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  • Já estão abertas as inscrições ao curso EaD do CFF

    Já estão abertas as inscrições ao curso EaD do CFF

    O presidente do CFF, Walter da Silva Jorge João, anunciou nesta segunda-feira, 29/02, durante o lançamento do 6º Congresso Norte e Nordeste de Ciências Farmacêuticas, em Belém (PA), a abertura das inscrições ao curso “Prescrição Farmacêutica no Manejo de Problemas de Saúde Autolimitados”. O objetivo geral do curso é prover os fundamentos para que os farmacêuticos conheçam, compreendam e apliquem o processo de raciocínio clinico para a prescrição farmacêutica no manejo de problemas de saúde autolimitados.
     
    O curso, que tem três módulos distribuídos em 40 horas, é uma iniciativa do Programa de Suporte ao Cuidado Farmacêutico na Atenção à Saúde (Profar), lançado pelo CFF em janeiro. Será ministrado gratuitamente, a distância, por meio de uma plataforma digital. “Nosso objetivo é contribuir para qualificar o atendimento à população que, diariamente, recorre às farmácias comunitárias brasileiras”, discursou Walter da Silva Jorge João, após preencher a sua ficha de inscrição on line, no momento da solenidade, oficializando o início do curso.
     
    Para se inscrever acesse http://profar-cff.org.br/
     
    Para saber mais acesse http://migre.me/t8rGv
     
    Fonte: CFF
     
  • Estado ignora norma que obriga notificar zika

    Estado ignora norma que obriga notificar zika

    Enquanto cientistas do mundo todo procuravam coletar a maior quantidade possível de informações sobre o vírus zika e sua relação com a microcefalia e a síndrome de Guillain-Barré, numa reunião de três dias encerrada anteontem na Organização Mundial da Saúde (OMS), em Genebra, na Suíça, a Secretaria estadual de Saúde continua sem saber o número de casos suspeitos da doença no Estado do Rio. A falta de dados levantados pelo governo ocorre mesmo após o Ministério da Saúde ter tornado obrigatória, em 18 de fevereiro, a notificação de pacientes com suspeita da zika.
     
    Mais de vinte dias depois da resolução do ministério, os dados ainda não começaram a ser coletados nos municípios do Rio. A notificação deveria ser da seguinte forma: médicos das redes estadual, municipal e privada enviariam os casos às prefeituras, que repassariam ao estado para remetê-los ao ministério. A demora neste processo ocorre mesmo diante da informação que, desde outubro, 5.660 gestantes do estado tiveram exantemas (manchas vermelhas) no corpo durante a gravidez. As marcas são um dos sintomas do zika e seu diagnóstico em mulheres grávidas é de notificação obrigatória desde outubro, por determinação do governo federal, e vem sendo feita pelo estado.
     
    A Secretaria estadual de Saúde alegou que não começou a compilar os casos suspeitos de zika porque aguarda orientações do Ministério da Saúde sobre como o trabalho deve ser feito. Procurado, o órgão federal afirmou que, ao tornar obrigatórias as notificações, disponibilizou a estados e municípios uma nota informativa com o detalhamento dos procedimentos. Ainda segundo o ministério, foi feita no dia 2 de março uma videoconferência com os administradores estaduais, incluindo um representante da Secretaria de Saúde, durante a qual foram passadas orientações sobre a vigilância do vírus zika. O material está disponível no Portal da Saúde, na internet. 
     
    PARA ESPECIALISTAS, INFORMAÇÃO É FUNDAMENTAL 
     
    Para médicos e pesquisadores, a falta de informação dificulta ainda mais o entendimento da ameaça à saúde pública que o estado vem enfrentando, e ainda atrapalha as pesquisas internacionais sobre o tema. Segundo Ana Van der Linden, neuropediatra do Instituto de Medicina Integral Professor Fernandes Figueira, em Pernambuco, os números são importantes para chamar a atenção de pesquisadores estrangeiros para o problema que vem se transformando em ameaça mundial. Ana foi uma das primeiras médicas no Brasil a relacionar o aumento dos casos de microcefalia no Nordeste à zika. O estado de Pernambuco tornou compulsória a notificação de suspeita da doença em dezembro, antes mesmo do governo federal. O GLOBO apurou que outros estados do país, como São Paulo, Rio Grande do Sul, Bahia e Alagoas já estão enviando as notificações ao ministério.
     
    — Se você tem a notificação, tem o número real de casos suspeitos. Inicialmente, desconfiamos da relação da zika com a microcefalia, e a própria OMS ainda não reconheceu isso cientificamente, mas agora temos muito mais números para mostrar que essa relação é bastante provável. São esses dados que despertam também a atenção dos pesquisadores internacionais para o vírus, e nós precisamos da ajuda deles para lidar com a questão aqui no Brasil — afirma Ana.
     
    Para o infectologista Alberto Chebabo, sem as notificações o governo do estado não sabe exatamente quais regiões têm maior circulação de vírus e não pode tomar medidas estratégicas como enviar agentes a áreas críticas e destinar recursos financeiros e inseticida em casos emergenciais, para locais afetados pelo zika.
     
    Fonte: O Globo
  • Câncer de mama recua em 11 dias

    Câncer de mama recua em 11 dias

    Combinação de remédios encolheu ou eliminou tumores em um quarto das pacientes em 11 dias. Uma combinação de dois remédios mostrou ser capaz de encolher significativamente ou mesmo eliminar os tumores de pouco mais de um quarto das pacientes de um tipo particularmente agressivo de câncer de mama em apenas 11 dias, um resultado que foi considerado “espantoso” pelos pesquisadores tanto pela rapidez da resposta quanto pelo tratamento não incluir nenhum medicamento quimioterápico, como é o padrão na abordagem clínica desses casos. Apresentado ontem durante a 10ª Conferência Europeia de Câncer de Mama, o estudo, embora limitado, abre caminho para algumas mulheres vítimas da doença escaparem dos muitos incômodos da quimioterapia, além de terem a chance de preservar ao menos parte de seus seios na subsequente cirurgia para remoção dos tumores, num importante ganho estético e psicológico.
     
    Chamados lapatinibe e trastuzumabe, os dois medicamentos atuam de forma diferente contra o câncer de mama do tipo conhecido como HER2 positivo. Essa variante atinge cerca de 20% das vítimas da doença e é caracterizada pelo crescimento acelerado e invasivo dos tumores. Por isso, o protocolo padrão pede que eles sejam atacados com força total e sejam removidos cirurgicamente, especialmente quando diagnosticados na sua fase inicial.
     
    O estudo — financiado pelo Instituto de Pesquisas do Câncer do Reino Unido e pelo laboratório farmacêutico GlaxoSmithKline (GSK), fabricante do lapatinibe — envolveu 257 mulheres recém- diagnosticadas com câncer de mama HER2 positivo recrutadas entre 2010 e 2015. Na primeira fase do ensaio clínico, 130 delas foram distribuídas aleatoriamente em três grupos: um de controle, que não recebeu nenhum tratamento nos 11 dias prévios à cirurgia; outro em que foram medicadas apenas com o trastuzumabe durante esse tempo; e um terceiro ao qual foi administrado só o lapatinibe. Mas ainda durante este período inicial do estudo, outras pesquisas apontaram uma maior eficácia da combinação dos dois remédios. Assim, na segunda parte do ensaio, as 127 pacientes seguintes foram divididas novamente em três grupos: o de controle, que continuou sem receber qualquer medicação; um segundo tratado só com trastuzumabe; e um último que recebeu a combinação dos dois remédios durante os 11 dias. Nesta fase, os resultados das análises feitas depois da cirurgia mostraram que, entre as mulheres que seguiram o tratamento combinado, 11% tiveram uma resposta patológica completa (PCR, na sigla em inglês), isto é, não foram encontradas células cancerosas nos tecidos removidos, enquanto em 17% foi registrada uma doença mínima residual (MRD, também na sigla em inglês), ou seja, o tumor encolheu para um diâmetro de menos de cinco milímetros. Já entre as que receberam apenas o trastuzumabe, nenhuma viu o tumor desaparecer e só 3% estavam com a doença mínima residual, enquanto no grupo de controle nenhuma paciente experimentou qualquer melhora.
     
    — Isto tem o potencial de mudar paradigmas porque nos permite identificar um grupo de pacientes que, em apenas 11 dias, vê seus tumores desaparecerem só com a terapia contra o HER2, e que potencialmente pode não precisar de uma quimioterapia subsequente — destacou Nigel Bundred, professor de cirurgia oncológica da Universidade de Manchester que fez a apresentação do estudo na conferência europeia. — Isso nos dá a oportunidade de personalizar o tratamento para cada mulher com base na resposta precoce, permitindo identificar pacientes que possam evitar a quimioterapia.
     
    JANELA ENTRE DIAGNÓSTICO E CIRURGIA 
     
    Diretora do Instituto de Pesquisas do Câncer do Reino Unido e colíder do ensaio, Judith Bliss também viu vantagens na rapidez da resposta ao tratamento sem quimioterapia vista no estudo, alertou que ainda será preciso confirmar os resultados com experimentos mais amplos e por mais tempo.
     
    — Nosso ensaio se propôs a usar a janela entre diagnóstico e cirurgia para procurar pistas sobre o tratamento combinado nos tumores HER2 positivos, mas foi inesperado ver uma resposta tão dramática em apenas 11 dias — disse. — Nossos resultados são uma forte fundação para construir outros experimentos de terapias combinadas anti-HER2 prévias à cirurgia que reduzam o número de mulheres que necessitem de quimioterapia subsequente, que também é muito efetiva, mas pode ter efeitos colaterais de longo prazo.
     
    Assim como a pesquisadora britânica, Sergio Daniel Simon, diretor do Centro Paulista de Oncologia e coordenador do Grupo Brasileiro de Estudos em Câncer de Mama, lembra que existem outros protocolos mais eficientes que a combinação lapatinibe e trastuzumabe para o ataque inicial aos tumores HER2 positivos. Ele cita como exemplo o principal padrão atual, que une o trastuzumabe a outro remédio da mesma classe, chamado pertuzumabe, com o quimioterápico docepaxel, e que num prazo entre quatro e seis meses de tratamento pré-cirúrgico elimina os tumores em até 65% das mulheres. Assim, embora acredite que o estudo não vá provocar grandes mudanças na abordagem dos casos.
     
    — O mais interessante do estudo é o tempo que a combinação de drogas leva para fazer efeito, que é relativamente curto — diz. — Mas já temos coisas melhores disponíveis, com resultados muito superiores à essa combinação, então não acho que ele vá alterar a conduta de tratamento atual.
     
    Presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), Gustavo Fernandes tem opinião parecida. Ele ressalta, porém, que o que este estudo e outros do tipo procuram primordialmente é uma maneira de reduzir o número de mulheres que sofrem com a quimioterapia nesses casos.
     
    — A taxa de resposta desta combinação em si não é brilhante, mas o que se busca é por uma alternativa de tratamento sem quimioterapia justamente por causa de seus muitos efeitos adversos — conta. — É uma janela que se abre, mas não vai ser fácil mudar o padrão atual, pois o que já temos é muito bom. Afinal, ninguém em sã consciência troca uma taxa de eficiência de 65% por uma de 17%.
     
    Fonte: O Globo
     
  • Dor crônica pode ter tratamento ampliado

    Dor crônica pode ter tratamento ampliado

    A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sus (Conitec) abriu uma enquete a fim de receber contribuições para atualização dos Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas (PCDT). O protocolo de dor crônica é um dos que poderão ser ampliados, podendo receber revisão no padrão de tratamento, pois não prevê a padronização de, por exemplo, oxicodona, um medicamento da classe dos opióides, cerca de duas vezes mais potente que a morfina, com eficácia comprovada para o tratamento dessas dores.
     
    Segundo Eduardo Aguiar, oncologista pediátrico e diretor médico da Mundipharma, a enquete é uma importante forma de chamar atenção à importância da disponibilização e aumento da variedade de medicamentos para dor crônica. Afirma que apesar da morfina ser a indicação mais comum para tratamento, cerca de 25% dos pacientes, de dor crônica, não respondem à substância, necessitando de outro opióide como alternativa. “Estudos apontam que, de maneira geral, a troca para oxicodona melhora significativamente o controle da dor em 96% dos pacientes não-respondentes à morfina. Isso representa um enorme ganho na qualidade de vida destas pessoa”, destaca.
     
    A taxa brasileira de prescrição de opióide é uma das menores do mundo. Aguiar aponta levantamentos internacionais que indicam 192,9 mg ao ano por pessoa como taxa ideal, enquanto no Brasil é de apenas 7,8 mg ao ano, número 25 vezes menor. Apesar disso, cerca de 40% da população brasileira sofre da doença. Segundo ele, esse cenário evidencia claramente a existência do “subtratamento da dor”, onde quem sofre é o paciente.
     
    Fonte: DCI
  • NOTA!

    NOTA!

    O Conselho Regional de Farmácia de Alagoas informa os novos valores das anuidades de pessoas físicas e jurídicas referentes a 2016, como determina a Resolução CFF nº 614/215 em cumprimento a Lei Federal nº 12.514/11. No entanto, sensíveis à instabilidade econômica que impacta negativamente o segmento farmacêutico, o órgão mantém por decisão de plenária ocorrida no dia 10 de dezembro de 2015, CONGELADO os valores das taxas cobradas pelos serviços de emissão de documentos a profissionais e empresas.
     
    O pagamento das anuidades terão os seguintes descontos; Pessoas físicas e jurídicas têm desconte de 10% se o pagamento em cota única for efetuado até 31 de janeiro ou de 5% se quitado até 28 de fevereiro (ressalvado o ano bissexto – 29 de fevereiro). O pagamento também pode ser dividido em cinco vezes, com primeira parcela vencendo em 31 de janeiro, mas sem descontos.
     
    Os boletos serão enviados no início de janeiro aos endereços cadastrados no banco de dados do CRFAL e já podem ser solicitadas através dos e emails: recepçã[email protected] e [email protected].
     
    A Diretoria
     
    OBS:O Conselho de Farmácia do Estado de Alagoas – CRF/AL, solicita a todos os farmacêuticos e proprietários de farmácias que não receberam a anuidade até o dia 31/01/2016, que entrem em contato com a sede ou seccional do CRF/AL, até o dia 05/02/2016, para poder receber um novo boleto com o desconto.
     
    A Diretoria do CRF/AL.
     
  • Anvisa: posição a respeito do PL 4639

    Anvisa: posição a respeito do PL 4639

    A Anvisa vê com preocupação a aprovação, na Câmara Federal, do PL 4639, que ainda passará pelo crivo do Senado. O PL 4639 autoriza o uso da substância Fosfoetanolamina como medicamento, sem que esta tenha passado pelos testes que garantam sua segurança e eficácia, como é exigido pela Anvisa e por todas as agências reguladoras do mundo, antes de autorizar o registro de um medicamento e seu consequente uso pela população.
     
    Não há nenhum pedido protocolado na Anvisa para a realização de ensaios clínicos ou solicitação de registro dessa substância. Por isso, é absolutamente descabido acusar a Anvisa de qualquer demora em processo de autorização para uso da Fosfoetanolamina. O que há, de fato, é que uma substância que é utilizada há tantos anos nunca foi testada de acordo com as metodologias científicas internacionalmente utilizadas, para comprovar sua segurança e eficácia. Da mesma forma, os desenvolvedores dessa substância nunca procuraram estabelecer um processo produtivo em fábrica legalmente estabelecida e certificada para operar com qualidade.
     
    Qualquer medicamento novo desenvolvido no Brasil, ou de uso relevante em saúde pública, recebe tratamento prioritário para as análises da Agência. Ou seja, se os desenvolvedores da Fosfoetanolamina, ou qualquer grupo de pesquisa do País, protocolarem solicitação para realizar os estudos clínicos que comprovem sua segurança e eficácia, a Anvisa o analisará com presteza e rapidez. Da mesma forma, receberá total prioridade de análise se algum fabricante apresentar o dossiê com os documentos técnicos necessários para a solicitação de registro dessa substância como um medicamento.
     
    A única coisa inusitada em relação à Fostoetanolamina é o fato de que uma substância que foi desenvolvida há 20 anos, e vir sendo usada de maneira ilegal durante esse largo período, nunca ter suscitado em seus desenvolvedores a preocupação em fabricá-la em local adequado, realizar ensaios clínicos de acordo com os protocolos e, por fim, pedir seu registro. A Anvisa se coloca à inteira disposição do Congresso para colaborar com o debate e fornecer todas as informações técnicas possíveis.  No entanto, é importante ressaltar que liberar medicamentos que não passaram pelo devido crivo técnico seria colocar em risco a saúde da população e retirar a credibilidade da Anvisa e dos próprios medicamentos fabricados em nosso País.
     
    Fonte: Anvisa
  • Vírus da zika pode estar associado a mais uma doença neurológica

    Vírus da zika pode estar associado a mais uma doença neurológica

    O vírus da zika pode estar associado a mais uma doença neurológica grave. A revista científica Lancet publicou o caso registrado no Caribe e conta a história clínica de uma adolescente de 15 anos, moradora da ilha caribenha de Guadalupe.
     
    Em janeiro, a jovem foi hospitalizada com paralisia do lado esquerdo do corpo, dores fortíssimas nos músculos e na cabeça e, depois, passou a ter retenção urinária. Os exames confirmaram uma mielite, uma rara e grave inflamação que atinge a medula.
     
    “É uma doença potencialmente grave, porque pode levar a perda de movimentos. Geralmente são sintomas transitórios, ou seja, há recuperação desses movimentos, mas em alguns casos pode deixar sequelas” explica o médico infectologista Jessé Reis Alves. Os testes mostraram que, no caso da adolescente de Guadalupe, havia a presença do vírus da zika no fluido, no líquido da medula. Como outras causas deram descartadas, essa pode ser mais uma doença grave que está sendo transmitida pelo Aedes aegypti.
     
    Uma das médicas que cuidaram da paciente, Annie Lannuzel, disse que a jovem sentia fraqueza intensa nos braços e pernas uma semana depois dos sintomas da zika. Ela ressaltou que a mielite precisa ser diagnosticada logo para evitar danos neurológicos e motores e que as diferenças entre as doenças transmitidas pelo vírus da zika precisam ser identificados em exames clínicos e sorológicos.
     
    “São sintomas difíceis de diagnosticar. Os médicos os profissionais de saúde precisam estar bem preparados, atualizados, porque são sintomas que estão ligados à uma especialidade, que é a neurologia e que às vezes passam meio desapercebidos. Então, é importante que os médicos fiquem muito atentos para esse tipo de manifestação”, alerta o infectologista.
     
    A pesquisadora informou que a adolescente de 15 anos está melhorando, já anda sozinha, mas continua internada.
     
    Fonte: G1 – Jornal Hoje
     
  • OMS questiona inseticida e diz que vacina contra zika pode chegar tarde

    OMS questiona inseticida e diz que vacina contra zika pode chegar tarde

    Ao término dos três dias da reunião do comitê de emergência da OMS (Organização Mundial da Saúde) para a zika, uma das conclusões é que os métodos usados até agora no combate ao principal vetor da doença —o mosquito Aedes aegypti— têm sido ineficazes.
     
    A OMS também adotou posição pessimista sobre o lançamento de uma vacina contra a zika, que poderia chegar “tarde demais” à América Latina, afirmou Marie-Paule Kieny, uma das diretoras da entidade, em entrevista coletiva nesta quarta (9) em Genebra.
     
    “Nenhuma vacina ou terapia específica para a zika foi testada ainda em humanos.” Sobre as formas clássicas de combate ao aedes, Kieny disse que o uso de inseticidas —como fumacê e larvicidas— não “teve impacto significativo no controle da transmissão da dengue e isso também deve ocorrer com a zika”.
     
    Na terça (8), a OMS já havia divulgado documento alertando sobre a resistência do mosquito a inseticidas e recomendando mais controle desses produtos químicos.
     
    Segundo a entidade, muitos governos têm optado por inseticidas baratos e de eficácia moderada para evitar gastos elevados. Isso pode resultar em insetos mais resistentes e na necessidade de recorrer a inseticidas mais caros, o que poderia afetar a capacidade de garantir a cobertura em toda a área atingida.
     
    Na opinião da OMS, um plano de combate ao aedes deve envolver diferentes métodos, como fazer uma rotatividade de diferentes produtos químicos, não repetindo o mesmo inseticida durante um período de dois anos.
     
    LARVICIDAS
     
    Diante desse quadro, a OMS estabeleceu como prioridades o desenvolvimento de: testes para detecção de dengue, chikungunya e zika (doenças transmitidas pelo aedes); vacinas baseadas em vírus não vivos para mulheres em idade fértil; e ferramentas inovadoras para combater o mosquito.
     
    Exemplos desses métodos inovadores seriam o uso de mosquitos geneticamente modificados para conter o surto ou a infecção desses insetos com a bactéria Wolbachia, que os torna inférteis.
     
    Essas experiências, porém, devem ser conduzidas com “extremo rigor”, disse Kieny.
     
    A ineficácia dos atuais métodos de combate ao mosquito já foi tema, no mês passado, de uma nota técnica da Abrasco (Associação Brasileira de Saúde Coletiva).
     
    Um ponto polêmico tem sido o uso dos larvicidas inibidores de crescimento,que impedem o desenvolvimento de características adultas do mosquito, como asas em aturação de órgãos reprodutivos.
     
    Para Lia Giraldo, pesquisadora da Fiocruz e coordenadora da nota técnica da Abrasco, o Ministério da Saúde deveria interromper o uso desses produtos. “Sabemos que ele tem efeito teratogênico que causa má-formação em mosquitos. Um produto com essa ação não deveria ser colocado na água de beber.” O ministériodiz que o produto é seguro.
     
    VACINA
     
    Jorge Kalil, presidente do Instituto Butantan de São Paulo, afirmou, em Genebra, que trabalha com um projeto de vacina com “vírus enfraquecido”,o que possibilitaria testes mais rápidos em mulheres em idade fértil e gestantes.
     
    “Achamos que a epidemia de zika vai durar dois ou três anos na América Latina. Em seguida, deve, provavelmente, desaparecer porque a maioria das pessoas já vai ter entrado em contato com o vírus. Mas tende a reaparecer em alguns anos.” Segundo Kalil, “em três anos, uma vacina estaria pronta”.
     
    Quanto aos recursos para acelerar a pesquisa, o presidente do Butantan afirmou que agências dos Estados Unidos e da Europa demonstraram interesse no projeto.
     
    Fonte: Folha de S.Paulo
     
  • Conheça cinco medicamentos inovadores para 2016

    Conheça cinco medicamentos inovadores para 2016

    A aprovação de tratamentos inovadores capazes de superar os benefícios terapêuticos oferecidos por aqueles já existentes pode aumentar as chances de cura, melhorar adesão a tratamentos crônicos ou diminuir efeitos colaterais, melhorando a qualidade de vida dos pacientes. Em 2015, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) concedeu o maior número de registros de medicamentos desde 2010. Foram 742, entre novos, similares e genéricos. Entre eles, estão medicamentos que modificam positivamente o tratamento da hepatite C e os primeiros produtos biossimilares.
     
    Abaixo, seguem cinco outros medicamentos inovadores recém-aprovados ou na eminência de receberem o registro, em diversas áreas. Confira.
     
    Esclerose múltipla
     
    Por muitos anos, os pacientes que convivem com essa doença neurodegenerativa e incapacitante contaram apenas com injeções (algumas diárias) para evitar a ocorrência de surtos e reduzir a progressão dos danos cerebrais. Graças aos avanços na área, os pacientes contam desde o fim do ano passado com uma nova opção de medicamento oral que, além de oferecer conveniência e praticidade facilitando a adesão ao tratamento, oferece avanços significativos no controle da doença. O fumarato de dimetila, primeiro imunomodulador oral para o tratamento da esclerose múltipla recorrente-remitente, forma mais comum da patologia.
     
    O medicamento proporciona uma nova abordagem para tratar a esclerose múltipla. Seu principal diferencial é estimular os genes envolvidos nas respostas anti-inflamatórias, ativando as células de defesa do próprio corpo para combater a inflamação cerebral comum nos pacientes com esclerose múltipla. A inflamação é a principal causa do envelhecimento e da degeneração do cérebro e, consequentemente, do comprometimento de funções cognitivas como a fala, os movimentos e a deglutição. O medicamento reduz em até 49% a proporção de pacientes que apresentaram surtos, em 53% a taxa de surtos anual e em 38% a progressão da incapacidade. Entre outros benefícios estão efeitos adversos gerenciáveis e transitórios (um alívio diante dos tratamentos iniciais), sendo os mais comuns rubor facial, diarreia, náusea e dor abdominal.
     
    Melanoma e câncer de pulmão
     
    Pacientes com cânceres avançados poderão contar com pembrolizumabe, uma imunoterapia anti PD-1 prevista para ser aprovada pela Anvisa ainda este ano. A imunoterapia é uma nova abordagem do tratamento do câncer que estimula o sistema imunológico do próprio paciente, antes bloqueado pelas células cancerosas, de combater o tumor.
     
    O medicamento é um anticorpo monoclonal humanizado que ataca partes determinadas da célula cancerígena ? diferentemente das terapias-padrão como a quimioterapia, que atacam as células sadias e as doentes, proporcionando melhora significativa da qualidade de vida do paciente. O uso do medicamento restaura o sistema biológico, destruindo o tumor e bloqueando sua evolução. A terapia já está aprovada em mais de 40 países para o tratamento do melanoma e do câncer de pulmão avançado, e é investigada para mais de 30 tipos de canceres.
     
    Hemofilia
     
    Há mais de 17 anos os pacientes com hemofilia não têm novidades no tratamento da doença, que atualmente é feito através da infusão do fator de coagulação deficiente duas ou mais vezes por semana, dependendo da gravidade da doença. Essa realidade pode mudar com a aprovação dos fatores recombinantes de longa duração. O indicado para o tratamento da hemofilia B (quando falta no sangue o fator IX de coagulação) acaba de receber o registro da Anvisa. O indicado para a hemofilia A (quando falta no sangue o fator VIII de coagulação), até o fim do ano.
     
    O principal benefício dos fatores recombinantes de longa duração é a diminuição da frequência de infusões: uma vez por semana ou a cada dez dias. A diminuição de picadas para menos da metade trará conveniência, autonomia e praticidade, facilitando a adesão do paciente que depende do tratamento para a vida toda. Os medicamentos foram desenvolvidos por meio da tecnologia de fusão Fc, que prolonga o tempo de circulação do medicamento no corpo e amplia o intervalo entre as infusões profiláticas.
     
    A hemofilia é uma doença genético-hereditária que prejudica diretamente a coagulação do sangue. A doença é caracterizada pela falta de produção de um dos 13 fatores de coagulação do sangue. Se não tratada preventivamente, através da profilaxia, a doença pode causar hemorragias internas e externas, e sangramento nas articulações, levando a problemas como má formação nas crianças.
     
    Fibrose pulmonar idiopática
     
    No final de 2015, a Anvisa aprovou o primeiro tratamento para essa doença pulmonar rara e fatal. O registro de nintedanimabe trouxe esperança aos pacientes e promoveu uma mudança no panorama de tratamento, já que promete desacelerar a evolução da progressão da doença em 50%. Pacientes acometidos geralmente têm sobrevida média de dois a três anos após o diagnóstico.
     
    A fibrose pulmonar idiopática é uma doença crônica não infecciosa, de causa desconhecida e limitada aos pulmões, em que ocorre a substituição do tecido normal do pulmão por fibrose (tecido de cicatrização), alterando a sua capacidade de realização de trocas gasosas (oxigenação do sangue). A maioria dos indivíduos atingidos apresenta idade superior a 60 anos e a maior parte é do sexo masculino, fumante ou ex-fumante. Os sintomas mais comuns são falta de ar, com piora progressiva, e tosse seca, por mais de seis meses. A doença acomete cerca de 10 a 20 pessoas para cada 100 mil em todo o mundo.
     
    Próstata
     
    Também no fim do ano passado, a Anvisa aprovou a dutasterida para o tratamento da hiperplasia prostática benigna, problema que acomete cerca de 50% dos homens acima de 50 anos e 80% dos que têm mais de 80. A inovação promete reduzir o volume da próstata e o risco de retenção urinária aguda, além de, consequentemente, a necessidade de cirurgias. O medicamento também alivia os sintomas e aumenta o fluxo urinário. O tratamento ainda retarda os efeitos indesejados da doença como disfunção sexual, osteosporose, anemia e atrofia muscular.
     
    Fonte: Portal Snif Brasil
     
  • Câmara aprova projeto de Lei que autoriza o uso da fosfoetanolamina

    Câmara aprova projeto de Lei que autoriza o uso da fosfoetanolamina

    O Plenário Câmara dos Deputados aprovou na terça-feira (8) projeto de Lei nº 4639/16 que autoriza a produção e o uso da fosfoetanolamina sintética aos pacientes com câncer, mesmo sem estudos que comprovem sua eficácia e análise do registro definitivo pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) como medicamento. O texto segue agora para análise do Senado.
     
    Atualmente, o uso da substância é proibido e o medicamento não é reconhecido pela Anvisa. Pela proposta, poderão fazer uso da fosfoetanolamina sintética, por livre escolha, “pacientes diagnosticados com neoplasia maligna”, desde que tenham laudo médico que comprove o diagnóstico e assumam total responsabilidade por seu uso, assinado um termo de consentimento.
     
    O projeto de Lei foi elaborado com o aval de parlamentares de diversos partidos, que atuaram em conjunto na Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara.
     
    O projeto ainda diz que a opção pelo uso voluntário da fosfoetanolamina não exclui o direito de acesso a outras modalidades terapêuticas. 
     
    Fonte: Câmara dos Deputados