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  • AVISO DE RECESSO

    AVISO DE RECESSO

    Tendo em vista as férias coletivas, o CRF/AL encerrará suas atividades em 12 de dezembro de 2014 às 18hs, retornando em 05 de janeiro de 2014 às 09hs. Desde já, desejamos um Feliz Natal e um Próspero Ano Novo a todos. 
     
    Alexandre Correia
    Presidente do Crf-AL
  • Pacientes tratam ansiedade usando remédio de hipertensão; veja riscos

    Pacientes tratam ansiedade usando remédio de hipertensão; veja riscos

    Há quatro meses, a vendedora Fernanda Moretti, 33, trocou um antidepressivo por um remédio usado contra hipertensão. O objetivo: dar fim às crises de ansiedade que a acompanhavam desde os 18 anos.
     
    “Já tomei de tudo, de ansiolíticos a antidepressivos. Nada tinha funcionado.”
     
    A solução para ela foi o metoprolol, droga da classe dos betabloqueadores indicada para uma série de doenças cardíacas, como arritmia e angina. Fernanda, porém, não tem problemas no coração.
     
    “Eu tinha crises de pânico que vinham do nada. O coração acelerava, eu ficava pálida e sentia muita ansiedade, pensava que ia infartar.”
     
    Ao sentir os sintomas, ela ficava ainda mais nervosa. Com o betabloqueador, que controla sinais como palpitação e tremores, comuns tanto nas doenças cardíacas quanto nos transtornos de ansiedade, a sua percepção é que o problema está resolvido.
     
    Ela não é a primeira nem a única que tem recorrido à droga do coração para se acalmar. “Agora com a internet e as redes sociais parece que esse uso tem aumentado. Muitas pessoas tomam porque ouvem dizer que é bom para não ficar nervoso em uma apresentação ou entrevista de emprego”, afirma Sergio Tamai, psiquiatra membro da Associação Brasileira de Psiquiatria.
     
    A constatação preocupa o médico, já que os betabloqueadores são mais baratos que os antidepressivos e, apesar de serem de tarja vermelha, que exige prescrição médica, são vendidos sem receita nas farmácias.
     
    “As pessoas pensam que não há riscos, o que é errado”, diz Tamai.
     
    O primeiro dos riscos vem do principal objetivo do remédio, que é controlar a pressão arterial. Se a pessoa não tem hipertensão nem doenças do coração, o uso contínuo, mesmo em pequenas doses, pode baixar a frequência cardíaca e interferir na pressão.
     
    “É necessário que o uso seja acompanhado. Com o tempo a pessoa pode sentir tontura, náuseas e queda de pressão”, diz o cardiologista Ricardo Pavanello, diretor da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo.
     
    Outro risco, segundo Tamai, é desencadear episódios depressivos se a pessoa já tiver alguma tendência. Além disso, quem tem asma, bronquite ou doença pulmonar crônica não deve usar esse medicamento, porque o quadro pode se agravar.
     
    Pavanello questiona não só a segurança como a eficácia do uso episódico, feito sem orientação médica antes de um evento específico.
     
    Segundo o cardiologista, uma dose isolada de betabloqueador não terá muito efeito no controle de sintomas como tremores e palpitação.
     
    “O efeito completo da droga você obtém ao longo do tempo. O uso eventual é só um placebo”, diz.
     
    De acordo com o psiquiatra Tito Paes de Barros Neto, pesquisador do Ambulatório de Ansiedade do Hospital das Clínicas de São Paulo, estudos comparando a eficácia dos betabloqueadores e de antidepressivos mostraram que o efeito do remédio para o coração é, de fato, similar ao de um placebo.
     
    “Por ajudar no controle dos sintomas físicos, talvez a droga dê um 'empurrão psicológico', mas não há muito respaldo científico. Ainda é um uso experimental.”
     
    Foi esse empurrão que surpreendeu a estudante Camila Alves, 19. Ela sofre de crises de ansiedade e, desde os 13, toma antidepressivo. Há três semanas começou a tomar propanolol. “Eu tinha picos de pressão, falta de ar e dor no peito. O antidepressivo não resolvia muito e o propanolol tem ajudado bastante.”
     
    Em casos assim, em que o betabloqueador é usado como coadjuvante no tratamento, há menos controvérsia.
     
    “Pode ajudar no alívio de sintomas físicos, sim, e isso ajuda a controlar a ansiedade. Mas é preciso também tratar a doença, não só o sintoma. O betabloqueador não age na causa, só na consequência”, diz o psiquiatra Fernando Fernandes.
     
    O tratamento padrão para transtornos de ansiedade como síndrome do pânico ou fobia social inclui antidepressivos, ansiolíticos e psicoterapia. Para Fernandes, assim, usar apenas o betabloqueador seria como “tratar uma pneumonia só com um antitérmico”.
     
    Fonte: Folha de São Paulo
  • Ebola já matou 6.388 pessoas, de 17.942 infectados, diz balanço da OMS

    Ebola já matou 6.388 pessoas, de 17.942 infectados, diz balanço da OMS

    Incidência vem diminuindo na Libéria, mas aumentando em Serra Leoa.
    OMS admitiu demora na resposta à epidemia de ebola.
     
    A epidemia de ebola já matou 6.388 pessoas, de um total de 17.942 infectadas, de acordo com o balanço divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta quarta-feira (10). Os números referem-se aos  casos registrados até o dia 7 de dezembro.
     
    Até agora, houve casos na Guiné, Libéria, Serra Leoa, Espanha, Estados Unidos, Mali, Senegal e Nigéria. Estes dois últimos países foram declarados livres da doença em 17 e 19 de outubro, respectivamente.
     
     
    Na última semana, foi observado um declínio de novos casos na Libéria (houve 29 novos casos entre 1º e 3 de dezembro), mas a incidência continua aumentando sutilmente na Guiné (houve 103 novos casos entre 1º e 7 de dezembro) e vem crescendo em Serra Leoa (houve 397 novos casos entre 1º e 7 de dezembro).
     
    Segundo a OMS, atualmente há leitos suficientes nos três países de transmissão intensa da doença para tratar e isolar novos casos da doença, mas a má distribuição ainda faz com que faltem leitos em determinadas regiões.
     
    OMS admite lentidão
     
    A diretora da OMS, Margaret Chan, reconheceu nesta quarta-feira que a organização da ONU demorou em responder à epidemia de ebola. “É justo dizer que todo o mundo, incluindo a OMS, não se deu conta do que estava acontecendo, o que ia acontecer diante de nossos olhos”, afirmou Margaret Chan em entrevista à BBC.
     
    “Fomos lentos diante de uma doença antiga como o ebola, em um novo contexto. Todos nós fomos lentos em ver o impacto social, cultural e econômico das situações no terreno”, acrescentou. “Retrospectivamente, posso dizer que poderíamos ter organizado uma resposta muito, muito mais forte”, disse ainda.
     
    Veja detalhes dos locais com casos de ebola:
     
    Guiné: Foram 2.292 casos de ebola, entre confirmados, suspeitos e prováveis, que levaram a 1.428 mortes.
     
    Libéria: Foram 7.719 casos da doença, entre confirmados, suspeitos e prováveis, que levaram a 3.177 mortes.
     
    Serra Leoa: Foram 7.897 casos da doença, entre confirmados, suspeitos e prováveis, que levaram a 1.768 mortes.
     
    Mali: Foram 7 casos da doença, entre confirmados e prováveis, que levaram a 6 mortes.
     
    Estados Unidos: Houve quatro casos da doença. Um dos pacientes morreu.
     
    Espanha: Houve apenas um caso confirmado. O país já foi declarado livre da doença.
     
    Nigéria: Foram 20 casos de ebola, entre confirmados e prováveis, que levaram a 8 mortes. O país já foi declarado livre da doença.
     
    Senegal: Houve apenas um caso da doença e o paciente se recuperou. O país já foi declarado livre da doença.
     
    Fonte: G1 Saúde
  • Aborto oferece pouco risco à mulher se feito corretamente, diz estudo

    Aborto oferece pouco risco à mulher se feito corretamente, diz estudo

    Um novo estudo, feito nos EUA, pegou dados de mais de 50 mil mulheres e mostrou que, se realizadas com a devida probidade e assistência, abortos causam raríssimas complicações às mulheres.
     
    De 54.911 abortos estudados, apenas 0,2% tiveram complicações sérias, como perfuração uterina, infecções ou hemorragia –que precisaram de atendimento hospitalar.
     
    Outros 1.030 casos tiveram complicações menores como pequenos sangramentos e aborto incompleto.
     
    A pesquisadora da Unifesp, Rebeca Souza e Silva, que não participou do estudo, conta que, em abortos feitos em clínicas clandestinas ou sob condições precárias de higiene, chega a haver mais de 90% de complicações.
     
    No estudo, todas as pacientes utilizaram um serviço de atendimento localizado na Califórnia direcionado a pessoas de baixa renda e foram acompanhadas por seis semanas após o procedimento.
     
    Com o trabalho, os pesquisadores esperam contribuir para a debata que tem ocorrido naquele país acerca da segurança do procedimento.
     
    Apenas 17 dos 50 estados americanos permitem o aborto e fazem o acompanhamento das mulheres.
     
    Muitos estados estão mais exigentes com relação à realização do procedimento, que é realizado em clínicas, na maioria dos casos.
     
    “O aborto já é seguro da maneira que é realizado, o que leva a questionar a necessidade de novas regras com a ideia de melhorar a segurança”, diz Ushma Upadhyay, pesquisadora envolvida no trabalho em uma nota à imprensa.
     
    Mesmo como baixo índice de complicações observado, os pesquisadores afirmam que ele pode estar superestimado: como o programa atende a mulheres de baixa renda, há maior chance de ter pessoas com saúde debilitada.
     
    O trabalho foi publicado nesta segunda (8) na revista científica especializada “Obstetrics & Ginecology”.
     
    LATINOS
     
    Mesmo com a legalização, no Uruguai, segundo Silva, as mulheres ainda tem que passar por diversas consultas com diferentes profissionais antes de ser atendida. “Após todo o processo, já acabou o prazo”, diz Silva.
     
    No país vizinho qualquer mulher pode abortar até a 12ª semana de gestação.
     
    No Brasil, o aborto só é legal quando há risco de vida para a mãe ou em casos de estupro.
     
    Ainda assim, Silva diz que já houve algum avanço. “Há vinte anos, era muito difícil até falar de aborto.”
     
    Fonte: Portal Folha.com
     
  • Maus hábitos colocam o país entre os líderes em obesidade

    Maus hábitos colocam o país entre os líderes em obesidade

    Vice-campeão mundial em cirurgia bariátrica, quinto lugar no ranking mundial de obesidade. Sim, esses títulos nada honrosos são nossos. E deveriam preocupar a todos, não apenas os 60 milhões de brasileiros que estão acima do peso.
     
    Antes considerados problemas de países ricos, o sobrepeso e a obesidade estão em alta nos países de baixa e média rendas, em especial nos grandes centros urbanos. No mundo todo, já são responsáveis por mais mortes do que a desnutrição.
     
    A genética contribui com menos de 10% dos casos de obesidade. E as doenças endócrinas, como hipotireoidismo e problemas no hipotálamo, representam menos de 1% dos casos de excesso de peso. Ou seja, a vasta maioria dos casos está associada ao consumo de alimentos altamente calóricos, ricos em gordura, sal e açúcar, e ao sedentarismo.
     
    O consumo de frutas e hortaliças está sendo deixado de lado por uma boa parte dos brasileiros, segundo dados do Ministério da Saúde. Apenas 22,7% da população ingerem a porção diária recomendada pela OMS (Organização Mundial da Saúde), de cinco ou mais porções ao dia.
     
    Ao mesmo tempo, é excessivo o consumo de gordura saturada: 31,5% da população não dispensam a carne gordurosa e mais da metade (53,8%) consome leite integral regularmente.
     
    Os refrigerantes também têm consumidores fieis. Um quarto (26%) dos brasileiros toma esse tipo de bebida ao menos cinco vezes por semana. E isso, acreditem, já começa no berço.
     
    O documentário sobre obesidade infantil “Muito Além do Peso” mostra que já existe no Brasil uma geração de crianças condenadas a morrer cedo ou a ter problemas de saúde por causa dos maus hábitos alimentares.
     
    Segundo o filme, 56% dos bebês brasileiros com menos de um ano de idade tomam refrigerantes. Com essa informação, não é de se admirar que um terço das nossas crianças esteja acima do peso ou obesa.
     
    O Ministério da Saúde tem algumas ações importantes para reverter esse quadro, como o lançamento recente do novo guia alimentar brasileiro, que prioriza o consumo de alimentos frescos em detrimento dos processados. Também tem feito um pacto com a indústria alimentícia para a redução do sódio dos alimentos industrializados.
     
    Mas a verdade é que a obesidade ainda não entrou pra valer na agenda política do país. Receio do enfrentamento de interesses da indústria alimentícia ou apenas desinteresse total pela saúde da população e pelas finanças públicas?
     
    Só para vocês terem uma ideia, o tratamento da obesidade e de doenças relacionadas a ela gera um custo de R$ 488 milhões por ano ao governo brasileiro.
     
    O fato é que, independentemente de políticas públicas, temos razões de sobra para buscar mudanças pessoais que nos levem a uma vida mais saudável. Isso se o nosso objetivo for viver e envelhecer com qualidade.
     
    Pesquisa publicada na última quinta-feira (4) na revista médica “The Lancet” mostrou que a obesidade está roubando oito anos da expectativa de vida. Se levarmos conta os anos de vida sem doença, o rombo é ainda maior: 19 anos! Nunca é tarde para começar a comer melhor, vencer a preguiça e praticar atividades físicas.
     
    Fonte: Folha de São Paulo
  • Os riscos de comprar Viagra pela internet

    Os riscos de comprar Viagra pela internet

    Os medicamentos para disfunção erétil são os campeões de vendas de produtos farmacêuticos pela internet. A maioria dos compradores prefere a compra online para evitar constrangimento no balcão da farmácia. O problema é que um remédio falsificado pode trazer constrangimentos maiores, ou até problemas graves para a saúde.
     
    A venda pela internet do citrato de sildenafila (princípio ativo de alguns desses medicamentos, como o Viagra) só pode ser efetivada mediante a apresentação da prescrição médica ao farmacêutico.
     
    Para não ser vítima de medicamentos falsificados, na compra online o consumidor precisa tomar algumas precauções. Somente farmácias e drogarias abertas ao público, com farmacêutico responsável presente durante todo o horário de funcionamento, podem fazer o atendimento com base na receita do medicamentos por telefone ou internet.
     
    O endereço eletrônico da farmácia deve possuir “.com.br” e deve conter, na página principal, todas as informações do estabelecimento, entre elas a razão social, endereço, CNPJ, horário de funcionamento, telefone, nome e nº de inscrição no CRF do responsável técnico e licença ou alvará sanitário.
     
    Deve ser informado o telefone para contato com o farmacêutico, ou com o responsável técnico, ou ainda com o seu substituto, para orientações sobre o uso do medicamento. Seja cauteloso com os anúncios de produtos que prometem “milagres” relacionados ao emagrecimento ou à cura de doenças.
     
    As propagandas de medicamentos devem apresentar informações completas e equilibradas, e não podem destacar apenas aspectos positivos do produto, quando se sabe que todo medicamento apresenta riscos.
     
    Verifique se o produto anunciado possui registro na Anvisa, pois pode se tratar de um produto irregular ou mesmo de uma falsificação. O número de registro de medicamentos é iniciado pelo algarismo 1.
     
    As normas sanitárias que regulam a propaganda de medicamentos também se aplicam aos anúncios de propaganda de medicamentos, também se aplicam aos anúncios na internet.
     
    Fonte: Portal Estadão
     
  • Revisão de Farmacologia para o concurso da UNCISAL

    Revisão de Farmacologia para o concurso da UNCISAL

    Revisão de farmacologia para o concurso da Uncisal
     
    Profa. Dra. Eliane Aparecida Campesatto 
     
    Conteúdo Programático:
    * Assuntos de Farmacologia que estão no Edital do Concurso.
     
    Dias 01, 02, 03 e 04 de Dezembro de 2014
     
    Local: Auditório do CRF-AL Maceió
    Horário: 19:30 às 22:00 hs
    Inscrições no CRF-AL em Maceió
    Fone: 3338-5018/3338-5474
    Valor: 1 pacote de fralda geriátrica (pelos 4 dias) ou 1 lata de leite de 400 gr. (por dia de aula) 
     
     
    Alexandre Correia
    Presidente do CRF-AL
     
     
    A ficha de inscrição se encontra na aba de DOWNLOADS deste site, deve ser preenchida e enviada para o email [email protected] (Maceió).
     
    Valor da Inscrição: 1 pacote de fralda geriátrica (pelos 4 dias) ou 1 lata de leite de 400 gr. (por dia de aula) 
  • CFF quer conhecer melhor o farmacêutico que atua no Brasil

    CFF quer conhecer melhor o farmacêutico que atua no Brasil

    Com o objetivo de obter dados para traçar estratégias de atuação em favor dos interesses da categoria, o Conselho Federal de Farmácia (CFF) está realizando uma pesquisa nacional sobre o perfil do farmacêutico que atua no Brasil. A partir das informações coletadas será possível planejar ações em prol de melhores salários, carga horária justa e melhores condições de trabalho. 
     
    A participação é aberta a todos os farmacêuticos, mesmo àqueles que não estão inscritos nos conselhos regionais, a intenção é conhecer todos os graduados em Farmácia. O questionário estará disponível nos principais meios de comunicação do CFF.
     
    FARMACÊUTICO:
    – Responda às perguntas com atenção e preencha o questionário apenas uma vez. 
    – Não é exigida a identificação do entrevistado e as respostas serão mantidas sob sigilo sendo utilizadas apenas para fins estatísticos. 
     
    Link para acessar a pesquisa
     
    https://pt.surveymonkey.com/s/7SS3GKL
     
    Fonte: CFF
     
     
  • Cientistas desenvolvem droga que pode consertar danos à medula

    Cientistas desenvolvem droga que pode consertar danos à medula

    Testes em ratos apontaram recuperação parcial de movimentos e de controle da bexiga.
     
    Cientistas americanos dizem ter desenvolvido uma droga que pode incentivar os nervos na medula espinhal a crescer e reparar lesões.
     
    O estudo com ratos, divulgado na publicação científica Nature, permitiu a recuperação parcial de movimentos e controle da bexiga. A droga funciona ao perturbar a “cola pegajosa” que impede que as células nervosas cresçam durante uma lesão.
     
    Mais testes precisam ser feitos em animais maiores antes de testes serem realizados em humanos, mas o grupo Spinal Research (Pesquisa Espinhal, em tradução literal) disse haver um “progresso real”.
     
    Danos na medula espinhal interrompem o fluxo constante de sinais elétricos do cérebro para o corpo e podem levar à paralisia abaixo de uma lesão.
     
    A equipe da Escola Universitária de Medicina Case Western Reserve, de Ohio, disse que o tecido de cicatriz formado após uma lesão impede a reparação da medula espinhal, já que proteínas de açúcar liberadas pelo tecido agem como cola.
     
    'Incrível'
     
    A equipe injetou um produto químico sob a pele que chegou até a medula espinhal e perturbou a atividade da cola. “Foi incrível”, disse o pesquisador Jerry Prata.
     
    “O que pudemos ver foi realmente notável. Alguns (ratos) se recuperaram fantasticamente e tão bem que você dificilmente diria que havia uma lesão”.
     
    Nos testes, 21 dos 26 ratos mostraram algum grau de recuperação na capacidade de movimentos ou das funções da bexiga.
     
    Mark Bacon, do grupo Spinal Research, disse: “Acreditamos que a plasticidade é o principal mecanismo responsável pela recuperação espontânea que vimos em pacientes com lesão da medula espinhal, mas é muito limitada”.
     
    “Reforçar a plasticidade é, portanto, um dos principais objetivos… Estes dados preliminares sugerem progresso real nesse sentido”.
     
    Fonte: G1 Saúde
  • Osteoporose: remédios inviabilizam cirurgias de implantes

    Osteoporose: remédios inviabilizam cirurgias de implantes

    Mais comum em mulheres acima dos 45 anos, a osteoporose se caracteriza pela diminuição progressiva da densidade óssea (por questões hormonais), o que aumenta o risco de fraturas. E, dependendo do grau da doença, essa redução pode afetar diversas partes do corpo, inclusive os ossos maxilares. A questão é que alguns remédios utilizados para combater a osteoporose podem causar problemas à saúde bucal.
     
    Para começar, segundo Maria Luiza Frigerio, coordenadora do Projeto Envelhecer Sorrindo do Departamento de Prótese da FOUSP, é preciso ter muito cuidado ao associar a osteoporose à saúde bucal. “A osteoporose sozinha não seria capaz de causar grandes estragos na boca, ou seja, até que a boca seja atingida por essa doença, muitas outras regiões do corpo já terão entrado em colapso”, diz a especialista.
     
    Alerta
     
    No entanto, a especialista concorda que existem alguns tipos de medicamentos próprios para tratar a osteoporose que podem causar danos na boca. O Alendronato de Sódio, ou qualquer outro medicamento da família dos bifosfonatos, muito recomendados para mulheres na menopausa que sofrem com esta doença, podem prejudicar a saúde bucal, pois deixa os tecidos fibrosos do interior dos ossos com pouca ou nenhuma irrigação sanguínea.
     
    Essa irrigação é fundamental para que as células possam chegar à superfície do osso ligando-o ao material do implante e para que haja uma boa cicatrização óssea. Por isso, o uso desse medicamento associado a uma cirurgia de implante pode aumentar o risco de necrose óssea.
     
    lém disso, os remédios bifosfonatos podem ser tóxicos para os tecidos moles, ou seja, eles podem causar feridas ou aftas na cavidade oral e no esôfago e irritação e ardência no estômago, podendo acarretar refluxos. “A questão do refluxo pode criar condições para que o esmalte dos dentes fique bem danificado”, diz Maria Luiza.
     
    “Quando o médico indica o uso do Alendronato para osteoporose, ele deve comunicar ao paciente que tal medicamento inviabiliza a realização de implantes dentais por, pelo menos, um ano após a suspensão de seu uso”, diz Maria Luiza.
     
    A especialista afirma, ainda, que o mesmo deve acontecer com o dentista que vai realizar alguma intervenção óssea, como é o caso de uma cirurgia de implante. “Antes de considerar fazer o procedimento, o profissional deve questionar se o paciente está fazendo uso desse tipo de medicamento e, caso a resposta seja positiva, a cirurgia não deve ser realizada”, diz a coordenadora.
     
    Envelhecimento e o tratamento multidisciplinar
     
    Segundo Maria Luiza o processo de envelhecimento é altamente complexo e por isso, nenhum problema de saúde do idoso deve ser tratado de forma individual, nem mesmo a osteoporose, uma doença tão específica. “Nada deveria ser feito em relação a pessoa idosa sem que se levasse em consideração a síndrome metabólica (diabetes, hipertensão e etc). Além disso, os transtornos de comportamento e os processos depressivos também devem ser cuidadosamente observados”, diz a especialista.
     
    Por isso, dentistas, geriatras, ortopedistas, psicólogos entre outros profissionais devem, sempre que possível, trabalhar em conjunto para melhorar o atendimento dessas pessoas que estão entrando na “melhor idade”. E claro, os cuidados com a saúde bucal nessa fase devem ser redobrados, tornando a higienização mais rigorosa e as visitas ao dentista ainda mais frequentes.
     
    “O uso do fio dental passa a ter uma importância ainda maior nessa fase da vida, no entanto, a presbiopia (comprometimento visual) associada a problemas nas articulações (artroses) podem tornar esse habito um desafio a mais.”, diz Maria Luiza.
     
    Fonte: Terra