Category: Notícias

  • HC imprime placa 3D de titânio e refaz crânio

    HC imprime placa 3D de titânio e refaz crânio

    O Hospital de Clínicas (HC) da Unicamp, em Campinas, anunciou ontem que fez a primeira cirurgia no País para reconstrução craniofacial com placa de titânio impressa em 3D. O procedimento foi feito na estudante Jéssica Cussiolli, de 23 anos, que sofreu um acidente de moto em setembro de 2014, em Araçatuba, interior de São Paulo. A cirurgia durou oito horas. Os médicos criaram um o modelo virtual do crânio fraturado. A partir daí, a impressora 3D fez três placas cobrindo o afundamento de 12 centímetros no crânio da estudante.
     
    Fonte: O Estado de S.Paulo
  • Droga vai usar defesa do corpo contra câncer

    Droga vai usar defesa do corpo contra câncer

    Estudos apresentados na reunião da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO), maior congresso de câncer do mundo, encerrado ontem em Chicago, apontam avanços no uso de uma nova classe de remédios que estimulam o sistema imunológico a combater tumores, tratamento chamado de imunoterapia. Os resultados mais promissores foram os de medicamentos indicados para câncer de pulmão e de pele do tipo melanoma, o mais grave.
     
    Enquanto a químio e a radioterapia atuam matando diretamente as células tumorais (e outras células saudáveis por consequência), os imunoterápicos agem na estimulação do sistema imunológico para que ele próprio combata o câncer.
     
    “Quando há a ocorrência de um câncer, proteínas que ficam na superfície do tumor interagem com as proteínas das células de defesa, os linfócitos, impedindo que ele combata o câncer.
     
    Os imunoterápicos tiram esse freio dos linfócitos e permitem que eles passem a atuar a favor do paciente”, diz Daniel Herchenhorn, diretor científico do grupo de Oncologia D’Or.
     
    No caso do câncer de pulmão do tipo mais comum, o estudo feito com o imunoterápico Nivolumabe, após quimioterapia sem resposta, diminuiuem27% o risco de morte do paciente.
     
    Comparado com o tratamento padrão, apenas com químio, o porcentual de pacientes que continuaram vivos após um ano subiu de 39% para 50%.
     
    “É uma esperança para quem não respondeu à químio e em uma fase que não tínhamos muito o que fazer como alternativa”, diz Roger Miyake, diretor médico da Bristol-Myers Squibb no Brasil, laboratório que fez o estudo.
     
    O medicamento já é aprovado nos Estados Unidos e teve seu pedido de registro submetido à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no mês de maio.
     
    De acordo com estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca), cerca de 27 mil novos casos de câncer de pulmão foram registrados no País em 2014. Altamente letal, esse tipo de tumores tá associado ao tabagismo em 90% dos casos. Apenas um em cada dez pacientes com câncer de pulmão estão vivos após cinco anos da descoberta da doença.
     
    Pele
     
    No caso do melanoma, tipo agressivo de câncer de pele,a novidade apresentada no congresso americano foi um tratamento que associa dois imunoterápicos: o Nivolumabe, o mesmo testado contra o câncer de pulmão, com o Ipilimumabe, já aprovado no Brasil e também produzido pela Bristol.
     
    O uso conjunto das duas drogas diminuiu em 30% o tumor em quase 60% dos pacientes que participaram do estudo, mantendo a doença estável por um tempo médio de um ano.
     
    Efeitos
     
    Por não atacar células saudáveis do corpo como a quimioterapia e a radioterapia, a imunoterapia provoca efeitos colaterais diferentes. Não há queda de cabelos, por exemplo, mas o paciente pode manifestar problemas como diarreia e doenças de pele.
     
    Fonte: O Estado de S.Paulo
     
  • UBS é primeira referência em saúde do brasileiro, diz pesquisa do IBGE

    UBS é primeira referência em saúde do brasileiro, diz pesquisa do IBGE

    Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) visitou 81.767 casas de todo o país.
    Segundo estudo, quase um terço da população tem algum plano de saúde.
     
    A Unidade Básica de Saúde (UBS) é a primeira referência para quase metade da população brasileira: 47,9% das pessoas costumam recorrer a esse serviço quando têm algum problema de saúde, ante 21,4% que escolhem ir a emergências de hospitais públicos, pronto-atendimentos públicos e ambulatórios. A UBS é definida pelo Ministério da Saúde como o local prioritário de atenção básica à saúde na estrutura do SUS.
     
    Uma parcela de 20,6% procura consultório particular ou clínica privada e outros 4,9% buscam estabelecimentos de pronto-atendimento privados. O restante da população se divide entre farmácias, centros de especialidades e outras unidades do SUS.
     
    Os dados são da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Durante a divulgação dos resultados, nesta terça-feira (2), o ministro da Saúde, Arthur Chioro, disse que a “imagem negativa” do atendimento no SUS não é verdadeira. “Quem usa o SUS avalia de maneira positiva. Quem não usa fica com a percepção que não tem qualidade e nega atendimento.” Embora o panorama não avalie a qualidade do atendimento, ele afirmou que “todas pesquisas dos usuários mostram alto grau de satisfação”.
     
    Trata-se da primeira edição da pesquisa e também o primeiro levantamento de saúde em âmbito nacional a coletar amostras de sangue e de urina da população entrevistada, o que confere mais precisão aos resultados. Pesquisas nacionais feitas anteriormente dependiam exclusivamente do relato do entrevistado sobre seus problemas de saúde (leia mais abaixo).
     
    Nesta terça-feira, o instituto divulgou o segundo volume dos resultados obtidos a partir da coleta feita no segundo semestre de 2013. O primeiro volume de dados foi divulgado em dezembro de 2014.
     
    Foram visitadas 81.767 casas em todos os estados brasileiros, entre as quais 62.986 aceitaram responder ao questionário do IBGE. Enquanto todos os entrevistados tiveram peso, altura, circunferência da cintura e pressão arterial medidas, 25% desse conjunto realizaram também os exames de sangue e urina.
     
    A pesquisa também divulgou dados sobre a quantidade de cães e gatos de estimação nos lares brasileiros.
     
    Serviços
     
    Entre os domicílios visitados, 93,7% têm água canalizada em ao menos um cômodo, 60,9% têm esgoto, 89,3% são atendidos por serviço de coleta de lixo e 99,6% têm energia elétrica.
     
    Plano de saúde
     
    A pesquisa constatou também que 27,9% da população tem algum tipo de plano de saúde, seja médico ou odontológico. Em 32,4% dos casos, quem paga o plano é o empregador do titular. Entre os que bancam diretamente o próprio plano, 57,6% pagam menos de R$ 200 mensais. Já uma parcela de 4,7% paga mais do que R$ 1.000 de mensalidade.
     
    Consultas
     
    Entre as pessoas entrevistadas, 72,1% relataram ter consultado ao menos um médico nos últimos 12 meses antes da pesquisa. Já a parcela dos que haviam consultado um dentista no mesmo período foi de 44,4%.
     
    Gripe e resfriado
     
    Segundo o levantamento, 7% das pessoas deixaram de realizar atividades habituais por motivo de saúde nas duas semanas anteriores à pesquisa. Essa parcela passou a 11,5% entre pessoas com 60 anos ou mais. Entre os que tiveram problemas de saúde nas duas semanas anterires à pesquisa, 17,8% tiveram resfriado ou gripe e 10,5% dores nas costas, pescoço ou nuca.
     
    Entre os que receberam atendimento em algum serviço de saúde, a parcela dos que conseguiram obte pelo menos um dos medicamentos receitados no serviço público de saúde foi de 33,2%.
     
    Internações: parto normal e cesárea
     
    O estudo revelou ainda que 6% dos entrevistados ficaram internados em hospitais por pelo menos um dia nos últimos 12 meses antes da pesquisa. Enquanto o principal motivo de internação nos hospitais públicos foi o parto normal (7,2%), seguido pela cesárea (5,9%), nos hospitais privados, ocorreu o inverso: a cesárea corresponde a 9,7% das internações, enuqnato o parto normal corresponde a 2,1%.
     
    O ministro Chioro citou a prevalência de cesáreas nos hospitais particulares como “preocupante”. Ele também mostrou preocupação com a “epidemia de assidentes de trânsito”.
     
    Acidentes e cinto de segurança
     
    A proporção dos que se envolveram de acidente de trânsito com lesões corporais, segundo a pesquisa foi de 3,1%, dentre os quais 15,2% tiveram sequelas ou incapacidades.
     
    “Tenho quase a convicção de que muitos de nós nunca ouvimos falar sobre como o uso do cinto no banco de trás diminui em 75% a taxa de morte. E não chegamos a 50% de uso – em algumas regiões, o número é bem pequeno”, disse Chioro, durante a apresentação dos dados
     
    A parcela de pessoas que sofreram violência física de pessoa desconhecida nos 12 meses anteriores à coleta de dados foi de 3,1%. Os que sofreram violência de pessoa conhecida foi de 2,5%.
     
    Discriminação
     
    Segundo a PNS, 10,6% da população já se sentiu discriminada em serviços de saúde, entre públicos e privados, seja por motivo de falta de dinheiro, classe social, cor, tipo de ocupação, tipo de doença, religião e preferência sexual.
     
    Outras pesquisas nacionais de saúde
     
    Pesquisas nacionais sobre a saúde da população feitas anteriormente não coletavam amostras para exames. É o caso da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), que abordou o tema da saúde em 1998, 2003 e 2008 e também do Vigitel (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), feito anualmente desde 2006.
     
    A PNS ainda terá uma terceira etapa de divulgação de dados no final do ano, que deve incluir informações sobre a pressão arterial dos entrevistados. Os dados levantados a partir dos exames de sangue e urina, por sua vez, só serão divulgados em uma etapa posterior.
     
    Fonte: Bem estar
  • Acesso à

    Acesso à

    A prescrição da “pílula do dia seguinte” para aids vai mudar no Brasil. Para ampliar o acesso à terapia e com isso tentar reduzir o número de novas infecções no País, o Ministério da Saúde colocou em consulta pública um protocolo que torna único o tratamento com drogas antiaids indicado para pessoas expostas ao HIV, a chamada profilaxia pós-exposição.
     
    Atualmente,a estratégia terapêutica muda de acordo com o grupo exposto ao vírus. Profissionais de saúde que tiveram contato com sangue ou secreções que possam ter HIV recebem um tratamento distinto de, por exemplo, mulheres vítimas de violência sexual ou de pessoas que tiveram uma relação sexual desprotegida. “Isso não é necessário. O tratamento único é igualmente eficaz,independentemente da forma de exposição”, disse o diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Fábio Mesquita.
     
    Os protocolos distintos levam a uma redução na oferta dos antirretrovirais. “Centros especializados em acolhimento de mulheres vítimas de violência não se sentem autorizados a dispensar os remédios para uma pessoa, por exemplo, que tenha tido uma relação sexual desprotegida”, relata Mesquita.
    “Com a uniformização, todos os centros vão poder atender todos pacientes. É uma forma de aumentar a rede de dispensação”, completou.
     
    Em 2014, 21.512 pessoas fizeram a profilaxia pós-exposição, um número considerado baixo por Mesquita. Do total, a maioria (40,8%) se expôs ao risco de contato com HIV em acidentes de trabalho. O segundo maior grupo foi o de pessoas que tiveram relações sexuais desprotegidas (33,2%), seguido por vítimas de violência (21,8%).
     
    Comportamento de risco. Pesquisas mostram que o comportamento de risco para aids aumentou entre brasileiros. Embora o nível de informação sobre a forma de transmissão do HIV seja alto, é baixo o uso de preservativo com parceiros casuais.
     
    “A terapia pós-exposição se transformou em uma opção que deve se juntar a outras formas de prevenção do HIV.O raciocínio é que é preferível tomar o medicamento por 28 dias do que durante toda a vida”,afirmou o diretor.
     
    Além de unificar a terapia, o governo quer ampliar os serviços que ofertam o tratamento. A ideia é acabar com o atendimento voltado a segmentos específicos e, na próxima etapa, prevista para 2016, estender a distribuição dos medicamentos aos serviços de emergência.
     
    Exemplo. Somente o Rio Grande do Sul oferta atualmente a terapia pós-exposição nos serviços de emergência, que não fecham nos fins de semana ou à noite. A iniciativa, que faz parte de um projeto-piloto, deve ter os dados analisados até o fim deste ano. O plano é que, feita a avaliação, se estenda a iniciativa para todo o País. Para ter eficácia, o tratamento tem de começar 72 horas depois da relação de risco.“Não faz sentidoas pessoas ficaremindo de serviço em serviço”, disse o diretor.
     
    O tratamento sugerido em consulta pública é feito com a combinação de quatro drogas antiaids: tenofovir,lamivudina, atazanavir com ritonavir.A terapia tem de ser dada durante 28 dias. Uma outra mudança proposta pela consulta, que ficará 30 dias aberta para contribuições,é reduzir o tempo de acompanhamento dessas pessoas que fizeram a profilaxia pós-exposição de 6 meses para 3 meses.
     
    “Quando o protocolo havia sido feito, os exames não eram tão precisos e o risco de um falso negativo era maior”, justificou o diretor. Depois da consulta pública, a proposta de mudança deverá ser avaliada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias do SUS (Conitec).
     
    Fonte: O Estado de S.Paulo
  • Risco de morte cai 50% com uso rápido de antirretroviral, diz estudo

    Risco de morte cai 50% com uso rápido de antirretroviral, diz estudo

    Tomar antirretrovirais desde a infecção pelo HIV pode reduzir o risco de morte em mais de 50%. É o que revela o mais amplo estudo sobre medicamentos e aids já feito no mundo, cujos resultados iniciais foram divulgados anteontem.
     
    Chamada de Start (Strategic Timing of Antiretroviral Treatment), a investigação foi suspensa um ano antes do previsto justamente porque os dados preliminares já mostraram que os pacientes tratados desde o início apresentaram 53% menos probabilidade de morrer ou desenvolver enfermidades ligadas à infecção, em relação a um grupo que iniciou o estudo com o corpo já debilitado. Esses dados, combinados com pesquisas anteriores, aconselham a oferecer tratamento a todas as pessoas quando infectadas,assinalam os autores do trabalho.
     
    Financiado principalmente pelos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos, o Start teve início em março de 2011 com 4.685 homens e mulheres de 35 países, com idade média de 36 anos. É apontado como o primeiro trabalho de grande magnitude focado em antirretrovirais – quando iniciado, seus autores tinham dúvidas se o tratamento não traria mais riscos do que benefícios. Entre os países colaboradores estão França, Alemanha e Inglaterra.
     
    “Dispomos agora de uma prova irrefutável de que a saúde de uma pessoa infectada pelo HIV é muito melhor quando se começa uma terapia antirretroviral o mais cedo possível”, declarou o diretor do Instituto de Alergia e Enfermidades Infecciosas dos Estados Unidos (NIAID),Anthony Fauci. “Uma terapia mai precoce não só melhora a saúde das pessoas infectadas como, ao mesmo tempo, reduz a carga viral e o risco de transmissão da aids.” De acordo com especialistas, há ao menos 35 milhões de pessoas infectadas por HIV no mundo, mas só 13 milhões usam o coquetel.
     
    Fonte: O Estado de S.Paulo
  • Os perigos relacionados ao uso de antibióticos

    Os perigos relacionados ao uso de antibióticos

    Pode-se dizer que Jacob Epstein, morador da Flórida (EUA) elegante e saudável de 88 anos, morreu no começo de maio por causa de um braço quebrado. Depois de passar por uma cirurgia para recolocar o osso no lugar, ele tomou um antibiótico para prevenir uma infecção pós-operatória, prática comum nos hospitais.
     
    Sua filha, Beth Fidanza, lembra que, em uma semana, seu pai teve uma diarreia causada por uma bactéria intestinal terrível chamada Clostridium difficile, ou C. difficile. Um outro antibiótico parecia ter acabado com a doença, mas, depois de alguns dias, ele desenvolveu uma combinação fatal de falência dos rins, pressão baixa e sangramento gastrointestinal.
     
    A morte de Epstein foi, na verdade, o resultado do uso inapropriado de antibióticos, que causaram o aumento de uma cepa agressiva e resistente a esses medicamentos da C. difficile, organismo responsável por cerca de 500 mil novos casos da doença e 30 mil mortes por ano nos Estados Unidos.
     
    A C. difficile é uma bactéria que forma esporos, produz toxinas e pode colonizar o intestino grosso e causar-lhe vários estragos, resultando em fezes líquidas e desidratação profunda. Os esporos são resistentes ao calor, ao ácido e aos antibióticos; podem ser lavados com sabão e água, mas não com os higienizadores de mãos que têm o álcool como base, comuns nas instalações de saúde. Dessa maneira, mesmo uma higiene não muito boa no banheiro é capaz de espalhar o organismo.
     
    “A C. difficile é encontrada no solo e na água, mesmo com cloro, e, em menor escala, contamina os alimentos. A maioria de nós ingere C. difficile todos os dias”, explicou em uma entrevista o doutor Dale N. Gerding, especialista de doenças infecciosas da Universidade Loyola, em Chicago.
     
    Na maior parte das pessoas, os micro-organismos que normalmente moram no intestino protegem contra a infecção por C. difficile, afirma ele. Isso, até que os antibióticos desregulem o equilíbrio saudável desses micro-organismos. Sem competição, os esporos da C. difficile podem germinar e se reproduzir sem alarde, e não apenas em pessoas com o sistema imunológico comprometido.
     
    “A flora intestinal em um órgão saudável possui três características: um número grande de micro-organismos, um número grande de espécies diferentes e um crescimento da representação de certos filos bacterianos e diminuição na representação de outros. A ruptura de qualquer uma dessas características pode resultar em um aumento da susceptibilidade ao crescimento de C. difficile”, escreveu Maja Rupnik, no mês passado, no “The New England Journal of Medicine”.
     
    Desde o começo dos anos 2000, os hospitais têm relatado crescimentos drásticos no número de infecções severas de C. difficile, segundo documento escrito pelos médicos Daniel A. Leffler e Thomas Lamont, do Centro Médico Beth Israel Deaconess, em Boston. A cepa mais agressiva predominante, NAP1, tem uma taxa de mortalidade três vezes mais alta do que as associadas com as formas menos virulentas comuns nas décadas passadas.
     
    “O fator de risco mais importante para a infecção por C. difficile ainda é o uso de antibióticos. Ampicilina, amoxilina, cefalosporina, clindamicina e fluoroquinolones são os antibióticos mais frequentemente associados com a doença, mas quase todos os antibióticos já foram conectados à infecção”, escreveram os médicos.
     
    Gerding explica que a maioria dos antibióticos “está sendo usada de maneira inapropriada, para coisas como infecções das vias aéreas superiores causadas por vírus”. Ele diz também que não foi provado que comer iogurte ou ingerir os probióticos disponíveis no mercado, enquanto a pessoa está tomando antibióticos, protege da infecção. Mas na Inglaterra, onde foi lançado um programa de uso mais criterioso de antibióticos, as infecções por C. difficile diminuíram.
     
    Os riscos e a gravidade da infecção por C. difficile, e o perigo de uma recaída, crescem com a idade. Em um estudo de um surto em um hospital de Québec, no Canadá, pessoas com mais de 65 anos tiveram dez vezes mais chances do que pacientes mais jovens de ter a infecção. Mesmo depois que os pacientes infectados melhoraram, cerca de 5% continuaram a ter sinais da variedade tóxica em suas fezes por seis meses e, se tomassem outro antibiótico durante esse tempo, a doença poderia voltar, afirma Gerding.
     
    Embora constantemente associadas com hospitais e outras instituições médicas, as infecções por C. difficile ocorridas fora desses locais “aumentaram dramaticamente na década passada e hoje podem somar até um terço dos novos casos”, segundo o relatório de Leffler e Lamont.
     
    Mas Gerding explica que, entre aqueles infectados fora dos hospitais, “cerca de 80% tiveram uma exposição recente a uma instituição de saúde”, por exemplo, uma clínica ou consultório médico, onde podem ter recebido uma receita para tomar antibióticos e ter sido expostos aos esporos.
     
    A boa notícia, diz ele, é que novas abordagens de tratamento estão se provando capazes de prevenir as recaídas — e no futuro podem diminuir também as infecções iniciais.
     
    Nesse mês no JAMA, Gerding e seus colegas descreveram um tratamento que usa uma cepa não produtora de toxinas da C. difficile em pacientes que estão se recuperando de uma infecção. Apesar de não ser uma solução permanente, as cepas continuam no intestino por um tempo suficiente para permitir que a flora normal e saudável volte a popular o órgão, o que reduz bastante o risco de recaída.
     
    Em outro tipo de abordagem, o doutor Israel Lowy, do Medarex, em Princeton, Nova Jersey (agora com a Regeneron Pharmaceuticals), a doutora Deborah C. Molrine, da MassBiologics da Escola de Medicina da Universidade de Massachusetts, e seus colegas demonstraram que anticorpos monoclonais criados para atacar as toxinas da C. difficile reduziram o risco de uma recaída de 25% para 7%. Mas essa também é uma medida paliativa para dar à flora intestinal tempo de se recuperar.
     
    Uma solução mais permanente sendo estudada hoje envolve uma vacina antitoxina injetável. Como demora semanas ou meses para que a proteção da vacina se torne efetiva, uma das medidas temporárias pode ser usada nesse período, explica Gerding.
     
    Tratamentos mais conhecidos como transplantes fecais de indivíduos saudáveis estão reservados para pacientes que passaram por muitas recaídas de C. difficile. Os pesquisadores estão tentando isolar os organismos mais efetivos presentes nas fezes de pessoas saudáveis, com a esperança de incorporá-los a uma cápsula que poderia ser tomada como tratamento ou preventivamente.
     
    Gerding prevê a possibilidade de que as pessoas que tomam um antibiótico possam simultaneamente receber uma dose de bactérias vivas terapêuticas capazes de prevenir a colonização por organismos perigosos.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Castanha-do-pará retarda envelhecimento das células do cérebro, diz estudo

    Castanha-do-pará retarda envelhecimento das células do cérebro, diz estudo

    O consumo de uma castanha-do-pará diariamente ajuda a prevenir o envelhecimento das células do cérebro e manter ativas as capacidades de memória, planejamento e articulação da fala. A melhora se deve ao alto índice de selênio no alimento, que, ao ser absorvido pelas células, combate os radicais livres, moléculas responsáveis pelo envelhecimento das células.
     
    As conclusões fazem parte de um estudo realizado pela nutricionista Bárbara Rita Cardoso, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP (Universidade de São Paulo). Durante seis meses, ela avaliou 20 pacientes diagnosticados com comprometimento cognitivo leve, ou seja, com uma perda de atividade cerebral leve. Acompanhada de um psicólogo que aplicou testes para avaliar o desempenho cognitivo dos pacientes, ela relacionou o aumento do nível de selênio com a melhoria das capacidades cerebrais.
     
    “No cérebro, quando as células 'envelhecem', acabam por ter suas funções prejudicadas e ficam mais vulneráveis à morte celular”, explica a nutricionista. O processo está intimamente relacionado com a degeneração dos neurônios e pode levar ao desenvolvimento do Alzheimer. Para retardar o envelhecimento, Bárbara escolheu estudar os efeitos da castanha, alimento já conhecido por armazenar uma grande quantidade de selênio.
     
    Com essa pesquisa, a nutricionista venceu o Prêmio Jovem Cientista do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), anunciado em 22 de maio. A premiação será realizada em junho.
     
    Agora, a pesquisadora dá continuidade aos estudos na Universidade de Melbourne, na Austrália. O projeto acompanha mil participantes com idade mínima de 60 anos para identificar fatores de risco relacionados ao Alzheimer. O projeto avalia os participantes há um ano e meio e é realizado há oito anos. O desafio de Bárbara agora é realizar testes para relacionar a falta de selênio com o Alzheimer.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Preservativos femininos têm Imposto de importação zerado

    Preservativos femininos têm Imposto de importação zerado

    Os preservativos femininos deixarão de pagar imposto para entrar no país. Resolução da Câmara de Comércio Exterior (Camex) publicada hoje (27) no Diário Oficial da União reduziu 10% para 0% o Imposto de Importação do produto. Os equipamentos para parques temáticos também tiveram a tarifa zerada e deixarão de pagar 20% na importação.
     
    Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, a redução do imposto sobre as camisinhas femininas foi motivada pela política de prevenção a doenças sexualmente transmissíveis. Em relação aos parques temáticos, o governo estima que a medida gere investimentos de US$ 15 milhões e 1,5 mil postos de trabalho com a compra, a manutenção e a operacionalização dos equipamentos.
     
    Como as novas tarifas são diferentes das aplicadas nos demais países do Mercosul, os dois produtos tiveram de ser incluídos na lista de exceções à tarifa externa comum. Como a lista admite, no máximo, 100 categorias de produtos, dois itens – eixos e rodas ferroviárias e placas de barreiras com resinas sintéticas protetoras de pele com ou sem flange – tiveram que ser retirados da lista e voltaram a pagar tarifas normais.
     
    No caso dos eixos e rodas ferroviárias, a alíquota voltou a 14%. As placas de barreiras passaram a pagar 12%. Em outra resolução, a Camex prorrogou a redução a zero do Imposto de Importação do para-xileno, uma das principais matérias-primas da resina PET, usada em embalagens plásticas e fibras têxteis. A decisão valerá para uma quota de 90 mil toneladas com declarações de importação registradas até 25 de novembro. Normalmente, o produto paga 4% para entrar no país.
     
    Fonte: Uol Saúde
     
     
  • Instituto Butantan busca voluntários para testar vacina contra dengue

    Instituto Butantan busca voluntários para testar vacina contra dengue

    Para acelerar a liberação da vacina contra a dengue no país, o Instituto Butantan, órgão da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, e a Faculdade de Medicina da USP, estão à procura de 77 voluntários para completar a segunda fase de testes.
     
    Na primeira etapa, que já foi concluída, a imunização foi testada em 173 pessoas e obteve sucesso, segundo o instituto. “Os resultados de segurança já apresentados indicam que a vacina produzida pelo Instituto Butantan é segura e potencialmente eficaz, protegendo contra os quatro tipos de vírus com apenas uma dose”, afirmou o Instituto em nota à imprensa.
     
    De acordo com o órgão, os voluntários precisam estar em boas condições de saúde e ter entre 18 e 59 anos. Não há restrição para pessoas que já tenham sido infectadas pelo vírus da dengue. Mulheres grávidas não podem participar do estudo.
     
    A vacina é produzida em parceria com o Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos (NIH), onde o vírus foi identificado. “Nas pesquisas realizadas nos Estados Unidos, os cientistas norte-americanos testaram o produto em mais de 600 pessoas e não foram observados efeitos colaterais importantes”, diz o comunicado.
     
    Junto a esta etapa, o Instituto Butantan já solicitou à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) a antecipação da terceira e última fase de testes clínicos em humanos.
     
    “A medida prevê que o processo de produção do imunobiológico seja adiantado em até dois anos. Esta fase ampliará a testagem para várias regiões do país e será testada em 17 mil voluntários”, ressaltou o boletim.
     
    Ainda segundo o órgão, os resultados de segurança já apresentados durante o estudo da segunda fase, associados aos resultados dos estudos realizados nos EUA com uma vacina semelhante, indicam que a vacina produzida pelo Instituto Butantan é segura e potencialmente eficaz, protegendo contra os quatro tipos de vírus com apenas uma dose. A vacina é produzida por um vírus atenuado, ou seja, o próprio vírus é modificado para que o corpo seja capaz de produzir anticorpos, mas sem desenvolver a doença.
     
    Os interessados em participar dessa etapa podem ligar para os telefones (11) 2661-7214 e (11) 2661-3344 ou enviar um e-mail para [email protected].
     
    Fonte: Uol Saúde
     
  • Vacina pode controlar pressão arterial por até seis meses

    Vacina pode controlar pressão arterial por até seis meses

    Pesquisadores da Universidade de Osaka, no Japão, trabalham para desenvolver uma vacina que controlaria a pressão arterial por até seis meses. Ela é vista como promissora e pode ajudar os pacientes que precisam tomar remédios todos os dias para controlar a pressão do sangue. A vacina é importante porque muitos pacientes se esquecem de tomar o medicamento, além do custo do remédio de uso contínuo, que em alguns países não é oferecido pelos sistemas de saúde.
     
    Os pesquisadores desenvolveram esta vacina que ataca o hormônio chamado angiotensina II. Ele é o responsável por causar a constrição das veias, que aumenta a pressão do sangue e força o coração a trabalhar mais rápido.
     
    No estudo, os cientistas aplicaram a vacina em ratos com pressão alta por três vezes, com intervalos de duas semanas. A vacina baixou a pressão deles por até seis meses e ainda reduziu os danos no tecido do coração e das veias. Não houve registros de danos colaterais como no fígado, ou em outros órgãos. 
     
    A vacina funciona similarmente aos remédios de controle de pressão arterial, que ajudam as veias a relaxar e se abrir mais. Outros tipos de vacina similares já foram testadas, mas nenhuma teve o efeito duradouro como essa nem os baixos efeitos colaterais.
     
    O estudo foi publicado na revista científica Hypertension, da American Heart Association, no final de maio. Segundo o artigo, um desenvolvimento maior dessa pesquisa pode levar a um novo tipo de tratamento para hipertensão.
     
    Fonte: Uol Saúde