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  • Vírus que causa paralisia temporária em crianças é encontrado em Manaus

    Vírus que causa paralisia temporária em crianças é encontrado em Manaus

    Pesquisadores encontraram em Manaus (AM) um novo vírus que causa diarreia, paralisia das pernas por até duas semanas e que pode levar à morte. Segundo a pesquisadora que coordenou o trabalho, Patrícia Puccinelli, do Instituto Leônidas e Maria Deane (Fiocruz Amazônia) , o vírus é transmitido por água contaminada com fezes.
     
    A descoberta no Brasil do gemycircularvirus foi feita a partir da análise molecular das fezes de 1,5 mil crianças de até dez anos que tiveram diarreia e foram atendidas em prontos-socorros de Manaus entre 2007 e 2009. Entre as crianças que fizeram parte da pesquisa, cinco estavam contaminadas. Segundo Patrícia, o vírus já havia sido descoberto no Sri Lanka, onde os sintomas também foram detectados em adultos.
     
    A pesquisadora ressaltou que a presença do vírus foi observada em Manaus porque o estudo foi feito apenas nessa cidade, mas alertou que ele pode estar presente em outros Estados.
     
    Para prevenir a doença, é necessário o fortalecimento do saneamento básico por parte do Estado e também que a população tome medidas básicas como lavar as mãos após ir ao banheiro e antes das refeições e só ingerir água filtrada ou fervida.
     
    Atualmente, a detecção do gemycircularvirus só pode ser feita pela análise molecular das fezes, porém a pesquisadora Patrícia Puccinelli está estudando o desenvolvimento de um kit de diagnóstico rápido do vírus.
     
    O pesquisador do Laboratório de Medicina da Universidade da Califórnia, em São Francisco (EUA), Tung Gia Phan, teve parceria na descoberta, que foi publicada na revista Virology.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Estudo confirma precisão de diagnóstico rápido de ebola, autorizado pela OMS

    Estudo confirma precisão de diagnóstico rápido de ebola, autorizado pela OMS

    Um teste de diagnóstico rápido do vírus ebola, autorizado desde fevereiro pela Organização Mundial de Saúde (OMS), se mostrou tão confiável quanto o método clássico de diagnóstico – segundo um estudo publicado nesta sexta-feira pela revista médica britânica The Lancet.
     
    O teste, batizado ReEBOV e produzido pela empresa norte-americana Corgenix, foi testado em 105 pacientes suspeitos de terem sido infectados pelo vírus em dois centros médicos de Serra Leoa, assim como em 284 amostras sanguíneas recuperadas em laboratório.
     
    Os resultados foram comparados aos obtidos pelo método tradicional, que consiste em efetuar um exame de sangue e enviar o material, de maneira segura, a um laboratório especializado onde o vírus é detectado graças a um procedimento que permite destrinchar o material genético do vírus (teste RT-PCR).
     
    Este método pode levar alguns dias e apresenta alguns riscos à equipe encarregada pela coleta, transporte e do exame propriamente dito.
     
    O teste ReEBOV, em contrapartida, dura apenas cerca de 15 minutos. Ele consiste em colocar uma gota de sangue do dedo do paciente num pedaço de papel e colocá-la num tubo de ensaio com anticorpos que capturam uma proteína específica do vírus.
     
    O teste rápido permitiu detectar todos os casos positivos identificados pelo método tradicional, mas apenas 92% dos casos negativos.
     
    Os pesquisadores, liderados pela médica Nina Pollock, do Hospital Infantil de Boston, também descobriram que o teste RT-PCR não era uma referência completamente confiável, na medida em que um pequeno número de infecções detectadas pelo exame ReEBOV e um outro método tradicional passaram batido.
     
    O teste ReEBOV é o primeiro teste rápido a conseguir uma autorização de uso emergencial por parte da OMS e da agência norte-americana encarregada pela liberação de medicamentos, a FDA.
     
    Mas vários outros testes rápidos estão atualmente em fase de desenvolvimento ou experimentação. É o caso, por exemplo, de um exame rápido desenvolvido pelo Instituto Pasteur de Dakar e que é objeto de provas na Guiné.
     
    Uma equipe de pesquisadores japoneses anunciou em abril ter confirmado o nível de segurança de um exame de detecção do vírus em menos de 12 minutos, desenvolvido pelo médico Jiro Yasuda.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Só 1/3 dos remédios propostos entram no SUS

    Só 1/3 dos remédios propostos entram no SUS

    Desde 2011, quando o Ministério da Saúde criou uma comissão para definir quais medicamentos e tecnologias seriam incorporados à lista da rede pública, apenas 30% dos pedidos de incorporação apresentados ao órgão foram aprovados. Em pouco mais de quatro anos, a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) recebeu 419 pedidos de inclusão de novos insumos, dos quais 127 foram aceitos pela pasta. Das demandas restantes, 70 nem sequer foram julgadas porque não preencheram os requisitos básicos para análise, 65 tiveram a incorporação negada e outras 65 ainda estão em análise.
     
    De acordo com a Conitec, estão entre os motivos para a recusa de incorporação a insuficiência de evidência de eficácia e superioridade em relação às alternativas terapêuticas disponíveis no SUS, avaliação econômica inadequada e impacto orçamentário muito elevado.
     
    Embora apenas um terço das propostas de incorporação tenham sido aceitas, o Ministério da Saúde afirma que o número médio de tecnologias incluídas na lista do SUS por ano é quase três vezes maior após a criação da Conitec. Enquanto de 2011 até 2014, foram incorporados, em média, 31 novos insumos por ano, antes da criação da Conitec, a média de inclusões anuais era de 12 tecnologias.
     
    Os dados do ministério mostram ainda que a oncologia foi a especialidade com o maior número de pedidos de incorporação, com 15% das solicitações. Em seguida, com 12% das solicitações cada uma, estão as áreas de reumatologia e infectologia. É na área de tratamento contra o câncer em que se concentram asmaiores críticas à Conitec.
     
    De acordo com especialistas, medicamentos inovadores com estudos que comprovam a sua eficácia ainda não estão disponíveis para os pacientes da rede pública. “Uma das maiores lutas que tivemos foi a incorporação do trastuzumabe, indicado para câncer de mama, e que mesmo com mais de dez anos de evidência científica só foi incorporado pelo SUS em 2012, ainda deixando de fora as pacientes com o tumor do tipo metastático”,reclama a mastologista Maira Caleffi,presidente da Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (Femama).
     
    Para a especialista, há pouca participação da classe médica na estrutura da comissão.Entre os órgãos que integram a Conitec, a maioria são instâncias governamentais,como as secretarias do Ministério da Saúde, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e os conselhos de secretários municipais e estaduais de saúde. A única entidademédicaa terassentonaConitecé oConselhoFederal deMedicina (CFM). “Essa comissão não tem credibilidade com as sociedades de especialidades.A gente se mobiliza,apresenta pareceres científicos durante o período de consulta pública e eles nunca consideram esses documentos”, reclama Maira.
     
    Diretor do centro oncológico Antonio Ermírio de Moraes – Beneficência Portuguesa, o médico Fernando Cotait Maluf afirma que outras drogas para câncer também estão fora dalista de cobertura do SUS, como pertuzumab e T-DM1, para o câncer de mama, e abiraterona e enzalutamida, para o de próstata. Ele afirma que os remédios dão um ganho maior de sobrevida aos pacientes com a doença avançada. “Não tenho dúvida que os pacientes do SUS hoje têm menos recursos de tratamento do que os de convênios e particulares. Entendo que os recursos financeiros do governo são limitados, mas seria importante que outras entidades, que reúnem médicos e pacientes, participassem da discussão do que é prioritário incorporar”, defende o oncologista.
     
    Diagnosticada com câncer de mama em 2000, a aposentada Eny Rodrigues, de 58 anos, descobriu uma metástase em 2006 e ouviu dos médicos do hospital onde se tratava, no SUS, que tinha no máximo mais um ano de vida. “Disseram que não existia mais tratamento para o meu caso. A sorte foi que um dos médicos estava participando de um estudo com um novo remédio e me chamou.” O medicamento em questão é o pertuzumab, que mantém Enyviva até hoje.“Ele não deixa a doença crescer, mas me revolta saber que eu só tenho acesso porque participei da pesquisa.
     
    Perdi uma amiga recentemente que estava com a mesma doença e não teve essa sorte. Quantas vidas poderiam ser salvas se esse remédio estivesse disponível no SUS?”, questiona ela.O ministério afirma que as regras da Conitec “garantem as melhores escolhas tecnológicas para a eficiência do sistema público de saúde e a proteção do cidadão”. De acordo com a pasta, a comissão “exige documentos e estudos que comprovem evidência clínica consolidada de eficácia, eficiência e custo-efetividade dos medicamentos ou insumos estratégicos”.
     
    Fonte: O Estado de S.Paulo
  • Cientistas fazem descoberta revolucionária na anatomia do cérebro

    Cientistas fazem descoberta revolucionária na anatomia do cérebro

    Pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade da Virginia, nos Estados Unidos, descobriram um sistema de vasos que liga o sistema nervoso central ao sistema linfático. O sistema drena fluidos linfáticos do cérebro para os nódulos linfáticos e nunca havia sido observado. A descoberta comprova que o cérebro está diretamente ligado ao sistema imunológico. 
     
    Os vasos do sistema linfático ajudam a compor o sistema imunológico por transportarem glóbulos brancos que protegem contra bactérias e vírus. O estudo foi publicado recentemente na revista científica “Nature” e foi recebido com grande entusiasmo pelos cientistas e neurologistas.
     
    A descoberta revoluciona a forma como se ensina a anatomia cerebral e ajuda a entender o melhor o sistema imunológico. A nova noção de anatomia pode ajudar no tratamento de doenças como o Alzheimer, o autismo e a esclerose múltipla.
     
    O estudo foi liderado pelo aluno de pós-doutorado Antoine Louveau, sob supervisão do diretor do departamento de Imunidade do Cérebro da Universidade, Jonathan Kipnis.
     
    Louveau desenvolveu um método para observar em uma lâmina as delicadas meninges de um rato. As meninges são membranas que cobrem o cérebro. Quando ele percebeu um padrão de vasos nas células imunológicas, resolveu testá-las para descobrir se eram vasos do sistema linfático e o resultado surpreendeu a todos. O grupo também encontrou os vasos em mostras de cérebro humano. “Até então, achávamos que o sistema linfático não chegava ao cérebro. Quando eu vi pela primeira vez aqueles vasos, eu entrei em pânico”, afirmou Kipnis ao site Mental Floss.
     
    A localização profunda desses vasos explica o porquê se demorou tanto a descobrir o sistema. Eles são encontradas nos seios durais, que drenam sangue das veias internas e externas do cérebro, dentro das veias internas jugulares.  Os vasos estão, ainda, próximos de grandes vasos de sangue, o que pode explicar o porquê não se soube que esse sistema existia, por tanto tempo.
     
    Kipnis afirmou que os novos vasos precisam ainda serem estudados com profundidade para que se possa compreendê-los na totalidade. 
     
    Até esta descoberta se acreditava que o cérebro era o único órgão importante sem vasos linfáticos e, por isso, separado do sistema imunológico. As imagens dos livros de anatomia geralmente mostram a formação de nódulos e vasos linfáticos como uma complexa teia em todo o corpo, com exceção do cérebro.
     
    Este avanço pode ajudar a entender as causas de várias doenças neurológicas e também do papel que o cérebro pode desempenhar em outras doenças crônicas.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Exame com saliva e sangue pode detectar câncer de cabeça e pescoço

    Exame com saliva e sangue pode detectar câncer de cabeça e pescoço

    Um novo exame que usa sangue e saliva para detectar câncer de cabeça e de pescoço tem se mostrado promissor, segundo um novo estudo.
     
    Enquanto levará anos até que o teste esteja disponível para o público, as descobertas dos pesquisadores da Universidade Johns Hopkins têm aumentado a esperança para um teste de triagem barato, que poderia ser feito por dentistas ou médicos durante visitas regulares.
     
    O câncer de cabeça e pescoço afeta cerca de 50 mil pessoas nos Estados Unidos a cada ano e está em ascensão entre os homens. Os principais fatores de risco são o álcool, tabagismo e papilomavírus humano (HPV), uma infecção comumente transmitida sexualmente.
     
    “Conseguimos demonstrar que o DNA do tumor no sangue ou saliva pode ser medido com êxito por esses tipos de cânceres”, contou o principal autor Nishant Agrawal, professor de otorrinolaringologia e oncologia na Faculdade de Medicina da Universidade Johns Hopkins.
     
    O estudo envolveu 93 pacientes com câncer que tinham sido diagnosticados anteriormente. Em pacientes portadores de cânceres originados por HPV, os cientistas recolheram amostras de sangue e saliva de DNA relacionado à promoção de câncer.
     
    Naqueles com câncer não ligados ao HPV, os médicos buscaram mutações em um punhado de genes relacionados ao câncer. Os pesquisadores descobriram o DNA do tumor na saliva de 71 dos 93 pacientes (76%) e no sangue de 41 dos 47 (87%).
     
    Cerca de metade dos pacientes concederam tanto saliva quanto amostras de sangue aos cientistas, e os testes combinados encontraram DNA do tumor em 45 dessas 47 pessoas (96%).
     
    “A combinação de exames de sangue e de saliva pode oferecer a melhor chance de encontrar o câncer”, disse Agrawal.
     
    Mais testes sobre um maior número de pacientes ainda são necessários antes que o teste possa procurar a aprovação do mercado. Uma forma beta do teste pode custar milhares de dólares, mas com o tempo poderia ser oferecido por 50 dólares em ambiente de escritório ou de cuidados primários de um dentista, disseram os pesquisadores.
     
    “Nosso objetivo final é desenvolver melhores testes de triagem para encontrar cânceres de cabeça e pescoço entre a população em geral e melhorar a forma de como monitorar pacientes com câncer de recorrência de sua doença”, afirmou o co-autor Bert Vogelstein, professor de oncologia na Johns Hopkins Kimmel Cancer Center.
     
    A pesquisa foi publicada em 24 de junho na revista científica “Science Translational Medicine”.
     
    Fonte: Folha de São Paulo
  • Remédio de artrite consegue dar cor às manchas do vitiligo

    Remédio de artrite consegue dar cor às manchas do vitiligo

    Um remédio para artrite reumatoide conseguiu repigmentar as manchas brancas de uma paciente com vitiligo. O feito foi descrito na revista científica “Jama Dermatology”, da Associação Médica Americana.
     
    O vitiligo é uma doença de pele que provoca perda da pigmentação. Os tratamentos atuais (cremes com esteroides e fototerapia) podem ser eficazes em alguns casos, mas não conseguem reverter a doença.
     
    Um remédio para artrite reumatoide conseguiu repigmentar as manchas brancas de uma paciente com vitiligo. O feito foi descrito na revista científica “Jama Dermatology”, da Associação Médica Americana.
     
    O vitiligo é uma doença de pele que provoca perda da pigmentação. Os tratamentos atuais (cremes com esteroides e fototerapia) podem ser eficazes em alguns casos, mas não conseguem reverter a doença.
     
    Fonte: Folha de São Paulo
  • SUS vai distribuir novos remédios para tratar hepatite C

    SUS vai distribuir novos remédios para tratar hepatite C

    O Sistema Único de Saúde (SUS) terá três novos medicamentos para o tratamento da hepatite viral C crônica. O uso do sofosbuvir, daclatasvir e simeprevir na rede pública está previsto em portaria da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos, do Ministério da Saúde, publicada na edição de hoje (23) do Diário Oficial da União.
     
    Na semana passada o ministério anunciou a previsão de incorporar os três medicamentos que aumentam as chances de cura e reduzem o tempo de tratamento. A adoção foi aprovada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS.
     
    O Ministério da Saúde informou que o novo tratamento tem taxa de cura de 90%, enquanto o usado, atualmente, tem eficácia de cura que varia entre 50% e 70%. Outra vantagem apontada é a diminuição do tempo da terapia, das atuais 48 semanas para de 12 semanas. Os medicamentos poderão ser usados por pacientes que acabaram de receber o diagnóstico de hepatite C e pelas pessoas que já completaram o tratamento atual, mas que não se curaram.
     
    Os medicamentos serão adquiridos de maneira centralizada pelo ministério para distribuição aos Estados. A previsão é que no primeiro ano de uso será adquirido o suficiente para o atendimento de 15 mil pacientes. A estimativa é que o valor da compra seja de R$ 500 milhões.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Problemas de saúde causados pelo uso de smartphone e como evitá-los

    Problemas de saúde causados pelo uso de smartphone e como evitá-los

    O celular é quase um companheiro inseparável, visto por muitos como um bem essencial no dia a dia –mas o que muitas pessoas não sabem é que o uso excessivo deles pode causar danos ao corpo humano.
     
    Se você sente constantes dores de cabeça, um couro cabeludo extremamente sensível ou um incômodo atrás de um olho, a culpa pode estar no uso indevido do smartphone.
     
    Especialistas dizem que são cada vez mais comuns os casos de “text neck” –”pescoço de SMS” em tradução livre–, dores na cabeça ligadas a tensões na nuca e no pescoço causadas pelo tempo inclinado em uma posição indevida para visualizar a tela do celular.
     
    Segundo a fisioterapeuta Priya Dasoju, “pescoço de SMS” também pode levar a dores no braço e no ombro. “O que estamos vendo são cefaleias cervicogênicas”, afirmou. Ela diz que o problema vem de tanto inclinar a cabeça para frente da tela do celular, e isso cria uma pressão intensa nas partes frontais e traseiras do pescoço.
     
    Esse problema pode se agravar e, em alguns casos, pode levar a uma condição conhecida como nevralgia occipital. É uma condição neurológica em que os nervos occipitais –que vão do topo da medula espinhal até o couro cabeludo – ficam inflamados ou lesionados. Ela pode ser confundida com dores de cabeça ou enxaqueca.
     
    “Cerca de 30% dos nossos pacientes que vemos têm nevralgia occipital”, disse a osteopata Lola Phillips. “Você tende a ter esse problema quando usa muito tablets, laptops ou smartphones. Você começa a sentir uma tensão na parte da frente do pescoço e uma fraqueza na parte de trás dele.”
     
    A dor pode ser intensa, como se o pescoço estivesse “queimando”, e começa na base da cabeça, se estendendo por toda a parte superior, no couro cabeludo. Geralmente, as dores começam na parte de trás da cabeça, no nervo occipital, mas às vezes elas ficam localizadas mais na parte da frente, acima dos olhos.
     
    'RAIOS DE DORES'
     
    Adam Clark Estes começou a sentir dores de cabeça alguns meses atrás. Segundo ele, a dor é intensa. “É como se fosse a dor de uma ressaca forte. Você sente a cabeça latejando.” Pacientes com problemas de nevralgia occipital relatam dores fortes de cabeça
     
    “Como se alguém tivesse me golpeado na cabeça com um cano de aço quente enviando raios de dores lancinantes no crânio”, conta.
     
    Você pode sentir a dor em um dos lados da cabeça ou nos dois, e até atrás dos olhos quando movimenta o pescoço. O conselho para curar o problema é mudar de postura na hora de mexer no celular –e evitar o uso excessivo dele.
     
    “Quem sofre disso deveria pensar em adotar posturas diferentes quando estiver usando o celular. Sentar na vertical, por exemplo, e levantar o celular ou usar um suporte para ele ficar em uma altura mais adequada”, explica a osteopata Lola Phillips. “É preciso ter mais disciplina com o uso do telefone também”, reitera.
     
    O tratamento inclui correção de postura, massagem e remédios anti-inflamatórios, mas em alguns casos é preciso tomar medidas mais drásticas. Adam Clark Estes teve que injetar um coquetel de esteroides e outros relaxantes nos nervos ao redor do seu pescoço.
     
    “Dói bastante. Acho que o médico me deu quase 20 injeções separadas e depois delas eu fiquei tão mole que achei que iria desmaiar.” “Depois de me recuperar, o médico me disse que me sentiria melhor em um dia – e melhorou mesmo”, conta.
     
    Médicos também podem receitar relaxantes musculares, antidepressivos. Especialistas dizem que a prevenção é a melhor opção. Diminuir o uso de smartphones ou então posicioná-los mais próximo da altura dos olhos são boas estratégias para evitar o problema.
     
    “Tente não manter a mesma postura por muito tempo”, disse a fisioterapeuta Priya Dasoju. “Coloque um lembrete no celular ou no computador para se certificar de que você não está na mesma posição por muitos minutos consecutivos.”
     
    Os médicos garantem que as condições causadas por uso excessivo de smartphones são apenas dolorosas, não fatais.
     
    Fonte: BBC Brasil
  • Vitaminas prometem mais saúde, mas especialistas contestam benefícios

    Vitaminas prometem mais saúde, mas especialistas contestam benefícios

    Não basta oferecer um abecedário de nutrientes. Os multivitamínicos agora prometem aumentar a imunidade, melhorar o funcionamento do intestino e dar mais disposição. Tudo isso graças a um coquetel que inclui, além de vitaminas e minerais, probióticos e antioxidantes.
     
    É o caso do Bion3, da Merck, que combina 20 nutrientes, como cálcio, com bactérias probióticas.
     
    “Ele melhora o sistema imunológico e dá mais energia porque auxilia na absorção de nutrientes”, diz Daniel Blumen, diretor de marketing da Merck Consumer Health.
     
    Segundo ele, desde fevereiro, quando começou a divulgação do produto no país, as vendas crescem 30% ao mês.
     
    O Bion3 não é o único da categoria “muito mais que um multivitamínico”. Na Europa e nos EUA, o suplemento Berocca, da Bayer, indicado para melhorar o desempenho mental e físico, faz sucesso até contra ressaca –embora o fabricante não recomende. A marca ainda não chegou ao Brasil.
     
    Por aqui, a linha Centrum, da Pfizer, já tem oito tipos de multivitamínico. Neste ano, a marca lançou duas fórmulas com antioxidantes para quem tem mais de 50 anos.
     
    “Se a pessoa não come seis porções de frutas e verduras por dia, precisa de um complemento”, diz Luiz Henrique Fernandes, diretor médico da Pfizer Consumer Healthcare.
     
    Foi o que levou o comerciante Paulo César Penido, 53, a tomar um desses produtos. “Eu me alimento bem, mas se faltar algum nutriente, a vitamina garante. E me dá um 'plus' de energia.”
     
    A mesma impressão tem Guilherme Moreira Bigardi, 32, supervisor de vendas. “Eu sempre ficava cansado. Com o multivitamínico melhorou bastante.” Mas ele admite que não foi um milagre, já que passou a se alimentar melhor e a fazer exercícios.
     
    CONTROVÉRSIAS
     
    Muitos especialistas têm ressalvas quanto à necessidade dos multivitamínicos.
     
    “Eles vendem uma imagem de salvação, de que com a vitamina você vai vencer o cansaço. Não é bem assim”, diz o nutrólogo Celso Cukier.
     
    “Para o metabolismo da energia precisamos de vitaminas do complexo B, mas são quantidades mínimas. Com alimentação normal você consegue o necessário.”
     
    Por “normal” ele quer dizer comer arroz, feijão, carne, frutas e legumes. A nutricionista Silvia Franciscato Cozzolino, professora da USP, indica de cinco a sete porções de frutas e vegetais por dia.
     
    De acordo com ela, a pessoa pode até sentir mais disposição quando tomar vitamina se tiver carência de nutrientes. O mesmo vale para a questão da imunidade.
     
    “Estudos já mostraram que probióticos podem ajudar nesse sentido. Nutrientes como o zinco também.”
     
    Mesmo assim, ela não recomenda o uso de suplementos sem indicação médica.
     
    “De qual mineral a pessoa tem carência? Em quais doses? Vitamina faz bem só para quem precisa”, afirma Durval Ribas Filho, nutrólogo.
     
    Como os multivitamínicos são complementares à alimentação, as doses são baixas e não representam riscos. Mas os suplementos para suprir carências de nutrientes específicos podem fazer mal.
     
    “Muita vitamina C pode levar à formação de cálculos renais, e o excesso de vitamina A ou E pode prejudicar o fígado”, diz Luciana Coppini, presidente da Associação Brasileira de Nutrição.
     
    De acordo com a nutricionista, grávidas, vegetarianos e idosos que não conseguem se alimentar bem precisam de suplementação. “Quem faz academia, não. Só se for atleta de elite.”.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Estudo realizado por hospital do Paraná produz novo medicamento para Artrite

    Estudo realizado por hospital do Paraná produz novo medicamento para Artrite

    Um estudo sobre artrite reumatoide foi realizado com a participação de pesquisador do Complexo Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná (CHC-UFPR), além de outros três centros de estudos do Brasil. Sebastião Cezar Radominski, chefe da especialidade de Reumatologia do CHC e professor da UFPR, vem pesquisando um novo medicamento para a Artrite Reumatoide no Centro de Estudos em Reumatologia desde 2005. 
     
    Segundo Radominski “a pesquisa desenvolveu um medicamento inovador, de uma nova classe terapêutica (anti-JAK3), o Tofacitinibe, que age bloqueando a sinalização para a inflamação agora dentro do núcleo das células, reduzindo a progressão da doença e impedindo a destruição articular. Cerca de 80 pacientes participaram dos estudos clínicos de fase II e III e a maioria se encontra ainda nos estudos de extensão a longo prazo, no centro de estudos”.
     
    Com perfil de segurança e eficácia semelhantes aos imunobiológicos, que são administrados de maneira injetável em instituições de saúde, esse novo fármaco é muito mais prático pois pode ser utilizado via oral, inclusive, tornando o procedimento economicamente muito mais viável.
     
    Após estudos de fase III, este novo fármaco já foi aprovado, em 2012, pelo FoodDrug Administration (FDA), do Estados Unidos, e, no fim de 2014, pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), do Brasil, estando disponível para uso no Brasil desde o início de maio deste ano de 2015 através de planos de saúde e vendas em farmácia sob prescrição médica.
     
    No momento aguarda incorporação na tabela do Sistema Único de Saúde (SUS) para uso em toda rede pública. A partir das pesquisas de Radominski, inclusive, o Ministério da Saúde já incorporou os medicamentos abatacepte, golimumabe, tocilizumabe e rituximabe contra a artrite reumatoide na tabela SUS em 2013.
     
    A Artrite reumatoide (AR)
     
    É uma doença crônica autoimune que leva à inflamação (artrite) e a destruição das articulações em médio e longo prazo. Esta doença, se não tratada em suas fases iniciais, pode acarretar deformidades irreversíveis, sendo uma das maiores causas de incapacidades especialmente em mulheres adultas jovens, com impacto tremendo na sua qualidade de vida. É também um dos principais motivos de próteses articulares totais nesta faixa etária, além de osteoporose precoce, especialmente, por uso crônico de corticoides. Embora não tenha cura, a descoberta de novos tratamentos como os chamados de imunobiológicos (anti-TNFs e outros), constituíram-se em uma revolução e alento no tratamento da AR nos últimos 15 anos. Ainda assim:
     
    Cerca de 30% dos pacientes permanecem com sua doença em atividade apesar de todos os avanços recentes;
     
    Todos os medicamentos imunobiológicos disponíveis, atualmente, são de uso injetável, seja intravenoso ou subcutâneo o que pode ser um obstáculo para uma boa parte dos pacientes, quanto a aderência ao tratamento;
     
    A ação dos fármacos atuais se dá por bloqueio de proteínas que causam a inflamação fora do núcleo das células.
     
    Fonte: Ebserh