Category: Notícias

  • Tylenol não inibe apenas a dor, mas também as emoções, aponta estudo

    Tylenol não inibe apenas a dor, mas também as emoções, aponta estudo

    Um estudo recente demonstrou que o paracetamol (Tylenol), popular remédio contra a dor, também pode tornar as pessoas insensíveis a emoções positivas e negativas. Em um experimento randomizado e controlado, 85 pessoas tomaram 1.100 miligramas de Tylenol ou um placebo. Uma hora depois, os pesquisadores apresentaram a eles 40 imagens em ordem aleatória. As imagens eram muito agradáveis (por exemplo, crianças rindo com gatinhos em um parque) neutras (um rolo de macarrão em cima de uma mesa) ou muito desagradáveis (um vaso sanitário cheio de excrementos). O estudo foi publicado online no periódico Psychological Science.
     
    Os participantes que tomaram Tylenol estavam 20 por cento menos propensos a classificar as imagens como sendo muito desagradáveis e dez por cento menos propensos a classificá-las como bastante agradáveis, em comparação com os que tomaram placebo.
     
    Embora os mecanismos permaneçam incertos, pesquisas anteriores sugeriram que o Tylenol reduz a dor agindo na ínsula, parte do cérebro que influencia nas emoções sociais, entre outras funções.
     
    “Não queremos dar conselhos sobre o uso do paracetamol. Essas diferenças são modestas e foram obtidas em um ambiente muito controlado. Recomendamos seguir o conselho de seu médico para o controle da dor com o Tylenol”, afirmou Geoffrey R.O. Durso, doutorando de Psicologia da Universidade Estadual de Ohio.
     
    Fonte: The New York Times
     
  • Ansiedade pode passar de pai para filho, e não só por causa dos genes

    Ansiedade pode passar de pai para filho, e não só por causa dos genes

    Um estudo feito com gêmeos mostra que a ansiedade pode ser transmitida de pais para filhos por gerações, e isso não ocorre apenas por questões genéticas. De acordo com o trabalho, as atitudes dos pais ansiosos e superprotetores afetam de forma significativa o comportamento dos filhos.
     
    A pesquisa, realizada por cientistas do Instituto de Psiquiatria, Psicologia e Neurociências do King College London, na Inglaterra, e publicada no American Journal of Psychiatry, contou com cerca de 1.000 famílias com gêmeos idênticos e não idênticos na faixa dos 45 anos e com filhos.
     
    Ao comparar sintomas de ansiedade entre crianças e seus pais e comparar os dados aos dos gêmeos, os pesquisadores puderam examinar o papel de fatores ambientais e genéticos envolvidos na questão, de acordo com reportagem divulgada no site do jornal britânico Daily Mail.
     
    A equipe, liderada por Thalia Eley, concluiu que a convivência é um fator-chave para desenvolver ansiedade, e tem um papel até mais importante que a influência genética. Ou seja: ainda que você seja extremamente ansioso, não quer dizer que seus filhos também deverão ser.
     
    O estudo indica que pais muito ansiosos devem ser orientados para minimizar o impacto de sua ansiedade sobre o desenvolvimento da criança.
     
    Em termos práticos, a autora do estudo sugere que, embora a reação comum dos pais seja a de proteger a criança que está ansiosa, pode ser mais útil apoiá-la a tomar certos riscos. E, se as coisas derem errado, explicar que, se ela tentar de novo, pode ser que dê certo, em vez de incentivá-la a fugir da situação.
     
    Isso, segundo a pesquisadora, pode ajudar a criança a compreender que o mundo é um lugar seguro e que é possível gerenciar situações que inicialmente parecem estressantes.
     
    Se para muita gente administrar a própria ansiedade já é um tormento, imagine ainda ter de administrar a do filho? Por isso, em muitos casos, é preciso buscar ajuda de um especialista.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Vigiando a genética

    Vigiando a genética

    O teste de fatores de risco para câncer de mama genético poderá mudar drasticamente quando uma startup do Vale do Silício lançar testes baratos vendidos pelo correio. O anúncio foi feito ao mesmo tempo que dois grandes laboratórios divulgaram a criação de um banco de dados para ajudar pesquisadores a refinar seu conhecimento sobre o nível de risco apresentado por certos genes.
     
    Os dois desenvolvimentos concentram-se nos genes BRCA1 e BRCA2. Ambos comunmente produzem proteínas que suprimem tumores, mas podem indicar um maior risco de câncer de mama e de ovários se sofrerem mutação.
     
    Essas mutações representam entre 5% e 10% de todos os cânceres de mama e 15% de todos os cânceres de ovário, segundo o Instituto Nacional do Câncer (NCI, em inglês). Os cânceres que afetam as portadoras das duas mutações também tendem a ocorrerem mulheres mais jovens do que os cânceres não hereditários.
     
    O teste dessas mutações genéticas atualmente pode custar entre 400 e 4 mil dólares nos Estados Unidos, dependendo do seguro-saúde da paciente. Desde a adoção da Lei de Acesso à Saúde – conhecida como Obamacare – todas as companhias de seguro-saúde são obrigadas a cobrir esses testes para mulheres com históricos de “alto risco” de câncer na família.
     
    A Color Genomics, empresa do Vale do Silício apoiada por executivos do Twitter e da Eventbrite, entre outros, está procurando tornar os testes mais acessíveis, com uma simples análise de saliva vendida por correio a 249 dólares.
     
    O teste de 19 genes da Color Genomics e a publicidade que o acompanha concentram-se fortemente nas mutações dos genes BRCA1 e BRCA2. Os dois fatores de risco receberam grande atenção pública desde que a atriz Angelina Jolie citou essas mutações como importantes parasua decisão de se submeter a dupla mastectomia.
     
    “Enquanto o caráter aparentemente aleatório do câncer traz uma profunda sensação de impotência, acreditamos que é possível reforçaros indivíduos e as famílias com conhecimento que possa lhes permitir compreender e administrar seu risco genético de câncer”, disse um primeiro postnoblogdo site.
     
    Enquanto isso, os laboratórios Quest Diagnostics e LabCorp anunciaram que vão reunir informações sobre testes genéticos em um banco de dados para ajudarnapesquisa,chamado BRCAShare. As empresas esperam que o banco de dados promova pesquisas e reduza o número de testes que têm resultados inconclusivos. O banco de dados será gratuito para cientistas que fazem pesquisa.
     
    Especialistas da Força-Tarefa de Serviços Preventivos dos EUA recomendam que só mulheres com históricos genéticos de predisposição ao câncer façam testes dos genes BRCA1 e 2, e que as crianças não se submetam a esses testes porque não há como atenuar o risco em crianças.
     
    Fonte: Carta Capital
     
  • Vacina contra doença que mata uma criança por minuto chega a fase final de testes

    Vacina contra doença que mata uma criança por minuto chega a fase final de testes

    Novos testes de uma vacina contra a malária produziu resultados animadores chegando à fase final de testes – a primeira a atingir este estágio -, mas também produziu demonstrações de desapontamento com o grau de efetividade aquém do ideal.
     
    Nos experimentos, a droga RTS,S/AS01 ofereceu proteção parcial a um grupo de 16 mil crianças de sete países africanos. Mas não foi efetiva em bebês de até três meses de idade, afirmaram os autores do estudo na revista científica britânica “The Lancet”.
     
    A malária mata mais de 500 mil crianças no mundo, o equivalente a uma a cada minuto. No Brasil, segundo a OMS, o número de casos de malária tem diminuído, tendo sido registrados, em 2014, 178 mil casos, que levaram a 41 mortes.
     
    Apesar do desempenho limitado, os cientistas salientaram que a droga é a vacina em estágio clínico mais avançado disponível.
     
    “O desenvolvimento desta vacina continua sendo importante”, disse o coordenador do grupo de trabalho sobre malária da organização Médicos Sem Fronteiras, Martin de Smet. “Posso ver o uso dessa vacina especialmente nos países onde a malária é um mal permanente, onde as crianças têm em média cinco, seis, sete episódios de malária por ano.
     
    Assim, mesmo que vacina ofereça, digamos, 30% de proteção, se você traduzir isto em número de crianças salvas e em número de episódios de malária evitados, claro que (a vacina) é uma contribuição significativa para o controle da malária”, afirmou o especialista.
     
    Mas ele afirmou que os resultados são “desapontadores”. “Tínhamos muita expectativa em relação a essa vacina e o nível de proteção que ela proveria. Está sem dúvida abaixo do que esperávamos.”
     
    Proteção parcial
     
    Quase 9.000 crianças entre 5 e 17 meses de idade e 6.500 bebês entre 6 e 12 semanas receberam a vacina em sete países africanos (Burkina Faso, Gabão, Gana, Quênia, Malauí, Moçambique e Tanzânia) entre março de 2009 e janeiro de 2011. Elas foram acompanhadas até o início de 2014.
     
    Segundo os dados publicados na “Lancet”, a droga protegeu um terço das crianças vacinadas no experimento.
     
    Após receber três doses da droga, os níveis de efetividade em crianças mais velhas chegaram a 46%. Mas os efeitos em bebês foram menos significativos, afirmaram os cientistas.
     
    Pesquisadores buscam uma vacina contra a malária, transmitida pela picada do mosquito, há 20 anos. Atualmente não existe nenhuma vacina aprovada contra a doença.
     
    O autor do estudo, Brian Greenwood, da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres, reconheceu que dificilmente os níveis de efetividade da vacina contra a malária se compararão aos da droga para prevenir o sarampo, que chegam a 97%.
     
    O parasita da malária tem um ciclo de vida complexo e ao longo dos séculos aprendeu a resistir ao sistema imunológico humano.
     
    A agência europeia de medicina vai revisar os dados e, se for aprovada, a vacina poderia receber autorização para produção comercial. A Organização Mundial da Saúde pode recomentar seu uso em outubro.
     
    Ceticismo
     
    Alguns cientistas receberam o resultado dos testes com reserva. Para o professor Adrian Hill, da Universidade de Oxford, a droga é um “marco”, mas deixa muitas questões em aberto.
     
    “Pelo fato de a vacina ter um efeito tão curto, o reforço é importante, mas não tem a mesma efetividade das primeiras doses”, afirmou. “Mais preocupante é o indício de um repique na propensão a malária: após 20 meses, as crianças vacinadas que não receberam o reforço tiveram um aumento no risco de contrair malária grave nos 27 meses seguintes, comparadas com as crianças não vacinadas.”
     
    Outros especialistas pediram que o custeio da vacina não implique reduções de investimento em medidas preventivas, como a distribuição de redes antimosquito.
     
    Fonte: BBC Brasil
     
  • Associação voluntária distribui remédios sem uso para doenças graves

    Associação voluntária distribui remédios sem uso para doenças graves

    Milhões de pessoas sofrem com doenças graves, passam por tratamentos severos e, muitas vezes, precisam depender de medicamentos caros para ter qualidade de vida. Pensando naqueles que não têm como comprometer uma significativa parcela de sua renda na compra de remédios nem os encontram para distribuição gratuita no SUS (Sistema Único de Saúde), surgiu uma associação que procura auxiliar pacientes em todo o país. 
     
    Criado em Porto Alegre, o Banco de Remédios é uma associação independente que disponibiliza todo tipo de medicamento de forma gratuita a pacientes que não têm condições de comprá-los. Atualmente são cerca de 2.000 associados no Brasil que pagam uma contribuição mensal de R$ 30 e recebem remédios que podem custar mais de R$ 1.000 cada caixa.
     
    A associação, que já tem nove anos e conta com trabalho de voluntários, nasceu da experiência do administrador Dámaso MacMillan, 62, que viu de perto essa situação. Depois de ser diagnosticado com uma doença incurável, passou por transplante de rins e, agora, é um caso raro que não necessita mais de remédios. “Fiquei oito anos em tratamento antes do transplante. Sou transplantado há 30 anos e sempre tive grande dificuldade para conseguir medicamentos, até porque são extremamente caros”, afirma.
     
    Já curado, ele viu sua dispensa cheia de medicamentos sem mais necessidade, ao mesmo tempo em que presenciava de perto amigos do grupo de transplantados — o SOS Rim – do qual fazia parte passarem por dificuldades.
     
    “Resolvemos, através da SOS Rim, criar um banco específico para pacientes renais. Mas médicos de diferentes especialidades foram nos indicando pacientes, até que resolvemos abrir o banco a qualquer tipo de doença. Hoje atendemos todas as patologias existentes e buscamos os medicamentos nos mais diversos locais para que possamos ajudar nossos associados”, explica. 
     
    O Banco de Remédios não compra nada. Ele recebe medicamentos já esquecidos nas prateleiras, seja de ex-pacientes já curados ou que mudaram de tratamento ou ainda de médicos que possuem estoques de amostras grátis. As caixas de remédios são doadas à associação, que faz uma triagem para verificar as que têm condições de serem repassadas e ofertadas aos associados.
     
    “Atuamos especialmente com medicamentos de alto custo, como aqueles para pacientes de câncer e transplantados. Também recebemos remédios mais simples, que são distribuídos pelo SUS. Porém, às vezes, as pessoas não conseguem encontrar certos remédios nas farmácias do Estado e vêm até nós”, explica MacMillan.
     
    Há, por exemplo, casos como o de um remédio antivirótico geralmente receitado para transplantados, cuja caixa com 42 comprimidos chega a custar cerca de R$ 1.000 — e o paciente precisa tomar até dez caixas do medicamento por mês.
     
    O Banco de Remédios é uma alternativa para pessoas como Márcia Ferraz, 49. Desempregada há mais de dois anos, ela gastava R$ 300 por mês em medicamentos controlados. “Descobri o banco pela minha tia, de 87 anos, que toma uma série de remédios caros. É um auxílio muito grande. Antes eu dependia do apoio da família ou de algum amigo. Agora venho aqui buscar remédios para ela e para mim.”
     
    Nenhum medicamento sai do Banco de Remédios sem que seja apresentada uma receita médica dentro da validade. Além disso, o paciente necessita comprovar que realmente usa o remédio e que não possui condições de comprá-lo. Já as substâncias invalidadas para a redistribuição, como as mal acondicionadas ou os que já passaram do prazo de validade, são entregues a uma empresa parceira especializada que faz o seu descarte de forma segura.
     
    Um das características que difere o Banco de Remédios de uma farmácia popular, segundo Dámaso MacMillan, é a disponibilidade em solicitar por via judicial o fornecimento de um remédio a um associado. “Na falta coletiva de algum medicamento, entramos com uma ação. Um dos exemplos é o de um associado que estava sem remédio porque os dois fabricantes brigavam para ver quem poderia fornecer ao Estado. Entramos na Justiça e ganhamos os remédios para aquele paciente.”
     
    Desperdício
     
    Há um grande descontrole no gerenciamento da distribuição dos remédios no país. No ano passado no Rio Grande do Sul, 8,4 toneladas de medicamentos com os prazos de validade vencidos foram enterradas na região metropolitana de Porto Alegre — um valor estimado em R$ 3,2 milhões. 
     
    “Hoje a falta de medicamento ocorre no mundo inteiro. Não desperdiçar é um ato tão significativo que pode ajudar a vida de alguém”, afirma MacMillan. “O banco é uma instituição que a cada dia fica mais forte e está se transformando em uma rede social, com a qual podemos ajudar praticamente todo mundo. Essa é a nossa missão”, diz MacMillan.
     
    Para o idealizador do Banco de Remédios, a iniciativa pode se multiplicar e interferir na ingerência dos medicamentos em nível internacional. “No Brasil não faltam medicamentos. A gente está botando remédio no lixo  Por que não pegar esses medicamentos que sobram e repassar a um outro país, em especial os que são extremamente pobres, como o Haiti? Isso não compete ao governo, mas sim à sociedade”, afirma. 
     
    O Banco de Remédios está localizado no Centro de Porto Alegre, na rua Uruguai, 91, conjunto  430. A associação também pode ser contatada pelo telefone (51) 3226-2363 ou pelo e-mail [email protected].
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Anvisa aprova regras para importação de medicamentos com canabidiol

    Anvisa aprova regras para importação de medicamentos com canabidiol

    A Agência Nacional de Vigilância Sanitária aprovou nesta quarta-feira (22) regras que facilitam a importação de medicamentos que tenham como princípio ativo o canabidiol, um dos derivados da maconha. A principal alteração é a que deixa de exigir um pedido de autorização novo para cada importação, mas o cadastro na Anvisa deverá ser renovado a cada ano.
     
    As mudanças que constam da nova resolução vieram depois de um ano da aprovação de importação de produtos com canabidiol no país. Nesse período, a Anvisa analisou o processo e teve reuniões periódicas com famílias de pacientes que usam os medicamentos. Em janeiro, foi liberado oficialmente o uso desse tipo de produto para uso medicinal.
     
    O cadastro permitirá que as famílias façam a importação do produto sem precisar apresentar o pedido à Anvisa todas as vezes. Ele só precisará ser renovado anualmente, com a apresentação de um laudo médico mostrando a manutenção do quadro médico que exige o uso do medicamento e uma nova receita. Outra mudança é que a compra no exterior não precisará ser feita de uma vez só. Se por questões financeiras a família, mesmo tendo uma receita de vários lotes, preferir fazer várias compras, poderá fazê-lo.
     
    A resolução também permitirá que a importação passe a ser feita por associações de parentes de usuários, em vez de exigir, como hoje, que cada família faça o seu pedido. A associação não poderá vender o produto, o que é proibido no Brasil, mas poderá reunir famílias que precisam do mesmo medicamento e fazer apenas um mesmo pedido, diminuindo custos e a burocracia envolvida na importação. A autorização, no entanto, continua a ser individual por paciente.
     
    A Anvisa também deixou claro que entidades hospitalares, governamentais ligadas à saúde e planos de saúde poderão fazer também a importação, para atender seus pacientes. Essa possibilidade não estava clara na resolução anterior.
     
    A agência preparou uma lista de produtos que se enquadram nas regras para uso médico no Brasil – entre elas, ter teor de THC, que tem efeito psicoativo, menor do que o de canabidiol e ter registro em seu país de origem – e que poderão ser importados dentro dessas novas regras. De acordo com a assessoria da Anvisa, eles representam 95% dos medicamentos desse tipo importados hoje.
     
    Apesar das mudanças, um dos principais entraves para as famílias que necessitam dos produtos, as taxas de importação, não devem mudar – podem diminuir no caso das compras feitas via associações. Também não está em estudo a autorização de venda por meio de serviços postais. Uma das reclamações das famílias é a exigência de retirada do produto pessoalmente nos aeroportos. A avaliação da Anvisa é que as entregas por serviços postais fariam com que o governo perdesse o controle do que está entrando no país.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • EUA emitem alerta para turista sobre risco de contrair dengue no Brasil

    EUA emitem alerta para turista sobre risco de contrair dengue no Brasil

    O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês) dos Estados Unidos emitiu alerta aos americanos para o risco de contrair dengue e malária em viagens ao Brasil. Em escala de 1 a 3, o País foi classificado como risco nível 1, de atenção.
     
    Isso quer dizer que o viajante deve adotar precauções. Libéria e Serra Leoa, por exemplo, são nível 3, por causa do Ebola – e devem ser evitados. O Ministério da Saúde considerou a medida “adequada”.
     
    “O Brasil de fato está enfrentando epidemia de dengue em algumas regiões e cabe o aviso aos viajantes”, afirmou o diretor de Vigilância de Doenças Transmissíveis, Cláudio Maierovitch.
     
    O alerta sobre dengue foi publicado no site do CDC na segunda-feira. O texto informa que, segundo a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), houve o registro de 224.101 casos e 52 mortes só neste ano. São Paulo, Goiás e Acre são os Estados mais afetados.
     
    O CDC ressalta que não há vacina nem remédio eficaz para prevenir a dengue e os viajantes devem usar repelentes. O centro sugere ainda que os turistas se vistam com calças e camisas de mangas compridas. Se usarem filtro solar, o repelente deve ser aplicado em seguida.
     
    “A pessoa só se torna imune à dengue se foi infectada pelos quatro sorotipos da doença. E, se já teve infecção anterior, a chance de ter a forma grave da dengue é maior. Nesse sentido, é indiferente que o turista nunca tenha tido contato com a doença”, explicou Maierovitch.
     
    Malária 
     
    O CDC também emitiu alertas a respeito de malária. Em 27 de março,o País foi classificado como risco nível 1, por causa do registro de 23 casos de transmissão da doença no Rio e 5 em Goiás. A transmissão local significa que mosquitos foram infectados pela malária e estão espalhando a doença para a população, alerta o órgão. O centro recomenda que pessoas que estejam viajando para Goiás ou para a Região Serrana e áreas de Mata Atlântica do Rio também se protejam.
     
    De acordo com Denise Valle, pesquisadora do Laboratório de Biologia Molecular de Flavivírus do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), esse tipo de alerta é “mais ou menos recorrente” e se justifica no caso da dengue. “Estamos no meio de um surto e precauções devem ser tomadas”, afirma.
     
    Exagero. As medidas mais eficazes para o combate à dengue são as preventivas, como controle de criadouros e saneamento básico, ressalta Denise. Já no caso da malária, a especialista considera que houve“certo exagero” do órgão internacional.
     
    “É um pequeno surto,muito localizado, no interior do Rio. De vez em quando acontecem esses casos, mas 99% dos registros de malária são na Região Amazônica. Isso ocorre porque os mosquitos encontrados na Região Sudeste, por exemplo, são maus transmissores.” O superintendente de Vigilância Epidemiológica e Ambiental da Secretaria de Saúde do Estado do Rio, Alexandre Chieppe, diz que a própria secretaria emitiu um alerta para malária em março, para chamar a atenção de pessoas que visitaram áreas de Mata Atlântica em Nova Friburgo, Petrópolis, Teresópolis e Miguel Pereira.
     
    “Esse tipo de alerta, se for direcionado e emitido de forma a não causar pânico, deve ser feito de forma rotineira. No ano passado, fizemos o mesmo com quem estava indo para a Europa, por causa dos casos de sarampo”, afirmou Chieppe.
     
    Fonte: O Estado de S.Paulo
     
  • Novo estudo reforça a inexistência de vínculos entre vacinas e autismo

    Novo estudo reforça a inexistência de vínculos entre vacinas e autismo

    Um novo estudo científico descartou a existência de vínculos entre o autismo e a vacina contra sarampo, caxumba e rubéola (MMR), mesmo entre crianças de alto risco,  de acordo com uma pesquisa norte-americana publicada nesta terça-feira (21).
     
    Os resultados publicados no Journal of the American Medical Association (JAMA) baseiam-se em um estudo feito com cerca de 95 mil jovens.
     
    Todos aqueles no estudo tinham irmãos mais velhos. Algumas das crianças mais velhas tinham autismo e outras, não.
     
    Já que o autismo pode ocorrer em famílias, os pesquisadores decidiram examinar se as vacinas poderiam tornar autismo ainda mais provável em crianças que tinham irmãos com autismo.
     
    Eles descobriram que as vacinas não tinham influência no risco de se desenvolver autismo, com ou sem um irmão na família diagnosticado com o problema.
     
    “De acordo com estudos em outras populações, não observamos relação entre a vacina MMR e o aumento do risco entre as crianças”, explicou o estudo, feito por Anjali Jain, médico em Falls Church, Virgínia.
     
    “Nós também não encontramos nenhuma evidência de que o recebimento de uma ou duas doses da vacina MMR está associado a um risco aumentado de autismo entre as crianças que tinham irmãos mais velhos com o distúrbio”, prosseguiu.
     
    O autismo está em ascensão, e afeta uma em cada 68 crianças nos Estados Unidos, mas suas causas ainda são pouco compreendidas.
     
    Rumores sobre a relação entre vacinas e autismo começaram a se espalhar após a publicação, em 1998, de um artigo de Andrew Wakefield que pretendia encontrar uma ligação entre a vacina MMR e o autismo em 12 crianças.
     
    Mais tarde, o artigo foi considerado fraudulento e foi recolhido pela revista que o publicou. A Grã-Bretanha também retirou a licença médica de Andrew Wakefield.
     
    Mas as preocupações sobre a segurança da vacina, principalmente na era da Internet, têm se mostrado difícil de dominar.
     
    “Apesar de um volume substancial de pesquisas ao longo dos últimos 15 anos não ter encontrado nenhuma relação entre a vacina MMR e o autismo, pais e outras pessoas continuam a fazer essa associação”, argumentou o estudo.
     
    “Pesquisas de pais que têm filhos com autismo sugerem que muitos acreditam que a vacina MMR foi um fator contribuinte”, concluiu.
     
    As crianças que têm um irmão mais velho com autismo são menos propensas a se vacinar, segundo o estudo.
     
    A taxa de vacinação contra sarampo para as crianças com irmãos não afetados foi de 92 por cento até os cinco anos de idade.
     
    Em contraste, as taxas de vacinação MMR para crianças com irmãos mais velhos com autismo foi de 86 por cento aos cinco anos de idade.
     
    Um editorial acompanhando o artigo escrito por Bryan King, médico da Universidade de Washington e do Hospital Infantil de Seattle, afirma que os dados são claros.
     
    “A única conclusão que se pode tirar do estudo é que não há nenhum sinal que sugira uma relação entre a vacina MMR e o desenvolvimento de autismo em crianças com ou sem um irmão que tem autismo”, escreveu King.
     
    “No seu conjunto, algumas dezenas de estudos demonstraram que a idade de manifestação do autismo não difere entre as crianças vacinadas e não vacinadas, assim como a gravidade ou o desenvolvimento do autismo não diferem entre as crianças vacinadas e as não vacinadas e, agora, o risco de recorrência de autismo nas famílias não difere entre as crianças vacinadas e as não vacinadas”, prosseguiu.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Anticoncepcional masculino deve chegar ao mercado em 2017

    Anticoncepcional masculino deve chegar ao mercado em 2017

    A Fundação Parsemus, dos Estados Unidos, deve lançar um método contraceptivo para ser utilizado por homens até 2017. O produto está em fase de testes. Segundo os cientistas, o remédio não tem contraindicações e não modifica a produção de hormônios masculinos.
     
    O mecanismo desenvolvido pela empresa consiste na aplicação de um gel, chamado Vasalgel, nos vasos deferentes, que ficam nos testículos. O gel bloqueia a passagem dos espermatozoides, da mesma forma como aconteceria se o homem fizesse uma vasectomia. A diferença é que a situação pode ser revertida com a aplicação de uma injeção de bicarbonato de sódio no local. O medicamento, que pode funcionar por até por dez anos, tem custo estimado para a comercialização inferior a US$ 400 (cerca de R$ 1.500).
     
    Até o momento, os testes mostraram que o produto é eficaz em animais, mas as experiências em seres humanos ainda não foram realizadas. A Fundação Parsemus é uma organização norte-americana sem fins lucrativos voltada ao desenvolvimento de medicamentos com baixo custo.
     
    “O Vasalgel é uma ação prolongada, contraceptivo não hormonal semelhante à vasectomia, mas com uma vantagem significativa: é provável que seja mais reversível”, afirma a Parsemus, em nota.
     
    Segundo Elaine Lissner, diretora da ONG, a expectativa do produto é reduzir substancialmente o número de gestações não programadas. “Homens possuem, hoje, basicamente as mesmas opções anticoncepcionais que tinham há cem anos. Ou usam camisinha, ou fazem vasectomia, que é permanente. O Vasalgel trata-se de uma nova opção, reversível e acessível”, afirmou.
     
    Pesquisa
     
    A pesquisa começou em 2010, depois que a Fundação Parsemus adquiriu os direitos sobre um medicamento chamado RISUG, desenvolvido e comercializado na Índia, há cerca de três décadas. Após pequenas modificações no contraceptivo, a empresa realizou teste bem-sucedidos em coelhos por 12 meses.
     
    No ano passado, a Parsemus aplicou o produto em babuínos, que tiveram acesso irrestrito a 15 fêmeas para copular. Seis meses depois, nenhuma ficou grávida. Os experimentos em macacos continuam a ocorrer e, depois de finalizados, a intenção é testar o produto em humanos.
     
    A Parsemus ressalta, no entanto, que, como a produção do contraceptivo não interessa às grandes indústrias farmacêuticas, as pesquisas dependem da doação de apoiadores. Perto de mil pessoas já doaram e mais de 23 mil assinaram uma lista de apoio à pesquisa, segundo a instituição.
     
    Mudança
     
    Segundo a socióloga Denusa Alcades da Unesp (Universidade Estadual Paulista), a chegada de um contraceptivo masculino ao mercado é importante para que haja uma divisão maior da responsabilidade entre homens e mulheres para evitar a concepção indesejada. “Ainda é comum dizerem que a mulher foi a responsável pela gravidez, que o homem não sabia. A responsabilidade cai toda sobre a mulher. Um método masculino ajuda a equilibrar essa situação, tira o peso que está só nas costas femininas”, conta.
     
    Já o psicólogo e sexólogo Daniel Denardi, a medida é importante também para os homens, já que, com isso, eles passam a depender apenas de si para evitar a concepção. “Muitos homens já crescem com a preocupação e a responsabilidade em só conceber um filho quando preparados e gostariam de também ter o poder de controlar esta situação. Com essa tecnologia, isso se torna possível, sem depender da mulher”, disse.
     
    Para Denardi, o medicamento poderá ajudar, também, homens que não se adaptam ao sexo com preservativo. “Além disso, há casos onde a mulher não pode utilizar contraceptivos hormonais. Em todos os casos, é uma excelente notícia”, conclui.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Anvisa aprova novo medicamento para tratamento da hepatite C

    Anvisa aprova novo medicamento para tratamento da hepatite C

    A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou hoje (22) no Diário Oficial da União o registro do Viekira Pak (ombitasvir, veruprevir, ritonavir, dasabuvir). Este é o quarto medicamento para o tratamento da hepatite C registrado este ano no país.
     
    Segundo a Anvisa, o remédio passa a integrar uma lista de medicamentos inovadores, também composta pelo Daklinza® (daclatasvir), Olysio® (simeprevir) e Sovaldi® (sofosbuvir), que tiveram processos de análise de registros priorizados pela agência a pedido do Ministério da Saúde.
     
    “Durante a avaliação, todas as etapas para o registro de um medicamento no país, como análise da tecnologia farmacêutica, de eficácia e de segurança, foram cuidadosamente mantidas”, informou o órgão.
     
    O medicamento Viekira Pak foi aprovado na forma farmacêutica, constituído por comprimidos revestidos de ombitasvir (12,5 mg), veruprevir (75 mg) e ritonavir (50 mg) associados e comprimidos revestidos de dasabuvir, na concentração de 250 mg.
     
    A hepatite C é causada pelo vírus C (HCV), presente no sangue. Entre as causas de transmissão mais comuns estão a transfusão de sangue e o compartilhamento de material para uso de drogas (seringas, agulhas, cachimbos, entre outros), de higiene pessoal (lâminas de barbear e depilar, escovas de dente, alicates de unha ou outros objetos que furam ou cortam) ou para a confecção de tatuagem e colocação de piercings.
     
    Fonte: Uol Saúde