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  • Vacina contra ebola tem êxito em teste e pode acabar com surto, diz OMS

    Vacina contra ebola tem êxito em teste e pode acabar com surto, diz OMS

    O mundo está pela primeira vez prestes a ser capaz de proteger os seres humanos contra o ebola, disse a Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta sexta-feira (31), após dados de um teste na Guiné mostraram que uma vacina foi 100 por cento eficaz.
     
    Os resultados iniciais do estudo, que testou a vacina VSV-ZEBOV, da Merck e da NewLink Genetics, em cerca de 4.000 pessoas que estiveram em contato próximo com um caso de ebola confirmado, mostrou 100 por cento de proteção após dez dias.
     
    Os resultados foram descritos como “notáveis” e “virada no jogo” por especialistas em saúde. “Acreditamos que o mundo está prestes a ter uma vacina eficaz contra o ebola”, disse a especialista em vacinas Marie Paule Kieny, da OMS, em uma entrevista à imprensa em Genebra.
     
    A vacina pode agora ser usada para ajudar a acabar com o pior surto de ebola já registrado até hoje, que matou mais de 11.200 pessoas na África Ocidental desde que foi detectado em dezembro de 2013.
     
    A diretora-geral da OMS, Margaret Chan, disse que os resultados, publicados online na revista médica The Lancet, são um “desdobramento extremamente promissor”. “Esta vai ser uma virada de jogo”, disse ela a jornalistas. “Vai mudar a gestão do atual surto de ebola e de futuros surtos.”
     
    Esse e outros experimentos de imunização foram acelerados com enorme esforço internacional de pesquisadores para conseguirem testar terapias e vacinas enquanto o vírus ainda estava circulando com força.
     
    “Sabíamos que era uma corrida contra o tempo e que o experimento tinha de ser realizado sob as circunstâncias mais difíceis”, diz John-Arne Röttingen, chefe da área de controle de doenças infecciosas no Instituto Norueguês de Saúde Pública e presidente do grupo de acompanhamento do experimento.
     
    A entidade beneficente Médicos sem Fronteiras (MSF), que vem liderando a luta contra o ebola na África Ocidental, está agora apelando para que a VSV-ZEBOV seja levada aos outros focos do surto, Libéria e Serra Leoa, onde a entidade diz que poderia quebrar cadeias de transmissão e proteger os trabalhadores de saúde na linha de frente do atendimento aos doentes.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Presidente da Anvisa afirma ser contra ampliação do uso de canabidiol

    Presidente da Anvisa afirma ser contra ampliação do uso de canabidiol

    O presidente da Anvisa, Jarbas Barbosa, disse ser contrário à ampliação, neste momento, da indicação terapêutica do canabidiol, substância presente na maconha. Depois da aprovação do uso para casos de epilepsia grave em crianças e adolescentes, movimentos de pacientes e familiares começaram a pressionar para ampliar as indicações.
     
    Barbosa lembra que não há estudos de eficácia sobre o uso do canabidiol. “Foi feita a decisão, acertada, de permitir o uso para casos em que não há alternativa terapêutica”. Mas ele diz que, com exceção do caso já previsto pela Anvisa, não há outra doença que já não haja medicamentos disponíveis e eficazes. “Queremos evitar que sejam feitas no Brasil pesquisas com a substância fora do padrão ético.”
     
    Remédios
     
    Barbosa criticou ainda as regras preparadas pela autarquia para pôr em prática o sistema de rastreamento de remédios e disse esperar do Congresso a aprovação de projeto para ampliar para dez anos o prazo de entrada em vigor da estratégia, criada para inibir falsificações e contrabando.
     
    Pela lei atual, o sistema deveria entrar em funcionamento em dezembro. A rastreabilidade cria uma espécie de RG para todos os medicamentos no país. A ideia é acompanhar a trajetória dos produtos, desde que eles deixam a indústria até a venda para o consumidor.
     
    A lei, de 2009, previa um prazo de três anos para o mecanismo funcionar. Por causa de divergências com a indústria, com distribuidores e com representantes de farmácias, a regulamentação atrasou. Pelas regras da Anvisa, a indústria teria de controlar as informações, como a quantidade do que foi vendido e as datas das vendas. Barbosa defende a criação de um banco público de informações, gerenciado pela agência.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Existem cinco tipos de câncer de próstata, descobrem cientistas

    Existem cinco tipos de câncer de próstata, descobrem cientistas

    Cientistas britânicos afirmam, estudo publicado nesta quarta-feira (29), que existem cinco tipos diferentes de câncer de próstata. Eles também descobriram como fazer a distinção entre eles.
     
    A constatação, feita por equipe do Cancer Research UK e do Hospital de Addenbrooke, pode ter impacto sobre os tratamentos desses tumores no futuro, já que ajuda a identificar aqueles mais propensos a crescer e se espalhar pelo corpo. O que pode ser fundamental para evitar terapias e cirurgias desnecessárias.
     
    Para chegar à conclusão, a equipe analisou amostras de tecido de próstatas saudáveis e com câncer de mais de 250 homens. Ao se concentrarem em cromossomos anormais e medir a atividade de 100 genes diferentes ligados à doença, os pesquisadores conseguiram determinar a “impressão digital” genética de cada um dos cinco tipos de tumores.
     
    Os resultados, segundo os autores dizem no artigo do periódico EBioMedicine, ainda devem ser confirmados em estudos clínicos com número maior de participantes. Mas eles comentam que esse tipo de análise é mais eficaz para prever quais cânceres são mais agressivos do que os disponíveis atualmente.
     
    Outro passo importante, de agora em diante, será detalhar melhor os mecanismos moleculares de cada tipo específico de tumor de próstata. Esse é o tipo de câncer masculino mais comum.  Segundo a Sociedade Brasileira de Urologia, há cerca de 70 mil novos casos da doença a cada ano.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • 90% dos brasileiros têm medo do envelhecimento, diz pesquisa

    90% dos brasileiros têm medo do envelhecimento, diz pesquisa

    Não ter saúde, apresentar limitações físicas e problemas de memória, solidão e preocupações financeiras estão entre os principais receios do brasileiro em relação à velhice, segundo pesquisa feita pelo Instituto Qualibest e encomendada pelo laboratório Pfizer, que constatou que 90% da população tem medo de envelhecer.
     
    As complicações de saúde aparecem no topo das respostas dos 989 entrevistados do país: foram 77%, seguidos de 72% que afirmaram temer as limitações físicas. Os porcentuais mais altos aparecem nos grupos mais jovens entre 18 e 35 anos. Apesar disso, o levantamento mostrou que os cuidados com a saúde passam a ser adotados de forma mais intensa após a faixa dos 51 anos: 58% têm uma alimentação saudável e 41% praticam atividades físicas. Entre as pessoas de 18 a 25 anos, são 39% e 31%, respectivamente. Para 77% dos entrevistados, é nessa faixa etária que as pessoas devem começar a se preocupar com a alimentação.
     
    “Nunca é tarde para começar, mas se a pessoa inserir hábitos saudáveis desde jovem, ganha lá na frente. Talvez os jovens não tenham se conscientizado dessa importância”, afirma a gerontologista e coordenadora executiva do Centro Internacional de Informação para o Envelhecimento Saudável (Cies), Andrea Prates.
     
    Há cerca de 15 anos, o professor aposentado Nilson Octaviani, de 68 anos, é praticante de escalada e começou a ter hábitos mais saudáveis. “Quando era jovem, praticava esportes, mas deixei de lado por causa da minha atividade profissional. Estava caminhando para a obesidade, com risco de diabete e colesterol alto quando médicos me recomendaram uma vida mais saudável.”
     
    Octaviani diz que isso mudou sua vida. “Estou bem melhor do que antes apesar da idade, que é implacável.  
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Estudo relaciona depressão e ansiedade às bactérias do intestino

    Estudo relaciona depressão e ansiedade às bactérias do intestino

    Uma equipe de cientistas canadenses afirma que a ansiedade e a depressão podem ter relação com as bactérias que vivem no intestino. O trabalho foi publicado na revista Nature Communications.
     
    A pesquisa, feita em ratos, sugere que sintomas de ansiedade e depressão provocados pela exposição ao estresse no início da vida aparecem somente com a presença de germes no intestino.
     
    Os resultados reforçam achados de pesquisas anteriores. Em uma delas, os pesquisadores descobriram que camundongos sem a presença de bactérias no intestino eram menos propensos a apresentar comportamentos ansiosos.
     
    O trabalho atual avaliou animais que tinham sido expostos a uma experiência estressante no início da vida – eles foram separados de suas mães precocemente. Ao crescer, eles apresentaram comportamentos semelhantes ao de pessoas ansiosas e deprimidas, além de disfunção intestinal e níveis anormais de hormônio do estresse.
     
    Já as cobaias livres de germes expostas ao mesmo tipo de estresse não apresentaram quaisquer sinais de ansiedade ou depressão mais tarde.
     
    Os cientistas, então, transferiram as bactérias dos ratos normais, também expostos à experiência traumatizante, para os animais livres de germes. Em pouco tempo, eles passaram a apresentar os comportamentos depressivos e ansiosos. Os resultados foram noticiados no jornal britânico Independent.
     
    Segundo o principal autor, Premysl Bercik, da Universidade McMaster, ainda é preciso testar a hipótese em seres humanos. Mas ele acredita que terapias que têm como alvo a microbiota intestinal podem, no futuro, beneficiar pacientes com transtornos psiquiátricos.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Retirada de medicamento envolve riscos

    Retirada de medicamento envolve riscos

    A prática de desprescrição pode ser saudável, desde que o médico tenha um controle rigoroso de como vai se comportar o paciente após a retirada da medicação, na avaliação de entidades médicas.
     
    “O risco de se retirar um medicamento sem um controle eficiente é o agravamento da condição clínica do paciente”, alerta Florisval Meinão, presidente da Associação Paulista de Medicina.
     
    Ele comenta um caso em que um medicamento para uma doença imunológica foi desprescrito, e o paciente acabou perdendo os rins.
     
    “A vantagem dos médicos de família e de comunidade é que eles estão muito próximos dos pacientes, o que permite um controle maior. Sempre que possível, a desprescrição é desejável. É saudável que os pacientes não sejam tão dependentes de medicamentos”, afirma Meinão.
     
    Para o cardiologista Bráulio Luna Filho, presidente do Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo), antes de orientar um paciente a deixar de tomar determinada medicação, o médico deve consultar o colega que prescreveu a remédio para evitar um conflito ético.
     
    “É problemático. O clínico pode ter uma visão diferente da do especialista, mudar a medicação e isso ter consequências para o paciente”, diz.
     
    Mas, segundo ele, é comum haver diálogo entre os médicos. Ele cita um exemplo corriqueiro: o paciente diabético que toma medicamentos orais, recebe do endocrinologista uma prescrição de insulina e que volta ao médico anterior (clínico ou cardiologista, por exemplo) sem saber o que fazer. “Tem que avaliar, conversar com o colega e com o paciente”, diz.
     
    Daniel Knupp, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Medicina e Comunidade, diz que a situação mais comum é do paciente que usa um remédio prescrito por um outro colega há muito tempo e que já não tem mais contato. “Mesmo assim continua tomando sem nenhum acompanhamento”, explica.
     
    Fonte: Folha de S.Paulo
  • Hepatite, a epidemia silenciosa e esquecida

    Hepatite, a epidemia silenciosa e esquecida

    Por que doenças como a Aids mobilizam tanto e as hepatites, que matam muito mais, são ainda tão ignoradas? Eu e outros colegas já fizemos muitas vezes essa pergunta, mas não custa nada repeti-la nesta terça (28), Dia Mundial contra a Hepatite. Vários eventos estão previstos para alertar sobre essa epidemia silenciosa que afeta mais de 2 milhões de brasileiros, dos quais menos de 5% são tratados. Como tantas outras efemérides em saúde, é nesse dia em que a doença sai debaixo do manto da invisibilidade que a encobre e mostra a sua cara. Depois, cai no esquecimento de novo por mais um ano.
     
    Todo mundo conhece alguém que já teve ou tem algum tipo de hepatite. Eu perdi uma prima, à época com 11 anos, vítima de hepatite A fulminante, fato raro já que, na infância, a A tende a ser benigna. Na gravidez ou em uma faixa etária mais avançada, ela pode matar. Como se pega? Água suja. E não adianta achar que você está protegido só porque vive em ambientes com ótimas condições sanitárias. É só viajar, comer algum alimento mal lavado e pimba!
     
    Como costuma dizer o médico Drauzio Varella, as hepatites não têm o mesmo “charme” da Aids, por isso não conseguem ter a mesma visibilidade. Para ele, a Aids é uma epidemia que desde o início atingiu pessoas com mais acesso aos meios de comunicação, além de envolver uma discussão moral, prato cheio para os jornalistas.
     
    De uma forma ou de outra, todos corremos o risco de nos infectar com algum tipo de hepatite. Nós, mulheres, por exemplo, nos salões de beleza. A pesquisadora Andréia Schunck, do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, em São Paulo, visitou cem salões de beleza (dos mais simples aos mais chiques) de São Paulo. Passou pelo menos seis horas em cada salão. Encontrou procedimentos inadequados em todos eles. As manicures não lavavam as mãos, não lavavam os equipamentos e já os colocavam direto na autoclave. Também usavam nelas mesmas o material que usavam nas clientes. Andréia encontrou 10% de infectadas. O vírus B apareceu em 8% da amostra e o vírus C em 2%.
     
    As manicures têm o direito de tomar a vacina que previne a hepatite B. É de graça, no SUS. Mas só 15% sabiam disso, segundo a pesquisa de Andréia.
     
    Para a hepatite C ainda não há vacina, uma pena já que o vírus C é transmitido com muita facilidade. Enquanto na hepatites B, apenas 5% dos infectados se tornam portadores crônicos, na hepatite C são 80%. O vírus B não induz o câncer de fígado, mas ele causa cirrose, que pode aumentar a incidência de câncer de fígado.
     
    A boa notícia para os portadores de hepatite C é que uma nova terapia que aumenta as chances de cura e diminui o tempo de tratamento estará disponível no SUS até dezembro deste ano, conforme anunciou o ministro da Saúde, Artur Chioro, nesta segunda (27). O tratamento é composto pelos medicamentos daclatasvir, simeprevir e sofosbuvir. Com ele, o Brasil será um dos primeiros países em desenvolvimento a ofertar a terapia no sistema público, que só neste ano vai custar até R$ 500 milhões.
     
    O tratamento é importante, mas não dá para descuidar da prevenção e do diagnóstico precoce. Neste 28 de julho, a mensagem é simples: façam o teste. É o primeiro passo para a cura.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Cuidado do câncer no Brasil é tardio e insuficiente, aponta relatório

    Cuidado do câncer no Brasil é tardio e insuficiente, aponta relatório

    Cerca de 60% dos pacientes com câncer são diagnosticados já em estágio avançado no Brasil e, no caso de câncer de pulmão, 87,9% dos casos são descobertos tardiamente. O diagnóstico depois que a doença se espalhou foi identificado como uma das principais barreiras enfrentadas pelos pacientes no acesso ao tratamento, seja pela falta de centros especializados, pelas longas esperas para consultas com médicos especialistas ou pela demora na realização de exames.
     
    Esses dados foram compilados por cerca de 50 entidades brasileiras de combate ao câncer. O movimento Todos Contra o Câncer, que organizou o relatório, tem o objetivo de colaborar com a elaboração de políticas públicas e aponta caminhos para compilar melhor os dados de atendimento ao câncer e criar novos protocolos de saúde. O relatório foi entregue ao Ministério da Saúde na sexta-feira (24) e lançado oficialmente na segunda (27). 
     
    Segundo o documento, o tempo médio de espera entre o diagnóstico e o início dos tratamentos com quimioterapia e radioterapia, é de 76,3 e 113,4 dias, respectivamente. Uma lei de 2012 assegura o início do tratamento no SUS de pessoas com câncer em um prazo de até 60 dias após o diagnóstico com laudo patológico. Segundo uma auditoria feita pelo TCU (Tribunal de Contas da União) para avaliar a Política Nacional de Atenção Oncológica, apenas 65,9% da demanda por radioterapia foi atendida no país em 2010.
     
    “A área de oncologia tem despertado grandes preocupações devido ao crescente impacto econômico sobretudo em função do diagnóstico tardio (…) que onera o SUS com despesas que poderiam ser evitadas com a prevenção ou diagnóstico precoce”, pontua o relatório.
     
    O diagnóstico tardio e o atendimento falho (falta de leitos, de medicamentos, descredenciamento de clínicas por convênios) causa, segundo as entidades, um aumento na mortalidade do câncer no Brasil além de um maior gasto com repetidas internações, necessidade de procedimentos e medicamentos de alta complexidade e atualização constante dos valores pagos por serviços médicos.
     
    Judicialização
     
    A judicialização é apontada como uma uma nova porta de acesso ao SUS. Hoje, por causa do caráter universal do SUS, quando o convênio ou o governo não fornecem um tratamento ou medicamento, os pacientes podem entrar na Justiça e muitos ganham a causa e conseguem que o procedimento seja pago.
     
    Entre 2009 e 2014, os gastos do Ministério da Saúde com as sentenças judiciais subiram 1.400%, chegando a R$ 1 bilhão gastos anualmente, segundo o relatório.
     
    “Se somarmos os gastos dos estados com sentenças judiciais fica evidente que o poder judiciário tem se tornado uma segunda porta de acesso ao SUS e ao sistema suplementar, especialmente devido à não disponibilidade no SUS de medicamentos imprescindíveis e ao excesso de burocracia no sistema público, tanto nas licitações para compra de medicamentos como no pedido administrativo do paciente para sua obtenção”, explica o documento.
     
    Novos medicamentos e pesquisas
     
    O Brasil falha ainda, segundo o documento, na agilidade para aprovar os protocolos de pesquisa e novos medicamentos, apesar de avanços recentes como no caso da criação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (CONITEC), em 2011.
     
    Há demora também na aprovação de novos medicamentos e novas terapias. “O número de análises e aprovações aumentaram consideravelmente desde 2012, mas o número de processos indeferidos ainda é bastante elevado, tendo como alegação a falta de comprovação científica e de eficácia”, pontua.
     
    O SUS e os planos de saúde
     
    Hoje há 50,6 milhões de beneficiários de planos privados de assistência médica, ou seja, 25% da população possui cobertura de planos de saúde. Mesmo assim, de acordo com dados do Datafolha de 2014, 92% dos brasileiros buscaram acesso a algum serviço do SUS nos últimos dois anos.
     
    Na área da oncologia, os convênios avançaram em muitos aspectos, como por meio da incorporação do quimioterápico oral, da inclusão de exames e procedimentos de alta complexidade, e da incorporação de novos medicamentos. No entanto, ainda com relação aos medicamentos, os beneficiários de planos de saúde ainda buscam o SUS, uma vez que, muitas vezes, não conseguem ter a demanda atendida no plano.
     
    Quando se consegue acesso ao tratamento, muitos pacientes, familiares e profissionais da saúde relatam que os médicos são orientados ou mesmo pressionados por gestores, tanto públicos quanto privados, a não prescreverem determinados procedimentos ou medicamentos por causa do valor. Há ainda relatos de que são fixadas dosagens inferiores às estipuladas nos protocolos clínicos para reduzir os custos para a instituição. O relatório aponta ainda que diversos médicos já denunciaram terem seus cadastros excluídos dos planos de saúde por prescreverem tratamentos de alto custo.
     
    A doença
     
    O câncer representa uma das principais causas de morbidade e mortalidade em todo o mundo, com cerca de 14 milhões de novos casos e 8,2 milhões de mortes em 2012. O número de novos casos ainda deverá aumentar em cerca de 50% nas próximas duas décadas e, se nada for feito, em 2030 serão 21 milhões de novos casos e 14 milhões de mortes, sendo que a maior parte ocorrerá nos países em desenvolvimento.
     
    As Doenças Crônicas não Transmissíveis (DCNTs), entre elas o câncer, são responsáveis por aproximadamente 68% das mortes no mundo e 74% das mortes no Brasil
     
    O câncer é atualmente a segunda principal causa de morte no Brasil, atrás apenas das doenças cardiovasculares. Em 2012, foram 191.577 óbitos por câncer, conforme dados do Ministério da Saúde. Quanto à incidência, em seu último levantamento em 2014, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) estimou 576.580 novos casos de câncer, sendo 302.350 em homens e 274.230 em mulheres.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Estudo clínico confirma eficácia de vacina contra dengue

    Estudo clínico confirma eficácia de vacina contra dengue

    A vacina contra dengue do laboratório francês Sanofi é eficaz em mais de 80% dos pacientes afetados pela infecção, de acordo com uma nova análise independente publicada nesta segunda-feira.
     
    A vacina experimental permitiu que fosse evitada a hospitalização de 80,8% das crianças a partir de nove anos, que participaram de dois testes clínicos analisados pelo periódico médico americano New England Journal of Medicine (NEJM). Na faixa de dois a oito anos, a eficácia média foi de 56%.
     
    Em 93,2% dos casos, a vacina também protegeu contra a forma mais grave da doença no grupo de crianças de nove a 16 anos; e, em 44,5%, no grupo de dois a oito anos, afirmaram os autores da análise.
     
    Também se observou, porém, um aumento inexplicável de casos de internação por dengue durante o terceiro ano da vacina entre as crianças com menos de nove anos. Os pesquisadores sugerem que o fenômeno deve ser “cuidadosamente observado” no longo prazo.
     
    “O risco de contrair dengue era menor entre as crianças vacinadas do que entre as que não foram”, concluíram os responsáveis pelo estudo.
     
    Em nota, a Sanofi disse que “essa vacina experimental tem o potencial de reduzir significativamente a carga que essa doença tem nos países onde é endêmica”.
     
    Os dados publicados no NEJM correspondem a um período de três a seis anos em dois testes clínicos realizados com 10.275 e 20.869 pessoas, respectivamente. Os participantes são do Pacífico Asiático e de regiões tropicais e subtropicais da América Latina.
     
    A incidência de dengue cresceu de forma acentuada desde a década de 1950, com 50 milhões de casos anuais. Destes, cerca de 500.000 são do tipo hemorrágico, mortal em mais de 20% dos casos, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Qual a influência do álcool no organismo de pacientes diabéticos?

    Qual a influência do álcool no organismo de pacientes diabéticos?

    Uma das dúvidas mais comuns no consultório quando um paciente diabético está em tratamento é sobre ingerir bebidas alcóolicas ou não. E aqui, para responder, precisamos explicar um pouco…
     
    As bebidas alcóolicas, além do álcool, são compostas de carboidratos. No geral, falamos que as bebidas contêm calorias vazias, ou seja, que ingere bebidas alcoólicas ingere calorias mas, não ingere nutrientes, sendo portanto um alimento nutricionalmente pobre.
     
    Para os pacientes diabéticos tipo 2, ingerir bebidas alcoólicas pode levar inicialmente ao aumento dos níveis de glicose no sangue, se a bebida for acompanhada da alimentação. Isso porque as bebidas alcoólicas são, geralmente, muito calóricas. E calorias a mais são iguais a ganho de peso.
     
    No entanto, uma situação inversa pode acontecer. O nosso fígado tem várias tarefas essenciais ao nosso corpo. Uma delas é controlar os níveis de açúcar na corrente sanguínea. Quando um paciente diabético bebe de estômago vazio, o fígado fica muito ocupado desativando o álcool ingerido, e dessa forma não consegue regular a quantidade de açúcar no sangue de forma correta. O resultado é que as taxas de açúcar no sangue podem cair, levando ao risco de hipoglicemia.
     
    Para os pacientes diabéticos adultos, a ingestão diária de etanol deve ser limitada a uma dose ou menos para mulheres e duas doses ou menos para homens. Isso é o equivalente a 1 dose 150 ml de  Glossary Link vinho (1 taça) ou 360 ml de cerveja ou 45 ml de  Glossary Link destilados, o que equivale a 15 gramas de etanol.
     
    Aqui, nunca o paciente deve beber sem se alimentar, e recomenda-se que seja feita uma alimentação antes e também que a glicose seja controlada durante o período de ingestão do álcool. Ah, lembre-se que gestantes, crianças, adolescentes e pacientes com problemas de colesterol e fígado não devem beber!
     
    Tenha sempre cuidado. Quantidades maiores que 30g de etanol por dia podem causar sérios danos como desidratação, aumento da insulina e da pressão. Se você não é diabético, bebidas em excesso são uma das principais causas de desenvolvimento de Diabetes tipo 2, porque estão associadas ao ganho de peso. Para terminar, mais um recado: nunca dirija depois de beber! Saúde, você só tem uma!
     
    Autora: Dra. Andressa Heimbecher Soares – Endocrinologista.
     
    Fonte: Sociedade Brasileira de Diabetes.