Category: Notícias

  • Transplante cruzado de rins ocorre pela 1ª vez na América Latina

    Transplante cruzado de rins ocorre pela 1ª vez na América Latina

    Quatro pacientes se recuperavam bem neste domingo (29) de transplantes cruzados de rim, resultado de duas operações simultâneas feitas na noite de sábado, 28, em Buenos Aires. O caso é inédito na América Latina.
     
    Na Argentina, ainda chamou a atenção porque um dos dois receptores de um órgão saudável é o jornalista Jorge Lanata, autor de algumas das principais investigações contra a presidente Cristina Kirchner. A mulher de Lanata se dispôs a doar o rim a um jovem chamado Ignacio (cuja identidade foi preservada), que a exemplo do jornalista tinha insuficiência renal.
     
    Em troca, a mãe do jovem doou um rim saudável a Lanata. Marido e mulher eram incompatíveis, assim como mãe e filho. “De seis itens que medem a compatibilidade, eu tinha com Ignacio uma associação perfeita em cinco, o que é raro”, afirmou a mulher do jornalista, a artista plástica Sara Stewart Brown.
     
    Antes da operação, o jornalista gravou um vídeo em que diz que não houve privilégio por ser figura pública. “Estava em uma lista de receptores, que incluía a busca entre doadores mortos. Apareceu essa família com compatibilidade, que aceitou o transplante cruzado. Todos ganham”, salientou o jornalista, que tem outros fatores de risco. É fumante, tem excesso de peso e problemas nas coronárias, razão pela qual recebeu cinco stents. Paciente diabético considerado de alto risco, Lanata passava três vezes por semana por hemodiálise. Para concretizar as operações, além de um contrato, houve aval de Ministério Público, Justiça e Instituto de Transplantes.
     
    Brasil
     
    O procedimento ocorreu pela primeira vez em 1986 nos Estados Unidos e há registros na Espanha, no Canadá, na Grã-Bretanha, na Austrália e na Turquia. Segundo Elias David Neto, do Conselho da Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO), nunca foi realizado no País. “Pelo que tenho informação é mesmo o primeiro caso da América Latina.” (Colaborou Paula Felix)
     
    Fonte: Uol Saúde
     
  • Pesquisadores criam dispositivo que detecta predisposição para diabetes 2

    Pesquisadores criam dispositivo que detecta predisposição para diabetes 2

    Ferramenta foi criada pela Universidade de São Paulo (USP) São Carlos.
    Sensor que detecta diabetes do tipo 2 tornará exame mais rápido e barato.
     
    Um dispositivo criado por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) em São Carlos (SP) detecta pacientes que têm predisposição para desenvolver diabetes tipo 2. O sensor deve fazer com que o exame fique mais rápido e barato. Os pacientes que apresentarem resultado positivo podem procurar um médico e mudar hábitos simples para não desenvolver a doença no futuro.
     
    A genética, bem como o sedentarismo, o tabagismo e a má alimentação podem desencadear o diabetes tipo 2. De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes, no Brasil, mais de 12 milhões de pessoas, o equivalente a 6,2% da população, têm a doença. O tipo 2 é o mais comum e representa cerca de 90% dos casos. Se um dos pais tiver diabetes desse tipo, a chance de o filho também ter é de 15%. No caso de o casal possuir a doença, a probabilidade para o filho é de 75%.
     
    Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, em 2012, só no Estado de São Paulo foram registradas mais de 21 mil internações e 9.562 mortes por causa do problema. A rapidez no diagnóstico pode ajudar a prevenir a doença, bastando tomar alguns cuidados. “Tendo uma dieta mais saudável, uma prática de exercícios físicos, cessação de tabagismo, controle de colesterol e outros”, explicou a dermatologista Thais Cotrim Martins.
     
    Pensando nisso, um grupo do Instituto de Física da USP São Carlos criou um novo sistema que permite saber se o paciente tem predisposição para desenvolver o diabetes tipo 2, doença crônica que afeta o nível de glicose, principal fonte de energia do corpo.
     
    Por meio de um sensor, é possível detectar a baixa concentração do hormônio adiponectina, relacionado com a doença. Durante a pesquisa, que durou dois anos, amostras de sangue de pessoas desconhecidas foram colhidas e colocadas dentro de um tubo. O sensor ficou em contato com o sangue por cerca de 1h30 e depois foi lavado e colocado dentro de um recipiente com uma solução para ser analisado.
     
    “Para aplicar um potencial no eletrodo e medir a corrente resposta, o que me dá as taxas do hormônio. Se as taxas estiverem baixas, há predisposição para desenvolver o diabetes, se estiver alta, não há problemas”, explicou a pesquisadora Laís Canniatti Brazaca.
     
    O teste convencional custa cerca de R$ 1 mil por amostra de sangue e leva cerca de 15 dias para ficar pronto. Com o sensor, ainda sem previsão para entrar no mercado, o mesmo exame custaria entre R$ 10 e R$ 100 e o resultado sai em minutos.
     
    Diagnóstico
     
    Sem desconfiar que tinha diabetes, a aposentada Isair Grosso da Costa passou quase 30 anos com problemas de saúde. “Passava mal. Depois que descobri comecei a tomar remédio. Agora tomo insulina três vezes por dia”, contou.
     
    A rotina da aposentada e da família mudou. O tratamento exige disciplina e atenção. Além de tomar insulina, é preciso medir o nível de glicose, a quantidade de açúcar no sangue, pelo menos duas vezes por dia.
     
    A novidade deixou a filha de Isair, a aposentada Sueli da Costa Dores, otimista. “Vou procurar um médico especializado nessa área para não vir a ter diabetes.
     
    Fonte: G1 Saúde
  • Nova vacina experimental contra Ebola é eficaz em macacos

    Nova vacina experimental contra Ebola é eficaz em macacos

    Uma vacina experimental contra o Ebola mostrou ser eficaz para proteger macacos contra o vírus mortal, revelou um estudo publicado nesta quinta-feira.
     
    O novo medicamento, apresentado na revista Science, é o que é conhecido como uma vacina de “vírus inteiro”.
     
    Isto significa que a vacina é baseada numa forma não ativa do vírus inteiro, em vez de apenas fragmentos, e é mais suscetível de desencadear uma resposta imune ampla.
     
    “A nova vacina difere de outras vacinas contra o Ebola”, afirma, em comunicado, a Universidade de Wisconsin-Madison. “Tal como uma vacina de vírus completo inativo, ela deixa o sistema imune do hospedeiro com o complemento total de proteínas e genes virais do Ebola, conferindo maior potencial de proteção”.
     
    O vírus Ebola tem apenas oito genes e, como a maioria dos agentes virais, depende da máquina molecular de outros organismos para se reproduzir e tornar-se infeccioso.
     
    A vacina foi desenvolvida em uma plataforma experimental que permite que os pesquisadores trabalhem com segurança com o vírus, excluindo um gene essencial para que o vírus do Ebola se reproduza. O vírus da febre hemorrágica tem apenas oito genes.
     
    Modificando células de rim de macaco para imitar a proteína VP30, os cientistas podem estudar o vírus em laboratório com segurança.
     
    “Em termos de eficácia, esta vacina proporciona excelente proteção”, explicou o autor do estudo, Yoshihiro Kawaoka, especialista em vírus da Universidade de Wisconsin-Madison. “É também uma vacina muito segura”.
     
    Os testes bem-sucedidos foram realizados em macacos nos laboratórios Rocky Mountain, do Instituto Nacional de Saúde (NIH, na sigla em inglês), uma academia de ponta em biossegurança em Montana.
     
    Os macacos são muito sensíveis ao Ebola e são, portanto, o melhor modelo para o estudo, disse o professor Kawaoka.
     
    “Se conseguimos proteger estes primatas, significa que a vacina funciona”, acrescenta.
     
    O uso de vírus inteiros é uma prática que tem se mostrado eficaz para vacinas contra doenças infecciosas humanas graves, como a poliomielite, hepatite e vírus do papiloma humano responsáveis pela maioria dos cânceres do colo do útero.
     
    A atual epidemia de Ebola, a maior desde o surgimento do vírus em 1976 no Sudão e no Zaire, deixou mais de 10.000 mortos desde janeiro de 2014 na África Ocidental, segundo o último relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS), especialmente em Serra Leoa, Guiné e Libéria.
     
    Até agora, não há nenhum tratamento ou vacina aprovada contra o Ebola. No entanto, duas vacinas promissoras estão atualmente em fase de testes na África.
     
    Trata-se das vacinas VSV-EBOV, desenvolvida pela Agência de Saúde Pública do Canadá, e outra desenvolvida pela farmacêutica GlaxoSmithKline com o Instituto Americano de Alergias e Doenças Infecciosas (NIAID).
     
    Fonte: Uol Saúde
     
  • Maioria dos casos de epilepsia pode ser controlada com medicação

    Maioria dos casos de epilepsia pode ser controlada com medicação

    Condição neurológica que atinge de 1% a 2% da população brasileira, a epilepsia pode se manifestar em qualquer idade, mas costuma apresentar a primeira crise, com maior frequência, em crianças com menos de dois anos. Hoje (26), a campanha mundial Purple Day vem usar a cor lilás para chamar a atenção da população sobre essa condição.
     
    A neurologista infantil e do adolescente Alessandra Freitas, mestre em medicina pela Universidade de São Paulo, explica que as crises de epilepsia são ocasionadas por descargas elétricas anormais no cérebro, “uma atividade cerebral errada”. Em alguns casos, a pessoa nasce com essa condição, em outros, ela pode ser ocasionada por lesões e por síndromes, entre outros fatores.
     
    A duração da epilepsia também varia. Em algumas pessoas, desaparece na adolescência, em outras tem que ser controlada por medicamentos por toda a vida. Em 80% dos casos, o paciente pode ter uma vida normal, usando a medicação.
     
    De acordo com a especialista, o sintoma da crise depende da área cerebral envolvida, tem início súbito e cessa espontaneamente ou, quando muito prolongada, com o uso de remédios. Essas crises podem durar segundos ou poucos minutos e se manifestar de formas diferentes.
     
    Em alguns casos, a pessoa fica ausente, parada com o olhar fixo, em outros é como se ela levasse um pequeno susto. No tipo mais conhecido, a pessoa tem movimentos involuntários com os músculos, pode se contorcer, babar e, algumas vezes, urinar e vomitar. Depois que passa, ela não tem consciência do que aconteceu.
     
    Nas crises mais violentas, é importante que quem esteja próximo saiba como agir. Nesse caso, devem ser afastados objetos que ofereçam risco, deve-se dar espaço para a pessoa respirar e proteger a cabeça dela, posicionando-a de lado.
     
    Segundo a Assistência à Saúde de Pacientes com Epilepsia, é importante não dar água para a pessoa que está tendo uma crise, não esfregar álcool ou outras substâncias, não colocar objetos na boca, não puxar a língua e também saber que a saliva não passa epilepsia.
     
    O controle das crises é importante não só para a segurança e o conforto do paciente, mas também porque elas podem ocasionar sequelas, como perda de memória, perdas cognitivas e falta de atenção.
     
    Segundo a presidenta da Federação Brasileira de Epilepsia, Carolina Doretto, o diagnóstico é primariamente clínico, mas posteriormente são necessários exames. “É importante o paciente ou o familiar fornecer para o médico todas as informações de como é a crise, se tem horário especifico, quanto dura, quantas vezes ao dia e ao mês”, explica.
     
    Carolina conta que a rede pública de saúde oferece uma boa gama de medicamentos para a doença. Porém, em cerca de 20% dos casos o paciente não consegue evitar as crises com remédios e, algumas vezes, é preciso uma intervenção cirúrgica.
     
    Para Carolina, embora a tecnologia avance, com medicamentos mais adequados e mais capazes de controlar as crises, o preconceito permanece. “Avança tudo, mas não avança na quebra do preconceito. As crianças são discriminada na escola, a família superprotege ou renega a criança, o adulto não consegue acesso ou permanência no mercado de trabalho. Nisso ainda temos que avançar muito”.
     
    Campanha mundial
     
    Com o objetivo de divulgar informações e combater o preconceito contra as pessoas que convivem com a epilepsia, associações de pacientes trouxeram para o Brasil a campanha mundial Purple Day, o Dia Lilás. O dia D da causa é hoje (26), mas a semana toda está sendo marcada por ações que chamam a atenção para a epilepsia.
     
    A campanha, de origem canadense, está colorindo de roxo a iluminação de prédios importantes, como o Congresso Nacional, a Universidade de Campinas, a sede da Federação da Indústrias do Estado de São Paulo, entre outros. Segundo o embaixador da campanha no Brasil, Eduardo Caminada, a mobilização é uma forma de chamar a atenção para a causa e informar a população sobre a epilepsia.
     
    “É um trabalho de formiguinha contra o preconceito. Com informação, as pessoas vão entender o que é a epilepsia, o preconceito só existe por falta de informação”, disse Caminada.
     
    Fonte: Uol Saúde
     
     
  • CFF inaugura nova sede em Brasília

    CFF inaugura nova sede em Brasília

    O Conselho Federal de Farmácia (CFF) está de casa nova. A sede da instituição foi inaugurada hoje, dia 19 de março, em uma das áreas com maior qualidade de vida da capital federal, o Lago Sul. A chuva que caiu no início da noite e deixou o bairro sem luz, não atrapalhou a realização da solenidade. O prédio conta com gerador próprio. Com mais de dois mil metros quadrados, é moderno, funcional e sustentável, ampliando as condições (físicas e técnicas) para que o CFF possa atuar em favor da valorização e da qualidade dos serviços farmacêuticos.
     
    Durante a solenidade de inauguração, o presidente Walter da Silva Jorge João, lembrou das dificuldades que a Farmácia tem enfrentado e da intensa mobilização vivenciada nos últimos tempos pela categoria, em favor de suas bandeiras pela valorização profissional. “Mas a profissão é assim! E com nossa união, vamos avançando.” Walter Silva Jorge João dedicou a conquista da nova sede a Deus. “Não é uma vitória apenas minha ou sua, mas Dele, que caminhou à nossa frente”, disse o presidente, com a voz tomada pela emoção. 
     
    A nova sede foi abençoada pelo padre Carlos, da Paróquia da Asa Sul, e o conselheiro federal pelo estado do Espírito Santo, Gedayas Medeiros Pedro, proferiu uma mensagem de fé pela “edificação” de uma boa administração, na nova casa, em favor dos farmacêuticos e da sociedade. A solenidade foi rápida, mas prestigiada por representantes dos conselhos regionais de todos os Estados, conselheiros federais e farmacêuticos convidados, além de dirigentes de entidades de outras categorias profissionais.
     
    Após o descerramento da placa de inauguração, o presidente do CFF, o vice-presidente, Valmir de Santi, e o secretário-geral, José Vìlmore Silva Lopes Júnior, brindaram à conquista. Neste momento, homenagearam o tesoureiro do Conselho, João Samuel de Morais Meira, que não pode estar presente em razão da realização de uma cirurgia.
     
    Prédio inteligente – A estrutura original, projetada pelo arquiteto Sérgio Fittipaldi, já era moderna, mas as modificações executadas pelo CFF permitem alterações de layout, com baixo custo e sem que as atividades diárias sejam interrompidas. O piso elevado facilita a manutenção e alterações na rede elétrica, e as salas, com isolamento acústico proporcionam melhor rendimento no trabalho.
     
    O novo plenário tem paredes de divisórias retráteis que permitem diferentes configurações do espaço e conta com recursos multimídia, com os quais será possível fazer transmissões ao vivo das sessões e solenidades. O prédio conta, ainda, com áreas de convivência, pátio, jardim de inverno e um sistema de captação de água da chuva que permite o aproveitamento secundário (banheiros e irrigação do jardim).
     
    Fonte: CFF
     
  • OMS quer acabar com epidemia de tuberculose até 2035

    OMS quer acabar com epidemia de tuberculose até 2035

    A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que é possível acabar com o que define como “epidemia” de tuberculose até 2035. A meta foi divulgada por ocasião do Dia Mundial de Luta contra a Tuberculose, nesta terça-feira (24). A estratégia de erradicação, chamada de End-TB-Strategy, prevê que, até 2035, o número de mortes causadas pela doença caia 95%, e o de infectados diminua 90%.
     
    As metas são ambiciosas. O especialista alemão August Stich se declara cético quanto ao sucesso. “Não é possível erradicar a doença nesse tempo. Duvido que a tuberculose possa um dia desaparecer da Terra. A doença existe desde o tempo do Homo sapiens. Temos alguns poucos novos medicamentos, e, com a introdução do teste molecular rápido, temos um grande avanço no diagnóstico da doença. Esses dois aspectos, juntos, dão um pouco de esperança de que algo seja alcançado. Ainda assim, a tuberculose continua sendo um grande problema.”
     
    A OMS sabe dessas dificuldades. O diretor do programa global de tuberculose, Mario Raviglione, diz considerar as estratégias e metas realistas. “Nós temos alguns métodos novos, como o teste molecular rápido para o diagnóstico. Ele não existia há quatro ou cinco anos. E, pela primeira vez, há dois medicamentos contra a variante multirresistente da tuberculose. Nos últimos dez ou quinze anos, houve muito investimento em pesquisa. Nós temos, portanto, a esperança de poder acelerar a redução nos índices de tuberculose.”
     
    Diferentes tipos da doença
     
    Stich observa que há três grandes problemas no combate à tuberculose. “O primeiro são os tipos de tuberculoses resistente, multirresistente ou extensivamente resistente. Esses tipos são extremamente difíceis de serem tratados. A segunda dificuldade está no fato de que muitos pacientes também têm aids. Isso dificulta o tratamento e eleva a taxa de mortalidade. E o último aspecto é o acesso a um tratamento efetivo.”
     
    O tratamento da tuberculose é complexo e demorado. Ao longo de seis meses, os pacientes precisam tomar quatro tipos de antibióticos. Caso eles desenvolvam resistência aos medicamentos, os médicos não podem mais usá-los, e o tratamento se torna ainda mais longo e caro.
     
    Stich acrescenta que a terapia só está disponível para uma pequena parte dos pacientes que necessitam dela com urgência. “No mundo, mais de 500 mil pessoas sofrem de algum tipo de tuberculose multirresistente”, comenta.
     
    Plano de 20 anos
     
    Para reduzir a propagação da tuberculose é importante atacar logo o bacilo que causa a doença. Para isso, os médicos precisam ter condições de diagnosticar a doença o mais cedo possível. Assim, a OMS exige aumentar a disponibilidade dos medicamentos e dar apoio financeiro aos pacientes.
     
    “Por trás disso está a ideia de que os governos precisam fortalecer seus programas nacionais de maneira que os medicamentos estejam disponíveis tão logo se diagnostique a doença”, afirma Raviglione. “Precisamos assegurar que haja um sistema que garanta diagnóstico e tratamento para todos.”
     
    De acordo com a OMS, é preciso investir com urgência em mais pesquisas e em novos métodos de terapia, como vacinas e opções de profilaxia. “Nós precisamos desenvolver terapias que não durem tanto tempo e sejam mais eficientes ou que haja uma nova vacina. Esses são os métodos que, no longo prazo, podem derrubar os casos de tuberculose”, afirma Raviglione.
     
    A cooperação entre os países e governos é um ponto central no plano de 20 anos da OMS. Os custos devem se manter estáveis, para que pacientes de famílias pobres também possam ser tratados. “Eu acho que vencer a luta contra a tuberculose depende menos de pesquisas farmacêuticas e mais da melhora dos sistemas de saúde. Se as pessoas no mundo inteiro tiverem acesso ao tratamento necessário, isso já será um enorme avanço”, comenta Stich.
     
    O plano de 20 anos da OMS quer atingir exatamente esse objetivo. E, até 2025, uma nova vacina deve ser desenvolvida.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Câmara aprova projeto que garante mamografia a mulheres com mais de 40

    Câmara aprova projeto que garante mamografia a mulheres com mais de 40

    Brasília – O plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira um projeto de decreto legislativo que suspende parcialmente uma portaria do Ministério da Saúde e assegura o direito à realização do exame de mamografia no Sistema Único de Saúde (SUS) para as mulheres com idade a partir dos 40 anos. O projeto ainda será discutido no Senado.
     
    A proposta muda a portaria 1.253 do Ministério da Saúde, publicada em 12 de novembro de 2013, que alterava a tabela de procedimentos, medicamentos, órteses, próteses e materiais especiais do SUS. A medida condicionava o pagamento de mamografia bilateral de rastreamento à pessoa com idade entre 50 e 69 anos.
     
    No projeto, a deputada Carmen Zanotto (PPS-SC) argumenta que a regra imposta pelo Ministério da Saúde contraria a lei 11.664, de 2008, que trata de ações de saúde para assegurar a prevenção e detecção de câncer do colo uterino e mama no âmbito da rede pública. A deputada ressalta que um dos artigos da lei estabelece a realização do exame mamográfico a todas as mulheres com mais de 40 anos de idade e que a criação de uma condicionante para a realização do procedimento é ilegal e equivale a restringir o acesso de pacientes a um exame que se mostrou efetivo no diagnóstico precoce do câncer de mama. “Não pode uma norma administrativa do Ministério da Saúde contrariar um direito já expresso em lei, restringindo o financiamento desse tipo de exame à mulheres com idade superior às já protegidas pela lei”, destacou a parlamentar.
     
    Na justificativa do projeto, a deputada lembra que no ano passado o Instituto Nacional de Câncer José Alencar da Silva Gomes (Inca) apontou que o País terá 57.120 novos casos de câncer de mama, ou seja, 20,8% dos casos em relação aos outros cânceres. O Câncer de Mama Avançado (CMA), ainda segundo a entidade, está presente em mais da metade dos casos de câncer de mama. A fase de metástase, onde se constata a propagação do tumor para outras partes do corpo, é responsável por 90% das mortes relacionadas ao câncer de mama.
     
    “Não podemos admitir tamanho retrocesso nas políticas públicas relacionadas à saúde da mulher, notadamente ao câncer de mama. O câncer de mama não pode ser preterido, principalmente na limitação ao acesso ao diagnóstico precoce, o que pode salvar milhares de vidas”, defende a deputada no projeto.
     
    Fonte: Uol Saúde 
  • OMS afirma que consumo de tabaco caiu no mundo

    OMS afirma que consumo de tabaco caiu no mundo

    A Organização Mundial da Saúde, OMS, afirmou que o consumo de produtos derivados do tabaco caiu em todo o mundo e consequentemente houve um aumento do número de não fumantes.
     
    A declaração consta do relatório Global da OMS sobre Tendências no uso de Tabaco, lançado esta quarta-feira na 16ª Conferência Mundial sobre Tabaco e Saúde, que está sendo realizada em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos.
     
    Tabaco e Doenças Crônicas
     
    O encontro tem como foco o controle do tabaco e as doenças crônicas, como câncer, diabetes e doenças no coração e nos pulmões.
     
    Apesar da redução, a agência da ONU disse que os governos devem intensificar os esforços para combater a indústria do tabaco e reduzir drasticamente o consumo para proteger a saúde pública.
     
    Segundo o relatório, em 2010 o número de não fumantes com 15 anos ou mais, era de 3,9 bilhões, aproximadamente 78% da população mundial nesta faixa etária.
     
    A OMS calcula que esse número deve subir para 5 bilhões, ou 81% da população projetada para 2025, se a atual tendência permanecer a mesma até lá.
     
    Movimento Global
     
    A chefe do Secretariado da Convenção Quadro para o Controle do Tabaco, Vera Luíza da Costa e Silva, disse que “o movimento global contra a epidemia do tabaco é forte e os índices de queda no consumo comprovam esse fato”.
     
    A médica da OMS disse que os países estão avançando, mas muito ainda precisa ser feito para se alcançar a meta de cortar em 30% o consumo dos produtos derivados do tabaco nos próximos 10 anos.
     
    O estudo revela que o índice de homens fumantes caiu em 125 países entre 2000 e 2012, no caso das mulheres, a queda foi registrada em 156 nações. A agência explica que seguindo o padrão atual, somente 37 países vão atingir a meta de redução de 30%.
     
    Chave
     
    O relatório mostra ainda que o controle sobre os produtos derivados do tabaco é uma das chaves para combater as doenças crônicas.
     
    O último relatório da agência sobre o problema mostrou que 38 milhões de pessoas morreram de doenças crônicas no mundo em 2012, quase 75% delas em países de baixa e média rendas.
     
    O tabaco é responsável por 10% desse total e os especialistas afirmam que metade dos fumantes atuais vai morrer dos efeitos do consumo do tabaco, isso representa cerca de 6 milhões de pessoas por ano.
     
    Além disso, o relatório citou um aumento no número de mortes prematuras, quer dizer, pessoas que morrem antes dos 70 anos, que passou de 14,6 milhões em 2000 para 16 milhões em 2012.
     
    A OMS diz que essas fatalidades poderiam ter sido evitadas combatendo quatro fatores de risco, que são: alimentação inadequada, sedentarismo e o consumo nocivo e exagerado de bebidas alcoólicas e de tabaco.
     
    Fonte: Rádio ONU
  • Anticorpo artificial pode eliminar vírus HIV de macacos contaminados

    Anticorpo artificial pode eliminar vírus HIV de macacos contaminados

    Os cientistas do Instituto de Pesquisas Scripps relataram a criação de um anticorpo artificial, o qual, uma vez no sangue, agarra o vírus e o desativa. A molécula pode eliminar o HIV de macacos contaminados e os proteger de infecções futuras.
     
    Não se trata de uma vacina. Ao instalar genes sintéticos nos músculos de macacos, cientistas estão reformulando os animais para resistirem à doença. Os pesquisadores também estão testando essa abordagem contra o ebola, a malária, a gripe influenza e a hepatite.
     
    Para o principal autor do estudo, Michael Farzan, a técnica pode fornecer proteção contra doenças para as quais não há vacina eficaz.
     
    Já está em andamento o primeiro teste em humanos dessa estratégia, chamada imunoprofilaxia por transferência de genes (IGT, na sigla em inglês).
     
    “Isso poderia revolucionar a forma de imunização contra ameaças à saúde pública no futuro”, disse o médico Gary Nabel, diretor científico do laboratório Sanofi, que produz uma vasta gama de vacinas.
     
    Os pesquisadores ainda precisam avaliar a segurança e a eficácia da IGT em seres humanos. Além disso, a perspectiva de manipular geneticamente os indivíduos para que eles resistam a doenças infecciosas pode gerar preocupações entre os pacientes.
     
    “Vai exigir explicação”, disse David Baltimore, virologista do Instituto de Tecnologia da Califórnia e ganhador do Prêmio Nobel.
     
    Nas vacinas, agentes patogênicos enfraquecidos ou mortos são apresentados ao sistema imunológico, “ensinando-o” a produzir anticorpos. Muitas vezes, porém, elas não resultam em anticorpos eficazes. O HIV, por exemplo, tem muitas cepas, de modo que uma vacina que sirva para um tipo pode não funcionar contra outro.
     
    Com a IGT, os cientistas isolam os genes que produzem anticorpos poderosos contra certas doenças e então sintetizam versões artificiais.
     
    Os genes são colocados em um vírus e injetados no tecido humano. Esses vírus invadem as células humanas com as suas cargas de DNA, e o gene sintético é incorporado ao DNA do destinatário. Se tudo correr bem, os novos genes instruem as células a iniciarem a produção de anticorpos poderosos.
     
    A ideia da IGT surgiu na luta contra o vírus da Aids. Algumas pessoas desenvolvem anticorpos extremamente potentes contra o HIV.
     
    Os chamados anticorpos amplamente neutralizantes são capazes de se agarrar a muitas cepas virais, impedindo-as de contaminarem novas células. O médico Philip Johnson, do Hospital Infantil de Filadélfia e virologista da Universidade da Pensilvânia, teve uma ideia: por que não oferecer anticorpos amplamente neutralizantes a todos?
     
    Os pesquisadores já haviam descoberto como carregar genes em vírus e como estimulá-los a invadir as células. Johnson imaginou que seria possível usar essa estratégia para introduzir um gene associado a um anticorpo potente nas células de um paciente.
     
    Em 2009, ele e colegas anunciaram que a técnica havia funcionado numa experiência destinada a proteger macacos da contaminação pelo SIV, versão símia do HIV.
     
    Eles usaram os vírus para inserir genes poderosos nos músculos dos macacos. As células musculares então produziram os anticorpos contra o SIV. Em seguida, os cientistas contaminaram os macacos com o vírus da imunodeficiência símia, e os animais produziram anticorpos suficientes nos músculos para protegê-los de infecções. Já os macacos contaminados sem serem submetidos à terapia genética morreram.
     
    Inspirado no sucesso de Johnson, Farzan e outros foram modificando os anticorpos do HIV para desenvolver defesas mais poderosas.
     
    Enquanto isso, em 2011, Baltimore e seus colegas mostraram que os anticorpos inseridos em células com vírus eram capazes de proteger camundongos contra o HIV. “Contornamos o sistema imunológico em vez de tentar estimulá-lo”, disse Baltimore.
     
    Outros experimentos vêm tendo sucesso contra a malária, o ebola e várias cepas de gripe. Johnson já iniciou o primeiro teste clínico da IGT em seres humanos, para avaliar se o tratamento é seguro.
     
    Mas não há garantia alguma de que o sucesso nos testes em animais será repetido em humanos. Os sistemas imunológicos humanos podem atacar os anticorpos artificiais ou os vírus que os carregam, destruindo a proteção esperada. Ou então as células musculares podem produzir anticorpos demais, porque eles não possuem a mesma regulação própria das células imunológicas.
     
    Farzan também investiga interruptores moleculares que sejam capazes de desligar a produção de anticorpos ou de ajustar sua dose. “Se quisermos ver isso florescer, precisamos desses interruptores.”
     
    Fonte: Folha de S.Paulo
  • Taxa de mortalidade por tuberculose cai 20,7% em 10 anos

    Taxa de mortalidade por tuberculose cai 20,7% em 10 anos

    O Brasil reduziu em 22,8% a incidência de casos novos de tuberculose e em 20,7% a taxa de mortalidade da doença, nos últimos dez anos, segundo o Ministério da Saúde. Em 2014, a incidência da doença no Brasil foi de 33,5 casos por 100 mil habitantes, contra 43,4, na mesma proporção, em 2004. A taxa de mortalidade de 2013 foi de 2,3 óbitos por 100 mil habitantes, abaixo dos 2,9 óbitos por 100 mil habitantes registrados em 2003.
     
    O Ministério da Saúde assumiu, nesta segunda-feira (23) o compromisso de reduzir em 95% os óbitos e em 90% o coeficiente de incidência da tuberculose até 2035. O Dia Mundial de Combate à Tuberculose é celebrado em 24 de março. Segundo o governo, a redução da mortalidade e de novos casos é relacionada à descentralização do tratamento e também à disponibilidade do tratamento gratuito no  Sistema Único de Saúde (SUS).
     
    O teste rápido da tuberculose já está disponível em 94 municípios, espalhados em todos os estados e no Distrito Federal. Um diagnóstico pode ser obtido em até duas horas.  
     
    Fonte: Uol Saúde