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  • Anvisa vai liberar uso de novo medicamento que trata a Hepatite C

    Anvisa vai liberar uso de novo medicamento que trata a Hepatite C

    Daklinza (daclatasvir) será liberado após publicação no Diário Oficial.
    Outros dois princípios ativos que tratam o vírus estão em análise.
     
    A Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa, concluiu o processo de registro do medicamento Daklinza (daclatasvir), voltado para o tratamento de Hepatite C, e deve liberar seu uso em breve, de acordo com o órgão ligado ao Ministério da Saúde. Desta forma, médicos e pacientes passarão a ter mais uma opção terapêutica para a doença.
     
    A nova droga, aplicada via oral, é mais eficaz em relação a outras terapias existentes e reduz o tempo de tratamento contra o vírus, que atinge cerca de 3% da população mundial. Ainda segundo a Anvisa, outros dois princípios ativos que combatem a doença estão em análise: o sofosbuvir e o simeprevir.
     
    A autorização para uso do Daklinza será publicada no Diário Oficial da União. No Brasil, a hepatite C acomete entre 1,4% e 1,7% da população, principalmente pessoas com idade a partir de 45 anos. Atualmente 15,8 mil pessoas estão em tratamento para a Hepatite C no Sistema Único de Saúde, o SUS.
     
    Entenda a doença
     
    Segundo os médicos, as hepatites se caracterizam por uma inflamação no fígado e podem ser causadas por álcool, medicamentos e vírus, por exemplo. Porém, são doenças silenciosas e 90% dos casos não dão sintomas – apenas 10% dão sinais, como urina escura e pele amarela, por exemplo e, em algumas situações, inclusive, sinais semelhantes aos de uma gripe.
     
    Quem é infectado pelo vírus C pode desenvolver a forma crônica da doença ou não, tendo apenas que conviver com ele. Além dos danos ao fígado, como cirrose, câncer e insuficiência hepática, a hepatite C também pode levar à diabetes, comprometer os rins e nervos e causar artrites em diferentes articulações.
     
    Para evitar o vírus C, é importante tomar cuidado ainda com o compartilhamento de objetos, como alicates, por exemplo, que devem ser sempre esterilizados.
     
    Existe um teste disponível no SUS que pode ajudar a diagnosticar a doença. Porém, não é necessário que todas as pessoas façam, apenas os mais vulneráveis, ou seja, que fizeram transfusões antes de 1993 (quando não havia conhecimento do vírus), usuários de drogas, tatuados ou com piercing ou que fizeram sexo desprotegido.
     
    Fonte: Bem Estar
     
  • Vacina contra HPV não aumenta risco de ter esclerose múltipla, diz estudo

    Vacina contra HPV não aumenta risco de ter esclerose múltipla, diz estudo

    Um novo estudo feito em garotas e mulheres na Dinamarca e na Suécia desmistificaram rumores que associavam a vacinação contra o HPV (Vírus do Papiloma Humano, sigla em inglês) ao desenvolvimento de esclerose múltipla ou outras doenças desmielinizantes (grupo de desordens no sistema nervoso central). Segundo pesquisa publicada nesta terça-feira (6) na Jama (The Journal of the American Medical Association), os riscos de ter uma dessas desordens não aumentam em quem tomou a vacina.
     
    Desde o licenciamento da vacina quadrivalente do HPV (qHPV), em 2006, e, posterirormente da bivalente, mais de 175 milhões de doses foram distribuídas em todo o mundo. A introdução da imunização em larga escala em um novo público-alvo – garotas e jovens mulheres – tem sido alvo de preocupações em relação a sua segurança, algumas com o potencial de minar a confiança do público nessas novas vacinas.
     
    Para verificar que há motivos reais para preocupação, Nikolai Madrid Scheller, do Statens Serum Institut, de Copenhague, na Dinamarca, e seus colegas realizaram um estudo que incluiu meninas e mulheres suecas e dinamarquesas, entre 10 e 44 anos, acompanhadas entre 2006 e 2013. Foram usados registros de saúde dos dois países, com dados sobre imunização contra o HPV e diagnósticos incidentes de esclerose múltipla e outras doenças desmielinizantes, para identificar o grupo de estudo.
     
    Um total de 3.983.824 meninas e mulheres foram identificadas e, delas, 789.082 foram vacinadas contra o HPV no recorte de tempo feito no estudo. De 2006 a 2013, houve 4.322 casos de esclerose múltipla e 3.300 casos de outras doenças desmielinizantes, dos quais apenas 73 e 90, respectivamente, ocorreram dentro do período de risco, que é de dois anos após a vacinação.
     
    Após a análise dos dados, os pesquisadores não encontraram um risco aumentado de incidência de esclerose múltipla ou outras doenças desmielinizantes associado à vacinação. “Nosso estudo se soma ao corpo de dados que comprovam o nível favorável de segurança global da vacina qHPV. O tamanho do estudo e o uso de dados de registro dos países permitiram uma análise com potência adequada para generalizações”, escrevem os autores no estudo.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Anvisa aprova primeiro remédio via oral para tratar hepatite C

    Anvisa aprova primeiro remédio via oral para tratar hepatite C

    A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) vai anunciar nesta semana a aprovação do primeiro medicamento para hepatite C administrado via oral. Após a aprovação da agência, necessária para que o remédio possa ser comercializado no País, o Ministério da Saúde deverá incorporá-lo ao SUS (Sistema Único de Saúde).
     
    Já utilizado em outros países, o medicamento tem maiores porcentuais de cura e menos efeitos colaterais do que os atuais, que são injetáveis. O tempo de tratamento também é menor – três meses com o medicamento via oral contra nove meses dos injetáveis.
     
    Em outubro de 2014, o Ministério da Saúde já havia informado que pediu prioridade à Anvisa para a análise de três medicamentos via oral para a doença – sofosbuvir, daclatasvir e simeprevir. Apenas um deles deverá ter a aprovação anunciada nesta semana. Os demais terão a autorização emitida posteriormente.
     
    A estimativa do Ministério da Saúde é de que, após aprovados pela Anvisa e incorporados ao SUS, os novos medicamentos beneficiem 60 mil pacientes da rede pública nos próximos dois anos.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Acupuntura cresce em rede pública e planos

    Populares em clínicas particulares, a acupuntura e práticas de medicina alternativa têm sido cada vez mais procuradas por pacientes da rede pública e dos planos de saúde.
     
    Só nas unidades estaduais do Sistema Único de Saúde (SUS) no Estado de São Paulo, o número de sessões triplicou em cinco anos, passando de 81 mil, em 2008, para 247 mil em 2013, segundo a Secretaria Estadual da Saúde.
     
    O aumento também foi observado nos postos do SUS em todo o Brasil, na rede pública municipal de São Paulo e em operadoras de planos de saúde.
     
    Para especialistas e pacientes, a procura por um cuidado integral, que não apenas trate uma doença específica,mas trabalhe o corpo como um todo e promova a saúde eo bem-estar, é a principal razão para o crescimento dessas práticas.
     
    “Esses conhecimentos milenares vêm tendo seus resultados comprovados cientificamente”, afirma Emilio Telesi Jr.,coordenador da área técnica de Medicinas Tradicionais,Homeopatia e Práticas Integrativas de Saúde da Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo.
     
    “Com o aumento das doenças crônicas e a necessidade de utilização constante de remédios, as pessoas veem o quanto é importante cuidar do todo, mantendo um espaço para a saúde em suas vidas. E é um procedimento que proporciona bem estar para os profissionais que executam também”, completa.
    Melhora. Foi a acupuntura associada à massagem terapêutica e à meditação que permitiu que a nutricionista aposentada Akiko Hachiya Pinto, de 75 anos,superasse os diversos problemas físicos que foram surgindo após ela desenvolver uma depressão, há cinco anos.
     
    “Quando me aposentei, eu tinha vários planos, mas percebi que meu corpo, minha mente e minha condição financeira não permitiam que eu fizesse tudo o que sonhava e comecei a ficar deprimida. Só que isso teve reflexos no meu corpo.
     
    Tive pneumonia, gastrite e um problema no nervo da perna. Não conseguia mais andar”, conta ela.
     
    Há cerca de seis meses, Akiko foi aconselhada por uma médica com quem tinha trabalhado a procurar o Centro de Referência em Homeopatia, Medicinas Tradicionais e Práticas Integrativas de Saúde da Prefeitura de São Paulo, na zona sul da capital.
     
    “Comecei a fazer acupuntura e a passar com o homeopata também. A medicina oriental mexe com o sistema todo, faz com que você entenda o porquê de determinada dor.No meu caso, não adiantava tratar só as doenças, os sintomas, se eu não me cuidasse integralmente”, afirma a nutricionista, que voltou a andar graças ao tratamento com as agulhas.“ A acupuntura me ajudou muito. Eme sinto melhor. Até fiz o almoço de Natal para a família. Respeitando meu ritmo, mas fiz.”
     
    Fonte: O Estado de S.Paulo
  • Centenária, aspirina também poderá ser usada contra câncer

    Centenária, aspirina também poderá ser usada contra câncer

    Um medicamento barato, criado há 117 anos, continua sendo alvo de novas pesquisas para a cura e a prevenção de doenças tão distintas como infarto, câncer, esquizofrenia e mal de Alzheimer.
     
    Há registros de mais de 55 mil referências de estudos sobre a aspirina, a maioria sobre suas propriedades analgésicas e uso para prevenção de doenças cardiovasculares.
     
    Os últimos trabalhados, porém, têm se debruçado mais sobre aspirina e câncer. O medicamento, à base de ácido acetilsalicílico, já foi ligado em pesquisas à prevenção de tumores de mama, próstata, pulmão, ovário, endométrio, bexiga, pâncreas, fígado e, principalmente, de esôfago e colorretal.
     
    A proteção pode estar relacionada à ação anti-inflamatória da aspirina.
     
    “Chama a atenção o fato de vários estudos mostrarem um benefício para tumores diferentes, principalmente aqueles ligados a uma inflamação crônica”, afirma Felipe Fernández Coimbra, cirurgião oncologista e diretor de cirurgia abdominal do A.C.Camargo Cancer Center.
     
    Esse efeito explica ainda por que a aspirina é testada para diversas doenças, inclusive as neurodegenerativas e as mentais, como depressão, que já foram ligadas a um processo inflamatório.
     
    Deve ser lançada neste ano, nos EUA, uma diretriz que informará se a aspirina deve ser usada para profilaxia de câncer colorretal.
     
    A Bayer, fabricante da aspirina, está conduzindo um estudo com cerca de 10 mil pacientes para investigar se a aspirina pode, de fato, ser indicada para a prevenção desse tipo de câncer.
     
    “A maioria dos estudos anteriores foi feita sem patrocínio. Com os resultados indicando uma tendência favorável, a empresa decidiu investir”, afirma Gustavo Giannattasio, gerente de grupo médico da Bayer.
     
    Ele afirma, porém, que o medicamento não tem indicação formal para a prevenção de câncer e não deve ser usado para esse fim.
     
    “Discute-se se a aspirina poderia ser indicada para famílias com alto risco de câncer ou pessoas com muitos pólipos no intestino, por exemplo. Seria interessante ter um remédio que prevenisse tumores que geralmente são diagnosticados em fase avançada, mas ainda não é algo que usamos na prática clínica”, diz Coimbra.
     
    Um dos poréns para indicar o uso da aspirina de maneira generalizada para a população é seu risco de sangramentos gastrointestinais. Giannattasio lembra que pacientes com câncer têm, muitas vezes, risco maior de sofrer esse efeito adverso.
     
    O remédio continua instigando pesquisadores a relacionar os benefícios centenários às diversas enfermidades. Na prática, porém, a pílula permanece com as mesmas boas e velhas indicações.
     
    Fonte: Folha de S.Paulo
     
  • AVISO DE RECESSO

    AVISO DE RECESSO

    Tendo em vista as férias coletivas, o CRF/AL encerrará suas atividades em 12 de dezembro de 2014 às 18hs, retornando em 05 de janeiro de 2014 às 09hs. Desde já, desejamos um Feliz Natal e um Próspero Ano Novo a todos. 
     
    Alexandre Correia
    Presidente do Crf-AL
  • ” poderão estar matando mais que câncer

    ” poderão estar matando mais que câncer

    Organismos resistentes a antibióticos poderão estar matando 10 milhões de pessoas por ano a partir de 2050, diz estudo liderado por economista Jim O'Neill.
     
    Bactérias resistentes a antibióticos matarão pelo menos 10 milhões de pessoas por ano a partir de 2050, mais do que o número atual de mortes provocadas por cânceres, se providências não forem tomadas por autoridades médicas ao redor do mundo. É o que afirma um estudo encomendado pelo governo britânico.
     
    Coordenado pelo economista Jim O'Neill, mais conhecido por ter criado o termo Bric – para juntar as economias emergentes Brasil, Rússia, Índia e China -, o estudo levou em conta projeções do instituto de pesquisas Rand Europe e da empresa de consultoria KPMG para calcular não apenas taxas de mortalidade provocadas pelas chamadas “superbactérias”, como também seu impacto econômico nos sistemas de saúde.
     
    Segundo O'Neill, os custos de tratamento de infeções causadas por essas superbactérias chegarão a US$ 100 trilhões nas próximas décadas.
     
    “Para se ter uma ideia (do impacto econômico), o PIB da Grã-Bretanha é de cerca de US$ 3 trilhões, então esse custo equivaleria a 35 anos de contribuição britânica para a economia mundial”, disse O'Neill à BBC.
     
    Mas são justamente os países emergentes que poderão ser os mais atingidos pelos aumentos no número de casos.
     
    Vulnerabilidade emergente
     
    Atualmente, as infeçcões de superbactérias, associadas a doenças como a e. coli e a tuberculose, matam cerca de 700 mil pessoas por ano ao redor do mundo, ao passo que cânceres matam 8,2 milhões. De acordo com as projeções do estudo de O'Neill, as mortes anuais relacionadas a casos de doenças resistentes a antibióticos poderão chegar em 2050 a 4,7 milhões na Ásia, 4,1 na África e 392 mil na América Latina.
     
    “Na Nigéria, por exemplo, uma em cada quatro mortes a partir de 2050 poderá ser atribuída a infeçcões resistentes a antibióticos, ao passo que a Índia teria dois milhões de mortes adicionais por ano”, acrescentou o economista.
     
    A escalada prevista pelo estudo poderia provocar um redução de entre 2% a 3% no crescimento econômico global.
     
    Os pesquisadores envolvidos no estudo alertam para o que chamam de subestimação do impacto potencial das falhas no combate às superbactérias por parte de autoridades de saúde ao redor do mundo, já que infecções mais resistentes causarão problemas generalizados na área de saúde.
     
    Procedimentos como cesárias, trocas de articulações, quimioterapia e transplantes estão entre muitos tratamentos médicos que dependem do uso de antibióticos para prevenir infecções.
     
    O estudo coordenado por O'Neill, por exemplo, estima que atualmente as cesarianas contribuem para 2% do PIB mundial. Sem antibióticos eficazes, os procedimentos não apenas ficariam mais arriscados como teriam mais possibilidades de insucesso.
     
    O economista e sua equipe agora se debruçarão sobre possíveis soluções para a crise, como foco em sugestões para políticas de desenvolvimento de novos medicamentos, na ação mundial coordenada relacionada a testes em animais e humanos, e em mudanças no uso de drogas que poderiam contribuir para reduzir a resistência bacteriana. O'Neill disse que o apoio dos países emergentes será fundamental e ressaltou a importância do fato de que Turquia e China ocuparão a presidência do G20 em 2015 e 2016.
     
    Especialistas concordam com a necessidade de desenvolvimento de novos medicamentos. Laura Piddock, microbióloga da Universidade de Birmingham e que pesquisa o fortalecimento de bactérias como e. coli e a salmonela, afirma que não há investimento suficiente para a descoberta de novos remédios.
     
    “Bactérias como o e.coli são muito resistentes e é difícil encontrar drogas contra elas. Precisamos de mais investimento e novos modelos de negócios para que as drogas estejam disponíveis quando os pacientes precisarem”, disse Piddock à BBC.
     
    Fonte: G1 Saúde
  • Saúde libera recursos para prevenção e controle da dengue e da chikungunya

    Saúde libera recursos para prevenção e controle da dengue e da chikungunya

    Portaria do Ministério da Saúde publicada nesta sexta-feira (12) no Diário Oficial da União autoriza o repasse de R$ 150 milhões para ações de vigilância, prevenção e controle da dengue e da febre chikungunya.
     
    De acordo com o texto, a pasta levou em consideração fatores como a circulação simultânea de quatro sorotipos de dengue no país e a existência de um grande número de pessoas expostas previamente a infecções pelo vírus, aumentando o risco de epidemias com formas graves da doença e elevado número de mortes. O
     
    ministério destacou a recente introdução da febre chikungunya no Brasil, com transmissão autóctone comprovada em alguns municípios e “risco iminente de expansão do vírus”, transmitido pelo Aedes aegypti e pelo Aedes albopictus, mesmos transmissores da dengue.
     
    A assessoria do ministério esclareceu que toda a população brasileira está suscetível à doença. A portaria entra em vigor nesta sexta.
     
    Fonte: G1 Saúde
  • Brasileiros descobrem composto que reduz em até 80% a dor inflamatória

    Brasileiros descobrem composto que reduz em até 80% a dor inflamatória

    Uma nova molécula descoberta por cientistas brasileiros pode reduzir em até 80% a dor causada por inflamações agudas e crônicas provenientes de diabetes, artrite ou artrose, informou a Agência Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo).
     
    Em testes feitos com animais, a molécula mostrou capacidade para agir em dores neuropáticas, associadas ao sistema nervoso central, como lesão no nervo ciático ou pelo efeito de drogas quimioterápicas, com índice de redução da dor de até 60%.
     
    A descoberta abre caminhos para a produção de remédios com menos efeitos colaterais contra dor causada por processos inflamatórios, segundo pesquisadores do Centro de Pesquisa em Doenças Inflamatórias vinculado à Fapesp, que faz o estudo em parceria com o laboratório farmacêutico italiano Dompé.
     
    Parte dos resultados dos testes pré-clínicos foi divulgada em artigo publicado em novembro na revista “PNAS” (Proceedings of the National Academy of Sciences).
     
    “Estamos, no momento, realizando os testes toxicológicos e, caso sejam bem-sucedidos, poderemos planejar ensaios clínicos. Nosso objetivo é desenvolver um novo medicamento para dor com menos efeitos adversos que os anti-inflamatórios hoje disponíveis”, afirmou Thiago Mattar Cunha, professor da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP-USP) e autor do artigo, à agência Fapesp.
     
    A nova droga tem como alvo um peptídeo conhecido como C5a, que desempenha papel mediador na dor inflamatória.
     
    Para desempenhar seus efeitos biológicos, o peptídeo precisa se ligar a um receptor acoplados a proteínas — importantes para a sinalização celular — e que expresso em diversos tipos de células.
     
    “Tivemos então a ideia de desenvolver uma molécula que, ao bloquear esse receptor, tivesse ação analgésica”, disse Cunha.
     
    A molécula conhecida como DF2593A foi aplicada por via oral em animais com inflamação crônica e aguda.
     
    “O mais interessante é que o composto foi capaz de bloquear a dor inflamatória sem afetar a dor fisiológica, que é importante para a sobrevivência. Ou seja, a capacidade de resposta a um estímulo doloroso se manteve nos animais não inflamados, quando tratados com DF2593A, o que não acontece quando se administra derivados de morfina, por exemplo”, afirmou Cunha.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Mercado Aberto: Cresce volume de remédios incluídos no SUS

    Mercado Aberto: Cresce volume de remédios incluídos no SUS

    O número de novos medicamentos incorporados ao SUS mais que dobrou neste ano em comparação com 2013, segundo a Interfarma (que representa a indústria farmacêutica de pesquisa). As solicitações de inclusões, entretanto, se mantiveram estáveis no período.
     
    De janeiro a dezembro de 2014, foram feitos 65 pedidos, dos quais 54 foram aceitos. Em 2013, esse volume era de 64 e 23, respectivamente.
     
    A categoria de medicamentos contra o câncer, que segundo a entidade lidera as solicitações de inclusão, não acompanhou o mesmo ritmo.
     
    Dos 37 processos protocolados desde 2012, início das atividades da Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias ao SUS), órgão ligado ao Ministério da Saúde, somente oito foram aprovados.
     
    “É natural que sejam aprovados medicamentos mais simples e de menor custo”, afirma Antônio Britto, presidente-executivo da entidade.
     
    “Precisaríamos discutir se a incorporação de medicamentos comprovados e necessários não resolveria boa parte da judicialização a um preço mais baixo para o sistema público.”
     
    Uma substância incorporada pode ter custo 60% inferior ao praticado no mercado, segundo Britto.
     
    Procurada, a Conitec informou que os tratamentos oncológicos são decididos individualmente pelas unidades de saúde e não requerem pedidos de incorporações.
     
    “Qualquer medicamento registrado na Anvisa pode ser usado em pacientes com câncer, mas alguns são negados por não terem sua eficácia e segurança comprovadas”, diz Clarice Alegre Petramale, presidente da Conitec.
     
    Entidades, empresas e pessoas físicas podem pedir inclusões de tratamentos no sistema público de saúde.
     
    Fonte: Folha de S.Paulo