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  • Receitas passarão a valer por 180 dias para remédios do programa Farmácia Popular

    Receitas passarão a valer por 180 dias para remédios do programa Farmácia Popular

    Os usuários do programa Farmácia Popular do Brasil, da União — que compram medicamentos em unidades próprias do governo federal ou em redes privadas credenciadas —, poderão usar prescrições (receitas), laudos ou atestados médicos por um prazo maior. A partir do dia 12 deste mês, o prazo de validade desses documentos — usados para a obtenção de remédios gratuitos ou para a compra com descontos de até 90% — terão o prazo de validade estendido de 120 para 180 dias. Além disso, passarão a incluir obrigatoriamente o endereço da residência do paciente.
     
    Segundo o Ministério da Saúde, que publicou a portaria com as mudanças no dia 29 de janeiro, a exigência do endereço no receituário ou no atestado está prevista na Lei 5.991/1973, que dispõe sobre o Controle Sanitário do Comércio de Drogas, Medicamentos, Insumos Farmacêuticos e Correlatos. A nova portaria também prevê que, além dos médicos, os farmacêuticos possam preencher as informações do endereço completo do beneficiário.
     
    Em relação ao prazo de validade de receitas, laudos e atestados, a pasta esclareceu que, no caso de contraceptivos (anticoncepcionais), a validade do receituário continuará sendo de 365 dias.
     
    Segundo o governo, não haverá mudanças nas redes de farmácias próprias e credenciadas. Apesar da ameaça de que o repasse de recursos seria suspenso, o Orçamento deste ano garantiu verbas para o programa. Hoje, segundo o Ministério da Saúde, há 35.147 estabelecimentos participantes — 523 da rede própria e 34.624 da rede credenciada, em 4.446 municípios.
     
    O governo federal manteve os 14 medicamentos gratuitos para tratamento de hipertensão, diabetes e asma, e os outros dez na modalidade de co-pagamento para rinite, dislipidemia, mal de Parkinson, osteoporose e glaucoma, além de contraceptivos e fraldas geriátricas para incontinência.
     
    Fonte: Jornal Extra site
     
  • Salário médio do farmacêutico subiu 6% em 2015, revela pesquisa da Catho

    Salário médio do farmacêutico subiu 6% em 2015, revela pesquisa da Catho

    De janeiro a novembro do ano passado, foram criadas 4.320 oportunidades para estes profissionais
     
    A Catho divulgou na última semana informações sobre o salário do farmacêutico. Atualmente, a média de remuneração do farmacêutico no Brasil é de R$ 2.755,71. Segundo dados da Pesquisa Salarial da Catho, o salário médio do farmacêutico em janeiro de 2015 era de R$ 2.610,30. Houve um acréscimo, portanto, de 6% na remuneração média do profissional desde então.
     
    Data                 Média Salarial
     
    Janeiro 2016    R$ 2.755,71
    Janeiro 2015    R$ 2.610,30
     
    De janeiro a novembro de 2015, foram criadas 4.320 novas oportunidades para farmacêuticos no País, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). O saldo é resultado de um total de 33.788 contratações versus 29.468 demissões no período, de acordo com a entidade.
     
    “Enxergamos a área de saúde como uma das mais promissoras em 2016. O envelhecimento populacional, juntamente com o maior acesso a planos de saúde, favorecem a consolidação do farmacêutico no mercado de trabalho”, afirma o diretor de gente e gestão da Catho, Murilo Cavellucci.
     
    Fonte: Guia da Farmácia
  • Mercado Aberto: Dólar mais favorável não evita queda nas exportações de medicamentos

    Mercado Aberto: Dólar mais favorável não evita queda nas exportações de medicamentos

    Mesmo com a desvalorização do real em relação ao dólar, as exportações de medicamentos tiveram queda de 17% no ano passado comparado a 2014 -passaram de R$ 1,35 bilhão para R$ 1,12 bilhão.
     
    Em 2015, as importações desses produtos também tiveram diminuição e atingiram um total de R$ 5,92 bilhões, uma retração de 13,7% ante o ano anterior.
     
    “Uma das fragilidades do Brasil é que o destino das exportações ainda é muito concentrado na Argentina e na Venezuela. A crise nesses países ajudou a derrubar os números”, analisa Antônio Britto, presidente-executivo da Interfarma (entidade que representa o setor).
     
    O país ainda vende poucos medicamentos inovadores ao mundo e concorre com o exterior sem ter preços competitivos, segundo Britto.
     
    “É um problema de posicionamento no mercado internacional, o país precisa mudar o seu portfólio. A saída mais eficiente ainda é investir em pesquisa e inovação, mas é um movimento complexo, de médio a longo prazo.”
     
    Para este ano, a entidade avalia que a pressão do dólar valorizado vai continuar a aumentar os custos de produção e impactar o varejo nacional, com possível redução dos descontos oferecidos.
     
    “Os números se referem apenas a medicamentos prontos. Há um outro bloco de compras importante, que é o dos insumos farmacêuticos. Esses devem ter resultados bem piores”, diz Britto.
     
    Hoje, cerca de 86% dos princípios ativos, a matéria-prima para a fabricação de medicamentos, vêm de fora.
     
    Fonte: Folha de S.Paulo
     
  • Cuidado com antidepressivos em crianças e jovens

    Cuidado com antidepressivos em crianças e jovens

    Dois estudos publicados na última semana trazem informações e alertas importantes em relação à depressão em jovens e o impacto que o tratamento pode ter em suas vidas. O primeiro trabalho mostra que o uso de antidepressivos de duas das classes mais prescritas nos EUA pode dobrar o risco de suicídio e de violência em crianças e jovens. Na lista estão medicamentos como fluoxetina, paroxetina, sertralina, duloxetina e venlafaxina, todos comercializados e amplamente usados no Brasil.
     
    Mais de 1% dos jovens americanos com menos de 18 anos toma algum tipo de remédio para tratar sintomas de depressão e transtornos da ansiedade (os antidepressivos têm um espectro de tratamento que vai além da própria depressão). A agência reguladora de medicamentos dos EUA, a FDA, já havia alertado anteriormente sobre o maior risco de suicídio em adultos jovens (18 a 24 anos) que tomam antidepressivos e recomendado monitoramento cuidadoso dos pacientes em tratamento.
     
    Nesse novo trabalho, um grupo de pesquisadores da Dinamarca se debruçou sobre 70 estudos clínicos, que envolveram quase 19 mil pacientes, para chegar à conclusão do maior risco de morte, tentativas de suicídio, inquietação permanente (acatisia), agressão e violência com o uso desses remédios pelos menores. O resultado foi publicado no periódico British Medical Journal e divulgado pelo site Medical News Today. O mesmo efeito não foi constatado em indivíduos adultos que usam esses medicamentos.
     
    Os pesquisadores sugerem que trabalhos anteriores falharam ao não valorizar informações que mostrariam maior risco em crianças e adolescentes, já que esses eventos são relativamente raros. Eles sugerem que alternativas aos remédios poderiam ser terapias de diversas modalidades e mudanças nos hábitos de vida (como mais atividade física, por exemplo). Para eles, o uso de antidepressivos em crianças, adolescentes e adultos jovens deveria ser feito com mais critério e menor frequência.
     
    De mãe para filha. Outro trabalho da última semana, da Universidade da Califórnia, sugere que estruturas cerebrais importantes para o controle das nossas emoções, como o circuito do córtex límbico (amígdala, hipocampo, porção ventro-medial do córtex pré-frontal), são mais “transmitidas” das mães para as filhas do que das mães para filhos e do que dos pais para filhas ou filhos. Essa peculiaridade pode sugerir que uma parte da propensão ou da resistência à depressão nas garotas pode ser “herdada” de suas mães.
     
    O estudo, publicado no periódico Journal of Neuroscience e divulgado pelo jornal inglês Daily Mail, analisou imagens de ressonância magnética de 35 famílias. Enquanto trabalhos anteriores já apontavam uma associação entre depressão em mães e filhas, essa nova pesquisa, ao medir o tamanho das áreas cerebrais de pais e filhos, identificou uma estrutura cerebral específica, que tem relação com depressão e que pode ser transmitida pela linha matriarcal. A correlação da substância cinzenta (onde estão o corpo das células nervosas) do córtex límbico foi muito maior entre mães e filhas. 
     
    Isso não significa que as mães são “culpadas” pela depressão das filhas, alertam os pesquisadores, já que há uma série de outros fatores envolvidos no desencadeamento da doença, como genes não herdados da mãe, questões ambientais e sociais e experiências de vida, entre outros tantos. A transmissão da mãe para a filha é apenas uma parte dessa complexa e intricada história. Os especialistas avisam que mais pesquisa é preciso para avaliar o peso da genética e das condições pré-natais e pós-natais na “transmissão” desses circuitos cerebrais.
     
    De qualquer forma, como a depressão parece cada vez mais frequente nos mais novos, é importante ir mais a fundo em suas causas, novas possibilidades terapêuticas, além de maior cuidado nos tratamentos medicamentosos que existem hoje.
     
    Fonte: O Estado de S.Paulo
  • Remédio para controlar convulsão desaparece das farmácias

    Remédio para controlar convulsão desaparece das farmácias

    Pacientes que sofrem de epilepsia estão preocupados porque um medicamento usado para controlar as crises de convulsão desapareceu das farmácias. O hidantal está em falta no mercado.
     
    Em abril do ano passado, a Anvisa suspendeu a importação de fenitoína, o princípio ativo do hidantal, de um laboratório mexicano. Os fabricantes nacionais aumentaram a fabricação da substância para dar conta da demanda dos laboratórios brasileiros.
     
    Em outubro, a Sanofi, fabricante do hidantal, divulgou um comunicado. Estava deixando de produzir temporariamente o medicamento, pois faltava fenitoína. No mês seguinte, em um novo comunicado, a empresa disse que iria retomar a produção do hidantal, mas o abastecimento só deveria ser normalizado no primeiro semestre de 2016.
     
    A equipe do Jornal Hoje ligou para as farmácias em busca do hidantal e da fenitoína, medicamento fabricado por outros laboratórios. A produção conseguiu apurar que o hidantal e a fenítoina também estão em falta em alguns hospitais públicos e farmácias populares do país.
     
    Essa situação preocupa a Federação Brasileira de Epilepsia. “A falta desse remédio no mercado está trazendo consequências gravíssimas para todas as pessoas que fazem uso dele no Brasil. Na maior parte dos casos, vão sobrevir às crises epiléticas e poderão vir mais graves, mais prolongadas, e de mais difícil controle”, afirma Maria Carolina Doretto, presidente da Federação.
     
    A neurologista Leticia Brito Sampaio explica que nem sempre a troca do hidantal por outro medicamento funciona: “Alguns pacientes tomaram outras medicações e não tiveram controle das crises. Então, é um problema pra esses pacientes sim”.
     
    Fonte: G1 – Jornal Hoje
  • Direcionamento para o combate ao câncer

    Direcionamento para o combate ao câncer

    O câncer atinge 32,6 milhões de pessoas e causa 8,2 milhões de mortes mundialmente. No Brasil, a estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca) mostra previsão de 576 mil novos casos para este ano. Mas não estamos falando de uma só doença. O câncer é um conjunto de centenas de doenças diferentes que têm em comum a característica de crescimento desordenado das células do corpo. Os diversos cânceres atuam de forma parecida, mas contêm componentes únicos. A diversidade é o que faz um tratamento funcionar para um tipo e não para outro.
     
    O diagnóstico adequado e a determinação da extensão do mal influenciam diretamente no tratamento, assim como o melhor medicamento para cada fase. Isso pode dar ao paciente a possibilidade e a esperança de melhor prognóstico. Os tumores são tão específicos que, em alguns casos, a localização do câncer não é suficiente para tratar o paciente corretamente. É preciso verificar as mutações de cada tipo para trazer melhores resultados para os pacientes.
     
    A Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (Sboc) está desenvolvendo protocolo de tratamento clínico para auxiliar nas decisões de conduta que gerem bons resultados, o mais rápido possível e com menos efeitos colaterais. O marco inicial do projeto foi uma reunião da Sociedade com o CEO do National Comprehensive Cancer Network (NCCN), Robert W. Carlson, organização sem fins lucrativos dos Estados Unidos que une 26 centros de câncer e promove o desenvolvimento e publicação de orientações práticas para o cuidado em oncologia.
     
    O desafio da Sboc, agora, é desenvolver um guia para todos os médicos brasileiros. Na discussão inicial, ficou clara a necessidade de trabalharmos em conjunto com os diferentes grupos de subespecialidades oncológicas e com a sociedade para a normatização dos tratamentos mais efetivos no Brasil. É iniciativa que pode ajudar pacientes e médicos que lidam com essa difícil enfermidade.
     
    O modelo utiliza plataformas internacionais que discutem resultados dos tratamentos que deram certo por meio de análise baseada em evidências. Essas plataformas são utilizadas na Europa e nos Estados Unidos e tiveram resultados positivos na padronização de procedimentos, gerando otimização de recursos e melhores direcionamentos a tratamentos.
     
    O projeto é uma luz para os médicos de todo o país, pois esclarece os melhores caminhos a serem tomados em momento que o setor exige padronização dos tratamentos existentes comparados com os recursos disponibilizados pelos setores da saúde. Importante lembrar que vivemos em um país onde há pacientes que não têm acesso ao mínimo de terapêutica.
     
    A realidade de acesso aos avanços da medicina oncológica na Região Norte e na Região Sudeste, por exemplo, é muito diferente. Se contarmos as diferenças entre as capitais e o interior dos estados, as discrepâncias na saúde são ainda mais desafiadoras. É por isso que esse guia vai ser forma de padronizar a classificação dos tratamentos.
     
    O projeto não mede esforços de busca pela inclusão de inovações no segmento de forma a beneficiar os pacientes. É desenvolvimento de plataforma que olha dentro da realidade da heterogeneidade econômica do Brasil e traz soluções reais para os desafios médicos. O Sboc quer produzir um guia que ajude os especialistas em câncer a trabalhar melhor nas diferentes condições encontradas na Saúde.
     
    Essa diretriz é alerta para lembrarmos que precisamos deixar mais claro para a sociedade — incluindo os especialistas, os gestores públicos e os pacientes — a importância de fazer o melhor tratamento possível e disponibilizar as mais eficientes terapêuticas para os cânceres que afligem o país, mesmo diante das dificuldades encontradas no país. É um guia para mostrar também que é possível criar soluções que não dependem exclusivamente da gestão pública e são efetivas na ampliação do bem-estar dos pacientes.
     
    Fonte: Correio Braziliense
  • País tem mais de 4 mil casos de microcefalia

    País tem mais de 4 mil casos de microcefalia

    O Brasil registrou, desde o ano passado, mais de 4 mil casos de microcefalia relacionados ao vírus zika. O dado é do boletim que o Ministério da Saúde divulga hoje, que aponta ainda cerca de 200 novos casos suspeitos por semana. O governo, temeroso do impacto da epidemia nas Olimpíadas, prepara nova campanha de combate ao Aedes aegypti.
     
    Um novo boletim que será divulgado hoje pelo Ministério da Saúde informa que o país já tem mais de 4 mil casos suspeitos de microcefalia relacionados ao vírus zika desde 2015. Cerca de 200 novos casos suspeitos estão sendo registrados todas as semanas. Os dados foram adiantados ontem por um ministro. O governo decidiu que Rio de Janeiro será o centro da estratégia de combate à doença até agosto, quando terão início as Olimpíadas.
     
    O governo também prepara uma nova campanha de esclarecimento sobre a transmissão da doença, e vai trabalhar nesse material com o conceito de guerra ao Aedes aegypti. O slogan já está escolhido: “Um mosquito não é mais forte que um país inteiro”. A ideia é veicular a propaganda nos meios de comunicação de maior alcance — rádio e televisão — e nas redes sociais. Uma das ideias é dar exemplos de ações preventivas em programas de grande audiência na TV.
     
    O mais recente boletim do ministério, apresentado na quarta- feira passada, apontava 3.893 casos suspeitos de microcefalia, entre confirmados, em investigação e até mesmo descartados. Desses, estavam confirmados seis casos de microcefalia com presença do vírus zika; Em 224, foi confirmada a microcefalia, mas apenas com a indicação de infecção pelo vírus. Outros 3.381 ainda estavam em investigação. Por fim, já havia 282 casos descartados. Em todo o ano de 2014, antes da epidemia atual, tinham sido registrados 147 casos.
     
    PLANALTO TEME REDUÇÃO DO NÚMERO DE TURISTAS 
     
    O governo está muito apreensivo com o impacto da epidemia sobre as Olimpíadas, uma vez que alguns dos bebês nascidos com microcefalia nos Estados Unidos e na Europa, até agora, são de mães que passaram pelo Brasil.
     
    Até por isso, o combate intensivo no Rio é fundamental. É preciso ainda, segundo assessores da presidente Dilma Rousseff, evitar a redução do número de turistas e até mesmo de atletas no evento, já que agências internacionais de controle de doenças estão recomendado que somente se deve viajar ao Brasil em caso de extrema necessidade, o que resultaria em um fracasso para o governo e para a imagem do país.
     
    Além do trabalho de exterminação e prevenção de criadouros do mosquito, seja em residências, prédios públicos ou demais áreas de convivência, o governo investirá em campanhas publicitárias para passar uma mensagem “forte e direta” sobre a necessidade de combater o zika, com destaque para as consequências que a propagação do Aedes pode trazer.
     
    — A fotografia do zika serão os milhares de bebês com sequelas que poderiam ter nascido completamente saudáveis. Isso deve ser mostrado para que as pessoas tenham a dimensão do problema. O Brasil agora está em guerra — disse ontem um ministro.
     
    O Ministério da Educação ficará responsável por uma campanha de conscientização das crianças em idade escolar. O Ministério do Planejamento cuidará dos prédios públicos de praticamente todos os municípios, como agências dos Correios e da Previdência Social, além de edifícios abandonados e terrenos baldios que possam acumular água e ser foco do mosquito.
     
    Além da ação focada no Rio de Janeiro devido à estratégia de comunicação, o governo também decidiu que dará prioridade a uma relação de cerca de 110 municípios onde os casos têm crescido exponencialmente.
     
    Fonte: O Globo
     
  • Obama pede pressa no desenvolvimento de vacina contra zika

    Obama pede pressa no desenvolvimento de vacina contra zika

    O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, se reuniu nesta terça-feira (27) com seus principais assessores de saúde e segurança nacional para discutir o surto do vírus zika nas Américas. Ele pediu pressa no desenvolvimento de uma vacina e de tratamentos contra a doença. Um estudo feito por médicos do Canadá estima que 60% da população norte-americana é vulnerável ao vírus.
     
    Depois de emitir um alerta a mulheres grávidas para que evitem viagens ao Brasil e a outros 13 países da América Latina e Caribe, as autoridades dos EUA intensificaram o estudo sobre a possível ligação entre o zika e casos de bebês com microcefalia –má-formação cerebral que pode trazer limitações graves ao desenvolvimento da criança. Na segunda-feira, a OMS (Organização Mundial de Saúde) estimou que o vírus se espalhará por toda a América, com exceção de Canadá e Chile.
     
    Segundo a Casa Branca, Obama ouviu dos especialistas como o vírus poderia se espalhar pelos EUA e que consequências econômicas isso teria para o país.
     
    “O presidente enfatizou a necessidade de acelerar os esforços de pesquisa para tornar disponíveis exames de diagnóstico melhores, desenvolver vacinas e tratamentos e garantir que todos os americanos tenham informação sobre o vírus zika e as medidas que podem tomar para se proteger melhor do contágio”, diz o comunicado distribuído pela Casa Branca.
     
    Fonte: Folha de S.Paulo / Site
     
  • Mercado Aberto: Grandes redes de farmácia vendem 12% a mais em 2015

    Mercado Aberto: Grandes redes de farmácia vendem 12% a mais em 2015

    As grandes drogarias cresceram 12% em vendas no ano passado, de acordo com a Abrafarma (entidade do setor). As empresas movimentaram R$ 35,9 bilhões em 2015.
     
    Na comparação entre dezembro de 2015 com o mesmo mês do ano anterior, o aumento foi de 13,1%.
     
    A comercialização de medicamentos atingiu R$ 23,86 bilhões, alta de 7,41% entre 2014 e 2015. Já o número de lojas cresceu 7,1%, de 5.570 para 5.964 no mesmo período.
     
    “Enquanto os supermercados trabalham com maior variedade de linhas, as drogarias de rede compensam o menor espaço com uma maior sintonia com o consumidor”, compara Sérgio Mena Barreto, da Abrafarma.
     
    “As redes também investem em estruturas de distribuição própria, o que diminui a falta de produtos”, diz Barreto.
     
    No ano passado, os genéricos somaram R$ 4,1 bilhões. O montante é 11,5% superior ao de 2014. Ao todo, foram vendidas mais de 271,5 milhões de unidades.
     
    Fonte: Folha de S.Paulo
     
  • ”, adverte OMS

    ”, adverte OMS

    A Organização Mundial de Saúde (OMS) acredita que o vírus zika se espalhará por todo o continente americano. Até agora, 21 países, sobretudo o Brasil, já registraram casos do vírus desde maio.
     
    Segundo a OMS, a falta de imunidade natural nas Américas seria um dos fatores determinantes para a velocidade com que o vírus está se espalhando.
     
    Em um comunicado oficial, a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), braço continental da OMS, afirmou que a doença só não atingirá os países em que não há presença do Aedes aegypti – o Chile e o Canadá.
     
    “A Opas prevê que o vírus zika continuará a avançar e provavelmente alcançará todos os países e territórios na região onde mosquitos Aedes são encontrados”, diz a organização.
     
    Isso, porém, apenas se epidemiologistas não confirmarem a possibilidade de transmissão sexual do vírus: a Opas confirmou que o zika foi detectado em amostras de sêmen e diz haver o que chamou de pelo menos um possível caso de transmissão sexual – mas a entidade diz que ainda são necessárias mais evidências dessa forma de transmissão.
     
    Os sintomas mais comuns da zika são febre e erupção cutânea ou urticária, muitas vezes acompanhados por conjuntivite, dores musculares ou nas articulações. O mal-estar começa entre dois e sete dias após a picada de um mosquito infectado.
     
    Mas cerca de 80% das infecções pelo zika são assintomáticas, o que também dificulta o diagnóstico.
     
    No Brasil, estão sendo investigados ao redor de 3,3 mil casos suspeitos de bebês que podem ter microcefalia associada à zika, segundo o mais recente boletim do Ministério da Saúde. Um total de 282 casos foram descartados e 230 foram confirmados até a segunda semana de janeiro.
     
    Gestantes 'especialmente cuidadosas'
     
    A Opas engrossou o coro de entidades preocupadas com os casos de microcefalia associados ao zika e recomendou que gestantes “sejam especialmente cuidadosas” e consultem um médico antes de visitar áreas afetadas pelo vírus.
     
    A entidade, porém, ressaltou que a decisão de engravidar deve ser apenas de responsabilidade da família e dos médicos. Nos últimos dias, autoridades de saúde de Colômbia, Equador, El Salvador e Jamaica emitiram comunicados recomendando que mulheres adiassem os planos de engravidar – os salvadorenhos, por exemplo, querem moratória até 2018.
     
    “Antes de viajar, a grávida deve consultar o seu médico para aconselhamento sobre qual ação tomar. O principal é evitar picadas de mosquito para prevenir a infecção por zika, dengue ou chikungunya”, diz a Opas em seu site.
     
    A organização dá as seguintes recomendações aos viajantes, sobretudo a mulheres em idade reprodutiva:
     
    – Cobrir a pele exposta com mangas compridas, calças e chapéus;
     
    – Usar repelentes recomendados pelas autoridades de saúde e seguir as instruções de uso descritas no rótulo;
     
    – Ao dormir, tentar se proteger com mosquiteiros;
     
    – Buscar possíveis focos de criadouros do mosquito (por menores que sejam) e eliminá-los
     
    Fonte: BBC Brasil