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  • Pesquisa encontra substâncias cancerígenas em cigarros eletrônicos

    Pesquisa encontra substâncias cancerígenas em cigarros eletrônicos

    Quantias variam, mas podem superar concentrações do cigarro tradicional.
    Estudo foi realizado por cientistas japoneses.
     
    O vapor dos cigarros eletrônicos contém substâncias cancerígenas, em quantidades muito variáveis que podem superar as concentrações da fumaça do cigarro tradicional, segundo um estudo japonês divulgado nesta quinta-feira (27).
     
    De acordo com o documento sem conclusões definitivas, os vapores absorvidos geralmente contêm, entre outros, formaldeído, um composto também conhecido como formol, que é considerado cancerígeno, acroleína, glioxal (o ethanedial) e também metilglioxal.
     
    “As taxas variam consideravelmente de uma marca para outro e, inclusive, dentro da mesma marca, de uma mostra para outra”, destacaram os cientistas, que mediram as concentrações das diferentes substâncias em cinco marcas (não citadas) de cigarros eletrônicos.
     
    “Em uma das marcas analisadas, a equipe de pesquisa encontrou um nível de formaldeído que chegou a 10 vezes mais que o registrado em um cigarro tradicional”, explicou o cientista Naoki Kunugita, que coordenou o estudo.
     
    No entanto, a taxa de formaldeído não é constante, “varia durante a experiência e aumenta particularmente em caso de superaquecimento do fio de resistência integrado”, destacou.
     
    Testes foram feitos em máquina
     
    Os testes foram realizados com uma máquina que, a cada ocasião, realiza uma série idêntica de 15 aspirações, em 10 oportunidades, com o mesmo cartucho, com pausas.
     
    O estudo do Instituto Nacional de Saúde Pública foi entregue ao ministério japonês da Saúde, que questiona, assim como seus equivalentes em outros países, até que ponto é necessário regulamentar o uso dos cigarros eletrônicos sem nicotina que utilizam líquidos perfumados.
     
    Os consumidores de cigarros eletrônicos no Japão são menos visíveis que os fumantes tradicionais e as lojas especializadas consideravelmente menos numerosas, mas a transição do tabaco para o vapor é um fenômeno crescente que provoca a preocupação das autoridades.
     
    Fonte: G1 Saúde
  • Ebola causa 5.689 mortes e contamina 15.935, diz balanço da OMS

    Ebola causa 5.689 mortes e contamina 15.935, diz balanço da OMS

    Serra Leoa, Libéria e Guiné são principais focos de contaminação.
    Organização Mundial da Saúde acredita que números podem ser maiores.
     
    O número de mortes provocadas pela atual epidemia de ebola atinge 5.689, sobre um total de 15.935 casos, de acordo com o último boletim da Organização Mundial de Saúde (OMS), publicado nesta quarta-feira (26). A OMS destaca que seus números podem estar subestimados.
     
    Na Guiné, origem da atual epidemia, iniciada em dezembro de 2013, o último boletim aponta 1.260 óbitos sobre 2.134 casos. Na Libéria, o vírus já matou 3.016 pessoas, entre os 7.168 infectados; e em Serra Leoa ocorreram 1.398 óbitos, sobre 6.599 casos.
     
    Segundo a agência das Nações Unidas, cerca de 600 novos casos são registrados por semana nos três países do oeste da África, os mais atingidos pela atual epidemia.
     
    A epidemia se estabilizou na Guiné, está em declínio na Libéria e cresce, “sem dúvida”, em Serra Leoa, com o registro de 385 novos casos em uma semana. No Mali, o último país afetado pelo Ebola, a OMS registrou oito casos, com seis óbitos. O relatório destaca que entre o pessoal da saúde o Ebola já deixou 340 mortos, sobre o total de 592 infectados.
     
    Fonte: G1 Saúde
  • SUS passa a fazer exame para detectar câncer de próstata

    SUS passa a fazer exame para detectar câncer de próstata

    Foi publicada nesta quarta-feira (26) no Diário Oficial da União a Lei 13.045, que garante a detecção precoce do câncer de próstata pelo SUS (Sistema Único de Saúde).
     
    Com a publicação, as unidades de saúde da rede pública são obrigadas a fazer exames de detecção precoce do câncer de próstata sempre que, a critério médico, o procedimento for considerado necessário.
     
    A lei prevê a sensibilização de profissionais de saúde por meio da capacitação e da reciclagem em relação aos novos avanços nos campos da prevenção e da detecção precoce da doença.
     
    Dados do Inca (Instituto Nacional do Câncer) indicam que, no Brasil, o câncer de próstata é o segundo mais comum entre homens – seguido pelo câncer de pele não melanoma. Em valores absolutos, é o sexto tipo mais comum no mundo e o mais prevalente em homens, representando cerca de 10% do total.
     
    Ainda segundo o Inca, a doença é considerada um câncer da terceira idade, já que aproximadamente três quartos dos casos no mundo ocorrem a partir dos 65 anos. Na fase inicial, a evolução é silenciosa.  Muitos pacientes não apresentam sintomas ou, quando apresentam, são semelhantes aos do crescimento benigno da próstata (dificuldade de urinar, necessidade de urinar mais vezes durante o dia ou a noite). Já na fase avançada, o câncer de próstata pode provocar dor óssea, sintomas urinários, infecção generalizada e insuficiência renal.
     
    A estimativa é que, neste ano, 68.800 novos casos de câncer de próstata sejam registrados no Brasil.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Anvisa concede registro a medicamento brasileiro inovador contra tuberculose

    Anvisa concede registro a medicamento brasileiro inovador contra tuberculose

    As autoridades da área de saúde concederam registro a um medicamento contra a tuberculose desenvolvido por pesquisadores de uma laboratório público brasileiro, que combina quatro princípios ativos e eleva a eficácia do tratamento.
     
    O registro foi concedido nesta semana pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), informou o Farmanguinhos, um laboratório vinculado ao Ministério da Saúde e responsável pela inovação.
     
    O remédio é conhecido provisoriamente como 4 x 1 porque reúne quatro dos principais princípios ativos utilizados no combate à tuberculose.
     
    O fármaco brasileiro reúne rifampicina em uma concentração de 150 miligramas, isoniazida (75 mg), pirazinamida (400 mg) e etambutol (275 miligramas).
     
    Além de elevar a eficácia, o fármaco, que o paciente tem que ingerir um comprimido diário durante todo o tratamento, pode reduzir significativamente as elevadas taxas de abandono do tratamento porque muitos pacientes se cansam de ter de tomar vários remédios e até várias vezes por dia.
     
    “Este tipo de formulação em dose fixa combinada é considerada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como a forma mais eficaz de combate à tuberculose, já que reduz o número de comprimidos que têm que ser tomados pelo paciente diariamente”, informou o Farmanguinhos em comunicado.
     
    O tratamento tradicional contra a tuberculose, com o consumo diário de vários comprimidos, dura pelo menos seis meses.
     
    De acordo com o Farmanguinhos, uma vez registrado o medicamento, a entidade tem um prazo de três anos para implantar toda a tecnologia de produção do fármaco no Complexo Tecnológico de Remédios (CTM), no Rio de Janeiro.
     
    “De acordo com o cronograma, o início da produção está previsto para 2017”, afirmou a coordenadora de Desenvolvimento Tecnológico de Farmanguinhos, Gisele Moreira, citada no comunicado.
     
    A produção do remédio gerá uma economia ao Ministério da Saúde do Brasil de cerca de R$ 11 milhões, que anualmente gasta para distribuir gratuitamente remédios contra a tuberculose, uma doença que no ano passado registrou 71.123 novos casos no país.
     
    Segundo estatísticas do Ministério da Saúde, o Brasil registrou 4.406 mortes por tuberculose em 2012, principalmente entre pessoas que vivem na rua, portadores do vírus da aids, presos e indígenas.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Cinco problemas que atrapalham o sono

    Cinco problemas que atrapalham o sono

    Barulhos, rotina irregular e alimentação são alguns dos vilões que provocam insônia.
     
    Ficar se revirando na cama e lutando para dormir é um sentimento familiar para muitos.
     
    A dificuldade pode estar em adormecer ou em manter o sono. De qualquer maneira, todos sabemos o esforço que fazer as atividades do dia demanda quando não temos uma boa noite de sono. Aqui estão cinco coisas comuns que impedem muitos de nós de descansar o quanto precisamos.
     
    1) Barulho e desconforto
     
    Podemos nos sentir sonolentos quando começamos a adormecer, mas nosso cérebro ainda está ativo. Por isso, ruídos ou desconforto podem nos perturbar.
     
    À medida que entramos em um sono leve, uma área do cérebro chamada hipotálamo começa a bloquear o fluxo de informações de nossos sentidos para o resto do cérebro. Mas ainda deixa passar ruídos, que precisam ser capazes de nos acordar.
     
    Após cerca de meia hora de sono leve, a maioria de nós entra em um tipo de sono profundo chamado de sono de ondas lentas. Nosso cérebro fica menos sensível e torna-se muito mais difícil ser acordado. Mas algumas coisas sempre irão passar – como os nossos nomes sendo chamados em voz alta.
     
    Perder partes do nosso ciclo de sono habitual reduz a qualidade e a quantidade de sono.
     
    2) Rotinas irregulares
     
    Todos nós temos um relógio biológico interno que nos diz quando estamos cansados. Ela ajuda a sincronizar milhares de células em nosso corpo a um ciclo de 24 horas chamado de ritmo circadiano.
     
    O principal sincronizador para o nosso relógio biológico é a luz. Nossos olhos reagem à luz e ao escuro mesmo quando nossas pálpebras estão fechadas.
     
    A luz do dia faz com que o cérebro reduza a produção do hormônio do sono melatonina. Isso faz com que as pessoas se sintam mais alertas.
     
    Se dormimos menos durante a noite – por ir para a cama tarde ou acordar cedo -, é improvável que tenhamos o tempo de sono profundo que precisamos.
     
    Fechar as cortinas para bloquear totalmente a entrada de luz do sol ajuda a melhorar a qualidade do sono.
     
    3) Temperatura errada
     
    Nossa temperatura corporal normalmente cai meio grau quando estamos dormindo. Assim, quando o sono se aproxima, nosso relógio biológico faz os vasos sanguíneos em nossas mãos, rosto e pés se dilatarem para perder calor.
     
    Mas, quando está muito frio, ficamos inquietos e temos dificuldade para dormir. Ou, se os nossos quartos ou edredons são muito quentes, nossos corpos não conseguem perder calor, o que também pode causar inquietação.
     
    4) Comida e bebida
     
    Podemos ter problemas para dormir depois de consumir alimentos e bebidas que agem como estimulantes.
     
    Cafeína
     
    Bebidas ricas em cafeína podem tornar mais difícil adormecer e interferir em nosso sono profundo. A cafeína pode ficar em nosso sistema por muitas horas. Por isso, a nossa qualidade de sono pode ser afetada pelas bebidas com cafeína que consumimos ao longo do dia.
     
    Álcool
     
    Durante uma noite, geralmente temos de seis a sete ciclos de REM (movimento rápido dos olhos) do sono, durante o qual nossos cérebros processam a informação que absorvemos durante o dia. Isto faz com que nos sintamos revigorados. Mas uma noite de bebedeira significa, normalmente, que teremos apenas um ou dois ciclos e acordaremos cansados.
     
    Comida
     
    Alimentos que contêm uma substância química chamada tiramina – como bacon, queijo, nozes e vinho tinto – podem nos manter acordados durante a noite. Isto acontece porque a tiramina provoca a liberação de noradrenalina, um estimulante cerebral.
     
    Refeições ricas em carboidratos iniciam uma cadeia de reações que faz com que sintamos sono. Quando são digeridos, os carboidratos liberam insulina, que ajudam o triptofano a entrar no cérebro. Ali, ele se transforma em seratonina, que provoca sono.
     
    Comer proteínas tem o efeito oposto. Elas se transformam em aminoácidos, que reduzem a quantidade de triptofano no cérebro. Dessa forma, menos seratonina é produzida, o que nos faz ficar mais alertas.
     
    5) Mente ocupada
     
    O estresse é um inimigo do sono. Na cama, nossa mente fica livre para passear – e ansiedade a respeito do sono só piora a situação.
     
    É difícil manter a noção do tempo quando você está deitado no escuro tentando dormir. As pessoas muitas vezes adormecem e acordam novamente, mas acham que ficaram o tempo todo acordadas. Isto leva ao sono fragmentado, com muito menos tempo gasto nos importantes estágios de sono profundo.
     
    Especialistas em sono recomendam que as pessoas com este problema se levantem e façam uma atividade que distraia a mente de preocupações – como um quebra-cabeça – antes de tentar dormir novamente.
     
    Por que a falta de sono é ruim para você?
     
    Um em cada três pessoas sofrem com noites mal dormidas. Veja quatro coisas que podem acontecer se você não descansar o suficiente.
     
    1) Resfriados ou gripes
     
    Pouco sono pode atrapalhar seu sistema imunológico, tornando-se mais difícil combater doenças como a gripe. Ela também pode aumentar o tempo de recuperação de uma doença.
     
    2) Ganho de peso
     
    Acredita-se que a falta de sono estimula o ganho de peso. Cientistas afirmam que dormir mal aumenta o apetite ao elevar os níveis de hormônios relacionados à fome.
     
    3) Depressão
     
    Muitas vezes, ficamos irritados após uma noite de sono ruim. A privação de sono por um tempo prolongado pode levar a desordens de longo prazo, como depressão e ansiedade.
     
    4) Redução da fertilidade
     
    Acredita-se que a falta de sono pode tornar mais díficil conceber um bebê, ao reduzir a liberação de hormônios de reprodução.
     
    Fonte: Bem Estar
  • Glícidos são mais nocivos ao coração que gorduras animais, diz estudo

    Glícidos são mais nocivos ao coração que gorduras animais, diz estudo

    Compostos orgânicos são encontrados em massas, como a dos pães.
    Estudo foi publicado na revista científica 'Plos ONE'.
     
    Dobrar e até triplicar o consumo de gorduras animais não aumenta no sangue o percentual de certas gorduras saturadas nocivas para o sistema cardiovascular, afirma uma investigação que aponta os glícidos como os novos vilões. O estudo, publicado na última edição da revista americana “Plos ONE”, analisou 16 participantes submetidos a um regime alimentar de quatro meses e meio.
     
    A cada três semanas, os glícidos (pão, massa e etc) foram aumentados progressivamente enquanto se reduzia os alimentos com gorduras animais saturadas (carne, queijo e etc), e o número de calorias e de proteínas se mantinha estável.
     
    Os pesquisadores constataram que a taxa total de gordura saturada que havia no sangue dos participantes não aumentava quando comiam grandes quantidades de carne vermelha e laticínios, e inclusive caía.
     
    Enquanto isto, o percentual no sangue do ácido palmitoleico, um ácido graxo saturado ligado ao metabolismo de glícidos e que parecia contribuir para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, aumentava com o crescimento do número de glícidos consumidos.
     
    Um crescimento deste ácido assinala que um aumento da proporção de glícidos se transforma em gordura no lugar de ser queimado pelo organismo, segundo os investigadores. Deste modo, reduzir a proporção de glícidos e aumentar o de gorduras animais em um regime alimentar bem equilibrado permite ao corpo consumir estas gorduras como combustível e evitar seu acúmulo, destacaram os pesquisadores.
     
    Os participantes observaram uma certa melhoria de seu índice sanguíneo de glicose e de sua tensão arterial, e perderam, em média, cerca de dez quilos durante o estudo. “Há um entendimento equivocado sobre as gorduras saturadas”, disse Jeff Volek, professor da Universidade de Ohio e membro da equipe de investigação, destacando que os estudos com a população “não revelam qualquer relação entre gorduras saturadas e doenças cardiovasculares.”
     
    Fonte: Bem Estar
  • Próximo verão será o 1º com dengue e chikungunya circulando no país

    Próximo verão será o 1º com dengue e chikungunya circulando no país

    Doenças têm sintomas parecidos e são transmitidas pelo mesmo mosquito.
    Chikungunya, no entanto, tem taxa de mortalidade considerada baixa.
     
    O vírus chikungunya deve se espalhar pelo país seguindo o padrão de disseminação da dengue, segundo infectologistas ouvidos pelo G1. No próximo verão, portanto, é provável que diferentes regiões do país tenham surtos simultâneos de dengue e chikungunya. Desde que chegou ao Brasil até o dia 25 de outubro, o chikungunya já infectou 828 pessoas, de acordo com balanço mais recente do Ministério da Saúde. O primeiro caso de transmissão interna do vírus no país foi registrado em setembro.
     
    O médico Carlos Roberto Brites Alves, da Sociedade Brasileira de Infectologia, lembra que os vetores das duas doenças são os mesmos: os mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus. “Temos dengue há mais de duas décadas e não conseguimos eliminar a infecção, pois não conseguimos eliminar os mosquitos. A chance de o chikungunya seguir um padrão semelhante de ocorrência é grande”, diz o especialista.
     
    Para Stefan Cunha Ujvari, infectologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz e autor do livro “Pandemias: a humanidade em risco”, o histórico do vírus nos últimos 10 anos permite concluir que ele deve continuar se espalhando.
     
    “A expansão do vírus começou em 2004, quando estava no interior da África e foi parar no litoral do Quênia. De 2004 para cá, houve uma expansão progressiva pela costa leste da África, pelas ilhas do Oceano Índico e países do sul e sudeste da Ásia. Em dezembro do ano passado, chegou às ilhas Martinica e Guadalupe e acabou se espalhando pelo Caribe”, diz Ujvari. “Isso mostra nitidamente que é um vírus que está se espalhando pela locomoção humana.”
     
    Ele lembra que na época de férias há uma movimentação maior de pessoas, inclusive para as ilhas do Caribe, onde há grande disseminação do vírus. “Vai haver um fluxo de pessoas que podem trazer o vírus. Se houver chuvas, que levam a um maior número de mosquitos, tem uma chance muito grande de o chikungunya eclodir como uma epidemia no próximo verão.”
     
    Tendência da dengue
     
    No ano passado, o país registrou um número muito alto de casos de dengue: 1.452.489 pessoas foram infectadas. Este ano, até 11 de outubro, foram 547.612 casos, o que representa uma tendência de diminuição de infecções. Para Alves, medidas locais como o controle dos criadouros de mosquitos e o uso de mosquitos geneticamente modificados para controlar os vetores da doença podem surtir efeito no próximo verão.
     
    Além disso, quando há um número muito grande de infectados em um ano, no ano seguinte, o número de casos tende a ser menor, pois já há mais pessoas imunes aos subtipos de vírus que circularam no período anterior.
     
    Epidemias simultâneas
     
    Nos últimos 10 anos, já houve ocorrências de epidemias simultâneas de chikungunya e dengue no mundo, segundo Ujvari. Foi o que aconteceu no Gabão, em 2007: o chikungunya chegou ao país no meio de uma epidemia de dengue.
     
    Nesses casos, como os sintomas iniciais são parecidos, como febre, dor de cabeça e dor muscular, pode haver dificuldade de diferenciar os dois. Como nenhuma das duas doenças tem tratamentos específicos – a estratégia limita-se a tratar os sintomas – Ujvari afirma que o melhor, quando há dúvida sobre o diagnóstico, é conduzir como se fosse um caso de dengue.
     
    Apesar de provocarem sintomas parecidos, tratam-se de vírus totalmente distintos. Quem já pegou dengue, portanto, não está imune ao chikungunya. O fato de já ter tido dengue também não determina que uma infecção por chikungunya seja mais grave.
     
    Campanha do Ministério da Saúde
     
    No início do mês, o Ministério da Saúde lançou uma campanha para alertar sobre a importância da prevenção contra dengue e chikungunya. Chamada “O perigo aumentou. E a responsabilidade de todos também”, a campanha estimula o combate ao mosquito transmissor das doenças.
     
    O ministro da saúde, Arthur Chioro, afirmou durante o lançamento da ação que o que preocupa mais é a dengue. “Nós não teremos óbitos por chikungunya e nós temos óbitos com a dengue. Muito embora tenhamos reduzido em 40% o total de mortes de 2013 para 2014, tem uma manifestação mais grave, muito mais preocupante que chikungunya.”
     
    'Aqueles que se dobram'
     
    A infecção pelo vírus chikungunya provoca sintomas parecidos com os da dengue, porém mais dolorosos. No idioma africano makonde, o nome chikungunya significa “aqueles que se dobram”, em referência à postura que os pacientes adotam diante das penosas dores articulares que a doença causa.
     
    Em compensação, comparado com a dengue, o novo vírus mata com menos frequência. Em idosos, quando a infecção é associada a outros problemas de saúde, ela pode até contribuir como causa de morte, porém complicações sérias são raras, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).
     
    Como as pessoas pegam o vírus?
     
    Por ser transmitido pelo mesmo vetor da dengue, o mosquito Aedes aegypti, e também pelo mosquito Aedes albopictus, a infecção pelo chikungunya segue os mesmos padrões sazonais da dengue.
     
    O risco aumenta, portanto, em épocas de calor e chuva, mais propícias à reprodução dos insetos. Eles também picam principalmente durante o dia.
     
    O chikungunya tem subtipos diferentes, como a dengue?
     
    Diferentemente da dengue, que tem quatro subtipos, o chikungunya é único. Uma vez que a pessoa é infectada e se recupera, ela se torna imune à doença. Quem já pegou dengue não está nem menos nem mais vulnerável ao chikungunya: apesar dos sintomas parecidos e da forma de transmissão similar, tratam-se de vírus diferentes.
     
    Quais são os sintomas?
     
    Entre quatro e oito dias após a picada do mosquito infectado, o paciente apresenta febre repentina acompanhada de dores nas articulações. Outros sintomas, como dor de cabeça, dor muscular, náusea e manchas avermelhadas na pele, fazem com que o quadro seja parecido com o da dengue. A principal diferença são as intensas dores articulares.
     
    Em média, os sintomas duram entre 10 e 15 dias, desaparecendo em seguida. Em alguns casos, porém, as dores articulares podem permanecer por meses e até anos. De acordo com a OMS, complicações graves são incomuns. Em casos mais raros, há relatos de complicações cardíacas e neurológicas, principalmente em pacientes idosos. Com frequência, os sintomas são tão brandos que a infecção não chega a ser identificada, ou é erroneamente diagnosticada como dengue.
     
    Tem tratamento?
     
    Não há um tratamento capaz de curar a infecção, nem vacinas voltadas para preveni-la. O tratamento é paliativo, com uso de antipiréticos e analgésicos para aliviar os sintomas. Se as dores articulares permanecerem por muito tempo e forem dolorosas demais, uma opção terapêutica é o uso de corticoides.
     
    Como se prevenir?
     
    Sobre a prevenção, valem as mesmas regras aplicadas à dengue: ela é feita por meio do controle dos mosquitos que transmitem o vírus.
     
    Portanto, evitar água parada, que os insetos usam para se reproduzir, é a principal medida. Em casos específicos de surtos, o uso de inseticidas e telas protetoras nas janelas das casas também pode ser aconselhado.
     
    Fonte: Bem Estar
  • O remédio brasileiro contra a Aids

    O remédio brasileiro contra a Aids

    O uso do coquetel de drogas contra o HIV, o vírus causador da Aids, prolonga a vida dos pacientes de forma espetacular. Mas não lhes garante a cura. A razão reside no fato de que, mesmo que a concentração de vírus na corrente sanguínea seja reduzida a níveis indetectáveis, uma parte deles ainda está lá, no organismo, escondida no que os cientistas chamam de “esconderijos”. Trata-se de células localizadas em pontos como o cérebro nas quais o HIV permanece alojado, em estado latente e imune à ação dos medicamentos. A qualquer oportunidade, ele é reativado e inicia novamente sua cadeia de multiplicação. Destruir o vírus que está escondido, portanto, tornou-se um dos maiores desafios para vencer a doença definitivamente. No Brasil, um time de cientistas está somando vitórias nesse sentido. Depois de dois anos de pesquisa em animais, uma medicação desenvolvida pelos pesquisadores conseguiu tirar o HIV dos reservatórios, tornando-o finalmente vulnerável ao ataque das drogas antirretrovirais.
     
    A façanha é de autoria do farmacêutico Luiz Francisco Pianowski, do Laboratório Kyolab, e do pesquisador Amílcar Tanuri, da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Os dois coordenam os trabalhos, que incluem a participação de cientistas do Hospital Johns Hopkins, nos Estados Unidos, e do instituto Aurigon, na Alemanha. O relato do que foi obtido até agora está registrado em publicações científicas como a revista americana Plos One e o jornal “Aids”.
     
    A peça-chave para o sucesso observado até aqui do remédio criado pelos brasileiros é seu princípio ativo. Ele é extraído da planta aveloz, de origem africana e cultivada em alguns estados do Nordeste. O composto e seus derivados semissintéticos demonstraram eficácia para deslocar o HIV “adormecido” das células que servem como seu esconderijo para o sangue. Os mecanismos que resultam nesse efeito não estão totalmente esclarecidos, mas o fato é que o vírus, antes latente, fica ativo novamente e cai na corrente sanguínea, onde é combatido pelos remédios que formam o coquetel.
     
    O impacto foi constatado in vitro, em células de laboratório e também em células extraídas de pacientes com HIV. Depois, ficou evidenciado, em experimentos realizados com macacos Rhesus infectados pelo SIV, um tipo de vírus responsável por uma infecção extremamente parecida com a causada pelo HIV – por isso, é usado como modelo padrão de estudos em animais sobre a Aids. Já foram realizados quatro investigações usando as cobaias e uma quinta está em andamento. Em uma das pesquisas, dois macacos contaminados e não tratados receberam o remédio. Observou-se aumento da carga viral, mostrando que o vírus alojado nos reservatórios se deslocou para a corrente sanguínea.
     
    Outro teste com os macacos foi mais longe. Dois animais infectados e tratados com os remédios receberam a medicação durante 30 dias. Depois de 21 dias, houve o registro da elevação da concentração de vírus no organismo, indicando que aqueles que estavam escondidos haviam ficado expostos. Após um mês, todo o tratamento foi suspenso, inclusive as drogas antirretrovirais. Depois da suspensão, a concentração viral permaneceu em níveis indetectáveis por 47 dias. “Nesse modelo, porém, o normal é que a carga viral volte a subir em menos de seis dias após a retirada dos antirretrovirais”, explica o pesquisador Tanuri. As investigações executadas nos Estados Unidos e na Alemanha revelaram ainda que o remédio consegue atuar inclusive nos reservatórios localizados no cérebro.
     
    O momento atual da pesquisa – financiada pela Amazônia Fitomedicamentos – é crucial para o futuro do medicamento. “Nesse estudo com macacos, pretendemos estender a pesquisa até que zeremos os reservatórios virais”, informou o farmacêutico Pianowski. “Ficaria assim comprovada, em laboratório, a cura da doença”, afirma. Depois dessa etapa, planeja-se a realização de estudos clínicos, se possível ainda no próximo ano. “Já fizemos todos os estudos toxicológicos em cães e camundongos e dominamos a produção da molécula”, complementa o farmacêutico.
     
    Na opinião do infectologista Edimilson Migowski, diretor-geral do Instituto de Pediatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro, o trabalho dos colegas brasileiros é realmente interessante. “Ele se encaixa em uma linha de abordagem contra a doença que busca a sua cura, e não apenas o controle da multiplicação do vírus, como fazem hoje os antirretrovirais”, afirma. “Mas é necessário lembrar que ainda é preciso muito mais estudo até que isso se torne uma realidade acessível”, ressalva.
     
    Fonte: IstoÉ
     
  • Governo inclui vacina contra coqueluche, difteria e tétano para grávidas

    Governo inclui vacina contra coqueluche, difteria e tétano para grávidas

    A vacina contra coqueluche, difteria e tétano (DTPa) voltada para gestantes passa a fazer parte do Calendário Nacional de Vacinação do Sistema Único de Saúde (SUS) em todo o país.
     
    As doses estarão disponíveis nos 35 mil postos de saúde da rede pública a partir deste mês, segundo o Ministério da Saúde em anúncio nesta segunda-feira (17). A vacina estará disponível também para profissionais de saúde que trabalham em maternidades e em UTI neonatal.
     
    A vacina deve ser administrada a cada nova gravidez, independentemente se a gestante já tomou a outra vacina que oferece imunidade à difteria e ao tétano (a dupla adulto, conhecida como adulto-dT, recomendada em três doses) já disponível na rede pública. Além de se proteger, após tomar a vacina, a mãe passa anticorpos para seu filho ainda no período de gestação, já que a doença se manifesta mais em bebês de três a seis meses de vida.  
     
    Isso garante ao bebê imunidade nos primeiros meses até que complete o esquema vacinal contra coqueluche, definido pelo calendário básico.
     
    “A vacina DTpa para gestantes é aprovada pela Organização Mundial da Saúde e já está sendo adotada como uma das estratégias para controle da coqueluche em vários países”, afirmou o ministro da Saúde, Arthur Chioro.
     
    Como e quando tomar
     
    A recomendação do ministério é que a aplicação da dose seja realizada entre as 27ª e a 36ª semanas de gestação. Este período gera maior proteção para a criança, com efetividade estimada em 91%.
     
    “É o melhor momento para dar a proteção necessária por mais tempo”, disse o secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa, durante o anúncio.
     
    Entretanto, a dose também pode ser administrada até, no máximo, 20 dias antes da data provável do parto.
     
    Se a mulher não tomou nenhuma dose da dupla adulto antes de engravidar, é necessário tomar duas doses dela com intervalo de no mínimo 30 dias e complementar com a DTPa.
     
    Caso a mulher tenha tomado uma dose da dT antes da gestação, ela deverá reforçar o esquema com mais uma dose da dT e outra da DTPa. Já para as que se preveniram com duas ou mais doses da dT, recomenda-se a administração de apenas uma dose da DTPa.
     
    Essa vacina não deve ser administrada em crianças, mas a vacinação da mãe ajudará a transferir anticorpos para evitar a doença nos bebês. A proteção das crianças para coqueluche é feita com três doses da vacina Pentavalente (DTP, hepatite B e HiB), que deve ser aplicada aos dois, quatro e seis meses de vida. Aos 15 meses e aos quatro anos a criança recebe o reforço com a vacina DTP.
     
    A expectativa do governo é vacinar 2,9 milhões de gestantes e 324 mil profissionais de saúde.
     
    Segundo o Ministério da Saúde, a vacina busca reduzir a incidência da mortalidade de recém-nascidos pela doença, principalmente para menores de seis meses.
     
    Entre 2011 e 2013, o Ministério da Saúde registrou 4.921 casos de coqueluche em menores de 3 meses, 35% de todos casos do país neste período, que foram 14.128. No período, foram 204 mortes nesta faixa etária, o que representa 81% do total nacional, que foi de 252 mortes.
     
    Coqueluche
     
    A coqueluche é uma doença infecciosa aguda e uma das principais causas de mortalidade infantil. O número de casos de coqueluche reduziu de uma média de 40 mil notificações nos anos 80 para cerca de 1.500 casos na década de 2.000 no país, mas está em expansão em países pobres da África e Ásia e mesmo em países ricos como Estados Unidos, Canadá e em alguns países europeus. 
     
    As principais complicações secundárias são respiratórias, como, a pneumonia.
     
    Fonte: Uol Saúde
     
  • Obrigatório a partir de 2015, teste da linguinha já é feito em bebês de Brotas

    Obrigatório a partir de 2015, teste da linguinha já é feito em bebês de Brotas

    Teste da linguinha detecta problema de língua presa em recém-nascidos.
    Fonoaudióloga de Brotas é responsável pela técnica, inédita no mundo.
     
    A partir de 2015, crianças recém-nascidas terão que passar pelo teste da lingüinha, desenvolvido por uma fonoaudióloga de Brotas. No município de Brotas, os bebês já passam pelo procedimento, que é coberto pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo a Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia, a técnica é inédita no mundo. O exame ajuda a diagnosticar a chamada língua presa, problema que dificulta a alimentação e pode prejudicar a fala com o tempo.
     
    O teste pode evitar problemas como a dificuldade de amamentação, mastigação e fala. Além disso, vai padronizar a maneira de avaliar o recém nascido, o que ajuda a definir o número exato de casos existentes. O bebê com problema de língua presa pode, por exemplo, chegar a machucar o seio da mãe ao sugar o leite. A recomendação é que a criança que passar pela cirurgia faça sessões de fonoaudiologia para não comprometer a fala.
     
    De acordo com a fonoaudióloga Roberta Martinelli, que desenvolveu o teste, alguns sinais são importantes para constatar o problema, que é mais comum em meninos. “Língua presa é quando uma membrana que conecta a língua ao assoalho da boca ao permite que a língua realize os movimentos necessários, principalmente o de elevação”, explicou.
     
    Se a criança for diagnosticada é indicada uma cirurgia, que dura 5 minutos, para corrigir o problema. O bebê já se recupera assim que começa a mamar. “Não usamos nenhum tipo de injeção, apenas um gel anestésico. Depois, levantamos a língua e usamos uma tesoura para cortar a membrana”, relatou Roberta.
     
    A pesquisa da fonoaudióloga foi premiada e se tornou tema de campanha no país, fazendo com que um projeto de lei fosse criado em 2012 e a lei fosse sancionada em 2014. Ela deve entrar em vigor em, no máximo, 180 dias. Depois disso, o teste passa a ser obrigatório em todo o Brasil e deve ser feito antes de o bebê receber alta.
     
    A dona de casa Vanessa dos Santos Ribeiro ficou apreensiva quando descobriu que o filho tem a má formação, mas se acalmou ao saber que existe solução. “A gente conhece muita gente que tem a língua presa e não quis fazer a cirurgia ou não sabia. Eu não conhecia, por isso quando me disseram que existe foi um alívio”, disse.
     
    O filho da auxiliar de produção Alexandra Cristina de Souza vai fazer a cirurgia. “Ele não vai ter dificuldade para falar e não vai ter problemas para se alimentar. Para mim, foi bom”, afirmou.
     
    Fonte: G1 Saúde