vírus da dengue.
     
    Quatro é o número limite de infecções por um motivo: só há quatro subtipos do vírus da dengue (DENV1 a DENV4).Geralmente, há uma predominância de um em cada epidemia, o que não impede que os demais também circulem na mesma época.
     
    A esse notório quarteto de vírus, juntou-se o vírus da zika (ou ZIKV)—até pouco tempo atrás restrito à África e à Ásia. Só há um subtipo dele e ainda não se sabe exatamente como ele entra nessa ciranda dos flavivírus relevantes para a saúde pública. Para entender melhor essa interação, pesquisadores de diversos países estudaram 119 tipos de anticorpo de quatro doadores infectados pelo vírus da zika —dois deles haviam pegado dengue também.
     
    Boa parte dos anticorpos (41) atacou uma proteína não estrutural (chamada NS1) que é produzida por células infectadas pelo vírus da zika enquanto ele tenta driblar o sistema imune. A NS1 funciona como “bomba de fumaça”, enganando o organismo enquanto o vírus se multiplica.
     
    Anticorpos contra essa proteína podem ser úteis em testes diagnósticos que diferenciem dengue de zika. O organismo também produziu anticorpos contra a proteína E, que forma a cápsula de proteína que envolve o vírus.
     
    Em testes in vitro, os cientistas viram que o plasma (fração do sangue onde estão os anticorpos) de pacientes que já foram infectados pelo DENV3 ou pelo ZIKV potencializou a ação do DENV1. Esse seria um indício de que uma infecção prévia poderia significar um risco de uma doença mais severa.
     
    Estudos anteriores já haviam feito testes semelhantes e alertado para essa possibilidade. Desta vez, no entanto, os pesquisadores deram um passo a mais no quesito complexidade ao fazer testes em roedores.
     
    Anticorpos de alto poder de neutralização (particularmente eficazes em se ligar aos vírus), tanto anti zika quanto antidengue, acabaram piorando a doença causada pelo DENV2 nos bichos —que morreram após cinco dias.
     
    VACINA 
     
    A caracterização do efeito de potencialização dependente de anticorpos (ADE) representa mais um obstáculo para os fabricantes de vacinas contra dengue e zika.
     
    Ao deixar um “buraco” na imunidade contra a zika,uma vacina contra os quatro vírus da dengue poderia deixar os imunizados mais predispostos a casos graves de zika, ligada a casos de microcefalia e outras más-formações em bebês, além da síndrome paralisante de Guillain-Barré.
     
    Para Jorge Kalil, professor titular da USP e diretor do Instituto Butantan,o risco dessa potencialização existe, mas isso não invalida a busca da vacina contra a dengue, que está em fase final de estudos no órgão.“Dengue mata muito mais que zika”, diz.
     
    Ele faz a ressalva de que ainda não há estudos que comprovem que esse efeito em humanos. “O raciocínio é lógico, mas, em biologia, tudo tem que ser demonstrado.” Segundo Kalil, a vacina contra a dengue poderia minimizar o risco de uma pessoa, já infectada com o zika, morrer por causa de uma infecção por dengue.
     
    A menor gravidade da infecção por zika justificaria, segundo Kalil,imunizar imediatamente a população contra a dengue assim que houver vacina disponível. “Temos que pensar no nível da saúde pública para saber quem tem risco de ter dengue e quem se beneficiaria mais dessa vacina”, afirma Kalil.
     
    O professor diz ainda que o desenvolvimento das vacinas no país está atrasado por causa da redução de verbas federais. “É muita burocracia para se obter o dinheiro em uma situação de emergência, e sem dinheiro a gente não consegue fazer nada.” A Sanofi Pasteur, empresa que está produzindo a primeira vacina contra a dengue aprovada no país, diz estar preparada para prosseguir com as análises da possível potencialização dos efeitos dos vírus em estudos que serão feitos após a venda da vacina, baseados em relatos.
     
    Estudo indica fim de epidemia em 3 anos
     
    Um estudo publicado na edição da revista “Science” desta quinta (14) diz que a epidemia de zika pode estar a caminho do fim e acabar de vez em três anos.
     
    Os resultados se baseiam nos dados até o momento obtidos de transmissibilidade e de ciclo da doença —o período de infecção dura cerca de 11 dias e pode não apresentar nenhum sinal ou sintoma.
     
    O fato de muita gente pegar a doença, que pode ser transmitida também por via sexual e transfusão sanguínea, além da picada de mosquitos aedes, pode favorecer o aparecimento do fenômeno “imunidade de rebanho”.
     
    Na Polinésia Francesa, por exemplo, que teve um surto do vírus entre 2013 e 2014, estima-se que 66% da população tenha sido infectada.
     
    Com boa parte das pessoas apresentando anticorpos anti zika (e é possível que qualquer brasileiro tenha tido a doença), essa imunidade de rebanho funcionaria como um escudo, dificultando que mesmo pessoas que nunca tiveram o vírus o adquiram.
     
    Este argumento é o mesmo explorado por algumas pessoas de movimentos anti vacina, comuns nos EUA mas que também existem no Brasil. O problema é que,além de sempre haver algum risco de contágio,quando muitas pessoas confiam apenas na imunidade do rebanho, abrindo mão da própria proteção, as infecções podem encontrar caminhos e se restabelecerem.
     
    O esperado é que a próxima grande epidemia do vírus da zika ocorra em dez anos, por causa da nova geração de pessoas que vai nascer eque ainda não estarão imunizadas contra o vírus.
     
    Para reverter esse cenário, uma possibilidade é o uso de vacinas anti zika, ainda em desenvolvimento. Com a pressão resultante do surgimento de casos de microcefalia e outra más-formações em fetos de mães que tiveram zika, é bastante provável que nos próximos anos —ou seja, antes da provável próxima grande epidemia—as vacinas já estejam disponíveis.
     
    Por outro lado, os autores do trabalho desta cama imprevisibilidade do surto—mesmo tratando-se de um vírus conhecido há 70 anos.
     
    Um destes fatores de imprevisibilidade pode ser o fenômeno El Niño, que bagunça o clima no mundo,aumentando,por exemplo,a temperatura e a quantidade de chuvas na porção sul da América do Sul.
     
    “A escalada do vírus da zika após longo período como uma doença de aparente pequena importância mostra quão pouco nós realmente entendemos sobre a distribuição global de flavivírus família de vírus que abrange os vírus da zika e da dengue e outras doenças transmitidas por vetores”, escrevem os autores.
     
    As chances de permanência (endemia) da zika dependem também da capacidade de o vírus sobreviver em animais que não o homem —estudos brasileiros em macacos mostraram que esse ciclo silvestre é factível no país. Mesmo com a dificuldade de prever pandemias, os autores dizem que é possível melhorar a velocidade para detectar doenças e dar uma resposta a elas.
     
    Fonte: Folha de S.Paulo
  • Vírus mais agressivo da dengue avança no Brasil

    Vírus mais agressivo da dengue avança no Brasil

    Embora a maioria dos casos de dengue no Brasil ainda seja causada pelo tipo 1 da doença, cresce em alguns Estados a circulação do sorotipo 2, o mais agressivo dos quatro vírus existentes. Dados do mais recente boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, com estatísticas de 3 de janeiro até 28 de maio, mostram que, de um total de 2,2 mil amostras positivas para dengue analisadas em laboratório neste ano, 6,4% já são do tipo 2, ante 0,7% no ano passado. No Estado de São Paulo, esse tipo de vírus já é responsável por 13,6% dos casos da doença, ante 0,5% em 2015.
     
    Além de ser considerado por especialistas o mais violento dos quatro sorotipos da dengue, o tipo 2 ainda está relacionado a outro risco no País. Como parte da população brasileira já foi infectada pelo tipo 1, a ocorrência de uma segunda infecção por outro sorotipo aumenta o risco de desenvolvimento de uma das formas graves da doença, que podem levar à morte, como a febre hemorrágica.
     
    Segundo o infectologista Artur Timerman, presidente da Sociedade Brasileira de Dengue e Arboviroses, o risco maior em uma segunda infecção pela doença está relacionado à resposta imunológica do paciente que já contraiu o vírus uma vez. “Como já existem anticorpos contra um tipo de dengue no organismo, há uma reação inflamatória exacerbada, que prejudica o organismo, mas que não consegue neutralizar o novo sorotipo. O risco de desenvolvimento de uma forma grave da dengue é de 15 a 20 vezes maior quando se trata de uma segunda infecção.”
     
    O grande número de brasileiros infectados pelo tipo 1 nas epidemias de dengue dos últimos anos é uma das razões que explicam o crescimento dos casos provocados pelo tipo 2, segundo especialistas. “Como o vírus tipo 1 da dengue está circulando há muito tempo no Brasil, já temos muitas pessoas imunes a ele. Quando há o contato dessa população com outro sorotipo, aumenta mesmo o número desses tipos de casos porque há mais pessoas suscetíveis a ele. E uma segunda infecção por dengue tem tendência a uma gravidade maior”, explica Marcos Boulos, coordenador de Controle de Doenças da Secretaria Estadual da Saúde.
     
    Além de São Paulo, outros Estados registram circulação do tipo 2 da dengue acima da média nacional. No Pará, 33,3% das amostras analisadas correspondem a esse sorotipo. No Distrito Federal, esse índice é de 26,8% e em Rondônia, de 13,1%.
     
    Interior
     
    Segundo Boulos, no Estado de São Paulo, esse sorotipo está presente predominantemente na região de Ribeirão Preto, no interior paulista. Em parceria com a Secretaria Municipal da Saúde do município, pesquisadores da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto têm feito a vigilância virológica dos casos de dengue na cidade para estabelecer qual é o porcentual de casos de cada sorotipo.
     
    “O que a gente tem visto é que, do fim do último ano para cá, houve mesmo um aumento dos casos de dengue tipo 2. Dependendo do mês, eles já representam cerca de 25% a 30% dos casos na cidade. Mas não acho que isso seja restrito a Ribeirão. Esse aumento deve estar acontecendo em outras áreas do Estado também”, afirma Benedito Antonio Lopes da Fonseca, professor de Infectologia da faculdade e um dos coordenadores do monitoramento virológico no município.
     
    O pesquisador disse ainda que pelo menos uma das sete mortes por dengue registradas neste ano na cidade aconteceu por uma infecção provocada pelo tipo 2 da doença. A paciente apresentava uma doença crônica, condição que aumenta o risco de complicações.
     
    Segundo Boulos, diante do avanço do tipo 2 da dengue no Estado, a Secretaria Estadual da Saúde deverá reforçar com médicos e outros profissionais de saúde as diretrizes de atendimento a pessoas com suspeita da doença. “Todos têm de ficar mais atentos aos sinais de agravamento da dengue. Teremos de pensar duas vezes antes de liberar o paciente.”
     
    As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
     
  • Subsecção do CRF/AL em Arapiraca apresenta resoluções farmacêuticas a SMS

    Subsecção do CRF/AL em Arapiraca apresenta resoluções farmacêuticas a SMS

    A subsecção do Conselho Regional de Farmácia (CRF-AL) em Arapiraca esteve reunida, nesta terça-feira, 19, com a coordenadora de doenças crônicas da Secretaria Municipal de Saúde de Arapiraca, Jéssika Bezerra e com a coordenadora do NASF (Núcleo de apoio à saúde da Família), Jenise Melo apresentando as resoluções da prescrição farmacêutica e das atribuições clínicas do farmacêutico.

    O vice-presidente do CRF/AL, Robert Nicácio, explicou que o encontro foi importante porque esse é um projeto que tramitava na Câmara Técnica do CRF/AL Arapiraca e agora, já pode ser colocado em prática. “Estamos viabilizando a solicitação de exames laboratoriais pelos colegas do NASF e isso foi possível porque o farmacêutico Samuel Luz apresentou a proposta junto a Secretaria”, revelou.

    Esta semana os representantes deverão se reunir novamente para elaboração de uma nota técnica e posterior aprovação e publicação da mesma. 

    Ascom/ CRF-AL

  • Obesidade é três vezes mais mortal entre os homens, diz estudo

    Obesidade é três vezes mais mortal entre os homens, diz estudo

    A obesidade é três vezes mais mortal para os homens do que para mulheres, e mesmo um singelo aumento de peso eleva o risco de morte prematura, segundo um estudo internacional publicado na revista “Lancet”.
     
    Os obesos podem perder até três anos de vida, enquanto pessoas com sobrepeso morrerão um ano mais cedo do que se mantivessem condições de vida saudáveis.
     
    O levantamento, assinado pelas universidades Harvard (EUA), Oxford e Cambridge, ambas britânicas, é o mais ambicioso relato sobre a relação entre morte e obesidade.
     
    Normalmente, menos de um em cada cinco homens morrerão antes de completar 70 anos de idade, mas este índice salta para quase um em três na população moderadamente obesa, e oito em dez entre os obesos mórbidos.
     
    — Descobrimos que os homens obesos têm risco de morte prematura muito maior do que as mulheres obesas — revela Emanuele Di Angelantonio, coautora do estudo e pesquisadora da Universidade de Cambridge. — Isso é consistente com observações anteriores de que homens obesos têm índices maiores de resistência à insulina, gordura no fígado e risco de diabetes do que as mulheres.
     
    Atualmente, no Reino Unido, cerca de 61% dos adultos estão com sobrepeso ou obesidade. O peso médio médio da população cresce constantemente desde a década de 1970. Em 1975, o britânico médio tinha um IMC (índice de massa corporal) de 23, que é considerado um peso saudável. Hoje, porém, que subiu para 27, o que já se encaixa na categoria de pessoas acima do peso.
     
    Dez tipos de câncer estão ligados a sobrepeso e obesidade, além de enfermidades como a diabetes tipo 2, acidente vascular cerebral e doenças respiratórias.
     
    Os pesquisadores compilaram dados de 10,6 milhões de pessoas que participaram de 239 estudos entre 1970 e 2015, em 32 países diferentes. O levantamento apontou riscos maiores de morte prematura para as pessoas que estavam classificadas como abaixo do peso ou acima do peso.
     
    Ao atingir a obesidade mórbida, nível mais elevado do IMC, o risco de morte prematura aumentava mais de quatro vezes em homens. Para as mulheres, este nível cresceu 2,7 vezes.
     
    De acordo com o estudo, uma em cada sete mortes prematuras poderia ser evitada, se as pessoas obesas ou com sobrepeso emagrecessem.
     
    — A obesidade é a segunda maior causa de morte prematura na Europa, perdendo apenas para o câncer de pulmão — destaca Richard Peto, pesquisador da Universidade de Oxford, que também assina o levantamento.
     
    Segundo Peto, a pesquisa refuta o “paradoxo da obesidade”, uma teoria em voga em diversos estudos recentes, que sugerem que, em alguns casos, a gordura poderia proteger o organismo.
     
    Fonte: O Globo / Site
  • Farmácias de elite

    Farmácias de elite

    Quando se trata de mercado farmacêutico, podemos dizer que o Brasil é uma potência mundial, pois ocupa a sexta posição entre os maiores mercados consumidores de medicamentos no cenário mundial. Mesmo com a economia abalada, a expectativa é de que, até 2018, o País alcance a quarta posição, atrás apenas de Estados Unidos, China e Japão, segundo projeções do IMS Health.
     
    Uma conjunção de acontecimentos permitiu que se alcançasse esse nível. Um dos fatores dessa equação é o envelhecimento da população brasileira, que vem avançando ano a ano. Segundo estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população acima dos 60 anos de idade deve passar de 14,9 milhões (7,4% do total), em 2013, para 58,4 milhões (26,7% do total) até 2060, devido ao contínuo aumento da expectativa de vida.
     
    Maior número de idosos significa crescimento no consumo de medicamentos, já que doenças crônicas, como hipertensão e diabetes, tendem a surgir com o avançar da idade. As farmácias e drogarias são o principal canal de dispensação de medicamentos, logo, não há crise capaz de frear o crescimento do varejo farmacêutico, impulsionado por uma demanda natural.
     
    No entanto, ainda que o setor como um todo se encontre em solo fértil para crescimento, nem todos os modelos de farmácias existentes no País crescem na mesma proporção. Atualmente, o Brasil possui em torno de 70,4 mil farmácias, das quais 72% são representadas pelas independentes e 14% são ocupadas pelas grandes redes – conglomerados de lojas com expansão agressiva e alto poder de investimento.
     
    DOMÍNIO DE FATURAMENTO
     
    É preciso ter cautela na análise dos percentuais para que não se chegue a conclusões errôneas. Quantidade não significa domínio de mercado, quando se trata de varejo econômico. Um grupo de 28 redes, todas ligadas à Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), concentra 44,5% das vendas de medicamentos, mesmo tendo apenas 7% dos pontos de venda (PDVs) instalados no País, segundo indicadores divulgados pelo IMS Distribution Services.
     
    Em relação ao volume de vendas, a representatividade dessas grandes redes cresceu de 42% para 56% entre 2007 e 2015. Enquanto isso, as farmácias independentes encolheram de 55% para 30%.
     
    Para o presidente executivo da Abrafarma, Sérgio Mena Barreto, a explicação para um desempenho tão superior está em um cenário favorável surgido a partir do fim da década passada. O aumento da renda da população brasileira promoveu uma mudança no perfil do consumidor e estimulou a abertura de novos PDVs.
     
    “A necessidade de absorver a crescente demanda e o maior grau de exigência do consumidor favoreceu as marcas com mais representatividade geográfica e fôlego financeiro. Além disso, as principais redes do País se beneficiaram com a maior capacidade de gerenciar estoques e a compra em grande escala de medicamentos e não medicamentos”, argumenta Mena Barreto, que ainda atribui o desempenho à boa gestão de estoque e à abrangência geográfica.
     
    Mesmo a inserção de grupos estrangeiros, como a norte-americana CVS, no mercado nacional, colaborou para impulsionar o grande varejo farmacêutico. Antes vista como ameaça, a expectativa de uma internacionalização acabou por estimular que redes locais investissem em lojas maiores e mais modernas, com diferenciais, como pequenas clínicas instaladas no interior da farmácia. Diante disso, pequenos e médios empresários, que trabalham com capital limitado, perdem poder de concorrência e as grandes redes saltam à frente.
     
    FIRMES NA CRISE
     
    O único obstáculo que parece ser capaz de reduzir os bons resultados obtidos pelas grandes redes é a crise econômica brasileira. O varejo farmacêutico como um todo foi pouco abalado e segue crescendo acima de dois dígitos, embora em ritmo mais lento. No primeiro trimestre de 2016, o setor movimentou R$ 22 bilhões no preço consumidor – montante 15% maior que o mesmo período do ano passado. No mesmo período, as grandes redes ligadas à Abrafarma faturaram, juntas, cerca de R$ 9,3 bilhões -um valor 13,3% superior ao mesmo período do ano anterior, mas abaixo da média de mercado.
     
    O resultado é inferior ao apresentado por outro modelo de negócio: o associativismo. As farmácias ligadas à Federação Brasileira das Redes Associativistas e Independentes de Farmácias (Febrafar) conseguiram crescer 16,8% na venda de unidades, no primeiro trimestre de 2016, em relação ao mesmo período do ano passado.
     
    De acordo com o presidente da Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC), Eduardo Terra, o associativismo encontrou uma maneira de se imunizar contra as ameaças de capitais maiores. “É necessário se unir para ganhar escala, aumentar o nível de profissionalização. Quinze anos atrás, as redes regionais eram maioria nos Estados Unidos, mas, aos poucos, foram sendo absorvidas pela Walgreens e CVS”, conta.
     
    Uma explicação para o crescimento abaixo da média do mercado apresentado pelas grandes redes pode estar na venda de medicamentos. Enquanto no acumulado dos três primeiros meses de 2016 o mercado farmacêutico como um todo cresceu 16% na venda de medicamentos de prescrição e 11% nos produtos isentos de receita médica, as redes da Abrafarma cresceram apenas 7,54% nos medicamentos em geral.
     
    Já nos itens da categoria “não medicamentos”, que inclui produtos de higiene pessoal, cosméticos, perfumaria, xampus, absorventes íntimos, adoçantes, tinturas de cabelo, preservativos e protetores solares, entre outros, os números superaram a média de mercado, o que mostra que a força das grandes redes está concentrada em produtos diferenciados e não apenas em medicamentos.
     
    A categoria foi responsável por movimentar R$ 3,21 bilhões entre janeiro e março deste ano nas grandes redes – um acréscimo de 12,9% em relação ao mesmo trimestre de 2015 enquanto o mercado cresceu 12%. “Os não medicamentos já representam 34,43% do total comercializado. Isso mostra que, cada vez mais, os clientes querem mais conveniência, buscando um mix de produtos em um único lugar”, avalia Mena Barreto.
     
    Fonte: Guia da Farmácia
  • Chikungunya desafia ciência e já mata mais que dengue e zika no Nordeste

    Chikungunya desafia ciência e já mata mais que dengue e zika no Nordeste

    O alto número de mortes confirmadas por chikungunya no Nordeste está desafiando médicos e pesquisadores a buscar explicações do porquê de uma doença de taxa de mortalidade baixa apresentar saltos fora do padrão normal. A doença é transmitida pelos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus.
     
    A chikungunya foi motivo confirmado de 45 mortes no 1° semestre na região, contra 35 mortes por dengue e cinco pelo vírus da zika. O número de mortes ainda deve crescer consideravelmente, já que há outras 400 mortes por arboviroses em investigação nesses Estados, todas sem causa confirmada.
     
    O levantamento feito pelo UOL inclui dados das secretarias estaduais de Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte. O governo de Sergipe não indica a quantidade de mortes em seus boletins divulgados nem a secretaria estadual de Saúde informou o número.
     
    O Nordeste é a região do Brasil que mais sofre com o vírus, segundo o Ministério da Saúde. Até o fim de maio, 107 mil pessoas foram infectadas pela febre chikungunya –a região tem 87% das infecções registradas em todo o país. O número de pessoas infectadas no Brasil em 2016 já é quase nove vezes maior que as registradas em todo o ano passado: 13 mil.
     
    Assim como dengue e zika, não existe um tratamento específico para chikungunya. Os sintomas são tratados com medicação para a febre e dores articulares.
     
    GRAVIDADE DA DOENÇA ASSUSTA
     
    A dispersão da febre chikungunya pelo Nordeste tem deixado um rastro de adultos e idosos com dores crônicas graves que sobrecarrega os serviços de saúde, além de um número ainda não explicado de mortes. Os boletins das secretarias de saúde estaduais trazem aletas da gravidade da situação.
     
    No primeiro semestre de 2016, o número de mortes por arbovirores cresceu 426% no Rio Grande do Norte. O Estado é o que tem maior incidência de chikungunya do país.
     
    MAIS FATAL QUE DENGUE
     
    Os índices de mortes dos Estados apontam para mais vítimas fatais entre os infectados por chikungunya do que entre os infectados por dengue. Em Pernambuco, Estado líder em mortes pela doença na região, o índice de mortalidade de chikungunya é seis vezes maior que o da dengue.
     
    Até junho, foram sete mortes confirmadas de dengue para 19.304 pessoas infectadas (média de 0,4 morte para mil casos). Já no caso da chikungunya, são 11.273 casos confirmados de infecção, com 26 mortes: 2,1 para cada mil casos. O índice é maior do que o apresentado na literatura médica. A letalidade de dengue nas Américas em 2014 foi de 0,7 óbitos por mil casos, enquanto o de chikungunya era de 0,2 por mil casos.
     
    O infectologista Kleber Luz, integrante do grupo de cientistas do Ministério da Saúde que investiga o problema, diz que essa taxa de mortalidade “aparentemente” maior para a febre que no caso de outras arboviroses intriga os especialistas.
     
    Para o Ministério da Saúde ainda é preciso investigar mais detalhadamente as mortes por chikungunya “para que seja possível determinar se há outros fatores associados, como doenças prévias, comorbidades, uso de medicamentos, entre outros”. Luz diz que o Ministério da Saúde vai debater um protocolo para investigar o problema. Ele diz que, no final de julho, um grupo da comunidade científica deve se reunir em João Pessoa para essa discussão.
     
    Luz indica que há duas teorias mais prováveis para as mortes. “Temos vistos alguns casos em que o vírus tem invadido o sistema neurológico, causando encefalite grave, e em crianças há um quadro clássico com múltiplas lesões de pele, mas isso já era esperado. Uma outra possibilidade é que, no Brasil, a venda é livre de todos os remédios, com exceção dos antibióticos; ao adoecerem e por terem muita dor, os pacientes talvez estejam usando anti-inflamatórios e corticoides”, diz.
     
    O uso de remédios pode, ao mesmo tempo, tornar a doença mais grave e comprometer a imunidade dos infectados. “É como se deixasse o caminho livre para o vírus matar”, explicou o infectologista.
     
    A DOENÇA
     
    A transmissão da febre chikungunya foi identificada pela primeira vez no Brasil em 2014. Os sintomas da doença são: febre acima de 39 graus e de início repentino e dores intensas nas articulações de pés e mãos. Pode ocorrer, também, dores de cabeça e nos músculos e manchas vermelhas na pele. Cerca de 30% dos casos não chegam a desenvolver sintomas.
     
    Contra o avanço da doença e reações mais graves, o Ministério da Saúde já formulou o Guia de Manejo Clínico, com orientações sobre o diagnóstico precoce e manejo para profissionais de saúde.
     
    Fonte: Folha de S.Paulo / Site