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  • Ômega 3 reduz risco de desenvolver doenças mentais, diz pesquisa

    Ômega 3 reduz risco de desenvolver doenças mentais, diz pesquisa

    A ingestão de Ômega 3 reduziu o risco de desenvolver psicoses e esquizofrenia durante sete anos, segundo um estudo publicado nesta terça-feira (11) na revista Nature Neuroscience. A pesquisa acompanhou pessoas com risco altíssimo de desenvolvimento de esquizofrenia. Elas ingeriram Ômega 3 em cápsulas de óleo de peixe durante três meses.
     
    A maioria dos participantes que ingeriu o suplemento não teve comprometimento funcional grave e nem sinais de alerta para o desenvolvimento de psicoses nos sete anos seguintes. Segundo Paul Amminger e seus colegas da Universidade de Melbourne, na Austrália, apenas 9,8% do grupo que tomou Ômega 3 desenvolveu psicoses comparado ao grupo que tomou um remédio sem efeito (placebo). Cerca de 40% do grupo placebo, formado por pessoas com propensão alta de desenvolver esquizofrenia, apresentou um início mais rápido da doença e maior incidência de outros problemas psiquiátricos.
     
    Em 2010, os pesquisadores já haviam mostrado que o Ômega 3 havia atrasado em até um ano o primeiro episódio de desordem psicótica em participantes de 13 a 25 anos. Estudos anteriores mostravam que a falta de Ômega 3 e Ômega 6 era um fator presente no desenvolvimento de várias doenças mentais e outros testes já haviam mostrado que a suplementação com Ômega 3 é capaz de reduzir sintomas psicóticos.
     
    O Ômega é essencial para desenvolvimento e funcionamento neural. É um componente essencial do tecido cerebral e a falta desses ácidos graxos está associada a diversas desordens mentais, inclusive a esquizofrenia. O Ômega 3 é um ácido graxo poliinsaturado (PUFA, na sigla em inglês) encontrado em peixes marinhos de águas frias e algumas sementes de plantas, como a linhaça.
     
    A esquizofrenia é uma condição mental caracterizada por alucinações e problemas cognitivos que geralmente se manifestam na adolescência e no início da idade adulta. O início pode ser abrupto ou gradual, mas a maioria das pessoas têm um desenvolvimento gradual de vários sinais e sintomas. A doença não afeta apenas a saúde mental, mas também aumenta a mortalidade em mais de uma década em relação à população em geral, principalmente por causa de problemas metabólicos do coração.
     
    Nos últimos 20 anos, o interesse de pesquisadores em encontrar e intervir em casos de pessoas com sintomas potenciais de psicoses cresceu. O estudo tomou como base uma pesquisa anterior para classificar os participantes de acordo com seus sintomas, a intensidade e tempo de duração dos mesmos, além de predisposição genética. Apesar de o tratamento precoce estar associado a resultados melhores, ainda não foi encontrada uma cura para a doença.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Campanha de vacinação contra paralisia infantil começa neste sábado

    Campanha de vacinação contra paralisia infantil começa neste sábado

    Começa neste sábado (15) a Campanha Nacional de Vacinação contra poliomielite. O ministro da Saúde, Arthur Chioro, lança nesta terça-feira, 11, a campanha que vai até 31 de agosto em todo o país. Haverá postos de vacinação fixos e móveis em todo o Brasil para aplicação das doses, porém o ministério deve revelar nesta tarde mais detalhes da ação no lançamento. A recomendação da pasta é para que sejam vacinados 95% do público-alvo.
     
    A paralisia infantil, como a poliomielite também é conhecida, é uma doença infectocontagiosa causada pelo polivírus, que afeta nervos e pode causar fraqueza muscular permanente e paralisia irreversível. Devem ser vacinadas crianças entre 6 meses e 5 anos de idade.
     
    A poliomielite é considerada erradicada no Brasil desde 1994, mas a vacinação é fundamental para manter o vírus afastado do País. Em 2013 e 2014, a Organização Mundial da Saúde (OMS) foi notificada sobre a presença do vírus em dez países nos continentes africano e asiático.
     
    Além da imunização contra a pólio, serão ofertadas as vacinas que compõem o calendário básico da criança, como as doses contra febre amarela, hepatite B, o rotavírus humano e também a vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, rubéola e caxumba. O objetivo é atualizar a caderneta de vacinas das crianças até 5 anos.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Doença rara deixa espanhola em cadeira de rodas em pouco mais de 24 horas

    Doença rara deixa espanhola em cadeira de rodas em pouco mais de 24 horas

    Em pouco mais de 24 horas, a espanhola Lidia García Villar, de 34 anos, deixou de levar uma vida perfeitamente normal e passou a depender de alguém para tudo.
     
    “Me davam banho, me vestiam, me alimentavam…”, diz, lembrando o período logo após o diagnóstico, há apenas nove meses.
     
    “Você se sente super vulnerável”, confessa.
     
    Sua filha, de 19 meses, não entendia o que estava acontecendo com a mãe, já que do dia para a noite ela não mais podia carregá-la, brincar com ela ou levá-la para o parque.
     
    Atrofia muscular
     
    Tudo começou numa tarde de outubro, quando estava na casa de sua família, na Galícia, Espanha. Lidia conta que perdeu a força nas mãos.
     
    No começo, ela conta não ter dado muita importância ao fato, mas com o passar das horas descobriu que a sensação foi ficando cada vez mais forte.
     
    Um dos primeiros sinais, lembra Lidia, foi não conseguir abrir e fechar a presilha do cabelo da filha.
     
    “Depois senti os meus pés pesados”, afirma.
     
    Mas Lidia tinha dificuldades para explicar à sua família o que sentia.
     
    “Era difícil contar o que estava acontecendo. Ninguém me viu chorar, porque não sentia dor; é uma sensação que você mesma acha que não tem importância. Mas eu dizia a eles: 'Isso não é normal; aconteceu algo comigo'”.
     
    Na manhã seguinte, ela já não conseguia usar as mãos. “Eu não podia abrir uma porta, tomar banho ou me vestir”.
     
    Quando se deu conta de que os movimentos de seu corpo estavam prejudicados, Lidia decidiu ir ao hospital e, ao se consultar com uma neurologista, um dia e meio após os primeiros sintomas, conta que não conseguia mais se levantar sozinha. Tampouco tinha reflexos involuntários.
     
    “Em poucas horas, meus músculos estavam completamente atrofiados”.
     
    Uma em cada 100 mil pessoas
     
    Lidia recorda não conseguir abrir e fechar a presilha de cabelo da filha
     
    Lidia, que trabalha como enfermeira no setor de emergência de um hospital em Madri, reconhece ter sentido algum alívio ao ter o diagnóstico confirmado: ela sofria da rara síndrome de Guillain-Barré, doença autoimune que afeta uma a cada 100 mil pessoas no mundo.
     
    A cientista política brasileira Lucia Hipólito, comentarista da rádio CBN, também passou pela mesma situação. Em entrevista ao 'Programa do Jô', da TV Globo, ela contou que estava de férias na França quando a doença se manifestou pela primeira vez.
     
    “Fui levantar para trocar de roupa e parei de sentir minhas pernas. Fiquei três meses lá e depois mais um ano e cinco meses internada aqui”, disse ela ao apresentador Jô Soares em setembro do ano passado.
     
    “Teve alguns dias em que eu quis morrer para liquidar tudo de uma vez. Essa é uma doença infernal”, acrescentou ela na ocasião.
     
    Hipólito já recobrou parte dos movimentos. O mesmo aconteceu com Lidia.
     
    Nove meses depois do diagnóstico, a espanhola ainda não conseguiu recuperar todos os movimentos, mas já pode, por exemplo, abotoar a roupa da filha.
     
    “Pelo menos não tenho um tumor cerebral ou esclerose múltipla, uma doença deste tipo seria bem pior”, afirmou ela.
     
    Doença autoimune, a síndrome de Guillain-Barré é uma condição grave por meio da qual o sistema imunológico começa a atacar o sistema nervoso.
     
    A doença faz com que as defesas do organismo destruam a mielina que envolve os nervos, que, por sua vez, param de trabalhar. E se os nervos não funcionam, as ordens do cérebro não chegam aos músculos.
     
    Como resultado, os músculos se atrofiam em pouco tempo e pacientes ficam incapacitados em questão de horas.
     
    A síndrome de Guillain-Barré não tem causa conhecida, embora 60% dos pacientes a desenvolvam logo após ter tido uma infecção bacteriana ou viral leve, como gripe, resfriado ou gastroenterite, segundo o NHS, o sistema de saúde público britânico.
     
    'Lado positivo'
     
    Surpreendentemente, porém, apesar do efeito explosivo, a maioria dos pacientes que sofre dessa rara doença consegue se recuperar depois de um ano.
     
    No entanto, não sem antes passar por um intenso e diário tratamento de reabilitação, com inúmeras sessões de fisioterapia e terapia ocupacional.
     
    “Levei dois meses para perceber o quão lenta, dura e pesada seria a minha recuperação”, confessa.
     
    “Houve semanas que não via nenhuma melhoria”.
     
    Lidia conta ter levado um mês para se levantar sozinha. Eventualmente, contabilizava pequenos progressos: “Voltei a caminhar com ajuda”, lembra ela.
     
    “Não era capaz de tomar banho sozinha, mas conseguia me lavar aos poucos”, diz. “Conseguia colocar as calças, mas precisava de ajuda para abotoá-las”.
     
    Nove meses depois
     
    Hoje, Lidia tem poucas sequelas da síndrome que mudou sua vida, mas ainda precisa das sessões diárias para recuperar todos os movimentos.
     
    “Ainda não consegui recuperar totalmente a sensibilidade das mãos”, explica ela.
     
    Ter de volta os movimentos significaria voltar a exercer uma de suas paixões: ser enfermeira.
     
    Atividades diárias, como colocar o sutiã, escrever, abotoar roupas ou cortar alimentos para cozinhar continuam sendo um desafio.
     
    Tampouco Lidia consegue correr, ficar na ponta dos pés ou andar de salto alto.
     
    Mas Lidia diz ser otimista e acredita que sua atitude positiva vem contribuindo para sua recuperação.
     
    Ela fica emocionada quando questionada sobre como a doença mudou o modo como encara a vida.
     
    “Embora soe como um clichê, a doença mudou o modo como eu encaro minha vida. Agora dou valor a coisas pequenas, como sair para tomar um café, fazer compras ou levar a minha filha para o parque …”.
     
    “E espero que, se conseguir me recuperar 100%, não perca a capacidade de continuar a apreciar as pequenas coisas”.
     
    Fonte: Uol Saúde
     
  • Icesp usará novo equipamento para diagnosticar câncer

    Icesp usará novo equipamento para diagnosticar câncer

    Uma nova máquina que combina os exames de ressonância magnética e PET-scan para diagnosticar câncer acaba de ser comprada pela Faculdade de Medicina da USP e deverá ser usada principalmente para beneficiar os pacientes do Icesp (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo Octavio Frias de Oliveira).
     
    Esse será o primeiro equipamento do tipo na América Latina. “Trata-se de tecnologia inovadora que vai nos permitir conhecer melhor a disseminação do câncer, especialmente no cérebro e no fígado, órgãos frequentemente acometidos por metástase”, afirma Giovanni Cerri, professor titular de radiologia da USP e ex-secretário de Estado da Saúde de São Paulo.
     
    Segundo ele, a máquina chegará entre outubro e novembro e será instalada até o fim do ano no centro de medicina nuclear do Hospital das Clínicas. A aquisição custou US$ 3,2 milhões (R$ 11,4 milhões), verba da Fundação da Faculdade de Medicina da USP. A instalação custará mais R$ 1 milhão.
     
    A máquina é um avanço nos métodos híbridos de diagnóstico por imagem.
     
    O primeiro deles, afirma Cerri, foi o PET-CT, combinação do PET-scan (que identifica a presença de elementos químicos que emitem radiação no organismo e é bastante usado para diagnóstico e monitoramento de câncer) com a tomografia computadorizada (método que usa raio-X e define estruturas anatômicas).
     
    PREMIAÇÃO
     
    O Icesp recebeu nesta quarta (5) a cerimônia de entrega do 6º Prêmio Octavio Frias de Oliveira. A láurea leva o nome do publisher da Folha, morto em 2007. Seus filhos Otavio Frias Filho, diretor de Redação, e Maria Cristina Frias, colunista, representaram o jornal no evento.
     
    Durante o evento, Frias de Oliveira foi homenageado. “Foi uma grande pessoa no Estado de São Paulo, como empresário e jornalista, e sempre lutou pela democracia no país”, afirmou em discurso o reitor da USP Marco Antonio Zago, laureado na categoria Personalidade em Destaque.
     
    Na categoria pesquisa em oncologia, venceu estudo liderado por pesquisadores do A.C.Camargo Cancer Center que identificou mutações ligadas ao desenvolvimento do tumor de Wilms, o câncer renal mais frequente em crianças.
     
    Dirce Maria Carraro, coordenadora do estudo, dedicou o prêmio aos jovens pesquisadores de sua equipe. “Essa é uma área estimulante, mas em alguns aspectos muito difícil. É preciso estimular os jovens cientistas também com recursos financeiros.”
     
    Uma pesquisa que construiu, por engenharia genética, um fragmento de anticorpo (Fabc4) capaz de diagnosticar o câncer de mama foi a premiada na categoria Inovação Tecnológica. O estudo foi coordenado por Thaise Gonçalves de Araújo, da Universidade Federal de Uberlândia. 
     
    Fonte: Folha de São Paulo
  • Pela primeira vez, medicamento que usa impressão 3D é aprovado pela FDA

    Pela primeira vez, medicamento que usa impressão 3D é aprovado pela FDA

    A Administração de Alimentos e Drogas dos Estados Unidos (FDA, na sigla em inglês) aprovou pela primeira vez um medicamento que utiliza tecnologia de impressão 3D, abrindo caminho para potenciais customizações de remédios para atender às necessidades dos pacientes.
     
    O medicamento, produzido pela empresa privada Aprecia Pharmaceuticals, foi aprovado para uso oral como uma terapia alternativa prescrita para o tratamento de epilepsia, disse a companhia nesta segunda-feira.
     
    O Spritam usa a tecnologia “ZipDose” da Aprecia, um sistema de entrega que cria doses pré-mensuradas que se desintegram na boca com um pouco de líquido.
     
    A impressão em 3D pode ajudar as empresas a desenvolverem produtos com “especificações individuais para cada paciente ao invés de adotar uma abordagem padronizada para todos”, disse o analista da Wedbush Securities Tao Levy.
     
    Na indústria de cuidados médicos, essas impressoras são usadas por dentistas para criar réplicas de mandíbulas e dentes, assim como alguns implantes dentais acabados, e cirurgiões ortopédicos têm feito testes para criar próteses de quadril customizadas.
     
    Fonte: Uol Saúde
     
  • Novo teste pode antecipar diagnóstico de câncer do pâncreas

    Novo teste pode antecipar diagnóstico de câncer do pâncreas

    Conhecido por tirar rapidamente a vida de personalidades como o fundador da Apple Steve Jobs e o ator americano Patrick Swayze, o câncer do pâncreas preocupa especialistas por ser uma das formas mais letais de tumor maligno. Na tentativa de frear a taxa de mortalidade da doença, cientistas desenvolveram um teste de urina que pode antecipar seu diagnóstico. Em estudo publicado ontem na revista científica “Clinical Cancer Research”, a equipe identifica três proteínas que se apresentam em níveis mais elevados nas pessoas com a enfermidade.
     
    Atualmente, a maioria dos casos de câncer no pâncreas só é identificada em estágio avançado. Apenas 3% dos pacientes sobrevivem além de cinco anos após o diagnóstico. Mais de 80% das pessoas com a doença são diagnosticadas quando o tumor já se espalhou, o que torna ineficaz a cirurgia. Segundo a pesquisa, se o paciente for diagnosticado no estágio 2, a taxa de sobrevivência é de 20%; e na fase 1, a taxa de sobrevivência para pacientes com tumores muito pequenos pode aumentar para até 60%.
     
    — Os sintomas em geral decorrem da invasão da doença. É um tumor bastante resistente às terapias habituais de quimioterapia e radioterapia — explica o coordenador científico do Grupo Oncologia D’Or, Daniel Herchenhorn.
     
    NOVIDADE COM BAIXO CUSTO
     
    A pesquisa, que envolveu cientistas britânicos e espanhóis, analisou cerca de 500 amostras de urina. Pouco menos de 200 pacientes estavam com com câncer pancreático, 92 tinham pancreatite crônica e 87 voluntários estavam saudáveis. O restante das amostras de pacientes apresentava condições benignas ou cancerosas no fígado e na vesícula biliar.
     
    Das 1.500 proteínas encontradas nas amostras de urina, observou-se que três — LYVE1, REG1A e TFF1 — estavam em níveis muito mais elevados nos pacientes com câncer pancreático, proporcionando uma “assinatura” com cerca de 90% de exatidão que poderia identificar a forma mais comum da doença. Já os pacientes com pancreatite crônica mostraram níveis mais baixos das três proteínas.
     
    Enquanto atualmente o diagnóstico é feito por imagem radiológica, por um marcador no sangue que pode estar presente ou não e por uma biópsia, a novidade traria uma abordagem de mais baixo custo e não invasiva.
     
    “É um fluido inerte e muito menos complexo do que o sangue e pode ser testado várias vezes. Este é um painel de biomarcador com boa especificidade e sensibilidade e estamos esperançosos de que um teste simples pode ser desenvolvido e estar em uso clínico nos próximos anos”, afirma Tatjana Crnogorac-Jurcevic, líder do estudo.
     
    No Brasil, esse tumor é responsável por 4% das mortes por câncer, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer ( Inca). Para o diretor técnico do grupo Clínicas Oncológicas Integradas ( COI), Mauro Zukin, a abordagem de maneira personalizada da presença de proteínas é relevante, e a novidade, “sem dúvida, a de maior sucesso” dentre as tentativas já divulgadas. — O próximo passo é tentar reproduzir em larga escala, ou seja, validar em uma população não selecionada e em número maior — diz o oncologista.
     
    Sobre a aplicação do exame no Brasil, Zukin acredita que a medicina pública vem se pautando por um distanciamento da medicina privada na incorporação de novas tecnologias. — Vejo com dificuldade a incorporação dessas novas técnicas — afirma.
     
    Fonte: O Globo
     
  • A revolução das células-tronco

    A revolução das células-tronco

    Uma das grandes descobertas da medicina são as células-tronco, capazes de se multiplicar e se diferenciar, dentro de uma linhagem específica ou em várias linhagens, dependendo do seu tipo. Elas são encontradas em embriões, sangue, medula óssea, cordão umbilical, gordura e outros tecidos. Assim, as células-tronco (CTs) têm a função de recuperar tecidos feridos e repor outras células quando essas morrem. Dessa forma, as CTs nos mantêm saudáveis e nos previnem de envelhecer precocemente. “Elas são uma espécie de reserva no organismo, fazendo seu papel quando exigidas”, explica o médico e cirurgião-dentista Sérgio Duval de Barros Vieira.
     
    Para Geraldo Carvalhaes, anestesiologista e diretor da Clínica da Dor, um dos avanços mais importantes das pesquisas sobre células-tronco é o uso do plasma rico em plaquetas. Durante os estudos, verificou-se que as CTs se originam das células mesenquimais da medula óssea, e que essas dão origem também às plaquetas, que não têm todas as propriedades regenerativas da célula-tronco, mas muitas delas. “Passamos, assim, a usar o plasma rico em plaquetas para regenerar uma série de lesões tendinosas, musculares e ligamentares, principalmente na área esportiva, o que tem proporcionado um grande avanço na medicina regenerativa e do esporte. Quanto à medicina genômica, ainda estamos engatinhando”, diz Carvalhaes.
     
    Estudos indicam que as células-tronco poderão ser usadas no tratamento de doenças autoimunes, como artrite reumatoide, lúpus eritematoso sistêmico, nefrite lúpica e o diabete melitus. Mesmo com vários indícios positivos em várias pesquisas de células-tronco e suas aplicações para tratar doenças, quase todas ainda estão em estágio inicial. É preciso adotar métodos rigorosos de pesquisa e testes para garantir segurança e eficácia a longo prazo. Historicamente, Sérgio Vieira relembra que as pesquisas na medicina regenerativa tiveram início há mais de cinco décadas nos Estados Unidos, Europa e Ásia, sem que tivesse sido ainda identificada a célula-tronco. É um avanço recente. “Em 1998, foram identificadas células-tronco embrionárias em humanos. A partir disso, iniciaram-se as investigações para seu uso em terapias. A realização desses estudos foi extremamente árdua devido a questões religiosas e éticas, que vêm apresentando mudanças. Sabe-se, hoje, que o maior número de células-tronco se encontra na gordura, tecido abundante, descartável, que pouquíssimas pessoas desejam.
     
    “Em 2010, publicamos nos EUA e na Inglaterra um método, de fácil execução, de tratamento da gordura e retirada de suas células-tronco. Esse trabalho foi premiado no Congresso Internacional de Cirurgia Plástica em Genebra em 2012”, explica Vieira, representante no Brasil da Plataforma Tecnológica de Separação da Porção Estromovascular da Gordura, técnica desenvolvida para executar esse procedimento.
     
    A biomédica especiaista em medicina regenerativa Wirla Pontes ressalta que o uso de células para terapias e procedimentos é uma realidade no mundo inteiro. “A ação dessas células tem sido estudada e aplicada em várias especialidades e os resultados são surpreendentes. A descoberta das células-tronco e seus benefícios mostrou para o mundo científico os mecanismos de reparação, regeneração que elas sempre estiveram ali cumprindo essa função. Entender como funciona e usar esta capacidade nata das CTs trouxe uma grande revolução na ciência.”
     
    Fonte: Estado de Minas
     
     
  • V Congresso Norte Nordeste de Ciências Farmacêuticas

    V Congresso Norte Nordeste de Ciências Farmacêuticas

    Maceió sediará do maior congresso de Ciências Farmacêuticas do Norte e Nordeste. O evento acontecerá no Centro de Convenções de Maceió de 20 a 22 de agosto de 2015. Contaremos com os melhores profissionais, os melhores cursos e exposições.
     
    A decisão de sediar o evento de cunho regional, na área de Ciências Farmacêuticas em Alagoas, é resultado do sucesso das edições anteriores e do trabalho efetivo do Conselho Regional de Farmácia de Alagoas (CRF-AL) juntamente com o Conselheiro Federal, os quais vêm trabalhando de forma articulada com instituições de ensino e estabelecimentos de saúde sobre a realidade social e de saúde do Estado, como resposta às necessidades de investimento na qualificação dos farmacêuticos do Estado e Região.
     
    Tal como os demais estados do Nordeste, Alagoas vem passando por um processo de modificação no seu perfil econômico. A exploração das belezas naturais, da culinária sui-generis, do folclore diversificado, vem alavancando o turismo como uma promissora fonte de renda, que vem crescendo nesses últimos anos. Sua localização geográfica possibilita o recebimento de profissionais e estudantes dos mais diversos estados da federação.
     
     
    Nas últimas duas décadas foram criados os primeiros cursos de Farmácia no Estado de Alagoas, sendo um na Universidade Federal de Alagoas e dois outros em instituições particulares. Alagoas conta atualmente com aproximadamente 1000 farmacêuticos inscritos no Conselho Regional de Farmácia e com atuação em todas as áreas de formação do farmacêutico. Por esta razão, há um público ávido por conhecimento científico, composto por profissionais e futuros profissionais que precisam estar em formação continuada, por meio de docentes referência e profissionais da área, para responder às demandas sociais e profissionais concernentes ao Farmacêutico enquanto membro de uma equipe de saúde e gestor de processos. É o que espera o V Congresso Norte e Nordeste de Ciências Farmacêuticas, por meio de discussões acerca do tema central: ‘Inovação Tecnológica na construção das Ciências Farmacêuticas’.
     
    PROGRAMAÇÃO
     
    DIA 20/08/2015 –  Quinta-feira
     
    08h às 12h – MC1: Atuação do Farmacêutico em perícia criminal e drogas  de abuso 
                         Esp. Erlandson Lacerda Uchoa – Perito Criminal/RR  
                 
                         MC2: Farmacoterapia e diagnóstico das dislipidemias  
                         Prof. Dr. Edivan Rodrigues  –  UFS/SE
     
    14h às 18h – MC3:  Novos rumos de atuação na Farmácia Hospitalar 
                         Marcelo Cristian Ribeiro  –  Diretor da Desenvolva Consultoria/SP
                 
                         MC4: Alimentos e suplementos Termogênicos: O papel do Farmacêutico no emagrecimento associado ao exercício físico.
                         Dr. Paulo Vitor Farago — UEPG/PR
     
    19 horas – Abertura
     
    Coquetel de confraternização
     
    DIA 21/08/2015 – Sexta-feira
     
    08h às 10h – P1: Nutrição Enteral e a Atuação do Farmacêutico Empreendedor
                         Esp. Eliete  Bacharany  Pinheiro – CRF-SP
                 
                         P2: O Farmacêutico  na logística na distribuição de medicamentos. 
                         Esp.  Saulo de Carvalho Júnior –  Anfarlog / CRF-SP
     
    10h às 12h – P3: Atuação do farmacêutico na estética 
                         Me. Higor Guerim – UNIANDRADE /CRF-PR  
                 
                         P4: Laboratório endócrino: Perfil dos exames atuais em Nutrologia,Estética e medicina esportiva 
                         Esp. Fernando Luis Bacelar Lobato – Diretor Técnico do Maxlab Medicina Diagnóstica/MA 
     
    14h às 15:30h – P5 – Hemoterapia: Atuação do farmacêutico.
                              Me. Ricardo Haddad – Hemocentro de Ribeirão  Preto – SP
                    
                              P6 – Novas Tecnologias na área da Cosmetologia.
                              Ma. Flávia Dabbur  – CESMAC/CRF-AL
     
    16 horas – Pôster (arguição)
     
    16h  às 18h – P7 – Interpretação de exames laboratoriais na Farmácia Comunitária. 
                          Ma. Mônica Meira Leite Rodrigues  – UFAL/ CESMAC/CRF-AL
                  
                          P8 – Radiofarmacia: Conceitos, Avanços e Atuação. Farmacêutico  
                          Prof. Dr. Ralph Santos Oliveira – Coordenador do Laboratório de Radiofarmácia UEZO/RJ
     
    DIA 22/08/2015 – Sábado
     
    08h  às  10h  – P9 – Atuação do farmacêutico na prescrição  de  fitoterápicos.  
     
    Esp. Margareth Akemi  Kishi– UPM (Mackenzie) /SP
                               
    Mesa Redonda – Implementação da Lei 13.021/14 e os reflexos na Assistência Farmacêutica
     
    CFF, CRFs e Vigilância  Sanitária
     
    10h às 12h  –   Conferência I  – Prescrição farmacêutica em transtornos menores    
    Prof. Dra. Eliane Campesatto UFAL/ CRF-AL
                    
    Conferência II – Segurança do paciente: atuação e cuidado Farmacêutico nas áreas de Farmácia Comunitária, Hospitalar e Magistral.
     
    PhD . Mário Borges Rosa  – Presidente do Instituto para Práticas Seguras no Uso de Medicamentos-MG 
     
    14h  às 16h – P11 – Atuação clínica do farmacêutico no cuidado às pessoas com asma:
    Relato de  experiência e demonstração prática.
     
    Ma. Josélia Cintya Quintão P. Frade  – Assessora Científica do CFF 
     
    Comunicação oral de trabalhos científicos 
    16 horas – Pôster (arguição)
    17 horas – Encerramento + premiação
     
     
     
     
     
     
    NORMAS PARA ENVIO DE TRABALHO CIENTÍFICO
     
    TEMAS:
     
    – Farmácia Comunitária, Pública e Hospitalar
    – Fármacos, medicamentos e cosméticos
    – Análises Clínicas e Toxicológicas
    – Farmacologia
    – Outros
     
    NORMAS 
     
    1 – Podem ser inscritos trabalhos de um dos temas associados. Serão considerados como 
         outros, os trabalhos que não se encontrem entre os temas supra citados.
    2 – Os trabalhos serão aceitos unicamente em forma de resumo.
    3 – Para submeter os trabalhos é necessário que um dos autores esteja com sua inscrição no
         evento devidamente quitada.
    4 – Cada trabalho poderá ter no máximo 8 autores (incluindo o autor principal).
    5 – O envio dos resumos deverá ser feito exclusivamente pelo site do evento.
    6 – Os trabalhos deverão ser  submetidos  até 20/07/2015.
    7 – É permitida a apresentação de no máximo, 02 (dois) trabalhos por inscrição.
    8 – O envio dos resumos será através do link disponível no site do congresso.
     
     
    Conteúdo do resumo
     
    ATENÇÃO AUTORES: Confiram o trabalho antes da postagem final para evitar erros!
    – Título do trabalho em letra maiúscula.
    – Autores e instituição de origem. Colocar apenas o nome de citação (exemplo: Silveira, AB1;
    Nogueira2, CD; Castro3, DE) e na ordem em que devem aparecer  no pôster. Nominar a instituição de origem e e-mail de contato de acordo com os números sobrescritos junto aos autores (1- Instituição, e-mail; 2- Instituição, e-mail…).
    – O texto deve incluir: Introdução, objetivos, materiais e métodos, resultados e conclusão.
    – Agradecimentos (opcional).
     
    Formatação do resumo
     
    – O resumo deverá estar contido num único parágrafo sem recuo na primeira linha, utilizando o espaço máximo de uma folha no formato A4, orientação retrato, margem superior de 2,5 cm, margem esquerda e direita de 3,0 cm, fonte da letra ARIAL 11, espaçamento simples entre as linhas e conter no máximo 350 palavras considerando apenas o texto científico.
     
    – Não serão aceitos gráficos ou figuras nos resumos.
     
    – A responsabilidade pelos dados enviados é dos autores. A Comissão Técnica-Científica do
    Congresso não tem permissão para alteração dos resumos eletrônicos enviados mesmo com a autorização dos autores.
     
    Avaliação do resumo
     
    O resultado da avaliação dos trabalhos será disponibilizado  no site do congresso. No mesmo será publicado uma relação dos resumos aprovados, bem como a forma de apresentação (poster e/ou comunicação oral).
     
    Não serão aceitas solicitações de reavaliação de trabalhos não selecionados.
     
    NORMAS PARA FORMATAÇÃO DO POSTER
     
    – Formato 120 cm de altura por 90 cm de largura.
    – O poster deve ser preparado de forma clara e estética apresentando a) título; b) autor (es); c) Instituições de origem; d) introdução; e) Objetivo; f) material e métodos; g) resultados e conclusões; h) referências bibliográficas; e agradecimentos (opcional).
    – Em caso de revisão de literatura deverá apresentar a) título; b) autor (es); c) Instituições de origem; d) introdução; e) revisão de literatura; e)  conclusões; f) referências bibliográficas; e agradecimentos (opcional).
     
    NORMAS PARA COMUNICAÇÃO ORAL
     
    – Cada apresentador terá de 10 a 15 minutos para exposição em multimídia disponibilizada pela organização do evento.
    – A formatação da apresentação é de responsabilidade do apresentador.
    – A apresentação deverá contemplar todos os itens que compõem os posters
     
    Apresentação 
     
    – O local, dia e horário das apresentações dos posters  e das comunicações orais serão divulgados posteriormente no site do evento.
    – Caso o apresentador não esteja presente no momento da arguição, não será  fornecido certificado.
    – A responsabilidade pela colocação, segurança, e retirada do poster é única e exclusiva do
    apresentador
     
    INFORMAÇÕES IMPORTANTES:
     
    1 – Será emitido apenas 01 (um) certificado por trabalho apresentado.
    2 – A decisão final da comissão avaliadora é considerada suprema, irrevogável e inapelável,
    sem possibilidade de revisão.
     
    PREMIAÇÃO:
     
    – Serão premiados os três melhores trabalhos, como descrito abaixo:
     
    1º lugar – R$ 1.000,00
    2º lugar – R$    500,00
    3º lugar – R$    200,00
     
     
    LINK PARA O SITE DO CONGRESSO https://wordpress.crf-al.org.br/congresso
  • Novas drogas contra Aids tiram o HIV de esconderijos no corpo

    Novas drogas contra Aids tiram o HIV de esconderijos no corpo

    Cientistas trouxeram novas esperanças de cura da Aids. Dois estudos publicados na revista científica “PLoS Pathogens” mostraram resultados encorajadores com uma combinação de substâncias que induzem o vírus HIV a sair de seus “esconderijos” no corpo humano, para que, então, seja eliminado do organismo.
     
    Pilar do tratamento da Aids, a terapia antirretroviral mata o vírus na corrente sanguínea, mas não consegue atingir seus reservatórios, indetectáveis pelo sistema imunológico.
     
    A força desses reservatórios ficou clara no caso de um bebê do estado do Mississipi, nos EUA, que recebeu medicamentos antirretrovirais no nascimento e chegou a ficar livre do vírus mesmo após a interrupção do tratamento. Mas ele voltou a se manifestar após dois anos.
     
    Portanto, para erradicar o vírus do corpo e realmente curar o indivíduo, os reservatórios precisam ser ativados e eliminados, a partir de uma estratégia chamada “chutar e matar”, aplicada nas duas novas pesquisas.
     
    Um dos estudos, liderado pela equipe da Escola de Medicina da Universidade da Califórnia, investiga os efeitos do PEP005, substância encontrada num medicamento para câncer de pele, já aprovado pela agência de reguladora dos Estados Unidos, a FDA. A droga, portanto, é comercializada no país e mostrou ter baixa toxicidade, provocando poucos efeitos colaterais.
     
    — Os reservatórios virais em indivíduos infectados pelo HIV são rapidamente reativados após a interrupção da terapia antirretroviral. Portanto, novas estratégias são necessárias para erradicar esse vírus latente — explica um dos principais autores do estudo, Satya Dandekar, da universidade californiana. — Descobrimos que o PEP005, que faz parte de uma nova classe de drogas anticâncer, conseguiu reativar o vírus que estava em latência.
     
    LONGO CAMINHO À FRENTE
     
    Além disso, a combinação de PEP005 e da substância JQ1 reativaram o HIV num nível 7,5 vezes maior se comparada ao PEP005 sozinho. Os cientistas testaram o composto em células cultivadas em laboratório e em amostras do sistema imunológico de 13 pessoas com HIV. A droga, entretanto, ainda não foi testada diretamente em indivíduos infectados.
     
    Reconhecida por suas pesquisas em HIV, a professora Sharon Lewin, da Universidade de Melbourne, considerou os resultados “interessantes” e disse que marcam um “avanço importante na busca por novos componentes capazes de ativar o HIV oculto”. Entretanto, em entrevista à rede britânica “BBC”, ela destacou que muito trabalho ainda precisará ser feito.
     
    — Embora o PEP005 faça parte de um medicamento aprovado pela FDA, vai levar algum tempo para comprovarmos se ele é seguro para uso no âmbito do HIV — afirmou.
     
    No segundo estudo, os pesquisadores da Universidade Livre de Bruxelas, na Bélgica, mostraram esse resultado de reativação do HIV latente por uma combinação de tratamentos com os chamados agonistas de PKC (prostatina, bryostatina-1 e ing-B) e compostos que liberam a substância P-TEFb (JQ1, I-BET, I-BET151 e HMBA). Eles também foram testados em células cultivadas em laboratório e em amostras do sistema imunológico de indivíduos com HIV. O efeito foi notado 24 horas após a aplicação das drogas.
     
    — Nossos resultados trazem provas de que esta combinação de substâncias pode ser uma estratégia proposta para a cura ou a remissão duradoura da infecção do HIV — comentou a autora principal do estudo, Carine Van Lint.
     
    Fonte: O Globo
  • Governo federal promete ampliar tratamento preventivo contra doenças tropicais

    Governo federal promete ampliar tratamento preventivo contra doenças tropicais

    Embora elogiado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil tem um longo caminho a percorrer caso queira alcançar o compromisso de controlar doenças tropicais negligenciadas (DTNs). Entre os principais desafios estão esquistossomose e hanseníase, cujos indicadores são piores do que os da meta proposta para o país.
     
    Estimativas indicam haver cerca de 7 milhões de pessoas contaminadas por esquistossomose. No caso da hanseníase, os números estão em queda, mas alguns Estados apresentam dados preocupantes, como Mato Grosso, com 9,03 casos a cada 10 mil habitantes; e Maranhão, com 5,29. O ideal é prevalência inferior a 1.
     
    “Acho possível acabar com o problema no prazo determinado”, afirma o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Antonio Carlos Nardi. Para tentar reduzir novos casos de hanseníase, a pasta promete ampliar a oferta de medicamentos de uso preventivo para aqueles que têm contato não tão próximo com pacientes. Hoje, o uso da quimioprofilaxia preventiva, como é chamada, é para pessoas consideradas mais próximas, como parentes ou habitantes da mesma casa. “É uma maneira de se reduzir a cadeia de transmissão”, diz Nardi.
     
    A localização de casos de hanseníase em São Cristóvão, em Sergipe, mostra que a estratégia pode ter bons resultados. Em um mesmo bairro, a reportagem encontrou três doentes. “Nunca conheci ninguém com o problema”, conta a dona de casa Maria da Gloria. Ela diz que procurou o médico há cinco meses, após apresentar manchas nos braços, que coçavam. Seus cinco filhos fizeram tratamento preventivo. “Fiquei assustada, mas agora, passada a primeira fase do tratamento, estou mais tranquila.”
     
    Nardi reconhece que investimentos na área ambiental são importantes para o controle de parte das DTNs e diz que a tarefa vem sendo cumprida, com as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). São Cristóvão, porém, está longe de ter condições mínimas de saneamento. Não é raro ver esgoto despejado em córregos que desembocam em lagos em que crianças brincam. Bicas são compartilhadas para lavar roupas, tomar banho ou encher vasilhas para beber. Andreia dos Santos, de 34 anos, que já teve esquistossomose e outras parasitoses, usa essa água, pois em casa costuma faltar.
     
    Márcia de Souza Lima, uma das autoras do estudo da OMS, destaca dois resultados importantes do Brasil: a redução dos casos de filariose e a contenção da oncocercose, parasitose sem novos casos desde 2012. As informações são do jornal “O Estado de S. Paulo”.
     
    Fonte: Uol Saúde