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  • Pesquisadores dos EUA cobram acesso a amostras do vírus ebola

    Pesquisadores dos EUA cobram acesso a amostras do vírus ebola

    Problemas refletem precaução de agências reguladoras e transportadoras.
    Libéria, Serra Leoa e Guiné teriam dificultado liberação de amostras.
     
    Cientistas de várias partes dos Estados Unidos disseram que não conseguem obter amostras do ebola, o que complica os esforços para entender como o vírus sofre mutações e prejudica o desenvolvimento de novas drogas, vacinas e diagnósticos.
     
    Os problemas refletem a precaução crescente de agências reguladoras e empresas de transporte com o manejo das amostras, assim como os recursos limitados dos países do oeste da África que lutam para ajudar milhares de cidadãos infectados.
     
    Dez cientistas de oito grandes instituições de pesquisa contactados pela Reuters relataram não ter conseguido acesso a amostras do ebola nos últimos meses.
     
    Uma delas, a Universidade de Tulane, recebeu amostras nesta semana, e o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC, na sigla em inglês) disse ter chegado a um acordo para obter espécimes vivos, mas não ficou claro se os novos suprimentos irão atender a procura, e o transporte continua sendo um desafio.
     
    O ebola passa por mutações à medida que se dissemina, e embora poucos temam que o vírus adquira a capacidade de se transmitir pelo ar, por exemplo, os cientistas precisam de levas constantes de novas amostras para rastrear estas mudanças.
     
    O gargalo no fornecimento de amostras não deve atrasar o desenvolvimento de tratamentos experimentais, mas se o vírus sofrer alterações significativas que não forem detectadas, as drogas e os exames podem não funcionar, alertaram os pesquisadores.
     
    Exame genético
     
    O doutor Charles Chiu, especialista em microbiologia e doenças infecciosas da Universidade da Califórnia, em São Francisco, necessita de amostras de pacientes com o vírus para desenvolver um novo exame genético que poderia detectar a doença em indivíduos contaminados antes do surgimento dos sintomas.
     
    “No momento, ninguém sabe realmente que mutação o vírus sofreu ou se sofreu”, afirmou. Sem a pesquisa, “não seremos capazes de determinar antecipadamente se ele adotou ou não uma forma na qual pode driblar testes de diagnóstico ou tornar vacinas e drogas atuais ineficazes”.
     
    Os cientistas dizem que Libéria, Serra Leoa e Guiné foram lentas na liberação de amostras, já que penam para combater o pior surto da doença já registrado e que já matou cerca de cinco mil pessoas na região.
     
    Laurie Garrett, principal autoridade em saúde global do Conselho de Relações Exteriores, de Nova York, afirmou que a questão é sobretudo, e acertadamente, a segurança no transporte, especialmente à luz de episódios recentes de manipulação imprópria de patógenos como o antraz em laboratórios do governo norte-americano.
     
    Erica Ollmann Saphire, do Instituto de Pesquisa Scripps em La Jolla, na Califórnia, dirige os cientistas que trabalham em tratamentos do ebola, como o coquetel de três antibióticos Zmapp. Ela disse por email que precisa de células especiais de sobreviventes do Ebola, mas não obteve nenhuma.
     
    Fonte: G1 Saúde
  • Reação do corpo abre perspectiva para a cura da Aids, revela estudo

    Reação do corpo abre perspectiva para a cura da Aids, revela estudo

    Integração do vírus ao DNA humano pode inativar o vírus HIV.
    Ele fica incapaz de se multiplicar, mas permanece presente no DNA.
     
    A aparente cura de dois homens portadores de HIV graças a um fenômeno natural abre perspectivas interessantes nas buscas pela cura da Aids, revelou nesta terça-feira (4) um estudo científico publicado na revista especializada “Clinical Microbiology and Infection”. Este fenômeno natural permite ao organismo infectado integrar o vírus no DNA, neutralizando-o.
     
    Os dois pacientes em questão estavam infectados com o HIV sem nunca terem estado doentes, nem terem uma quantidade detectável de vírus no sangue, segundo a investigação. Nenhum deles foi submetido a tratamentos.
     
    “Esta observação é muito interessante e pode representar um caminho para a cura” da Aids, explicou Didier Raoult, professor da Faculdade de Medicina de Marselha (França), coautor da pesquisa com outra equipe francesa, liderada pelo professor Yves Levy.
     
    A análise realizada graças a tecnologias modernas permitiu reconstituir o vírus encontrado no genoma dos pacientes. Os pesquisadores conseguiram provar que o vírus foi inativado por um sistema de interrupção da informação fornecida pelos genes do vírus. O sistema, denominado “codon-stop” marca o fim da tradução de um gene em proteína. O vírus torna-se incapaz de se multiplicar, mas permanece presente no DNA dos pacientes.
     
    Estas interrupções se devem a uma enzima conhecida, o Apobec, que faz parte do arsenal disponível nos seres humanos para combater o vírus, mas que normalmente é desativada por uma proteína do vírus.
     
    Rever a definição de cura
     
    O trabalho abre perspectivas de cura através da utilização ou da estimulação desta enzima, e também possibilidades de detecção nos pacientes recém-infectados, que têm uma chance de cura espontânea, segundo os autores do estudo.
     
    Para Raoult, isto poderia conduzir a uma revisão da definição de cura, que atualmente se baseia unicamente na ideia de desaparecimento do vírus no organismo. A infecção pelo HIV de um dos pacientes ocorreu há mais de 30 anos. Aos 57 anos, ele foi diagnosticado com Aids, em 1985, e aparentemente é imune ao vírus.
     
    A soropositividade do segundo paciente, um chileno de 23 anos, foi identificada em 2011, mesmo que provavelmente tenha sido infectado três anos antes. Nenhum deles apresentava outros fatores de resistência ao HIV conhecidos (mutações na proteína CCR5, que permite ao HIV infectar as células).
     
    O estudo baseia-se na suposição de que o vírus da Aids – um retrovírus que se integra ao DNA humano – teria o mesmo destino que os centenas de retrovírus já integrados no DNA de mamíferos, incluindo os seres humanos.
     
    A hipótese também vem da observação de coalas, em que um vírus de macaco, causador de câncer e leucemia, já não os faz adoecer após a integração e neutralização do vírus em seu genoma, diz Raoult. “Nos coalas que se tornaram resistentes a este vírus do macaco através do mesmo fenômeno de integração ou de endogenização, a resistência é transmissível aos filhos”, ressalta Raoult.
     
    Para os pesquisadores, trata-se de um mecanismo provavelmente comum em epidemias anteriores. Portanto, é lógico pensar que ocorre a um certo número de pessoas infectadas com o vírus da Aids.
     
    O estudo, segundo o professor francês Yves Levy, “é uma observação interessante e uma primeira demonstração, com o vírus HIV, de algo que a natureza foi capaz de fazer com outros vírus ao longo da evolução”.
     
    Fonte: G1 Saúde
  • Farmacêuticos criticam MP que flexibiliza presença em farmácias

    Farmacêuticos criticam MP que flexibiliza presença em farmácias

    A obrigatoriedade da presença de farmacêutico nas farmácias, prevista na Lei 13.021, de 2014, foi defendida por representantes da categoria que criticaram a Medida Provisória (MP) 653/2014, que flexibiliza a obrigatoriedade desses profissionais nos estabelecimentos durante todo o horário de funcionamento.
     
    O tema é discutido em uma comissão mista no Congresso Nacional, que fez hoje (4) uma audiência pública para tratar do tema. Caso a MP apresentada pelo governo seja aprovada, a legislação, aprovada em agosto, vai ser alterada para que as drogarias classificadas como pequenas e microempresas possam contratar técnicos responsáveis com registro no Conselho Regional de Farmácia em vez de farmacêuticos.
     
    Para os farmacêuticos, a medida representa um retrocesso, pois deixaria a atividade sem a supervisão de um profissional habilitado. “A presença dos farmacêuticos ultrapassa 85% das drogarias. A discussão central não é a presença do profissional, mas a qualificação do estabelecimento”, disse o presidente da Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar), Ronald dos Santos, para quem a legislação da MP representa um bloqueio.
     
    “No caso da farmácia, o advento da Lei 13.021 abriu a possibilidade de, depois de 40 anos, ter a possibilidade de qualificar regulamentando, inclusive, a possibilidade de outros profissionais atuarem nessa área. O que traz a medida provisória, na verdade, é um bloqueio. É um bloqueio na possibilidade de essa atividade econômica avançar”, completou.
     
    O governo argumenta que a medida vai atender a localidades em que o número de farmacêuticos é insuficiente para dar assistência a todas as farmácias em funcionamento e que não haverá ausência de supervisão técnica.
     
    A MP também é defendida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Segundo o superintendente de Inspeção Sanitária da Anvisa, Bruno Rios, haverá responsável técnico. “Existe o responsável técnico, a discussão está na substituição do termo 'responsável técnico' por 'farmacêutico'. Sabemos que algum tempo atrás – nas décadas de 70, 80 -, por ausência do profissional no mercado, houve a permissão para que práticos pudessem trabalhar como responsáveis técnicos de estabelecimentos farmacêuticos”, disse Rios.
     
    A MP foi criticada pelo deputado Ivan Valente (PSOL-SP), responsável pelo substitutivo que resultou no texto final da lei. Valente disse que a MP visa a atender os interesses das micro e pequenas empresas em vez de estar voltada para a saúde da população. “Na verdade, ela é uma excrecência, porque vai tratar da questão da micro e pequena empresa. Edita-se uma medida provisória para um debate que foi travado 20 anos nesta Casa, sobre a presença do farmacêutico na farmácia, em cidades pequenas e grandes”, criticou Valente.
     
    Segundo Valente, o argumento da insuficiência de farmacêuticos caducou “devido ao tempo todo de tramitação [do projeto que resultou na lei], com argumentos de que não havia profissionais farmacêuticos no Brasil para suprir essas questões, com os argumentos da pequena farmácia, que foram superados pelo lado da qualidade do atendimento”, concluiu.
     
    A presidenta da comissão, senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), reconheceu que a medida é polêmica, mas, para ela, não há retrocesso. Vanessa, farmacêutica de formação, disse que a autorização para a contratação de técnicos ocorreria apenas onde fosse comprovada a ausência de farmacêutico na região. “Não há retrocesso em relação à legislação atual. Há apenas essa exceção. É óbvio que a gente não queria exceção alguma”, disse a senadora.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Direito a morte digna volta ao centro do debate nos Estados Unidos

    Direito a morte digna volta ao centro do debate nos Estados Unidos

    O caso de Brittany Mainard, a jovem doente terminal que planejou seu final com suicídio assistido e que morreu no sábado (1º), comoveu a opinião pública dos Estados Unidos e reabriu o debate sobre o direito a uma morte digna.
     
    Desde que Brittany anunciou em um vídeo que planejava interromper sua vida nos próximos meses, antes de o tumor cerebral diagnosticado tirar todas as funções de seu corpo, a mídia e as redes sociais se transformaram em um fervedouro de mensagens de apoio e críticas ao suicídio assistido.
     
    Brittany, de 29 anos, havia adiado na semana passada a data de sua morte, inicialmente planejada para 1º de novembro, para passar mais tempo com sua família e amigos. No entanto, segundo a ONG “Compassion & Choices (Compaixão e Escolhas)”, ela morreu no sábado, a primeira data escolhida, e deixou uma mensagem de despedida.
     
    “Adeus a todos meus queridos amigos e à família que amo. Hoje é o dia que escolhi para morrer com dignidade diante de minha doença terminal, este câncer cerebral terrível que me tirou tanto, mas que teria me tirado muito mais”, escreveu em seu perfil no Facebook.
     
    Atualmente o suicídio assistido – a entrega para pessoa que deseja terminar com sua vida do material necessário para realizá-lo, só é legal em só cinco estados americanos.
     
    Por isso a jovem, que morava em Oakland, na Califórnia, se mudou junto com seu marido para o Oregon, que permite a prática.
     
    “Espero estar rodeada pela minha família: meu marido, minha mãe, meu padrasto e minha melhor amiga, que é médica. Morrerei em casa, na cama que divido com meu marido, e partirei em paz, com a música que gosto ao fundo”, explicou Brittany em um vídeo.
     
    Embora no Oregon a Lei da Morte Digna tenha sido aprovada em 1997 e reivindicada por mais de 1.100 pessoas (das quais somente 750 a utilizaram), o caso de Brittany despertou uma incomum atenção midiática por dois motivos: sua idade e a decisão de expô-la na internet.
     
    A jovem se transformou em ativista a favor do direito a uma morte digna e criou o Fundo Brittany Mainard, além de um site onde publica vídeos em que explica suas decisões e motivos.
     
    “Quando a princesa Diana de Gales morreu em um acidente de trânsito, se transformou em uma figura citada de forma habitual nos discursos de promoção da segurança viária. Brittany conscientemente usa sua situação para se transformar na face pública de um movimento que precisa receber mais atenção”, opinou o “The Daily Beast”.
     
    No entanto, a decisão de Brittany também tem fortes críticos.
     
    “Acho que os cuidados paliativos são a melhor opção para a maioria dos doentes terminais em vez do suicídio assistido”, indicou o cardiologista Sandeep Jaouhar em uma coluna de opinião publicada no site da “CNN”.
     
    Para ele, “o hospital para doentes terminais permite o cuidado com o envolvimento da família, muitas vezes na própria casa do paciente, e foca em lidar com a dor e permitir morrer com conforto e dignidade”.
     
    “Ao contrário dos cuidados paliativos, o suicídio assistido é uma decisão final e irreversível”, lembrou.
     
    Em janeiro deste ano, pouco mais de um ano após se casar, Brittany foi ao médico por causa dos fortes dores de cabeça que sentia e teve diagnosticado um tumor cerebral de grande agressividade.
     
    O câncer avançou rapidamente e os especialistas a informaram que só restavam alguns meses de vida, e explicaram como seria o desenvolvimento da doença, que causa um grande e prolongado sofrimento antes da morte.
     
    Segundo uma pesquisa do centro Pew, os americanos estão divididos sobre o direito a uma morte digna: 47% defendem o suicídio assistido e 49% são contra.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Aedes aegypti representa risco em 117 municípios do país, diz ministério

    Aedes aegypti representa risco em 117 municípios do país, diz ministério

    Brasil tem 824 casos confirmados de chikungunya desde setembro.
    Ministério lança campanha de prevenção contra mosquito transmissor.
     
    A infestação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue e da febre chikungunya, representa risco em 117 municípios brasileiros, segundo o Ministério da Saúde. A pasta informou nesta terça-feira (4) que em quatro a cada 100 casas visitadas há a presença de focos do mosquito.
     
    Os dados foram divulgados durante o lançamento da Campanha Nacional de Prevenção da dengue e chikungunya, que aconteceu em Brasília.
     
    O governo confirmou que até o dia 25 de outubro foram diagnosticados 824 casos da febre chikungunya no Brasil. O primeiro foi confirmado em setembro. Os casos de dengue somam 556.317 em 2014. 
     
    O Levantamento Rápido do Índice de Infestação de Aedes Aegypti (LIRAa) foi feito em outubro em 1.463 municípios. Os dados foram fornecidos pelas secretarias de Saúde dos municípios.
     
    A pesquisa aponta as regiões com maior risco de transmissão das doenças no país. Segundo o ministério, 533 municípios estão em situação de alerta (1 a 3 casas com larvas) e 813 em situação satisfatória (de cada 100 casas, uma ou menos com larvas).
     
    Entre as cidades em situação de alerta estão dez capitais: Belém (PA), Porto Velho (RO), Maceió (AL), Natal (RN), Recife (PE), São Luis (MA), Aracaju (SE), Vitória (ES), Cuiabá (MT) e Porto Alegre (RS).
     
    O Nordeste é a região com mais municípios em situação de risco, segundo o Ministério da Saúde. Foram detectadas 96 cidades entre 727 pesquisadas. A pesquisa mostra que houve uma queda no número de imóveis infectados pelas larvas do mosquito de 2013 para este ano. No ano passado, o LIRAa apontou que 159 municípios estavam em situação de risco e 539 em alerta.
     
    O ministro da Saúde, Arthur Chioro, admitiu que a similaridade entre dengue e chikungunya preocupa. “Agora nós temos uma tarefa adicional, e que nos preocupa bastante, que é também da febre chikungunya. Por que isso? Eu digo, muito mais em função da possibilidade que a gente tenha […] de perder a capacidade de fazer diagnóstico e a conduta adequada dos casos de dengue se agravarem porque as medidas de enfrentamento, de prevenção, que nós temos com a dengue, são as mesmas da chikungunya.”
     
    O ministro disse ainda que o governo tem maior preocupação com a dengue, que é mais letal do que a febre chikungunya. “Sem dúvida nenhuma, [o que preocupa mais é] a dengue. Nós não teremos óbitos por chikungunya e nós temos óbitos com a dengue, muito embora nós tenhamos reduzido em 40% o número de óbitos de 2013 para 2014. E tem uma manifestação mais grave, muito mais preocupante que chikungunya.”
     
    Neste ano, 379 pessoas morreram por dengue no país, segundo o Ministério da Saúde. Em 2013, foram 646 óbitos.
     
    Segundo o governo, o estudo é importante para reduzir a transmissão durante o verão,  que é a estação mais propícia, já que a chuva e o calor são a combinação ideal para o aedes aegypti se desenvolver. “Se não agir com muita rapidez, em janeiro vai para 8% a 10% [8 a 10 casas com o foco do mosquito a cada 100]”, afirmou o secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa.
     
    Nova campanha
     
    “O perigo aumentou. E a responsabilidade de todos também”, diz o slogan da campanha do ministério lançada nesta terça. Para chamar a atenção sobre a importância da prevenção, o governo produziu imagens que trazem principalmente os criadouros dos mosquitos aedes, como vasos de plantas com água, sacos de lixo, tonéis e caixas d’água abertos, pneus desprotegidos e garrafas plásticas destampadas.
     
    De acordo com a pasta, é preciso destacar que a forma como se combate o foco do mosquito é a mesma para se evitar as duas doenças.
     
    Sintomas
     
    Os sintomas da febre chikungunya e da dengue também são parecidos. A chikungunya também dá febre alta, mal estar, dor de cabeça e manchas na pele. A diferença é que a dor nas articulações dos pés e das mãos é bem mais forte, principalmente nos pulsos e tornozelos.
     
    O “Dia D” de combate ao mosquito aedes aegypti está previsto para o próximo dia 6 de dezembro.
     
    Fonte: G1 Saúde
  • Redução de estômago reduz chances de diabetes tipo 2, diz estudo

    Redução de estômago reduz chances de diabetes tipo 2, diz estudo

    Pesquisa observou redução de 80% em casos da doença entre pessoas que passaram por redução de estômago; governo do Reino Unido estuda expandir operação para prevenir doença.
     
    Um estudo publicado na Lancet Diabetes and Endocrinology afirma que cirurgias bariátricas podem reduzir fortemente as chances de um paciente desenvolver diabetes tipo 2.
     
    Médicos acompanharam cerca de 5.000 pessoas para avaliar o impacto da operação, também conhecida como redução de estômago, na saúde.
     
    Os resultados mostraram uma redução de 80% de incidência da diabetes tipo 2 em pessoas que se submeteram à cirurgia.
     
    A Grã-Bretanha está considerando oferecer o procedimento a milhares de pessoas para prevenir a doença.
     
    Obesidade e diabetes tipo 2 estão fortemente relacionadas – quanto mais gorda é a pessoa, maior o risco de desenvolver a doença.
     
    A incapacidade de controlar os níveis de açúcar no sangue pode resultar em cegueira, amputações e danos nos nervos.
     
    Cerca de um décimo do orçamento do NHS, o sistema de saúde britânico, é gasto em cuidados relativos à doença.
     
    Cirurgia
     
    O estudo acompanhou 2.167 adultos obesos que passaram por cirurgia bariátrica.
     
    Eles foram comparados com 2.167 pessoas obesas que não foram fizeram a operação.
     
    Houve 38 casos de diabetes após a cirurgia, em comparação com 177 em pessoas que não passaram pelo procedimento – uma redução de quase 80%.
     
    Cerca de 3% das pessoas com obesidade mórbida desenvolvem diabetes tipo 2 a cada ano. A cirurgia reduziu a incidência para cerca de 0,5%, o que se equipara à média da população em geral.
     
    O Instituto Nacional de Saúde (The National Institute of Health and Care Excellence) está considerando expandir a cirurgia bariátrica no NHS para reduzir as taxas de diabetes tipo 2.
     
    Pela orientação atual, a cirurgia só é uma opção para pessoas com IMC acima de 35 que tenham outros problemas de saúde.
     
    Mas novas propostas para o sistema público de saúde britânico preveem que a cirurgia seja oferecida a todas as pessoas com este perfil – e ainda a pessoas bem mais magras, dependendo do caso.
     
    A instituição de caridade Diabetes UK diz que cerca de 460 mil pessoas atingirão os critérios para uma avaliação automática sob a nova orientação.
     
    Mas o total dispara para perto de 850 mil quando as pessoas com IMC menor de 30 também são consideradas.
     
    O Instituto Nacional de Saúde prevê números na casa de dezenas de milhares. No entanto, a cirurgia pode custar entre 3 mil e 15 mil libras – cerca de R$ 12 mil a R$ 60 mil – e os planos do instituto têm levantado preocupações de que o NHS não será capaz de pagar o tratamento, mesmo que haja economia no longo prazo.
     
    “A chave é saber não apenas o quanto a cirurgia é efetiva mas o quão segura ela é no longo prazo. Precisamos saber o custo-benefício da cirurgia bariátrica e como ele se pode ser balanceado com o custo de tratamente da diabetes”, disse Martin Gullford, do King's College London.
     
    “Esta é uma pesquisa interessante que reforça o que já sabemos sobre como a perda de peso ser importante para a prevenção de diabetes tipo 2. Mas é preciso lembrar que cirurgias têm riscos e que, por isso, a cirurgia bariátrica só deve ser considerada se sérias tentativas para perder peso tiverem sido infrutíferas”, disse Simon O'Neill, diretor de inteligência de saúde do Diabetes UK.
     
    “Olhando para o contexto, também precisamos nos concentrar mais, como sociedade, em impedir que as pessoas se tornem obesas. Precisamos saber se as pessoas estão recebendo apoio para perder peso por meio do acesso aos serviços certos para incentivá-las a fazer escolhas saudáveis. “
     
    Fonte: G1 Saúde
  • Nova tecnologia não invasiva para exame do fígado já está em testes

    Nova tecnologia não invasiva para exame do fígado já está em testes

    Bauru – Uma parceria entre o setor público e uma empresa privada permitiu o acesso de pacientes da rede pública de saúde à tecnologia de ponta para avaliação hepática. Trata-se do aparelho Fibroscan.
     
    O Fibroscan é um equipamento não invasivo de avaliação de fibrose hepática – lesão do fígado causada pela agressão dos vírus da hepatite B e C. A rodada de exames gratuita foi viabilizada por meio da parceria entre o Serviço de Ambulatórios Especializados de Infectologia (SAE), vinculado à Faculdade de Medicina de Botucatu/Unesp, administrado e mantido pela Famesp, e a Janssen, indústria farmacêutica que patrocinou o encaminhamento do aparelho e de uma equipe médica especializada para manuseio e realização dos testes. Ao todo, 15 pacientes que realizam o tratamento na unidade passaram pelo novo exame gratuitamente.
     
    Alternativa à biópsia
     
    O equipamento é uma alternativa ao método tradicional de biópsia hepática, técnica invasiva para recolhimento de um pequeno pedaço do fígado para análise. Semelhante a um transdutor de ultrassonografia, o Fibroscan faz uma medição de ondas emitidas entre dois pontos do fígado e, pela sua intensidade, avalia o grau de fibrose do órgão. Entre as vantagens do novo equipamento estão o baixo custo operacional, permitindo repetição de acordo com indicação médica; tempo de exame, de apenas cinco minutos; indolor e sem riscos. E, melhor, pode ser realizado no consultório.
     
    Parceria essencial
     
    O diretor do serviço de Ambulatórios Especializados, o médico infectologista Alexandre Naime Barbosa, disse que a parceria com a indústria farmacêutica é essencial para garantir o acesso dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) a tecnologias de ponta, que sempre são muito caras. Novas rodadas de exames já estão sendo agendadas para o primeiro semestre de 2015. No futuro, segundo o especialista, já há projetos que têm a intenção de viabilizar a aquisição permanente desse aparelho.
     
    O valor de mercado do Fibroscan não é muito caro, cerca de R$ 700 mil. E o aparelho também pode ser utilizado para o acompanhamento de pacientes de transplante de fígado. A hepatite C pode acometer o indivíduo novamente, mesmo após a troca do órgão. Para esses casos, a avaliação frequente do fígado é fundamental.
     
    Pacientes aprovam
     
    O aposentado José Ferrari, 73 anos, fez a avaliação hepática com o novo equipamento pela segunda vez. “É ótimo, é o segundo exame que faço. É colocar o aparelho e, em cinco minutos, está pronto”, explica. Para ele, o exame tradicional é doloroso e ter outra opção é um grande avanço. Anísio de Arruda Castro, 61 anos, é paciente do serviço especializado há sete anos e também submeteu-se à avaliação da fibrose do fígado por meio do Fibroscan. Portador de hepatite C e com sequelas de queimaduras pelo corpo decorrentes de um acidente, Anísio destaca que o novo método é uma conquista. “Minha última tentativa de biópsia doeu muito (em razão das queimaduras pelo corpo). Esse exame menos dolorido é bom pra todos, não só pra mim”, ressalta.
     
    Hepatite C
     
    Cerca de 3% da população mundial (170 milhões de pessoas) sofrem de infecção crônica pelo vírus da hepatite C (HCV) e 3 a 4 milhões de novas infecções ocorrem a cada ano. A hepatite C crônica é a principal causa de cirrose e câncer hepático, que podem levar à insuficiência hepática e óbito.
     
    A maior proporção de casos de hepatite C confirmados entre 1999 e 2010 é de pessoas na faixa de 40 a 59 anos – 54,4% dos registros. Essa faixa é seguida pela de 50 a 59 anos, e pelo grupo de 40 a 49 anos.
     
    O Brasil, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), é considerado um país com prevalência intermediária, entre 2,5% e 10% da população. Os fatores de risco mais relevantes são o uso de drogas injetáveis e drogas inaladas. Foram confirmados no Brasil 70 mil casos de hepatite C entre 1999 a 2010, a maioria nas regiões Sudeste e Sul.
     
    Fonte: DCI
     
  • Ebola já infectou 13.567 pessoas e matou 4.951, segundo OMS

    Ebola já infectou 13.567 pessoas e matou 4.951, segundo OMS

    Número total diminuiu, pois casos suspeitos na Guiné foram descartados.
    Transmissão continua intensa em Guiné, Libéria e Serra Leoa.
     
    A atual epidemia de ebola matou 4.951 pessoas, de um total de 13.567 infectados, de acordo com balanço divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta sexta-feira (31). O balanço leva em conta os casos confirmados, suspeitos e prováveis registrados até o dia 29 de outubro.
     
    O número total de casos é menor do que o divulgado no balanço anterior da OMS porque houve casos suspeitos, principalmente na Guiné, que foram descartados.
     
    Os países com transmissão intensa da doença continuam sendo Libéria, Guiné e Serra Leoa. Também foram registrados casos no Mali, na Espanha, nos Estados Unidos, na Nigéria e no Senegal. Estes dois últimos países já foram declarados livres do vírus na semana passada.
     
    Veja detalhes dos locais com contaminação:
     
    Guiné: São 1667 casos, entre confirmados, prováveis e suspeitos. Ao todo, morreram 1018 pessoas.
     
    Libéria: ASão 6.535 casos, entre confirmados, prováveis e suspeitos. Ao todo, morreram 2.413 pessoas.
     
    Serra Leoa: Foram 5.338 casos, entre confirmados, prováveis e suspeitos. Ao todo, morreram 1.510 pessoas.
     
    Espanha: Houve apenas um caso confirmado, o da enfermeira Teresa Romero, que já foi curada.
     
    Estados Unidos:  Houve quatro casos da doença. Um dos pacientes morreu, um médico segue internado e duas enfermeiras foram curadas.
     
    Mali: houve apenas um caso da doença por enquanto – uma menina de 2 anos que morreu.
     
    Nigéria: Foram 20 casos de ebola, entre confirmados e prováveis, que levaram a 8 mortes. O país já foi declarado livre da doença.
     
    Senegal: Houve apenas um caso da doença e o paciente se recuperou. O país já foi declarado livre da doença.
     
    Fonte: Bem Estar
  • Saúde quer vacinar 12,7 milhões de crianças contra paralisia neste ano

    Saúde quer vacinar 12,7 milhões de crianças contra paralisia neste ano

    Total corresponde a 95% do público-alvo, que vai dos 6 meses aos 5 anos.
    Vacinação vai de 8 a 28 de novembro; último caso no Brasil foi há 25 anos.
     
    O Ministério da Saúde anunciou nesta quinta-feira (30) que pretende vacinar 12,7 milhões de crianças contra paralisia infantil neste ano. O número corresponde a 95% do público-alvo, que é formado por crianças entre 6 meses e 5 anos. As aplicações ocorrem entre 8 e 28 de novembro.
     
    A poliomielite é uma doença contagiosa que afeta principalmente crianças com menos de 5 anos. Ela pode causar paralisia em algumas horas e, em alguns casos, ser fatal. O Brasil não registra casos da doença há 25 anos.
     
    De acordo com a pasta, serão distribuídas 17,8 milhões de doses da vacina em gotas para todas as unidades da federação. A recomendação, no entanto, é que as secretarias estaduais disponibilizem a imunização injetável para crianças que tenham mais de 6 meses e estejam com a vacinação atrasada.
     
    Dados do ministério apontam que dez países registraram casos de poliomielite em 2013 e em 2014. Até 22 de outubro, foram 228 casos da doença, no Afeganistão, Nigéria e Paquistão.
     
    “[Isso] coloca o mundo inteiro com a responsabilidade de fazer a proteção, porque a poliomielite não está erradicada no mundo. Pode ter família que pense que a criança não precisa tomar a vacina, mas com o mundo globalizado de hoje, de viagens e turismo, o mundo todo tem contato com o mundo hoje”, explicou o secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa.
     
    A pasta vai disponibilizar mais de 100 mil postos de vacinação em todo o Brasil. Além disso, serão feitas campanhas na televisão e no rádio, tendo o Zé Gotinhas como principal personagem. Os personagens infantis Peppa Pig e Minions também serão usados nas peças publicitárias.
     
    Sarampo
     
    No mesmo período da campanha contra a pólio, o ministério também vai vacinar crianças de 1 a 5 anos contra sarampo, caxumba e rubéola. Serão distribuídas 12,5 milhões de doses de tríplice-viral, e a meta é atingir 10,9 milhões de crianças.
     
    O lançamento da campanha vai ser feito pelo ministro Arthur Chioro no Ceará, que neste ano registrou casos de sarampo. A doença, que tem febre alta, tosse, manchas avermelhadas, coriza e conjuntivite como principais sintomas, é transmitida por vírus e é altamente contagiosa.
     
    Chioro afirmou que o objetivo é superar a meta de 95%. “Não tem outra alternativa para a gente que não seja a mobilização nacional e a intensificação da cobertura. Teremos um sábado, que é o dia 8 de novembro, como da mobilização mais intensificada, mas é importante deixar claro que manteremos os serviços todos em mobilização até 28.”
     
    O ministro destacou a importância de seguir o calendário vacinal, já que há casos de crianças que não se imunizaram com doses anteriores. Neste ano, foram registrados 154.637 casos de sarampo em 175 países.
     
    Fonte: G1 Saúde
  • Diferenças genéticas individuais podem afetar sobrevivência ao ebola

    Diferenças genéticas individuais podem afetar sobrevivência ao ebola

    Genes estão envolvidos na resposta imunológica a infecções.
    Roedores com diferentes variações genéticas têm respostas diferentes.
     
    Há anos os cientistas vêm se perguntando por que algumas pessoas sobrevivem ao ebola enquanto outras perecem. Um novo estudo oferece provas contundentes de que diferenças genéticas individuais podem ter um papel crucial nas variações na mortandade da doença.
     
    Pesquisadores da Universidade de Washington relataram suas descobertas nesta quinta-feira (30) na revista científica “Science”.
     
    Eles compararam camundongos de laboratório convencionais, que normalmente só morrem quando são infectados pela versão do ebola para sua espécie, com camundongos geneticamente diferentes que desenvolveram uma ampla variedade de sintomas de maneira muito semelhante àquela vista em pessoas infectadas com o vírus.
     
    Os roedores usados no estudo foram gerados a partir de oito linhagens diferentes do animal e criados de modo a representar a diversidade genética humana.
     
    Os sintomas nestes roedores modificados variaram da ligeira perda de peso à febre hemorrágica plena, incluindo hemorragias, baço inchado e mudanças na cor e na textura do fígado.
     
    “Infectamos estes camundongos com uma cepa do vírus do ebola para camundongos”, disse Angela Rasmussen, microbióloga da Universidade de Washington que ajudou a liderar o estudo.
     
    “Em camundongos de laboratório tradicionais, esta cepa do ebola mata os animais, mas não produz nenhuma doença hemorrágica”, explicou.
     
    Os pesquisadores acreditam que os resultados podem auxiliar a esclarecer algumas dúvidas sobre o surto da doença que assola Libéria, Serra Leoa e Guiné e que já matou cerca de 5 mil pessoas.
     
    Um grande ponto de interrogação é se os sobreviventes do ebola tiveram alguma exposição viral anterior que permite aos seus sistemas imunológicos combater a infecção ou se existe algo geneticamente único nestes sobreviventes que os torna resistentes.
     
    O estudo com os roedores não consegue elucidar a questão da imunidade prévia, mas reforça a ideia de que o código genético dos indivíduos desempenha um papel na sobrevivência ao ebola. “Com certeza existe um componente genético”, afirmou Rasmussen.
     
    A pesquisa mostra que os genes dominantes influenciam como as células se tornam infectadas e quanto o vírus se divide, disse o professor Andrew Easton, virologista da Universidade de Warwick, que não participou do estudo.
     
    “A maioria destes genes está envolvida nos estágios primordiais de nossa resposta imunológica a infecções”, algo que também foi visto com outros vírus, declarou ele em um comunicado.
     
    O coautor do estudo e também pesquisador da Universidade de Washington, Michael Katze, disse esperar que a pesquisa acalmar o debate sobre o papel da genética no progresso da doença.
     
    “Estes camundongos foram infectados exatamente com a mesma dose, exatamente pelo mesmo método e exatamente pelo mesmo investigador. A única coisa diferente foi o histórico genético”, afirmou.
     
    Um fator que dificultou a pesquisa com o ebola foi a falta de um roedor que sirva de modelo para estudar a doença. Rasmussen espera que daqui por diante seu trabalho torne mais fácil para os cientistas estudar drogas e vacinas que combatam o ebola.
     
    A maioria desses estudos é feita em macacos, mas eles podem ser difíceis de se trabalhar.
     
    Fonte: Bem Estar