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  • Saúde disponibiliza Manual Técnico para o Diagnóstico da Infecção das Hepatites Virais

    Saúde disponibiliza Manual Técnico para o Diagnóstico da Infecção das Hepatites Virais

    O Manual Técnico para o Diagnóstico da Infecção das Hepatites Virais, elaborado pelo Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, já está disponível para os profissionais da área.
     
    O material foi elaborado com o intuito de ampliar as possibilidades para o diagnóstico das hepatites virais, tanto nos serviços de saúde, quanto nos laboratórios. Também tornará o processo mais ágil, além de orientar e subsidiar as condutas dos profissionais envolvidos no diagnóstico das hepatites virais. 
     
    O novo manual define fluxogramas para o diagnóstico em diferentes situações e localidades, nas quais a infraestrutura laboratorial esteja ou não disponível, permitindo o atendimento ideal a todos os cidadãos.
     
     
    Fonte: Agência Saúde
     
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    ” genes

    Ao que parece, a tripla hélice veio para ficar. Você já deve estar familiarizado com a dupla hélice, mesmo que não conheça o nome – trata-se da típica escadinha torcida formada pelo DNA. Acontece que a versão tripla dessa estrutura provavelmente é importante para controlar a ativação dos genes do nosso organismo, segundo novo estudo.
     
    Os dados, publicados em artigo no periódico “Nature Communications”, são, em parte, um prêmio para a persistência do pesquisador brasileiro Eduardo Gorab, do Instituto de Biociências da USP, que é coautor do estudo.
     
    Já se sabia há décadas que a tripla hélice podia se formar em laboratório, mas Gorab foi um dos cientistas que apostaram na possibilidade de que o fenômeno ocorresse espontaneamente “in vivo”, ou seja, em organismos vivos.
     
    O biólogo da USP também defendia que a tripla hélice deveria estar associada à regulação do funcionamento dos genes, coisa que a nova análise agora corroborou.
     
    COMPLEXIDADE
     
    As descobertas relatadas no artigo da “Nature Communications”, coordenadas por Chandrasekhar Kanduri, da Universidade de Gotemburgo (Suécia), estão intimamente ligadas aos níveis cada vez mais sutis de complexidade que os cientistas andam vendo no material genético.
     
    Nas aulas de biologia, as pessoas ainda aprendem o chamado “dogma central da biologia molecular”, segundo o qual o DNA, que contém os genes, serve de “receita” para a fabricação de RNA (uma molécula parecida, mas de fita simples, e não dupla).
     
    O RNA, por sua vez, funciona como molde para a produção de proteínas, as quais desempenham toda sorte de funções nas células dos seres vivos.
     
    Nada disso é mentira, a rigor, mas a questão é que o processo de funcionamento das células parece envolver inúmeros outros processos que não seguem o figurino do dogma central. O RNA, por exemplo, não atua apenas como moleque de recados do DNA, mas às vezes se volta contra seu suposto mestre e pode até “calá-lo” – para ser mais preciso, evita que o DNA seja “lido” e sirva de receita para proteínas.
     
    Entender tais detalhes é essencial para explicar, por exemplo, como um único óvulo fecundado dá origem a todos os tipos de células do corpo adulto, das que fazem o coração bater às que transmitem mensagens dos olhos para o cérebro, ou para elucidar como certas células enganam o controle de qualidade do organismo e se multiplicam de forma descontrolada, dando origem aos vários tipos de câncer. Todos esses fenômenos, afinal, estão ligados aos padrões de “liga” e “desliga” do DNA.
     
    RNA COMPRIDO
     
    Para chegar à possível função da tripla hélice, Gorab e seus colegas seguiram a pista deixada pelos chamados lncRNAs (sigla inglesa de “RNAs longos não codificadores”, ou seja, que não participam da produção de proteínas). Já se sabia que esse tipo de RNA é capaz de “silenciar” ou “desligar” certos genes, encaixando-se em regiões específicas do DNA.
     
    Ao analisar como um tipo de lncRNA fazia isso numa linhagem de laboratório de células humanas, derivadas de um tumor de mama, os pesquisadores verificaram que a molécula costumava se conectar a regiões do material genético com alta presença das “letras” químicas G (guanina) e A (adenina).
     
    A interação entre o RNA e o DNA levava à formação de uma tripla hélice híbrida (incluindo os dois tipos de molécula). E isso, por sua vez, recrutava para o local uma proteína especializada em “desligar” o DNA.
     
    Se as observações forem confirmadas, a formação da tripla hélice seria um processo importante para o “silenciamento” de muitos genes.
     
    Em tese, seria possível até utilizar o fenômeno para desligar genes associados a determinadas doenças, embora essa possibilidade ainda esteja distante. 
     
    Fonte: Folha de São Paulo
  • Chikungunya avança 34% e já são 17.131 infecções

    Chikungunya avança 34% e já são 17.131 infecções

    A previsão de que o país enfrentaria neste ano uma tríplice epidemia está aos poucos se confirmando. Além de um aumento expressivo (e antecipado) de casos de dengue, o Brasil registra uma expansão importante das notificações de chikungunya. No último boletim nacional, foram 17.131 infecções, 34% a mais do que o apontado até a última semana de setembro. A doença também se espalhou. No período de dez semanas, o número de cidades afetadas subiu de 37 para 62.
     
    Somente em Pernambuco, já foram identificados 2 mil casos. “Estamos muito preocupados. Vivemos agora a ameaça de três doenças simultâneas, todas graves, que exigem respostas diferentes”, afirmou a coordenadora do Programa de Controle de Dengue, Chikungunya e Zika de Pernambuco, Claudenice Pontes.
     
    O Estado é um exemplo da rapidez na expansão do vírus. Na última semana de setembro, apenas três cidades pernambucanas conviviam com casos de chikungunya, doença transmitida pelo mesmo vetor da dengue, o Aedes aegypti. Em dezembro, esse número já havia saltado para 14. “No início, as infecções estavam concentradas na região do Agreste. Agora, se aproximam da região metropolitana”, diz ela. Embora o risco de morte seja menor, a doença pode atingir as articulações, tornar-se crônica e deixar o paciente por meses impossibilitado de executar tarefas simples, como vestir-se ou se alimentar. Pernambuco ainda convive com os maiores indicadores do país de microcefalia e registra mil casos suspeitos de zika. “É tudo junto e misturado”, diz Claudenice.
     
    Uma das maiores preocupações na região é a dificuldade de se combater os criadouros do mosquito transmissor das três doenças. São várias as cidades em que o abastecimento de água é racionado ou intermitente. “Nesses casos, não há o que fazer: as pessoas armazenam em casa, aumentando de forma expressiva o risco de criadouros”, avalia a coordenadora. Uma das medidas adotadas foi a distribuição de telas para serem usadas em tonéis e caixas d'água sem tampa.
     
    Em 2014, quando chegou ao país, a chikungunya foi identificada em 3.657 pessoas, residentes em oito cidades. Agora, os casos estão espalhados por Amazonas, Amapá, Pernambuco, Sergipe, Bahia, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e Distrito Federal.
     
    Emergência
     
    A prefeita de Ribeirão Preto, Dárcy Vera (PSD), decretou estado de emergência na cidade do interior de São Paulo, por avanço da dengue. O município também registra dois casos positivos de zika vírus. O decreto foi publicado no Diário Oficial ontem. A cidade é a primeira do Estado a entrar em emergência, em 2016, em razão da incidência do mosquito Aedes aegypti.
     
    Os casos de dengue triplicaram de outubro para novembro e continuam em aumento progressivo. Nesta primeira semana de janeiro, há 60 novos casos diários confirmados em laboratório. “Esses números indicam que já estamos em epidemia”, disse o secretário municipal de Saúde, Stenio Miranda. A secretaria montou um plano municipal de contingência e a prefeitura vai recorrer à Justiça para ter acesso a imóveis fechados ou quando houver recusa para a entrada dos agentes. (As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. Colaborou José Maria Tomazela)
     
    Fonte: Uol Saúde
     
  • Seis vacinas terão novo calendário no SUS

    Seis vacinas terão novo calendário no SUS

    O Calendário Nacional de Vacinação, adotado na rede pública de saúde, terá mudanças neste ano. As alterações abrangem seis vacinas já ofertadas no SUS, mas que passam a ter novas recomendações de intervalo entre a aplicação das doses, além da ampliação da faixa etária recomendada.
     
    Para as crianças de até cinco anos incompletos, as mudanças ocorrem no tipo de produto e intervalos de aplicação das doses de quatro vacinas:a de poliomielite, a vacina pneumocócica 10-valente, a vacina contra hepatite A e a meningocócica C.
     
    A partir deste mês, a terceira dose da vacina contra a pólio passa a utilizar a vacina inativada, feita com vírus mortos, em vez da vacina oral, que é feita com vírus atenuados.
     
    Já a vacina pneumocócica 10-valente, que protege contra pneumonia e outras doenças, passará a ser aplicada em duas doses e um reforço: uma aos dois meses do bebê e outra aos quatro meses, seguida de um reforço a partir dos 12 meses.
     
    A imunização contra o HPV (papilomavírus), que causa diversos tipos de câncer genital, passa a ser aplicada em duas doses —antes eram três— para meninas de 9 a 13 anos. A alteração ocorre após a baixa adesão de adolescentes à segunda dose.
     
    Já a vacina contra hepatite B passa a incluir pessoas acima de 50 anos e idosos. A expectativa é que ela seja ofertada para o novo grupo ainda no primeiro semestre.
     
    Fonte: Folha de S.Paulo
     
  • Notificação federal de zika deve mudar

    Notificação federal de zika deve mudar

    Brasília – O diretor do Departamento de Vigilância de Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, Cláudio Maierovitch, afirmou em entrevista que a pasta deverá analisar nos próximos dias os dados sobre zika coletados nos chamados laboratórios sentinela e, a partir daí, uma decisão será adotada sobre o formato de notificação da doença. “Considero promissora a ideia de adotarmos um modelo híbrido, que amplie o número de laboratórios que fazem as coletas, mas que não seja universal, como o que está sendo feito em Pernambuco e Bahia”, afirmou.
     
    Como não há um kit de diagnóstico que consiga identificar a presença de anticorpos de zika no sangue, o acompanhamento da infecção é feito por meio de centros avançados de pesquisa. Unidades de atendimento escolhidas pelo ministério ficam encarregadas de acompanhar o número de casos atendidos e fazer exames em parte dos pacientes para serem enviados para análise de especialistas. Os dados são analisados por amostras e depois projetados para toda população. A ideia de Maierovitch é ampliar esse número de espaços de coleta, para que essa amostra seja ainda maior.
     
    Ele reconheceu ser “tentador” partir para um formato de notificação compulsória, em que todos os casos suspeitos são notificados, desde que a presença do vírus seja comprovada na região. Esse é o modelo usado, por exemplo, para dengue e chikungunya, doenças transmitidas pelo mesmo vetor do zika vírus, o Aedes aegypti. 
     
    “Mas no caso da zika, em que 80% dos casos são assintomáticos e as queixas apresentadas pelos pacientes podem ser confundidas com outras doenças, essa avaliação pode ser questionável. Fica a impressão que podemos estar sempre enxergando apenas a ponta do iceberg”, completou.
     
    Ainda em análise
     
    A definição, que será tomada nos próximos dias, deverá analisar tanto os dados coletados nos centros sentinela quanto a experiência de Pernambuco e Bahia, que já adotaram a notificação universal. 
     
    As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Casos de microcelafia já ultrapassam 3 mil e atingem 21 Estados

    Casos de microcelafia já ultrapassam 3 mil e atingem 21 Estados

    Brasília – O avanço da microcefalia no País persiste. Dados divulgados nesta terça, 5, pelo Ministério da Saúde mostram que casos da má-formação subiram 6,6% em uma semana, alcançado a marca de 3.174 registros, ante os 2.975 casos apresentados na semana passada. 
     
    A doença também se espalha em território nacional. Menos de dois meses depois de o Ministério da Saúde decretar estado de emergência nacional em virtude do aumento de nascimento de bebês com o problema em Pernambuco, os casos já alcançam 21 Unidades da Federação. 
     
    Apenas os Estados de Acre, Amapá, Paraná, Roraima, Santa Catarina e Rondônia não tiveram até o momento registros de bebês com suspeitas da síndrome, que em 90% leva os bebês a ter deficiência mental. O número de cidades com casos chega a 684.
     
    O maior número de casos continua a ser apresentado por Pernambuco: 1.185, o equivalente a 37,33% do total registrado em todo o País. Em seguida, estão os estados da Paraíba (504), Bahia (312), Rio Grande do Norte (169), Sergipe (146), Ceará (134), Alagoas (139), Mato Grosso (123) e Rio de Janeiro (118). 
     
    Nesta semana, um caso suspeito de microcefalia foi identificado no Amazonas, o primeiro desde que o acompanhamento começou a ser realizado por autoridades sanitárias.
     
    A explosão do número de nascimentos de bebês com microcefalia foi relacionada pelo Ministério da Saúde à infecção do feto, ainda durante a gestação, pelo zika. O vírus, transmitido pelo mesmo vetor da dengue e da chikungunya, o Aedes aegypti, chegou ao País em 2015 e provocou uma epidemia nos Estados do Nordeste. Exames em fetos com microcefalia identificaram a presença do vírus no líquido amniótico de dois fetos.
     
    O ministério recomenda que gestantes mantenham o acompanhamento e consultas de pré-natal e que adotem medidas para tentar evitar picadas do mosquito: uso de blusas de manga longa e calças, a aplicação de repelentes e, se possível, colocar telas em portas e janelas. 
     
    “O uso de roupas de manga longa é desafiador, diante do calor feito no País”, reconheceu o professor de saúde coletiva da Universidade Federal de Goiás, João Bosco Siqueira Filho. “E telas as casas representa um investimento que nem todos podem arcar. Mas são medidas que podem ajudar”, completou.
     
    Diante do aumento de casos, o governo formou uma força-tarefa, integrada por 19 ministérios, para combater o Aedes aegypti. Em dezembro, o Ministério da Saúde enviou mais 17,9 toneladas de Larvicida para os estados do Nordeste e Sudeste, totalizando 114,4 toneladas para todo o País.
     
    Fonte: Uol Saúde
     
  • Líder da Unaids elogia Brasil e diz que 2016 é `crucial` para fim da epidemia

    Líder da Unaids elogia Brasil e diz que 2016 é `crucial` para fim da epidemia

    O vice-diretor executivo do Unaids, o programa das Nações Unidas sobre HIV/Aids, destacou, nesta segunda-feira, o papel do Brasil na resposta à doença e disse que 2016 é um ano “crucial” no caminho para o fim da epidemia. Em entrevista à Rádio ONU, de Genebra, o brasileiro Luiz Loures, que é um dos líderes da Unaids desde 2012, afirmou que espera que o Brasil “continue tendo a presença que sempre teve do ponto de vista internacional”.
     
    — O Brasil foi o primeiro entre os países em desenvolvimento, os países do Sul, a tratar a epidemia, propor uma resposta integral, uma resposta baseada em direitos humanos e acesso universal à ciência para todos que necessitavam. Esse papel que o Brasil teve historicamente nos permitiu avançar e hoje ter uma perspectiva global de chegar ao fim da epidemia. O que nós esperamos? Que o Brasil siga em frente, siga inovando. Inovação é fundamental para que avancemos, e o Brasil vai seguir com seu papel de liderança na comunidade internacional.
     
    Um dos principais objetivos da Agenda 2030 de Desenvolvimento Sustentável é que a epidemia de Aids seja erradicada nos próximos 14 anos. A Agenda foi adotada por todos os Estados-membros da ONU em setembro e entrou em vigor em 1º de janeiro de 2016.
     
    — O ano de 2016 é o começo da jornada para chegar ao fim da epidemia. Queremos um 2016 com 16 milhões de pessoas em tratamento e temos que chegar a 30 milhões até 2020. Sem dúvida, estamos construindo no progresso, no conhecimento, na ciência e na mobilização mas temos que acelerar e acreditar que podemos chegar ao fim da epidemia. É um ano crucial — ressaltou ele.
     
    Loures destacou ainda que a Assembleia Geral das Nações Unidas está convocando uma reunião de alto nível para se “restabelecer novos compromissos” que, segundo ele, “vão, sem dúvida, levar ao fim da epidemia” da Aids.
     
    Fonte: O Globo / Site
  • Depressão muda relógio biológico. Veja o que se sabe sobre rotina cerebral

    Depressão muda relógio biológico. Veja o que se sabe sobre rotina cerebral

    Durante todo o dia, um relógio faz tique-taque em nosso corpo. Ele nos acorda de manhã e faz com que possamos dormir de noite. Aumenta e diminui a temperatura de nosso corpo e, nas horas certas, regula a produção de insulina e de outros hormônios.
     
    O relógio circadiano influencia até nossos pensamentos e sentimentos. Psicólogos mediram alguns dos efeitos no cérebro pedindo que as pessoas fizessem testes cognitivos em horas diferentes do dia.
     
    Constatou-se que o final da manhã é a melhor hora para fazer tarefas como contas aritméticas de cabeça, que demandam a manutenção de várias peças de informação na mente ao mesmo tempo. Mais tarde é a hora de tentar tarefas mais simples, como procurar por uma letra em uma página de rabiscos.
     
    Outra pista sobre o relógio em nossos cérebros vem de pessoas com condições como depressão e transtorno bipolar. Quem tem esses problemas geralmente sente dificuldade de dormir à noite ou se sente zonzo durante o dia. Algumas pessoas com demência ficam confusas ou agressivas no final do dia.
     
    “Os ciclos de sono e atividade desempenham um papel importante nas doenças psiquiátricas”, afirma Huda Akil, neurocientista da Universidade de Michigan.
     
    Ainda assim neurocientistas lutam para entender exatamente como o relógio circadiano afeta nossas mentes. Afinal, os pesquisadores não podem simplesmente abrir o crânio de um sujeito e monitorar suas células cerebrais durante cada período do dia.
     
    Alguns anos atrás, Huda Akil e seus colegas tiveram uma ideia.
     
    A Universidade da Califórnia em Irvine guarda cérebros doados para a ciência. Alguns de seus antigos donos morreram de manhã, alguns durante a tarde e outros de noite. Huda e colegas se perguntavam se havia diferenças nos cérebros dependendo da hora do dia em que seus doadores faleceram.
     
    “Talvez seja uma ideia simples, mas ninguém havia pensado nisso.”
     
    Ela e seus colegas selecionaram cérebros de 55 pessoas saudáveis cujas causas de morte foram súbitas, como batidas de carro. De cada cérebro, os pesquisadores fatiaram tecidos de regiões importantes para o aprendizado, para a memória e para as emoções.
     
    No momento em que cada um morreu, suas células cerebrais estavam produzindo proteínas de certos genes. Como os cérebros foram preservados rapidamente, os cientistas ainda podiam medir a atividade desses genes na hora da morte.
     
    A maioria dos genes que examinaram não mostrou nenhum padrão regular de atividades no curso do dia, mas descobriram que mais de mil deles seguiam um ciclo diário. As pessoas que morreram na mesma hora do dia estavam produzindo os mesmos níveis de proteínas daqueles genes.
     
    Os padrões eram tão consistentes que os genes podiam agir como um marcador de tempo.
     
    “Poderíamos perguntar: 'A que hora do dia essa pessoa morreu?', e daria para apontar, após uma hora, o momento real da morte”, diz Huda.
     
    Ela e seus colegas então fizeram a mesma análise nos cérebros de 34 pessoas que tiveram depressões fortes antes de morrer. Dessa vez, descobriram que o mesmo marcador de tempo estava bastante fora da ordem.
     
    “Era como se as pessoas estivessem no horário do Japão ou da Alemanha”, conta ela.
     
    Huda e seus colegas publicaram os resultados em 2013, inspirando pesquisadores na Escola de Medicina da Universidade de Pittsburg a tentar replicá-los.
     
    “Era uma coisa que antes pensávamos que não poderíamos fazer”, explica a neurocientista Collen A. McClung.
     
    Collen e seus colegas fizeram uma versão ampliada do estudo, examinando 146 cérebros coletados no programa de doações da universidade. Os pesquisadores publicaram seus resultados no The Proceedings of the National Academy of Sciences.
     
    “Encontramos ritmos muito consistentes. Realmente parece uma foto de onde o cérebro estava na hora da morte”, afirma Collen.
     
    Huda ficou grata que outra equipe de pesquisadores se esforçou para apoiar seu resultado.
     
    “Existe uma série de coincidências que fazem com que você acredite que algo realmente está acontecendo ali”, explica ela.
     
    Mas Collen e seus colegas também fizeram o que ninguém havia tentado. Eles compararam os padrões da expressão genética do cérebro de jovens e velhos e descobriram diferenças intrigantes.
     
    Os cientistas esperavam encontrar pistas para explicar por que o ciclo circadiano das pessoas mudava à medida que elas envelheciam. “Quando envelhecem, seus ritmos tendem a se deteriorar e se adiantar”, diz Collen.
     
    Ela descobriu que alguns dos genes que estavam ativos nos ciclos diários fortes em pessoas jovens diminuíram naqueles com mais de 60 anos. É possível que alguns idosos parem de produzir as proteínas em seus cérebros necessárias para manter os ritmos circadianos.
     
    Para sua surpresa, no entanto, os pesquisadores também descobriram alguns genes que se tornam ativos nos ciclos diários apenas em pessoas de mais idade.
     
    “Parece que o cérebro pode estar tentando compensar ligando um relógio extra”, afirma Collen.
     
    Huda imagina que a habilidade do cérebro de forjar um relógio de apoio pode proteger alguns idosos de doenças neurodegenerativas.
    “Pode ser a diferença entre a deterioração ou não”, diz ela.
     
    Talvez um dia seja possível nos voltarmos para nossos relógios de apoio como maneira de tratar uma gama de doenças relacionadas com o ciclo circadiano.
     
    Huda diz que encontrar genes conduzidos pelo relógio poderia ajudar os cientistas a fazer experiências em animais para descobrir o que esses genes estão fazendo.
     
    “Ao invés de sentar em seu laboratório imaginando quais genes podem ser importantes, você se inspira no cérebro e pensa: 'O que ele está tentando nos dizer?'.”
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Tire suas dúvidas sobre a vacina da dengue

    Tire suas dúvidas sobre a vacina da dengue

    1 – Pessoas com menos de nove anos e mais de 45 podem tomar a vacina?
     
    A vacina está aprovada para uso pediátrico e adulto, dos nove aos 45 anos de idade. Os limites de idade foram determinados com base, principalmente, nas informações de segurança da vacina, obtidas durante a realização dos estudos clínicos. Para crianças com menos de nove anos, o risco de complicações mais sérias ainda não foi determinado; para aqueles com mais de 45 anos de idade, não há dados suficientes para garantir a segurança da vacina.
     
    O médico responsável poderá avaliar o risco/benefício de se utilizar a vacina em idades diferentes das recomendadas no texto da bula.
     
    2 – Se eu tiver acabado de fazer 46 anos, posso tomar a vacina?
     
    Como esclarece a pergunta anterior, vacina está aprovada para uso pediátrico e adulto, dos nove aos 45 anos de idade. O uso em idades diferentes das recomendadas no texto de bula deve ser discutido com o médico, que avaliará o risco/benefício da utilização da vacina.
     
    3 – Minha filha, filho, sobrinho etc. ainda vai ter oito anos quando lançarem a vacina, mas completará nove anos logo em seguida. Ela(e) pode ser imunizada(o)?
     
    Como a vacina está aprovada para uso pediátrico e adulto, dos nove aos 45 anos de idade, não deve ser administrada em crianças com menos de nove anos de idade Isto porque os dados clínicos disponíveis não são suficientes para concluir sobre o risco/benefício da vacinação nesta faixa etária. O uso da Dengvaxia® em idades diferentes das recomendadas no texto da bula deve ser discutido com o médico, que avaliará o risco/benefício da utilização da vacina.
     
    4 – A vacina também imuniza contra a Chicungunya e contra o Zica vírus, transmitidos pelo Aedes aegypti?
     
    A vacina não protege contra os vírus Chikungunya e Zika.
     
    A Dengvaxia® é uma vacina utilizada para ajudar a proteger contra a dengue causada pelos sorotipos 1, 2, 3 e 4 do vírus da dengue. A vacina é aplicada em adultos, adolescentes e crianças dos nove aos 45 anos de idade que moram em áreas endêmicas (áreas em que a dengue esteja sempre presente).
     
    5 – Se eu tomar duas doses da vacina e esquecer de tomar a última, estarei imunizado?  se eu tomar apenas uma dose, a vacina vai fazer efeito?
     
    O esquema de vacinação aprovado consiste de três injeções a serem administradas em intervalos de seis meses.
     
    A vacina começa a fazer efeito a partir da primeira dose. No entanto, a eficácia só foi demonstrada após a aplicação das três doses.
     
    6 – Qual deve ser o intervalo entre as doses da vacina?
     
    O esquema de vacinação consiste de três injeções a serem administradas por via subcutânea, em intervalos de seis meses.
     
    7 – A vacina é contra indicada para pessoas com algum tipo de alergia?
     
    A vacina é contraindicada para uso por pessoas que são alérgicas (hipersensíveis) aos princípios ativos ou qualquer outro ingrediente da Dengvaxia® e por pessoas que desenvolveram uma reação alérgica após a administração prévia da Dengvaxia®. Os sinais de uma reação alérgica podem incluir urticária, encurtamento da respiração e inchaço do rosto e da língua.
     
    8 – Eu já tive dengue. Posso tomar a vacina?
     
    Sim, pode. A vacina foi aprovada tanto para pessoas que nunca tiveram dengue  como para aquelas que já tiveram a doença.
     
    9 – Se eu estiver com dengue, posso tomar a vacina?
     
    Não. A vacina não trata a doença, ela a previne. Com o restabelecimento da saúde, a vacinação pode ser considerada, após avaliação do médico.
     
    10 – Grávidas podem tomar a vacina?
     
    Não, essa é uma contraindicação da vacina. Dengvaxia® é uma vacina de vírus vivo atenuado e contraindicada a grávidas. As grávidas não foram avaliadas nos estudos clínicos.
     
    11 – A vacina dá febre? Quais os principais efeitos colaterais?
     
    É possível que a vacina provoque febre e outros efeitos adversos, embora isso não ocorra com todas as pessoas. As reações adversas mais frequentes observadas nos estudos clínicos foram febre, dor de cabeça, dor no local da injeção, mal-estar e dor muscular. Outras reações comuns foram reações no local da injeção, como vermelhidão, hematoma, inchaço e coceira. Reações mais raras foram: endurecimento no local da injeção, doença semelhante à gripe, dor no pescoço, dor nas articulações, vermelhidão intensa, urticária, náusea, dor na boca e garganta, tosse, nariz escorrendo, tontura, enxaqueca, inchaço dos linfonodos (linfoadenopatia) e infecção do trato respiratório superior (nariz, boca, faringe e laringe).
     
    12 – Posso doar sangue depois de tomar a vacina?
     
    Como a vacina contra a dengue é uma vacina com vírus vivos atenuados, é necessário aguardar um período de quatro semanas após a vacinação para realizar a doação de sangue.
     
    13 – Quanto dias depois de tomar a vacina estarei imunizado e protegido contra a dengue?
     
    Como o esquema de vacinação consiste de três doses que devem ser administradas em intervalos de seis meses, a proteção contra a doença será atingida após a administração do esquema completo de três doses, ou seja, um ano depois da administração da primeira dose.
     
    14 – Mesmo depois de tomar a vacina devo continuar usando repelente contra o mosquito?
     
    Sim. a vacinação não é um substituto para a proteção contra as picadas de mosquitos. Devem ser tomadas as precauções apropriadas para prevenção das picadas de mosquito, incluindo o uso de repelentes, roupas adequadas e redes de proteção contra mosquitos. A vacina apenas oferece proteção contra a dengue causada pelos sorotipos 1, 2, 3 e 4 do vírus da dengue. O mosquito transmissor da dengue é ainda responsável pela transmissão de outros vírus, como o Zika e Chikungunya, para os quais a vacina contra a dengue não oferece proteção.
     
    15 – Quem não deve usar a vacina?
     
    Crianças com menos de nove anos, mulheres grávidas ou que estejam amamentando, pessoas alérgicas aos componentes da vacina, pessoas que tenham fenilcetonúria e aquelas com um sistema imunológico enfraquecido ou que recebam orientação médica específica.
     
    16- A vacina pode causar dengue hemorrágica?
     
    Não. Nos estudos clínicos, a vacina reduziu consideravelmente os casos de dengue grave e de febre hemorrágica da dengue.
     
    17 – Qual a composição da vacina?
     
    A vacina é constituída por vírus vivos atenuados obtidos por tecnologia de DNA recombinante, combinando o vírus atenuado da febre amarela e os quatro sorotipos dos vírus da dengue.
     
    18 – Posso tomar outras vacinas junto com a vacina contra a dengue?
     
    A Dengvaxia® não deve ser administrada com nenhuma outra vacina ou produto farmacêutico injetável.
     
    Nenhum estudo específico foi realizado sobre a administração concomitante da vacina contra a dengue e de qualquer outra vacina ou produto farmacêutico.
     
    Após a avaliação médica, caso seja necessário administrar concomitantemente alguma outra vacina ou produto farmacêutico, devem ser usadas seringas e agulhas diferentes, e  a aplicação deve ser feita em diferentes partes do corpo.
     
    Nos estudos clínicos, a vacina reduziu consideravelmente os casos de dengue.
     
    Fonte: Anvisa
  • Anvisa bate recorde de registro de medicamentos

    Anvisa bate recorde de registro de medicamentos

    O registro de genéricos também bateu recorde no ano passado, com a aprovação de 342 produtos, o dobro em relação a 2014.
     
    Além disso, houve a concessão de licença para a comercialização de medicamentos que modificaram positivamente a terapia da hepatite C, o registro dos primeiros produtos biossimilares e da primeira vacina contra a dengue. 
     
    Os resultados alcançados refletem as ações de governança e de gestão, alinhadas a mudança de processos e ao empenho dos servidores.  
     
    Fonte: Anvisa