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  • Medicamentos prejudicam os micróbios que cuidam da nossa saúde

    Medicamentos prejudicam os micróbios que cuidam da nossa saúde

    Nosso corpo é uma gigantesca colônia para todos os tipos de micróbios. É estimado que cada pessoa abriga um quilo deles em seu interior, especialmente bactérias, de 1.200 espécies diferentes. Esses convidados são em sua maioria benignos e muitas vezes necessários. É sabido que as bactérias participam na digestão de alimentos, na produção de proteínas e na modulação do sistema imunológico, todas funções de grande relevância à saúde.
     
    Uma ampla série de estudos publicados na quinta-feira pela revista Science mostra com dados que existe uma relação entre a diversidade dos microrganismos que se encontram no intestino e a saúde. Essa mesma análise produziu uma segunda conclusão que chama a atenção: os medicamentos, como antiácidos, antibióticos e antidepressivos, são o primeiro fator que afeta a diversidade microbiana. Essa informação indica que, cada vez mais, além de nós como indivíduos isolados, devemos prestar atenção nesses diminutos ocupantes ao tratar nossas doenças.
     
    Os resultados foram obtidos pelos dois maiores estudos publicados até o momento sobre o microbioma, um na Bélgica e outro na Holanda, que analisaram no total o conteúdo das fezes de quase 4.000 pessoas. Com esse trabalho foram identificados 14 grupos principais de microrganismos que estão presentes em 95% das pessoas, mas mostra a complexidade do ecossistema identificando mais 664 grupos. Um dos aspectos interessantes dos trabalhos, feitos pelo Instituto Flamenco para a Biotecnologia (VIB), na Bélgica, e pela Universidade de Groningen, na Holanda, é que foram realizados de maneira independente e, apesar disso, obtiveram resultados semelhantes.
     
    Entre os muitos parâmetros analisados, além do impacto do uso de medicamentos sobre a diversidade microbiana, foram encontradas relações entre essa diversidade e a dieta. As pessoas que consomem iogurte com regularidade têm uma flora intestinal mais variada, algo que também acontece com o consumo de vinho e café. Por outro lado, tomar leite integral e comer muito produz o efeito oposto. A macroanálise belga, liderada por Jeroen Raes, pesquisador do VIB, observou também uma relação “pequena, mas significativa”, entre a composição do microbioma e o índice de massa corporal, e confirmou a relação entre alguns micróbios e doenças como o câncer colorretal e a colite ulcerosa. Os cientistas viram também que problemas de saúde, como um ataque cardíaco, reduzem a presença de algumas bactérias.
     
    Um resultado que chamou a atenção dos pesquisadores é que experiências durante os primeiros meses de vida, como o nascimento com ou sem cesárea e amamentar ou não, não influem na composição da microbiota. Uma relação mais previsível foi o encontrado entre muitos aspectos da dieta ocidental, como a abundância de calorias e carboidratos, comida industrializada e o leite integral, e a baixa diversidade microbiana. Estudos anteriores já haviam observado que as tribos com modo de vida primitivo têm uma variedade de bactérias muito maior. Nesse grupo, os ianomâmis, uma tribo indígena da Amazônia, são os humanos com o microbioma mais diversificado.
     
    Jordi Urmeneta, pesquisador em ecologia microbiana da Universidade de Barcelona, reconhece a importância de amplos estudos para obter informação confiável sobre a relação entre microbioma e saúde. Além disso, explica como esses dados estão ajudando a mudar a forma como se tratam diversas doenças, pelo menos do intestino.
     
    “Inicialmente pensava-se que por culpa da doença a microbiota era alterada e depois se produziam os sintomas”, diz Urmeneta. Uma vez que se sabe que não é assim, é possível agir sobre a microbiota, mesmo que seja muito difícil fazê-lo com antibióticos sem matar bactérias úteis quando se trata de eliminar a que causa a doença. “O que se faz com relativo sucesso é transplantar fezes de um paciente a outro, para inocular os microrganismos bons do paciente saudável na quantidade adequada”, diz o pesquisador da UB. Com essa técnica, é possível combater a obesidade inserindo fezes de uma pessoa magra no intestino de uma pessoa obesa.
     
    Raes também acredita que, começando pelo diagnóstico de doenças como a síndrome do intestino irritado e o câncer de cólon, o estudo do microbioma ajudará a tratar muitos problemas. Reconhece, entretanto, a dificuldade, porque “o modo no qual devemos modular a microbiota variará entre as doenças”. “Algumas vezes iremos erradicar somente uma bactéria prejudicial e em outras será preciso modificar todo o ecossistema”, acrescenta. Como acontece nos ecossistemas na natureza em grande escala, dadas as relações de interdependência de todos os membros, o procedimento não está isento de riscos. Mas a medicina do futuro deverá levar em consideração, cada vez mais, essas complicadas interações.
     
    Fonte: El País (Brasil)
  • Epidemia de dengue é a maior da história

    Epidemia de dengue é a maior da história

    O Ministério da Saúde divulgou ontem o 13° boletim epidemiológico com os números de casos suspeitos, confirmados e óbitos causados pelas doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. Os dados coletados de 1º de março até 2 de abril indicam aumento de 62% nos casos de dengue em relação a 2015. Para a febre chicungunha, há 38.332 notificações. Em relação à zika, 91.387 casos foram registrados desde abril de 2015. É a primeira vez que o documento traz uma notificação universal do vírus zika no país.
     
    Em 2015, considerada até agora a maior epidemia de dengue do país, com mais de 1 milhão de notificações, foram registrados cerca de 700 mil casos no mesmo período. Neste ano, houve um aumento de 62%, cerca 800 mil notificações. Apesar do crescimento, o número de mortes e casos confirmados é menor. E embora a Região Sudeste ainda lidere o ranking, Minas Gerais superou São Paulo. São 463.807 ou 57.8%, em toda a região. Em contrapartida, a Norte mantém o menor índice, 28 mil casos.
     
    De acordo com o ministério, houve uma redução de 67% no número de mortes — caiu de 693 para 140. Entretanto, o diretor de Vigilância das Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, Cláudio Maierovitch, afirmou que “pode parecer uma boa notícia, mas ainda é cedo demais para se falar nisso”. Segundo o diretor, cerca de 300 outras pessoas morreram com suspeita de dengue, mas a confirmação laboratorial ainda não veio. “É necessário testes nas vísceras, e muitos laboratórios não fazem”. Isso significa que o número pode aumentar.
     
    Gestantes
     
    Em relação ao vírus zika, foram notificados 91.387 casos distribuídos em 1.359 municípios. Desse número, 31.616 foram confirmados. O Rio de Janeiro tem 35 mil casos notificados. Em relação à incidência em gestantes, cerca de 7.500 casos são prováveis, enquanto 2.844 foram confirmados por detecção de sintomas ou testes laboratoriais. O restante ainda está em investigação. Três óbitos de adultos foram registrados, um no Maranhão, outro no Pará e o terceiro no Rio Grande do Norte. O informe traz os números de zika desde abril de 2015, quando os primeiros casos foram notificados. Os óbitos de recém-nascidos, natimortos, abortamentos ou fetos que tenham associação com a microcefalia causada pelo vírus zika, são apresentados em outro informe.
     
    Foram notificados 39 mil casos possíveis de febre chicungunha. Desses, 6.159 foram confirmados. Testes comprovaram que 15 pessoas morreram no Nordeste em função do vírus. Bahia tem o índice mais alto, são 13.836 casos até agora. Há ocorrência da febre em 1.126 municípios.
     
    Fonte: Correio Braziliense
  • Mortes por vírus aumentam 8 vezes em PE; chikungunya é principal suspeito

    Mortes por vírus aumentam 8 vezes em PE; chikungunya é principal suspeito

    BRASÍLIA – Depois da microcefalia, outro alerta em saúde foi dado em Pernambuco, desta vez em torno da febre chikungunya. O Estado registrou neste ano um aumento inexplicado de oito vezes no número de mortes supostamente causadas por arboviroses (vírus transmitidos por insetos). São 191 óbitos sob investigação até esta segunda-feira, 25, ante 23 no mesmo período do ano passado.
     
    Uma equipe do Ministério da Saúde está há três semanas no Estado para investigar as causas das mortes. A Paraíba também relatou aumento significativo do número de óbitos e requisitou ajuda federal. Oficialmente, além de 12 mortes em Pernambuco, o País confirmou 3 óbitos na Bahia, 2 na Paraíba e 1 no Rio Grande do Norte.
     
    O alerta para o aumento dos indicadores de óbitos partiu do professor adjunto da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Carlos Brito. “Boa parte dos pacientes que morreram apresentou sintomas relacionados à chikungunya”, disse.
     
    O coordenador do Programa Nacional de Controle de Dengue, Giovanini Coelho, confirma a preocupação. “Há na literatura registros de casos graves relacionados à chikungunya. Mas a letalidade esperada é próxima de zero”, afirma.
     
    Dos casos suspeitos de óbito de Pernambuco, 12 foram confirmados para chikungunya e apenas 1, para dengue. A gerente de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde do Recife, Natalie Barros, conta que, até 2 de abril, dos 40 óbitos suspeitos de terem sido provocados por arboviroses na capital, 7 já foram confirmados para chikungunya. “A análise dos prontuários indica que, dos pacientes que morreram, 63% apresentaram quadro compatível com chikungunya: febre, dores fortes nas articulações”, completou Natalie. Embora seja prematuro, ela também considera forte a hipótese de uma ligação com a febre. “Nunca vimos isso na literatura.”
     
    Dúvidas –  “Há várias dúvidas que têm ainda de ser respondidas”, comenta Coelho. Entre elas, por que o aumento de casos foi identificado apenas neste ano, em Pernambuco, uma vez que a febre chikungunya já havia provocado em 2015 um número significativo de casos na Bahia? Por que outros países que tiveram epidemias de chikungunya não identificaram aumento das mortes? Os óbitos seriam provocados pelo próprio vírus ou a infecção levaria a uma desestabilização da saúde do paciente?
     
    Uma das hipóteses é de que em outros países a doença não tenha sido identificada porque a epidemia não atingiu grandes proporções. “Foi o mesmo que aconteceu com a microcefalia”, afirma o professor. Já o diretor-geral de Controle de Doenças e Agravos da Secretaria de Saúde de Pernambuco, George Dimech, pede investigação. “Há indícios de que a Colômbia enfrenta um fenômeno semelhante.”
     
    Brito diz estar convicto da relação de causa e efeito. Ele observa que Pernambuco enfrenta neste ano uma epidemia pelo vírus, que, a exemplo da dengue e da zika, é transmitido pelo Aedes aegypti. “A letalidade por dengue nunca foi tão alta. Temos agora de investigar o fato novo: a chegada da chikungunya.”
     
    Fonte: O Estado de S.Paulo
  • H1N1: mortes sobem 50% no país em uma semana

    H1N1: mortes sobem 50% no país em uma semana

    BRASÍLIA – Em uma semana, o número de mortes por H1N1 subiu cerca de 50% no país, segundo dados de boletim do Ministério da Saúde divulgado ontem. Do início do ano a 16 de abril, foram 230 vítimas, contra 153 registradas no balanço anterior, com informações até 9 de abril. A quantidade de casos da síndrome respiratória aguda grave ( SRAG) causada pelo vírus também aumentou de 1.012 para 1.365 ( alta de 34%).
     
    No Estado do Rio são 17 mortes. Na semana passada, o governo havia divulgado 14 casos. São Paulo continua no topo do ranking, com 51,7% dos registros ( 119 notificações). Na sequência estão Santa Catarina ( 20 óbitos), Rio Grande do Sul ( 13), Minas Gerais ( 10), Bahia ( 8), Pará ( 6), Paraná ( 4), Distrito Federal ( 3), Mato Grosso do Sul ( 3), Mato Grosso ( 3), Rio Grande do Norte ( 3), Ceará ( 3), Alagoas ( 2), Pernambuco ( 1), Paraíba ( 1), Amapá ( 1) e Espírito Santo ( 1).
     
    O Sudeste também concentra a maioria dos casos de H1N1. São 883 em São Paulo, cerca de 65% do total. Em seguida, Santa Catarina ( 102 casos), Goiás ( 62), Rio ( 44), Minas Gerais ( 44), Pará ( 42), Distrito Federal ( 36), Rio Grande do Sul ( 32), Bahia ( 32), Paraná ( 30), Mato Grosso do Sul ( 14), Pernambuco ( 11), Alagoas ( 6), Ceará ( 6), Rio Grande do Norte ( 6), Espírito Santo ( 5), Mato Grosso ( 4), Paraíba ( 3), Amapá ( 1) e Sergipe ( 1).
     
    Em meio à corrida por vacina em várias cidades, o Ministério da Saúde informou que já enviou, desde o dia 1 º de abril, 57% do total dos lotes do imunizante para a campanha deste ano. E esclarece que a entrega aos municípios é responsabilidade dos estados. Segundo o órgão, ainda serão previstas mais quatro remessas com o restante do produto para as próximas semanas, de acordo com a entrega da vacina pelo fabricante, o Instituto Butantan.
     
    O Ministério da Saúde reforça, no entanto, que outras medidas de prevenção, além da vacina, devem ser tomadas, como lavar sempre as mãos e evitar locais com aglomeração de pessoas, o que facilita a transmissão de doenças respiratórias. O órgão destacou ainda que todos os estados estão abastecidos com o fosfato de oseltamivir, medicamento para tratar a contaminação por H1N1, que deve ser tomado nas primeiras 48 horas após o início dos sintomas. A compra do remédio é centralizada no Ministério da Saúde.
     
    Fonte: O Globo
     
  • Farmacêuticos do Agreste e Sertão participam de curso de atualização em Arapiraca

    Farmacêuticos do Agreste e Sertão participam de curso de atualização em Arapiraca

    O Conselho Regional de Farmácia de Alagoas (CRF/AL) realizou no último sábado, 23, em Arapiraca, o I Ciclo de Palestras do Agreste e Sertão Alagoano. O objetivo do encontro foi promover uma atualização para todos os farmacêuticos que atuam naquela região. Os temas debatidos no evento foram desde atenção e prescrição farmacêutica aos paciente idoso até a prática farmacêutica no atendimento aos receituários da portaria 344/98 e RDC 20/2011.
     
    De acordo com o vice-presidente do CRF/AL, Robert Nicácio, o evento permitiu que os profissionais pudessem conhecer as novidades quanto à atenção farmacêutica e a revisão do conteúdo a respeito de medicamentos anti-hipertensivos. “Durante as palestras, a gente pode dirimir muitas dúvidas no que diz respeito ao programa farmácia popular, além de aproximar ainda mais o CRF-al dos colegas do agreste e sertão e proporcionar a todos um momento de confraternização e troca de experiências”, pontuou.
    A abertura do evento contou com a participação de Saulo Sales e Jaelson Carnaúba da Vigilância Sanitária de Arapiraca, Eline Baracho diretora do Sindicato dos Farmacêuticos de Alagoas (Sindfal), do presidente do CRF/AL Alexandre Correia e do vice-presidente do CRF/AL Robert Nicácio.
     
    Saulo Sales explica que esses encontros estreitam as relações entre as instituições que buscam o melhor para população. “A Vigilância Sanitária e o Conselho de Farmácia são parceiros na realização das ações que buscam oferecer o melhor para o população do Agreste e Sertão e nos sentimos honrados em fazer parte desse evento”, comentou.
     
    Para Orlando José Palheta Campos, que ministrou a palestra a prática farmacêutica no atendimento aos receituários da portaria 344/98 e RDC 20/2011 e o programa Aqui tem Farmácia Popular encontros como este são importantes, sobretudo pela troca de experiência. “O dia foi muito proveitoso, tivemos uma troca de experiência e percebo que os nossos profissionais que atuam na região estão conscientes da importância de se atualizar sobre a legislação farmacêutica”, apontou.
     
    Ascom/CRF-AL
  • Relatório da OMS mostra que é possível eliminar a malária até 2030

    Relatório da OMS mostra que é possível eliminar a malária até 2030

    Apesar de ser uma meta ambiciosa, a Organização Mundial da Saúde, OMS, afirma que é possível eliminar a malária até 2030. A agência da ONU divulgou números neste 25 de abril, Dia Mundial de Luta contra a Malária.
     
    Segundo a OMS, é possível alcançar o objetivo em pelo menos 35 países. A Europa, por exemplo, reportou na semana passada estar livre da doença. De 91 mil casos em 1995, nenhum foi registrado no ano passado.
     
    Estratégia
     
    Fora da região, oito países não tiveram nenhum caso de malária em 2014: Argentina, Costa Rica, Iraque, Marrocos, Omã, Paraguai, Sri Lanka e Emirados Árabes Unidos.
     
    A OMS destaca que outros 12 países relataram entre 100 e 1 mil casos da doença no mesmo ano. Uma estratégia aprovada pela Assembleia Mundial da Saúde em 2015 pede a eliminação da malária em pelo menos 10 países até 2020.
     
    Taxa de Mortalidade
     
    A OMS calcula que 21 nações estão em posição de atingir a meta, inclusive seis países da África, região que tem os níveis mais altos de malária. O relatório apresenta também avanços conquistados desde 2000: a taxa de mortalidade pela doença caiu 60% no mundo.
     
    Só na África, esse índice diminuiu 66% e se forem consideradas as mortes por malária somente entre crianças menores de cinco anos de idade, a queda foi ainda maior, de 71%.
     
    Investimentos
     
    Os avanços foram possíveis graças à promoção de medidas de controle: mosquiteiros com inseticida, sprays contra o mosquito, testes de diagnóstico rápido e terapias de tratamento com base na substância artemisinina.
     
    A OMS lembra que eliminar a malária não será fácil. Quase metade da população mundial, ou 3,2 bilhões de pessoas, continua em risco. No ano passado, 214 milhões de novos casos foram registrados em 95 países e mais de 400 mil pessoas morreram pela doença.
     
    Alcançar essa meta requer investimentos de US$ 8,7 bilhões por ano até 2030, sendo que atualmente, são investidos US$ 2,5 bilhões anualmente.
     
    Font: Uol Saúde
  • Contágio sexual por zika leva a nova orientação a grávidas

    Contágio sexual por zika leva a nova orientação a grávidas

    Em um mês, o número de países com registros de transmissão sexual do vírus da zika mais do que dobrou, o que levou autoridades de saúde a lançar mais uma orientação às grávidas: o uso de camisinha nas relações sexuais. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), até o dia 14 de abril, sete países (EUA, França, Itália, Nova Zelândia, Chile, Argentina e Peru) tinham registros da transmissão sexual do zika. Em março, eram três.
     
    Embora recomendado pela OMS e pelo CDC (Centros de Controle de Doenças, dos EUA), o uso de preservativos pelas grávidas e seus parceiros é controverso no Brasil. O Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, do Ministério da Saúde, endossa essa orientação e semana passada publicou nota, recomendando, inclusive, o uso do preservativo feminino.
     
    “A hipótese de transmissão sexual ganhou força, com vários países relatando casos, e não podemos descuidar, principalmente, das gestantes. A camisinha deve ser usada durante a gravidez”, diz o médico epidemiologista Fabio Mesquita, diretor do departamento de DST/Aids.
     
    Ele afirma que durante a gestação as mulheres têm vida sexual normal até pelo menos o sétimo mês de gravidez. “Não é comum usar preservativo com seus parceiros fixos. Mas agora é importante, assim como outras medidas de proteção repelente, calças e blusas de comprida”.
     
    Para o ginecologista Cesar Fernandes, presidente da Febrasgo (federação das sociedades de ginecologia), a transmissão sexual do zika preocupa, mas ainda não está bem dimensionada, o que dificulta estender a orientação para todas as gestantes.
     
    “Se o marido tiver zika, aí não tem dúvida de que precisa usar preservativo para evitar o risco da transmissão. Mas a recomendação indistintamente me parece um um pouco exagerada”, diz.
     
    A Febrasgo prepara uma cartilha para orientar os obstetras do país sobre como devem conduzir a questão do vírus da zika durante a gravidez, mas ainda não decidiu como vai tratar da questão do uso preservativo na gravidez. “O casal que já tem vida sexual estabelecida, não sei se vai aderir a isso camisinha”, afirma Fernandes.
     
    O obstetra Renato Kalil, do Hospital Albert Einstein, tem a mesma opinião. “É muita noia a recomendação para todas as gestantes. O foco ainda é prevenir a picada do mosquito, tem usar repelente, roupas compridas, usar roupas claras, as recomendações clássicas.”
     
    Quando o risco de transmissão do vírus é maior, ele recomenda o preservativo. “Todos os vizinhos de uma paciente grávida, que mora no Rio, pegaram zika. Por causa disso, ela se mudou temporariamente para Curitiba. O marido, por questões de trabalho, continuou no Rio. Então, já avisei que tem que usar o preservativo.”
     
    Para ele, é fundamental reforçar as informações sobre zika entre os obstetras. “Tenho muitos colegas que ainda duvidam que zika provoca microcefalia. O obstetra Thomaz Gollop, professor da USP, também diz que há resistência dos colegas no trato da questão. “Entre os infectologistas e imunologistas, a informação circula mais e eles já estão mais conscientes dos riscos.”
     
    Gollop afirma que recomenda que pacientes gestantes usem preservativo como forma de proteção contra o zika, mas a relutância tem sido grande. “Não aceitam, mesmo nas classes A e B. Se o marido propor o uso de preservativo, então, a coisa pega. As mulheres logo desconfiam de traição.”
     
    CASOS
     
    Ao todo, os sete países reúnem ao menos 20 casos suspeitos de transmissão sexual do vírus da zika. Todos têm histórico parecido: o parceiro viajou para uma região epidêmica e, quando retornou ao país de origem, acabou infectando a parceira ou o parceiro (há um caso envolvendo um casal gay).
     
    Outra característica em comum é o fato de o zika ter sido encontrado no sêmen dos viajantes. E nenhum outro vetor (mosquito aedes) foi localizado na região onde viviam os casais.
     
    Há também indicações iniciais da presença do vírus da zika em outros fluidos do corpo, como a saliva e a urina, mas não existe comprovação científica de transmissão por esses meios. Já em relação ao sangue, o país investiga pelo menos dois casos.
     
    Fonte: Folha de S.Paulo
     
  • Comissão deve concluir votação de projeto que torna mais ágil registro de medicamentos

    Comissão deve concluir votação de projeto que torna mais ágil registro de medicamentos

    A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) poderá votar na quarta-feira (20), em turno suplementar, o projeto que tem por objetivo aumentar a agilidade e a transparência nos processos de registro de medicamentos. Em caso de aprovação, o texto pode seguir direto para análise da Câmara dos Deputados.
     
    O autor do PLS 727/2015, senador José Serra (PSDB-SP), considera que a Lei 6.360/1976, que trata da questão, está “ultrapassada e desmoralizada em face dos atrasos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)”. O projeto de Serra mantém os atuais 90 dias de prazo apenas para o registro dos chamados remédios urgentes, mas os medicamentos classificados como prioritários teriam 180 dias e os demais, os medicamentos “gerais”, 360 dias.
     
    O relator, senador Waldemir Moka (PMDB-MS), defendeu a aprovação do projeto. Para ele, as novas regras propostas têm potencial para combater os atrasos nesse processo e aumentar a transparência das decisões da Agência, beneficiando a saúde pública e todos os brasileiros.
     
    A proposta de José Serra também altera a Lei 9.782/1999, com o objetivo de melhorar o desempenho da Anvisa. Entre outras medidas, o texto estabelece que, em caso de descumprimento injustificado das metas e obrigações pactuadas pela agência, por dois anos consecutivos, os membros da diretoria colegiada serão exonerados, mediante solicitação do ministro da Saúde.
     
    Anabolizantes
     
    Outro projeto (PLS 120/2015) a ser votado em turno suplementar torna obrigação das academias de ginástica e de outros estabelecimentos esportivos afixar, em suas dependências, mensagens de advertência sobre os riscos do uso de anabolizantes sem indicação médica.
     
    De acordo com o projeto, o Poder Executivo deverá definir as competências de órgãos e entidades da administração federal que serão encarregados de aplicar as sanções previstas na lei. O texto é resultado de alterações feitas pela relatora, senadora Marta Suplicy (PMDB-SP), ao projeto do senador Davi Alcolumbre (DEM-AP).
     
    Conforme a Lei 9.965/2000, os anabolizantes só podem ser vendidos se houver prescrição médica e as farmácias são obrigadas a reter a receita por cinco anos. Os esteroides anabólicos androgênicos (EAAS) são substâncias sintéticas criadas para fins terapêuticos, mas devido aos seus efeitos de aumento da massa muscular, são utilizadas, muitas vezes indiscriminadamente, por praticantes de atividades físicas e esportivas.
     
    Fonte: Portal Senado
     
  • Uso abusivo reduz estoque de Tamiflu

    Uso abusivo reduz estoque de Tamiflu

    O uso abusivo de oseltamivir (Tamiflu), indicado para evitar complicações da gripe H1N1, está reduzindo rapidamente os estoques da rede pública e já provoca faltas pontuais do remédio em algumas regiões do Estado. A utilização indiscriminada do medicamento preocupa a Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo, que enviou um informe aos médicos paulistas, reforçando os critérios para a prescrição do medicamento.
     
    Nas últimas semanas,o órgão estadual observou um crescimento expressivo no consumo do oseltamivir distribuído nas unidades públicas de saúde. “Começou esse pavor por causa do H1N1 e, assim como houve uma corrida enorme atrás da vacina, também notamos um uso abusivo do medicamento. Ou seja, os médicos começaram a prescrever sem necessidade e nosso estoque caiu drasticamente. Estamos chegando a níveis críticos”, diz Marcos Boulos, coordenador de controle de doenças da Secretaria Estadual da Saúde, que já pediu lotes extras do medicamento ao Ministério da Saúde.
     
    Até agora, o governo do Estado recebeu do ministério 2,9 milhões de cápsulas do medicamento, volume suficiente para tratar 297,8 mil pessoas. O número é seis vezes maior do que o total de tratamentos dispensados em todo o ano passado: 48,5 mil. “O estoque que pensamos que seria tranquilo para enfrentar toda a epidemia já está acabando. Isso quer dizer que o remédio está sendo dado para pacientes de faixas etárias fora dos grupos de risco, está sendo receitado de forma anárquica.” 
     
    Segundo Boulos, por enquanto há apenas desabastecimento pontual na região de São José do Rio Preto, no interior paulista,onde começou o surto,e possibilidade de falta na área de Presidente Prudente, onde o estoque está baixo. “A expectativa é de que, com os lotes extras, tenhamos medicamento suficiente para enfrentar o surto, mas é preciso ficar atento ao uso abusivo também por causa da possibilidade de isso criar uma resistência do vírus ao remédio e deixá-lo mais forte”, explica.
     
    Como revelado pelo Estado no início do mês, o ministério dobrou o pedido de antiviral ao laboratório Farmanguinhos, responsável pela produção,e terá estoque para tratar 2,5 milhões de brasileiros neste ano.
     
    Surto
     
    São Paulo é o Estado mais afetado pelo surto precoce de H1N1. De 1.º de janeiro a 12 de abril, 91 pessoas morreram por complicações da doença em cidades paulistas, nove vezes mais do que o número de vítimas de todo o ano passado. Apesar do quadro preocupante, cerca de 90% das pessoas infectadas evoluem para cura espontânea, sem necessidade de medicamento.
     
    O Tamiflu só é indicado para pessoas com sintomas de gripe que integram os grupos de risco,como idosos,doentes crônicos, gestantes e crianças. Ele também deve ser administrado nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), que requer internação.Para que possa evitar as complicações da doença, o oseltamivir deve ser usado preferencialmente nas primeiras 48 horas após o início dos primeiros sintomas. Um informe com os critérios para a prescrição do remédio e o alerta sobre as consequências do uso indiscriminado do produto foi enviado aos médicos paulistas pela secretaria por meio do Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp) na semana passada.
     
    Fonte: O Estado de S.Paulo
     
  • CRF realiza I Ciclo de Palestra Agreste Sertão

    CRF realiza I Ciclo de Palestra Agreste Sertão

    O Conselho Regional de Farmácia de Alagoas (CRF/AL) realiza neste sábado, 23, o I Ciclo de Palestra Agreste Sertão no município de Arapiraca.  O encontro discute temas relacionados as práticas farmacêuticas até a legislação farmacêutica. 
     
    De acordo com o vice-presidente do CRF/AL, Robert Nicácio, o objetivo do evento é apresentar as novidades da prática farmacêutica para os profissionais que atuam na região agreste e sertão e cidades circunvizinhas. “Nossa área é muita dinâmica e esses encontros permitem que a gente possa sempre capacitar os nossos associados e informa-los sobre todas as novidades da nossa área. Esse é um dos nossos papeis”, destacou.
     
    As inscrições podem ser feitas no CRF/AL em Maceió e em Arapiraca. No ato da inscrição, os farmacêuticos deverão levar um pacote de fralda geriátrica que será doado para uma instituição de caridade. “Além de capacitar também estaremos fazendo uma ação social e ajudando uma instituição que cuida de idosos”, comentou Robert.
     
    Confira a programação:
     
    Antihipertensivos e suas principais interações com Eliane Campesatto
     
    Atenção e Prescrição farmacêutica ao paciente idoso com Ana Lo Prete
     
    Práticas Farmacêuticas no atendimento aos receituários da portaria 34/98 RDC 20/2011 e programa “Aqui tem farmácia popular” com Orlando José Palheta Campos.