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  • Infecção por HPV pode ser mais frequente em fumantes, diz pesquisa

    Infecção por HPV pode ser mais frequente em fumantes, diz pesquisa

    Um estudo realizado no Canadá mostra que a infecção por HPV (papilomavírus humano) pode ser mais frequente em homens que fumam, e também entre os que têm múltiplas parceiras sexuais.
     
    O trabalho, realizado pela Universidade McGill e publicado na revista da Associação Americana para a Pesquisa do Câncer, ainda descobriu que o HPV oral é mais frequente em homens cujas parceiras têm o vírus na região da boca e garganta ou genital. Isso confirma a tese de que o HPV pode ser transmitido por via oral-genital e também oral-oral.
     
    O HPV é uma das doenças sexualmente transmissíveis mais prevalentes do mundo, e constitui um fator de risco para diversos tipos de câncer, como de colo de útero, anal, vaginal, peniano e orofaríngeo.
     
    Uma equipe liderada pelo professor de epidemiologia Eduardo Franco analisou dados de 222 homens entre 18 e 24 anos e suas parceiras. No total, a prevalência de HPV foi de 7,2%.
     
    Mas os números foram maiores para os homens fumantes (12,2%), os que estavam em relacionamentos não monogâmicos (17,9%) e os que tinham um parceiro com infecção oral por HPV (28,6%) e/ou genital (11,5%).
     
    A prevalência do HPV 16, um dos tipos mais associados ao câncer, foi de 2,3% entre todos os homens que participaram do estudo, e de 6,1% entre os 33 homens que tinham parceiras com uma infecção genital HPV 16.
     
    Para cada aumento de unidade na frequência de sexo oral na parceira (nunca/raramente, às vezes, e maioria das vezes/sempre), a prevalência do tipo de HPV presente nos genitais das parceiras era mais de duas vezes maior.
     
    Nenhuma infecção foi detectada entre os homens que nunca fumaram, estavam em um relacionamento monogâmico e tinham uma parceira sem HPV.
     
    Fonte: Uol Saúde
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    Para estudo, problemas neurológicos podem levar a 'erros de cálculo' na posição do próprio corpo no espaço e acusar presença de alguém que não existe.
     
    A sensação de se estar próximo a uma “presença-fantasma” – de que há alguém por perto quando não há ninguém – se origina em uma parte do cérebro, segundo um estudo recente publicado no jornal científico Current Biology.
     
    Os cientistas conseguiram identificar algumas áreas do cérebro responsáveis por gerar essa sensação relatada por algumas pessoas. Eles também conseguiram criar um experimento que faz com que as pessoas sintam que há um fantasma por perto.
     
    O estudo constatou que pacientes com problemas nas partes do cérebro associadas a autoconsciência, movimentos e a posição do corpo no espaço relatavam experiências como essa, a de sentir a presença de alguém que não existe.
     
    A “presença-fantasma” é um fenômeno comum relatado por muitas pessoas.
     
    Segundo Giulio Rognini, cientista do Instituto Federal de Teconologia da Suíça, essa sensação é sempre muito “real”.
     
    “Essa impressão é muito vívida. Eles sentem alguém, mas não conseguem ver essa pessoa. Sempre é uma presença sentida”, disse.
     
    Para ele, essa sensação é mais comum em pessoas que enfrentam condições extremas, como montanhistas ou pessoas com condições neurológicas específicas.
     
    “O que impressiona é que eles relatam frequentemente que os movimentos que estão fazendo é 'imitado' pela presença-fantasma. Então se o paciente está sentado, eles sentem que o fantasma está sentado. Se eles estão de pé, o fantasma está de pé, e assim por diante”, explicou.
     
    Estudo
     
    O estudo foi feito com 12 pessoas que apresentavam algum tipo de distúrbio neurológico e que relataram terem sentido uma “presença-fantasma” algumas vezes.
     
    Os testes revelaram que todos esses pacientes tinham problemas em áreas do cérebro que são relacionadas à autoconsciência e aos movimentos do corpo.
     
    Em outros testes, os cientistas examinaram 48 voluntários saudáveis, que não tinham tido nenhuma experiência paranormal, e desenvolveram um experimento para alterar os sinais neurais nessas regiões do cérebro.
     
    Eles vendaram os olhos dos participantes e pediram a eles que manipulassem um robô com as mãos. Enquanto eles faziam isso, um outro robô, poscionado atrás dos voluntários, traçava esses mesmos movimentos.
     
    Quando os movimentos na frente e atrás do corpo do voluntário ocorriam ao mesmo tempo, eles não relatavam nada de estranho.
     
    Mas quando havia um atraso entre um movimento e outro, um terço dos voluntários relataram a sensação de que havia uma “presença-fantasma” na sala, e alguns disseram terem sentido a presença de até quatro “aparições” no local.
     
    Para dois dos participantes, a sensação foi tão estranha que eles pediram para parar o experimento.
     
    Resultados
     
    Os pesquisadores disseram que essas interações estranhas com os robôs mudaram temporariamente a função do cérebro nas regiões associadas com autoconsciência e percepção da posição dos corpos.
     
    A equipe acredita que a “presença-fantasma” é sentida por uma “confusão” do cérebro: ele está calculando mal a posição do próprio corpo e o identificando como pertencente a outra pessoa.
     
    “Nosso cérebro tem várias representações do nosso corpo no espaço. Em condições normais, ele é capaz de montar uma autopercepção unificada da pessoa por meio dessas representações”, explicou Rognini.
     
    “Mas quando o sistema não funciona bem por causa de alguma doença – ou, nesse caso, por causa de um robô -, isso pode às vezes criar uma segunda representação de um mesmo corpo, que não é mais percebido como 'eu', mas como outra pessoa, ou uma 'presença-fantasma'.”
     
    Os pesquisadores afirmam que essas descobertas podem ajudá-los a entender melhor alguns condições neurológicas específicas, como a esquizofrenia.
     
    Fonte: BBC Brasil
  • ” cores com antena implantada na cabeça

    ” cores com antena implantada na cabeça

    Sensor de luz na antena capta frequências de cores; dados são enviados para um chip que transforma as frequências em vibrações, que se tornam sons.
     
    Neil Harbisson é um artista daltônico: enxerga apenas tons de cinza. Mas essa não é sua principal particularidade: ele anda com uma antena implantada na cabeça, que lhe permite “ouvir” as cores.
     
    Harbisson identifica cada cor através de uma nota musical diferente – inclusive aquelas que ele não consegue ver.
     
    “Eu não uso tecnologia… eu sou tecnologia”, diz. E manuseando a antena: “Isto é parte do meu corpo. Nunca sai daqui, nunca para. Está sempre ligada”.
     
    A antena possui um sensor de luz que capta as frequências das cores. Os dados são enviados para um chip na parte de trás da cabeça do artista, que converte as frequências em vibrações. Estas, por sua vez, são transformadas em sons.
     
    Em 2010, Harbisson fundou a Fundação Cyborg, uma organização internacional que ajuda a implantar tecnologia permanente nos corpos de pessoas interessadas.
     
    Fonte: G1 Saúde
     
  • Aedes aegypti representa risco em 125 municípios do país, diz governo

    Aedes aegypti representa risco em 125 municípios do país, diz governo

    Número apresentado na semana passada era de 117 municípios. 
    Governo prepara campanha de prevenção da dengue e febre chikungunya.
     
    O Ministério da Saúde atualizou para 125 o número de municípios do Brasil risco alto de registrar infestação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue e da febre chikungunya. O número anterior, divulgado na semana passada, era de 117 municípios. De acordo com a pasta, nessas cidades foram encontrados focos do mosquito em quatro de cada cem casas visitadas.
     
    As informações integram o Levantamento Rápido do Índice de Infestação de Aedes Aegypti (LIRAa), feito em outubro, que analisou a existência de locais com larvas em 1.524 cidades. Seu objetivo é apontar as regiões com maior risco de transmissão das doenças.
     
    De acordo com o levantamento, Rio Branco é a única capital em situação de risco, com índice de 4,2. São dez as capitais que apresentaram situação de alerta (Porto Alegre, Cuiabá, Vitória, Maceió, Natal, Recife, São Luís, Aracaju, Belém e Porto Velho) e outras 11 estão com índices satisfatórios (Curitiba, Florianópolis, Brasília, Campo Grande, Goiânia, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Macapá, Teresina e João Pessoa). Cinco capitais (Boa Vista, Manaus, Palmas, Fortaleza e Salvador) ainda não apresentaram ao Ministério da Saúde os resultados do LIRAa.
     
    Segundo o governo, outras 552 cidades foram classificadas em situação de alerta (pois tinham entre uma e três casas a cada cem com larvas) e 847 apresentaram situação satisfatória (um ou menos imóveis de cada centena continha focos do Aedes aegypti).
     
    No ano passado, o LIRAa apontou 159 municípios em situação de risco e 539 em alerta. Apesar do número de cidades consideradas críticas ter sido menor este ano em relação a 2013, há uma preocupação maior por causa dos casos de chikungunya. Até 25 de outubro, foram diagnosticados 824 casos da febre no país. O primeiro foi confirmado em setembro. Já os casos de dengue somam 556.317 este ano.
     
    Neste ano, 379 pessoas morreram por dengue no país, segundo o Ministério da Saúde. Em 2013, foram 646 óbitos.
     
    De acordo com a pasta, o estudo é importante para reduzir a transmissão durante o verão,  que é a estação mais propícia, já que a combinação de chuva e calor é ideal para a procriação do Aedes aegypti. “Se não agirmos com rapidez, em janeiro vai para 8% a 10% [8 a 10 casas com o foco do mosquito a cada 100 imóveis]”, afirmou o secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa.
     
    Nova campanha
     
    Com o slogan “O perigo aumentou. E a responsabilidade de todos também”, o ministério lançou uma campanha nesta terça para chamar a atenção sobre a importância da prevenção ao mosquito transmissor das duas doenças.
     
    Foram produzidas peças publicitárias com imagens que mostram os criadouros do Aedes aegypti, como vasos de plantas com água, sacos de lixo, caixas d’água abertos, pneus desprotegidos e garrafas plásticas destampadas. De acordo com a pasta, é preciso destacar que a forma de combate ao foco do mosquito é a mesma para se evitar as duas doenças.
     
    Sintomas
     
    A infecção pelo vírus chikungunya provoca sintomas parecidos com os da dengue, porém mais dolorosos. No idioma africano makonde, o nome chikungunya significa “aqueles que se dobram”, em referência à postura que os pacientes adotam diante das penosas dores articulares que a doença causa.
     
    Em compensação, comparado com a dengue, o novo vírus mata com menos frequência. Em idosos, quando a infecção é associada a outros problemas de saúde, ela pode até contribuir como causa de morte, porém complicações sérias são raras, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).
     
    Diferentemente da dengue, que tem quatro subtipos, o chikungunya é único. Uma vez que a pessoa é infectada e se recupera, ela se torna imune à doença. Quem já pegou dengue não está nem menos nem mais vulnerável ao chikungunya: apesar dos sintomas parecidos e da forma de transmissão similar, tratam-se de vírus diferentes.
     
    Fonte: G1 Saúde
  • Fumo passivo pode causar aumento de peso, diz pesquisa

    Fumo passivo pode causar aumento de peso, diz pesquisa

    Cientistas da Brigham Young University, nos EUA, descobriram que a exposição à fumaça do cigarro pode causar aumento de peso, principalmente se o fumo for passivo. A mudança atingiria mais as crianças, segundo estudo publicado no periódico “American Journal of Physiology: Endocrinology and Metabolism”.
     
    “Para quem divide uma casa com um fumante, em especial as crianças, o risco de aumento de problemas metabólicos e cardiovasculares é enorme”, diz Benjamin Bikman, professor de fisiologia e biologia do desenvolvimento na Universidade Brigham Young e autor do estudo.
     
    Bikman e seu colega Paul Reynolds descobriram que a fumaça do cigarro está vinculada à função metabólica. Para realizar o estudo, eles usaram camundongos de laboratório expostos a fumaça de cigarro e mediram progressivamente as mudanças no metabolismo dos animais.
     
    O resultado mostrou que os camundongos mais expostos à fumaça engordaram mais do que os demais. Ao analisarem as células desses roedores, os cientistas encontraram mais amostras de um tipo de gordura (ceramida) que causa alteração no funcionamento natural das células e inibe a capacidade delas responderem à insulina (hormônio responsável pela redução da taxa de açúcar no sangue).
     
    “Os pulmões fornecem uma vasta interface com o nosso meio ambiente e esta pesquisa mostra uma resposta ao tabagismo involuntário, que inclui a alteração a sensibilidade sistêmica à insulina”, disse Reynolds. “Uma vez que alguém se torna resistente à insulina, seu corpo precisa de mais insulina. E se cada vez mais a insulina aumentar, você terá mais gordura no corpo”, afirma.
     
    A chave para reverter os efeitos da fumaça do cigarro é inibir a produção de ceramida. Para isso, os pesquisadores administraram myriocin, conhecido bloqueador de ceramidas, nos roedores e, com isso, evitaram o ganho de peso e a mudança no metabolismo da insulina.
     
    Agora, a equipe de Bikman quer encontrar um inibidor de ceramida seguro para seres humanos, a fim de evitar o ganho de peso e a resistência à insulina para quem convive com fumantes.
     
    “A ideia de criar uma terapia que ajudaria a proteger o ser humano das consequências de ser criado em um lar com um fumante é muito gratificante”, diz o pesquisador.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Para especialista da OMS, ebola pode ter matado milhares além do oficial

    Para especialista da OMS, ebola pode ter matado milhares além do oficial

    Especialista diz que famílias podem ter enterrado pessoas em segredo.
    Cálculo é baseado em taxa de mortalidade de países mais afetados.
     
    O número real de vítimas mortais da letal epidemia de Ebola provavelmente excederá em milhares as 4.818 do último balanço, difundido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), advertiu nesta quinta-feira (6) um especialista desta organização.
     
    “Há muitíssimas mortes não registradas nesta epidemia”, afirmou à AFP Christopher Dye, responsável pela Estratégia da OMS, considerando que as vítimas mortais fora do registro oficial podem chegar a 5 mil.
     
    Para chegar a este número, ele se baseou na taxa de mortalidade da doença nos países mais afetados (Guiné, Serra Leoa e Libéria), que é de 70%.
     
    Na quarta-feira, a OMS estimou haver um total de 13.042 casos diagnosticados, o que significa que muitas mortes não foram comunicadas.
     
    Segundo Dye, a explicação mais provável para esta diferença é que as pessoas teriam enterrado seus familiares em segredo, talvez para evitar que as autoridades interferissem em seus ritos funerários, que incluem lavar e tocar o morto.
     
    O contato com pessoas portadoras do vírus é o responsável por boa parte dos contágios, razão pela qual as autoridades sanitárias dos países afetados no oeste da África estão realizando um forte trabalho de conscientização para que os corpos das pessoas infectadas sejam incinerados.
     
    Fonte: Bem Estar
  • Cientistas encontram possível resposta para reparar corações danificado

    Cientistas encontram possível resposta para reparar corações danificado

    Uma pesquisa realizada por cientistas do Salk Institute da Califórnia, liderada pelo espanhol Juan Carlos Izpisua, encontrou uma possível resposta para reparar corações danificados, mas o experimento foi testado somente em ratos.
     
    Os cientistas, que publicaram o trabalho na revista “Cell Stem Cell”, conseguiram reparar os corações bloqueando quatro moléculas que são capazes de inibir os programas para a regeneração de órgãos, o que abre a porta a novos tratamentos para doenças cardíacas.
     
    A pesquisa sugere que, embora normalmente os mamíferos adultos não são capazes de regenerar os tecidos danificados, estes podem reter uma capacidade latente que está presente durante o desenvolvimento embrionário.
     
    O grupo de Izpisua está há muito tempo tentando descobrir os elementos que controlam e iniciam a regeneração em organismos que são capazes de realizá-lo.
     
    “Sabemos que este tipo de estudos requerem tempo e muitas fases, mas estes resultados nos situam em um cenário sem precedentes. É preciso seguir trabalhando”, dizem.
     
    O laboratório de Izpisua foi pioneiro em identificar muitas moléculas essenciais que definem o desenvolvimento dos vertebrados.
     
    Em 2003, o grupo identificou os sinais responsáveis da regeneração do coração de peixe zebra e em 2010 descreveu em artigo publicado na revista “Nature” como realizava esse processo.
     
    Esse estudo revelou que as células cardíacas têm capacidade de se transformar em células mais imaturas, similares às células precursoras do coração, o que permite que se multipliquem e regenerem o tecido danificado.
     
    “Para este trabalho, nos centramos nos resultados obtidos com o peixe zebra e pensamos que se eles sabem como regenerar tecidos, deve ter algo que possam nos ensinar”, diz Aitor Aguirre, outro cientistas do projeto.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Para estudo, proteína de beterraba pode substituir sangue humano

    Para estudo, proteína de beterraba pode substituir sangue humano

    Pesquisadores querem adaptar substância para que cumpra função da hemoglobina humana.
     
    Uma proteína encontrada na beterraba poderia ser usada para substituir o sangue humano, de acordo com pesquisadores suecos.
     
    A hemoglobina vegetal presente no legume é similar à hemoglobina presente no sangue humano. A proteína, que confere ao sangue a sua cor avermelhada, tem como função principal transportar oxigênio para os tecidos.
     
    A equipe da Universidade de Lund, na Suécia, está investigando se seria possível modificar a substância da beterraba para que ela possa ser absorvida pelos tecidos humanos.
     
    Os cientistas dizem acreditar que isso pode ser conseguido dentro de três anos. Um especialista ouvido pela BBC, no entanto, comentou que apesar de “animador”, o estudo só deve trazer resultados concretos “no longo prazo”.
     
    Os suecos basearam seu estudo em um trabalho anterior, publicado pela revista científica Plant & Cell Physiology, que concluiu que a hemoglobina vegetal tinha um papel fundamental no desenvolvimento da planta.
     
    Um dos integrantes da equipe, Leif Bulow, disse que o objetivo do grupo era encontrar uma solução para o problema da escassez de sangue.
     
    O sangue produzido a partir da proteína da beterraba poderia ser usado, por exemplo, em transfusões de emergência (por exemplo, em pacientes que perderam muito sangue após um acidente) ou em tratamentos para câncer e doenças do sangue.
     
    Similaridade
     
    Durante o estudo, a proteína da planta se comportou de maneira similar à hemoglobina encontrada no cérebro – e apresentou uma estrutura similar, acrescentou Leif Bulow.
     
    Nelida Leiva, que chefiou a pesquisa na Universidade de Lund, disse que a proteína da planta tem entre 50% e 60% de similaridade com a hemoglobina encontrada no sangue humano, mas é mais “robusta”.
     
    Ela disse que o trabalho levanta duas possibilidades: adaptar a proteína da planta para uso em humanos e usar plantas para produzir hemoglobina humana.
     
    O próximo passo, diz a equipe, seria modificar a proteína da planta para ver se ela seria aceita por porcos e, depois, por tecidos humanos.
     
    Comentando o estudo sueco, o cientista britânico Denis Murphy, chefe de Genômica na University of South Wales, em Cardiff, País de Gales, disse à BBC: “O estudo é bom, baseado em ciência feita com rigor, e descreve uma descoberta importante”.
     
    “Embora saibamos há várias décadas que plantas produzem proteínas similares à hemoglobina, esse estudo mostra que (essas proteínas) são mais comuns e estão envolvidas em mais processos fisiológicos do que pensávamos”.
     
    Ele acrescentou, no entanto, que a ideia de usar essa proteína para substituir a hemoglobina humana era especulação, algo possível muito a longo prazo.
     
    Fonte: G1 Saúde
  • Casos de câncer de cólon em mais jovens podem dobrar, diz estudo

    Casos de câncer de cólon em mais jovens podem dobrar, diz estudo

    Cientistas explicam em artigo que ocorrências devem aumentar em 15 anos.
    Carcinomas no cólon é um dos tipos mais comuns e mortais.
     
    Os casos de câncer de cólon em pessoas de até 34 anos podem quase dobrar nos próximos 15 anos, trazendo novas preocupações sobre as formas de combater um dos tipos de carcinomas mais comuns e mortais, afirmaram cientistas em pesquisa publicada na revista “Surgery”, da Associação Médica Americana.
     
    O aumento na incidência entre a população mais jovem, atribuída ao estilo de vida, contraria o declínio de longo prazo nos casos de câncer de cólon em pacientes com mais de 50. O declínio se deveu, amplamente, a exames mais estritos e à realização regular de colonoscopias.
     
    O crescimento projetado nos jovens se baseou em alimentação pouco sadia e em outros fatores relacionados com o estilo de vida. Até 2030, mais de um em cada dez cânceres de cólon e quase um em quatro cânceres de reto serão diagnosticados em pacientes com menos de 50 anos, destacou o estudo, realizado por cientistas da Universidade do Texas.
     
    O aumento projetado se baseou em fatores como obesidade, sedentarismo e na adoção da dieta ocidental, que poderia aumentar os riscos “exponencialmente”, destacou. “Estaremos observando o impacto real em potencial do câncer colo-retal entre pessoas jovens se nenhuma mudança for feita na educação pública e nos esforços de prevenção”, afirmou o principal pesquisador, George Chang.
     
    Quase 137.000 pessoas serão diagnosticadas com câncer de cólon nos Estados Unidos até o final deste ano e mais de 50.000 morrerão da doença, segundo estatísticas publicadas no artigo. O câncer de cólon é o terceiro tipo mais comum de tumor entre homens e mulheres e é a terceira principal causa de morte por câncer.
     
    O estudo se baseou em um registro que incluiu mais de 393.000 pacientes com cânceres de cólon confirmados entre 1975 e 2010.
     
    Fonte: Bem Estar
  • Equipe japonesa acredita que diabetes pode ser tratado com fármaco gástrico

    Equipe japonesa acredita que diabetes pode ser tratado com fármaco gástrico

    Uma equipe de cientistas japoneses acredita ser possível tratar o diabetes com um fármaco para úlceras gástricas, após ter vinculado um gene com o desenvolvimento da doença pela ingestão de alimentos gordurosos, segundo informou nesta quinta-feira (6) o jornal “Mainichi”.
     
    O grupo, liderado pelo professor Nobutaka Hirokawa, trabalhou com ratos e terá que investigar a partir de agora as possíveis aplicações deste achado em humanos.
     
    Foram usados ratos para estudar as proteínas motoras e a equipe comprovou que o pâncreas e os rins contêm grandes quantidades do gene KIF12, da família das quinesinas e cuja função era aparentemente desconhecida até agora.
     
    Quando os pesquisadores desativaram os genes KIF12, as funções celulares do pâncreas para secretar a insulina (que regula o nível de açúcar no sangue) foram afetadas, o que conduziu ao desenvolvimento do diabetes.
     
    O mesmo orgânulo (a unidade celular encarregada desta função) também ficou desativado quando os pesquisadores alimentaram os ratos com comida rica em ingredientes gordurosos.
     
    Baseando-se nestes achados, a equipe administrou durante duas semanas teprenona, um composto farmacêutico para tratar as úlceras gástricas, nos ratos.
     
    Após o tratamento, estes segregavam quase a mesma quantidade de insulina que os ratos normais.
     
    “Os seres humanos também têm genes KIF12. Com base nestes achados, gostaria de examinar se a teprenona poderia ser utilizada como medicina curativa e preventiva para o diabetes, e também tentar desenvolver um fármaco mais eficaz conjuntamente com empresas farmacêuticas”, disse Hirokawa ao jornal “Mainichi”.
     
    Fonte: Uol Saúde