Category: Notícias

  • Gordura no fígado

    Gordura no fígado

    Durante décadas, o acúmulo de gordura no fígado foi considerado apenas uma das complicações do alcoolismo. Os que negavam o uso abusivo de álcool eram tidos como mentirosos, preconceito só abalado quando os americanos descreveram casos semelhantes em crianças obesas.
     
    Em 1980. o patologista Jurgen Ludwig, da Clínica Mayo, criou a sigla Nash (de nonalcoholic steatohepatitis). Nash é o preço que nossos fígados pagam pelo excesso de calorias ingeridas na vida sedentária que levamos.
     
    A esteatohepatite não alcoólica tornou-se uma epidemia entre os norteamericanos, campeões mundiais de obesidade, invadiu a América Latina, Europa, Oriente Médio e Ásia. Chegou até as populações rurais da índia.
     
    Apesar de incertas, as estatísticas estimam que 20% a 30% dos americanos adultos armazenem gordura em excesso no fígado. Embora tais depósitos sejam geralmente benignos, um em cada três de seus portadores desenvolverá esteatohepatite, condição que os levará à cirrose, à insuficiência hepática e ao câncer de fígado.
     
    Nashjáé a segunda causa de transplantes hepáticos. Graças aos tratamentos de alta eficácia para a hepatite C existentes hoje, em breve chegará ao primeiro lugar.
     
    Os ácidos graxos ingeridos na dieta caem na corrente sanguínea e chegam ao fígado, de onde são encaminhados para outros órgãos, função comparável à dos guardas de trânsito.
     
    Só uma pequena parte dessa gordura ficará armazenada nas células hepáticas (hepatócitos). Dos 14 quilos de gordura existentes no corpo de um homem de 70 quilos, apenas 125 gramas estão alojados no fígado.
     
    Em algumas pessoas, entretanto, a quantidade excessiva de calorias ingeridas provoca aumento tão expressivo dos triglicérides, que o órgão fica sobrecarregado e não consegue se livrar deles. Como conseqüência, há acúmulo de gordura no interior dos hepatócitos.
     
    Além desse mecanismo ocorrem dois outros. Primeiro: as células do tecido gorduroso (adipócitos) liberam continuamente seu conteúdo aumentando a sobrecarga. Segundo: paradoxalmente, o próprio fígado aumenta a síntese de gorduras: nas esteatohepatites o órgão produz três vezes mais gordura do que o normal.
     
    Entre as diversas modificações metabólicas resultantes, a mais relevante é a de resistência à insulina, o hormônio produzido pelo pâncreas, que bloqueia a liberação de ácidos graxos dos adipócitos, entre outras funções.
     
    Essas alterações dão origem a um processo inflamatório crônico, no decorrer do qual os hepatócitos incham – chegam a dobrar de tamanho. Nos espaços existentes entre eles surge um tecido cicatricial rico cm colágeno. que ao progredir destrói gradativamente os hepatócitos e enrijece o órgão (fibrose), levandoo ao estágio de cirrose e suas complicações: câncer hepático, falência e morte.
     
    Perto de 52% dos brasileiros carregam excesso de peso ou são obesos. Não haverá fígados suficientes para transplantar os que desenvolverem falência hepática. 
     
    Fonte: Carta Capital
  • Dois remédios baratos combatem câncer de mama reincidente

    Dois remédios baratos combatem câncer de mama reincidente

    Dois medicamentos produzidos de forma genérica e barata se mostraram relativamente eficazes para limitar os riscos de reincidência do câncer de mama entre as mulheres na menopausa – apontam dois estudos britânicos publicados nesta sexta-feira na revista especializada The Lancet.
     
    Estes estudos “sugerem que duas classes diferentes de medicamentos, os inibidores de aromatase (IA) e os bifosfatos, podem cada um melhorar as perspectivas de sobrevida para as mulheres na menopausa quem têm câncer de mama em fase inicial”, informou a revista médica britânica.
     
    Os inibidores de aromatase (IA) correspondem a um novo tipo de terapia hormonal, tratamento que tem por princípio impedir a ação estimulante dos hormônios femininos nas células cancerígenas.
     
    Estes tratamentos são dirigidos aos tumores “hormonossensíveis”, ou seja, sensíveis aos hormônios – cerca de 80% do total de cânceres de mama.
     
    Pesquisadores de um grupo de pesquisa britânico sobre o câncer de mama (EBCTCG) se debruçaram sobre nove estudos sobre os IA que dizem respeito a um total de 30 mil mulheres para descobrir que estes medicamentos poderiam fornecer melhores resultados que o tratamento padrão, feito com tamoxifeno.
     
    “Em comparação com o taximofeno, o fato de tomar os IA durante cinco anos reduziu a possibilidade de reincidência do câncer por volta de um terço (30%) e limitou o risco de morte por câncer de mama em cerca de 15% sobre os dez anos que se seguiram desde o início do tratamento”, afirmou The Lancet.
     
    Para o principal autor do trabalho, Mitch Dowsett (Royal Marsden Hospital de Londres), os IA oferecem “uma proteção significativamente maior do que a dada pelo tamoxifeno”.
     
    Mas estes tratamentos têm efeitos secundários (ondas de calor, dores nas articulações, cansaço, perda óssea) e é preciso acompanhar de perto a administração do medicamento, ressaltou Dowsett.
     
    O segundo trabalho (análise de 26 testes com quase 20 mil mulheres envolvidas) mostra que os bifosfatos, medicamentos contra a osteoporose, reduzem os riscos de ocorrência de metástases ósseas entre as mulheres na menopausa que tiveram câncer de mama.
     
    Entre estas, a administração de bifosfatos permite reduzir em 28% o risco de metástase óssea e reduz em 18% o risco de morte nos 10 anos após o diagnóstico de câncer de mama – segundo o estudo.
     
    Para Richard Gray (Universidade de Oxford), que participou dos dois estudos, “estes dois medicamentos genéricos e acessíveis podem contribuir para a redução da mortalidade por câncer de mama entre as mulheres na menopausa”.
     
    Os dois tratamentos também são complementares, já que o principal efeito secundário dos IA é a perda óssea que os bifosfatos permitem corrigir, explicou.
     
    Fonte: Portal Exame
  • Genéricos e as mudanças do mercado

    Genéricos e as mudanças do mercado

    Tomada por analistas do setor como uma das maiores mudanças do mercado farmacêutico brasileiro desde a implantação dos genéricos, em 1999, a intercambialidade de medicamentos similares com produtos de referência começou a valer em 1º de janeiro deste ano.
     
    A mudança impõe testes de bioequivalência farmacêutica, biodisponibilidade e bioisenção aos medicamentos similares que já estão no mercado atualmente e para os novos, elevando a segurança aos consumidores e garantindo eficácia no tratamento para quem optar pela intercambialidade no ato da compra nas farmácias de todo o País.
     
    Com isso, os similares se equiparam aos genéricos na possibilidade de ser intercambiáveis com os medicamentos de referência. Especulou-se que isso impactaria o mercado de genéricos, com os similares “roubando” participação dos primeiros. Contudo, segundo analistas, o que se vê é um alargamento do mercado, com similares e genéricos ganhando espaço.
     
    “O que muda é a possibilidade de mais opções de tratamento ao consumidor, com preço acessível, elevando o acesso aos medicamentos. A concorrência pressiona o preço para baixo, aumentando o acesso e a adesão ao tratamento”, avalia o vice-presidente da Prati-Donaduzzi, Eder Maffissoni.
     
    O presidente executivo da Associação dos Laboratórios Farmacêuticos Nacionais (Alanac), Henrique Uchio Tada, concorda que a medida aumenta a oferta de produtos para a população e, consequentemente, eleva a competição no mercado farmacêutico. “Não podemos afirmar que o similar irá ganhar maior participação de mercado com a nova diretriz. Outros fatores conjugados devem ser também considerados, como, por exemplo, o preço praticado, a oferta de produtos nas drogarias e farmácias, a propagação entre a classe de profissionais prescritores para os medicamentos tarjados”, explica.
     
    “Não há diferença técnica ou científica entre genéricos e similar. A alteração que existe é que o genérico usa na sua identificação o nome do princípio ativo, enquanto o similar ostenta marca ou nome comercial. Não há mudança para o consumidor se decidir comprar um genérico ou um similar, pois ambos passam pelos mesmos testes e estudos de comprovação de eficácia e segurança”, completa Tada.
     
    Rotina de consumo
     
    É difícil saber o que pode mudar nos hábitos do consumidor dos genéricos com a chegada dos similares intercambiáveis, observa o presidente executivo do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo (Sindusfarma), Nelson Mussolini.
     
    “Mas acredito que um dos objetivos do governo, que é estimular o aumento da oferta de produtos, não será atingido, pois o mercado já encontrou seu ponto de equilíbrio. Ele contempla as três principais categorias de produto – referência, genéricos e similares –, a variedade de opções e preços já atende às necessidades do consumidor. Justamente por isso é improvável que a intercambialidade resulte em redução de preço e oferta de novos produtos, mesmo porque o similar somente pode substituir o seu correspondente de referência ou genérico, nunca outro similar, sob pena da farmácia estar cometendo uma infração sanitária.” Em princípio, segundo Mussolini, os medicamentos de marca devem manter a sua participação, pois o mercado já está consolidado.
     
    Já as autoridades sanitárias acreditam que a implantação dos similares equivalentes ou intercambiáveis deve elevar a concorrência no País entre os fabricantes de medicamento, barateando o custo do tratamento farmacológico a todos os brasileiros.
     
    Diferenças mínimas
     
    Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), as exigências de boas práticas de fabricação e parâmetros de qualidade são iguais para todos os produtos. A diferença entre similares e genéricos está no uso ou não de um nome de marca e na regra de definição de preços, já que genéricos têm de ter preço de entrada no mercado 35% menor que o produto de referência.
     
    “A decisão sobre qual medicamento utilizar e quais as alternativas de substituição a partir da lista de medicamentos intercambiáveis é resultante da relação do profissional de saúde habilitado e do paciente”, diz a Anvisa.
     
    “A prescrição é prerrogativa do médico ou de outro profissional legalmente habilitado. Assim, para utilizar quaisquer medicamentos sujeitos à prescrição ou para decidir sobre a substituição de um medicamento de referência pelo seu similar, um profissional de saúde habilitado deverá ser consultado”, completa a Agência, destacando que, em relação à dispensação, não há nenhuma previsão legal de troca do produto de referência pelo similar, se esta não foi a indicação do médico.
     
    Medicamentos intercambiáveis, sejam eles genéricos ou similares, têm as mesmas características dos de referência e são considerados bioequivalentes. Isso significa que possuem concentração, posologia e indicação terapêutica idênticas, podendo substituir os medicamentos de referência.
     
    Os similares intercambiáveis passam por testes clínicos iguais aos genéricos, o que assegura sua segurança. A diferença é que o similar pode variar em relação à forma do produto, prazo de validade, embalagem e rotulagem. Além disso, diferentemente dos genéricos, os similares intercambiáveis são vendidos sob marcas comerciais. Os medicamentos que já estão aprovados como bioequivalentes devem trazer na bula a informação de que são intercambiáveis.
     
    Fonte: Guia da Farmácia Online
     
  • Saúde aprova novo protocolo para uso de `pílula do dia seguinte` contra Aids

    Saúde aprova novo protocolo para uso de `pílula do dia seguinte` contra Aids

    O Ministério da Saúde aprovou um novo protocolo para o uso de medicamentos que podem evitar o contágio com o HIV após uma possível exposição ao vírus.
     
    A aprovação do novo modelo de distribuição da PEP (profilaxia pós-exposição), também conhecida como “pílula dos 28 dias seguintes”, foi publicada nesta quinta-feira (23) no “Diário Oficial” da União.
     
    O protocolo, agora atualizado, uniformiza o acesso aos medicamentos contra o HIV para os diferentes grupos aos quais a terapia é recomendada. A ideia é evitar o avanço da Aids no país, sobretudo entre jovens.
     
    Hoje, trabalhadores de saúde que podem ter tido contato com o HIV em casos de acidentes de trabalho, vítimas de violência sexual e pessoas que tiveram relações sexuais desprotegidas costumam ter acesso a tratamentos diferentes após a exposição ao vírus.
     
    O objetivo do novo modelo é eliminar essas três categorias e adotar um esquema único de antirretrovirais, o que pode facilitar a prescrição e ampliar o acesso aos medicamentos, sobretudo entre pessoas que fizeram sexo sem proteção.
     
    Além de estender o acesso à “pílula”, o protocolo também prevê uma redução no tempo de acompanhamento dos pacientes, de seis para três meses. O tratamento deve ser iniciado em até 72 horas após a exposição ao vírus.
     
    A diferença é que, ao contrário do modelo anterior, que previa medicamentos diferentes para cada situação de risco, será recomendado para todos os grupos o uso dos mesmos quatro medicamentos antirretrovirais por 28 dias seguidos (tenofovir, lamivudina e atazanir com ritonavir).
     
    Os medicamentos estarão disponíveis em serviços especializados no tratamento contra a Aids e em alguns postos de saúde. O Ministério da Saúde finaliza a elaboração de um aplicativo, que deve informar sobre os pontos de distribuição.
     
    Com a mudança nas regras, o governo pretende ampliar o acesso aos medicamentos também em serviços de emergência, que ficam abertos durante a noite. Em 2014, foram ofertados 22 mil tratamentos em todo o país, segundo o Ministério da Saúde.
     
    AVANÇO DA AIDS
     
    Desde os anos 1980, foram notificados 757 mil casos de Aids no Brasil, segundo o Ministério da Saúde. Apesar de apresentar índices estáveis, com cerca de 39 mil casos novos ao ano, o avanço da epidemia entre os jovens têm preocupado o governo.
     
    Jovens têm hoje a maior taxa de detecção da doença no país, um índice que vêm crescendo nos últimos dez anos. Em 2003, a taxa de detecção da Aids entre os jovens era de 9,6 a cada 100 mil habitantes. Em 2013, ano dos últimos dados disponíveis, essa taxa passou para 12,7.
     
    Fonte: Folha de S.Paulo / Site
     
  • Testes mostram que novo medicamento pode retardar Alzheimer

    Testes mostram que novo medicamento pode retardar Alzheimer

    Cientistas divulgaram os primeiros detalhes de como um novo medicamento pode retardar o avanço da doença de Alzheimer em suas primeiras fases.
     
    Dados da companhia farmacêutica Ely Lilly sugerem que o medicamento, chamado de solanezumab, pode cortar em cerca de um terço a taxa do avanço da demência.
     
    As informações foram apresentadas durante uma conferência nos Estados Unidos.
     
    Atualmente, não há como parar a morte de neurônios por causa do Alzheimer. Mas, o solanezumab poderá, segundo os cientistas, manter estas células vivas.
     
    Os medicamentos disponíveis podem gerenciar os sintomas da doença ao ajudar no funcionamento das células do cérebro que estão morrendo.
     
    Este novo medicamento ataca as proteínas deformadas, chamadas amilóides, que se acumulam no cérebro devido ao Alzheimer.
     
    Acredita-se que a formação das placas de amilóides entre os neurônios leva ao dano e, depois, à morte da célula.
     
    Fracasso
     
    O solanezumab já vinha sendo usado nas pesquisas sobre a doença mas, os testes de 18 meses da droga acabaram em fracasso em 2012.
     
    Quando o laboratório Eli Lilly analisou com mais atenção os dados, havia pistas de que o medicamento poderia funcionar para pacientes nos primeiros estágios da doença.
     
    A companhia pediu para que mais de mil pacientes que participaram daquele primeiro teste de 18 meses, e que apresentavam Alzheimer mais leve, para tomar o remédio por outros dois anos.
     
    E os resultados positivos destes dois anos foram apresentados na Conferência da Associação Internacional de Alzheimer.
     
    “É outra prova de que o solanezumab tem um efeito na patologia subjacente da doença”, afirmou à BBC Eric Siemer, do Laboratório de Pesquisas Lilly, no Estado americano de Indiana.
     
    “Acreditamos que há uma chance de que o solanezumab será a primeira medicação disponível que modifica a doença”, acrescentou.
     
    Em 2016 serão divulgados mais resultados dos testes e, então, a comunidade científica saberá se o solanezumab é realmente a evolução no tratamento de Alzheimer esperado por todos.
     
    “Os dados dão uma pista de que os anticorpos estão tendo um efeito, é promissor e é melhor do que não ter efeito nenhum, mas é inconclusivo”, disse à BBC Clare Walton, gerente de pesquisa da organização Alzheimer's Society.
     
    “Depois de uma década de nenhum tratamento e do fracasso de muitos remédios, é animador ouvir notícias promissoras, mas (estas notícias) não falam realmente se o resultado é bom ou ruim. Precisamos esperar a terceira fase do estudo, e isto é apenas em 18 meses”, acrescentou.
     
    Fonte: BBC Brasil
  • Cafeína tem efeito antidepressivo em camundongos, mostra estudo

    Cafeína tem efeito antidepressivo em camundongos, mostra estudo

    Pesquisadores encontraram efeitos positivos da cafeína contra a depressão em uma pesquisa realizada com camundongos e apresentada no Congresso Mundial do Cérebro, realizado no início do mês de julho no Rio de Janeiro (RJ). O grupo, que envolve colaboradores da Alemanha, Estados Unidos e Brasil, submeteu dois grupos de camundongos a situações de estresse crônico e imprevisível, ao longo de três semanas.
     
    Os animais ficavam em caixas que se mexiam e foram privados de comida, além de tomar leves choques em suas patas. Um dos grupos recebeu doses de cafeína misturadas na água. Para aqueles que tomaram a cafeína, os sintomas depressivos foram menores.
     
    O estado depressivo dos camundongos foi avaliado a partir de testes já padronizados como colocar o animal em uma situação de nado forçado por alguns minutos. Em condições normais, o roedor tenta escapar a todo custo. Um camundongo deprimido, porém, costuma desistir rapidamente e começa a boiar. 
     
    No exame de sangue dos animais, a concentração de cafeína encontrada foi a equivalente a duas xícaras de café. A quantidade de café que pode ser ingerida diariamente de forma saudável ainda é um desafio para os cientistas. A pesquisa é coordenada há cerca de 15 anos por Rodrigo Cunha, da Universidade de Coimbra, em Portugal.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Anvisa inicia publicação de cartas de aprovação de genéricos e similares

    Anvisa inicia publicação de cartas de aprovação de genéricos e similares

    A Anvisa iniciou a publicação das cartas de aprovação de medicamentos genéricos e similares com registro concedido a partir de julho de 2015. As bases técnicas e científicas para aprovação e reprovação do registro de medicamentos estão disponíveis no site da Agência.
     
    O documento de aprovação contém as principais informações de qualidade, segurança e eficácia do produto, além das indicações terapêuticas, modo de administração e locais de fabricação aprovados no momento do registro.
     
    Já o documento de reprovação descreve as informações sobre as diretrizes técnicas e sanitárias que não foram cumpridas no processo de registro de um medicamento.
     
    Inicialmente, o foco das publicações foram os medicamentos novos com registros concedidos a partir de 12 de janeiro de 2015 e os produtos biológicos com registro a partir de 1º de setembro de 2014.
     
    Alinhamento
     
    O documento está alinhado com as diretrizes da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e de outras autoridades reguladoras internacionais, bem como com ações de transparência da Administração Pública.
     
    Nesse sentido, a Anvisa, mais uma vez, alinha-se ao objetivo de dar maior transparência aos resultados das análises das solicitações de registro de medicamentos.
     
    Fonte: Anvisa
     
  • IDVF e Torrent promovem curso online sobre intercambialidade de medicamentos

    IDVF e Torrent promovem curso online sobre intercambialidade de medicamentos

    O IDVF – Instituto de Desenvolvimento do Varejo Farmacêutico acaba de lançar, com o apoio do laboratório Torrent do Brasil, um curso online sobre intercambialidade de medicamentos, totalmente gratuito. Destinado a balconistas, gerentes, farmacêuticos e proprietários de farmácias, o curso possui uma carga horária de quatro horas e contempla uma videoaula, material complementar de leitura e tutorial. Gratuito, o curso aborda as diferenças entre os genéricos, medicamentos de referência e similares, bem como a legislação de intercambialidade e a nova Lei de Similaridade que posiciona agora os medicamentos similares como mais uma opção aos de referência, como já acontece com os genéricos.  Para conferir o conteúdo do curso, basta acessar: www.medicamentosimilar.com.br. Os participantes receberão o certificado online conferido pelo Portal EaDPLUS, um dos maiores portais de cursos a distância do Brasil, coligado ao IDVF.
     
  • Pesquisa liga padrão de sono irregular a câncer de mama

    Pesquisa liga padrão de sono irregular a câncer de mama

    Trabalhar durante o dia em uma semana e à noite na semana seguinte. Esses horários irregulares podem ter um impacto em sua saúde bem mais grave do que você pensa, de acordo com um estudo recém-publicado.
     
    Segundo os cientistas holandeses que conduziram a pesquisa, publicada no site Current Biology, testes com ratos de laboratório mostraram “categoricamente” que dormir em horários e períodos irregulares pode causar diversos problemas de saúde, incluindo uma maior probabilidade de mulheres desenvolverem câncer de mama.
     
    Os pesquisadores disseram ainda que são necessários mais estudos, mas que a ligação entre esses dois fatores sugere que mulheres cuja família tem histórico de câncer de mama não deveriam trabalhar em locais em que o horário da jornada é irregular.
     
    Além da maior probabilidade de se ter câncer, o estudo também concluiu que os ratos com padrões irregulares de sono pesavam até 20% a mais que os outros com padrões regulares, mesmo comendo a mesma quantidade de comida.
     
    Estudos anteriores já haviam indicado um maior risco de doenças como o câncer de mama em profissões com horários irregulares, como comissários de bordo.
     
    Um das explicações seria que uma interferência no ritmo interno — ou no relógio biológico — poderia aumentar o risco de doenças.
     
    No entanto, essa ligação é incerta porque pessoas que trabalham em turnos diferentes, especialmente noturnos, também têm uma maior probabilidade de desenvolver câncer por fatores como classe social, nível de atividade física ou quantidade de vitamina D ingerida.
     
    Ratos e humanos
     
    Segundo o estudo, “esse é o primeiro estudo que mostra categoricamente uma ligação entre a inversão crônica do dia e da noite e o desenvolvimento de câncer de mama”.
     
    “Traduzir” as consequências do estudo com ratos para humanos é difícil, mas os pesquisadores estimam que um efeito equivalente seria o de engordar 10 kg ou antecipar em 5 anos a chance de uma mulher que já tem histórico de câncer familiar desenvolver um tumor na mama.
     
    “Se você vem de uma família com histórico de câncer de mama, eu certamente a aconselharia a não trabalhar como atendente de bordo ou trabalhar turnos à noite”, disse um dos pesquisadores, Gijsbetus van der Horst, do Centro Médico da Universidade de Erasmus, na Holanda.
     
    Michael Hastings, do centro britânico Medical Research Council, elogiou o estudo: “Eu acredito que esse estudo traz uma prova, usando ratos, que a interferência no chamado ritmo circadiano (relógio biológico) pode acelerar o desenvolvimento de câncer de mama.
     
    “A mensagem para o público é que trabalhar em turnos, especialmente os rotativos, causam um estresse e isso traz consequências”, disse.
     
    “E por isso devemos prestar mais atenção no nosso peso e fazer mais exames de rotina para se detectar câncer.”
     
    Fonte: Uol Saúde
  • OMS passa a recomendar uso de antirretrovirais a todos com HIV

    OMS passa a recomendar uso de antirretrovirais a todos com HIV

    Um novo protocolo da Organização Mundial da Saúde (OMS) vai recomendar o tratamento com antirretrovirais para todas as pessoas com o vírus HIV no mundo, assim que forem diagnosticadas, independentemente da carga viral. Antes a carga viral era levada em conta, e as pessoas que tinham infecção avançada ou grave tinham prioridade.
     
    O novo protocolo da OMS prevê, ainda, que a Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) seja recomendada como uma opção de terapia adicional para todas as pessoas que integrem populações com risco substancial de serem infectadas pelo HIV.
     
    O anúncio foi neste domingo (19), em Vancouver, Canadá, durante Congresso Internacional de Aids (IAS), que acontece até 22 de julho.
     
    Brasil já adota a prática
     
    No Brasil, o protocolo que indica o uso do antirretroviral assim que é dado o diagnóstico de HIV é adotado desde dezembro de 2013, quando foi lançado o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para adultos.
     
    No anúncio, a OMS mencionou o exemplo do Brasil, ao enfatizar que a adoção do novo protocolo melhorou a saúde das pessoas vivendo com HIV no país. O acesso precoce ao tratamento não só melhora a qualidade de vida das pessoas que vivem com HIV e aids, mas também reduz a transmissão do vírus.
     
    Para o diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Fábio Mesquita, que participou do evento,  a evidência mostra “que essa é, realmente, a direção que deve ser tomada por todo o mundo”.
     
    No evento, a OMS lançou seu novo guia sobre testagem de HIV no qual estimula a capacitação de membros da comunidade para aplicarem o teste de Aids e a testagem em organizações comunitárias que tenham acesso mais amplo às populações vulneráveis ao HIV.
     
    Fonte: Uol Saúde