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  • Ebola já matou 6.388 pessoas, de 17.942 infectados, diz balanço da OMS

    Ebola já matou 6.388 pessoas, de 17.942 infectados, diz balanço da OMS

    Incidência vem diminuindo na Libéria, mas aumentando em Serra Leoa.
    OMS admitiu demora na resposta à epidemia de ebola.
     
    A epidemia de ebola já matou 6.388 pessoas, de um total de 17.942 infectadas, de acordo com o balanço divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta quarta-feira (10). Os números referem-se aos  casos registrados até o dia 7 de dezembro.
     
    Até agora, houve casos na Guiné, Libéria, Serra Leoa, Espanha, Estados Unidos, Mali, Senegal e Nigéria. Estes dois últimos países foram declarados livres da doença em 17 e 19 de outubro, respectivamente.
     
     
    Na última semana, foi observado um declínio de novos casos na Libéria (houve 29 novos casos entre 1º e 3 de dezembro), mas a incidência continua aumentando sutilmente na Guiné (houve 103 novos casos entre 1º e 7 de dezembro) e vem crescendo em Serra Leoa (houve 397 novos casos entre 1º e 7 de dezembro).
     
    Segundo a OMS, atualmente há leitos suficientes nos três países de transmissão intensa da doença para tratar e isolar novos casos da doença, mas a má distribuição ainda faz com que faltem leitos em determinadas regiões.
     
    OMS admite lentidão
     
    A diretora da OMS, Margaret Chan, reconheceu nesta quarta-feira que a organização da ONU demorou em responder à epidemia de ebola. “É justo dizer que todo o mundo, incluindo a OMS, não se deu conta do que estava acontecendo, o que ia acontecer diante de nossos olhos”, afirmou Margaret Chan em entrevista à BBC.
     
    “Fomos lentos diante de uma doença antiga como o ebola, em um novo contexto. Todos nós fomos lentos em ver o impacto social, cultural e econômico das situações no terreno”, acrescentou. “Retrospectivamente, posso dizer que poderíamos ter organizado uma resposta muito, muito mais forte”, disse ainda.
     
    Veja detalhes dos locais com casos de ebola:
     
    Guiné: Foram 2.292 casos de ebola, entre confirmados, suspeitos e prováveis, que levaram a 1.428 mortes.
     
    Libéria: Foram 7.719 casos da doença, entre confirmados, suspeitos e prováveis, que levaram a 3.177 mortes.
     
    Serra Leoa: Foram 7.897 casos da doença, entre confirmados, suspeitos e prováveis, que levaram a 1.768 mortes.
     
    Mali: Foram 7 casos da doença, entre confirmados e prováveis, que levaram a 6 mortes.
     
    Estados Unidos: Houve quatro casos da doença. Um dos pacientes morreu.
     
    Espanha: Houve apenas um caso confirmado. O país já foi declarado livre da doença.
     
    Nigéria: Foram 20 casos de ebola, entre confirmados e prováveis, que levaram a 8 mortes. O país já foi declarado livre da doença.
     
    Senegal: Houve apenas um caso da doença e o paciente se recuperou. O país já foi declarado livre da doença.
     
    Fonte: G1 Saúde
  • Os riscos de comprar Viagra pela internet

    Os riscos de comprar Viagra pela internet

    Os medicamentos para disfunção erétil são os campeões de vendas de produtos farmacêuticos pela internet. A maioria dos compradores prefere a compra online para evitar constrangimento no balcão da farmácia. O problema é que um remédio falsificado pode trazer constrangimentos maiores, ou até problemas graves para a saúde.
     
    A venda pela internet do citrato de sildenafila (princípio ativo de alguns desses medicamentos, como o Viagra) só pode ser efetivada mediante a apresentação da prescrição médica ao farmacêutico.
     
    Para não ser vítima de medicamentos falsificados, na compra online o consumidor precisa tomar algumas precauções. Somente farmácias e drogarias abertas ao público, com farmacêutico responsável presente durante todo o horário de funcionamento, podem fazer o atendimento com base na receita do medicamentos por telefone ou internet.
     
    O endereço eletrônico da farmácia deve possuir “.com.br” e deve conter, na página principal, todas as informações do estabelecimento, entre elas a razão social, endereço, CNPJ, horário de funcionamento, telefone, nome e nº de inscrição no CRF do responsável técnico e licença ou alvará sanitário.
     
    Deve ser informado o telefone para contato com o farmacêutico, ou com o responsável técnico, ou ainda com o seu substituto, para orientações sobre o uso do medicamento. Seja cauteloso com os anúncios de produtos que prometem “milagres” relacionados ao emagrecimento ou à cura de doenças.
     
    As propagandas de medicamentos devem apresentar informações completas e equilibradas, e não podem destacar apenas aspectos positivos do produto, quando se sabe que todo medicamento apresenta riscos.
     
    Verifique se o produto anunciado possui registro na Anvisa, pois pode se tratar de um produto irregular ou mesmo de uma falsificação. O número de registro de medicamentos é iniciado pelo algarismo 1.
     
    As normas sanitárias que regulam a propaganda de medicamentos também se aplicam aos anúncios de propaganda de medicamentos, também se aplicam aos anúncios na internet.
     
    Fonte: Portal Estadão
     
  • Aborto oferece pouco risco à mulher se feito corretamente, diz estudo

    Aborto oferece pouco risco à mulher se feito corretamente, diz estudo

    Um novo estudo, feito nos EUA, pegou dados de mais de 50 mil mulheres e mostrou que, se realizadas com a devida probidade e assistência, abortos causam raríssimas complicações às mulheres.
     
    De 54.911 abortos estudados, apenas 0,2% tiveram complicações sérias, como perfuração uterina, infecções ou hemorragia –que precisaram de atendimento hospitalar.
     
    Outros 1.030 casos tiveram complicações menores como pequenos sangramentos e aborto incompleto.
     
    A pesquisadora da Unifesp, Rebeca Souza e Silva, que não participou do estudo, conta que, em abortos feitos em clínicas clandestinas ou sob condições precárias de higiene, chega a haver mais de 90% de complicações.
     
    No estudo, todas as pacientes utilizaram um serviço de atendimento localizado na Califórnia direcionado a pessoas de baixa renda e foram acompanhadas por seis semanas após o procedimento.
     
    Com o trabalho, os pesquisadores esperam contribuir para a debata que tem ocorrido naquele país acerca da segurança do procedimento.
     
    Apenas 17 dos 50 estados americanos permitem o aborto e fazem o acompanhamento das mulheres.
     
    Muitos estados estão mais exigentes com relação à realização do procedimento, que é realizado em clínicas, na maioria dos casos.
     
    “O aborto já é seguro da maneira que é realizado, o que leva a questionar a necessidade de novas regras com a ideia de melhorar a segurança”, diz Ushma Upadhyay, pesquisadora envolvida no trabalho em uma nota à imprensa.
     
    Mesmo como baixo índice de complicações observado, os pesquisadores afirmam que ele pode estar superestimado: como o programa atende a mulheres de baixa renda, há maior chance de ter pessoas com saúde debilitada.
     
    O trabalho foi publicado nesta segunda (8) na revista científica especializada “Obstetrics & Ginecology”.
     
    LATINOS
     
    Mesmo com a legalização, no Uruguai, segundo Silva, as mulheres ainda tem que passar por diversas consultas com diferentes profissionais antes de ser atendida. “Após todo o processo, já acabou o prazo”, diz Silva.
     
    No país vizinho qualquer mulher pode abortar até a 12ª semana de gestação.
     
    No Brasil, o aborto só é legal quando há risco de vida para a mãe ou em casos de estupro.
     
    Ainda assim, Silva diz que já houve algum avanço. “Há vinte anos, era muito difícil até falar de aborto.”
     
    Fonte: Portal Folha.com
     
  • Maus hábitos colocam o país entre os líderes em obesidade

    Maus hábitos colocam o país entre os líderes em obesidade

    Vice-campeão mundial em cirurgia bariátrica, quinto lugar no ranking mundial de obesidade. Sim, esses títulos nada honrosos são nossos. E deveriam preocupar a todos, não apenas os 60 milhões de brasileiros que estão acima do peso.
     
    Antes considerados problemas de países ricos, o sobrepeso e a obesidade estão em alta nos países de baixa e média rendas, em especial nos grandes centros urbanos. No mundo todo, já são responsáveis por mais mortes do que a desnutrição.
     
    A genética contribui com menos de 10% dos casos de obesidade. E as doenças endócrinas, como hipotireoidismo e problemas no hipotálamo, representam menos de 1% dos casos de excesso de peso. Ou seja, a vasta maioria dos casos está associada ao consumo de alimentos altamente calóricos, ricos em gordura, sal e açúcar, e ao sedentarismo.
     
    O consumo de frutas e hortaliças está sendo deixado de lado por uma boa parte dos brasileiros, segundo dados do Ministério da Saúde. Apenas 22,7% da população ingerem a porção diária recomendada pela OMS (Organização Mundial da Saúde), de cinco ou mais porções ao dia.
     
    Ao mesmo tempo, é excessivo o consumo de gordura saturada: 31,5% da população não dispensam a carne gordurosa e mais da metade (53,8%) consome leite integral regularmente.
     
    Os refrigerantes também têm consumidores fieis. Um quarto (26%) dos brasileiros toma esse tipo de bebida ao menos cinco vezes por semana. E isso, acreditem, já começa no berço.
     
    O documentário sobre obesidade infantil “Muito Além do Peso” mostra que já existe no Brasil uma geração de crianças condenadas a morrer cedo ou a ter problemas de saúde por causa dos maus hábitos alimentares.
     
    Segundo o filme, 56% dos bebês brasileiros com menos de um ano de idade tomam refrigerantes. Com essa informação, não é de se admirar que um terço das nossas crianças esteja acima do peso ou obesa.
     
    O Ministério da Saúde tem algumas ações importantes para reverter esse quadro, como o lançamento recente do novo guia alimentar brasileiro, que prioriza o consumo de alimentos frescos em detrimento dos processados. Também tem feito um pacto com a indústria alimentícia para a redução do sódio dos alimentos industrializados.
     
    Mas a verdade é que a obesidade ainda não entrou pra valer na agenda política do país. Receio do enfrentamento de interesses da indústria alimentícia ou apenas desinteresse total pela saúde da população e pelas finanças públicas?
     
    Só para vocês terem uma ideia, o tratamento da obesidade e de doenças relacionadas a ela gera um custo de R$ 488 milhões por ano ao governo brasileiro.
     
    O fato é que, independentemente de políticas públicas, temos razões de sobra para buscar mudanças pessoais que nos levem a uma vida mais saudável. Isso se o nosso objetivo for viver e envelhecer com qualidade.
     
    Pesquisa publicada na última quinta-feira (4) na revista médica “The Lancet” mostrou que a obesidade está roubando oito anos da expectativa de vida. Se levarmos conta os anos de vida sem doença, o rombo é ainda maior: 19 anos! Nunca é tarde para começar a comer melhor, vencer a preguiça e praticar atividades físicas.
     
    Fonte: Folha de São Paulo
  • Homens fumantes tendem a perder mais cromossomos Y

    Homens fumantes tendem a perder mais cromossomos Y

    Homens que fumam são três vezes mais propensos a perder seus cromossomos Y que os não fumantes. A conclusão é de pesquisa da Universidade de Uppsala, na Suécia, e foi publicada pela revista americana “Science” ontem. Uma vez que a perda desses cromossomos está associada a um maior risco de câncer em idosos do sexo masculino, a descoberta pode ajudar a explicar o motivo de homens desenvolverem tumores e morrerem da doença em maiores proporções que mulheres. E também o porquê de o fumo parecer ser um fator de risco maior para eles que para elas.
     
    Os cientistas analisaram dados de mais de seis mil homens, levando em conta idade, hábitos de exercício, níveis de colesterol, nível educacional e outros fatores de saúde e de comportamento. Eles descobriram que é mais comum que o cromossomo Y, importante para a determinação do sexo e produção do esperma, desapareça das células sanguíneas de fumantes em comparação com homens que nunca fumaram ou que deixaram o hábito. Esse efeito parece depender do nível de dependência do usuário.
     
    POSSIBILIDADE DE REVERSÃO
     
    A pesquisa mostra que a mutação parece ser transitória, uma vez que alguns homens que pararam de fumar chegaram a recuperar cromossomos Y. Uma das explicações para isso é a hipótese de que a perda seja um processo dinâmico e reversível, dizem os cientistas. Eles lembram ainda que estudos epidemiológicos anteriores mostraram que o abandono do tabaco em qualquer idade está associado à drástica queda de taxas de mortalidade.
     
    Ainda não está claro se a perda desses cromossomos nas células sanguíneas é a causa do desenvolvimento do câncer ou se os resultados fazem parte de uma série de danos gerais causados nos cromossomos por causa do tabagismo. Os mecanismos moleculares subjacentes às observações feitas no estudo não são bem compreendidos, mas a perda dos cromossomos Y pode resgatar um elo perdido e ajudar a explicar as diferenças entre os sexos, dizem os cientistas.
     
    O estudo lembra ainda que o tabagismo fez foi responsável pela morte de cerca de cem milhões de pessoas ao longo do século XX e deve matar aproximadamente um bilhão no século XXI. Apesar de o câncer de pulmão ser o principal tipo de tumor associado ao tabagismo, fumar é um fator de risco para outros tipos da doença, fora do aparelho respiratório, que são mais comuns em homens que em mulheres.
     
    Fonte: O Globo
     
  • Revisão de Farmacologia para o concurso da UNCISAL

    Revisão de Farmacologia para o concurso da UNCISAL

    Revisão de farmacologia para o concurso da Uncisal
     
    Profa. Dra. Eliane Aparecida Campesatto 
     
    Conteúdo Programático:
    * Assuntos de Farmacologia que estão no Edital do Concurso.
     
    Dias 01, 02, 03 e 04 de Dezembro de 2014
     
    Local: Auditório do CRF-AL Maceió
    Horário: 19:30 às 22:00 hs
    Inscrições no CRF-AL em Maceió
    Fone: 3338-5018/3338-5474
    Valor: 1 pacote de fralda geriátrica (pelos 4 dias) ou 1 lata de leite de 400 gr. (por dia de aula) 
     
     
    Alexandre Correia
    Presidente do CRF-AL
     
     
    A ficha de inscrição se encontra na aba de DOWNLOADS deste site, deve ser preenchida e enviada para o email [email protected] (Maceió).
     
    Valor da Inscrição: 1 pacote de fralda geriátrica (pelos 4 dias) ou 1 lata de leite de 400 gr. (por dia de aula) 
  • CFF quer conhecer melhor o farmacêutico que atua no Brasil

    CFF quer conhecer melhor o farmacêutico que atua no Brasil

    Com o objetivo de obter dados para traçar estratégias de atuação em favor dos interesses da categoria, o Conselho Federal de Farmácia (CFF) está realizando uma pesquisa nacional sobre o perfil do farmacêutico que atua no Brasil. A partir das informações coletadas será possível planejar ações em prol de melhores salários, carga horária justa e melhores condições de trabalho. 
     
    A participação é aberta a todos os farmacêuticos, mesmo àqueles que não estão inscritos nos conselhos regionais, a intenção é conhecer todos os graduados em Farmácia. O questionário estará disponível nos principais meios de comunicação do CFF.
     
    FARMACÊUTICO:
    – Responda às perguntas com atenção e preencha o questionário apenas uma vez. 
    – Não é exigida a identificação do entrevistado e as respostas serão mantidas sob sigilo sendo utilizadas apenas para fins estatísticos. 
     
    Link para acessar a pesquisa
     
    https://pt.surveymonkey.com/s/7SS3GKL
     
    Fonte: CFF
     
     
  • Cientistas desenvolvem droga que pode consertar danos à medula

    Cientistas desenvolvem droga que pode consertar danos à medula

    Testes em ratos apontaram recuperação parcial de movimentos e de controle da bexiga.
     
    Cientistas americanos dizem ter desenvolvido uma droga que pode incentivar os nervos na medula espinhal a crescer e reparar lesões.
     
    O estudo com ratos, divulgado na publicação científica Nature, permitiu a recuperação parcial de movimentos e controle da bexiga. A droga funciona ao perturbar a “cola pegajosa” que impede que as células nervosas cresçam durante uma lesão.
     
    Mais testes precisam ser feitos em animais maiores antes de testes serem realizados em humanos, mas o grupo Spinal Research (Pesquisa Espinhal, em tradução literal) disse haver um “progresso real”.
     
    Danos na medula espinhal interrompem o fluxo constante de sinais elétricos do cérebro para o corpo e podem levar à paralisia abaixo de uma lesão.
     
    A equipe da Escola Universitária de Medicina Case Western Reserve, de Ohio, disse que o tecido de cicatriz formado após uma lesão impede a reparação da medula espinhal, já que proteínas de açúcar liberadas pelo tecido agem como cola.
     
    'Incrível'
     
    A equipe injetou um produto químico sob a pele que chegou até a medula espinhal e perturbou a atividade da cola. “Foi incrível”, disse o pesquisador Jerry Prata.
     
    “O que pudemos ver foi realmente notável. Alguns (ratos) se recuperaram fantasticamente e tão bem que você dificilmente diria que havia uma lesão”.
     
    Nos testes, 21 dos 26 ratos mostraram algum grau de recuperação na capacidade de movimentos ou das funções da bexiga.
     
    Mark Bacon, do grupo Spinal Research, disse: “Acreditamos que a plasticidade é o principal mecanismo responsável pela recuperação espontânea que vimos em pacientes com lesão da medula espinhal, mas é muito limitada”.
     
    “Reforçar a plasticidade é, portanto, um dos principais objetivos… Estes dados preliminares sugerem progresso real nesse sentido”.
     
    Fonte: G1 Saúde
  • Osteoporose: remédios inviabilizam cirurgias de implantes

    Osteoporose: remédios inviabilizam cirurgias de implantes

    Mais comum em mulheres acima dos 45 anos, a osteoporose se caracteriza pela diminuição progressiva da densidade óssea (por questões hormonais), o que aumenta o risco de fraturas. E, dependendo do grau da doença, essa redução pode afetar diversas partes do corpo, inclusive os ossos maxilares. A questão é que alguns remédios utilizados para combater a osteoporose podem causar problemas à saúde bucal.
     
    Para começar, segundo Maria Luiza Frigerio, coordenadora do Projeto Envelhecer Sorrindo do Departamento de Prótese da FOUSP, é preciso ter muito cuidado ao associar a osteoporose à saúde bucal. “A osteoporose sozinha não seria capaz de causar grandes estragos na boca, ou seja, até que a boca seja atingida por essa doença, muitas outras regiões do corpo já terão entrado em colapso”, diz a especialista.
     
    Alerta
     
    No entanto, a especialista concorda que existem alguns tipos de medicamentos próprios para tratar a osteoporose que podem causar danos na boca. O Alendronato de Sódio, ou qualquer outro medicamento da família dos bifosfonatos, muito recomendados para mulheres na menopausa que sofrem com esta doença, podem prejudicar a saúde bucal, pois deixa os tecidos fibrosos do interior dos ossos com pouca ou nenhuma irrigação sanguínea.
     
    Essa irrigação é fundamental para que as células possam chegar à superfície do osso ligando-o ao material do implante e para que haja uma boa cicatrização óssea. Por isso, o uso desse medicamento associado a uma cirurgia de implante pode aumentar o risco de necrose óssea.
     
    lém disso, os remédios bifosfonatos podem ser tóxicos para os tecidos moles, ou seja, eles podem causar feridas ou aftas na cavidade oral e no esôfago e irritação e ardência no estômago, podendo acarretar refluxos. “A questão do refluxo pode criar condições para que o esmalte dos dentes fique bem danificado”, diz Maria Luiza.
     
    “Quando o médico indica o uso do Alendronato para osteoporose, ele deve comunicar ao paciente que tal medicamento inviabiliza a realização de implantes dentais por, pelo menos, um ano após a suspensão de seu uso”, diz Maria Luiza.
     
    A especialista afirma, ainda, que o mesmo deve acontecer com o dentista que vai realizar alguma intervenção óssea, como é o caso de uma cirurgia de implante. “Antes de considerar fazer o procedimento, o profissional deve questionar se o paciente está fazendo uso desse tipo de medicamento e, caso a resposta seja positiva, a cirurgia não deve ser realizada”, diz a coordenadora.
     
    Envelhecimento e o tratamento multidisciplinar
     
    Segundo Maria Luiza o processo de envelhecimento é altamente complexo e por isso, nenhum problema de saúde do idoso deve ser tratado de forma individual, nem mesmo a osteoporose, uma doença tão específica. “Nada deveria ser feito em relação a pessoa idosa sem que se levasse em consideração a síndrome metabólica (diabetes, hipertensão e etc). Além disso, os transtornos de comportamento e os processos depressivos também devem ser cuidadosamente observados”, diz a especialista.
     
    Por isso, dentistas, geriatras, ortopedistas, psicólogos entre outros profissionais devem, sempre que possível, trabalhar em conjunto para melhorar o atendimento dessas pessoas que estão entrando na “melhor idade”. E claro, os cuidados com a saúde bucal nessa fase devem ser redobrados, tornando a higienização mais rigorosa e as visitas ao dentista ainda mais frequentes.
     
    “O uso do fio dental passa a ter uma importância ainda maior nessa fase da vida, no entanto, a presbiopia (comprometimento visual) associada a problemas nas articulações (artroses) podem tornar esse habito um desafio a mais.”, diz Maria Luiza.
     
    Fonte: Terra
     
     
  • Saúde assina portaria sobre locais fechados de exceção à lei antifumo

    Saúde assina portaria sobre locais fechados de exceção à lei antifumo

    Norma cita cinco ambientes, incluindo tabacarias e espaços de pesquisa.
    Estabelecimentos fechados em exceção terão 180 dias para se adaptar.
     
    O ministro da Saúde, Arthur Chioro, assinou uma portaria nesta quinta-feira (4) que exclui tabacarias, rituais de cultos religiosos, estúdios de filmagem, locais de pesquisa e instituições de tratamento de saúde – com pacientes autorizados pelos médicos que os assistam – de punição por meio da lei antifumo. A norma entrou em vigor nesta quarta (3) e proíbe a prática em locais fechados, extinguindo fumódromos em ambientes coletivos.
     
    Ainda segundo a lei, devem ser ampliadas as mensagens de alerta em maços vendidos no país e canceladas as propagandas de cigarros. A portaria assinada nesta quinta, em conjunto com o Ministério do Trabalho, visa garantir proteção aos trabalhadores expostos ao fumo.
     
    “Acima de tudo é uma forma de respeitar o direito do trabalhador de não ser um fumante passivo, esse é um debate que a sociedade brasileira já vem fazendo há muito tempo, nós temos 200 mil mortes por ano relacionadas ao cigarro, ao tabaco e ao fumo”, afirmou o ministro.
     
    Com a norma, o sistema de ventilação dos locais deve ser mantido em operação após a desocupação do ambiente; os revestimentos, pisos, tetos e bancadas devem ser resistentes ao uso de desinfetantes; os móveis devem ser não combustíveis e de fácil limpeza e os cinzeiros devem conter areia para combater incêndios.
     
    Além disso, as tabacarias não vão poder comercializar alimentos e bebidas e devem informar na porta de entrada sobre a utilização do local. Os fumantes, no entanto, poderão levar o que forem consumir.
     
    Os locais que estão dentro da exceção terão seis meses para se adaptar à portaria após a publicação do texto no Diário Oficial da União. A lei antifumo não traz exceção ao fumo em presídios, informou o Ministério da Saúde.
     
    Fiscalização
     
    A fiscalização dos efeitos da portaria será feita por órgãos municipais e estaduais. A multa para quem descumprir as normas varia de R$ 5 mil a R$ 1,5 milhão, e uma infração trabalhista também poderá ser aplicada.
     
    “Hoje o presidente da Anvisa vai divulgar uma ordem de serviço, uma norma técnica, disciplinando e orientando os estados e os municípios na aplicação das multas no ponto de vista sanitário. E o Ministério do Trabalho fará também uma norma técnica […] Ninguém chega fazendo a multa no teto, nós sabemos que temos um período de orientação, de fiscalização, mas efetivamente a lei é pra valer”, disse Chioro.
     
    A Anvisa informou que vai intensificar as fiscalizações que, segundo a agência, já são rotineiras sob outros aspectos sanitários, disse o diretor-presidente substituto, Jaime Oliveira.
     
    “As vigilâncias sanitárias têm um plano anual de atuação. A gente vem conversando com as vigilâncias sanitárias desde outubro para que incluam o plano de ação do tabaco […] Certamente tem uma intensificação nesse período”, declarou Oliveira.
     
    Campanha
     
    O Ministério da Saúde também lançou nesta quinta-feira (4) uma campanha publicitária em vídeo, de 30 segundos, para promover a lei antifumo. A frase de impacto do vídeo é “pode respirar fundo – ambientes coletivos 100% livres de fumaça”.
     
    A norma foi sancionada pela presidente Dilma Rousseff em dezembro de 2011, após ter sido aprovada pelo Congresso Nacional, e foi regulamentada em maio deste ano. Os fumantes não devem ser fiscalizados.
     
    De acordo com a lei, poderá ser punido somente o estabelecimento que desobedecer as normas. Locais de comércio e restaurantes, por exemplo, deverão orientar os clientes sobre a lei e pedir para que não fumem, podendo chamar a polícia quando alguém se recusar a apagar o cigarro.
     
    Ainda conforme a lei, fica proibido o fumo em locais coletivos fechados em todo o país. As regras preveem que as pessoas não poderão fumar em lugares públicos ou privados (acessíveis ao público) que possuam cobertura, teto, parede, divisórias ou toldos. Em varandas de restaurante com toldo, por exemplo, não será permitido o fumo, bem como na área coberta de pontos de ônibus. As normas também valem para narguilés ou qualquer tipo de fumígeno.
     
    Propaganda e embalagens
     
    Ainda de acordo com as regras, qualquer propaganda de cigarro será proibida, inclusive nos chamados “displays” (painéis para anúncios nos estabelecimentos comerciais). A única forma de exibição dos maços deverá ser em locais de venda, mas, ainda assim, com 20% do espaço ocupado pela mensagem de alerta.
     
    A partir de agora, 100% da face de trás da embalagem e uma das faces laterais terão que ter imagem e mensagem sobre os problemas relacionados ao fumo. A partir de janeiro de 2016, na parte frontal da embalagem, 30% do espaço será destinado a mensagens de alerta. Até então, esse tipo de mensagem só era estampada na parte de trás dos maços de cigarro.
     
    Fiscalização e punição
     
    Os estabelecimentos que desrespeitarem as regras poderão receber advertência, multa, ser interditados e ter a autorização de funcionamento cancelada. Quem  estiver em um restaurante e se incomodar com o fato de alguém fumar deverá, primeiro, pedir ao estabelecimento que tome providências. Caso o responsável pelo restaurante se negue, a orientação é que a pessoa, então, denuncie o caso à Vigilância Sanitária.
     
    Consumo e riscos
     
    Pesquisa divulgada em junho pelo Ministério da Saúde afirma que 11,3% dos adultos que vivem nas capitais do Brasil fumam. Em 2006, o índice era de 15,7%. Os homens são os que mais fumam, com índice de 14,4%. O percentual entre as mulheres é de 8,6%. Os fumantes passivos têm 30% a mais de chance de ter complicações respiratórias.
     
    No ano passado, o Sistema Único de Saúde (SUS) registrou 1,4 milhão de diárias por internação relacionadas ao tabagismo, ao custo de R$ 1,4 bilhão aos cofres públicos. A estimativa do governo é que, neste ano, sejam registrados 16,4 mil novos casos de câncer de pulmão.
     
    Segundo o Ministério da Saúde, o tabagismo é responsável por 200 mil mortes no Brasil por ano. Além disso, está relacionado a 90% dos casos de câncer de pulmão; 85% das mortes por bronquite; 45% das mortes por infarto agudo do miocárdio; 25% das doenças vasculares e 30% das mortes decorrentes de outros tipos de câncer.
     
    Entenda os males do cigarro
     
    Segundo especialistas, o cigarro está associado a 26% das mortes por todos os tipos de câncer. No caso de tumores no pulmão, esse índice aumenta para 84%. Além desta doença, o cigarro pode causar alterações na voz, principalmente das mulheres, que podem adquirir uma voz grossa e totalmente diferente por infecção nas cordas vocais.
     
    Em apenas um dia sem fumar, já é possível ter benefícios para a saúde, segundo a cardiologista Jaqueline Issa. É preciso ainda prestar atenção em outros sintomas de problemas na garganta, como dor, dificuldade para engolir ou respirar e sensação de caroço na região.
     
    Segundo os médicos, o cigarro pode também afetar a tireoide, causando hipotireoidismo e levar ao ganho de peso, especialmente na região abdominal. Mulheres fumantes com mais de 50 anos, por exemplo, têm entre três a quatro vezes mais chances de ter hipotireoidismo que a população em geral.
     
    Fora a alteração na voz e a rouquidão, o cigarro pode ainda causar também perda óssea nos dentes. Isso acontece porque a nicotina e outros componentes agridem a gengiva e a raiz dos dentes.
     
    Fonte: Bem Estar