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  • Confira o relatório de avaliação do Ministério da Saúde sobre os 10 anos da PNAF

    Confira o relatório de avaliação do Ministério da Saúde sobre os 10 anos da PNAF

    O Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos (SCTIE) e do Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos (DAF), divulgou um trabalho com as avaliações do órgão sobre quais demandas foram atendidas e quais ainda precisam ser cumpridas em relação à Política Nacional de Assistência Farmacêutica (PNAF), concebida em 2003, durante a 1ª Conferência Nacional de Medicamentos e Assistência Farmacêutica.
     
    Dentre as propostas apresentadas no Relatório Final da 1ª Conferência, o Ministério da Saúde categorizou 528 como sendo de sua competência para serem executadas, divididas de acordo com três eixos: Eixo I: “Acesso à assistência farmacêutica: a relação dos setores público e privado de atenção à saúde”; Eixo II: “Pesquisa e desenvolvimento tecnológico para a produção nacional de medicamentos”; Eixo III: “Qualidade na assistência farmacêutica, formação e capacitação de recursos humanos”.
     
    No Eixo I, destacam-se nas demandas atendidas com êxito o aumento do acesso a medicamentos para usuários com doenças de perfil endêmico e o amplo alcance do Programa Farmácia Popular do Brasil.
     
    No Eixo II, o trabalho trata sobre as Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDPs), que visam proporcionar economicidade ao sistema e ampliar o acesso às tecnologias em saúde.
     
    No Eixo III, o relatório destaca os resultados do Programa Qualifar-SUS, que visa aprimorar a implementação e integração sistêmica das atividades da Assistência Farmacêutica nas ações e serviços de saúde.
     
    Fonte: CRF/SC
  • Cientistas desenvolvem estrutura de titânio para cobrir implantes ósseos

    Cientistas desenvolvem estrutura de titânio para cobrir implantes ósseos

    Avanço poderá reduzir risco de infecção e rejeição de cirurgias.
    Estudo foi publicado na revista 'Acta Biomaterialia'.
     
    Uma equipe internacional de pesquisadores desenvolveu uma estrutura de titânio para cobrir os implantes ósseos, um avanço que permitirá reduzir o risco de infecção e rejeição que estas intervenções provocam.
     
    O estudo, realizado por membros das instituições espanholas Conselho Superior de Pesquisas Científicas (CSIC) e da Universidade Complutense de Madri, aparece publicado na revista “Acta Biomaterialia”.
     
    A descoberta alcançada por esta equipe de pesquisa é a base do projeto Nanoimplant, um dos ganhadores do prêmio de inovação biomédica IDEIA2 Madri em sua edição de 2014, uma iniciativa da comunidade Autônoma de Madri e do Instituto Tecnológico de Massachusetts (MIT).
     
    As propriedades antibacterianas deste achado, patenteado pelo CSIC e pela Universidade Complutense de Madri, se devem à formação de uma superfície nanoestruturada similar à qual se observa nas asas de cigarras e nas folhas da flor de lotus. O CSIC explicou que os cientistas alcançaram esta propriedade sem a necessidade de empregar elementos antibióticos.
     
    A maioria das infecções em implantologia óssea, que a cada ano afeta milhares de pacientes, têm sua origem na intervenção cirúrgica. Por isso, explica José Miguel García-Martín, pesquisador do CSIC no Instituto de Microeletrônica de Madri, “se a superfície do implante estiver recoberta de um material que impede a adesão e proliferação de bactérias sem afetar seu biocompatibilidade, terá sido dado um grande passo”.
     
    A nanoestrutura das prótese é fabricada com um processo denominado pulverização catódica ou “sputtering” já empregado a escala industrial na produção, por exemplo, de discos rígidos, painéis fotovoltaicos ou espelhos.
     
    Fonte: G1 Saúde
  • Testes finais de vacinas contra ebola terão início até fevereiro, diz OMS

    Testes finais de vacinas contra ebola terão início até fevereiro, diz OMS

    Organização Mundial da Saúde trabalha para evitar expansão da doença.
    Caso se provem eficazes, injeções estarão disponíveis para envio.
     
    O estágio final de testes de vacinas experimentais contra o ebola terão início em janeiro ou fevereiro nos países da África Ocidental mais afetados pelo vírus, enquanto cientistas e fabricantes de medicamentos correm para segurar o contágio da doença, informou nesta quinta-feira (8) a Organização Mundial da Saúde (OMS).
     
    Caso se provem eficazes, as injeções estarão disponíveis para envio poucos meses depois.
     
    Quase 90 especialistas de fabricantes de vacinas, agências reguladoras e ministérios da Saúde se reuniram na sede da OMS para revisar dados dos testes de segurança iniciais e finalizar os planos para os essenciais testes clínicos da fase três na Libéria, Serra Leoa e Guiné.
     
    “É do meu entendimento que não há grandes sinais de segurança reportados até o momento”, declarou a diretora-geral da OMS, Margaret Chan, em seu discurso de abertura, obtido pela Reuters.
     
    “Todos nós queremos que o impulso e senso de urgência continuem”, disse ela. “Muitos profissionais de saúde ainda estão sendo infectados, incluindo os locais e médicos e enfermeiros de equipes médicas estrangeiras.”
     
    A reunião discute três projetos de ensaios clínicos em larga escala diferentes que usam as mais avançadas vacinas para combater a doença que matou mais de 8 mil pessoas no ano passado.
     
    Duas vacinas da GlaxoSmithKline e outra resultante de uma colaboração entre a NewLink Genetics e a Merck entraram na fase inicial de testes clínicos no final do ano passado. Uma terceira vacina, da Johnson & Johnson e da Bavarian Nordic acabou de atingir o estágio de testes em humanos.
     
    Fonte: Bem Estar
  • ”

    Em testes feitos em ratos de laboratório, medicamento foi eficaz no combate a bactérias resistentes a antibióticos atuais.
     
    Há décadas não foram registradas grandes descobertas no que diz respeitos a antibióticos. Mas essa “seca” pode ter chegado ao fim com uma descoberta feita por cientistas americanos, que vem sendo considerada revolucionária.
     
    Uma equipe de especialistas da Universidade Northeastern, em Boston, desenvolveram um medicamento capaz de combater diversas infecções bacterianas que são resistentes aos antibióticos atuais.
     
    Chamado de teixobactin, o remédio foi testado em ratos de laboratório e pode levar de cinco a seis anos para que seja testado em humanos.
     
    Tuberculose
     
    Em um artigo publicado na revista científica Nature, os cientistas explicam que o teixobactin se provou efetivo contra bactérias que causam a tuberculose e outras ‘superbactérias’ resistentes à meticilina, mais conhecidas pela sigla em inglês MRSA.
     
    Os cientistas também desenvolveram outros 24 antibióticos, que também foram considerados “promissores”. Nada de relevante foi descoberto no campo dos antibióticos desde 1987.
     
    Segundo a equipe de Northeastern, liderada pelo cientista Kim Lewis, o método foi desenvolvido após uma análise de compostos de bactérias provenientes do solo. Eles foram, depois, cultivados em laboratório, em uma espécie de câmara colocada dentro da terra durante algumas semanas.
     
    Fonte: G1 Saúde
  • Pela 1ª vez desde 87, grupo descobre nova classe de antibióticos

    Pela 1ª vez desde 87, grupo descobre nova classe de antibióticos

    Um grupo de cientistas anunciou nesta quarta-feira (7) a descoberta de uma molécula que representa a primeira nova classe de antibióticos introduzida desde 1987.
     
    Em testes com camundongos, a droga conseguiu debelar as formas mais resistentes de tuberculose, sem que o micróbio causador da doença adquirisse resistência. Batizada de teixobactina, a nova substância é produzida por uma bactéria encontrada no solo.
     
    A start-up de biotecnologia NovoBiotic, de Cambridge (EUA), que descobriu a molécula, estima que deve conseguir levá-la a um teste em humanos dentro de dois anos. Se tudo correr bem, a droga estaria disponível no mercado por volta do fim da década.
     
    O fármaco foi encontrado após cientistas analisarem mais de 10 mil amostras de micróbios usando um novo método, que permite o cultivo desses organismos em seu hábitat natural. Antes, para isolar essas bactérias, era preciso cultivá-las em pires de laboratório, mas 99% das espécies não sobreviviam em condições artificiais.
     
    A tecnologia que permitiu aos pesquisadores trabalhar com bactérias em condições mais naturais foi um chip desenvolvido pela Universidade Northeastern, de Boston, que permite separar amostras minúsculas de bactérias sem tirá-las de suas amostras de solo originais.
     
    Uma bactéria que os pesquisadores batizaram de Elephteria terrae era aquela que produzia a substância descoberta. A molécula foi capaz de aniquilar a terrível linhagem MRSA da Staphylococcus aureus. Na natureza, essa é uma forma que o primeiro micro-organismo usa para eliminar competidores.
     
    O que é fundamentalmente novo na teixobactina é que ela ataca a fabricação de lipídios, moléculas que servem de “tijolo” para construir a parede celular das bactérias.
     
    Segundo Gerard Wright, da Universidade McMaster, do Canadá, que não participou do estudo, normalmente bactérias são capazes de evoluir por meio de mutações que alteram o “alvo” do fármaco, tornando-se imunes à substância.
     
    Mas é improvável, diz, que bactérias adquiram mutações que alterem componentes tão fundamentais como os lipídios sem inviabilizar seu próprio funcionamento.
     
    A vancomicina, outro antibiótico que ataca a produção de lipídios, foi um daqueles contra os quais as bactérias mais demoraram para criar resistência. Foram cerca de três décadas até que os patógenos imunes aparecessem.
     
    A nova descoberta surge como um alento em um momento difícil para a infectologia.
     
    No ano passado, a OMS deu às bactérias resistentes a antibióticos o status de crise global. Algumas linhagens da bactéria da tuberculose, por exemplo, já são resistentes a todos os antibióticos disponíveis –o surgimento de novas drogas é, assim, crucial.
     
    Segundo Kim Lewis, da Universidade Northeastern, um líderes do trabalho, a teixobactina só não deve seguir para testes clínicos logo de cara porque ainda requer algumas alterações químicas.
     
    A substância não se dissolve bem em água, mas pode ser modificada para isso. Esse aprimoramento, que exige certo trabalho, torna a administração da molécula mais fácil quando a intenção é produzir uma pílula ou uma injeção. 
     
    Fonte: Folha de São Paulo
  • Cai número de casos de dengue no país em 2014

    Cai número de casos de dengue no país em 2014

    O número de casos de dengue no país teve queda de 59,5% em 2014 em comparação ao ano anterior, segundo o Ministério da Saúde.
     
    Ao todo, foram registrados 588 mil casos da doença entre janeiro e dezembro de 2014, contra 1,4 milhão no mesmo período de 2013.
     
    Todas as regiões tiveram queda, menos a Norte, onde a infecção se manteve estável.
     
    Apesar da redução, a população deve manter os cuidados, uma vez que a chegada das chuvas facilita a proliferação dos mosquitos, afirma o ministério.
     
    Enquanto o número de casos de dengue diminuiu, o país enfrentou em 2014 o aumento nos registros da febre chikungunya, transmitida pelos mesmos mosquitos e com sintomas semelhantes.
     
    Até 27 de dezembro, haviam sido confirmados 2.258 casos da doença, conhecida como “prima da dengue”. No fim de novembro, boletim do ministério apontava 1.364 alta de 65% em cerca de um mês.
     
    Amapá e Bahia têm a maior parte dos registros. O foco é maior em duas cidades: Oiapoque (AP), que já registra 1.146 casos, e Feira de Santana (BA), com 816.
     
    Fonte: Folha de São Paulo
  • `Novo tributo é o caminho para garantir a sustentabilidade do sistema de saúde`

    `Novo tributo é o caminho para garantir a sustentabilidade do sistema de saúde`

    Diante da perspectiva de um ano difícil, em que o reajuste do orçamento de sua pasta será ínfimo, e sem promessa de dinheiro novo, o ministro da Saúde, Arthur Chioro, defende a discussão sobre a criação de uma contribuição para financiar o setor. “É o caminho para garantir a sustentabilidade do sistema integral e universal, que cada vez custa mais caro.”
     
    A medida poderia ajudar a reparar o baque sofrido no setor em 2008, com o fim da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). Em entrevista ao Estado, o ministro afirma ser contrário a planos de saúde com mensalidades baixas e defende uma mudança nas agências reguladoras, que devem seguir as políticas norteadas pela pasta. “Elas são executoras.”
     
    O reajuste do orçamento da Saúde é calculado de acordo com a variação do PIB, que foi ínfima. Como o senhor vai fazer?
     
    Há um piso constitucional, que é pequeno. Este ano será de muita dificuldade para o governo e para a sociedade brasileira. Não há perspectiva de novos recursos. E mesmo que eles surgissem, isso valeria apenas para o próximo ano. Além disso, há o compromisso que recurso extra será encaminhado para o Mais Especialidades. Temos de fazer escolhas.
     
    O senhor defende uma contribuição para a Saúde?
     
    Esse é um debate que a sociedade brasileira e o Congresso Nacional têm de fazer. Todos os países do mundo estão se deparando com esse desafio. Até para garantir sustentabilidade econômica e financeira do sistema, a médio e longo prazo. Hoje o grande desafio que a gente tem não é apenas dizer para a sociedade que ela tem de pagar mais ou contribuir mais. Temos de dar garantia para a sociedade que estamos gastando da melhor forma possível, mais eficiente, mais transparente. O debate é sobre a sustentabilidade do sistema de saúde. Cada vez custa mais um serviço universal e integral. Fora disso é barbárie. É jogar as pessoas, o acesso à saúde, à lógica de mercado.
     
    É o que acontece com planos de saúde?
     
    Existe uma lógica de mercado. Existe um custo. O que não dá é as pessoas quererem ter o plano de saúde e não pagar o valor real. É o famoso “finjo que estou te cobrando” e você “finge que está pagando”. No final das contas, fica um jogo entre um que não quer que use e outro que quer usar.
     
    O senhor é contrário ao plano de saúde popular, com mensalidades baixas? Qual o tamanho do sistema de saúde suplementar? 
     
    O que importa é que ele tenha um tamanho que seja suficiente para ter um equilíbrio econômico e financeiro. Paga quem pode pagar, e se entrega aquilo que se comprou. E o restante da população usa um serviço público de qualidade. Esse é o desenho que busco. O plano de saúde tem de atender às necessidades da população. Vamos fazer uma saúde suplementar de mentirinha? Com planos pop? Ou vamos fazer um produto que tenha um custo real e que o consumidor receba o atendimento devido. Uma parte significativa da nova classe média imaginava que os planos de saúde resolveriam todos seus problemas.
     
    Quais foram as encomendas da presidente Dilma?
     
    São cinco prioridades. Ajuste do Mais Médicos, o Mais Especialidades, modernização da máquina administrativa. Vamos também lidar com Sistema Nacional de Saúde. Cuidar da área pública, saúde suplementar, do que ocorre no sistema privado. É o caso, por exemplo, das medidas para frear o número de cesáreas. E investir pesadamente na prevenção, sobretudo diante do envelhecimento da população, do maior risco de doenças crônicas, o aumento da violência. Eu preciso deixar de ser o ministro da doença para ser de fato o ministro da saúde. Prevenção deve ser prioritária.
     
    Quando o Mais Especialidades será lançado?
     
    A ideia é apresentar para a presidente Dilma a proposta neste primeiro trimestre. O programa terá uma lógica incremental, com lançamento gradual. A prioridade não será construção de prédios. Vamos usar o que está aí, na rede pública, filantrópica e privada. Há capacidade ociosa. Estamos fazendo um diagnóstico de todas as regiões. Já sabemos que o Mais Especialidades não terá a mesma cara em todas as regiões do País.
     
    O ministério vai começar com qual especialidade?
     
    Há dois fortes candidatos: traumato-ortopedia e oftalmologia. Fizemos uma pesquisa com usuários, para saber quais são as maiores queixas, as maiores deficiências. E estamos ouvindo gestores. Vamos oferecer também o especialidades para atendimento continuado, para pacientes que certamente vão precisar de atendimento com médico de especialidade ao longo da vida, como pessoas com insuficiência renal, por exemplo. Há um terceiro grupo, o de tratamento para pacientes com câncer. Parece haver muito a definir… Vamos gastar o tempo que for necessário para o planejamento adequado.
     
    De onde virão os recursos?
     
    Não será do orçamento atual. Fundamentalmente, virão de recursos oriundos do pré-sal. Eles ainda não existem. 
     
    Será uma espécie de empréstimo?
     
    Vamos ver qual será a orientação da presidente Dilma. Para isso, precisamos saber quanto o programa vai custar, e estamos nos apropriando. 
     
    Médicos estrangeiros serão contratados?
     
    Não trabalhamos com a possibilidade de recrutar médicos do exterior. Cruzamentos de cadastros mostram que temos profissionais disponíveis na maior parte das regiões.
     
    Mas com interesse em trabalhar? Se não aconteceu com o Mais Médicos, por que aconteceria com o Especialidades?
     
    Mas aconteceu com a alta complexidade. A formação médica brasileira é essencialmente voltada para especialidades. Temos um contingente de especialistas na rede privada, na rede pública, que nunca rodou porque não tinha política. 
     
    Haverá novo recrutamento de estrangeiros para Mais Médicos?
     
    Vamos apresentar na próxima semana uma proposta de ajuste. A expansão para municípios que não participaram da primeira fase, a incorporação de profissionais que participam do Provab, a residência médica no SUS. A oferta terá de ser reajustada, com expansão, reposição de profissionais. E será feito da mesma forma. Primeiro com oferta para brasileiros, depois para estrangeiros.
     
    Fonte: O Estado de S.Paulo
     
  • Pesquisa cria pílula que engana o corpo para que queime gorduras

    Pesquisa cria pílula que engana o corpo para que queime gorduras

    Pastilha funciona como 'comida imaginária' e age no intestino.
    Testes com humanos devem começar em breve, segundo cientistas.
     
    Um grupo de cientistas americanos desenvolveu uma pílula, testada até agora em ratos, que “engana o corpo” ao fazer acreditar que consumiu calorias, o que faz com que queime gorduras, freie o aumento de peso e ajude a reduzir o colesterol e controle o açúcar no sangue.
     
    A pastilha, um tipo de “comida imaginária”, foi desenvolvida no Laboratório de Expressão Genética de Salk, nos Estados Unidos. O estudo sobre seu funcionamento foi publicado nesta segunda-feira (5) na revista científica “Nature Medicine.
     
    A pílula “envia o mesmo tipo de sinais que normalmente são produzidos quando ingerimos muita comida, de modo que o corpo começa a deixar espaço livre para armazená-las, mas não há calorias e nem mudanças no apetite', disse Ronald Evans, autor do estudo.
     
    A equipe de pesquisa já está trabalhando para iniciar os testes clínicos com humanos para provar a eficácia do produto em tratamentos contra a obesidade e doenças metabólicas. O composto de fexaramina não se dissolve no sangue como os inibidores de apetite ou remédios para dieta com base de cafeína, mas fica no intestino, o que provoca menos efeitos secundários, segundo o estudo.
     
    Foco na proteína
     
    O laboratório de Evans dedicou quase duas décadas a estudar o receptor X farnesoid (FXR), uma proteína implicada na liberação de ácidos biliares do fígado, na digestão do alimento e no armazenamento de gorduras e açúcares.
     
    O corpo humano ativa o FXR no começo da comida para se preparar perante a chegada de alimento, de modo que não só dispara a liberação de ácidos biliares para a digestão, mas modifica os níveis de açúcar no sangue e faz com que o corpo queime algumas gorduras.
     
    As companhias farmacêuticas já desenvolveram remédios que ativam o FXR para tratar a obesidade, o diabetes, doenças de fígado e outras metabólicas, mas esse tipo de remédio afeta diversos órgãos e produz efeitos secundários, segundo o artigo.
     
    Evans propôs ativar o FXR só no intestino, ao invés do intestino, fígado, rins e glândulas suprarrenais ao mesmo tempo, para poder ter um resultado diferente. Assim, foi desenvolvido um composto de fexaramina que, ao ser administrado oralmente, só atua no intestino, sem chegar a passar pela corrente sangüínea, de modo que diminui os efeitos secundários e é mais eficaz para conter o aumento do peso.
     
    Quando os cientistas administraram em ratos obesos uma pastilha diária durante cinco semanas, estes deixaram de ganhar peso, perderam gordura e diminuíram seus níveis de açúcar no sangue e de colesterol, em comparação com os animais não tratados.
     
    Dado que o composto de fexaramina não chega à corrente sanguínea, é possível que seja mais seguro nos humanos do que outros remédios que tem como objetivo ativar o FXR, acrescenta o estudo.
     
    Fonte: Bem Estar
     
  • Anvisa vai liberar uso de novo medicamento que trata a Hepatite C

    Anvisa vai liberar uso de novo medicamento que trata a Hepatite C

    Daklinza (daclatasvir) será liberado após publicação no Diário Oficial.
    Outros dois princípios ativos que tratam o vírus estão em análise.
     
    A Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa, concluiu o processo de registro do medicamento Daklinza (daclatasvir), voltado para o tratamento de Hepatite C, e deve liberar seu uso em breve, de acordo com o órgão ligado ao Ministério da Saúde. Desta forma, médicos e pacientes passarão a ter mais uma opção terapêutica para a doença.
     
    A nova droga, aplicada via oral, é mais eficaz em relação a outras terapias existentes e reduz o tempo de tratamento contra o vírus, que atinge cerca de 3% da população mundial. Ainda segundo a Anvisa, outros dois princípios ativos que combatem a doença estão em análise: o sofosbuvir e o simeprevir.
     
    A autorização para uso do Daklinza será publicada no Diário Oficial da União. No Brasil, a hepatite C acomete entre 1,4% e 1,7% da população, principalmente pessoas com idade a partir de 45 anos. Atualmente 15,8 mil pessoas estão em tratamento para a Hepatite C no Sistema Único de Saúde, o SUS.
     
    Entenda a doença
     
    Segundo os médicos, as hepatites se caracterizam por uma inflamação no fígado e podem ser causadas por álcool, medicamentos e vírus, por exemplo. Porém, são doenças silenciosas e 90% dos casos não dão sintomas – apenas 10% dão sinais, como urina escura e pele amarela, por exemplo e, em algumas situações, inclusive, sinais semelhantes aos de uma gripe.
     
    Quem é infectado pelo vírus C pode desenvolver a forma crônica da doença ou não, tendo apenas que conviver com ele. Além dos danos ao fígado, como cirrose, câncer e insuficiência hepática, a hepatite C também pode levar à diabetes, comprometer os rins e nervos e causar artrites em diferentes articulações.
     
    Para evitar o vírus C, é importante tomar cuidado ainda com o compartilhamento de objetos, como alicates, por exemplo, que devem ser sempre esterilizados.
     
    Existe um teste disponível no SUS que pode ajudar a diagnosticar a doença. Porém, não é necessário que todas as pessoas façam, apenas os mais vulneráveis, ou seja, que fizeram transfusões antes de 1993 (quando não havia conhecimento do vírus), usuários de drogas, tatuados ou com piercing ou que fizeram sexo desprotegido.
     
    Fonte: Bem Estar
     
  • Vacina contra HPV não aumenta risco de ter esclerose múltipla, diz estudo

    Vacina contra HPV não aumenta risco de ter esclerose múltipla, diz estudo

    Um novo estudo feito em garotas e mulheres na Dinamarca e na Suécia desmistificaram rumores que associavam a vacinação contra o HPV (Vírus do Papiloma Humano, sigla em inglês) ao desenvolvimento de esclerose múltipla ou outras doenças desmielinizantes (grupo de desordens no sistema nervoso central). Segundo pesquisa publicada nesta terça-feira (6) na Jama (The Journal of the American Medical Association), os riscos de ter uma dessas desordens não aumentam em quem tomou a vacina.
     
    Desde o licenciamento da vacina quadrivalente do HPV (qHPV), em 2006, e, posterirormente da bivalente, mais de 175 milhões de doses foram distribuídas em todo o mundo. A introdução da imunização em larga escala em um novo público-alvo – garotas e jovens mulheres – tem sido alvo de preocupações em relação a sua segurança, algumas com o potencial de minar a confiança do público nessas novas vacinas.
     
    Para verificar que há motivos reais para preocupação, Nikolai Madrid Scheller, do Statens Serum Institut, de Copenhague, na Dinamarca, e seus colegas realizaram um estudo que incluiu meninas e mulheres suecas e dinamarquesas, entre 10 e 44 anos, acompanhadas entre 2006 e 2013. Foram usados registros de saúde dos dois países, com dados sobre imunização contra o HPV e diagnósticos incidentes de esclerose múltipla e outras doenças desmielinizantes, para identificar o grupo de estudo.
     
    Um total de 3.983.824 meninas e mulheres foram identificadas e, delas, 789.082 foram vacinadas contra o HPV no recorte de tempo feito no estudo. De 2006 a 2013, houve 4.322 casos de esclerose múltipla e 3.300 casos de outras doenças desmielinizantes, dos quais apenas 73 e 90, respectivamente, ocorreram dentro do período de risco, que é de dois anos após a vacinação.
     
    Após a análise dos dados, os pesquisadores não encontraram um risco aumentado de incidência de esclerose múltipla ou outras doenças desmielinizantes associado à vacinação. “Nosso estudo se soma ao corpo de dados que comprovam o nível favorável de segurança global da vacina qHPV. O tamanho do estudo e o uso de dados de registro dos países permitiram uma análise com potência adequada para generalizações”, escrevem os autores no estudo.
     
    Fonte: Uol Saúde