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  • Teste nos EUA aponta que vacina contra a dengue do Butantã contra doença é eficaz

    Teste nos EUA aponta que vacina contra a dengue do Butantã contra doença é eficaz

    Um teste feito pelo Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos (NIH, na sigla em inglês) revelou que a vacina contra a dengue desenvolvida em parceria com o Instituto Butantã oferece proteção completa contra o vírus. A terceira e última fase dos ensaios clínicos da vacina começou em fevereiro e está sendo feita no Brasil pelo instituto. Os testes incluem a imunização de 17 mil voluntários humanos, que serão acompanhados ao longo de alguns anos.
     
    Em artigo científico publicado ontem na revista Science Translational Medicine, no entanto, os pesquisadores americanos apresentam os resultados de um teste clínico mais rápido e radical, ainda que realizado em pequena escala. Nesse modelo de testes, conhecido como “desafio em humanos”, os voluntários são imunizados e depois recebem uma forma amenizada do vírus para avaliar a eficácia da vacina.
     
    O estudo, feito por pesquisadores do NIH e da Universidade Johns Hopkins, também nos Estados Unidos, teve a participação de 41 voluntários que nunca tiveram dengue. A vacina foi aplicada em 21 voluntários e outros 20 receberam placebo. Seis meses depois, todos eles foram infectados com uma variante atenuada do sorotipo 2 do vírus – aquele cuja prevenção por vacinas é considerada a mais difícil entre os quatro sorotipos. Os voluntários que receberam placebo tiveram sintomas moderados da doença. Entre os que receberam a vacina, 100% ficaram completamente protegidos da infecção e não apresentaram qualquer sintoma.
     
    Segundo o diretor do Butantã, Jorge Kalil, o teste é bem-vindo e corrobora os resultados obtidos na fase 2 dos testes clínicos, feita pelo instituto. “É um estudo interessante e importante porque dificilmente as autoridades sanitárias brasileiras permitiriam que fizéssemos um teste do tipo desafio, usando o vírus vivo”, disse Kalil ao Estado.
     
    “O teste de desafio em humanos mostrou que todo mundo ficou protegido. Já conhecíamos esses resultados e eles nos deixaram muito animados.” De acordo com Stephen Whitehead, do Instituto de Alergias e Doenças Infecciosas do NIH e um dos autores do artigo, os dados obtidos no novo estudo já haviam sido considerados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) quando o órgão aprovou a realização da terceira fase dos testes clínicos. “Esses resultados subsidiaram a recente decisão das autoridades brasileiras para que o Instituto Butantã levasse adiante a terceira fase dos testes clínicos”, disse Whitehead.
     
    Zika
     
    A autora principal do estudo, Anna Durbin, da Universidade Johns Hopkins, afirma que o vírus amenizado,produzido pelos americanos, é capaz de infectar uma alta porcentagem dos voluntários sem causar sintomas mais graves da doença.
     
    Em geral, os pacientes apresentam apenas manchas na pele, mas não chegam a ter febre. “Ficamos agradavelmente surpresos ao verificar que essa vacina fornece proteção completa às pessoas imunizadas”, disse Anna. Segundo ela, com o sucesso do experimento, o grupo espera desenvolver o modelo de desafio em humanos para outros vírus, incluindo o zika. “Acreditamos que um teste-desafio em humanos pode ser desenvolvido para zika. Ele seria uma ferramenta para acelerar o desenvolvimento de uma vacina contra essa doença.”
     
    Fonte: O Estado de S.Paulo
     
  • Farmacêuticos orientam população sobre doenças do Aedes aegypti neste sábado

    Farmacêuticos orientam população sobre doenças do Aedes aegypti neste sábado

    Neste sábado, 19 o Conselho Regional de Farmácia realiza uma ação de orientação a população maceioense sobre dengue, a chikungunya e a zika. Intitulada 'Farmacêuticos em ação: todos contra o Aedes aegypti', a campanha tem como objetivo transformar cada farmacêutico em um agente de combate ao mosquito e cada farmácia em um ponto avançado de ação contra as três doenças transmitidas pelo vetor e que são, hoje, um problema de saúde pública.
     
    Alexandre Correia, presidente do Conselho Regional de Farmácia de Alagoas explica que os farmacêuticos irão oferecer a orientação correta aos pacientes sobre a prevenção e controle dessas doenças. “Estaremos com um stand no Maceió Shopping prestando esclarecimento sobre as doenças, bem como identificando pessoas com sinais e sintomas sugestivos, encaminhando casos suspeitos, prescrevendo terapias adequadas e quando pertinente acompanhando pacientes em tratamento”, pontuou.
     
    De acordo com o presidente, os farmacêuticos são os profissionais da saúde mais próximos e acessíveis à população. E historicamente, eles sempre desempenharam papel fundamental em grandes epidemias, como por exemplo, quando a gripe espanhola desembarcou no Brasil, em 1918. “Naquela época, a participação dos farmacêuticos  foi imprescindível não só do atendimento às vítimas e na pesquisa de alternativas de tratamento, como na definição de políticas públicas para o controle da doença”, argumentou.
     
    Alexandre disse ainda que no dia serão entregues um folder e um guia de bolso, com informações para a população sobre as doenças relacionadas ao Aedes aegypti. “. Não podemos nos furtar ao papel fundamental do farmacêutico na prevenção das doenças e na promoção da saúde. Participar dessa luta também é nossa obrigação como cidadãos”, concluiu.
     
    Essa é uma iniciativa do Conselho Federal de Farmácia que ganhou a participação dos conselhos regionais de Farmácia, da Sociedade Brasileira de Farmácia Comunitária (SBFC), da Associação Nacional de Farmacêuticos Magistrais (Anfarmag) e da Sociedade Brasileira de Farmácia Hospitalar (Sbrafh). Ela acontece simultaneamente em todo o país.
     
    Serviço
     
    O que: Orientação a população sobre doenças do Aedes aegypti
     
    Local: Maceió Shopping
     
     
    ASCOM-CRF
     
     
  • Dengue e chikungunya são ameaças ao feto

    Dengue e chikungunya são ameaças ao feto

    Não é apenas o vírus da zika que pode causar problemas aos bebês. Estudos feitos em vários países, inclusive no Brasil, têm mostrado que a dengue e a chikungunya também trazem riscos aos fetos e aos recém-nascidos. A preocupação aumenta porque, pela primeira vez na história, o país convive com epidemias causadas pelos três vírus transmitidos pelo mosquito Aedes aegypti.
     
    Uma gestante que contrai dengue na gravidez, por exemplo, tem 3,5 vezes mais chances de sofrer um aborto e quase duas vezes (1,7) mais risco de o bebê nascer prematuro. Os dados são de uma revisão sistemática recém-publicada na revista científica “Lancet”. O trabalho analisou 16 estudos (dos quais dois são brasileiros), que incluíram 6.071 gestantes de dez países— dessas, 292 tiveram dengue na gravidez.
     
    Em relação ao vírus da chikungunya, a Folha localizou na Medline (base de dados médicos) ao menos 18 estudos que tratam das implicações da infecção nos bebês. Seis deles se referem a relatos de casos de mães que foram infectadas pelo vírus dias antes do parto (quatro dias, em média) e que transmitiram a infecção a seus bebês. O contágio,que chega a taxas de 85%, não ocorre no útero, mas durante o parto (natural ou por cesariana).
     
    Entre os problemas apresentados pelos recém-nascidos estão dificuldade respiratória, hemorragias cerebrais, meningoencefalite (processo inflamatório que envolve o cérebro e as meninges) e paralisia cerebral. Também há relatos de mortes. No Brasil, ao menos dois casos de transmissão de mãe para filho do chikungunya foram relatados em estudo de pesquisadoresdaUFBA (Universidade Federal da Bahia). O trabalho aguarda publicação em revista científica.
     
    As mães tiveram sintomas de chikungunya doisdias antesdospartos, queocorreram em setembro e outubro de 2015 em Salvador (BA). Segundo a médica Lícia Moreira,professora de pediatria na UFBA e co-autora do estudo, os bebês (um casal) nasceram bem, mas depois evoluíram para hemorragia e dificuldade de respirar.
     
    “Um deles teve hemorragia intracraniana e digestiva, endocardite e precisou de válvula cardíaca. Ficou 37 dias na UTI. O segundo ficou 17 dias internado, 14 na UTI.” Ambos sobreviveram. A questão é que as evidências sobre o impacto dessas infecções na gestação são muito recentes e elas podem passar despercebidas.
     
    Sobre a dengue, o infectologista Esper Kallas, professor da USP, conta que recentemente atendeu uma paciente que, no terceiro trimestre de gestação, apresentou todos os sintomas de zika, como manchas vermelhas. O exame, porém, mostrou que ela tinha dengue. Após alguns dias,o bebê morreu. “Ainda não está no radar do médico se preocupar com os efeitos da dengue na gravidez. Precisamos dar mais atenção a isso”, diz Kallas.
     
    Para o infectologista Celso Granato, professor da Universidade Federal de São Paulo, o estudo do “Lancet” levanta a questão se mulheres que estão planejando engravidar deveriam ser vacinadas contra dengue. Outra preocupação, segundo ele,é com as gestantes que estão convivendo com as duas ou três viroses (dengue, zika e chikungunya) ao mesmo tempo. “Será que pode haver interação entre os vírus? Será que há alguma relação disso com as más-formações fetais?”, questiona.
     
    Chikungunya pode causar problemas neurológicos
     
    Crianças infectadas por chikungunya têm mais chances de apresentar déficit neuro cognitivo no futuro, apontam estudos feitos na ilha Reunião, localizada no meio do Oceano Índico. A ilha enfrentou surtos de chikungunya em 2004 e 2010 e foi uma das primeiras a alertar sobre a transmissão vertical (de mãe para filho).
     
    Em um desses estudos, publicado na revista científica “PLoS Neglected Tropical Diseases”,pesquisadores seguiram durante dois anos um grupo de 33 crianças infectadas pelo vírus no parto e o compararam com 135 crianças que não tiveram o contágio. Mesmo isolando variáveis, como idade gestacional ao nascer e ter sido ou não amamentadas no peito, após dois anos de seguimento,as crianças que tiveram chikungunya apresentaram três vezes mais chance de atraso no desenvolvimento neuro cognitivos, como dificuldade de coordenação e linguagem. O quadro foi pior nas que tiveram algum tipo de paralisia cerebral (16 casos).
     
    Segundo a pediatra Alicia Moreira, a ideia é acompanhar o desenvolvimento dos bebês infectados por chikungunya na Bahia. “Como não é um problema visível, como a microcefalia, as famílias tendem a não se preocupar.” Para ela, comunidade médica e científica está muito voltada para os casos de microcefalia associados ao zika mas também precisa estudar e acompanhar as gestantes e seus bebês infectados por chikungunya e dengue. “Agora que o Brasil começa a termais casuística de chikungunya é que vamos ter condições de avaliar os seus efeitos”, diz a pediatra Consuelo Silva de Oliveira, pesquisadora do Instituto Evandro Chagas, na região metropolitana de Belém (PA).
     
    TRÊS VÍRUS 
     
    Para ela, o que os estudos internacionais têm mostrado é que, com os três vírus circulando ao mesmo tempo, o país tem mais do que um desafio pela frente. “É uma tragédia mesmo. Um pode evoluir para óbito fetal, outro causa microcefalia e outro causa hemorragias.” Embora haja estudos relatando a transmissão do chikungunya nos primeiros trimestres da gestação, o maior impacto do vírus parece ser no final da gravidez.
     
    “O bebê nasce bem, mas depois de três, quatro dias, pode ter exantema manchas vermelhas, choro forte,apresentar hemorragias e com prometimento neurológico. É uma dramaticidade muito grande para recém-nascidos”, explica Consuelo.
     
    Segundo a médica, os pediatras precisam estar atentos para o risco da alta hospitalar precoce de bebês cujas mães tiveram chikungunya no final da gestação. A Sociedade Brasileira de Pediatria prepara um protocolo sobre os cuidados recomendados nesses casos.
     
    Fonte: Folha de S.Paulo
  • Abertas inscrições para curso sobre Gestão Pública em Saúde

    Abertas inscrições para curso sobre Gestão Pública em Saúde

    A Universidade Federal do Maranhão, integrante da Rede UNA-SUS (UNASUS/UFMA) abriu, na terça-feira (8), inscrições para o curso Processo de Trabalho na Gestão do SUS e a Importância do Planejamento em Saúde. Esse é o primeiro de cinco cursos que serão oferecidos na temática Gestão Pública em Saúde.
     
    As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas no site: http://www.unasus.ufma.br/gestao_publica/.
     
    O curso é autoinstrucional e possui carga horária de 45h. O objetivo é contextualizar os alunos participantes sobre os aspectos sócio-históricos do SUS, que determinaram a elaboração dos instrumentos de gestão que são de responsabilidade indelegável do gestor em seu processo de trabalho, destacando a importância do planejamento desses instrumentos. O público alvo são profissionais atuantes no SUS, prioritariamente os vinculados à Gestão Pública em Saúde, nos âmbitos federal, estadual e municipal, assim como acadêmicos em geral.
     
    Para tornar a aprendizagem mais dinâmica e intuitiva, o curso utiliza recursos multimídia em aplicativos, como vídeos, ilustrações e jogos. Pela plataforma, o aluno recebe feedback e comentários que reforçam respostas corretas, além de provocar a revisão e reflexão frente a erros cometidos pelo estudante, retomando os conteúdos não fixados.
     
    Fonte: UNA-SUS/UFMA
  • Risco de microcefalia causada pelo vírus da zika é de 1%, diz estudo

    Risco de microcefalia causada pelo vírus da zika é de 1%, diz estudo

    Qual é a chance de uma mulher grávida que foi infectada pelo vírus da zika ter um bebê com microcefalia? A resposta começou a ganhar contornos reais com a publicação de um estudo na noite desta terça (15) na revista médica inglesa “Lancet”.
     
    Pesquisadores investigaram o surto que aconteceu na Polinésia Francesa entre outubro de 2013 e abril de 2014, no qual 66% da população teve a infecção.Pelas contas dos pesquisadores, 95 a cada 10 mil mulheres infectadas no primeiro trimestre da gestação teriam um bebê com microcefalia —arredondando, o número fica na casa de 1%.
     
    Outras más-formações associadas ao vírus, como calcificaçõese degeneraçãoocular, não foram consideradas. Dos oito casos de microcefalia encontrados, cinco terminaram com abortos (na França e em seus territórios a prática é permitida no caso de doenças incuráveis). O perímetro cefálico, critério diagnóstico para a má-formação, foi avaliado durante um ultrassom no segundo trimestre.
     
    No final de 2015, quando houve grande aumento de casos de bebês microcefálicos no Brasil, a França disse desconhecer a relação do fenômeno com o vírus da zika, mesmo tendo havido um surto na Polinésia. O motivo: os abortos afastaram a relação para longe do radar. Após fazer uma busca mais cuidadosa, foi possível concluir que o risco de 1% de microcefaliano caso de uma infecção de uma grávida pelo vírus da zika.
     
    Para chegar à conclusão — feita a partir de um modelo matemático—, os cientistas tiveram de fazer algumas assunções,como: 1) todos os casos de microcefalias foram identificados; 2) o número de infecções pelo vírus é proporcional aos casos suspeitos no mesmo período e 3) a proporção de mulheres férteis infectadas é similar à de crianças soropositivas.
     
    Um dos motivos de os cientistas acreditarem na conta é a população pequena, na casa dos 270 mil habitantes espalhadas por arquipélagos e ilhas. Outro é que a Polinésia Francesa possui estatísticas e protocolos de saúde pública semelhantes ao da França —ou seja, confiáveis.
     
    Para o Brasil, o modelo não poderá ser aplicado diretamente.Uma das peculiaridades de cada local é a variável “taxa de ataque” (razão entre infectados e população exposta ao vírus).
     
    Nas contas oficiais esse número ficou em 66% na Polinésia e em 72% na ilha de Yap, na micronésia. No Brasil, ele já foi estimado em 10%, mas sabidamente o número pode variar em locais e circunstâncias distintos. “Pelo fato de ele ainda estar em curso, ainda há muitas incertezas no surto brasileiro, por exemplo a respeito do número exato de microcefalias ou do número de infecções por zika”, disse à Folha o principal autor do estudo Simon Cauchemez, do Instituto Pasteur (França). “Devemos tomar muito cuidado para não extrapolar os dados. Com o que temos, a experiência da Polinésia Francesa pode ser útil como ponto de comparação”.
     
    Para o virologista da Faculdade de Medicina de Rio Preto Maurício Nogueira, a estimativa deve tranquilizar as grávidas. O risco de 1% seria baixo. A realidade de alguns Estados do país se mostra mais grave, porém. Em Pernambuco, 2% do total de partos resultaram em bebês com suspeita de microcefalia,muito acima da taxa de 2 para 10 mil da Polinésia Francesa. Mesmo assim, “o estudo traz informação anti teoria da conspiração,para acalmaras pessoas que dizem que microcefalia por zika só tem no Brasil”, diz Nogueira.
     
    Resultado é um alento diante da histeria que tomou o país
     
    O artigo publicado na revista médica “Lancet” definindo o risco de microcefalia em casos de gestantes infectadas por zika é um alento diante da histeria coletiva que tomou conta do Brasil e do mundo.
     
    Nos últimos meses, as sucessivas imagens dramáticas de bebês microcéfalos e as falas das autoridades pintavam um cenário apocalíptico, “uma geração de sequelados”, nas palavras do ministro da Saúde,Marcelo Castro.
    Diante da perspectiva de gerarem bebês com inúmeras limitações, muitas mulheres têm recorrido ao aborto ilegal tão logo a zika é confirmada.
     
    A decisão é tomada no escuro, sem confirmação da microcefalia, já que as alterações cerebrais só aparecem a partir do segundo ou terceiro trimestre de gestação.
     
    Agora, com o novo dado, muitas das gestantes infectadas devem se perguntar: vale a pena eu abortar diante da chance de 1% de o meu bebê desenvolver microcefalia? A comparação com a síndrome da rubéola congênita, que pode causar más-formações fetais entre 38% a 100% dos casos, também coloca as coisas sob outra perspectiva. Mas só em tese. O vírus da rubéola está oficialmente erradicado do continente americano, enquanto o da zika está se espalhando feito pólvora.
     
    É bom reforçar que o estudo tem limitações, como não ter considerado outras possíveis complicações pelo zika, como calcificação e outras más-formações. Os resultados também estão um pouco distante da realidade de Pernambuco, onde 2% do total de nascimentos resultaram em crianças com microcefalia.Mas isso não desacredita o trabalho polinésio. Ao contrário, só reforça a hipótese de alguns de que possa existir um outro fator (genético, ambiental?), além do vírus da zika, associado a ao aumento das más-formações em Pernambuco e outros Estados do Nordeste.
     
    Fonte: Folha de S.Paulo
  • CRF realiza curso de atualização  para a classe farmacêutica

    CRF realiza curso de atualização para a classe farmacêutica

    O Conselho Regional de Farmácia de Alagoas (CRF/AL) realizou mais um curso de atualização para os seus inscritos. No último sábado, 12, os farmacêuticos tiveram a oportunidade discutir os novos rumos da farmácia brasileira e os desafios dos farmacêuticos clínicos com o farmacêutico, Salomão Kawage.
     
    De acordo com Alexandre Correia, presidente do CRF/AL, os cursos oferecidos pelo Conselho têm como objetivo trazer novos conhecimentos aos profissionais que já atuam no mercado e àqueles que estão chegando. “Trazer as novidades de mercado e o conhecimento de profissionais que atuam numa região diferente da nossa para promover essa troca de conhecimento, é o que o Conselho tem buscado fazer pelos colegas” destacou o presidente.
     
    Outro tema apresentado aos participantes foi a prática farmacêutica no atendimento aos receituários da portaria 344/98, RDC 20/2011 e do Programa aqui tem Farmácia Popular com o palestrante Orlando José Palheta Campos.
     
    Robert Nicácio, vice-presidente do CRF/AL, pontuou que a atualização com a legislação sobre as regras farmacêuticas é muito importante, porque toda orientação no atendimento ao público e dispensação desses medicamentos é de responsabilidade do farmacêutico. “É de fundamental importância que os profissionais estejam atualizados com as normas vigentes, por isso, promovemos esses cursos de atualização”, comentou.
               
    ENTREGA DE CARTEIRAS
                
    Depois das palestras, o CRF realizou a solenidade de entrega de carteiras aos novos farmacêuticos de Alagoas. Ao todo cerca de 50 profissionais foram contemplados com a carteira profissional. “Nos sentimos felizes em poder ofertar ao mercado de trabalho profissionais capacitados para atuar no mercado farmacêutico alagoano”, comemorou Alexandre, presidente do CRF.
                
    Para apresentar o papel das entidades farmacêuticas no cotidiano das atividades profissionais, o CRF promoveu uma mesa redonda com representantes do Conselho Federal de Farmácia (CFF), Dr José GILDO Silva, Conselho Regional de Farmácia de Alagoas (CRF/AL) do Sindicato dos Farmacêuticos de Alagoas (Sindfal), Hugo Alexandre, das vigilâncias sanitárias de Maceió, Dr. Antônio, e de Arapiraca, Dr. Saulo Sales.
                
    “Como estamos recebendo profissionais novos, entendemos que apresentar as entidades de classe que os representam e suas funções é uma maneira de mostrá-los que não estarão desprotegidos”, apontou Robert Nicácio, vice-presidente.
     
    ASCOM-CRF
  • Para pioneira em ligar zika a microcefalia, Brasil está perdendo tempo e situação é

    Para pioneira em ligar zika a microcefalia, Brasil está perdendo tempo e situação é

    As sextas-feiras viraram os “piores dias da vida” da obstetra Adriana Melo. É quando ela recebe as grávidas que tiveram zika para as ultrassonografias que indicam se os fetos têm ou não algum sinal de alteração neurológica, em um hospital conveniado ao SUS em Campina Grande, na Paraíba.
     
    Na maior parte das vezes, pode mandar as mulheres de volta para casa aliviadas, com o sossego de que está tudo bem.
     
    Até que surja em seu monitor sinal das alterações que viu pela primeira vez em setembro do ano passado, e precise dar a notícia mais temida pelas grávidas enviadas à Clínica-Escola da Faculdade de Ciências Médicas – de que o bebê tem sinal de má formação neurológica.
     
    “Não é fácil. A sensação é de que estou puxando o tapete de alguém”, conta ela, que depois de dar a notícia se recolhe no quarto escuro de ultrassom para respirar fundo antes de receber as próximas pacientes.
     
    Dra. Adriana, como todos a conhecem em Campina Grande, ganhou notoriedade depois de se tornar a primeira médica a identificar, em novembro, o vírus Zika no líquido amniótico de duas grávidas cujos fetos tinham microcefalia.
     
    Ao longo dos últimos meses, a certeza de que a zika está por trás do surto de bebês que vêm nascendo com alterações neurológicas só aumentou – e a postura de alguns pesquisadores que colocam em dúvida esta relação, ou consideram excessivo o alarme gerado pelo governo, a tiram do sério.
     
    “Eu sou médica baseada em evidências. Tem 17 anos que trabalho só com feto. Vejo 30 cérebros de crianças por dia. O que digo (a quem duvida) é – venham aqui. Passem um dia comigo olhando cérebros. E vocês vão ver que tem algo muito diferente acontecendo”, afirma. “Eu tenho a visão de pesquisadora. Mas não podia ignorar a experiência deste momento.”
     
    Maçã de Newton
     
    A obstetra diz que estamos no momento em que “a maçã caiu na nossa cabeça”, comparando a ligação com a doença à revelação tida por Isaac Newton, que descobriu a lei da gravitação universal.
     
    “Quando Newton desenvolveu suas teorias, primeiro a maçã teve que cair na sua cabeça. Estamos nesse ponto em que temos que elaborar as teorias e os trabalhos. Mas eu não podia esperar um tijolo cair sobre a minha cabeça para começar.”
     
    “Acho que estamos numa situação de guerra. Acredito piamente. Se fôssemos esperar até que se estabelecesse um nexo causal para alertar a população, quantas grávidas a mais não teriam bebês com microcefalia? Será que esse anúncio não foi capaz de salvar algumas vidas?”
     
    Ela lembra o tempo perdido no passado até que se tenha levado a sério a Aids. “Quantos anos se passaram até que os cientistas quisessem acreditar no que estava acontecendo.”
     
    Ela considera que o país está “alarmando de menos”.
     
    “Estamos focando só em casos de microcefalia, quando há coisas piores acontecendo”, afirma, citando casos recentes de pessoas que morreram com suspeita da síndrome de Guillain-Barré, doença autoimune que também vem sendo associada ao Zika.
     
    Alterações 'não batiam'
     
    O surto de microcefalia teve a primeira aparição no consultório de Dra. Adriana em setembro do ano passado. Uma paciente que tinha tido exames normais com 12 e 16 semanas de gravidez voltou com 20 semanas, e uma alteração no cerebelo deixou a médica incomodada. Mais duas semanas se passaram e a cabeça do bebê não havia crescido nada, e já apresentava microcefalia, além de focos de calcificação em diversos locais de cérebro.
     
    “Aquilo me deixou confusa porque o cerebelo alterado era mais para uma doença genética, e a calcificação era mais para uma infecção. As duas coisas juntas não batiam.”
     
    Isso foi numa sexta-feira de manhã. Na sexta de noite, seu celular acendeu com uma mensagem que estava circulando pelo WhatsApp, dizendo que Pernambuco estava com 60 casos de microcefalia com o mesmo padrão de cerebelo alterado e calcificação.
     
    Em comum, as grávidas tinham tido manchas vermelhas no corpo no início da gravidez. A suspeita era zika.
     
    “Liguei na hora para a minha paciente, e ela tinha tido zika com 8 meses. Fomos atrás das outras pacientes e todas tinham o mesmo histórico”, conta.
     
    “E fui ligando os pontos. A gente tinha visto um aumento de casos de Guillain-Barré aqui na Paraíba em julho, que é uma doença neurológica. Ou seja, esse vírus deve ter uma predileção pelo sistema nervoso. Eu não tive mais dúvidas.”
     
    A obstetra começou a se mobilizar para encontrar um laboratório que pudesse testar o líquido amniótico de suas pacientes para a presença do vírus. Até que chegou à Fundação Oswaldo Cruz, no Rio.
     
    “Para mim era muito lógico buscar uma resposta no líquido amniótico, porque em infecções como toxoplasmose e citomegalovírus, quando a mãe transmite para o bebê, esses agentes infecciosos ficam presentes na urina e no líquido amniótico”, compara. “Na minha cabeça era muito simples. Não sabia que ia dar essa repercussão toda.”
     
    Mesmo tendo sido “precursora”, Dra. Adriana continua batalhando para conseguir recursos para pesquisa. E continua se desdobrado para se sustentar e manter todas suas frentes de atuação – além de médica em um hospital municipal e na escola universitária, ela é sócia de três clínicas particulares e pesquisadora no Instituto de Pesquisa Professor Joaquim Amorim Neto (Ibesq).
     
    “Não temos verba. Se a doença tivesse começado no Sudeste, provavelmente já haveria mais recursos para pesquisa. Sabemos que o Nordeste é desacreditado, apesar de ter excelentes pesquisadores.”
     
    Ela segue fazendo estudos em conjunto com pesquisadores de outras instituições, como a Fiocruz e a UFRJ. Mas pleiteia verba para uma pesquisa mais ampla que acompanhe grávidas que tenham zika a partir da doença até o nascimento, e o desenvolvimento de casos de microcefalia – e que foque também nas crianças que nasceram saudáveis para acompanhar seu desenvolvimento.
     
    “Não sabemos ainda se esses bebês podem ter um déficit auditivo, uma crise convulsiva, um déficit visual”, preocupa-se.
     
    'Síndrome da zika congênita'
     
    Ao lado de outros colegas, ela defende que se deixe de descrever o que o Brasil está testemunhando como um surto de “microcefalia” apenas, e que se passe a falar em “síndrome da zika congênita”. A expressão síndrome é usada quando há um conjunto de repercussões associado a uma causa.
     
    “Temos visto uma variação muito grande. Há desde casos em que a cabeça da feto é menor e há pontos isolados de calcificação até padrões mais graves, com a ausência de estruturas do cérebro – como do tálamo ou do tronco cerebral, que é a estrutura responsável pela vida”, explica.
     
    “Vemos também casos de artrogripose, quando há uma contração da musculatura e das articulações. Nos casos mais graves, os bebês, quando nascem, terminam indo a óbito com pouco tempo de vida”, lamenta.
     
    Mas o problema está longe de ser apenas médico. É também social. A maioria das famílias atingidas é de baixa renda, e o atendimento demanda um forte empenho de assistência social.
     
    “As diferenças sociais estão muito evidentes nessa tragédia. A grande maioria dos casos é das periferias ou de cidades pequenas, onde sabemos que há mais problemas sanitários, falta de abastecimento, falta de tratamento de esgoto”, afirma.
     
    “Essas populações são mais castigadas. As mulheres não têm acesso a repelente, não podem colocar uma tela (para proteger contra mosquitos), muito menos dormir com ar-condicionado. E muitas vezes não têm entendimento da gravidade da situação. A preocupação é outra. Pode ser que tenham dificuldade até de comer. Entre comprar o repelente de R$ 50 e uma refeição, é claro que vão preferir uma refeição.”
     
    Dra. Adriana tem dormido pouco, sacrificado a vida familiar, pulado fins de semana – e continua temendo as sextas-feiras, quando segue recebendo mulheres com malformações nos bebês que carregam em suas barrigas, e tem que ser a porta-voz do impensável.
     
    “O que me motiva”, suspira, “é parar de dar essas notícias.”
     
    Fonte: BBC Brasil
  • Força-tarefa quer acelerar teste de microcefalia e liberação de benefício

    Força-tarefa quer acelerar teste de microcefalia e liberação de benefício

    Diante do atraso na confirmação de casos de microcefalia e da demora na concessão de benefício de um salário mínimo para crianças com a má-formação nascidas em famílias de baixa renda, o governo federal lança nesta terça-feira (15) plano para reduzir a espera. Ele prevê repasses de R$ 10,9 milhões aos Estados.
     
    Os recursos extras serão usados num plano que prevê identificar e localizar bebês com suspeita da doença, levá-los a centros de diagnóstico e, se necessário, achar hospedagem até que todos os exames sejam feitos. Os recursos serão destinados segundo o número de casos suspeitos. Assim, Pernambuco, o Estado com maior número de casos em investigação (1.455), vai receber a maior fatia: R$ 3,2 milhões. A confirmação dos casos é o primeiro passo para que o benefício, previsto em lei, seja concedido para as crianças.
     
    Simultaneamente, o Instituto Nacional do Seguro Nacional (INSS) inicia uma força-tarefa para tentar dar vazão ao acúmulo de pedidos do Benefício de Prestação Continuada já feitos. A estimativa é de que tenham sido agendados pelo menos 2 mil pedidos do benefício para crianças de até um ano. Não há como saber quanto desse total foi feito por representantes de crianças com microcefalia, muito menos quantos casos têm relação com zika.
     
    Para integrantes do INSS, no entanto, uma coisa é certa: pedidos feitos nessa faixa etária aumentaram de forma significativa nos últimos meses. O crescimento estaria ligado à explosão de casos de microcefalia. O mutirão foi feito em quatro capitais com mais registros suspeitos da má-formação: Fortaleza, Salvador, Recife e São Luís. Não há um balanço sobre quantos casos foram resolvidos, mas a intenção é repetir a iniciativa nas próximas semanas.
     
    Benefício
     
    O Benefício de Prestação Continuada é concedido para pessoas com deficiências de qualquer idade integrantes de famílias cuja renda per capita não seja superior a um quarto de salário mínimo (R$ 220). Além de pessoas com deficiências – onde a microcefalia pode ser incluída -, o benefício é dado a idosos que não contribuíram para a Previdência Social.
     
    O valor do benefício é de um salário mínimo (R$ 880). A cada dois anos, o beneficiário tem de passar por nova perícia.
     
    No caso da microcefalia, a concessão do benefício tem de ser precedida por laudo médico e por perícia, que vai comprovar que a criança é impossibilitada de fazer uma série de atividades. Mães de bebês, no entanto, queixam-se da demora na concessão do benefício.
     
    O governo admite a demora, mas afirma que, em alguns casos, bebês com suspeita de microcefalia acabam não retornando para os exames confirmatórios. “Não sabemos ainda as razões, mas o fato é que há vários relatos de mães que não retornam ao serviço para ter o diagnóstico do bebê concluído”, disse o diretor do Departamento de Vigilância de Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, Cláudio Maierovitch.
     
    Uma das causas mais prováveis é a dificuldade de acesso, a falta de transportes e de recursos para se deslocar de casa até o serviço de saúde. A secretária Nacional de Assistência Social do Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Ieda Castro, afirmou que todo o passivo de casos suspeitos de microcefalia só deve ser zerado em dezembro deste ano. 
     
    Fonte: Jornal O Estado de S. Paulo.
     
  • Europa anuncia 10 milhões de euros para a pesquisa do zika

    Europa anuncia 10 milhões de euros para a pesquisa do zika

    Genebra – A Comissão Europeia anunciou nesta terça-feira, 15, o financiamento de 10 milhões de euros para bancar projetos de pesquisas sobre o vírus zika, principalmente no Brasil. Os detalhes de como o dinheiro será enviado ou quais instituições receberão os recursos não foram revelados. Mas, em um comunicado, o governo brasileiro confirmou a parceria. 
     
    Citado no anúncio feito em Bruxelas, o ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação do Brasil, Celso Pansera, indicou que parte do dinheiro vá beneficiar o Brasil. Mas também não traz detalhes. 
     
    “A parceria com a União Europeia na pesquisa sobre o vírus zika será muito importante para ajudar pesquisadores brasileiros em combater a epidemia que afeta nosso país”, disse. “Além disso, a iniciativa vai estimular a pesquisa e tecnologia em escala global para o benefício de todos”, afirmou.
     
    Para o comissário de Saúde da UE, Vytenis Andriukaitis, o bloco europeu deve se preocupar com a proliferação de casos. “Vários cidadãos europeus voltaram de áreas afetadas pelo vírus”, disse. “Estamos monitorando com cuidado a situação e, com o verão chegando, estamos trabalhando com governos e com a OMS (Organização Mundial da Saúde) para instalar medidas necessárias para garantir uma resposta ao problema”, disse.
     
    Carlos Moedas, comissário europeu para Pesquisas, também destacou a falta de recursos para pesquisas. “O dinheiro vai permitir pesquisas que são urgentes sobre essa ameaça global”, indicou.
     
    Na semana passada, o presidente do Instituto Butantã, Jorge Kalil, queixou-se na OMS da falta de recursos do governo federal para o desenvolvimento de pesquisas e indicou que estava em negociações com europeus e americanos para bancar projetos no Brasil.
     
    Além dos 10 milhões de euros anunciados nesta terça-feira, os europeus gastarão mais 40 milhões de euros para bancar sua própria vacina.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Zika já afasta do país turistas estrangeiros

    Zika já afasta do país turistas estrangeiros

    O temor internacional com relação ao surto do vírus da zika já tem tido impacto no fluxo de turistas estrangeiros que visitam o Brasil.
     
    Levantamento feito pela Folha com dez das maiores agências de turismo receptivo do país mostrou que sete delas registraram ao menos dois ou três cancelamentos de grandes grupos cada uma, desde o início do ano, totalizando 579 estrangeiros que deixarão de visitar o país entre fevereiro e maio.
     
    São turistas que já tinham reservado passagens aéreas e hotéis em cidades como Rio, São Paulo,Recife, Foz do Iguaçu e Manaus, mas voltaram atrás depois que imagens de bebês com microcefalia,doença que se suspeita estar relacionada como vírus, inundaram o noticiário estrangeiro.
     
    Integrantes do setor ressaltam que o número de cancelamentos é baixo diante do total de visitantes estrangeiros— 6,4 milhões deles viajaram ao Brasil em 2014 (último dado disponível).
     
    As más notícias vieram em momento de dólar valorizado, o que torna o país mais barato para quem vem de fora.
     
    Operadores já afirmam que os turistas estão começando a desconsiderar o Brasil como destino para a próxima alta temporada no hemisfério sul.
     
    Embora declarem que o impacto é pontual, temem que o movimento indique uma tendência a médio prazo.
     
    Um grupo de 90 portugueses, por exemplo, cancelou a viagem que faria, em março, para o Recife,como intermédio da agência Rentamar.
     
    Três grupos de 40 americanos desistiram de visitar Rio, Manaus e Foz do Iguaçu, no Paraná, em maio, com a Sat Tours. Sessenta iranianos cancelaram a ida a Foz, o segundo maior destino turístico do Brasil. O mesmo fizeram 18 malaios da BluMar.
     
    “A mídia lá fora está bombardeando o Brasil com notícias negativas e isso tem impacto, ainda que pontual, no turismo”,diz a gerente operacional da Sat Tours, Patrícia Pontes. “Os americanos costumam ser os mais reativos”.
     
    Um casal de espanhóis desistiu de Porto de Galinhas (PE). Um de portugueses cancelou a ida ao Rio. Grávidas, as mulheres seguiram orientações da Organização Mundial de Saúde, que desaconselhou visitas de gestantes a 23 países por causa do vírus.
     
    A Matueté, agência paulista de turismo de luxo, esperava uma demanda por viagens 50% maior para esta época do ano, segundo o agente Bruno-Mathieu Roy.
     
    OLIMPÍADA
     
    Segundo as agências, não é possível dizer que haverá impacto para os Jogos Olímpicos, em agosto, no Rio. O motivo é que a agência parceira do COI (Comitê Olímpico Internacional), a Tam Viagens, tem prioridade na comercialização de pacotes com hospedagem no país. Procurada, a Tam afirmou que ainda não registrou desistências devido ao zika.
     
    O presidente da Brazilian Incoming Travel Organization (Organização de Turismo Receptivo do Brasil), Salvador Saladino, expressou,contudo, preocupação com o cenário para os Jogos. “Existem condições para uma redução no número de turistas na Olimpíada. Se a OMS Organização Mundial de Saúde diz que há uma epidemia, grávidas, por exemplo, com certeza não virão”, afirma Saladino.
     
    Algumas empresas já mudam seus procedimentos para se adaptar ao novo cenário. A Rentamar, por exemplo, assegurou-se de que cada um dos 140 funcionários mexicanos de uma multinacional que visitaram o Rio em fevereiro tivesse um tubo próprio de repelente.
     
    De acordo com a diretora executiva da Havas, Rachel Havas, nas reuniões do Global DMC Partners, espécie de associação internacional de turismo receptivo, o interesse pelo Brasil como opção de destino para o próximo verão diminuiu.
     
    A entidade costuma ser consultada por grandes multinacionais quando elas querem enviar seus executivos em viagens de bonificação ao exterior.
     
    Fonte: Folha de S.Paulo