Category: Notícias

  • Diabetes: quase 1 em cada 10 brasileiros tem a doença

    Diabetes: quase 1 em cada 10 brasileiros tem a doença

    O número de adultos diagnosticados com diabetes no Brasil atingiu 7,4% no ano passado, valor acima dos 5,5% registrados em 2006. Ou seja, quase 1 em cada 10 brasileiros possuem a doença atualmente.
     
    Os dados são do Vigitel 2015 (Vigilância de fatores de risco e proteção para doenças crônicas por inquérito telefônico) e foram divulgados na manhã desta quinta-feira (7) pelo Ministério da Saúde.
     
    Com base numa entrevista feita com 54 mil pessoas (com 18 anos ou mais), o órgão observou que a doença é mais comum em mulheres (7,8%) do que em homens (6,9%). Além disso, ela é mais frequente em pessoas mais idosas.
     
    As cidades que apresentaram maior índice de adultos diabéticos foram Rio de Janeiro (8,8%), Porto Alegre (8,7%) e Campo Grande (7,9%). Por outro lado, a que registrou o menor número foi Palmas (3,9%).
     
    O representante da Organização Pan-Americana da Saúde Dr. Joaquin Molina reforçou que o crescimento do diabetes no Brasil segue a tendência internacional. A OMS (Organização Mundial da Saúde) informou ontem que o número de adultos diabéticos em todo o mundo quadruplicou em menos de quatro décadas, chegando a 422 milhões.
     
    “O diabetes está crescendo mais rápido nos países de renda média e baixa. Em 2012, o diabetes causou 1,5 milhão de mortes”, alertou Molina.
     
    Para o ministro da Saúde, Marcelo Castro, fatores como o aumento de peso, sedentarismo, alimentação à base de carboidratos, refrigerantes e doces estão ajudando a aumentar a prevalência de diabetes no mundo.
     
    “Basicamente, é uma enfermidade que pode ser evitada com bons hábitos alimentares e atividade física”, acrescentou o ministro.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Uma em cada dez pessoas tem insônia; conheça dez causas para o distúrbio

    Uma em cada dez pessoas tem insônia; conheça dez causas para o distúrbio

    A dificuldade para dormir é muitas vezes um mistério para pacientes e médicos. Cientistas tentam desvendar o mais comum distúrbio do sono, associado a uma série de fatores, muitos dos quais podem ser controlados.
     
    Rolar de um lado para o outro da cama e, apesar do cansaço, ver o tempo passar sem conseguir pregar o olho. Se você se vê nessa situação com frequência, pode estar entre os 10% da população adulta que sofre de insônia, o distúrbio do sono mais comum.
     
    A condição é definida como a dificuldade de pegar ou manter o sono por ao menos três noites por semana, acompanhada de problemas durante o dia. Quem sofre de insônia tende a ficar cansado e irritadiço durante o dia, além de ter dificuldades de concentração e dor de cabeça.
     
    Um estudo divulgado nesta terça-feira (05) pela revista New Scientist afirma que a causa da insônia pode ser conexões falhas no cérebro. A radiologista Shumei Li, de um hospital em Guangzhou, na China, e sua equipe descobriram que, nos cérebros das pessoas com insônia grave – dificuldade de dormir por mais de um mês -, as regiões do hemisfério direito ligadas à memória, ao aprendizado, ao olfato e à emoção estavam mais mal conectadas do que as de uma pessoa saudável.
     
    A equipe também descobriu que quem sofre de insônia tem conexões mais fracas na chamada substância branca do cérebro, região que regula a consciência, o estado de alerta e o sono.
     
    “Este estudo nos leva um passo adiante no entendimento da insônia e um passo mais próximos de um potencial tratamento”, afirma Max Wintermark, radiologista de Stanford, afirmando ainda não ser possível comprovar a relação entre as conexões cerebrais e o distúrbio do sono.
     
    As causas da insônia são identificáveis em apenas 50% dos casos, segundo a Universidade de Maryland. No entanto, alguns fatores são frequentemente associados ao distúrbio:
     
    1. Computador
     
    Trabalhar demais no computador resulta num excesso de estímulo cerebral. Ficar focado na tela, sobretudo perto da hora de dormir, pode tornar mais difícil pegar no sono.
     
    2. Atividade física
     
    É verdade que um estilo de vida sedentário pode levar à insônia. Mas se o exercício físico for praticado de quatro a seis horas antes de ir para a cama, ele pode atrapalhar o sono.
     
    3. Cafeína, álcool e drogas
     
    Ingerir cafeína, álcool, drogas recreativas em excesso ou certos medicamentos, como estimulantes e remédios para pressão, afeta o sono. Cigarro também pode causar inquietação. Ao mesmo tempo, parar de fumar pode causar insônia temporária.
     
    4. Depressão
     
    A depressão costuma afetar o sono. Cerca de 80% das pessoas com depressão têm dificuldade de pegar no sono, segundo o site WebMD. Ao mesmo tempo, muitas vezes quem sofre da doença dorme demais.
     
    5. Doenças neurológicas
     
    Além da depressão, condições psiquiátricas e neurológicas, como ansiedade, síndrome das pernas inquietas, mal de Parkinson e Alzheimer, podem levar à insônia. A causa pode ser tanto alterações nas regiões cerebrais que afetam o sono como medicamentos usados para tratar as doenças.
     
    6. Stress
     
    O stress é uma das causas mais comuns da insônia. Um acontecimento traumático ou preocupações com as finanças, o trabalho ou a família costumam tirar o sono. Trabalhar em turnos noturnos ou mudar de escala constantemente também afeta o relógio biológico.
     
    7. Hormônios
     
    Alterações hormonais durante o ciclo menstrual podem influenciar o sono. Geralmente se tem problemas para dormir durante a menstruação, e o sono melhora na metade do ciclo, com a ovulação. Entre 30% e 40% das mulheres na menopausa também sofrem de insônia. No geral, as mulheres têm mais chance de serem acometidas pelo distúrbio do sono do que os homens.
     
    8. Dor crônica
     
    Males como refluxo, fibromialgia, artrite e outras síndromes de dor crônica podem afetar a qualidade do sono. De acordo com um estudo de 2015 da Fundação Nacional do Sono dos Estados Unidos, 36% das pessoas com dor crônica disseram dormir bem ou muito bem. Entre as pessoas sem dores, a taxa sobe para 65%.
     
    9. Idade avançada
     
    Alterações biológicas associadas ao envelhecimento, assim como condições médicas decorrentes da idade e efeitos colaterais de medicamentos contribuem para a insônia.
     
    10. Ronco
     
    Se você ronca ou tem um parceiro que ronca, isso pode ser um grande problema. Barulhos imprevistos podem impedir que você pegue no sono ou fazer com que você acorde no meio da noite. O melhor é recorrer a um protetor de ouvidos.
     
    Fonte: Uol Saúde
     
  • Ministério dobra pedido e estoca antiviral para tratar 2,5 milhões contra o H1N1

    Ministério dobra pedido e estoca antiviral para tratar 2,5 milhões contra o H1N1

    Com o surto antecipado de gripe H1N1 no país, o Ministério da Saúde dobrou o pedido de antiviral feito ao laboratório responsável pela produção do medicamento e se prepara para tratar até 2,5 milhões de pessoas infectadas pelo vírus até o fim do ano. Se a demanda chegar ao ápice, será o maior número de pessoas tratadas no país desde a pandemia da doença, em 2009. O recorde de tratamentos oferecidos foi em 2013, com 2 milhões de caixas com dez cápsulas cada de oseltamivir distribuídas pela rede pública.
     
    No início deste ano, o ministério encomendou ao laboratório público Farmanguinhos, da Fiocruz, quantidade de medicamento oseltamivir (Tamiflu) suficiente para tratar 1,5 milhão de pessoas, o dobro do solicitado em 2015, quando 769 mil tratamentos foram pedidos. Além da nova remessa, o ministério conta ainda com 1 milhão de tratamentos em estoque.
     
    A encomenda de 2016 é a segunda maior em sete anos, inferior apenas ao volume pedido em 2010, quando ainda acontecia a pandemia e o ministério comprou da Farmanguinhos 1,7 milhão de tratamentos, conforme dados do próprio laboratório. Com o fim do surto no mesmo ano, o estoque de medicamentos comprado do laboratório público foi suficiente ainda para abastecer o país nos anos de 2011, 2012 e 2013.
     
    A estimativa do número de pessoas que serão tratadas neste ano pode crescer ainda mais se forem incluídos os lotes do medicamento nas dosagens infantis. Como a Farmanguinhos produz apenas as unidades de 75 miligramas, para adultos, a versão do oseltamivir para crianças é comprada do laboratório Roche. A empresa não informou quantas unidades foram pedidas neste ano, mas afirmou que, no ano passado, foram vendidas ao governo federal 558 mil caixas do Tamiflu nas dosagens de 30 e 45 miligramas.
     
    O ministério informou que a compra de medicamentos no Sistema Único de Saúde (SUS) segue o cronograma e a compra de oseltamivir é uma medida preventiva para evitar o desabastecimento em Estados e municípios. De acordo com o órgão, a distribuição do remédio está regular em todo o país e é feita conforme demanda estadual.
     
    Para a infectologista Nancy Bellei, professora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e integrante da Sociedade Internacional de Influenza e Doenças Respiratórias, o volume de antiviral encomendado pelo ministério reflete preocupação com o impacto da epidemia neste ano. “Com o que está acontecendo em São Paulo, com casos precoces e óbitos, o ministério talvez esteja com uma preocupação de que esse surto possa ser igual aos de 2009 e 2013”, diz ela. No ano da pandemia, 2.060 pessoas morreram no país por complicações do H1N1. Em 2013, segundo pior surto, foram 768 óbitos. Em 2016, já são 71 vítimas, mas o período de pico de casos costuma ocorrer no inverno.
     
    Sem pânico
     
    A médica diz que, embora a expectativa seja de crescimento de casos, não há razão para pânico na população, pois cerca de 90% dos pacientes infectados evoluem bem espontaneamente. “O medicamento é indicado prioritariamente para pessoas com fatores de risco, para evitar possíveis complicações”, diz.
     
    As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
     
    Fonte: Uol site
  • Lista de Denominações Comuns Brasileiras da Farmacopeia tem novas nomenclaturas

    Lista de Denominações Comuns Brasileiras da Farmacopeia tem novas nomenclaturas

    A Resolução da Diretoria Colegiada da Anvisa de número 71, publicada no Diário Oficial da União (DOU) do último dia 30 de março, RDC 71/ 2016, inclui 40 novas nomenclaturas na Lista de Denominações Comuns Brasileiras (DCB), além de corrigir a nomenclatura de seis (6) substâncias e excluir duas DCB da resolução RDC 64/2012, de 28 de dezembro de 2012.
     
    A DCB é a nomenclatura genérica atribuída aos insumos farmacêuticos, soros hiperimunes, vacinas, radiofármacos, plantas medicinais e substâncias homeopáticas e biológicas, empregada nos processos de registro, rotulagens, bulas, licitação, importação, exportação, comercialização, propaganda, publicidade, informação, prescrição, dispensação e em materiais de divulgação didático e técnico.
     
    A lista completa da DCB traz, aproximadamente, 11.300 nomenclaturas e encontra-se disponível no hotsite da Farmacopeia Brasileira por meio do link http://www.anvisa.gov.br/hotsite/farmacopeiabrasileira/dcb.htm.
     
    Fonte: Anvisa
  • Produto biológico novo para tratamento de câncer é aprovado pela Anvisa

    Produto biológico novo para tratamento de câncer é aprovado pela Anvisa

    A Anvisa concedeu registro ao medicamento Opdivo® (nivolumabe). O produto biológico novo é indicado em monoterapia para o tratamento de melanoma avançado e de câncer de pulmão. O registro foi publicado no Diário Oficial da União desta segunda-feira (04/04), de acordo com a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) nº 55/2010.
     
    O nivolumabe é um anticorpo monoclonal de imunoglobulina G4 (IgG4) totalmente humano que se liga ao receptor de morte programada 1 (PD-1) e bloqueia sua interação com PD-L1 e PD-L2. Opdivo® potencializa as respostas das células T, incluindo respostas antitumorais, por meio do bloqueio da ligação de PD-1 aos ligantes PD-L1 e PD-L2.
     
    O produto Opdivo® (nivolumabe) foi aprovado para as seguintes indicações terapêuticas:
     
    – Em monoterapia para o tratamento de melanoma avançado (irressecável ou metastático).
     
    – Para o tratamento de câncer de pulmão de células não pequenas (NSCLC) localmente avançado ou metastático com progressão após quimioterapia à base de platina. Pacientes com mutação EGFR ou ALK devem ter progredido após tratamento com anti-EGFR e anti-ALK antes de receber Opdivo®.
     
    Fonte: Anvisa
  • País já registra 71 mortes por H1N1; destas, 55 ocorreram em SP

    País já registra 71 mortes por H1N1; destas, 55 ocorreram em SP

    O Brasil já registra 71 mortes por complicações pelo vírus da gripe A (H1N1), segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde nesta segunda-feira (4). Deste total, 55 ocorreram em São Paulo, Estado que registra um avanço de casos graves ligados ao vírus ainda antes do inverno, segundo autoridades de saúde. Os dados foram contabilizados até o dia 26 de março. O número de mortes por H1N1 neste ano já é quase o dobro do registrado em todo o ano de 2015, quando houve 36 óbitos após complicações dos sintomas. Em 2014, foram 163.
     
    Além de São Paulo, também houve mortes registradas em Santa Catarina (três casos), além de Ceará, Bahia e Minas Gerais (dois casos cada). Também houve mortes no Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Rio de Janeiro e Pará (um registro cada).
     
    Em nota, o Ministério da Saúde diz que está monitorando os casos de H1N1 nestes Estados junto com as vigilâncias locais.
     
    CASOS GRAVES
     
    Ao todo, o país já registra 444 casos de Srag (síndrome respiratória aguda grave) ligada ao H1N1, que ocorre quando há complicações dos sintomas da gripe, como falta de ar.
     
    O número representa um aumento de 45% em relação ao último boletim divulgado pelo Ministério da Saúde, com dados até 19 de março, quando havia 305 registros.
     
    No país, São Paulo concentra o maior número de registros destes atendimentos na rede de saúde -foram 372 pacientes até 26 de março.
     
    A notificação dos casos de gripe no país é feita por meio de dois tipos de monitoramento. Um deles é a vigilância sentinela, modelo que monitora os tipos de vírus da gripe em circulação por meio de amostras coletadas de uma parte dos pacientes atendidos em hospitais de referência.
     
    Hoje, não há uma notificação obrigatória de casos de gripe no país, devido à impossibilidade de registrar todos os casos, segundo o governo. Um segundo monitoramento, assim, ocorre apenas para os casos graves, a chamada Srag, quando o paciente é internado com complicações dos sintomas. A orientação é que todas as internações por esse motivo sejam informadas pelos hospitais às secretarias de saúde.
     
    Além de São Paulo, há registros de casos graves por H1N1 em outros 13 Estados e no Distrito Federal. São eles: Santa Catarina (22), Bahia (9), Paraná (7), Pernambuco (5), Goiás (5), Distrito Federal (5), Minas Gerais (3), Ceará (3), Pará (3), Rio de Janeiro (3), Rio Grande do Norte (2), Mato Grosso (2), Mato Grosso do Sul (1) e Espírito Santo (1).
     
    VACINAÇÃO
     
    Apesar dos registros, ainda não é possível falar em uma situação de avanço do H1N1 em todo o país, segundo o Ministério da Saúde. Em entrevista à Folha na quinta-feira (31), o diretor de doenças transmissíveis da pasta,Cláudio Maierovitch, lembra que há casos e mortes registradas por H1N1 todos os anos. “A questão é observarmos um aumento na quantidade de casos nos Estados”, afirma.
     
    Entre os Estados que já confirmam esse aumento está São Paulo e Santa Catarina, por exemplo. O Distrito Federal também informa estar em “alerta” para um possível aumento de casos.
     
    Neste ano, a campanha de vacinação contra a gripe está programa para ocorrer entre 30 de abril e 20 de maio no país. Em São Paulo, a vacinação será antecipada e inicia nesta segunda-feira, com a imunização de profissionais de saúde. Em seguida, devem ser vacinados a partir do dia 11 outros grupos prioritários: crianças maiores de seis meses e menores de cinco anos, gestantes e idosos.
     
    Para prevenir os casos, o Ministério da Saúde recomenda que sejam adotadas medidas de higiene como lavar as mãos com frequência e evitar locais com aglomeração de pessoas.
     
    Fonte: Folha de S.Paulo / Site
  • Alternativa ao transplante

    Alternativa ao transplante

    Células- tronco regeneram órgão com insuficiência. Dose diária de vitamina D faz coração fraco funcionar melhor. Uma nova possibilidade de tratamento com células-tronco pode dar esperança a quem sofre de insuficiência cardíaca grave, quando, muitas vezes, nem o transplante de coração é uma saída. O maior estudo já realizado sobre o tema foi apresentado ontem no encontro anual do Colégio Americano de Cardiologia, nos EUA, e mostra que, ao longo de um ano, um tratamento feito com células-tronco retiradas da medula óssea do próprio paciente reduziu em 37% o número de mortes e hospitalizações, em comparação com um grupo de pessoas tratadas com placebo.
     
    — Este é o primeiro ensaio de terapia celular que mostra como isso pode ter um impacto significativo na vida dos pacientes com insuficiência cardíaca. Nos últimos 15 anos, muitos têm falado sobre o que a terapia celular pode fazer, e agora nossos resultados sugerem que ela realmente funciona — afirma o principal autor do estudo, Amit Patel, diretor de Medicina Regenerativa Cardiovascular da Universidade de Utah.
     
    Os pesquisadores coletaram dois tipos de células- tronco da medula óssea: mesenquimais e macrófagos M2. Estas foram cultivadas e expandidas em laboratório e, depois, injetadas por meio de cateter — sem cirurgia — diretamente no coração de 60 pessoas com insuficiência cardíaca em fase terminal. Outros 66 pacientes foram tratados com placebo, sendo todos escolhidos de forma aleatória. O total de 126 participantes foi encontrado em 31 hospitais espalhados pelos Estados Unidos. Todos desenvolveram insuficiência a partir de doenças isquêmicas, como as que surgem após um infarto do miocárdio, por exemplo.
     
    MENOS DE DUAS HORAS DE PROCEDIMENTO 
     
    Em média, o procedimento por cateter levou menos de duas horas, e os pacientes que não tiveram complicações receberam alta no dia seguinte. Além de um número menor de mortes nos 12 meses que se seguiram à injeção de células- tronco, o estudo indica uma redução na necessidade de assistência hospitalar. Entre os pacientes que não fizeram o tratamento, 82% precisaram ir ao hospital nesse mesmo período. Enquanto isso, apenas 51% dos que fizeram a terapia celular tiveram essa necessidade.
     
    Publicada na revista “Lancet”, a pesquisa utilizou as células mesenquimais e macrófagos M2 porque estudos pré-clínicos sugeriram que elas têm a capacidade de remodelar o coração: aumentam o tecido cardíaco e diminuem sua inflamação.
     
    De acordo com o médico do Hospital Pró-Cardíaco e professor da Universidade Federal Fluminense (UFF), Evandro Tinoco, que está nos EUA participando do congresso, os resultados se mostram promissores.
     
    — O tratamento padrão hoje, para quem está em estágio avançado de insuficiência, é o transplante. Mas muitas pessoas buscam uma alternativa, por não serem candidatas a transplante devido à idade ou outras condições. Este estudo mostra que existe uma boa alternativa, aparentemente viável — diz o cardiologista — Não há dúvida de que seja essa a expectativa dos médicos a longo prazo: substituir o transplante por terapias regenerativas, com célulastronco. Há alguns anos não temos uma notícia realmente boa e promissora como a que esta pesquisa traz. 
     
    150 MIL MORTES POR ANO NO BRASIL 
     
    A insuficiência cardíaca ocorre quando o coração perde a capacidade de bombear corretamente o sangue. Reverter esse quadro é essencial: 23 milhões de pessoas no mundo — e cerca de três milhões no Brasil — sofrem de insuficiência. As doenças do coração são responsáveis por um terço das mortes de brasileiros, e, entre elas, a insuficiência cardíaca aparece como terceira principal causa. Estimase que 150 mil pessoas morram por ano no Brasil devido a insuficiência.
     
    — Os dados que temos mostram que menos de um quinto dos brasileiros que têm insuficiência cardíaca estarão vivos daqui a cinco anos. É uma mortalidade muito alta, maior do que a de muitos cânceres em estágio avançado — afirma o presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia, Marcus Bolívar Malachias, que também está no encontro americano. — Os resultados desta nova pesquisa são interessantes, mas não definitivos. Ao longo das últimas duas décadas, vimos muitas pesquisas, inclusive no Brasil, indicando resultados bastante erráticos, como terapias que funcionavam bem para alguns pacientes, mas que não faziam efeito em outros do mesmo perfil. Agora, abre- se a possibilidade de um novo tratamento, mas ele ainda está longe de ser uma realidade.
     
    Para alcançar resultados mais consistentes, o estudo liderado pela Universidade de Utah segue agora para a fase 3 de pesquisa, na qual buscará um grupo maior de participantes.
     
    Fonte: O Globo
     
     
     
  • Genéricos se consolidam na crise

    Genéricos se consolidam na crise

    Levantamento da Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos, a PróGenéricos, com base nos indicadores do IMS Health, demonstram claramente que os consumidores vem substituindo produtos de referência pelos sem marca. “Os genéricos superaram obstáculos como desconfiança por parte de médicos e pacientes e se tornam agora aliados das famílias brasileiras nestes tempos difíceis”, afirma Telma Salles, presidente executiva da entidade.
     
    Na comparação entre fevereiro de 2015 e 2016, as vendas de genéricos apresentaram um salto de 19,9%. Foram vendidos em fevereiro de 2016 80,9 milhões de unidades, contra 67,5 milhões no mesmo mês do ano passado. “Trata-se do maior salto de crescimento registrado nos últimos 3 anos pelo setor e reflete diretamente o momento do país, em que a queda na renda e no consumo ditam as regras na economia”, analisa Salles.
     
    No acumulado do ano o crescimento em unidades foi de 13,91%. Nos 2 primeiros meses do ano passado foram comercializadas 139,5 milhões de unidades sendo que neste ano as vendas atingiram a marca de 162,2 milhões.
     
    Insuficiente
     
    As vendas de genéricos em fevereiro de 2016 movimentaram R$453,9 milhões, contra R$406,4 no ano anterior, o que representa uma evolução de 11,7%. “Se considerarmos o impacto do dólar nos custos de produção de medicamentos, aumentos significativos na energia, custos de mão de obra e uma inflação acumulada de praticamente 11%, estamos andando de lado. Infelizmente a indústria começa a rever novos projetos, investimentos em pesquisa, lançamentos de medicamentos e, em alguns casos, a cortar mão de obra”, ressalta a executiva.
     
    Para a executiva, embora o reajuste de medicamentos seja importante para dar fôlego ao setor, a dificuldade do consumidor em absorver novos custos pode fazer com que o mesmo seja inócuo. “O reajuste pode ter um efeito paliativo, representar mais combustível para o setor a médio prazo, mas não deve se sustentar ao longo do ano e deveremos ter dificuldades se nada de positivo ocorrer”, conclui.
     
    Fonte: Portal Snif Brasil
  • USP fecha laboratório da

    USP fecha laboratório da

    O laboratóriodo IQSC-USP (Instituto de Química de São Carlos, da USP) no qual estava sendo produzida a fosfoetanolamina, suposta “pílula do câncer”, foi fechado nesta sexta-feira (1º).
     
    A medida foi tomada pela universidade porque o único funcionário responsável por sintetizar a molécula foi deslocado temporariamente para um laboratório de Cravinhos (SP), onde serão produzidas remessas das pílulas que servirão para testes preliminares de sua eficácia em seres humanos.
     
    A USP afirmou que a patente da fosfoetanolamina é de propriedade de um professor aposentado da universidade — o químico Gilberto Chierice—e do servidor antes mencionado, “de modo que a USP não pode produzir a substância, sob pena, inclusive, de responsabilização penal dos envolvidos”.
     
    A universidade afirmou ainda, em nota, que “não é um aindústria química ou farmacêutica e que não tem condições de produzir a substância em larga escala”.
     
    A Folha apurou que apenas três pessoas conheciam bem o processo de produção da“fosfo”, como ficou conhecida a substância: Chierice e dois técnicos que trabalhavam com ele. Um deles aderiu ao programa de demissões voluntárias da USP e não está mais na universidade.
     
    O outro,Salvador Claro Neto, que fez seu doutorado em química sob orientação de Chierice, era o responsável por abastecer a demanda pela molécula gerada pela onda de decisões judiciais que surgiu a partir de 2015.
     
    Diversas liminares passaram a determinar que a USP fornecesse a fosfoetanolamina a pacientes com câncer, mesmo sem dados científicos que corroboras sem sua eficácia e segurança como medicamento contra a doença.
    Desde então,tanto o governo federal quanto o do Estado de São Paulo se mobilizaram para tentar testar cientificamente a ação da pílula.
     
    Já o governo paulista determinou que o Icesp (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo Octavio Frias de Oliveira) conduzisse ensaios clínicos com a molécula num grupo inicial de dez pacientes humanos, que poderá ser ampliado caso haja bons resultados.
     
    Para que esses testes possam começar,a Secretaria de Saúde de São Paulo remanejou Claro Neto temporariamente para o laboratório PDT Pharma, em Cravinhos, que ficará responsável por produzir a “fosfo”utilizada nos ensaios clínicos. Segundo a assistência técnico-administrativa do IQSC, depois que o químico auxiliar o laboratório nesse processo, poderá voltar a produzir a molécula em São Carlos.
     
    Em entrevista à EPTV, afiliada da Rede Globo no interior do Estado,Claro Neto declarou que deverá passar cerca de um mês fora de São Carlos. “Nós estamos num vácuo. A ida para Cravinhos equivale a parar de fazer para 400 pessoas para fazer para 13 mil”, disse ele.
     
    Impurezas Enquanto isso, porém, a USP não está mais cumprindo as ordens judiciais de fornecer as pílulas aos pacientes. Isso fez com que doentes, seus advogados e familiares tentassem obter a fosfoetanolamina indo diretamente ao laboratório do IQSC nos últimos dias, sem sucesso.
     
    Embora Chierice tenha afirmado que o método de produção das pílulas desenvolvido por seu grupo permite obter a “fosfo” com “altíssimo grau de pureza”,não foi isso o que mostraram avaliações independentes das pílulas, realizadas por pesquisadores da Unicamp a pedido do governo federal.
     
    Segundo tais análises, as pílulas não possuem a massa indicada (supostamente seriam 500 mg, mas a média real fica em torno de 300 mg) e seu conteúdo é uma mistura de componentes—a fosfoetanolamina propriamente dita corresponde a apenas uns 30% do que está presente na pílula.
     
    Fonte: Folha de S.Paulo
  • ” contra vírus H1N1

    ” contra vírus H1N1

    São Paulo – Após aprender a conviver com os cuidados para evitar a contaminação com o vírus zika, as gestantes ganharam uma nova preocupação: prevenir-se do surto antecipado de H1N1. Repelente e álcool em gel viraram itens do dia a dia das grávidas, que fazem parte do grupo de risco para as duas doenças. Para evitar a gripe, que já fez 55 vítimas no Estado de São Paulo, elas também enfrentam a saga para conseguir a vacina, em falta em várias clínicas.
     
    No fim do ano passado, a empresária Catarina Leite de Macedo, de 35 anos, deixou de ir ao casamento da cunhada e de visitar os parentes em Pernambuco com medo da zika.”Cancelei a passagem e meus pais vieram para cá. Só saio na base do repelente, meu médico mandou usar blusa de manga, roupas claras.” Com a chegada fora de época da gripe, ela recebeu novas orientações. “Meu médico começou a mandar mensagem para todas as pacientes para a gente se vacinar. Saiu alertando.” 
     
    Foi quando começou a peregrinação para conseguir o imunizante. “Fui em seis clínicas de vacinação e só consegui na última. Fiquei quase três horas. Já tinha ligado para mais três e não tinha conseguido.” A indicação foi tomar a vacina tetravalente, mas só estava disponível a versão trivalente. Mesmo assim, ela tomou. “É o meu primeiro filho. Já perdi (bebês) duas vezes e essa gestação está sendo supermonitorada. Fiz cirurgia de tireoide e tenho de fazer consultas e ultrassons a cada 15 dias. Acontece isso só eu para ficar mais amedrontada.”
     
    Ao saber que estava grávida, a hoteleira Fernanda Guerreiro Dourado, de 29 anos, deixou de visitar os pais em Águas de São Pedro, no interior paulista, por medo dos casos de gripe em Piracicaba, cidade próxima. “Meus pais vêm todo mês para me ver. A minha filha é prioridade”, diz.
     
    Mas ela ainda não conseguiu tomar a vacina. “Entrei duas vezes na lista de espera, mas não fui vacinada. Se a clínica abre às 8 horas, as senhas já acabam uma hora antes. Tem de chegar muito cedo.” Fernanda diz que a gestação tem sido diferente do que ela imaginava. “Achei que ia andar de vestidinho. Não tenho problema, não tive enjoo, mas tenho de me preocupar com essas coisas.”
     
    Para evitar o estresse em um período que deveria ser especial, a hoteleira optou por evitar acompanhar as notícias sobre as doenças. “No começo, eu pesquisava e ficava paranoica. Agora, procuro me informar sobre os cuidados.”
     
    Orientações
     
    Ginecologista e obstetra do Hospital e Maternidade São Luiz, Paola Fasano diz que as grávidas devem seguir as recomendações para evitar a contaminação tanto pelo vírus zika quanto pelo H1N1, mas sem criar uma situação de pânico. “O estresse nunca é bom. Sabemos que a informação corre rápida e de maneira descontrolada, leva a um medo. A gestação é um momento de muita expectativa e as grávidas devem conversar com o obstetra que vai colocá-las a par de tudo sobre a gestação.”
     
    Paola diz que, no caso da gripe, é importante que as gestantes evitem locais com aglomeração, mantenham as mãos higienizadas e não tenham contato com pessoas contaminadas. “O H1N1 pode ser mais perigoso no segundo e no terceiro trimestre da gestação, pois a mulher está com o abdome aumentado, o que diminui a expansão pulmonar. Se ela tiver febre, tosse e dificuldade respiratória, deve procurar um médico imediatamente”, alerta. A ginecologista afirma que já tem recomendado para pacientes máscaras ao frequentar ambientes com aglomeração e o uso do álcool em gel, além da vacinação.
     
    Graciela Morgado, ginecologista da Maternidade Pro Matre Paulista, recomenda ainda que as mulheres invistam em bons hábitos alimentares para aumentar a imunidade. “É importante ter uma dieta saudável, alimentando-se de três em três horas e se mantendo hidratada.” Ela também fala sobre a importância de não se desesperar. “A gestante deve se acalmar e não precisa ficar enclausurada.” 
     
    Desde a terceira semana de gravidez, a assessora de imprensa Carla Caroline, de 28 anos, colocou uma regra em casa: as janelas não podem ficar abertas. Usa repelente diariamente e evita roupas que deixem as pernas ou os braços expostos.
     
    A ida e a volta para o trabalho ganharam cuidados especiais. “Ando de transporte público, quando alguém tira o lenço do bolso ou espirra, entro em pânico. Faço três baldeações no metrô. Fico mais tempo na plataforma para pegar um vagão mais vazio. E saio mais tarde de casa para pegar um horário mais tranquilo.”
     
    Fonte: Uol Saúde