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  • Consulta pelo celular pode ajudar a cuidar da saúde dos adolescentes

    Consulta pelo celular pode ajudar a cuidar da saúde dos adolescentes

    Eu me lembro da primeira vez em que um de meus filhos me mandou uma imagem de uma lesão na pele. Não era a foto da pele do meu filho, mas de um colega de faculdade, e a mensagem dizia algo como: “Oi, mãe, meu amigo precisa se preocupar com isto?”
     
    Não havia informações que permitissem identificação — não conseguia nem dizer na verdade que parte do corpo eu estava olhando — e com certeza não havia histórico médico (um jovem de 19 anos com boa saúde tem essa marca no braço há uma semana, e ela parece estar ficando maior, mas não dói se apertarmos… só isso). Tentei encarar como uma homenagem — amigos sentados no quarto do dormitório, mostrando uns para os outros caroços e inchaços engraçados, e vem meu filho e diz: “Hum, minha mãe vai poder te dizer o que é isso!”
     
    A intensidade com a qual adolescentes vivem em seus celulares não é novidade. Muitos pais se veem tentando, e frequentemente não conseguindo, impor regras ao seu uso na mesa de jantar ou na hora de dormir. Ir para a faculdade em outra cidade significa, entre muitas formas de independência, liberdade para usar o celular.
     
    A telemedicina tem sido notícia frequente, enquanto os pesquisadores investigam como a tecnologia pode aumentar o alcance dos serviços médicos, e uma boa quantidade de desenvolvedores de startups e aplicativos procuram maneiras de incorporar os cuidados médicos e nosso relacionamento com nossos aparelhos. E, em pediatria, existe uma discussão sobre o potencial de tornar a saúde parte dessa conectividade dos adolescentes.
     
    Algumas pesquisas mostram que os adolescentes estão abertos a pelo menos alguns aspectos dos cuidados médicos pelo telefone, e uma variedade de esforços estão acontecendo para incorporar mensagens de texto em tratamentos de saúde física e mental, para aumentar o alcance dos serviços de aconselhamento e mesmo para oferecer ajuda a jovens em crise. Alguns estudos mostraram que adolescentes com questões médicas crônicas, incluindo transplantes de fígado e diabetes tipo 1, seguem melhor suas rotinas de tratamento quando recebem mensagens de texto lembrando-os do que fazer.
     
    Está claro para os pediatras que os adolescentes geralmente são frustrantemente vagos sobre seus sintomas — por quanto tempo, quão severo, está melhorando ou piorando. Sua prontidão para documentar suas vidas pelo celular pode ser muito útil já que o que era difícil de conseguir no consultório agora geralmente está muito bem registrado. “Mesmo quando não é uma comunicação à distância, melhora a conversa porque eles pensam em usar o celular para tirar uma foto da lesão e mostrar a você no consultório”, explica a doutora Cindy Osman, professora associada clínica de Pediatria da Universidade Nova York.
     
    Também é bastante claro na pediatria que os pais que trabalham em áreas médicas desenvolvem um forte sentimento do que você pode diagnosticar por mensagens de texto e pelo telefone. Uma amiga pediatra me contou uma história sobre a vez em que recebeu uma mensagem de seu filho universitário dizendo “minha garganta dói” e achou que era uma infecção viral que deveria sarar sozinha. Até que ele ligou, ela ouviu seu tom de voz e percebeu o quanto estava doendo, e mandou que fosse fazer os exames necessários para um diagnóstico de verdade.
     
    Miki Conrad, que trabalhou como enfermeira de cuidados intensivos em Olympia, em Washington, por 35 anos, tem quatro filhos, que hoje estão com idades entre 20 e 30 e poucos anos, que lhe enviam mensagens e fotos com suas questões médicas desde que foram para a faculdade. “Eles mandavam muitas fotos — oh, eu chutei tal pessoa na canela, olha meu dedão. E logo começaram a enviar imagens dos machucados e lesões de seus amigos.”
     
    Patrick K. FitzGerald, vice-presidente de empreendedorismo e inovação do Hospital de Crianças de Filadélfia, diz que “de alguma maneira, atualmente estamos todos fazendo autodiagnósticos”, usando vários sites e ferramentas da internet. A questão, afirmou, é como os hospitais podem incorporar isso nos cuidados com seus pacientes “para que as pessoas recebam o tratamento certo a um preço justo”.
     
    O doutor James P. Marcin, especialista em cuidados pediátricos intensivos da Universidade da Califórnia Davis, foi o autor principal da declaração de política em telemedicina da Academia Americana de Pediatria e de como ela pode ser usada para melhorar o acesso dos cuidados para crianças. As recomendações incluíam um incentivo geral no sentido de diminuir as barreiras, aumentar as pesquisas e compensar os médicos pelos diagnósticos feitos por meio de aparelhos, junto com avisos sobre os perigos dos cuidados médicos fragmentados.
     
    “Os adolescentes vivem em seus aparelhos, e as pessoas estão tentando avaliar os prós e contras de atividades relacionadas à medicina nesses equipamentos com sucessos variados”, explica Marcin, mostrando sites que permitem que os adolescentes discutam como vivem com doenças crônicas, enquanto avisa que eles talvez não ofereçam os conselhos mais confiáveis. “Acho que, como provedores de saúde, precisamos trabalhar com os desenvolvedores dessas tecnologias e os jovens que estamos tentando servir para descobrir o que funciona melhor para eles.”
     
    Miki Conrad, cujos filhos são atletas, já descobriu dedos quebrados em fotos que vieram em mensagens e revisou imagens de escoriações depois de jogos de futebol de salão. Também diagnosticou uma doença mais séria pelo telefone quando seu filho ligou do dormitório da faculdade para dizer que estava doente havia alguns dias e não conseguia andar direito — e Miki percebeu que sua fala estava arrastada. Ele acabou na emergência com mononucleose.
     
    “Eles não me ligam ou mandam mensagens todos os dias. Eu quase acho bom quando chegam essas fotos nojentas — isso me mostra que estão bem e sabem que se tiverem algum problema físico só precisam me ligar”, conta ela.
     
    Eu acho o mesmo, embora frequentemente acabe dizendo: “Se está incomodando muito, talvez seja melhor pedir para uma pessoa dar uma olhada ao vivo”.
     
    Fonte: Uol Saúde
     
  • Ações contra Aedes precisam ir além dos locais de competição, dizem especialistas

    Ações contra Aedes precisam ir além dos locais de competição, dizem especialistas

    A intensificação das medidas de combate ao Aedes aegypti anunciada pela prefeitura do Rio poderá até diminuir o número de pessoas infectadas pelos vírus da dengue, chikungunya e zika durante os Jogos Olímpicos, mas será insuficiente para impedir que visitantes sejam infectados e levem esses vírus para seus países de origem.
     
    Essa é a opinião de especialistas em infectologia ouvidos pela reportagem. De acordo com os médicos, uma ação bem-sucedida contra o mosquito requer recursos, empenho, amplitude e continuidade, fatores difíceis de convergir em pouco tempo.
     
    “Quando conseguimos eliminar o mosquito, nos anos 60, foi por causa de um trabalho que já vinha sendo feito havia décadas. Não é em sete meses, pensando apenas em um evento, que vamos resolver o problema. Mas é claro que essas medidas são melhores do que não fazer nada”, opina Celso Granato, professor de infectologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
     
    “Essas ações só terão algum efeito se forem feitas em uma área maior, e não só nos locais dos Jogos. O ideal seria que se cobrisse a maior área possível, mas acho difícil ter recursos humanos e financeiros para isso”, diz ele.
     
    Para Edimilson Migowski, professor de infectologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), para ter eficiência a ação precisa ser feita “com competência” e ir além dos locais de competição.
     
    “O Aedes costuma viver em ambientes urbanos e prefere espaços fechados, onde há pessoas, como residências. É importante vistoriar instalações olímpicas e pontos turísticos, mas o mais importante seria combater criadouros nos locais de hospedagem dos turistas, como hotéis e albergues”, diz.
     
    Inverno
     
    Segundo os infectologistas, o fato de os Jogos Olímpicos ocorrerem durante o inverno não garante que o Rio estará livre da circulação dos vírus transmitidos pelo Aedes.
     
    “Em um país tropical como o Brasil a circulação dessas doenças pode até diminuir nos meses mais frios, mas não para, porque não temos temperaturas muito baixas como no Hemisfério Norte. A transmissão continua no inverno, principalmente em Estados mais quentes, como o Rio e os do Nordeste”, diz Granato.
     
    O especialista afirma que são altas as chances de a Olimpíada aumentar a disseminação do zika vírus pelo mundo.
     
    “Muitos turistas 'virgens ao vírus' virão para cá, serão contaminados e, quando voltarem aos seus países, poderão introduzir o vírus no local. No caso do Hemisfério Norte, há ainda o fato de agosto ser período quente. Seria um ciclo fechado. No sul da Europa e dos Estados Unidos já temos a presença do Aedes. Não acho difícil que haja surtos de zika nesses locais”, afirma ele.
     
    Migowski ressalta que o que dificulta ainda mais o controle da circulação do zika vírus no mundo é o fato de a maioria das pessoas contaminadas não apresentar sintomas. “Cerca de 80% dos infectados não vão nem saber que tiveram a doença, o que impossibilitaria uma vigilância maior das autoridades sanitárias de cada país.”
     
    As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
  • Edição gênica corta e muda DNA para combater doenças como a malária

    Edição gênica corta e muda DNA para combater doenças como a malária

    Não apenas o controle, mas a erradicação da malária está mais próxima. A possibilidade veio graças a um estudo feito nos EUA que utilizou uma revolucionária técnica de “edição de genes”.
     
    Já faz alguns anos que foi demonstrado ser possível modificar o mosquito transmissor da doença para se tornar resistente ao parasita que a causa; a grande questão era como espalhar essa mudança genética entre os insetos na natureza. Graças à técnica conhecida como Crispr-Cas9 isso passou a ser possível.
     
    O estudo, encabeçado por Anthony James, da Universidade da Califórnia em Irvine envolveu introduzir e propagar um gene com ação dual nos mosquitos da espécie Anopheles stephensi, responsável por 12% da transmissão da doença na Índia.
     
    Os alvos desse genes são duas proteínas essenciais produzidas durante o estágio infectante do parasita conhecido pelo nome científico Plasmodium falciparum.
     
    A eficiência na propagação foi de 98% na linha de células germinativas (como óvulos e espermatozoides), isto é, capazes de transmitir informação genética para prole.
     
    Nos insetos, simplificadamente, a engenhoca molecular funciona assim:
     
    1) O ponto de partida são mosquitos geneticamente alterados conseguirem se livrar dos parasitas causadores da malária;
     
    2) O problema é que ao cruzar com mosquitos selvagens, os mosquitos filhos serão, na melhor das hipóteses, híbridos, com um gene “exterminador” de parasitas e outro selvagem (normal), ou seja, parte da terceira geração perderá a capacidade de lidar com os parasitas (por herdar dois genes selvagens);
     
    3) A ideia é manter as duas cópias alteradas, mesmo que o mosquito só tenha uma a princípio e é aí que entra a novidade: os insetos foram programados para sempre copiarem o gene “exterminador” no lugar do gene selvagem;
     
    4) Basicamente é uma automatização da edição genética. Dessa forma, é possível perpetuar o gene “exterminador” e espalhá-lo na população selvagem com grande eficiência; reduzindo ou até acabando com a transmissão da malária.
     
    O artigo com os achados foi publicado recentemente na revista científica “PNAS”.
     
    Estudos com a técnica Crispr-Cas9 em células germinativas são polêmicos, pois com ela passou a ser possível “editar genes” em humanos. Há alguma relação, ainda que distante, com a eugenia, pseudociência que sugeria melhorar a espécie humana permitindo só a reprodução de pessoas “perfeitas”.
     
    Bem menos preocupante, e eticamente aceitável, é empregar a técnica para corrigir mutações em pacientes doentes.
     
    Por exemplo, pesquisadores no Reino Unido curaram uma criança de um ano de idade de leucemia ao editar os genes de células-T, que participam do sistema de defesa do organismo.
     
    Em outro exemplo, três equipes independentes usaram a Crispr-Cas9 e mostraram que foi possível tratar uma distrofia muscular em camundongos (com isso abrindo a possibilidade de tratar uma doença hoje incurável em seres humanos).
     
    MILHÕES DE MORTES
     
    A malária já chegou a causar, em anos relativamente recentes, a morte de mais de um milhão de pessoas por ano, especialmente na África, ao sul do Saara.
     
    Em 2014, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a doença matou 580 mil pessoas. Um conjunto de medidas tem diminuído o número de mortes, como novas drogas, uso de mosquiteiros com inseticidas e mudanças no ambiente que impedem a proliferação de mosquitos.
     
    Desde 2001, afirma a OMS, em torno de 3,3 milhões de vidas foram salvas graças a essas medidas, mas a doença continua longe de estar sob controle. Mosquitos transgênicos poderiam fazer a balança pender a favor do controle, ou mesmo erradicação.
     
    Um consenso entre os pesquisadores da área é que não existe uma solução mágica para o problema, mas que para dominar a malária é preciso lutar em várias frentes, e a edição gênica com Crispr-Cas9 é a nova estrela do time.
     
    ORIGENS
     
    A técnica surgiu por acaso, quando se notou uma até então desconhecida defesa das bactérias para impedir a contaminação por vírus.
     
    Descobriu-se que a bactéria captura parte do material genético do vírus e o insere no seu próprio DNA, o que funciona como uma “vacina” contra o invasor.
     
    Para fazer isso, a bactéria usa enzimas (nucleases) como tesouras genéticas para editar o DNA. Depois, essas enzimas “picotam” os vírus caso um deles reapareça.
     
    A defesa natural da bactéria virou uma técnica de laboratório para editar genes a partir de 2012 e vem sendo aperfeiçoada desde então.
     
    De certo modo, a “estratégia” se assemelha à utilizada pelo exército americano na Guerra do Vietnã: “seek and destroy” (“buscar e destruir”) -só que com melhor sucesso.
     
    A Crispr-Cas9 vem sendo apontada como grande promessa e foi chamada de revolucionária pela revista “Nature” e eleita “técnica do ano” de 2015 pela revista “Science”.
     
    Fonte: Folha de São Paulo
     
  • De acordo com a RESOLUÇÃO nº 494 de 26 de novembro de 2008 a nova carteira dos farmacêuticos terá chip com dados e impressão digital à partir do dia 09/09/2013

    De acordo com a RESOLUÇÃO nº 494 de 26 de novembro de 2008 a nova carteira dos farmacêuticos terá chip com dados e impressão digital à partir do dia 09/09/2013

    O CRF-AL irá implantar a CÉDULA DE IDENTIDADE PROFISSIONAL, desenvolvida pelo CFF. O valor dá cédula será de R$71,21 e será necessário atualizar todos os dados e trazer uma foto 3×4. 
     

    As novas cédulas de identidade serão confeccionadas em material plástico similares aos cartões de crédito, podendo conter inclusive um chip, destinado ao armazenamento de informações cadastrais ou histórico profissional. A nova cédula terá informações de RG, CPF e Título de Eleitor em um só documento. As informações poderão ser gravada a laser no corpo do documento e não poderão sofrer alterações. Podendo ainda conter outros itens de segurança como dispositivo anti-scanner, imagens ocultas e palavras impressas com tinta invisível, fotografia e impressão digital.


    A atualização vem em consonância com as novas tecnologias de registro, como a já utilizada no CPF, cédula de Identidade da OAB e a proposta de nova carteira de identidade civil, carteira de trabalho e outras.
     
  • Comunicado sobre o horário de funcionamento

    Comunicado sobre o horário de funcionamento

    O CRF-AL comunica que a partir do dia 01 de agosto, o horário de funcionamento será das 09:00 as 12:00 e das 13:00 as 18:00h. Nesse mês de Julho funcionaremos ao público das 13:00 as 18:00h, pois o período da manhã será para organização interna. Desde já agradecemos a compreensão de todos.

  • Autorizações de Funcionamento são concedidas em 30 dias

    Autorizações de Funcionamento são concedidas em 30 dias

    O prazo médio para decisão dos pedidos de concessão e alteração de Autorização de Funcionamento de Empresas (AFE) e Autorização Especial (AE) foi reduzido de 200 dias em 2013 para 30 dias neste ano, conforme último levantamento realizado pela Anvisa.
     
    A redução ocorreu graças ao esforço de simplificação administrativa e a alterações na legislação realizadas pela Agência nos últimos dois anos.
     
    Para manter a celeridade do processo, a Agência orienta os agentes regulados a não protocolarem solicitações sem o documento de instrução, já que isto ensejará o indeferimento do pleito.Autorizações de Funcionamento são concedidas em 30 dias
     
    Fonte: Anvisa
     
  • Cientistas apoiam decisão da Anvisa sobre fosfoetanolamina

    Cientistas apoiam decisão da Anvisa sobre fosfoetanolamina

    Um grupo de seis cientistas, com destacada atuação nacional e internacional em pesquisas na área de saúde publicou uma moção de apoio à decisão da Anvisa de exigir estudos clínicos para a fosfoetanolamina, como condição prévia ao pedido de registro. 
     
    O grupo formado pelos cientistas Carlos Gil Moreira, Fábio Bucaretchi, Lenita Wannmacher, Mauro Martins Teixeira, Mayana Zatz e Paulo Marcelo Gehm Hoff faz parte da Comissão Científica em Vigilância Sanitária (CCVisa), nomeada pelo Ministro da Saúde em 2013. 
     
    “A aprovação de toda medicação para uso humano deve passar por fases regulamentadas internacionalmente que visam determinar a segurança, a dose adequada e eficácia. A disponibilização em massa de produtos ainda não testados pode trazer riscos ainda não previsíveis à população”, justifica a moção de apoio. “Para o momento, não se aplica a disponibilização do produto para acesso expandido e uso compassivo”, sustentam os cientistas da comissão.
     
    A concessão do registro para novos medicamentos, insumos farmacêuticos e correlatos constitui um instrumento de controle sanitário e regulação, sendo a realização de ensaios clínicos, dentre outras exigências, condição indispensável para fins de comprovação da segurança e eficácia para o uso a que se propõem.
     
    A CCVisa assessora a agência na avaliação e regulação de novas tecnologias de interesse da saúde e nos temas e discussões estratégicas de cunho técnico-científicono campo de atuação da Anvisa. Os membros dessa Comissão possuem notório saber técnico-científico, sendo a participação na CCVisa considerada prestação de serviço público relevante, não remunerada.
     
    Fonte: Anvisa
     
     
  • HPV pode aumentar 22 vezes a propensão ao câncer de garganta

    HPV pode aumentar 22 vezes a propensão ao câncer de garganta

    Pesquisadores norte-americanos descobriram que a prática de sexo oral sem proteção pode levar à infecção pelo vírus HPV-16 (papilomavírus humano tipo 16),  o que faz as pessoas terem uma propensão 22 vezes maior de ter um câncer de garganta potencialmente fatal.
     
    O HPV é bem conhecido por sua relação com o câncer de colo de útero, mas, nos últimos anos, muitos estudos vinham apontando a ligação entre o vírus e tumores na região do pescoço e da cabeça, o que inclui a boca e a garganta. A porta de entrada para o micro-organismo, nesse caso, é o sexo oral.
     
    O estudo, realizado por pesquisadores do Albert Einstein College of Medicine, é o primeiro a mostrar de forma conclusiva que a presença do HPV na boca leva ao desenvolvimento do câncer de orofaringe, o mesmo tipo que acometeu o ator Michael Douglas há alguns anos.
     
    O trabalho, publicado no periódico Jama Oncology, avaliou quase 97 mil pessoas que tinham vestígios desse tipo de HPV na boca. Eles foram acompanhados por cerca de quatro anos. No final do período, foram identificados 132 casos de câncer de cabeça e pescoço. O grupo de controle, ou seja, com indivíduos saudáveis, continha quase 400 pessoas.
     
    Para os pesquisadores, liderados por Ilir Agalliu e Robert Burk, os resultados sugerem que exames simples de esfregaço bucal, em que se esfrega um cotonete ou uma lâmina dentro da boca para analisar no microscópio, poderiam ser usados para prever o risco de alguém ter câncer de cabeça ou pescoço.
     
    De qualquer forma, o estudo chama atenção para o fato de que sexo oral também tem de ser feito com proteção. Além do HPV, várias outras doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) podem ser adquiridas dessa forma.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Hormônio que estimula empatia pode ser usado para tratar autismo

    Hormônio que estimula empatia pode ser usado para tratar autismo

    Washington, 21 jan (EFE).- Uma equipe de cientistas dos Estados Unidos localizou o hormônio que estimula a empatia em animais, abrindo uma nova linha de pesquisa para o tratamento de doenças de transtorno da personalidade em humanos, como o autismo, de acordo com um estudo publicado nesta quinta-feira pela revista “Science”.
     
    Além do autismo, o avanço dos pesquisadores da Universidade de Emory, em Atlanta (EUA), pode ser aplicado à esquizofrenia.
     
    Provar que os animais são sensíveis às emoções dos demais seres vivos e capazes de controlá-las era a hipótese dos cientistas quando o estudo teve início. A pesquisa demonstrou, efetivamente, que eles realizam ações por empatia e não só para saciar suas próprias necessidades egoístas.
     
    O inesperado para a equipe que fez o trabalho, porém, foi conseguir ir além na pesquisa em um curto período de tempo e conseguir identificar o hormônio que causa o impulso emocional.
     
    “Os mais complexos traços humanos se originam em processos cerebrais fundamentais, que se encontram também em outras espécies”, explicou Larry Young, um dos principais autores do estudo.
     
    O experimento foi realizado com uma espécie de camundongos capazes de identificar os laços entre pais e filhos, mantendo relações monogâmicas para toda a vida.
     
    O estudo demonstrou, pela primeira vez, o comportamento de consolação em roedores, terminando assim com a crença de que os humanos são os únicos seres empáticos.
     
    A consolação foi considerada pelos cientistas da Universidade de Emory como o “contato dirigido a um indivíduo para acalmá-lo”. Quando um camundongo detectava a aflição, angústia ou medo em outros de seus companheiros, se aproximava e se esfregava perto dele para consolá-lo, da mesma forma que um humano abraça ou beija.
     
    Estabelecida a lógica, os pesquisadores se dedicaram a alterar o hormônio da empatia para comprovar que, ao estimulá-la, os comportamentos empáticos aumentam e, se bloqueado, desaparecem.
     
    Por isso, além dos sentimentos animais, os neurologistas focarão agora em aplicações válidas das descobertas para os humanos, como o tratamento de doenças psiquiátricas.
     
    “Temos a oportunidade de explorar com detalhes os mecanismos neurais que enfatizam as respostas empáticas”, disse Young.
     
    O estudo rejeita a concepção que a empatia implique mecanismos cerebrais muito complexos, razão pela qual animais mais simples que os primatas são capazes de experimentar esse sentimento.
     
    Por outro lado, relaciona diretamente a consolação com os cuidados maternais recebidos no início da vida, que ficam gravadas nos cérebros dos animais. 
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Resultados de pesquisa sobre `pílula do câncer` são apresentados ao governo

    Resultados de pesquisa sobre `pílula do câncer` são apresentados ao governo

    Os primeiros resultados dos testes com a fosfoetanolamina (FOS), a chamada “pílula do câncer”, foram apresentados ao ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Celso Pansera. Os testes com a molécula estão sendo conduzidos pelo Laboratório de Avaliação e Síntese de Substâncias Bioativas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Lassbio).
     
    Os especialistas do Lassbio experimentaram a substância cedida pela Universidade de São Paulo (USP), além de seguir os passos de desenvolvimento da fosfoetanolamina com base na patente depositada no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpe) e de sintetizar a substância pura. Nos próximos dias serão divulgados os resultados consolidados desta primeira etapa da pesquisa.
     
    Com esses elementos, em breve se inicia a fase de testes clínicos em células cancerígenas e em animais, a ser conduzida pelo Centro de Inovação e Ensaios Pré-Clínicos (CIEnP) e pelo Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento de Medicamentos da Universidade Federal do Ceará (NPDM/UFC). Esta etapa servirá para avaliar uma possível toxicidade da fosfoetanolamina para o uso humano.
     
    “Vamos trabalhar com a análise dessas substâncias pelo CIEnP e pelo NPDM e vamos trabalhar com a parte de análise de células, usando células humanas e também animais de laboratório. Isso está dentro da nossa expectativa, de no prazo mais curto possível ter a resposta de que tenhamos, ao menos, a segurança de que ela não é tóxica para o uso humano”, explicou Celso Pansera.
     
    No total, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) vai investir, em três anos, R$ 10 milhões nos estudos da fosfoetanolamina.
     
    Portal
     
    O Ministério lançou um site sobre os estudos realizados com a fosfoetanolamina, que vai informar as etapas das pesquisas desenvolvidas pelos institutos credenciados e divulga os relatórios do Grupo de Trabalho (GT) instituído pelo Ministério da Saúde, para acompanhar o andamento das pesquisas e eficácia da substância no tratamento do câncer.
     
    Um cronograma foi definido para a conclusão de 80% dos estudos pré-clínicos em sete meses, a partir da distribuição de amostras da molécula aos laboratórios credenciados, o que ocorreu em dezembro de 2015.
     
    Fonte: Portal Brasil