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  • Artigo: Nova arma contra o câncer

    Artigo: Nova arma contra o câncer

    Um jovem foi diagnosticado com uma forma agressiva de câncer de rim há alguns anos. A doença afetava os ossos, o que provocava dores intensas, e o tratamento com quimioterapia e radioterapia não surtiam efeito. Em meados do ano passado, após experimentar todos os remédios conhecidos, a situação passou a ser angustiante.
     
    A esperança veio de um tipo revolucionário de medicação contra o câncer, os imunoterápicos, que já havia se mostrado promissor em outro tipo de tumor, o melanoma. O jovem foi aos Estados Unidos para participar de um estudo clínico em que pudesse receber, experimentalmente, uma nova droga.
     
    Esse novo tipo de medicação é uma revolução em termos conceituais no combate ao câncer. Trata-se nada menos do que treinar o sistema imune do paciente a reconhecer o tumor e atacá-lo ferozmente.
     
    É uma forma engenhosa de tratamento, já que para fugir do sistema imunológico, as células cancerosas criam inúmeros artifícios que as “escondem” das células encarregadas de vigiar o paciente. Localizar e desmontar esses artifícios permite que se use as próprias defesas do organismo contra o câncer.
     
    Uma verdadeira família de medicações com esse mecanismo de ação começa a apresentar os primeiros resultados. Assim, um medicamento retira os linfócitos de um estado de dormência, de forma que eles reconheçam novamente o tumor como um corpo estranho e o eliminem. Outros impedem que o tumor desligue o sistema imunológico.
     
    Esses medicamentos estão começando a tornar-se comercialmente disponíveis em diversos países para melanoma e alguns tipos de cânceres de pulmão avançado. No recente encontro da Sociedade Americana de Oncologia Clínica em Chicago, nos EUA, ficou evidente que esse é apenas o começo do que se presume que será uma história vitoriosa. Essas medicações estão sendo estudadas em outros tipos de câncer e agora de forma combinada, com resultados promissores.
     
    No entanto ainda existem obstáculos para que esse tipo de terapia atinja todo seu potencial. Tumores são resilientes e muitos conseguem modular o sistema imune, dificultando a sua eliminação. O número de estudos necessários para a compreensão e o refinamento dos tratamentos é enorme. Novas estratégias precisam ser desenvolvidas para que outros tipos de tumor possam ser combatidos e para que mais pacientes possam ser beneficiados.
     
    Apesar disso, esbarramos em outro problema. O custo atual desses novos tratamentos está se mostrando um fator impeditivo para seu uso em larga escala, mesmo em países com economia desenvolvida.
     
    Isso torna ainda mais vital que o Brasil aprimore seu sistema regulatório de pesquisa, para que mais pacientes possam participar de estudos clínicos com essas medicações promissoras, e para estimular a indústria farmacêutica nacional a entrar nesta corrida contra o câncer.
     
    Quanto ao jovem mencionado no começo deste artigo, trata-se de um caso real. O paciente conseguiu participar de um estudo clínico e seu tratamento ainda está em andamento. Após alguns meses de tratamento com imunoterápico, repetiu seus exames e a boa notícia foi que todas as suas metástases desapareceram.
     
    O que nós, médicos, esperamos é que mais pacientes possam ter sucesso e que a esperança de pesquisas bem-sucedidas apresentadas em congressos sejam disponibilizadas a todos. Assim, mais pessoas poderão ter a chance de enfrentar uma doença que evolui mais rápido do que gostaríamos.
     
    Fonte: Folha de S.Paulo
  • Cerveja e vinho ajudam coração e têm poder antioxidante

    Cerveja e vinho ajudam coração e têm poder antioxidante

    São Paulo – Bebidas alcoólicas em excesso causam prejuízos ao organismo. Entretanto, o consumo das fermentadas – em doses moderadas – pode trazer benefícios para a saúde. As substâncias presentes nessas bebidas ajudam o funcionamento do sistema cardiovascular e podem retardar o envelhecimento e prevenir doenças.
     
    “O principal efeito positivo (no consumo de bebidas fermentadas) que podemos citar é a ação dos antioxidantes. Essas substâncias impedem a ação danosa dos radicais livres, que causam o envelhecimento precoce”, explica Rosana Perim, gerente de nutrição do Hospital do Coração de São Paulo (HCor). Na cerveja, são os polifenóis que garantem a ação. “Os grãos da família da cevada conferem à cerveja diferentes tipos de polifenóis, enquanto o lúpulo é responsável pelo xanthohumol, polifenol mais potente da planta”, diz Rosana. Já no caso dos vinhos, os antioxidantes respondem pelos nomes de resveratrol e flavonoides e estão presentes nas uvas.
     
    O vinho também pode ser um aliado para quem busca controlar os níveis de colesterol. “A bebida tem o potencial de reduzir o colesterol ruim (LDL), que se acumula nas artérias, e aumentar o colesterol bom (HDL), que faz a limpeza da gordura no sistema cardiovascular”, explica o cardiologista Antonio Eduardo Pereira Pesaro, do Hospital Israelita Albert Einstein.
     
    Pesquisas da Sociedade Europeia de Cardiologia indicam que o consumo de uma taça diária de vinho pode diminuir em 11% o risco de infecções por bactérias. Já no caso das cervejas, “é notável a presença de vitaminas do complexo B, que têm diversas atuações no corpo e auxiliam no equilíbrio geral do metabolismo”, afirma a nutricionista.
     
    Enquanto vinho e cerveja são produzidos com base na fermentação dos ingredientes com o auxílio de micro-organismos, as bebidas destiladas são fabricadas por meio de uma espécie de evaporação controlada, o que afeta a facilidade de absorção dos líquidos pelo organismo. “As fermentadas têm mais água que álcool, por isso são mais fáceis de serem metabolizadas”, diz Rosana.
     
    A presença de água nas bebidas está diretamente relacionada ao processo de fabricação e ao nível alcoólico. “A cerveja chega a ter 92%, em média, enquanto o vinho, 85%. As destiladas possuem muito menos, já que no seu processo de produção a água é vaporizada para que restem apenas compostos fenólicos na composição. Algumas chegam a ter 70% de teor alcoólico”, explica.
     
    As versões sem álcool das bebidas fermentadas têm as mesmas ações benéficas dos antioxidantes. “Tanto o suco de uva quanto a cerveja sem álcool podem ser consumidas pelas pessoas que possuem alguma restrição ou estão tomando algum remédio que contraindique as bebidas alcoólicas”, afirma Rosana.
     
    Em contrapartida, as bebidas destiladas não apresentam as mesmas características benéficas ao organismo. “Elas têm álcool em uma concentração maior, o que pode sobrecarregar o fígado, entre outros efeitos prejudiciais”, alerta Rosana. Além disso, os destilados são muito mais calóricos que as bebidas fermentadas. Segundo a nutricionista, “é um mito afirmarmos que a cerveja é a bebida que mais engorda. Para cada 100 ml de cerveja, temos 40 kcal em média, e 95kcal para o vinho. Já um copo de uísque pode chegar a 500 kcal e não oferece nutrientes em quantidades interessantes como o vinho e a cerveja. Há estudos que comprovam que a cerveja não causa a temida barriguinha, mas sim alimentos calóricos e pouco nutritivos que acompanham a bebida.”
     
    Rosana, porém, faz um alerta: o consumo das bebidas fermentadas deve estar associado a um estilo de vida saudável. “É importante lembrar que é uma combinação de fatores. Não adianta consumir a dose diária se a pessoa não pratica atividades físicas ou é fumante, por exemplo.”
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Falsos médicos atestaram 60 óbitos na região de Sorocaba

    Falsos médicos atestaram 60 óbitos na região de Sorocaba

    Sorocaba, SP – Os falsos médicos que atuavam na região de Sorocaba, interior de São Paulo, assinaram pelo menos 60 declarações de óbito durante o período em que trabalharam na rede pública de saúde. Os atestados, apreendidos pela Polícia Civil durante a Operação Falsos Médicos, desencadeada na sexta-feira, 17, contêm as assinaturas de quatro médicos que trabalharam usando registros falsos no Conselho Regional de Medicina (CRM). A maioria das certidões foi emitida nos últimos meses em hospitais e unidades de pronto atendimento de São Roque, Mairinque e Alumínio.
     
    De acordo com o delegado seccional de Sorocaba, Marcelo Carriel, como as declarações foram dadas por pessoas que, em tese, não tinham habilitação para atestar a causa das mortes, os procedimentos terão de ser revistos. “A investigação vai dizer se esses óbitos são decorrentes de mau atendimento ou de causas diferentes daquelas que foram relatadas”, disse.
     
    Quatro profissionais não aptos a exercer a medicina já foram identificados – dois, Pablo do Nascimento Mussolin e Natani Thaisse Oliveira, estão presos. Também já foi identificada a médica que utilizava o nome de Cibele L., e outro profissional que não teve o nome divulgado. Um quinto caso está em investigação no âmbito da operação, que deve se estender a cidades da Grande São Paulo, onde os falsos médicos também teriam atuado.
     
    A polícia investiga se os titulares dos registros no Conselho Regional de Medicina (CRM) sabiam do uso indevido. Os falsos médicos recebiam de R$ 40 a R$ 60 mil por mês por sua atuação em unidades conveniadas com o Sistema Único de Saúde (SUS). A Innova, empresa responsável pela contratação, informou em nota que as admissões foram feitas com base nos documentos pessoais e nos registros no CRM apresentados pelos supostos médicos.
     
    Segundo a empresa, não foi possível detectar as falsificações porque os documentos eram compatíveis com o prontuário inserido no site do CRM.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Medicina busca implante capilar mais real

    Medicina busca implante capilar mais real

    Na opinião de homens que fazem tratamento contra a calvície, não é dos carecas que elas gostam mais. Para felicidade deles, a medicina tem criado novas maneiras de combater a falta de cabelo.
     
    “Eu achava feia a calvície, mas eu via aqueles resultados sofríveis e ridículos de quem tinha tentando fazer implante e pensava que era melhor deixa como estava”, conta o empresário Carlos (nome fictício), de 47 anos –ele pediu para não ter o nome divulgado na reportagem.
     
    Ele mudou de ideia quando encontrou um amigo que não via fazia anos: “Ele era careca como eu”. Ao olhar a cabeleira, não resistiu e perguntou: “É implante?”.
     
    Carlos acabou fazendo duas sessões de cirurgia. Em cada procedimento, foi retirada uma tira de mais de 30 cm de comprimento por 1,5 cm de espessura da parte de trás da cabeça, onde os cabelos crescem mais vastamente.
     
    É a chamada área doadora. Os fios de cabelo que crescem ali não são susceptíveis aos fatores hormonais que fazem os cabelos do topo da cabeça enfraquecerem e caírem.
     
    A alternativa cirúrgica à qual Carlos foi submetido, chamada FUT (sigla para transplante de unidade folicular, em inglês) é a mais radical e, segundo os médicos, uma das mais eficientes maneiras de tratar a calvície.
     
    Há uma nova técnica, mais moderna e com recuperação mais rápida, porém.
     
    Na FUE (extração da unidade folicular), o cirurgião extrai os folículos um a um, deixando uma pequena cicatriz em forma de ponto no local –menos agressiva, portanto, que a técnica FUT.
     
    A desvantagem é que a FUE, além de ser mais cara, rende menos folículos e cobre uma área menor da careca, mas isso tem mudado para melhor rapidamente.
     
    ROBÔ
     
    Um desses aprimoramentos se deve à utilização de um robô para a extração dos cabelos, que custa R$ 1,85 milhão. Mais preciso do que as mãos humanas, o robô permite um aproveitamento melhor dos fios extraídos –a máquina consegue preservar a integridade dos folículos (de onde saem de um a quatro fios).
     
    Após a extração, centenas de folículos são inseridos pelo médico na área a ser coberta do couro cabeludo. Segundo o João Faria, da Advance Medical, que representa a fabricante americana no Brasil, as novas gerações do robô serão capazes de realizar também a implantação.
     
    Atualmente, a qualidade dos implantes varia muito, diz o dermatologista Arthur Tykocinski. “Depende muito da experiência do médico. Leva anos para o cirurgião ficar bom. O melhor resultado acontece quando não dá para saber que houve transplante.”
     
    O desenvolvimento das técnicas é recente, diz o médico José Rogério Reis, da Sociedade Brasileira de Dermatologia. “O marketing negativo é a pior coisa para a área. Cerca de 20% dos procedimentos acabam tendo que ser refeitos.”
     
    Fazer uma cirurgia ainda é caro. Os valores dependem da área calva e da quantidade de cabelo a ser implantada. Uma única cirurgia pode passar dos R$ 30 mil, e muitas vezes elas podem ser repetidas (como no caso de Carlos) ou com um procedimento híbrido, composto da combinação das duas técnicas (FUE e FUT), aumentando o custo. No caso de Carlos, foram gastos R$ 70 mil.
     
    Quem não quer saber de cirurgia, porém, tem alternativas menos dramáticas (e que, às vezes, podem não trazer os resultados imaginados) como comprimidos, loções e até tratamento a base de laser. É possível engrossar o fio, segundo Reis, mas nada de milagres.
     
    Na linha preventiva, para “salvar o que se tem”, existem medicamentos em loções, como o minoxidil, e e comprimidos, como a finasterida. Como eles agem de maneira diferente, podem até mesmo ser usados em conjunto.
     
    A loção com minoxidil e drogas análogas estimula a dilatação dos vasos e traz vigor ao folículo capilar. O comprimido à base de finasterida impede a formação de di-hidrotestosterona, responsável, entre outras coisas, pela queda capilar em quem tem susceptibilidade.
     
    O problema da finasterida é que ele pode trazer prejuízos como impotência, perda da libido e redução do volume ejaculatório em uma pequena parte dos que tomam o comprimido.
     
    No entanto, os efeitos são reversíveis e o medicamento é, em geral, bastante seguro.
     
    Mulheres, que também podem ter calvície, têm que ter cuidado porque os medicamento podem ser contraindicados, especialmente em casos de gravidez.
     
    Fonte: Folha de S.Paulo
  • Planta da maconha pode ajudar a tratar fraturas, diz estudo

    Planta da maconha pode ajudar a tratar fraturas, diz estudo

    A Cannabis sativa, planta de onde se produz a maconha, era utilizada para fins medicinais por pessoas de todo o mundo durante séculos. Mas o uso terapêutico da planta foi proibido na maioria dos países nas décadas de 1930 e 1940, devido a uma crescente conscientização dos perigos do vício. Os benefícios médicos significativos para aliviar os sintomas de doenças como Parkinson, câncer e esclerose múltipla, só recentemente voltaram a serem alvos de pesquisa.
     
    Um novo estudo publicado pelo Journal of Bone and Mineral Research, da Universidade de Tel Aviv e de pesquisadores da Universidade Hebraica, explora outra nova aplicação médica promissora para a planta. De acordo com a pesquisa, a administração do componente não-psicotrópico, que não atua no cérebro, canabidiol (CBD) ajuda significativamente a curar fraturas ósseas. O estudo, realizado em ratos com fraturas no fêmur, descobriu que o CBD melhorou significativamente o processo de cura do osso em apenas oito semanas.
     
    “Descobrimos que o CBD por si só torna os ossos mais fortes durante a cicatrização, aumentando a maturação da matriz do colágeno, que fornece a base para a nova mineralização do tecido ósseo”, disse Yankel Gabet, do Laboratório de Pesquisa Óssea no Departamento de Anatomia e Antropologia da Sackler Faculty of Medicine, de Tel Aviv (Israel), que liderou o estudo. “Depois de ser tratado com a CBD, quebrar o osso curado será mais difícil no futuro”.
     
    A mesma equipe, em pesquisa anterior, descobriu que os receptores de canabinoides dentro de nossos corpos estimularam a formação e inibiram a perda óssea. Isso abre o caminho para o futuro uso de drogas feitas com Cannabis para combater a osteoporose e outras doenças relacionadas aos ossos.
     
    De acordo com Gabet, “nós só respondemos a Cannabis, porque nós possuímos compostos e receptores que podem ser ativados por substâncias da planta”. Os pesquisadores descobriram que o próprio esqueleto é regulado por canabinoides. Mesmo a adição de um composto não-psicogênico atuando fora do cérebro pode afetar o esqueleto. (Com o Science Daily)
     
    Fonte: Uol Saúde
     
  • Cientistas descobrem primeiros genes ligados à depressão

    Cientistas descobrem primeiros genes ligados à depressão

    A busca por marcas genéticas que expliquem a depressão é realidade em diversos laboratórios pelo mundo, mas até o momento nada havia sido provado. Porém, um estudo realizado na Universidade de Oxford, e divulgado na publicação científica Nature, pode mudar a forma como os médicos encaram a doença.
     
    O geneticista Jonathan Flint analisou dados de 5.303 pessoas com depressão, e mais 5.337 como grupo controle, e conseguiu descobrir as primeiras duas marcas genéticas ligadas à depressão severa. A descoberta deve auxiliar no desenvolvimento de novos medicamentos e pode ajudar no diagnóstico futuro da doença.
     
    A análise indicou duas sequências genéticas que estariam ligadas à depressão: um pedaço de DNA que codifica uma enzima que ainda não está completamente compreendida e outra sequência próximo ao gene SIRT1, que é importante para estruturas celulares que produzem energia (mitocôndrias).  A conexão com as mitocôndrias já havia sido observada em outras pesquisas, inclusive algumas do laboratório de Flint, que ligavam as anormalidades das mitocôdrias à depressão.
     
    Mais de 350 milhões de pessoas têm depressão e os sintomas variam drasticamente entre os pacientes. Por isso, qualquer pesquisa genética precisaria de uma grande variedade de pessoas para se provar correta. Por isso, a pesquisa foi realizada na China, por causa da enorme população e também pelo baixo número de diagnósticos de depressão. Segundo os pesquisadores, os chineses que sabem que têm depressão, em geral, já estão em um nível severo da doença. Para diminuir a variação das amostras, eles resolveram fazer o teste em mulheres chinesas diagnosticadas com depressão da etnia Han. 
     
    Fonte: Uol Saúde
     
  • Crescem casos de tumores de cabeça e pescoço causados pelo HPV

    Crescem casos de tumores de cabeça e pescoço causados pelo HPV

    Antes mais comuns em homens com mais de 50 anos, fumantes e consumidores contumazes de bebidas alcoólicas, os tumores de língua, céu da boca, faringe, laringe e amígdala, genericamente chamados de tumores de cabeça e pescoço, estão aparecendo em pessoas mais jovens, entre 30 e 45 anos, que não fumam e não bebem ou bebem pouco. Médicos e pesquisadores concluíram que o papilomavírus humano, o HPV, microrganismo geralmente encontrado em qualquer pessoa em algum momento da vida, deve ser o causador de infecções que facilitam a formação desses tumores. Se há 10 anos o HPV respondia por 25% dos casos de câncer de amígdala, um dos mais frequentes nessa região, hoje está associado a 80% desses tumores, de acordo com estudos recentes realizados por especialistas do A.C. Camargo Cancer Center, em São Paulo, e reiterados por outros grupos de pesquisa.
     
    Antes desses trabalhos, o HPV era mais conhecido como o principal agente causador de verrugas genitais e de câncer de colo do útero – o terceiro tipo de tumor mais comum em mulheres, depois do de mama e cólon e reto – e, raramente, de tumores de pênis e ânus, este último mais frequente em homossexuais e bissexuais. O fato de agora estar sendo associado a tumores na região da cabeça e do pescoço se deve possivelmente ao mesmo motivo: práticas sexuais, nesses casos principalmente sexo oral, sem proteção e com muitos parceiros. Mesmo o uso de preservativo pode não ser suficiente para evitar a contaminação, alertam os especialistas. O HPV é transmitido pelo contato direto com a pele infectada e, muitas vezes, pode se esconder em áreas não cobertas pela camisinha, como na bolsa escrotal. “A falta de higiene íntima e bucal aumenta o risco de transmissão do vírus e de desenvolvimento de tumores, sobretudo os de amígdala, orofaringe (parte da garganta logo atrás da boca) e língua”, diz o cirurgião Luiz Paulo Kowalski, diretor do Núcleo de Cabeça e Pescoço do A.C. Camargo.
     
    Os tumores de cabeça e pescoço são o sexto grupo de câncer mais comum no mundo, originando cerca de 650 mil novos casos todos os anos. No Brasil, 32.130 pessoas foram diagnosticadas com algum desses tipos de câncer em 2014, segundo o Instituto Nacional do Câncer, no Rio de Janeiro. O câncer nessas regiões do corpo costuma ser devastador porque implica transformações em uma área muito visível, o rosto, diretamente associado à identidade de cada pessoa. Muitas vezes, como parte do tratamento, é preciso remover a língua e outras partes da boca e da garganta tomadas pelos tumores. Como consequência da cirurgia, as pessoas costumam ter dificuldade para comer, falar e respirar.
     
    Os primeiros sintomas que indicam a formação de tumores são pequenas feridas que sangram facilmente e crescem até chegar à musculatura e aos nervos, então causando dor. “Cerca de 80% das pessoas diagnosticadas com câncer de cabeça e pescoço em São Paulo têm tumores em estágio avançado porque não deram atenção aos primeiros sintomas, que são indolores”, diz Kowalski. Segundo ele, a dificuldade para mastigar e engolir, movimentar a língua ou a mandíbula são sintomas tardios. Nesses casos, as consequências são mais dramáticas: “Às vezes é preciso remover metade ou até mesmo toda a língua ou as cordas vocais”.
     
    Muitos pacientes em tratamento entram em depressão. “Alguns não veem mais sentido na vida e precisam de acompanhamento psicológico”, diz a psicóloga Mariana Meloni, que há quatro anos coordena reuniões com pessoas com tumores de cabeça e pescoço prestes a serem operadas no Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp). “O fato de terem de abrir mão de antigos hábitos, frequentemente associados à bebida e ao cigarro, e de não poderem voltar a trabalhar ou até mesmo se alimentar sozinhas faz com que se sintam como se tivessem perdido o controle de suas vidas.”
     
    Além da necessidade de redesenhar a vida, emerge o sentimento de culpa, como descreveu a escritora norte-americana Susan Sontag no ensaio Doença como metáfora (1978), antes de ela própria morrer de câncer, em 2004, aos 71 anos: “O mito que ronda o câncer sugere que a pessoa é responsável por sua própria doença, sendo o câncer, então, visto como sinônimo de fracasso”. E mais adiante: “Tratar o câncer como um inimigo demoníaco faz dele não só uma doença letal, mas uma doença vergonhosa”.
     
    Não há estimativas concretas sobre o número de casos de tumores de cabeça e pescoço causados pelo HPV no país. Nos Estados Unidos, estima-se que 42.440 casos de tumores desse tipo tenham sido registrados em 2014, sendo 14.410 apenas de orofaringe, dos quais, calcula-se, 9 mil foram causados pelo vírus em homens e 2 mil em mulheres jovens, de acordo com a American Cancer Society. “Esses dados reforçam a hipótese de que o número de casos de tumores causados pelo HPV nessa parte do corpo deve superar os provocados pelo álcool e pelo cigarro até 2020 nos Estados Unidos”, diz Kowalski. “O Brasil provavelmente seguirá a mesma tendência.”
     
    Os primeiros sinais de que pessoas mais jovens, não fumantes e de boa saúde – alguns atletas, inclusive – estavam tendo mais tumores de cabeça e pescoço foram percebidos nos Estados Unidos a partir da década de 2000, mudando o perfil epidemiológico da década anterior, associado a pessoas com mais de 50 anos que bebiam e fumavam assiduamente. Kowalski detectou essas mudanças no Brasil em 2011, quando, com sua equipe, comparou as análises moleculares de 114 amostras de tumores de boca de dois grupos de pessoas tratadas no A.C. Camargo: um formado por indivíduos com idade entre 30 e 45 anos, que não fumavam nem bebiam, e outro com pessoas com mais de 50 anos que fumavam e bebiam antes de terem a doença. Kowalski encontrou trechos do DNA do HPV em 68,2% das 47 amostras do grupo mais jovem e em 19,2% das 67 amostras do grupo que fumava e bebia, conforme descreveu em um artigo publicado em 2012 no International Journal of Cancer.
     
    Álcool, cigarro e HPV
     
    Os médicos do A.C. Camargo observaram que as pessoas mais jovens, cujo câncer estava associado ao HPV, respondiam melhor ao tratamento e apresentavam melhores taxas de sobrevida do que as com mais idade, cujos tumores eram em geral mais agressivos e resistentes. Segundo Kowalski, essas diferenças poderiam resultar do fato de os pacientes mais jovens serem mais saudáveis por não beberem nem fumarem. “Pessoas com tumores causados pelo álcool e pelo tabaco, além de terem mais idade, costumam sofrer de problemas pulmonares e cardiovasculares, e o diagnóstico geralmente é feito quando os tumores estão em um estágio mais avançado, o que dificulta o tratamento”, diz Kowalski. Em julho, ele presidirá a quinta edição do Congresso Mundial da Academia Internacional de Câncer Oral, realizado pela primeira vez no Brasil, que reunirá profissionais de diversas áreas para discutir estratégias que estimulem a prevenção e o diagnóstico precoce desses tumores.
     
    Mesmo que existam sinais de que os tumores de cabeça e pescoço causados pelo HPV se comportem de modo diferente, eles são combatidos do mesmo modo, com químio e radioterapia e cirurgia, muitas vezes com sucesso, como no caso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, acometido por um câncer na laringe, sem vinculação ao HPV, em 2011. Em outros casos, o tratamento pode não ser suficiente para conter a doença. Um dos criadores da psicanálise, Sigmund Freud morreu em 1939 em decorrência de um câncer de boca, contra o qual lutou por 16 anos, tendo substituído quase toda a mandíbula por próteses. Freud fumou até morrer, aos 83 anos.
     
    Rossana López, pesquisadora do Icesp, encontrou outro indício de que o HPV pode ser a causa de tumores nessa região. Em 2011, ela avaliou a prevalência de infecções pelo vírus em 1.475 pessoas com câncer de cabeça e pescoço usando dados de dois estudos. O primeiro foi feito de 1998 a 2003 pela Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (Iarc) em cinco cidades brasileiras, embora ela tenha usado dados apenas de Goiânia, Rio de Janeiro e São Paulo, para restringir a amostra e poder compará-la com dados do segundo estudo, realizado entre 2003 e 2010 por uma rede internacional de pesquisa, o projeto Genoma do Câncer de Cabeça e Pescoço (Gencapo), de São Paulo. Por meio de análises de amostras dos tecidos com tumores, Rossana verificou que a prevalência do HPV do tipo 16, uma das 200 variedades conhecidas, aumentou de 1% entre os casos do estudo mais antigo, do final da década de 1990, para 6,7% no mais recente, dos anos 2000. Ela também identificou anticorpos contra o HPV-16 em 55% das amostras do estudo da Iarc e em 72% das do Gencapo.
     
    Batalha interna
     
    As pessoas infectadas, porém, nem sempre produzem anticorpos contra o vírus, verificou Luisa Villa, coordenadora do Instituto de Ciência e Tecnologia para o Estudo das Doenças Associadas ao HPV e pesquisadora do Centro de Medicina Nuclear do Departamento de Radiologia e Oncologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FM-USP), que colabora com a equipe do A.C. Camargo. Um dos estudos de seu grupo indicou que apenas 50% das mulheres e 10% dos homens infectados produziram anticorpos específicos contra o vírus. “Sete em cada 10 mulheres pode contrair o HPV em algum momento da vida”, diz José Eduardo Levi, do Instituto de Medicina Tropical (IMT) da USP. “O organismo da maioria delas consegue eliminar o vírus, enquanto o dos homens, não”, explica. Por esse motivo é que as mulheres podem readquirir o vírus, mesmo depois de já tê-lo eliminado várias vezes, ao serem reinfectadas por seus parceiros. Uma estratégia adotada no Brasil para evitar o contágio e reinfecções pelo HPV-16 tem sido a vacinação de meninas a partir dos 9 anos de idade. No entanto, para o controle mais eficiente da disseminação do HPV, ressalta Villa, seria preciso levar em consideração também os homens. “Se não os incluirmos nesse processo, é possível que a mesma mulher, depois de ter eliminado o vírus, volte a se infectar.”
     
    Em estudos realizados no Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP em 2013, uma substância candidata a vacina experimental de DNA fez as células de defesa de camundongos identificar e eliminar células de tumores causados pelo HPV-16. A vacina experimental age após a infecção causada pelo vírus – diferentemente das vacinas tradicionais, exclusivamente preventivas –, ativando células (linfócitos T CD8) que identificam esses sinais e lançam proteínas tóxicas que matam as células infectadas.
     
    A ideia de que microrganismos podem causar câncer é antiga. Em 1901, o médico francês Eugène-Louis Doyen anunciou à Academia de Medicina de Paris, França, que havia isolado o microrganismo responsável pela doença: o Micrococcus neoformans. Não demorou para se verificar que ele estava equivocado. Quase 10 anos depois, no Instituto Rockefeller, em Nova York, o virologista Francis Peyton Rous, ao transplantar o tumor de uma galinha para outra, saudável, concluiu que tumores seriam causados por um minúsculo parasita. Nesse caso, ele estava certo. Sabe-se hoje que vírus como o Epstein-Barr e bactérias como a Helicobacter pylori são responsáveis por 15% do total dos casos de câncer. No caso do HPV, calcula-se que pelo menos metade das pessoas sexualmente ativas abrigue no mínimo uma das 200 variedades conhecidas do vírus, mas isso não quer dizer que o contágio evoluirá para um câncer. Algumas variedades de HPV são inofensivas e causam apenas saliências facilmente confundidas com verrugas.
     
    Os estudos da equipe de Levi sugerem que o HPV se aloja preferencialmente na base da língua e nas amígdalas. O vírus pode favorecer a formação de tumores ao interagir com genes das células humanas e inativar o processo de produção da proteína p53, a principal responsável pelo reparo do DNA. “Se o HPV inativa a p53, as células começam a se multiplicar descontroladamente”, diz ele. Uma estratégia para deter o vírus e a formação de células anormais seria, portanto, restaurar e fortalecer a ação da p53. Uma molécula conhecida como P-Mapa, desenvolvida pela rede de pesquisa Farmabrasilis, que conta com pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), da USP e de universidades dos Estados Unidos – com apoio da FAPESP –, conseguiu restaurar a atividade da proteína p53 em ratos com câncer de bexiga urinária induzido, de acordo com um estudo publicado em 2012 na Infectious Agents and Cancer. Em testes em laboratório, a molécula mostrou-se capaz de reduzir em 95% os tumores desses animais, por meio da ativação de receptores celulares do sistema imune inato (receptores toll-like), favorecendo também a produção de um tipo de proteína que bloqueia o processo que leva à formação de vasos sanguíneos que nutrem os tumores e os ajudam a se espalhar por outros tecidos.
     
    Um teste molecular não invasivo desenvolvido por pesquisadores e médicos da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), do A.C. Camargo e do Hospital do Câncer de Barretos talvez possa ajudar na detecção precoce do risco de reaparecimento de tumores de cabeça e pescoço, em pessoas que já os tiveram, antes dos primeiros sinais clínicos, ampliando a eficácia do tratamento. O teste consiste no exame molecular de células epiteliais encontradas na saliva. O DNA dessas células é extraído e se avalia se genes supressores de tumores apresentam um tipo específico de alteração, a hipermetilação. Pessoas cujos genes supressores sofreram essa alteração apresentaram um risco cinco vezes maior de reaparecimento dos tumores de cabeça e pescoço do que as pessoas cujos genes estavam inalterados. Os pesquisadores acreditam que o teste poderia ser usado também para identificar alterações genéticas prejudiciais em quem não teve a doença para saber se há risco de desenvolvê-la.
     
    Fonte: Uol Notícias
  • Substâncias de embalagens plásticas elevam risco de diabetes e pressão alta

    Substâncias de embalagens plásticas elevam risco de diabetes e pressão alta

    Pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade de Nova York identificaram duas substâncias presentes em cosméticos, sabonete, filme plástico e embalagens de alimentos processados que aumentam os riscos de pressão alta e desenvolver diabetes em crianças e adolescentes.
     
    Os plastificantes usados para tornar os produtos mais flexíveis DINP (Diisononilftalato) e DIDP (Diisodecilftalato) passaram a ser usados em substituição ao DEHP (Bis(2-etilhexil)ftalato), devido a estudos anteriores mostrarem o mesmo problema apontado na nova pesquisa.
     
    O DEHP foi banido em 2004 da fabricação de materiais plásticos na Europa, e nos Estados Unidos a substituição foi feita de forma voluntária pelos fabricantes.
     
    Para diminuir a contaminação por essas substâncias plastificas, os autores do estudo sugerem medidas simples como não esquentar comida no micro-ondas em potes plásticos e lavá-los na mão ao invés de colocar na máquina de lavar-louça, que segundo eles facilita a liberação das substâncias tóxicas na comida.
     
    Como alternativa ao uso das embalagens plásticas, o estudo aponta o papel manteiga e o papel alumínio, que geralmente não são usados para embalar alimentos industrializados. No comunicado à imprensa o pesquisador também menciona a necessidade de que os testes das substâncias químicas sejam realizados antes que elas passem a ser utilizadas pela indústria.
     
    O estudo foi realizado com análise de amostras de sangue e urina de 356 adolescentes entre 12 e 19 anos, realizado durante a pesquisa nacional de saúde e nutrição. A coleta foi feita entre 2008 e 2012, quando também foram medidas pressão arterial dos voluntários. Dieta, atividade física, sexo, etnia, renda e outros fatores também foram avaliados.
     
    Fonte: Uol Notícias
  • Estudo brasileiro sugere manteiga enriquecida para tratar Alzheimer

    Estudo brasileiro sugere manteiga enriquecida para tratar Alzheimer

    Alimento modificado aumenta atividade de enzima vinculada à memória.
    Pesquisa foi feita por equipe da USP e publicada em revista científica.
     
    O consumo de manteiga enriquecida com um tipo especial de ácido graxo extraído do leite ajuda no tratamento de pacientes na fase inicial do Alzheimer, indicaram pesquisadores brasileiros em um experimento realizado com ratos de laboratório.
     
    As provas demonstraram que uma dieta rica nessa manteiga modificada aumenta a atividade de uma enzima vinculada à memória e reduz os danos provocados pela doença nesta função, segundo um comunicado da Universidade de São Paulo (USP), responsável pela pesquisa.
     
    Os resultados do projeto, conduzido pelos pesquisadores do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da USP, foram destacados na última edição da revista científica internacional “Journal of Neural Transmission”.
     
    Segundo os pesquisadores, o chamado ácido linoleíco conjugado, um ácido graxo que pode ser extraído das gorduras dos lácteos, ajuda o organismo a elevar a atividade no cérebro da fosfolipase A2, uma enzima com ação sobre a memória.
     
    Metabolismo alterado
     
    De acordo com os responsáveis pelo projeto, a enzima atua diretamente sobre as gorduras que constituem as membranas celulares, que, entre outras funções, ajudam na formação da memória.
     
    Em pacientes saudáveis estas membranas são flexíveis e se renovam periodicamente, mas nos portadores de Alzheimer são rígidas, o que dificulta a liberação dos ácidos graxos, além de não serem substituídas na mesma velocidade.
     
    “Vimos que a ação desta enzima é alterada nos pacientes com Alzheimer, por isso começamos a analisar como poderíamos alterar o metabolismo da fosfolipase A2 nestes pacientes”, explicou a chefe do Laboratório de Neurociências da USP, Leda Talib, que coordenou o projeto.
     
    Os experimentos com ratos, que começaram a ser realizados há cinco anos, mostraram que o tratamento é eficaz em pacientes no estágio inicial da doença, mas os pesquisadores tentam estabelecer se também pode prevenir o Alzheimer.
     
    “Quando os sintomas começam a aparecer é porque a doença já está estabelecida. Não sabemos em que momento ela começa, mas vamos investigar para estabelecer se o tratamento também pode ser preventivo”, disse.
     
    Talib acrescentou que ainda serão realizados outros experimentos com ratos para descobrir os efeitos colaterais da dieta rica em manteiga modificada antes de iniciar a fase de testes clínicos com humanos. “Precisamos saber se essa dieta pode provocar danos na saúde”, esclareceu.
     
    Estima-se que existam 44 milhões de pessoas vivendo com a doença em todo o mundo, número que deve triplicar até 2050. A enfermidade ataca o cérebro “silenciosamente” por mais de uma década antes que os sintomas surjam.
     
    Geralmente, o Alzheimer pode apresentar sintomas a partir dos 65 anos. Idosos com idade a partir de 75 anos fazem parte do grupo de pessoas que mais podem ser afetadas pela doença. Pessoas que tiveram depressão ao longo da vida correm um risco maior de desenvolver Alzheimer quando mais velhos. Diabéticos também têm mais chance de serem afetados, principalmente pacientes com diabetes tipo 2.
     
    Exercícios contra o Alzheimer
     
    O diagnóstico precoce da doença é essencial, explica a neurocientista Carla Tieppo. Segundo ela, quanto antes descobrir e começar o tratamento, melhor.
     
    Não existe prevenção, mas dá para retardar o aparecimento dos sintomas. Exercícios físicos e cerebrais, alimentação e sono podem ajudar., explica a especialista.
     
    Fonte: G1 Saúde
  • Anvisa amplia modelo de trabalho de medicamentos novos para a fila de inovadores

    Anvisa amplia modelo de trabalho de medicamentos novos para a fila de inovadores

    Em 2014, a Gerência Geral de Medicamentos da Anvisa alterou processos de trabalho no intuito de aprimorar a análise técnica e, consequentemente, reduzir o tempo de análise a longo prazo. Uma das estratégias adotadas pela Agência foi a criação de uma área responsável pela avaliação de tecnologia de registro de medicamentos sintéticos e de outro setor responsável pela avaliação de eficácia e segurança de medicamentos sintéticos.
     
    Essa estrutura permitiu o compartilhamento da responsabilidade da análise de um processo por duas equipes distintas, nos mesmos moldes do que ocorre em outras agências reguladoras internacionalmente reconhecidas. Além disso, as alterações possibilitaram a realização da análise das petições em “paralelo” pelas duas equipes.
     
    O modelo foi adotado, inicialmente, pela área de registro de medicamentos novos. Após a obtenção de resultados exitosos, esse procedimento foi estendido para a análise de medicamentos inovadores.
     
    Essas alterações possibilitaram a publicação de uma solicitação de “Inclusão de nova forma farmacêutica no país”, que é o primeiro resultado da estratégia de análise concomitante das áreas relacionadas a medicamentos inovadores. O resultado da análise, iniciada em 19 de setembro do ano passado, foi publicado no Diário Oficial da União em 13 de julho de 2015, perfazendo um tempo de avaliação de 10 meses. A estratégia utilizada resultará, em um primeiro momento, na redução do tempo de análise das solicitações e, em médio prazo, reduzirá o tempo de fila dessas petições a exemplo do ocorrido para a fila de medicamentos novos.
     
    Fonte: Anvisa