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  • Aedes aegypti representa risco em 125 municípios do país, diz governo

    Aedes aegypti representa risco em 125 municípios do país, diz governo

    Número apresentado na semana passada era de 117 municípios. 
    Governo prepara campanha de prevenção da dengue e febre chikungunya.
     
    O Ministério da Saúde atualizou para 125 o número de municípios do Brasil risco alto de registrar infestação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue e da febre chikungunya. O número anterior, divulgado na semana passada, era de 117 municípios. De acordo com a pasta, nessas cidades foram encontrados focos do mosquito em quatro de cada cem casas visitadas.
     
    As informações integram o Levantamento Rápido do Índice de Infestação de Aedes Aegypti (LIRAa), feito em outubro, que analisou a existência de locais com larvas em 1.524 cidades. Seu objetivo é apontar as regiões com maior risco de transmissão das doenças.
     
    De acordo com o levantamento, Rio Branco é a única capital em situação de risco, com índice de 4,2. São dez as capitais que apresentaram situação de alerta (Porto Alegre, Cuiabá, Vitória, Maceió, Natal, Recife, São Luís, Aracaju, Belém e Porto Velho) e outras 11 estão com índices satisfatórios (Curitiba, Florianópolis, Brasília, Campo Grande, Goiânia, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Macapá, Teresina e João Pessoa). Cinco capitais (Boa Vista, Manaus, Palmas, Fortaleza e Salvador) ainda não apresentaram ao Ministério da Saúde os resultados do LIRAa.
     
    Segundo o governo, outras 552 cidades foram classificadas em situação de alerta (pois tinham entre uma e três casas a cada cem com larvas) e 847 apresentaram situação satisfatória (um ou menos imóveis de cada centena continha focos do Aedes aegypti).
     
    No ano passado, o LIRAa apontou 159 municípios em situação de risco e 539 em alerta. Apesar do número de cidades consideradas críticas ter sido menor este ano em relação a 2013, há uma preocupação maior por causa dos casos de chikungunya. Até 25 de outubro, foram diagnosticados 824 casos da febre no país. O primeiro foi confirmado em setembro. Já os casos de dengue somam 556.317 este ano.
     
    Neste ano, 379 pessoas morreram por dengue no país, segundo o Ministério da Saúde. Em 2013, foram 646 óbitos.
     
    De acordo com a pasta, o estudo é importante para reduzir a transmissão durante o verão,  que é a estação mais propícia, já que a combinação de chuva e calor é ideal para a procriação do Aedes aegypti. “Se não agirmos com rapidez, em janeiro vai para 8% a 10% [8 a 10 casas com o foco do mosquito a cada 100 imóveis]”, afirmou o secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa.
     
    Nova campanha
     
    Com o slogan “O perigo aumentou. E a responsabilidade de todos também”, o ministério lançou uma campanha nesta terça para chamar a atenção sobre a importância da prevenção ao mosquito transmissor das duas doenças.
     
    Foram produzidas peças publicitárias com imagens que mostram os criadouros do Aedes aegypti, como vasos de plantas com água, sacos de lixo, caixas d’água abertos, pneus desprotegidos e garrafas plásticas destampadas. De acordo com a pasta, é preciso destacar que a forma de combate ao foco do mosquito é a mesma para se evitar as duas doenças.
     
    Sintomas
     
    A infecção pelo vírus chikungunya provoca sintomas parecidos com os da dengue, porém mais dolorosos. No idioma africano makonde, o nome chikungunya significa “aqueles que se dobram”, em referência à postura que os pacientes adotam diante das penosas dores articulares que a doença causa.
     
    Em compensação, comparado com a dengue, o novo vírus mata com menos frequência. Em idosos, quando a infecção é associada a outros problemas de saúde, ela pode até contribuir como causa de morte, porém complicações sérias são raras, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).
     
    Diferentemente da dengue, que tem quatro subtipos, o chikungunya é único. Uma vez que a pessoa é infectada e se recupera, ela se torna imune à doença. Quem já pegou dengue não está nem menos nem mais vulnerável ao chikungunya: apesar dos sintomas parecidos e da forma de transmissão similar, tratam-se de vírus diferentes.
     
    Fonte: G1 Saúde
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    Para estudo, problemas neurológicos podem levar a 'erros de cálculo' na posição do próprio corpo no espaço e acusar presença de alguém que não existe.
     
    A sensação de se estar próximo a uma “presença-fantasma” – de que há alguém por perto quando não há ninguém – se origina em uma parte do cérebro, segundo um estudo recente publicado no jornal científico Current Biology.
     
    Os cientistas conseguiram identificar algumas áreas do cérebro responsáveis por gerar essa sensação relatada por algumas pessoas. Eles também conseguiram criar um experimento que faz com que as pessoas sintam que há um fantasma por perto.
     
    O estudo constatou que pacientes com problemas nas partes do cérebro associadas a autoconsciência, movimentos e a posição do corpo no espaço relatavam experiências como essa, a de sentir a presença de alguém que não existe.
     
    A “presença-fantasma” é um fenômeno comum relatado por muitas pessoas.
     
    Segundo Giulio Rognini, cientista do Instituto Federal de Teconologia da Suíça, essa sensação é sempre muito “real”.
     
    “Essa impressão é muito vívida. Eles sentem alguém, mas não conseguem ver essa pessoa. Sempre é uma presença sentida”, disse.
     
    Para ele, essa sensação é mais comum em pessoas que enfrentam condições extremas, como montanhistas ou pessoas com condições neurológicas específicas.
     
    “O que impressiona é que eles relatam frequentemente que os movimentos que estão fazendo é 'imitado' pela presença-fantasma. Então se o paciente está sentado, eles sentem que o fantasma está sentado. Se eles estão de pé, o fantasma está de pé, e assim por diante”, explicou.
     
    Estudo
     
    O estudo foi feito com 12 pessoas que apresentavam algum tipo de distúrbio neurológico e que relataram terem sentido uma “presença-fantasma” algumas vezes.
     
    Os testes revelaram que todos esses pacientes tinham problemas em áreas do cérebro que são relacionadas à autoconsciência e aos movimentos do corpo.
     
    Em outros testes, os cientistas examinaram 48 voluntários saudáveis, que não tinham tido nenhuma experiência paranormal, e desenvolveram um experimento para alterar os sinais neurais nessas regiões do cérebro.
     
    Eles vendaram os olhos dos participantes e pediram a eles que manipulassem um robô com as mãos. Enquanto eles faziam isso, um outro robô, poscionado atrás dos voluntários, traçava esses mesmos movimentos.
     
    Quando os movimentos na frente e atrás do corpo do voluntário ocorriam ao mesmo tempo, eles não relatavam nada de estranho.
     
    Mas quando havia um atraso entre um movimento e outro, um terço dos voluntários relataram a sensação de que havia uma “presença-fantasma” na sala, e alguns disseram terem sentido a presença de até quatro “aparições” no local.
     
    Para dois dos participantes, a sensação foi tão estranha que eles pediram para parar o experimento.
     
    Resultados
     
    Os pesquisadores disseram que essas interações estranhas com os robôs mudaram temporariamente a função do cérebro nas regiões associadas com autoconsciência e percepção da posição dos corpos.
     
    A equipe acredita que a “presença-fantasma” é sentida por uma “confusão” do cérebro: ele está calculando mal a posição do próprio corpo e o identificando como pertencente a outra pessoa.
     
    “Nosso cérebro tem várias representações do nosso corpo no espaço. Em condições normais, ele é capaz de montar uma autopercepção unificada da pessoa por meio dessas representações”, explicou Rognini.
     
    “Mas quando o sistema não funciona bem por causa de alguma doença – ou, nesse caso, por causa de um robô -, isso pode às vezes criar uma segunda representação de um mesmo corpo, que não é mais percebido como 'eu', mas como outra pessoa, ou uma 'presença-fantasma'.”
     
    Os pesquisadores afirmam que essas descobertas podem ajudá-los a entender melhor alguns condições neurológicas específicas, como a esquizofrenia.
     
    Fonte: BBC Brasil
  • Fumo passivo pode causar aumento de peso, diz pesquisa

    Fumo passivo pode causar aumento de peso, diz pesquisa

    Cientistas da Brigham Young University, nos EUA, descobriram que a exposição à fumaça do cigarro pode causar aumento de peso, principalmente se o fumo for passivo. A mudança atingiria mais as crianças, segundo estudo publicado no periódico “American Journal of Physiology: Endocrinology and Metabolism”.
     
    “Para quem divide uma casa com um fumante, em especial as crianças, o risco de aumento de problemas metabólicos e cardiovasculares é enorme”, diz Benjamin Bikman, professor de fisiologia e biologia do desenvolvimento na Universidade Brigham Young e autor do estudo.
     
    Bikman e seu colega Paul Reynolds descobriram que a fumaça do cigarro está vinculada à função metabólica. Para realizar o estudo, eles usaram camundongos de laboratório expostos a fumaça de cigarro e mediram progressivamente as mudanças no metabolismo dos animais.
     
    O resultado mostrou que os camundongos mais expostos à fumaça engordaram mais do que os demais. Ao analisarem as células desses roedores, os cientistas encontraram mais amostras de um tipo de gordura (ceramida) que causa alteração no funcionamento natural das células e inibe a capacidade delas responderem à insulina (hormônio responsável pela redução da taxa de açúcar no sangue).
     
    “Os pulmões fornecem uma vasta interface com o nosso meio ambiente e esta pesquisa mostra uma resposta ao tabagismo involuntário, que inclui a alteração a sensibilidade sistêmica à insulina”, disse Reynolds. “Uma vez que alguém se torna resistente à insulina, seu corpo precisa de mais insulina. E se cada vez mais a insulina aumentar, você terá mais gordura no corpo”, afirma.
     
    A chave para reverter os efeitos da fumaça do cigarro é inibir a produção de ceramida. Para isso, os pesquisadores administraram myriocin, conhecido bloqueador de ceramidas, nos roedores e, com isso, evitaram o ganho de peso e a mudança no metabolismo da insulina.
     
    Agora, a equipe de Bikman quer encontrar um inibidor de ceramida seguro para seres humanos, a fim de evitar o ganho de peso e a resistência à insulina para quem convive com fumantes.
     
    “A ideia de criar uma terapia que ajudaria a proteger o ser humano das consequências de ser criado em um lar com um fumante é muito gratificante”, diz o pesquisador.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Para estudo, proteína de beterraba pode substituir sangue humano

    Para estudo, proteína de beterraba pode substituir sangue humano

    Pesquisadores querem adaptar substância para que cumpra função da hemoglobina humana.
     
    Uma proteína encontrada na beterraba poderia ser usada para substituir o sangue humano, de acordo com pesquisadores suecos.
     
    A hemoglobina vegetal presente no legume é similar à hemoglobina presente no sangue humano. A proteína, que confere ao sangue a sua cor avermelhada, tem como função principal transportar oxigênio para os tecidos.
     
    A equipe da Universidade de Lund, na Suécia, está investigando se seria possível modificar a substância da beterraba para que ela possa ser absorvida pelos tecidos humanos.
     
    Os cientistas dizem acreditar que isso pode ser conseguido dentro de três anos. Um especialista ouvido pela BBC, no entanto, comentou que apesar de “animador”, o estudo só deve trazer resultados concretos “no longo prazo”.
     
    Os suecos basearam seu estudo em um trabalho anterior, publicado pela revista científica Plant & Cell Physiology, que concluiu que a hemoglobina vegetal tinha um papel fundamental no desenvolvimento da planta.
     
    Um dos integrantes da equipe, Leif Bulow, disse que o objetivo do grupo era encontrar uma solução para o problema da escassez de sangue.
     
    O sangue produzido a partir da proteína da beterraba poderia ser usado, por exemplo, em transfusões de emergência (por exemplo, em pacientes que perderam muito sangue após um acidente) ou em tratamentos para câncer e doenças do sangue.
     
    Similaridade
     
    Durante o estudo, a proteína da planta se comportou de maneira similar à hemoglobina encontrada no cérebro – e apresentou uma estrutura similar, acrescentou Leif Bulow.
     
    Nelida Leiva, que chefiou a pesquisa na Universidade de Lund, disse que a proteína da planta tem entre 50% e 60% de similaridade com a hemoglobina encontrada no sangue humano, mas é mais “robusta”.
     
    Ela disse que o trabalho levanta duas possibilidades: adaptar a proteína da planta para uso em humanos e usar plantas para produzir hemoglobina humana.
     
    O próximo passo, diz a equipe, seria modificar a proteína da planta para ver se ela seria aceita por porcos e, depois, por tecidos humanos.
     
    Comentando o estudo sueco, o cientista britânico Denis Murphy, chefe de Genômica na University of South Wales, em Cardiff, País de Gales, disse à BBC: “O estudo é bom, baseado em ciência feita com rigor, e descreve uma descoberta importante”.
     
    “Embora saibamos há várias décadas que plantas produzem proteínas similares à hemoglobina, esse estudo mostra que (essas proteínas) são mais comuns e estão envolvidas em mais processos fisiológicos do que pensávamos”.
     
    Ele acrescentou, no entanto, que a ideia de usar essa proteína para substituir a hemoglobina humana era especulação, algo possível muito a longo prazo.
     
    Fonte: G1 Saúde
  • Para especialista da OMS, ebola pode ter matado milhares além do oficial

    Para especialista da OMS, ebola pode ter matado milhares além do oficial

    Especialista diz que famílias podem ter enterrado pessoas em segredo.
    Cálculo é baseado em taxa de mortalidade de países mais afetados.
     
    O número real de vítimas mortais da letal epidemia de Ebola provavelmente excederá em milhares as 4.818 do último balanço, difundido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), advertiu nesta quinta-feira (6) um especialista desta organização.
     
    “Há muitíssimas mortes não registradas nesta epidemia”, afirmou à AFP Christopher Dye, responsável pela Estratégia da OMS, considerando que as vítimas mortais fora do registro oficial podem chegar a 5 mil.
     
    Para chegar a este número, ele se baseou na taxa de mortalidade da doença nos países mais afetados (Guiné, Serra Leoa e Libéria), que é de 70%.
     
    Na quarta-feira, a OMS estimou haver um total de 13.042 casos diagnosticados, o que significa que muitas mortes não foram comunicadas.
     
    Segundo Dye, a explicação mais provável para esta diferença é que as pessoas teriam enterrado seus familiares em segredo, talvez para evitar que as autoridades interferissem em seus ritos funerários, que incluem lavar e tocar o morto.
     
    O contato com pessoas portadoras do vírus é o responsável por boa parte dos contágios, razão pela qual as autoridades sanitárias dos países afetados no oeste da África estão realizando um forte trabalho de conscientização para que os corpos das pessoas infectadas sejam incinerados.
     
    Fonte: Bem Estar
  • Cientistas encontram possível resposta para reparar corações danificado

    Cientistas encontram possível resposta para reparar corações danificado

    Uma pesquisa realizada por cientistas do Salk Institute da Califórnia, liderada pelo espanhol Juan Carlos Izpisua, encontrou uma possível resposta para reparar corações danificados, mas o experimento foi testado somente em ratos.
     
    Os cientistas, que publicaram o trabalho na revista “Cell Stem Cell”, conseguiram reparar os corações bloqueando quatro moléculas que são capazes de inibir os programas para a regeneração de órgãos, o que abre a porta a novos tratamentos para doenças cardíacas.
     
    A pesquisa sugere que, embora normalmente os mamíferos adultos não são capazes de regenerar os tecidos danificados, estes podem reter uma capacidade latente que está presente durante o desenvolvimento embrionário.
     
    O grupo de Izpisua está há muito tempo tentando descobrir os elementos que controlam e iniciam a regeneração em organismos que são capazes de realizá-lo.
     
    “Sabemos que este tipo de estudos requerem tempo e muitas fases, mas estes resultados nos situam em um cenário sem precedentes. É preciso seguir trabalhando”, dizem.
     
    O laboratório de Izpisua foi pioneiro em identificar muitas moléculas essenciais que definem o desenvolvimento dos vertebrados.
     
    Em 2003, o grupo identificou os sinais responsáveis da regeneração do coração de peixe zebra e em 2010 descreveu em artigo publicado na revista “Nature” como realizava esse processo.
     
    Esse estudo revelou que as células cardíacas têm capacidade de se transformar em células mais imaturas, similares às células precursoras do coração, o que permite que se multipliquem e regenerem o tecido danificado.
     
    “Para este trabalho, nos centramos nos resultados obtidos com o peixe zebra e pensamos que se eles sabem como regenerar tecidos, deve ter algo que possam nos ensinar”, diz Aitor Aguirre, outro cientistas do projeto.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Casos de câncer de cólon em mais jovens podem dobrar, diz estudo

    Casos de câncer de cólon em mais jovens podem dobrar, diz estudo

    Cientistas explicam em artigo que ocorrências devem aumentar em 15 anos.
    Carcinomas no cólon é um dos tipos mais comuns e mortais.
     
    Os casos de câncer de cólon em pessoas de até 34 anos podem quase dobrar nos próximos 15 anos, trazendo novas preocupações sobre as formas de combater um dos tipos de carcinomas mais comuns e mortais, afirmaram cientistas em pesquisa publicada na revista “Surgery”, da Associação Médica Americana.
     
    O aumento na incidência entre a população mais jovem, atribuída ao estilo de vida, contraria o declínio de longo prazo nos casos de câncer de cólon em pacientes com mais de 50. O declínio se deveu, amplamente, a exames mais estritos e à realização regular de colonoscopias.
     
    O crescimento projetado nos jovens se baseou em alimentação pouco sadia e em outros fatores relacionados com o estilo de vida. Até 2030, mais de um em cada dez cânceres de cólon e quase um em quatro cânceres de reto serão diagnosticados em pacientes com menos de 50 anos, destacou o estudo, realizado por cientistas da Universidade do Texas.
     
    O aumento projetado se baseou em fatores como obesidade, sedentarismo e na adoção da dieta ocidental, que poderia aumentar os riscos “exponencialmente”, destacou. “Estaremos observando o impacto real em potencial do câncer colo-retal entre pessoas jovens se nenhuma mudança for feita na educação pública e nos esforços de prevenção”, afirmou o principal pesquisador, George Chang.
     
    Quase 137.000 pessoas serão diagnosticadas com câncer de cólon nos Estados Unidos até o final deste ano e mais de 50.000 morrerão da doença, segundo estatísticas publicadas no artigo. O câncer de cólon é o terceiro tipo mais comum de tumor entre homens e mulheres e é a terceira principal causa de morte por câncer.
     
    O estudo se baseou em um registro que incluiu mais de 393.000 pacientes com cânceres de cólon confirmados entre 1975 e 2010.
     
    Fonte: Bem Estar
  • Equipe japonesa acredita que diabetes pode ser tratado com fármaco gástrico

    Equipe japonesa acredita que diabetes pode ser tratado com fármaco gástrico

    Uma equipe de cientistas japoneses acredita ser possível tratar o diabetes com um fármaco para úlceras gástricas, após ter vinculado um gene com o desenvolvimento da doença pela ingestão de alimentos gordurosos, segundo informou nesta quinta-feira (6) o jornal “Mainichi”.
     
    O grupo, liderado pelo professor Nobutaka Hirokawa, trabalhou com ratos e terá que investigar a partir de agora as possíveis aplicações deste achado em humanos.
     
    Foram usados ratos para estudar as proteínas motoras e a equipe comprovou que o pâncreas e os rins contêm grandes quantidades do gene KIF12, da família das quinesinas e cuja função era aparentemente desconhecida até agora.
     
    Quando os pesquisadores desativaram os genes KIF12, as funções celulares do pâncreas para secretar a insulina (que regula o nível de açúcar no sangue) foram afetadas, o que conduziu ao desenvolvimento do diabetes.
     
    O mesmo orgânulo (a unidade celular encarregada desta função) também ficou desativado quando os pesquisadores alimentaram os ratos com comida rica em ingredientes gordurosos.
     
    Baseando-se nestes achados, a equipe administrou durante duas semanas teprenona, um composto farmacêutico para tratar as úlceras gástricas, nos ratos.
     
    Após o tratamento, estes segregavam quase a mesma quantidade de insulina que os ratos normais.
     
    “Os seres humanos também têm genes KIF12. Com base nestes achados, gostaria de examinar se a teprenona poderia ser utilizada como medicina curativa e preventiva para o diabetes, e também tentar desenvolver um fármaco mais eficaz conjuntamente com empresas farmacêuticas”, disse Hirokawa ao jornal “Mainichi”.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Pesquisadores dos EUA cobram acesso a amostras do vírus ebola

    Pesquisadores dos EUA cobram acesso a amostras do vírus ebola

    Problemas refletem precaução de agências reguladoras e transportadoras.
    Libéria, Serra Leoa e Guiné teriam dificultado liberação de amostras.
     
    Cientistas de várias partes dos Estados Unidos disseram que não conseguem obter amostras do ebola, o que complica os esforços para entender como o vírus sofre mutações e prejudica o desenvolvimento de novas drogas, vacinas e diagnósticos.
     
    Os problemas refletem a precaução crescente de agências reguladoras e empresas de transporte com o manejo das amostras, assim como os recursos limitados dos países do oeste da África que lutam para ajudar milhares de cidadãos infectados.
     
    Dez cientistas de oito grandes instituições de pesquisa contactados pela Reuters relataram não ter conseguido acesso a amostras do ebola nos últimos meses.
     
    Uma delas, a Universidade de Tulane, recebeu amostras nesta semana, e o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC, na sigla em inglês) disse ter chegado a um acordo para obter espécimes vivos, mas não ficou claro se os novos suprimentos irão atender a procura, e o transporte continua sendo um desafio.
     
    O ebola passa por mutações à medida que se dissemina, e embora poucos temam que o vírus adquira a capacidade de se transmitir pelo ar, por exemplo, os cientistas precisam de levas constantes de novas amostras para rastrear estas mudanças.
     
    O gargalo no fornecimento de amostras não deve atrasar o desenvolvimento de tratamentos experimentais, mas se o vírus sofrer alterações significativas que não forem detectadas, as drogas e os exames podem não funcionar, alertaram os pesquisadores.
     
    Exame genético
     
    O doutor Charles Chiu, especialista em microbiologia e doenças infecciosas da Universidade da Califórnia, em São Francisco, necessita de amostras de pacientes com o vírus para desenvolver um novo exame genético que poderia detectar a doença em indivíduos contaminados antes do surgimento dos sintomas.
     
    “No momento, ninguém sabe realmente que mutação o vírus sofreu ou se sofreu”, afirmou. Sem a pesquisa, “não seremos capazes de determinar antecipadamente se ele adotou ou não uma forma na qual pode driblar testes de diagnóstico ou tornar vacinas e drogas atuais ineficazes”.
     
    Os cientistas dizem que Libéria, Serra Leoa e Guiné foram lentas na liberação de amostras, já que penam para combater o pior surto da doença já registrado e que já matou cerca de cinco mil pessoas na região.
     
    Laurie Garrett, principal autoridade em saúde global do Conselho de Relações Exteriores, de Nova York, afirmou que a questão é sobretudo, e acertadamente, a segurança no transporte, especialmente à luz de episódios recentes de manipulação imprópria de patógenos como o antraz em laboratórios do governo norte-americano.
     
    Erica Ollmann Saphire, do Instituto de Pesquisa Scripps em La Jolla, na Califórnia, dirige os cientistas que trabalham em tratamentos do ebola, como o coquetel de três antibióticos Zmapp. Ela disse por email que precisa de células especiais de sobreviventes do Ebola, mas não obteve nenhuma.
     
    Fonte: G1 Saúde
  • Reação do corpo abre perspectiva para a cura da Aids, revela estudo

    Reação do corpo abre perspectiva para a cura da Aids, revela estudo

    Integração do vírus ao DNA humano pode inativar o vírus HIV.
    Ele fica incapaz de se multiplicar, mas permanece presente no DNA.
     
    A aparente cura de dois homens portadores de HIV graças a um fenômeno natural abre perspectivas interessantes nas buscas pela cura da Aids, revelou nesta terça-feira (4) um estudo científico publicado na revista especializada “Clinical Microbiology and Infection”. Este fenômeno natural permite ao organismo infectado integrar o vírus no DNA, neutralizando-o.
     
    Os dois pacientes em questão estavam infectados com o HIV sem nunca terem estado doentes, nem terem uma quantidade detectável de vírus no sangue, segundo a investigação. Nenhum deles foi submetido a tratamentos.
     
    “Esta observação é muito interessante e pode representar um caminho para a cura” da Aids, explicou Didier Raoult, professor da Faculdade de Medicina de Marselha (França), coautor da pesquisa com outra equipe francesa, liderada pelo professor Yves Levy.
     
    A análise realizada graças a tecnologias modernas permitiu reconstituir o vírus encontrado no genoma dos pacientes. Os pesquisadores conseguiram provar que o vírus foi inativado por um sistema de interrupção da informação fornecida pelos genes do vírus. O sistema, denominado “codon-stop” marca o fim da tradução de um gene em proteína. O vírus torna-se incapaz de se multiplicar, mas permanece presente no DNA dos pacientes.
     
    Estas interrupções se devem a uma enzima conhecida, o Apobec, que faz parte do arsenal disponível nos seres humanos para combater o vírus, mas que normalmente é desativada por uma proteína do vírus.
     
    Rever a definição de cura
     
    O trabalho abre perspectivas de cura através da utilização ou da estimulação desta enzima, e também possibilidades de detecção nos pacientes recém-infectados, que têm uma chance de cura espontânea, segundo os autores do estudo.
     
    Para Raoult, isto poderia conduzir a uma revisão da definição de cura, que atualmente se baseia unicamente na ideia de desaparecimento do vírus no organismo. A infecção pelo HIV de um dos pacientes ocorreu há mais de 30 anos. Aos 57 anos, ele foi diagnosticado com Aids, em 1985, e aparentemente é imune ao vírus.
     
    A soropositividade do segundo paciente, um chileno de 23 anos, foi identificada em 2011, mesmo que provavelmente tenha sido infectado três anos antes. Nenhum deles apresentava outros fatores de resistência ao HIV conhecidos (mutações na proteína CCR5, que permite ao HIV infectar as células).
     
    O estudo baseia-se na suposição de que o vírus da Aids – um retrovírus que se integra ao DNA humano – teria o mesmo destino que os centenas de retrovírus já integrados no DNA de mamíferos, incluindo os seres humanos.
     
    A hipótese também vem da observação de coalas, em que um vírus de macaco, causador de câncer e leucemia, já não os faz adoecer após a integração e neutralização do vírus em seu genoma, diz Raoult. “Nos coalas que se tornaram resistentes a este vírus do macaco através do mesmo fenômeno de integração ou de endogenização, a resistência é transmissível aos filhos”, ressalta Raoult.
     
    Para os pesquisadores, trata-se de um mecanismo provavelmente comum em epidemias anteriores. Portanto, é lógico pensar que ocorre a um certo número de pessoas infectadas com o vírus da Aids.
     
    O estudo, segundo o professor francês Yves Levy, “é uma observação interessante e uma primeira demonstração, com o vírus HIV, de algo que a natureza foi capaz de fazer com outros vírus ao longo da evolução”.
     
    Fonte: G1 Saúde