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  • Pedido para último teste de vacina da dengue está parado há 8 meses

    Pedido para último teste de vacina da dengue está parado há 8 meses

    Oito meses depois de o Instituto Butantan pedir autorização para avançar à última fase de testes da vacina contra a dengue, ainda não há uma data definida para essa etapa da pesquisa ocorrer.
     
    A solicitação foi feita à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) em 10 de abril. O objetivo era ter o aval para a fase 3 da pesquisa clínica, etapa em que será analisada a eficácia do produto contra os quatro sorotipos do vírus da dengue.
     
    Na época, o instituto ainda não havia completado a segunda fase de estudos, mas o avanço da doença -que chegou a 1,5 milhão de casos no país neste ano- fez com que o governo de São Paulo pedisse para que a pesquisa fosse agilizada.
     
    Inicialmente, a ideia era que os testes começassem ainda na metade deste ano, com 17 mil voluntários. Disso depende a entrada da vacina no mercado, atualmente sem previsão para ocorrer.
     
    Até agora, porém, o instituto não conseguiu obter o aval da Anvisa, a quem cabe a regulação do processo.
     
    Segundo o presidente da agência, Jarbas Barbosa, faltaram informações nos documentos enviados à equipe técnica. Entre elas, diz, estavam dados sobre segurança.
     
    “É injusta qualquer suspeita de demora”, diz. “Como o estudo da fase 2 não estava finalizado, tivemos que pedir várias informações iniciais, até para acelerar”.
     
    Agora, enquanto o Butantan diz que a expectativa é iniciar os testes até o fim deste ano, a Anvisa evita dar prazos e diz que o aval depende da análise de novos documentos recebidos nesta terça (8).
     
    Caso faltem informações, a agência poderá fazer novas exigências.
     
    De acordo com o Butantan, a última fase da pesquisa será realizada no Hospital das Clínicas, em São Paulo, e em outros 13 grandes cidades do país. Os nomes delas não foram divulgados.
     
    Agentes do programa Saúde da Família, vinculado às unidades básicas de saúde, devem ajudar no recrutamento de voluntários.
     
    “Nosso objetivo era trazer o estudo o mais próximo possível da realidade de vacinação do país”, afirma o diretor de ensaios clínicos e farmacovigilância do Butantan, Alexander Precioso.
     
    Ele estima que a vacinação de todos os 17 mil voluntários leve até um ano.
     
    Além de adultos, também serão vacinados adolescentes e crianças com ou sem histórico de infecção anterior pelo vírus da dengue. Em seguida, é feita a coleta de exames para acompanhamento.
     
    Segundo Precioso, a chegada do verão, quando há aumento na proliferação do mosquito Aedes aegypti e de casos de dengue, não deve trazer prejuízo aos testes.
     
    “É fundamental que exista o vírus circulando para mostrarmos que há resposta imunológica”, diz.
     
    Além da imunização produzida pelo Butantan, uma outra vacina contra a dengue, já pronta e feita pela multinacional francesa Sanofi Pasteur, aguarda aval da Anvisa.
     
    Nesse caso, o pedido foi protocolado em 30 de março. Mas os baixos índices de eficiência do produto para alguns dos quatro tipos de vírus têm gerado impasse entre especialistas do setor.
     
    A média de eficácia da vacina é de 65,5%, de acordo com a empresa. Outro problema é a falta de proteção para menores de 9 anos e idosos, grupos mais vulneráveis.
     
    Sheila Homsani, diretora-médica da Sanofi, argumenta que o produto é mais eficaz para quem já teve algum tipo de dengue. “A memória imunológica faz aumentar a produção de anticorpos para proteção”, afirma.
     
    Segundo Jarbas Barbosa, da Anvisa, a previsão é que a análise da imunização da Sanofi seja finalizada no primeiro semestre de 2016.
     
    Fonte: Folha de S.Paulo
  • Células-tronco podem reduzir uso de animais

    Células-tronco podem reduzir uso de animais

    O uso de células-tronco adultas vem sendo testado por um grupo de cientistas da Fiocruz Paraná para reduzir ou eliminar a necessidade do uso de animais em testes de medicamentos e fármacos, com bons resultados.
     
    Os biólogos abriram um pedido de patente da técnica em outubro. Caso ele seja aceito, a metodologia será de domínio público e poderá ser usada sem custos por outros pesquisadores no mundo.
     
    “O objetivo final é evitar completamente o uso de animais. Tudo caminha para isso”, diz o pesquisador Bruno Dallagiovanna, que coordena o Laboratório de Biologia Básica de Células-Tronco da Fiocruz Paraná.
     
    As células usadas na pesquisa vêm de clínicas estéticas, que cedem o material extraído de lipoaspirações e outros procedimentos com autorização dos pacientes.
     
    Essa célula, explica Dallagiovanna, por ser humana e adulta, reproduz de forma mais precisa os efeitos das drogas nos pacientes –até melhor do que ocorre nos testes com animais, afirma.
     
    “Elas são mais sensíveis e mais acuradas, têm um efeito mais real do que um teste com animal”, diz o biólogo.
     
    No experimento, realizado ao longo dos últimos dois anos, as células são submetidas a uma série de substâncias químicas já testadas em animais, com diferentes níveis de toxicidade.
     
    Foram realizados testes com doze substâncias químicas, e os resultados dos níveis de toxicidade foram os mesmos dos testes com animais.
     
    “Isso ainda não permite eliminar o uso dos animais. Mas já daria para utilizar uma quantidade muito menor deles”, diz Dallagiovanna.
     
    Novos testes com outros tipos de células-tronco, obtidas com modificações em laboratório, estão sendo conduzidos pelo grupo. A ideia é testar drogas para o coração, por exemplo, em células cardíacas, obtendo alto grau de precisão sobre seus efeitos.
     
    Fonte: Folha de S.Paulo
  • Pesquisas de tratamento para zika podem levar até 2 anos

    Pesquisas de tratamento para zika podem levar até 2 anos

    Pesquisador do Laboratório de Virologia da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em Pernambuco, Rafael França estima que serão necessários pelo menos dois anos para que perspectivas de tratamento de infecções pelo zika comecem a ser delineadas. “Há ainda muitas questões a serem respondidas. A primeira tarefa é identificar o genoma do vírus”, afirmou.
     
    Diante do aumento de casos de infecções e da rápida dispersão do zika, uma rede de pesquisadores redobrou os esforços para tentar definir o mais rapidamente possível a sequência genética do que, até seis meses atrás, era considerado o “primo fraco da dengue”. A rede de vigilância genética busca, por exemplo, analisar se houve uma mutação do vírus, descrito pela primeira vez em 1947, mas que somente nos últimos anos começou a despertar a atenção de autoridades sanitárias.
     
    A experiência brasileira demonstra que a infecção pelo zika em gestantes tem correlação com a microcefalia. Os casos no País também ajudam a comprovar a suspeita de que o vírus pode atingir o sistema neurológico, aumentando o risco de doenças autoimunes como a síndrome de Guillain-Barré. 
     
    França afirma que a mutação pode não ser a resposta para o impacto que a infecção pelo zika vem provocando na população brasileira. “Há outros fatores que devem ser observados. Uma das suspeitas que precisam ser investigadas é se o vírus teria um impacto diferente entre pessoas que já têm anticorpos para dengue, um agente da mesma família que o da zika”, afirmou. 
     
    Organismo. Além da vigilância genética, pesquisadores têm como tarefa desvendar a forma de atuação do vírus no organismo. “Sabemos pouco sobre isso”, reconheceu França. As dúvidas não são apenas entre pesquisadores brasileiros. Há uma grande lacuna de conhecimento sobre zika em todo o mundo. “Por se tratar de um vírus novo e que até agora era tido como de pouco potencial de dispersão e de agressão no organismo, ele despertava pouca atenção.”
     
    França avalia que uma das estratégias mais promissoras para deter o avanço da doença consiste em desenvolver terapias que tenham como princípio anticorpos contra o vírus. Para isso, é preciso conhecer a estrutura do zika e desvendar os mecanismos que ele usa para invadir as células do corpo humano. “Uma vez descoberto o caminho usado por ele para ingressar na célula, a ideia é tentar colocar um obstáculo, algo que o impeça a invasão”, afirmou.
     
    Fonte: O Estado de S.Paulo
  • Brasil cria primeiro remédio biológico

    Brasil cria primeiro remédio biológico

    Uma droga de produção inédita no Brasil, que reduz os efeitos colaterais do tratamento do câncer, deverá chegar ao mercado no ano que vem, depois de ter sido aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
     
    O Fiprima (filgrastim) é o primeiro medicamento biossimilar inteiramente desenvolvido no Brasil – e o primeiro da América Latina.
     
    Biossimilares são parecidos com medicamentos biológicos, que por sua vez são produzidos a partir de um organismo vivo, e não apenas por meio da manipulação química de sais em laboratório. Isso torna o seu desenvolvimento muito mais complexo.
     
    Para se ter uma ideia, em todo o mundo existem apenas 20 biossimilares registrados, incluindo o produto brasileiro, que são considerados uma nova fronteira para a indústria farmacêutica global.
     
    Imunidade
     
    A nova droga é uma versão de um medicamento biológico originalmente desenvolvido pela empresa Roche, cuja patente expirou no início dos anos 2000.
     
    Ela é indicada para pacientes que apresentam o sistema imunológico comprometido pela realização de tratamento quimioterápico. O medicamento permite o restabelecimento da imunidade, evitando o surgimento de doenças infecciosas oportunistas.
     
    Por meio de um acordo de transferência de tecnologia, o novo biossimilar, desenvolvido pela Eurofarma, será produzido pela Fiocruz e distribuído gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
     
    Com a produção própria, o Ministério da Saúde diz esperar economizar R$ 9,3 milhões em cinco anos.
     
    Remédios biológicos
     
    Remédios biológicos como o Fiprima são muito mais complexos do que os remédios tradicionais justamente porque não são sintéticos. Ou seja, não dependem apenas de uma manipulação de substâncias químicas em laboratório para serem produzidos.
     
    Os remédios biológicos são em geral proteínas produzidas por um organismo vivo – que pode ser uma bactéria, uma levedura ou uma célula de mamífero. Os cientistas alteram geneticamente esses organismos vivos para que passem a produzir exatamente aquela substância de que precisam e nada mais. Eles então cultivam os organismos para que eles se transformem em “fábricas” de proteínas.
     
    Fonte: Diário da Saúde
     
  • Teste de zika tem eficácia só até 5º dia de sintomas

    Teste de zika tem eficácia só até 5º dia de sintomas

    O exame que pode identificar o zika vírus só é eficaz se feito preferencialmente nos cinco primeiros dias de sintomas. Como os sinais de zika, dengue e chikungunya são semelhantes, o teste é a única maneira de esclarecer qual virose o paciente contraiu. Especialistas alertam que grávidas devem procurar atendimento médico ao perceberem os primeiros indícios. O Ministério da Saúde divulga nos próximos dias o protocolo de atendimento para zika.
     
    Para detectar o vírus após o período sintomático, seria necessário um exame de detecção de anticorpos, que ainda não existe para o zika, mas que já está sendo desenvolvido por diversos laboratórios públicos no país e deverá estar disponível nas próximas semanas.
     
    O exame que detecta a presença de zika no período de sintomas é o RNA PCR. Ele identifica, pelo sequenciamento genético do vírus, a presença do agente no organismo. “Depois dos primeiros dias de infecção, quando o organismo produz anticorpos, eles grudam no vírus e não se consegue mais encontrar o material genético. Isso é variável. Nem todos os organismos reagem ao vírus no mesmo tempo.
     
    Ele começa a passar para outras regiões e não se consegue detectar no sangue”, explica o patologista Hélio Magarinos Torres Filho, ex-presidente da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica no Rio.
     
    O especialista diz que, em alguns casos, o material genético do vírus pode ser encontrado até o décimo dia, mas alerta que, se o resultado der negativo nesse período, não há garantia de que a pessoa não tenha sido infectada antes. A recomendação de fazer o exame até o quinto dia é defendida pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos.
     
    O teste detecta a presença do ácido ribonucleico (RNA), responsável pela síntese de proteínas da célula. É feito em duas etapas: na primeira, identifica a presença de um vírus; na segunda, faz o sequenciamento genético para identificar qual dos agentes infectou o organismo. Nos laboratórios particulares pesquisados pelo Estado, o teste custa de R$ 1.198 a R$ 2.160. Nesta semana, outros laboratórios prometem iniciar a oferta do teste. No Fleury, por exemplo, o exame deverá custar cerca de R$ 300.
     
    Pré-natal
     
    “Se as pacientes com sintomas de zika estiverem no primeiro trimestre de gestação, o ideal é que façam o teste para afastar a hipótese de outras doenças, até mesmo para fazer pré-natal pormenorizado, caso seja zika. É o período em que há risco maior de acontecer má-formação”, diz a infectologista Bianca Grassi de Miranda, do Hospital Samaritano. O teste específico para zika deve ser feito depois dos exames de dengue e chikungunya, doenças mais comuns.
     
    A estudante Esthefany Souza, de 16 anos, grávida de 5 meses de Maria Júlia, não recebeu a recomendação de fazer o teste ao ser diagnosticada com zika em hospital particular da zona oeste do Rio. Ela teve sintomas como febre, dores e manchas vermelhas. “Fiquei com medo de passar para a bebê”, diz.
     
    A advogada Renata Vilhena, especialista em saúde, diz que os planos devem pagar pelo exame de zika, em caso de recomendação médica. “A operadora está recebendo para prestar serviço no lugar do Estado. Havendo pedido, o plano é obrigado a cobrir”, afirma. A Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge), que representa planos de saúde, informou que os procedimentos cobertos pelas operadoras são determinados pela Agência Nacional de Saúde (ANS) e definidos em contrato. (As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. *Colaborou Fabiana Cambricoli)
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Caso Talidomida fez aumentar rigor ao aprovar remédios

    Caso Talidomida fez aumentar rigor ao aprovar remédios

    Um pronunciamento do presidente americano John Kennedy alarmou o mundo em 2 de agosto de 1962. Não se tratava de nada relacionado aos soviéticos e à crise dos mísseis que eclodiria dois meses depois. O inimigo desta vez atuava livremente dentro de milhares de lares nos Estados Unidos, consumido por mulheres em busca de conforto contra os enjoos da gravidez: a talidomida.
     
    Naquele dia, Kennedy fez um apelo para que as mães se desfizessem de todos os frascos de comprimidos do remédio e confirmou-se o que era apontado há tempos. A talidomida era causa de um boom de nascimento de crianças com a má-formação congênita focomelia, que afetava sobretudo braços e pernas.
     
    Criado como calmante em 1954 pelo laboratório alemão Grunenthal, o medicamento era vendido em todo mundo sob vários nomes comerciais. No Brasil, as marcas Sedalis, Sedin e Slip existiam desde o fim da década de 1950 e começaram a ser recolhidas após a repercussão do pronunciamento de Kennedy, enquanto nos EUA desde novembro do ano anterior a substância estava vetada pelo Departamento de Saúde. O caso foi um marco no endurecimento dos testes para a aprovação de novos medicamentos.
     
    Enquanto isso, muitas americanas grávidas passaram a viajar para a Suécia para realizar abortos, com medo de gerar crianças deficientes. Mesmo com a comprovação dos danos do remédio, a justiça americana não autorizou os abortos. O Vaticano também anunciou que não aprovava a interrupção da gravidez por esse motivo.
     
    Em Liège, na França, uma mãe que matou a filha que nasceu com problemas decorrentes do uso do remédio foi absolvida por um júri. Estima-se que cerca de 15 mil crianças nasceram em todo o mundo com sequelas provocadas pela substância, que passou a ser aprovada como medicamento controlado, pois é muito eficiente em tratamentos de doenças como a hanseníase.
     
    Nos anos 70, houve mobilização por indenizações e reparos. No Brasil, no começo dos anos 80 conseguiu-se estabelecer pensão vitalícia para cerca de 100 pessoas identificadas como vítimas.
     
    Fonte: Uol Saúde
     
  • Governo muda critério de microcefalia

    Governo muda critério de microcefalia

    O governo federal vai mudar os critérios para a definição de casos de microcefalia. A decisão, que começou a valer ontem em Pernambuco e nos próximos dias deverá ser estendida para todo o território nacional, reduz de 33 para 32 centímetros o perímetro cefálico do bebê considerado portador da má-formação.
     
    Na prática, menos pacientes serão considerados como casos“suspeitos”, mas os números atuais não serão revistos. “Estávamos até agora pecando pelo excesso. Adotávamos uma marca mais rígida do que a Organização Mundial da Saúde (OMS), que há anos considera microcefalia apenas bebês com perímetro cefálico igual ou inferior a 32 centímetros”, afirmou a secretária executiva de Vigilância em Saúde de Pernambuco, Luciana Albuquerque.
    O Estado lidera as estatísticas de notificação de casos da microcefalia, cuja relação com o zika vírus já foi confirmada.
     
    Até a semana passada, eram 646 casos e 1.248 no País. “Verificamos que somente uma pequena parte dos pacientes que estão entre 32 e 33 centímetros apresentava calcificações, uma espécie de cicatriz que se forma no cérebro depois dos processos infecciosos”,disse Angela Rocha, professora da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). “Não estamosrelaxandooscritérios. Agora, poderemos saber melhor o perfil dos bebês que de fato têm a má-formação relacionada com o zika”, afirmou.
     
    A mudança dos parâmetros começou a ser discutida há uma semana, em uma reunião de especialistas organizada pelo Ministério da Saúde, em Brasília.
     
    Acompanhamento
     
    Além da alteração do critério, Pernambuco anunciou ontem que vai acompanhar as gestantes com suspeita de zika. A medida também deverá ser estendida para outros Estados para tornar mais ágil a identificação e o acompanhamento dos bebês com microcefalia.
     
    Em Pernambuco, as mulheres que apresentarem sintomas de zika – manchas pelo corpo, coceira, febre – serão encaminhadas para um serviço de referência. Elas farão exames e, na última fase da gestação, a partir da 32.ª semana, serão submetidas a um ultrassom. Atualmente, um exame já é garantido, mas o período em que é feito fica a critério do médico.
     
    Agora, havendo suspeitas de microcefalia, a mulher fará mais de um exame. “É na fase final da gestação que podemos avaliar com mais precisão se o bebê tem ou não a má-formação”, disse Angela. A gravidez não é considerada de risco e,mesmo que identificada a microcefalia do feto, a gestante continuará na rede básica. A mudança terá efeito sobretudo no atendimento do bebê.
     
    Uma vez diagnosticado, a ideia é deixar planejados exames e atendimentos necessários. O protocolo de Pernambuco também prevê a oferta de uma assistência psicológica para gestantes. O acompanhamento também será útil para reunir informações que poderão ser usadas por autoridades sanitárias.
     
    Minas
     
    A Secretaria Estadual de Saúde de Minas informou ontem que investiga as causas de 11 casos de microcefalia.A intenção é verificar se a má-formação do crânio tem relação com o zika vírus. “Esta investigação é um processo que envolve diagnóstico não somente do zika,mas de outros agentes que podem ser responsáveis pela má-formação. A gente precisa fazer um diagnóstico laboratorial com um painel ampliado”, disse Rodrigo Said, superintendente de Vigilância Epidemiológica. Ele afirmou que ainda não há confirmação de que o zika esteja circulando no Estado.
     
    Fonte: O Estado de S.Paulo
  • Dilma diz que investirá em vacina contra o vírus zika

    Dilma diz que investirá em vacina contra o vírus zika

    Durante discurso na 15ª Conferência Nacional de Saúde, a presidente Dilma Rousseff disse que o país investirá em tecnologia para o desenvolvimento de vacina contra o vírus zika, que está relacionado a casos de microcefalia no país – 1.248 casos da doença já foram registrados, segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde no final de novembro.
     
    “Nós vamos usar de todos os elementos, até da tecnologia para procurar vacinas que sejam comercializáveis, para erradicação [da doença]”, disse a presidente.
     
    Dilma afirmou que uma grande mobilização está sendo feito para tentar conter o avanço da doença e os casos de microcefalia. “Nós estamos mobilizando os agentes de saúde, toda a estrutura da Defesa Civil, o Exército, a Marinha e a Aeronáutica, para nos ajudar nessa ação de prevenção do vírus zika”, disse.
     
    Para a presidente, a questão precisa ser tratada com muita seriedade também pela população. “Espero falar mais forte à consciência das pessoas para que não deixem haver água parada”, afirmou, referindo-se ao mosquito transmissor da dengue, o Aedes aegypti, que se desenvolve em água limpa e parada.
     
    Fonte: Uol Saúde
     
  • Saiba os cuidados que as grávidas e lactantes têm que ter com o zika

    Saiba os cuidados que as grávidas e lactantes têm que ter com o zika

    O zika vírus e a sua relação com os casos de microcefalia têm feito mulheres adiarem a gestação, mas tem gerado, principalmente, uma preocupação grande de quem já está grávida e de quem amamenta após pesquisadores dizerem que a contaminação também pode ocorrer por meio do leite materno.
     
    O médico Moisés Chencinski, pediatra e membro do Departamento de Aleitamento Materno da Sociedade de Pediatria de São Paulo, diz que na Polinésia Francesa, onde houve um surto de zika em 2013, os médicos encontraram partículas do vírus no leite materno, mas ainda não está claro se existe transmissão para o bebê porque nem todo vírus encontrado no leite é transmitido.
     
    A infectologista Rosana Richtmann, presidente da Comissão de Controle de Infecção da Maternidade Santa Joana, diz que o bebê de uma mulher com hepatite C, por exemplo, não tem risco aumentado de pegar a doença porque mama no peito.
     
    O pediatra explica que até agora não há relatos de crianças infectadas pelo zika vírus através da amamentação. “Pelos benefícios do aleitamento, mães devem ser encorajadas a amamentar mesmo em áreas onde o zika vírus for encontrado”, ressalta.
     
    GESTAÇÃO
     
    Médicos explicam que a mãe infectada com zika vírus pode transmitir para seu recém-nascido durante todo o período da gestação. A obstetra Dolores Nishimura diz que especula-se que seja pior a infecção no primeiro trimestre da gravidez. “As más formações são piores, mas ninguém sabe qual o impacto da infecção nos outros trimestres ao certo. Por ser uma doença que apareceu agora, não tem como falar que não vai acontecer nada se pegar no segundo ou terceiro trimestre. Não tem tratamento, é uma vez que o feto é atingido, não tem o que se fazer”, comenta.
     
    Ela diz que o melhor a se fazer é prevenção e, principalmente, evitar locais onde há grandes epidemias de dengue e do zika.
     
    A obstetra Juliana Sandler explica que a ultrassom morfológica do primeiro trimestre já deveria identificar algum indício de infecção viral grave. “O morfológico do segundo trimestre mais ainda, mas ao descobrir não há nada o que fazer”, comenta. Juliana, assim como a maioria dos médicos, recomenda que as mulheres adiem por enquanto os planos de engravidar. “O ideal é esperar pelo menos até o final do período das chuvas, em abril do próximo ano”, aconselha.
     
    Para quem já está grávida, as médicas aconselham a evitar viajar para as regiões onde há mais casos de zika e dengue e tomar vários cuidados como usar repelente e evitar focos de água parada, que ajudam a proliferar o mosquito aedes aegypty.
     
    1 – REPELENTES
     
    Os médicos recomendam que grávidas usem repelentes apropriados durante toda a gestação. Em geral, repelentes para crianças e bebês são também seguros para grávidas.É preciso lembrar de reaplicar cremes e sprays a cada seis horas. Use produtos que tenham as seguintes substâncias: Icaridina,  dietiltoluamida (DEET) e o IR3535
     
    Se for usar protetor solar ou maquiagem, passar o repelente sempre por último.
     
    2 – CUIDADOS NATURAIS
     
    As grávidas também podem usar os repelentes naturais feitos à base de álcool e cravo-da-índia. Uma receita comum é deixar cravos-da-índia mergulhados em álcool por pelo menos quatro dias, e depois misturar o líquido com um óleo suave, como óleo para bebê. Velas de citronela e óleos essenciais de citronela, eucalipto ou cravo também ajudam a manter os mosquitos longe de casa.
     
    3 – ÁGUA PARADA
     
    Mosquitos se reproduzem em água parada, por isso, é importante colocar areia nos pratos das plantas e trocar com frequência a vasilha de água de animais. Não deixe acumular água em pneus, canos ou calhas.
     
    Se você armazena água da chuva para reaproveitá-la, tape o recipiente e não guarde por mais de uma semana.
     
    4 –  ROUPAS
     
    Use roupas claras, e, de preferência, mangas longas e calças. As cores escuras tendem a atrair os mosquitos. Opte por tecidos leves, como o algodão e use o repelente em formato de spray em cima das roupas também.
     
    5 – CHEIROS
     
    Aromas florais ou adocicados de frutas tendem a atrair mosquitos. O melhor é usar produtos sem cheiro ou que afastem os mosquitos, como lavanda, citronela, capim-limão ou cravo.
     
    6 – TELAS E MOSQUETEIROS
     
    Coloque telas mosqueteiras em portas e janelas. A grande vantagem das telas é poder deixar a casa aberta e ventilada dia e noite, sem se preocupar com uma “invasão'' de mosquitos. Os mosquiteiros também são ótimos para serem instalados na cama das grávidas e também nos berços.
     
    Fonte: Uol Saúde
     
  • Filhos podem herdar obesidade do pai pelo esperma, diz estudo

    Filhos podem herdar obesidade do pai pelo esperma, diz estudo

    O peso de um homem também afeta a informação hereditária contida no esperma. E isso pode ser a chave para uma explicação biológica sobre o fato de filhos de pais obesos serem mais propensos à doença. A relação foi divulgada em um estudo publicado ontem, na revista científica “Cell Metabolism”.
     
    Segundo a pesquisa, as células de esperma de homens magros e obesos possuem diferentes marcas epigenéticas, notadas em regiões de genes associados ao controle do apetite. Para realizar o estudo, foram feitas, numa primeira etapa, comparações entre 13 homens magros e dez obesos.
     
    Na fase seguinte, os investigadores monitoraram seis homens submetidos à cirurgia de perda de peso para verificar como isso afetou seu esperma. Foi observada uma média de cinco mil mudanças estruturais no DNA do esperma, entre o momento antes da cirurgia e um ano depois.
     
    Apesar das descobertas, os cientistas afirmam que ainda é preciso compreender o que significam essas diferenças no DNA e seus efeitos sobre os bebês. Mas eles reforçam que isso é uma evidência de que o esperma carrega informações sobre a saúde de um homem.
     
    — Nossa pesquisa pode levar a uma mudança de comportamento, particularmente sobre os hábitos do pai na preconcepção — diz o principal autor do estudo, Romain Barrès, professor associado da Universidade de Copenhague.
     
    Segundo ele, os esforços dessa natureza são muito concentrados nas mulheres, quando os pais também deveriam receber atenção. — É de conhecimento comum que, quando uma mulher está grávida, ela deve se cuidar, evitando, por exemplo, bebidas alcoólicas e contato com poluentes. Mas, se a implicação do nosso estudo é válida, essas recomendações devem ser adotadas por homens também.
     
    Barrès se inspirou em um estudo de 2005, que mostrava como a disponibilidade de alimentos para as pessoas que viviam em uma pequena vila sueca, durante um período de fome, estava correlacionada com o risco de seus netos desenvolverem doenças cardiometabólicas. O estresse nutricional dos avós provavelmente foi transmitido via marcas epigenéticas, que podem ser adições químicas na proteína que envolve o DNA, grupos de metil que mudam a estrutura do DNA, uma vez anexado, ou moléculas chamadas pequenos RNAs. PRÓXIMOS PASSOS E as marcas epigenéticas podem controlar a forma como os genes são expressos, o que também já foi identificado como capaz de afetar a saúde da prole em insetos e roedores.
     
    — Já sabemos que essas mudanças epigenéticas acontecem em camundongos e ratos — diz Barrès. — Mas precisamos descobrir se isso também acontece nos seres humanos e se este é um importante impulsionador para mudar nossas características.
     
    Para saber mais sobre a conexão epigenética entre os descendentes, o laboratório de Barrès está agora atuando em colaboração com uma clínica de fertilidade para estudar diferenças epigenéticas em embriões descartados, gerados a partir do esperma de homens com vários graus de peso corporal. Isso será possível porque, por lei, na Dinamarca, depois de cinco anos, os embriões devem ser descartados e podem ser usados para a pesquisa.
    Outros dados comparativos serão tomados a partir do sangue do cordão umbilical das crianças. Mas, neste caso, vai demorar algum tempo até que os cientistas consigam acumular um grande grupo de participantes.
     
    Fonte: O Globo