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  • Informações sobre PDPs já estão disponíveis no site da Anvisa

    Informações sobre PDPs já estão disponíveis no site da Anvisa

    As informações sobre Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) para medicamentos e produtos para a saúde já estão disponíveis no site da Agência. Com isso, já é possível obter dados sobre visitas técnicas, reuniões e publicações voltadas para o tema.
     
    As PDPs visam ampliar o acesso a medicamentos e produtos para saúde considerados estratégicos para o Sistema Único de Saúde (SUS), por meio do fortalecimento do complexo industrial do país. O objetivo principal é financiar o desenvolvimento nacional para reduzir os custos de aquisição dos medicamentos e produtos que atualmente são importados ou que representam um alto custo para o sistema. As parcerias são realizadas entre duas ou mais instituições públicas ou entre instituições públicas e empresas privadas, buscando promover a internalização da produção. Também está incluído no escopo das PDPs o desenvolvimento de novas tecnologias.
     
    A Anvisa é responsável pelos processos de inspeção das empresas e pelo registro dos produtos cujas tecnologias são objeto de transferência no âmbito das PDPs. As parcerias são firmadas entre as instituições e o Ministério da Saúde, sendo que, a partir da formalização dos Termos de Compromisso, a Anvisa inicia o acompanhamento por meio da coordenação dos Comitês Técnicos Regulatórios (CTRs). Cada comitê tem por objetivo o acompanhamento de uma determinada instituição que receberá a tecnologia a ser transferida.
     
    Dúvidas
     
    Questionamentos e sugestões relacionadas ao tema podem ser encaminhadas para a coordenação dos CRTs via e-mail [email protected].
     
    Confira abaixo mais informações sobre o assunto
     
     
    Link para consulta
     
  • Vacinação contra gripe começa em todo país; grávidas e idosos devem tomar

    Vacinação contra gripe começa em todo país; grávidas e idosos devem tomar

    Brasileiros que fazem parte dos chamados grupos prioritários –crianças (entre seis meses e cinco anos), idosos (a partir de 60 anos), gestantes e puérperas (mulheres que tiveram filhos nos últimos 45 dias), indígenas, funcionários do sistema prisional e detentos, pessoas com doenças crônicas e os profissionais de saúde pública– poderão tomar a partir desta segunda-feira (4) a vacina contra o vírus influenza, causador da gripe, na rede pública de saúde. A campanha vai até 22 de maio.
     
    A vacina é contra a gripe A H1N1, da pandemia de 2009, e outros dois tipos do vírus influenza, o A (H3N2) e o B. 
     
    Além delas, também estarão disponíveis vacinas contra difteria e tétano e a pneumocócica 23-valente, contra pneumonia, meningite e bacteremia/septicemia (infecção generalizada do sangue). Estas são para idosos hospitalizados ou que moram em asilos e casas de repouso e pessoa com doenças crônicas (cardiovasculares, pulmonares, renais, diabetes mellitus, hepáticas e hemoglobinopatias) ou imunodeprimidas (transplantados, com neoplasias e infectados pelo HIV), que devem levar uma prescrição médica especificando o motivo da indicação da dose.
     
    Serão disponibilizadas 54 milhões de doses para a imunização de 49,7 milhões de pessoas. Segundo o ministro da Saúde, não faltará dose em nenhum posto de saúde brasileiro.
     
    Em razão das temperaturas mais baixas registradas na região Sul, alguns postos em Caxias (RS) e em Uruguaiana (RS) ficaram sem vacina porque, segundo a coordenadora do Programa Nacional de Imunizações, Carla Domingues, esperavam receber número reduzido de pessoas em busca da imunização.
     
    “É uma acomodação do processo de vacinação, mas todos os 49 milhões de brasileiros têm a sua vacina garantida”, disse.  
     
    “A vacinação contra o Influenza é fundamental para evitar complicações decorrentes da gripe e doenças graves, como pneumonia”, afirma Helena Sato, diretora de Imunização da secretaria de Saúde de São Paulo, que pretende vacinar 11,8 milhões de paulistas, ou 80% das 14,7 milhões de pessoas que são o público-alvo da campanha.
     
    Segundo ela, a vacina, produzida pelo Instituto Butantan, órgão ligado à pasta, não causa gripe, pois “é composta apenas de partículas do vírus que são incapazes de causar qualquer infecção”.
     
    “A vacinação é extremamente segura. Há um alerta apenas para pessoa com alergia a ovo de forma severa e que devem procurar o médico para ter orientação adequada”, ressaltou Chioro.
     
    Neste ano, o Dia D da campanha será no sábado (9), das 8h às 17h. De segunda a sexta, os postos de saúde fixos ficarão abertos no mesmo horário. É importante levar aos postos de saúde o cartão de vacinação e um documento de identificação.
     
    Após a aplicação da dose podem ocorrer, de forma rara, dor no local da injeção, eritema (sinal clínico, presente em várias patologias, caracterizado por uma coloração avermelhada da pele ocasionada por vasodilatação e enrijecimento. Os efeitos costumam passar em 48 horas.
     
    A transmissão dos vírus influenza acontece por meio do contato com secreções das vias respiratórias, eliminadas pela pessoa contaminada ao falar, ao tossir ou ao espirrar. A doença também pode ser transmitida pelas mãos e objetos contaminados.  
     
    Os sintomas da gripe incluem febre, tosse ou dor na garganta, além de dor de cabeça, dor muscular e nas articulações. Já o agravamento pode ser identificado por sintomas como falta de ar, febre por mais de três dias, piora de sintomas gastrointestinais, dor muscular intensa e prostração. (Com Agência Brasil)
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Estudo busca forma de prever câncer antes de mal se manifestar

    Estudo busca forma de prever câncer antes de mal se manifestar

    No futuro, um simples exame de sangue seria capaz de diagnosticar o câncer anos antes de a doença começar a se manifestar num indivíduo. Essa é a aposta de um grupo de pesquisadores americanos, que desvendou um padrão que ocorre antes de a doença se desenvolver nos chamados telômeros, estruturas presentes nas “pontas” dos cromossomos e que protegem o DNA de mutações prejudiciais.
     
    Os telômeros encurtam cada vez que uma célula se divide e vão diminuindo ao longo da vida no processo natural de envelhecimento. Porém, disfunções nessas estruturas acarretam doenças ligadas ao avanço da idade, como câncer, mal de Alzheimer e de Parkinson. Por isso, descobrir como preservá-los pode ser a chave para a longevidade, e este é o foco de pesquisas ao redor do mundo.
     
    PADRÃO PARA VÁRIOS CÂNCERES
     
    No estudo das universidades de Northwestern e Harvard, os cientistas observaram diversas medidas de telômeros do sangue por um período de 13 anos, em 792 pessoas, das quais 135 foram diagnosticadas com diferentes tipos de tumor, incluindo próstata, pele, pulmão, leucemia e outros.
     
    Nesse grupo, os pesquisadores notaram que os telômeros encurtavam mais rápido em indivíduos que depois desenvolveram câncer. Em média, a diferença do comprimento dos telômeros entre os potencialmente doentes e os saudáveis era de 15 anos. Em seguida, o acelerado processo simplesmente parava entre três e quatro anos antes do diagnóstico.
     
    Segundo os pesquisadores, esse padrão — de encurtamento rápido seguido de uma estabilização — poderia levar a um novo biomarcador preditivo para o câncer. Esses resultados foram publicados num estudo na “EBioMedicine”, um novo periódico da Elsevier em colaboração com as revistas científicas “The Lancet” e “Cell Press”.
     
    — Esta é a primeira vez que se registra o comportamento específico dos telômeros antes do desenvolvimento do câncer — afirmou Lifang Hou, autora principal do estudo e professora de medicina preventiva da Universidade de Northwestern. — Notamos este padrão em uma ampla variedade de cânceres, portanto o teste certo poderia ser usado para diagnosticar todos eles.
     
    Pela lógica, os cientistas esperavam que as células de pacientes com câncer iriam se dividir descontroladamente, reduzindo progressivamente os telômeros até chegar à autodestruição. Mas, no estudo, eles notaram que não é isso que ocorre: o câncer interrompe o encurtamento para se espalhar pelo corpo. Segundo Lifang Hou, descobrir como o tumor faz isso poderia servir de base a uma nova terapia que provocasse a autodestruição das células cancerígenas, sem prejudicar as saudáveis.
     
    Fonte: O Globo
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    Os

    Tirando aquelas que podem ser colhidas do solo, quase todas as drogas recreativas um dia estiveram na farmácia. Em 1886, um anúncio da Pharmacya Ypiranga em A Província de S. Paulo trazia uma série de medicamentos e preços. Entre produtos mais exóticos, como pastilhas de nitroglicerina (mil réis a caixa), 10 gramas de cocaína com 20% de pureza saía a 25 mil réis. “Cannabinona”, na mesma dose, 5 mil réis. Não havia heroína, mas essa podia ser encontrada no exterior desde 1874. Em 1894, um anúncio mais sucinto dizia: “Soffreis dores nos dentes ou nos ouvidos? Usa e as inofensivas – Gottas verdes de cocaína de Chaves – que as alivia em um minuto”.
     
    “Desde o século 18, o desenvolvimento de novas drogas ocorreu sob um pano de fundo de investigação e aplicação farmacológica, com substâncias tradicionais baseadas em plantas primeiro melhoradas, depois superadas por produtos sintéticos”, afirma o historiador cultural Mike Jay, autor de High Society: The Central Role of Mind-Altering Drugs in History, ScienceCulture (em tradução livre Alta sociedade: O papel central das drogas que alteram a consciência na história, ciência e cultura).
     
    Nem tão inofensivas O uso recreativo era óbvio em alguns produtos da época, que não só ofereciam suas propriedades “curativas”, como seu sabor. Em seus primórdios, a Coca-Cola era vendida em farmácias como um tônico, contendo uma quantidade – 9 miligramas por garrafa – de cocaína. E nem era a única bebida: os vinhos de cocaína, como o então famoso Vin Mariani, tinham doses bem mais generosas.
     
    Na virada do século, era crescente a preocupação com o fato de a cocaína não ser tão “innofensiva” assim. Em 1891, Ernst von Fleischl-Marxow, amigo de Sigmund Freud, morreu de overdose, e o pai da psicanálise parou de recomendá-la aos pacientes. Nos anos 1890, A Província de S. Paulo registrava notícias sobre crimes ligados ao uso de cocaína. A Coca-Cola removeu a droga de sua fórmula em 1903, passando a usar folhas “vazias” da planta, já processadas pela indústria. Continua a fazer isso até hoje, com plantações legais nos Estados Unidos.
     
    Ao longo da década de 1910, a percepção pública sobre o uso de drogas foi mudando. Em 1914, os Estados Unidos aprovaram o Harrison Act, banindo opiáceos e cocaína de venda pública. O Reino Unido seguiu o exemplo em 1920. O Brasil, em 1921. A maconha viria depois, 1930 por aqui – num caso raro, antes dos Estados Unidos, que a baniriam em 1937.
     
    Novidades de laboratório 
     
    Essas primeiras proibições não foram, obviamente, o fim das drogas recreativas. O surgimento das drogas sintéticas causou um eterno cabo de guerra entre usuários e governos – quando o uso de uma droga vinda de laboratórios se torna popular, seguem-se as proibições.
     
    No que, cada dia mais, muitos veem um esforço fútil. “O impulso fundamental para alterar nossa consciência de formas significativas, mas controláveis, é, parece, parte de nossa programação natural”, diz o historiador Mike Jay.
     
    As anfetaminas foram primeiro sintetizadas na época da cocaína de farmácia, em 1887, pelo químico romeno Laz?r Edeleanu. As metanfetaminas um pouco depois, em 1893, pelo japonês Nagai Nagayoshi.
     
    Por décadas, elas despertaram pouco interesse. Isso durou até a Segunda Guerra, quando se tornaram “rebites” para soldados de ambos os lados. E levaria, nos anos 1950, a uma explosão em seu uso, com receita médica, o que matou gente célebre, como Carmen Miranda e Marylin Monroe.
     
    Ainda assim, elas seguiram legais por décadas – o Brasil só proibiu a metanfetamina em 1998. Outros tipos de anfetamina seguiram sendo vendidos na farmácia até 2011, como tratamento para perda de peso. O ecstasy (MDMA), outra droga da mesma classe, foi proibido nos Estados Unidos em 1984 (no Brasil, em 1998, pela mesma norma da Anvisa que baniu as metanfetaminas).
     
    Uma história macabra Uma droga sintética está no cerne de uma das maiores revoluções culturais da história. Na década de 60, a dietilamida de acído lisérgico (LSD) se tornou popular entre os jovens, após ser propagandeada como uma experiência redefinidora da vida por figuras como Aldous Huxley e Timothy Leary. Ela foi legal até 1970 – e proibida no auge de sua popularidade.
     
    O LSD foi sintetizado em 1938 pelo cientista suíço Albert Hoffman, que a vida inteira defendeu seu uso como o “remédio da alma”. Nos anos 1950, a CIA conduziu uma série de estudos secretos, o MK-Ultra, especulando sobre o uso do LSD como um “soro da verdade”, para extrair confissões de inimigos políticos. Sem o consentimento ou conhecimento, a agência drogou milhares de pessoas entre 1953 e 1964, de frequentadores de prostíbulos a militares e seu próprio pessoal, incluindo cientistas.
     
    A experiência de tomar LSD sem saber nunca era agradável. Logo no começo do projeto, o bioquímico Frank Olson caiu da janela do 13º andar, depois de ter seu café drogado pela manhã. O MK-Ultra só veio a público graças a uma reportagem do New York Times de 1974. O escândalo levaria a uma indenização de 750 mil dólares à família de Olson, e a desculpas formais do presidente Gerald Ford e da CIA, no ano seguinte.
     
    A pressão dos intelectuais e os resultados oficiais pífios não foram suficientes para arrefecer a Guerra às Drogas, decretada pelo presidente Richard Nixon em 1971. Ela segue firme e forte, mesmo com suas inúmeras controvérsias, como o encarceramento de classes desfavorecidas, os altos custos em operações policiais e a instabilidade nos países produtores.
     
    A exceção é a maconha, cujas restrições vêm sendo relaxadas desde os anos 1990. Curiosamente, o processo, que levou à liberação completa no Uruguai e nos estados americanos de Washington e Colorado, no ano passado, começou por suas vantagens medicinais, ministrada a pacientes sob quimioterapia ou tratamento de Aids. No mesmo ano, a Anvisa liberou o canabinol para uso medicinal, após diversos processos de pacientes que queriam importar o produtos, alguns dos quais morreram antes de recebê-los. É um raro caso em que a droga recreativa entrou na farmácia – não saiu dela .
     
    Fonte: O Estado de S.Paulo
  • Genoma humano mudou os caminhos da medicina

    Genoma humano mudou os caminhos da medicina

    Em 1990, quando o Congresso americano deu sinal verde para o Projeto Genoma Humano, liberando US$ 4 bilhões para o Instituto Nacional de Saúde e para o Departamento de Energia, a ciência entrou em outro patamar. A partir daquele momento, o homem começava a ser traduzido em suas estruturas mais básicas. Abria-se uma imensa gama de possibilidades, de onde se esperavam explicações para doenças até então incuráveis, diagnósticos antecipados que permitissem terapias profiláticas e produção de tecidos para substituir partes do corpo doentes (as chamadas terapias com células-tronco).
     
    O que até então era considerado ficção hoje foi incorporado à medicina de ponta. Em 2012, o ator Reynaldo Gianecchini, diagnosticado com câncer linfático, foi submetido a um autotransplante de células-tronco. Nesse procedimento, o paciente é o próprio doador. As células mãe são retiradas da medula óssea, armazenadas e tratadas com várias doses de quimioterapia. Depois, são devolvidas saudáveis ao corpo do paciente, por meio de um cateter, como se fosse uma simples transfusão de sangue.
     
    Em 2013, uma das mais belas atrizes do cinema, Angelina Jolie, retirou os seios como medida profilática contra o câncer de mama – mais tarde ela retiraria também os ovários. Jovem e saudável, ela se submeteu às cirurgias depois de tomar conhecimento de uma pesquisa genética pela qual tinha 87% de chances de desenvolver câncer de mama, a doença que vitimou sua mãe. O Estado publicou em primeira página a manchete: “Angelina Jolie retira seios e provoca debate”. E alertava os leitores: “Especialistas recomendam ponderação na hora de decidir pelo procedimento”.
     
    Três bilhões de blocos 
     
    Conhecer o histórico genético ficou até simples. A televisão popularizou o “teste de DNA”, para saber a paternidade de crianças. Mas agora é possível fazer um exame de sangue e, em uma ou duas semanas, ter a análise completa das características genéticas de um indivíduo. A notícia do anúncio dos resultados do Projeto Genoma: salto científico Biochip: análise de 18.394 genes; tecidos normal e canceroso. Antes de o Projeto Genoma começar, o Estado alertava para seu impacto Anos antes do início das pesquisas, quando o Projeto Genoma era apenas uma possibilidade, o Estado publicou um artigo comparando a dimensão da pesquisa do genoma humano com a ida do homem à Lua. “Genoma significa a soma completa de todas as informações hereditárias de um ser vivo. Uma vez decifrado, os cientistas vão poder curar pelo menos 3.500 doenças.” O jornal, que sempre noticiou os avanços mais importantes da ciência, chamava atenção para a seriedade do encaminhamento das pesquisas. Na época, James Watson, um dos autores que decifraram 
    a estrutura do DNA em forma de dupla hélice e vencedor do Prêmio Nobel de Medicina de 1962, foi nomeado diretor do projeto, dando ainda mais peso ao estudo.
     
    A missão dos pesquisadores era compilar as 3 bilhões de bases de 46 cromossomos humanos em 15 anos, a um custo de US$ 200 milhões a cada 12 meses. O projeto uniu a comunidade científica internacional em um esforço único. Laboratórios japoneses, chineses e canadenses foram os primeiros a se debruçar no sequenciamento das bases cromossômicas. Em 2001, o Estado noticiava que o Brasil era o primeiro país do Hemisfério Sul a contribuir com o Projeto Genoma Humano. “Só no cromossomo 22, nossos cientistas descobriram 200 genes novos, um terço a mais que o total já encontrado.” racterísticas genéticas do paciente – o processo ajuda na identificação de câncer e de possíveis problemas neonatais, além de poder determinar a resistência e a alergia a determinados tipos de remédio.
     
    “É um dado muito importante porque o brasileiro tem uma cultura de recomendar remédio, mas a resposta às drogas não é a mesma”, afirma Mayana Zatz, coordenadora do Centro de Estudos do Genoma Humano da Universidade de São Paulo. Em 2014, mais de 20 mil pessoas sofreram reações adversas a medicamentos só no estado de São Paulo. Quando o mapa físico do genoma humano ficou pronto em 2005, 10% dos genes estavam identificados. Desde então, a decodificação genética ganhou velocidade.
     
    “Até pouco tempo, se havia uma suspeita de doença, era necessário olhar gene por gene. O homem tem 20 mil genes diferentes – não dava para chegar a um diagnóstico”, diz Mayana. “Com as novas técnicas de sequenciamento é possível fazer uma radiografia completa do caso.” Decodificação Frederick Sanger desenvolveu os primeiros métodos de decodificação do DNA na década de 1970. Dez anos depois, o primeiro instrumento automático apareceu no mercado com capacidade de decifrar de 700 a 1.000 fragmentos de DNA por vez. Com 3 bilhões de blocos de DNA compondo cada genoma humano, o projeto requeria milhares de cientistas e cada sequenciador custava em torno de US$ 1 milhão. Entre 2001 e 2014, os novos instrumentos baixaram o custo do processo para R$ 5 mil.
     
    Hoje há softwares específicos, como o YouScript, que ajudam a prever a dosagem ideal e o efeito cumulativo de um determinado medicamento com base na genética. Identifica quando fatores genéticos afetarão a metabolização do medicamento, se o paciente está em risco de uma interação adversa e qual dosagem ou droga alternativa pode ser prescrita.
     
    Há outras ferramentas disponíveis 
     
    A Knome oferece um sistema de “plugplay” que combina hardware e software de interpretação genômica. O Illumina permite ao cliente inserir sua sequência de DNA em um sistema de análise. Já o 23Me precisa de uma simples amostra de saliva para descobrir a propensão a doenças e detalhes de seus ancestrais. 
     
    Custa US$ 99
     
    O processo é tão popular que pode ser encomendado pela internet: o kit do teste e o resultado chegam à casa do interessado pelo correio.
     
    Fonte: O Estado de S.Paulo
  • Produtos Tradicionais Fitoterápicos já podem ser notificados pelo sistema da Anvisa

    Produtos Tradicionais Fitoterápicos já podem ser notificados pelo sistema da Anvisa

    Fabricantes de Produtos Tradicionais Fitoterápicos (PTF) já podem contar com um procedimento mais célere para autorização de produção. Desde 24 de abril, o sistema da Anvisa já está atualizado para receber a notificação destes medicamentos.
     
    Em 2014, a RDC 26, publicada pela Agência, instituiu o PTF como aquele medicamento obtido de plantas medicinais que é autorizado para comércio após ser comprovado o seu uso seguro e efetivo por pelo menos 30 (trinta) anos, baseado em documentos internacionais e referências científicas que demonstrem a utilização.
     
    Esses documentos já poderiam ser utilizados para registrar fitoterápicos desde 2000. Assim, o que a RDC 26/14 fez foi deixar mais claro o modo de apresentação dos documentos e sua disponibilização para a população, bem como harmonizar a legislação com os principais países do mundo que regulam fitoterápicos.
     
    Essa mesma norma instituiu a notificação simplificada de PTF. A expectativa é que, com a simplificação, o número de produtos fitoterápicos regularizados seja ampliado, aumentando os medicamentos à disposição da população.
     
    Fonte: Anvisa
     
  • Maioria dos países está mal preparada para combater superbactérias resistentes, diz OMS

    Maioria dos países está mal preparada para combater superbactérias resistentes, diz OMS

    Apenas 34 países têm planos nacionais para combater a ameaça mundial da resistência aos antibióticos, ou seja, poucos estão preparados para enfrentar infecções causadas por “superbactérias” que põem mesmo os cuidados básicos de saúde em risco, disse a Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta quarta-feira.
     
    Em uma pesquisa sobre os planos dos governos para resolver a situação, a OMS afirmou que apenas um quarto dos 133 países que responderam estão enfrentando o problema.
     
    “Esse é o maior desafio em doenças infecciosas hoje”, afirmou Keiji Fukuda, diretor-geral assistente da OMS para a segurança sanitária. “Todos os tipos de micróbios, incluindo muitos vírus e parasitas, estão se tornando resistentes.”
     
    “Isso está acontecendo em todas as partes do mundo, por isso todos os países têm que fazer sua parte para enfrentar essa ameaça global.”
     
    Drogas antimicrobianas, tais como antibióticos e antivirais, são utilizadas para tratar condições como infecções na corrente sanguínea, pneumonia, tuberculose e HIV.
     
    Mas infecções por superbactérias, incluindo formas de tuberculose multirresistentes a medicamentos, já matam centenas de milhares de pessoas por ano, e a tendência é crescente.
     
    Ainda de acordo com a OMS, poucos países têm planos para preservar antibióticos. Aqueles que o fazem ficam em grande parte nas regiões mais ricas, como a Europa e a América do Norte, onde os sistemas de saúde estão mais bem organizados e financiados, e a capacidade científica é mais avançada.
     
    “Muito mais países precisam estabelecer estratégias globais para prevenir o uso indevido de antibióticos e reduzir a propagação da resistência antimicrobiana”, salienta o relatório da OMS.
     
    O monitoramento é fundamental para controlar a resistência aos antibióticos, diz a OMS, mas no momento não é eficaz. Em muitos países, a frágil capacidade laboratorial, de infraestrutura e de gestão de dados estão impedindo uma vigilância eficaz, o que torna difícil discernir padrões de resistência e identificar as tendências das doenças e surtos.
     
    Ao mesmo tempo, as vendas de medicamentos antimicrobianos sem receita médica são comuns, aumentando o risco de uso excessivo e abuso por parte do público e médicos sem escrúpulos.
     
    Comentando o relatório da OMS, Mike Turner, chefe da área de infecção e imunobiologia da entidade beneficente internacional The Wellcome Trust, descreveu as infecções resistentes a medicamentos como “uma das maiores ameaças para o futuro da saúde no mundo”.
     
    Fonte: Reuters
  • Nova vacina imuniza crianças contra quatro vírus da gripe

    Nova vacina imuniza crianças contra quatro vírus da gripe

    A primeira vacina que imuniza crianças de 6 meses a 3 anos contra os quatro tipos de vírus da gripe acaba de chegar ao Brasil. Lançado nesta terça-feira, 28, o imunizante age contra dois vírus Influenza A e duas cepas B, ampliando a proteção contra a gripe. Atualmente, as vacinas usadas em crianças nessa faixa etária são trivalentes, agindo contra apenas uma das cepas B.
     
    De acordo com a médica Sheila Homsani, diretora da Divisão de Vacinas da Sanofi Pasteur, ampliar a proteção a crianças de até 3 anos contra a gripe é importante até para a proteção dos adultos. Ela explica que, quando a mãe é vacinada, a criança adquire proteção nos primeiros seis meses de vida. Depois, ela fica suscetível a ter gripe e também se transforma num foco potencial de transmissão. “Os pequenos costumam colocar na boca brinquedos que depois podem ser usados por outras crianças. Além disso, eles estão sempre em contato próximo com os pais, irmãos e avós, por isso é importante que estejam imunizados.”
     
    As cepas B constituem de 20% a 25% das cepas de vírus da gripe em circulação e, em alguns períodos, chegam a ser responsáveis por 50% dos casos confirmados de influenza. “Dados de vigilância na Europa, por exemplo, apontam que os vírus influenza B são responsáveis por até 40% dos casos de gripe”, disse a médica.
     
    A vacina quadrivalente foi aprovada nos Estados Unidos em 2013. Inicialmente as doses estarão disponível no Brasil em clínicas privadas e empresas com interesse em imunizar seus funcionários.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Aumento da sensibilidade ao glúten faz laboratórios correrem atrás de tratamentos

    Aumento da sensibilidade ao glúten faz laboratórios correrem atrás de tratamentos

    Como muitas pessoas com sensibilidade ao glúten, Kristen Sweet evita a proteína no trigo que pode deixá-la doente. Mas, quando ela come na casa de uma amiga ou em um restaurante, ela não tem como saber ao certo que alimento é absolutamente livre de glúten.
     
    “Há esse risco toda vez que eu saio e preciso confiar minha saúde às mãos de outra pessoa”, disse Sweet, 29, que tem um mal relacionado ao glúten conhecido como doença celíaca. “Quando adoeço, fico encolhida como uma bola por dias e não há nada que eu possa fazer. Não há nada que eu possa tomar.”
     
    Agora, os laboratórios farmacêuticos estão correndo para desenvolver os primeiros medicamentos para doença celíaca, que os pesquisadores dizem ser muito mais comum do que antes se imaginava.
     
    Nenhuma droga deverá chegar ao mercado até 2018, no mínimo, mas duas delas deram indícios de serem promissoras em pequenos testes clínicos e podem em breve avançar para o estágio final de testes. Tendo isso em mente, a Food and Drug Administration (FDA, o órgão regulador americano de fármacos e alimentos) realizou recentemente uma oficina pública para discutir algo que nunca precisou se perguntar: como medir a eficácia das drogas para doença celíaca em testes clínicos?
     
    A maioria das drogas em desenvolvimento não eliminaria a necessidade de uma dieta livre de glúten, mas ajudaria a aliviar os sintomas quando há algum glúten na comida.
     
    Elas estão sendo desenvolvidas principalmente por empresas pequenas, apesar de algumas companhias farmacêuticas maiores agora também estarem demonstrando interesse. A AbbVie pagou US$ 70 milhões pela opção de adquirir os direitos globais de uma droga sendo desenvolvida pela Alvine Pharmaceuticals. A GlaxoSmithKline e a Avalon Ventures, uma empresa de capital de risco, criaram uma nova empresa, a Sitari Pharmaceuticals, que está à procura de tratamentos para doença celíaca.
     
    Segundo especialistas, o desenvolvimento de uma droga está atrasado em parte porque a doença era antes considerada uma condição rara entre crianças. Mas nos últimos 15 anos, aproximadamente, estudos apontaram que cerca de 1% da população, tanto adultos quanto crianças, tem a doença, o que significa que ela afeta cerca de 3 milhões de americanos. Mas muitos deles não têm um diagnóstico, em parte devido aos sintomas –que incluem dor abdominal, inchaço, diarreia, dores de cabeça, fadiga e problemas cognitivos – poderem ter muitas outras causas. E nem toda sensibilidade ao glúten está relacionada à doença celíaca.
     
    Acredita-se que a doença celíaca seja autoimune, o que significa que o sistema imunológico do corpo ataca seu próprio tecido, particularmente o revestimento interno do intestino delgado, por meio do qual os nutrientes são absorvidos. O ataque é provocado em pessoas geneticamente suscetíveis pelo glúten, uma proteína no trigo, na cevada e no centeio que confere propriedades favoráveis para cozinhar, mas que não é prontamente digerida.
     
    “Ela é a primeira doença autoimune para a qual o antígeno foi identificado”, disse o dr. Francisco Leon, cofundador da Celimmune, uma nova empresa para desenvolvimento de medicação para a doença celíaca. Ele disse que a doença celíaca pode servir como teste para as companhias farmacêuticas desenvolverem produtos para doenças autoimunes, porque é fácil obter uma leitura rápida sobre se uma droga funciona ao alimentar as pessoas com glúten.
     
    Também sugere que drogas para outras doenças autoimunes poderiam funcionar para a doença celíaca. A Celimmune licenciou os direitos de uma droga que a Amgen testou para artrite reumatoide e a testará em casos de difícil tratamento de doença celíaca.
     
    Os desenvolvedores de medicamentos estão adotando várias abordagens.
     
    A droga da Alvine, a ALV003, consiste de duas enzimas que visam decompor o glúten antes dele chegar ao intestino delgado e causar uma reação. A droga é um pó dissolvido na água que é tomado antes das refeições.
     
    Em um pequeno estudo, voluntários comeram deliberadamente migalhas de pão todo dia por seis semanas. Os intestinos daqueles que tomaram o medicamento não foram prejudicados, diferente dos intestinos daqueles que tomaram um placebo. Mas não houve uma diferença estatisticamente significativa nos sintomas.
     
    A Alvine, uma empresa de capital privado com sede em San Carlos, Califórnia, espera resultados no fim do ano de um teste maior de etapa intermediária envolvendo 500 pacientes, o maior teste já realizado para doença celíaca, disse o dr. Daniel C. Adelman, o diretor chefe médico.
     
    A BioLineRx, uma empresa israelense, está na etapa inicial de teste de um polímero que se liga a uma parte chave do glúten, o impedindo de ser absorvido no intestino delgado. E a Alba Therapeutics, uma empresa de capital fechado em Baltimore, realizou testes de etapa intermediária de uma droga, acetato de larazotido, que supostamente impede o glúten de se inserir entre as células do revestimento do intestino delgado e provocar uma reação inflamatória.
     
    Em um teste da fase 2, a dose mais baixa testada reduziu os sintomas em comparação a um placebo. Mas a Teva Pharmaceutical Industries, que obteve uma opção sobre o acetato de larazotido quando adquiriu outra empresa, decidiu não licenciar os direitos à droga, disse uma porta-voz da Teva. A Alba, que se recusou a ser entrevistada, aparentemente está à procura de dinheiro para passar a droga aos testes de estágio final.
     
    Pelo menos uma empresa, a ImmusanT, espera eliminar a necessidade de uma dieta isenta de glúten, permitindo às pessoas comerem o que quiserem. Ela acha que injetar glúten nas pessoas por várias semanas, provocando uma reação imunológica, induzirá a tolerância ao glúten, de modo semelhante ao jeito como a imunoterapia funciona.
     
    Alguns especialistas consideram essa uma chance pequena.
     
    Como a discussão na recente oficina da FDA deixou claro, avaliar a eficácia de medicamentos para doença celíaca pode ser difícil, porque a doença afeta as pessoas de modo diferente. Não há uma correlação clara entre os sintomas e o dano ao intestino. De modo ideal, disseram alguns participantes, uma droga melhoraria tanto os sintomas quanto curaria os danos e, ao mesmo tempo, também preveniria complicações de longo prazo, como perda óssea.
     
    Quem receberia a medicação também é outra questão. Se uma droga chegar ao mercado, especialmente uma cara, as seguradoras poderiam limitar a droga às pessoas com um diagnóstico definitivo, obtido por meio da inserção de um endoscópio pela garganta até o intestino para examiná-lo e realizar uma biópsia.
     
    “Eu espero que precisaremos de um diagnóstico de fato de doença celíaca, não apenas sensibilidade ao glúten”, disse a dra. Sheila E. Crowe, uma gastroenterologista da Universidade da Califórnia, em San Diego.
     
    Fonte: Uol Saúde
     
  • Tratar a apneia do sono pode evitar a deterioração da memória

    Tratar a apneia do sono pode evitar a deterioração da memória

    Um novo estudo sugere que os distúrbios respiratórios do sono podem estar associados ao declínio mental precoce e ao mal de Alzheimer. Tratar a apneia do sono com CPAP (aparelho para pressão positiva contínua das vias aéreas) pode adiar bastante o aparecimento de distúrbios cognitivos.
     
    Os pesquisadores coletaram informações sobre a incidência de apneia do sono (distúrbio de respiração caracterizado por interrupção da respiração e ronco) de um grupo de 2.470 pessoas, com idade média de 73 anos.
     
    Após o ajuste de diversas variáveis, eles descobriram que as pessoas com distúrbios respiratórios do sono desenvolveram deficiência cognitiva em média dez anos mais cedo que as pessoas que não tinham esses problemas.
     
    Todavia, para as pessoas que usaram CPAP, o aparecimento de deficiências cognitivas foi retardado em dez anos em média, em comparação com as pessoas que não receberam tratamento – período de tempo quase igual ao de pessoas que não tinham distúrbios de sono.
     
    O Dr. Ricardo S. Osorio, principal autor do estudo e professor pesquisador de Psiquiatria do Centro Médico Langone da Universidade de Nova York, afirmou que a análise – publicada on-line no periódico Neurology – foi um estudo observacional que não estabeleceu uma relação de causa e efeito.
     
    “Todavia, precisamos aumentar a consciência de que os distúrbios do sono podem aumentar o risco de deficiência cognitiva e talvez de mal de Alzheimer”, acrescentou.
     
    Fonte: Uol Saúde