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  • OMS altera recomendação de vacina contra HPV para duas doses

    OMS altera recomendação de vacina contra HPV para duas doses

    Segundo organização, duas doses da vacina são tão eficazes quanto três.
    Imunização ajuda na luta contra o câncer de colo de útero.
     
    A Organização Mundial de Saúde (OMS) publicou novas recomendações para a luta contra o câncer de colo do útero, que permitiria uma melhor prevenção desta doença nos países pobres.
     
    A OMS aconselha que duas vacinas sejam inoculadas, quando anteriormente eram três, contra o papilomavírus humano (HPV) entre as jovens de 9 a 13 anos.
     
    Na França, por exemplo, onde o câncer de colo do útero provoca pouco mais de mil mortes por ano, a vacina é aplicada atualmente em adolescentes de 11 a 14 anos.
     
    Agora a OMS, que apresentou as novas recomendações a respeito no Congresso mundial de luta contra o câncer, em Melbourne, Austrália, estima que duas aplicações desta vacina são tão eficazes quanto três.
     
    “A combinação de ferramentas mais eficazes e acessíveis para prevenir e tratar o câncer de colo do útero contribuirá para aliviar o custo da saúde, em particular nos países com baixa renda”, indicou Nathalie Broutet, epidemiologista da OMS.
     
    Por sua vez, o estudo a partir dos 18 anos de infecções por papilomavírus – responsáveis por 99% dos casos de câncer de colo de útero – pode ser realizado a cada cinco anos em caso de resultados negativos, e não a cada dois anos, como ocorre atualmente em muitos países.
     
    A primeira vacina contra o HPV foi lançada no mercado em 2006.
     
    Fonte: Bem Estar
  • Estudo mostra que medicamentos contra o HIV debilitaram a Aids

    Estudo mostra que medicamentos contra o HIV debilitaram a Aids

    A virulência do HIV, causador da imunodeficiência humana adquirida (Aids), parece ter diminuído ao longo do tempo, graças ao acesso cada vez maior dos infectados aos medicamentos antirretrovirais, revela uma pesquisa feita na África e publicada nesta segunda-feira.
     
    Os pesquisadores, entre eles Rebecca Payne, da Universidade britânica de Oxford, estudaram dois grupos de soropositivos na África do Sul e em Botsuana, dois países muito afetados pela Aids.Em Botsuana, onde a prevalência da Aids entre adultos soropositivos é maior que na África do Sul (e onde a epidemia surgiu antes), os autores do estudo constataram que o vírus sofreu uma mutação genética, como resposta imunológica provocada pelos antirretrovirais.
     
    Mas ainda que o HIV tenha sofrido a mutação para sobreviver aos antirretrovirais, isto o tornou mais dócil: agora, sua capacidade de se replicar e sua virulência diminuíram, em comparação com o que se observou em um grupo de pessoas infectadas na África do Sul, onde os tratamentos começaram mais tarde.
     
    “O uso intensivo (e precoce) dos antirretrovirais poderia contribuir para uma diminuição da virulência do vírus”, concluíram os autores do estudo publicado nos Anais da Academia Americana de Ciências (PNAS).
     
    “Se o processo observado neste estudo se confirmar, os programas atuais de prevenção e tratamento da infecção por HIV deveriam ser acelerados”, acrescentaram.
     
    Desde 2012, autoridades sanitárias no mundo, entre eles o secretário americano da Saúde, recomendam tomar antirretrovirais a título preventivo para as pessoas de alto risco.
     
    A Organização Mundial da Saúde (OMS) adotou estas recomendações em julho de 2014.
     
    Segundo a ONUAids, 35 milhões de pessoas no mundo tinham HIV no final de 2013, ano em que se infectaram 2,1 milhões de pessoas e morreram 1,5 milhão.
     
    Fonte: INFO Exame
  • Brasil tem 1.364 casos de chikungunya, diz Ministério da Saúde

    Brasil tem 1.364 casos de chikungunya, diz Ministério da Saúde

    Até o dia 15 de novembro, 1.364 casos de infecção pelo vírus chikungunya foram diagnosticados no Brasil. Do total, 1.293 foram transmitidos dentro do próprio país (casos autóctones). Outros 71 casos foram importados, ou seja, os pacientes foram infectados durante viagens a outros países. A informação foi divulgada pelo Ministério da Saúde nesta terça-feira (2).
     
    Houve 759 casos de transmissão interna na Bahia, 531 no Amapá, 2 em Minas Gerais e 1 no Mato Grosso do Sul.
     
    Do total de casos, 125 foram confirmados por exame laboratorial e 1.239 por critério clínico-epidemiológico. De acordo com o Ministério, quando há transmissão intensa em determinada região, o diagnóstico pode ser feito pela observação dos sintomas, caso o paciente tenha tido contato com outras pessoas infectadas.
     
    Entenda o vírus
     
    A infecção pelo vírus chikungunya provoca sintomas parecidos com os da dengue, porém mais dolorosos. No idioma africano makonde, o nome chikungunya significa “aqueles que se dobram”, em referência à postura que os pacientes adotam diante das penosas dores articulares que a doença causa.
     
    Em compensação, comparado com a dengue, o novo vírus mata com menos frequência. Em idosos, quando a infecção é associada a outros problemas de saúde, ela pode até contribuir como causa de morte, porém complicações sérias são raras, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).
     
    Como as pessoas pegam o vírus?
     
    Por ser transmitido pelo mesmo vetor da dengue, o mosquito Aedes aegypti, e também pelo mosquito Aedes albopictus, a infecção pelo chikungunya segue os mesmos padrões sazonais da dengue, de acordo com o infectologista Pedro Tauil, do Comitê de Doenças Emergentes da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI).
     
    O risco aumenta, portanto, em épocas de calor e chuva, mais propícias à reprodução dos insetos. Eles também picam principalmente durante o dia. A principal diferença de transmissão em relação à dengue é que o Aedes albopictus também pode ser encontrado em áreas rurais, não apenas em cidades.
     
    O chikungunya tem subtipos diferentes, como a dengue?
     
    Diferentemente da dengue, que tem quatro subtipos, o chikungunya é único. Uma vez que a pessoa é infectada e se recupera, ela se torna imune à doença. Quem já pegou dengue não está nem menos nem mais vulnerável ao chikungunya: apesar dos sintomas parecidos e da forma de transmissão similar, tratam-se de vírus diferentes.
     
    Quais são os sintomas?
     
    Entre quatro e oito dias após a picada do mosquito infectado, o paciente apresenta febre repentina acompanhada de dores nas articulações. Outros sintomas, como dor de cabeça, dor muscular, náusea e manchas avermelhadas na pele, fazem com que o quadro seja parecido com o da dengue. A principal diferença são as intensas dores articulares.
     
    Em média, os sintomas duram entre 10 e 15 dias, desaparecendo em seguida. Em alguns casos, porém, as dores articulares podem permanecer por meses e até anos. De acordo com a OMS, complicações graves são incomuns. Em casos mais raros, há relatos de complicações cardíacas e neurológicas, principalmente em pacientes idosos. Com frequência, os sintomas são tão brandos que a infecção não chega a ser identificada, ou é erroneamente diagnosticada como dengue.
     
    Segundo Barbosa, é importante observar que o chikungunya é “muito menos severo que a dengue, em termos de produzir casos graves e hospitalização”.
     
    Tem tratamento?
     
    Não há um tratamento capaz de curar a infecção, nem vacinas voltadas para preveni-la. O tratamento é paliativo, com uso de antipiréticos e analgésicos para aliviar os sintomas. Se as dores articulares permanecerem por muito tempo e forem dolorosas demais, uma opção terapêutica é o uso de corticoides.
    De acordo com Tauil, da SBI, os serviços de saúde brasileiros já estão preparados para identificar a doença. “Provavelmente quem vai receber esses casos são reumatologistas. Já escrevemos artigos voltados para esses profissionais, orientando-os a ficar atentos a pessoas provenientes de áreas em que há transmissão”, diz o infectologista. Pessoas que apresentarem os sintomas citados e estiverem voltando de áreas onde existe a transmissão do vírus, como o Caribe, devem comunicar o médico.
     
    Apesar de haver poucos riscos de formas hemorrágicas da infecção por chikungunya, recomenda-se evitar medicamentos à base de ácido acetilsalicílico (aspirina) nos primeiros dias de sintomas, antes da obtenção do diagnóstico definitivo.
     
    Como se prevenir?
     
    Sobre a prevenção, valem as mesmas regras aplicadas à dengue: ela é feita por meio do controle dos mosquitos que transmitem o vírus.
     
    Portanto, evitar água parada, que os insetos usam para se reproduzir, é a principal medida. Em casos específicos de surtos, o uso de inseticidas e telas protetoras nas janelas das casas também pode ser aconselhado.
     
    Que medidas preventivas o governo brasileiro adotou?
     
    Desde o ano passado, quando foram confirmados os primeiros casos de chikungunya no Caribe, o Ministério da Saúde começou a elaborar um plano de contingência do vírus para o Brasil. “Existe a possibilidade de transmissão em todo local que há mosquitos vetores”, explica o secretário Barbosa.
     
    O plano consiste em promover uma redução drástica da população de mosquitos nos arredores de onde os casos são identificados e orientar médicos, assistentes e profissionais de laboratórios de referência sobre como reconhecer um caso suspeito. Atualmente, seis laboratórios do país são capazes de fazer o teste para detectar o novo vírus.
     
    Em 2010, o Brasil já tinha recebido três casos da doença do exterior: dois surfistas que foram infectados na Indonésia e uma missionária, na Índia.
     
    Fonte: G1 – Bem Estar
  • DF registra mais dois casos de febre chikungunya

    DF registra mais dois casos de febre chikungunya

    Secretaria da Saúde diz que casal contraiu doença em outro país.
    Há um suspeito de infecção que está passando por análise clínica.
     
    O Distrito Federal registrou mais dois casos da febre chikungunya, totalizando quatro registros neste ano. Segundo a Secretaria de Saúde, todos os casos foram de pessoas que contraíram o vírus em outro país.
     
    Os dois novos casos são de um casal brasiliense que contraiu a doença em setembro em uma viajem para Barbados. A secretaria informou que o casal foi atendido na rede particular e estão bem.
     
    A secretaria informaou também que há um caso suspeito em análise. A pasta não passou mais informações sobre o assunto.
     
    Doença e sintomas
     
    A febre chikungunya é uma doença viral com sintomas parecidos com a dengue e transmitida pelos mesmos mosquitos, o Aedes Aegypti e o Albopictus. Os sintomas são similares aos da dengue, mas com dores mais fortes, principalmente nas articulações.
     
    Dores de cabeça e musculares, manchas vermelhas na pele e febre repentina e intensa, acima de 39 °C. são outros sintomas comuns.
     
    Fonte: G1 Saúde
  • HIV está se tornando menos mortal e infeccioso, diz estudo

    HIV está se tornando menos mortal e infeccioso, diz estudo

    Pesquisa coordenada pela Universidade de Oxford demonstra que vírus está perdendo força e tardando mais a causar Aids.
     
    O vírus HIV está se tornando menos mortal e menos infeccioso, de acordo com uma pesquisa coordenada pela Universidade de Oxford.
     
    Os pesquisadores mostraram que o vírus está perdendo força ao se adaptar ao nosso sistema imunológico e demorando mais para causar a Aids (a síndrome da imunodeficiência adquirida, que ocorre à medida que as barreiras imunológicas do corpo começam a ser corroídas).
     
    Alguns virologistas sugerem que a evolução do vírus pode torná-lo, algum dia, “quase inofensivo”. Para os pesquisadores de Oxford, as mudanças no vírus podem ajudar nos esforços para conter a pandemia.
     
    Hoje, o HIV infecta mais de 37 milhões de pessoas no mundo – em seus corpos, ocorre uma batalha entre o sistema imunológico e o vírus. Tal qual um mestre do disfarce, o vírus sabe rapidamente e com pouco esforço passar por mutações para se adaptar ao sistema imunológico.
     
    No entanto, às vezes o HIV infecta uma pessoa com um sistema imunológico particularmente eficaz.
     
    “[Nestes casos] o vírus fica entre a cruz e a espada”, explica o professor Philip Goulder, da Universidade de Oxford. “Ele pode perder a eficácia ou se transformar para sobreviver e, se tiver que mudar, isso terá um custo.”
     
    O “custo” é uma diminuição na capacidade de se replicar, o que faz com que o vírus se torne menos infeccioso e leve mais tempo para causar Aids.
     
    Lentidão
     
    À medida que este vírus enfraquecido é passado para outras pessoas, tem início um lento ciclo de enfraquecimento.
     
    A equipe mostrou esse processo acontecendo na África, comparando Botswana, onde os problemas com o HIV existem há um longo tempo, e África do Sul, onde o vírus chegou uma década depois.
     
    “É bastante surpreendente. É possível ver que a capacidade de se replicar é 10% menor em Botswana do que na África do Sul e isso é muito emocionante”, disse Goulder à BBC.
     
    “Estamos observando a evolução acontecer na nossa frente e é surpreendente a rapidez com que o processo está acontecendo. O vírus está perdendo sua capacidade de causar doença e isso vai contribuir para sua eliminação.”
     
    As descobertas foram publicadas na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences.
     
    Ataque dos antirretrovirais
     
    O estudo também sugere que as drogas antirretrovirais estão forçando o HIV a evoluir para formas mais leves. Os medicamentos teriam como alvo principalmente as versões mais agressivas do HIV, permitindo a reprodução das formas menos violentas.
     
    “Vinte anos atrás, a Aids se manifestava em dez anos. Mas, nos últimos dez anos, em Botswana, isso pode ter aumentado para 12,5 anos – um aumento pequeno, mas que no contexto geral é uma mudança rápida”, disse Goulder.
     
    “É possível imaginar que isso se estenda cada vez mais e que, no futuro, as pessoas possam permanecer assintomáticas durante décadas.”
     
    “Se a tendência continuar, em seguida, podemos ver uma mudança de cenário global: uma doença longa sendo menos transmissível”, disse à BBC Jonathan Ball, virologista da Universidade de Nottingham.
     
    “Em teoria, se deixássemos o HIV seguir o seu curso, veríamos o surgimento de uma população humana mais resistente ao vírus do que somos hoje coletivamente. A infecção por HIV acabaria se tornando quase inofensiva. Isso provavelmente já aconteceu ao longo da história, mas estamos falando de escalas de tempo muito grandes.”
     
    Porém, o grupo alertou que mesmo uma versão enfraquecida do HIV ainda é perigosa e pode causar Aids.
     
    Andrew Freedman, especialista em doenças infecciosas da Universidade de Cardiff, qualificou o estudo de “intrigante”.
     
    “Os pesquisadores foram capazes de demonstrar como o vírus se enfraqueceu ao longo do tempo. O uso generalizado de terapia antirretroviral pode ter um efeito semelhante e, em conjunto, estes efeitos podem contribuir para o controle final da epidemia de HIV”, disse.
     
    Mas ele advertiu que o HIV ainda tem “um caminho muito longo” até se tornar inofensivo e que “outros acontecimentos podem substituir isso, incluindo um acesso mais amplo ao tratamento e, eventualmente, o desenvolvimento de uma cura”.
     
    Fonte: G1 Saúde
  • Nove antibióticos passam a ter retenção de receita

    Nove antibióticos passam a ter retenção de receita

    A nova determinação entra em vigor a partir do próximo dia 16 de dezembro de 2014
     
    A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou, na última segunda-feira (1/12), a atualização da Lista de antimicrobianos de uso sob prescrição médica com retenção de receita. As novas substâncias incluídas na lista são: Besifloxacino, Rifabutina, Ceftarolina fosamila, Dactinomicina, Mitomicina, Nitrofural, Sulfacetamida Clorfenesina e Gramicidina. A nova determinação entra em vigor a partir do próximo dia 16 de dezembro de 2014. Com isso, a lista de antimicrobianos sujeitos à retenção de receita chega a 128 substâncias.
     
    As drogarias e farmácias privadas passarão a reter a 2ª via da receita de medicamentos à base das substâncias inseridas e escriturar no Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados (SNGPC). O sistema funciona de forma eletrônica e permite à Anvisa e às vigilâncias sanitárias acompanhar e fiscalizar a venda destes produtos em todo o País.
     
    O objetivo da norma é reduzir os danos por conta do uso indevido ou sem orientação médica de antibióticos. O uso incorreto destes produtos leva ao aumento da resistência microbiana e a médio prazo torna os produtos menos efeitvos, tornando mais difícil o tratamento de determinadas doenças.
     
    Confira a resolução RDC 68/2014
     
    Farmácias e Drogarias
     
    Os estabelecimentos farmacêuticos devem estar atentos a entrada em vigor da norma. Os primeiros arquivos enviados ao SNGPC, devem conter dados de movimentação destas substâncias e dos medicamentos que as contenham relativos a todas as movimentações realizadas a partir da 0h do dia 16/12/2014 em diante, respeitando o intervalo máximo de transmissão, que pode ser de até 7 dias.
     
    A entrada desses medicamentos no sistema deve ser realizada normalmente como a dos outros antimicrobianos presentes na lista, para isso é necessário que essa atualização seja comunicada ao suporte do sistema informatizado de cada estabelecimento para as adequações necessárias.
     
    Orientação aos Prescritores
     
    A prescrição de antibióticos deverá ser realizada em receituário privativo do prescritor (médico, odontólogo ou veterinário) ou do estabelecimento de saúde, não havendo, portanto, um modelo de receita específico.
     
    A receita deve ser prescrita de forma legível, sem rasuras, em 2 (duas) vias e contendo os seguintes dados obrigatórios:
     
    I – identificação do paciente: nome completo, idade e sexo; II – nome do medicamento ou da substância prescrita sob a forma de Denominação Comum Brasileira (DCB), dose ou concentração, forma farmacêutica, posologia e quantidade (em algarismos arábicos ); III – identificação do emitente: nome do profissional com sua inscrição no Conselho Regional ou nome da instituição, endereço completo, telefone, assinatura e marcação gráfica (carimbo); e IV – data da emissão.
     
    Todos estes dados devem ser preenchidos pelo profissional. Entretanto, nos casos em que a receita não contenha os dados de idade e sexo do paciente, estes poderão ser preenchidos pelo farmacêutico responsável pela dispensação.
     
    Segundo o Art. 5º da RDC nº 20/2011, a prescrição deve apresentar a identificação do emitente (prescritor): nome do profissional com sua inscrição no Conselho Regional ou nome da instituição, endereço completo, telefone, assinatura e marcação gráfica (carimbo).
     
    Não é necessário constar, obrigatoriamente, o endereço completo e telefone da instituição, uma vez que nem sempre o prescritor está vinculado a uma instituição.
     
    A prescrição deve identificar quem é o responsável por ela, com seu nome, assinatura e informação do número de inscrição no seu respectivo Conselho Regional, sendo que estes dados não precisam ser apostos na receita na forma de carimbo, ou seja, podem ser dados já presentes em papel timbrado.
     
    Fonte: Anvisa 
     
     
     
  • Alagoano nasce com a segunda pior expectativa de vida do país, diz IBGE

    Alagoano nasce com a segunda pior expectativa de vida do país, diz IBGE

    Média é de 70,4 anos, à frente apenas do estado do Maranhão (69,7 anos).
    Tábua Completa da Mortalidade 2013 foi divulgada nesta segunda-feira.
     
    Dados da Tábua Completa da Mortalidade 2013, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta segunda-feira (1), mostram que a expectativa de vida do alagoano ao nascer é de 70,4 anos para ambos os sexos. A média é a segunda pior do país, à frente apenas do estado do Maranhão, com 69,7 anos.
     
    O estudo traça a evolução desde 1980 até 2013. De acordo com o IBGE, após mais de três décadas, a expectativa de vida dos alagoanos aumentou 14,7 anos. Se antes era de 52,7 anos para os homens, e 58,8 anos para as mulheres (uma média de 55,7 anos para ambos os sexos), hoje, a expectativa é de que os homens vivam em média 65,8 anos e as mulheres, 75,3.
     
    As Tábuas Completas de Mortalidade para o Brasil são divulgadas todo ano pelo IBGE e são usadas pelo Ministério da Previdência para calcular aposentadorias. Os dados também permitem calcular a vida média para cada idade.
     
    Dados nacionais
     
    A média calculada para os brasileiros é um pouco maior que a dos alagoanos, 74,9 anos para ambos os sexos em 2013, segundo o IBGE. O estudo completo foi publicado na edição desta segunda do Diário Oficial da União.
     
    O estado que registrou maior expectativa de vida ao nascer para ambos os sexos em 2013 foi Santa Catarina, com 78,1 anos. O estado também apresentou a maior esperança de vida para mulheres (81,4 anos) e homens (74,7 anos). Nos estados do Espírito Santo, Distrito Federal, São Paulo e Rio Grande do Sul, as mulheres também ultrapassaram a barreira dos 80 anos.
     
    “Ainda existem diferenciais significativos entre unidades da federação”, analisou Fernando Albuquerque, gerente do projeto componentes da dinâmica demográfica. Em 1980, o Rio Grande do Sul mantinha a menor taxa e Alagoas, a maior. “Com diferença de 12 anos”.
     
    Fonte: G1 Saúde
  • Aids migrou para populações mais pobres e vulneráveis, dizem especialistas

    Aids migrou para populações mais pobres e vulneráveis, dizem especialistas

    Ativistas, especialistas e familiares de pessoas convivendo com aids cobraram nesta segunda-feira (1º), Dia Mundial de Luta contra a Aids, mais campanhas de esclarecimento sobre a doença. No 1º Encontro Carioca de Combate à Aids, feito no Centro Cultural Cordão da Bola Preta, denunciaram que a doença migrou para populações mais pobres e vulneráveis. Eles concluíram que a aids só será superada com o enfrentamento à violência de gênero, à homofobia e à pobreza. Mulheres e jovens estão entre as maiores vítimas no país, segundo o Ministério da Saúde.
     
    “A população menos favorecida é a que mais sofre. A aids se localizou entre os setores menos privilegiados, entre os mais pobre, os mais jovens, gays e a terceira idade. As pessoas mais ricas, quando infectadas, têm plano de saúde, saem do país para se tratar”, analisou o coordenador de projetos da Associação Brasileira Interdisciplina de Aids (Abia), Vagner de Almeida. Na opinião dele, uma forma de enfrentar o problema é colocar a aids na agenda pública, como se fazia há 20 anos, esclarecendo e alertando para a doença e métodos preventivos.
     
    Essa é a mesma avaliação da represente da Comunidade Internacional de Mulheres Vivendo com HIV/Aids (ICW, sigla em inglês), Juçara Portugal Santiago. Ela acredita que o estigma e o preconceito são os maiores desafios para conter a transmissão. Além de enfrentar a pobreza e cobrar ações de combate à violência de gênero, ela defende mais conhecimento.
     
    “Vejo pessoas reagindo hoje do mesmo modo que vi quando entrei nesse mundo, em 1992. À época o Brasil não tinha nem remédios. Não se falava sobre camisinha e havia muito preconceito”, lembrou. Hoje, ela sugere que mulheres, por exemplo, testem a camisinha feminina e percam a aversão. “As mulheres têm dificuldade de usar [o preservativo feminino] e atribuem essa responsabilidade ao homem. Mas depois que ela usa, ela se sente segura. Passa a não depender mais da negociação [do preservativo] com o parceiro ou parceira”, comentou.
     
    Vagner de Almeida, que também participou da Conferência Internacional de Aids, na Austrália, em outubro, defendeu ainda mais opções de tratamento que não depende apenas do uso do preservativo. “Quantas mulheres não conseguem negociar o uso da camisinha com o parceiro? Quantos jovens usam uma, duas vezes, depois apaixonam-se e deixam de lado? E a camisinha, eventualmente, pode estourar. Pode ter um problema ou não ser bem utilizada. É preciso ter preservativos [para ambos os gêneros] e os retrovirais”, opinou.
     
    Durante o evento, o ativista Cazu Barros, que convive com a aids e tem se dedicado a divulgar informações sobre a doença, denunciou problemas no tratamento. Explicou que não basta a rede de saúde apenas fornecer os retrovirais, mas garantir um atendimento de saúde completo. “Na consulta [médica] você vai para pegar a medicação mensal. Você não tem acesso a outros especialistas como dermatologista, neurologista, dentista, psicólogo e isso não ajuda”.
     
    Barros também denunciou no encontro carioca que o medicamento Kaletra, para os pacientes com aids, está em falta por dois meses em postos de saúde no Leblon e na Lagoa, na zona sul da cidade. A Secretara Municipal de Saúde não esclareceu o problema nas unidades.
     
    Fonte: G1 Saúde
  • Maioria dos soropositivos não toma antirretrovirais nos EUA, diz estudo

    Maioria dos soropositivos não toma antirretrovirais nos EUA, diz estudo

    Cerca de 70% dos infectados por HIV não controlam o vírus.
    Em números absolutos, total é de 1,2 milhão de pessoas.
     
    Estudo publicado nesta semana pelos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDCs) dos Estados Unidos afirma que 70% das pessoas infectadas com o HIV no país não controlam o vírus, o que aumenta o risco de transmissão.
     
    O alerta da instituição é que a grande maioria do 1,2 milhão de pessoas infectadas não faziam mais tratamento ou não tomavam os remédios regularmente em 2011. “Há um potencial inexplorado para conter a epidemia através de exames e tratamento aprimoradores, mas estamos perdendo oportunidades demais”, disse Jonathan Mermin, diretor do setor dos CDCs encarregada da prevenção de HIV/Aids, hepatite viral, DST e tuberculose.
     
    “O tratamento é crucial. É uma das nossas estratégias mais importantes para conter novas infecções por HIV”, acrescentou.
     
    Entre 840.000 pessoas que não tem o vírus sob controle, 66% foram diagnosticadas, mas não têm cuidados regulares, enquanto 20% não sabiam que estavam infectadas. Segundo a pesquisa, 4% das pessoas infectadas recebiam cuidados, mas não tiveram prescritos remédios antirretrovirais (ARV). Finalmente, 10% recebiam tratamento, contudo não acompanhavam a infecção.
     
    Sem diagnóstico
     
    Os CDC informaram que os antirretrovirais podem reduzir significativamente a carga viral, ao ponto de tornar a infecção indetectável. O tratamento regular e eficaz também pode reduzir o risco de transmissão do HIV em 96%. Mas apenas 30% dos soropositivos nos Estados Unidos tinham o vírus sob controle e recebiam tratamento adequado. Em 2009, cerca de 26% das pessoas infectadas faziam acompanhamento.
     
    Os novos dados também demonstram que a supressão viral aumenta com a idade: dos infectados entre 18 e 24 anos, apenas 13% mantinham o vírus sob controle. Entre os de 65 anos ou mais, 37% tinham baixa carga viral.
     
    Os CDCs informaram que a principal razão para uma carga viral maior entre as pessoas mais jovens é que quase a metade das pessoas nesta faixa etária não tinham sido diagnosticadas. Segundo os CDCs, há cerca de 50 mil novas infecções por ano nos Estados Unidos, e a “epidemia continua a ameaçar a saúde e o bem estar de muitos americanos”.
     
    Fonte: G1 Saúde
  • Brasil dá salto em sobrevivência a câncer de mama e próstata, diz estudo

    Brasil dá salto em sobrevivência a câncer de mama e próstata, diz estudo

    Maior mapeamento a mapear 11 tipos de câncer, publicado no periódico 'The Lancet', indica porém piora em sobrevida a tipos mais letais e de difícil diagnóstico.
     
    O Brasil deu importantes saltos nas taxas de sobrevivência de câncer de mama e próstata, segundo estudo publicado nesta quarta-feira na edição online do periódico especializado “The Lancet”. O estudo mapeou diversos tipos de tumores em 67 países e quantas pessoas sobreviviam a eles cinco anos após seu diagnóstico.
     
    A partir de dados de diagnósticos e óbitos analisados em sete cidades brasileiras, abrangendo cerca de 80 mil casos, concluiu-se que a porcentagem de sobrevivência de pacientes com câncer de mama subiu de 78,2% entre 1995 e 1999 para 87,4% entre 2005 e 2009 (dados mais recentes). O índice se assemelha ao de alguns países desenvolvidos.
     
    Na análise de pacientes de câncer de próstata, a sobrevivência aumentou de 83,4% em 1995-99 para 96,1% em 2005-09.
     
    “Isso parece indicar uma melhoria na qualidade do tratamento e um aumento na detecção precoce dessas doenças no país”, disse à BBC Brasil Gulnar Azevedo e Silva, coautora do artigo do Lancet e pesquisadora e professora associada do Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. “Mostra que o Brasil melhorou muito na atenção a alguns tipos de câncer.”
     
    No entanto, os dados analisados por Azevedo no mesmo período sugerem uma piora nas taxas de sobrevivência a outros tipos mais letais – e de diagnóstico mais difícil – de câncer, como estômago (índice caiu de 33% para 25%), fígado (de 16% para 11,6%) e leucemia em adultos e crianças (de 34,3% para 20,3% e de 71,9% para 65,8%, respectivamente).
     
    Para a especialista, isso pode não necessariamente significar que os brasileiros estão morrendo mais dessas doenças, mas sim que ficou mais fácil o acesso aos dados de mortalidade analisados pelo estudo entre 1995 e 2009.
     
    “Acredito que, antes, muitos desses casos, ainda que letais, não eram registrados como casos de câncer e portanto nós (pesquisadores) não tínhamos como identificá-los. Portanto, essas porcentagens podem não ser totalmente comparáveis”, diz.
     
    “Mas também parece não ter havido uma melhora no acesso ao diagnóstico e ao tratamento. Não é um problema só daqui – os índices foram semelhantes em outros países da América Latina.”
     
    No Chile e em Cuba, por exemplo, as taxas de sobrevivência em câncer de estômago são de 18% e 26,2%. Mas o índice chega a ser bem mais alto em alguns países desenvolvidos: no Japão, ela sobe para 54%, mais que o dobro da taxa brasileira.
     
    Para Azevedo, o país precisa manter o foco na detecção precoce dos tumores e investir para que a qualidade do tratamento dos cânceres se torne mais igualitária nas diversas partes do país.
     
    Disparidades no mundo
     
    O estudo, o maior mapeamento internacional já feito para analisar a sobrevivência de 11 tipos de câncer, envolveu cerca de 26 milhões de casos em 67 países, mas concluiu que os dados de sobrevida de pacientes ainda são escassos.
     
    Uma das principais conclusões, a partir dos dados existentes, é que existe uma grande disparidade entre países na eficiência de sistemas de saúde em diagnosticar e tratar as doenças. Isso faz com que cânceres sejam muito mais letais em alguns países do que em outros.
     
    “A sobrevivência em cinco anos de crianças com leucemia aguda linfoblástica é de menos de 60% em diversos países, mas chega a 90% no Canadá e em quatro países europeus, o que indica grandes deficiências no gerenciamento de uma doença altamente curável”, diz o levantamento. No Brasil, a taxa de sobrevivência dessa doença foi de 65,8% até 2009.
     
    “As comparações de tendências internacionais revelam diferenças muito amplas de sobrevivência, que provavelmente podem ser atribuídas a diferenças no acesso a diagnósticos precoces e tratamento ideal”, prossegue o texto.
     
    “A continuidade da observação da sobrevida ao câncer deve se tornar uma fonte indispensável de informação para pacientes e pesquisadores e um estímulo para políticos, que devem melhorar leis e sistemas de saúde.”
     
    Por um lado, o estudo afirma que “o fardo global do câncer está crescendo, particularmente em países de renda baixa e média”, que têm de “implementar estratégias efetivas de prevenção” com urgência e pensar, no longo prazo, em estratégias de prevenção.
     
    Por outro, houve melhorias consistentes na sobrevida de pacientes de câncer de próstata, intestino e mama em diversos países do mundo.
     
    Já os tumores malignos de fígado e pulmão continuam sendo letais no mundo inteiro, com taxas de sobrevida ainda baixas (no Brasil, cerca de um terço dos pacientes sobrevive após cinco anos).
     
    Fonte: G1 Saúde