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  • Farmacêuticos criticam MP que flexibiliza presença em farmácias

    Farmacêuticos criticam MP que flexibiliza presença em farmácias

    A obrigatoriedade da presença de farmacêutico nas farmácias, prevista na Lei 13.021, de 2014, foi defendida por representantes da categoria que criticaram a Medida Provisória (MP) 653/2014, que flexibiliza a obrigatoriedade desses profissionais nos estabelecimentos durante todo o horário de funcionamento.
     
    O tema é discutido em uma comissão mista no Congresso Nacional, que fez hoje (4) uma audiência pública para tratar do tema. Caso a MP apresentada pelo governo seja aprovada, a legislação, aprovada em agosto, vai ser alterada para que as drogarias classificadas como pequenas e microempresas possam contratar técnicos responsáveis com registro no Conselho Regional de Farmácia em vez de farmacêuticos.
     
    Para os farmacêuticos, a medida representa um retrocesso, pois deixaria a atividade sem a supervisão de um profissional habilitado. “A presença dos farmacêuticos ultrapassa 85% das drogarias. A discussão central não é a presença do profissional, mas a qualificação do estabelecimento”, disse o presidente da Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar), Ronald dos Santos, para quem a legislação da MP representa um bloqueio.
     
    “No caso da farmácia, o advento da Lei 13.021 abriu a possibilidade de, depois de 40 anos, ter a possibilidade de qualificar regulamentando, inclusive, a possibilidade de outros profissionais atuarem nessa área. O que traz a medida provisória, na verdade, é um bloqueio. É um bloqueio na possibilidade de essa atividade econômica avançar”, completou.
     
    O governo argumenta que a medida vai atender a localidades em que o número de farmacêuticos é insuficiente para dar assistência a todas as farmácias em funcionamento e que não haverá ausência de supervisão técnica.
     
    A MP também é defendida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Segundo o superintendente de Inspeção Sanitária da Anvisa, Bruno Rios, haverá responsável técnico. “Existe o responsável técnico, a discussão está na substituição do termo 'responsável técnico' por 'farmacêutico'. Sabemos que algum tempo atrás – nas décadas de 70, 80 -, por ausência do profissional no mercado, houve a permissão para que práticos pudessem trabalhar como responsáveis técnicos de estabelecimentos farmacêuticos”, disse Rios.
     
    A MP foi criticada pelo deputado Ivan Valente (PSOL-SP), responsável pelo substitutivo que resultou no texto final da lei. Valente disse que a MP visa a atender os interesses das micro e pequenas empresas em vez de estar voltada para a saúde da população. “Na verdade, ela é uma excrecência, porque vai tratar da questão da micro e pequena empresa. Edita-se uma medida provisória para um debate que foi travado 20 anos nesta Casa, sobre a presença do farmacêutico na farmácia, em cidades pequenas e grandes”, criticou Valente.
     
    Segundo Valente, o argumento da insuficiência de farmacêuticos caducou “devido ao tempo todo de tramitação [do projeto que resultou na lei], com argumentos de que não havia profissionais farmacêuticos no Brasil para suprir essas questões, com os argumentos da pequena farmácia, que foram superados pelo lado da qualidade do atendimento”, concluiu.
     
    A presidenta da comissão, senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), reconheceu que a medida é polêmica, mas, para ela, não há retrocesso. Vanessa, farmacêutica de formação, disse que a autorização para a contratação de técnicos ocorreria apenas onde fosse comprovada a ausência de farmacêutico na região. “Não há retrocesso em relação à legislação atual. Há apenas essa exceção. É óbvio que a gente não queria exceção alguma”, disse a senadora.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Direito a morte digna volta ao centro do debate nos Estados Unidos

    Direito a morte digna volta ao centro do debate nos Estados Unidos

    O caso de Brittany Mainard, a jovem doente terminal que planejou seu final com suicídio assistido e que morreu no sábado (1º), comoveu a opinião pública dos Estados Unidos e reabriu o debate sobre o direito a uma morte digna.
     
    Desde que Brittany anunciou em um vídeo que planejava interromper sua vida nos próximos meses, antes de o tumor cerebral diagnosticado tirar todas as funções de seu corpo, a mídia e as redes sociais se transformaram em um fervedouro de mensagens de apoio e críticas ao suicídio assistido.
     
    Brittany, de 29 anos, havia adiado na semana passada a data de sua morte, inicialmente planejada para 1º de novembro, para passar mais tempo com sua família e amigos. No entanto, segundo a ONG “Compassion & Choices (Compaixão e Escolhas)”, ela morreu no sábado, a primeira data escolhida, e deixou uma mensagem de despedida.
     
    “Adeus a todos meus queridos amigos e à família que amo. Hoje é o dia que escolhi para morrer com dignidade diante de minha doença terminal, este câncer cerebral terrível que me tirou tanto, mas que teria me tirado muito mais”, escreveu em seu perfil no Facebook.
     
    Atualmente o suicídio assistido – a entrega para pessoa que deseja terminar com sua vida do material necessário para realizá-lo, só é legal em só cinco estados americanos.
     
    Por isso a jovem, que morava em Oakland, na Califórnia, se mudou junto com seu marido para o Oregon, que permite a prática.
     
    “Espero estar rodeada pela minha família: meu marido, minha mãe, meu padrasto e minha melhor amiga, que é médica. Morrerei em casa, na cama que divido com meu marido, e partirei em paz, com a música que gosto ao fundo”, explicou Brittany em um vídeo.
     
    Embora no Oregon a Lei da Morte Digna tenha sido aprovada em 1997 e reivindicada por mais de 1.100 pessoas (das quais somente 750 a utilizaram), o caso de Brittany despertou uma incomum atenção midiática por dois motivos: sua idade e a decisão de expô-la na internet.
     
    A jovem se transformou em ativista a favor do direito a uma morte digna e criou o Fundo Brittany Mainard, além de um site onde publica vídeos em que explica suas decisões e motivos.
     
    “Quando a princesa Diana de Gales morreu em um acidente de trânsito, se transformou em uma figura citada de forma habitual nos discursos de promoção da segurança viária. Brittany conscientemente usa sua situação para se transformar na face pública de um movimento que precisa receber mais atenção”, opinou o “The Daily Beast”.
     
    No entanto, a decisão de Brittany também tem fortes críticos.
     
    “Acho que os cuidados paliativos são a melhor opção para a maioria dos doentes terminais em vez do suicídio assistido”, indicou o cardiologista Sandeep Jaouhar em uma coluna de opinião publicada no site da “CNN”.
     
    Para ele, “o hospital para doentes terminais permite o cuidado com o envolvimento da família, muitas vezes na própria casa do paciente, e foca em lidar com a dor e permitir morrer com conforto e dignidade”.
     
    “Ao contrário dos cuidados paliativos, o suicídio assistido é uma decisão final e irreversível”, lembrou.
     
    Em janeiro deste ano, pouco mais de um ano após se casar, Brittany foi ao médico por causa dos fortes dores de cabeça que sentia e teve diagnosticado um tumor cerebral de grande agressividade.
     
    O câncer avançou rapidamente e os especialistas a informaram que só restavam alguns meses de vida, e explicaram como seria o desenvolvimento da doença, que causa um grande e prolongado sofrimento antes da morte.
     
    Segundo uma pesquisa do centro Pew, os americanos estão divididos sobre o direito a uma morte digna: 47% defendem o suicídio assistido e 49% são contra.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Aedes aegypti representa risco em 117 municípios do país, diz ministério

    Aedes aegypti representa risco em 117 municípios do país, diz ministério

    Brasil tem 824 casos confirmados de chikungunya desde setembro.
    Ministério lança campanha de prevenção contra mosquito transmissor.
     
    A infestação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue e da febre chikungunya, representa risco em 117 municípios brasileiros, segundo o Ministério da Saúde. A pasta informou nesta terça-feira (4) que em quatro a cada 100 casas visitadas há a presença de focos do mosquito.
     
    Os dados foram divulgados durante o lançamento da Campanha Nacional de Prevenção da dengue e chikungunya, que aconteceu em Brasília.
     
    O governo confirmou que até o dia 25 de outubro foram diagnosticados 824 casos da febre chikungunya no Brasil. O primeiro foi confirmado em setembro. Os casos de dengue somam 556.317 em 2014. 
     
    O Levantamento Rápido do Índice de Infestação de Aedes Aegypti (LIRAa) foi feito em outubro em 1.463 municípios. Os dados foram fornecidos pelas secretarias de Saúde dos municípios.
     
    A pesquisa aponta as regiões com maior risco de transmissão das doenças no país. Segundo o ministério, 533 municípios estão em situação de alerta (1 a 3 casas com larvas) e 813 em situação satisfatória (de cada 100 casas, uma ou menos com larvas).
     
    Entre as cidades em situação de alerta estão dez capitais: Belém (PA), Porto Velho (RO), Maceió (AL), Natal (RN), Recife (PE), São Luis (MA), Aracaju (SE), Vitória (ES), Cuiabá (MT) e Porto Alegre (RS).
     
    O Nordeste é a região com mais municípios em situação de risco, segundo o Ministério da Saúde. Foram detectadas 96 cidades entre 727 pesquisadas. A pesquisa mostra que houve uma queda no número de imóveis infectados pelas larvas do mosquito de 2013 para este ano. No ano passado, o LIRAa apontou que 159 municípios estavam em situação de risco e 539 em alerta.
     
    O ministro da Saúde, Arthur Chioro, admitiu que a similaridade entre dengue e chikungunya preocupa. “Agora nós temos uma tarefa adicional, e que nos preocupa bastante, que é também da febre chikungunya. Por que isso? Eu digo, muito mais em função da possibilidade que a gente tenha […] de perder a capacidade de fazer diagnóstico e a conduta adequada dos casos de dengue se agravarem porque as medidas de enfrentamento, de prevenção, que nós temos com a dengue, são as mesmas da chikungunya.”
     
    O ministro disse ainda que o governo tem maior preocupação com a dengue, que é mais letal do que a febre chikungunya. “Sem dúvida nenhuma, [o que preocupa mais é] a dengue. Nós não teremos óbitos por chikungunya e nós temos óbitos com a dengue, muito embora nós tenhamos reduzido em 40% o número de óbitos de 2013 para 2014. E tem uma manifestação mais grave, muito mais preocupante que chikungunya.”
     
    Neste ano, 379 pessoas morreram por dengue no país, segundo o Ministério da Saúde. Em 2013, foram 646 óbitos.
     
    Segundo o governo, o estudo é importante para reduzir a transmissão durante o verão,  que é a estação mais propícia, já que a chuva e o calor são a combinação ideal para o aedes aegypti se desenvolver. “Se não agir com muita rapidez, em janeiro vai para 8% a 10% [8 a 10 casas com o foco do mosquito a cada 100]”, afirmou o secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa.
     
    Nova campanha
     
    “O perigo aumentou. E a responsabilidade de todos também”, diz o slogan da campanha do ministério lançada nesta terça. Para chamar a atenção sobre a importância da prevenção, o governo produziu imagens que trazem principalmente os criadouros dos mosquitos aedes, como vasos de plantas com água, sacos de lixo, tonéis e caixas d’água abertos, pneus desprotegidos e garrafas plásticas destampadas.
     
    De acordo com a pasta, é preciso destacar que a forma como se combate o foco do mosquito é a mesma para se evitar as duas doenças.
     
    Sintomas
     
    Os sintomas da febre chikungunya e da dengue também são parecidos. A chikungunya também dá febre alta, mal estar, dor de cabeça e manchas na pele. A diferença é que a dor nas articulações dos pés e das mãos é bem mais forte, principalmente nos pulsos e tornozelos.
     
    O “Dia D” de combate ao mosquito aedes aegypti está previsto para o próximo dia 6 de dezembro.
     
    Fonte: G1 Saúde
  • Redução de estômago reduz chances de diabetes tipo 2, diz estudo

    Redução de estômago reduz chances de diabetes tipo 2, diz estudo

    Pesquisa observou redução de 80% em casos da doença entre pessoas que passaram por redução de estômago; governo do Reino Unido estuda expandir operação para prevenir doença.
     
    Um estudo publicado na Lancet Diabetes and Endocrinology afirma que cirurgias bariátricas podem reduzir fortemente as chances de um paciente desenvolver diabetes tipo 2.
     
    Médicos acompanharam cerca de 5.000 pessoas para avaliar o impacto da operação, também conhecida como redução de estômago, na saúde.
     
    Os resultados mostraram uma redução de 80% de incidência da diabetes tipo 2 em pessoas que se submeteram à cirurgia.
     
    A Grã-Bretanha está considerando oferecer o procedimento a milhares de pessoas para prevenir a doença.
     
    Obesidade e diabetes tipo 2 estão fortemente relacionadas – quanto mais gorda é a pessoa, maior o risco de desenvolver a doença.
     
    A incapacidade de controlar os níveis de açúcar no sangue pode resultar em cegueira, amputações e danos nos nervos.
     
    Cerca de um décimo do orçamento do NHS, o sistema de saúde britânico, é gasto em cuidados relativos à doença.
     
    Cirurgia
     
    O estudo acompanhou 2.167 adultos obesos que passaram por cirurgia bariátrica.
     
    Eles foram comparados com 2.167 pessoas obesas que não foram fizeram a operação.
     
    Houve 38 casos de diabetes após a cirurgia, em comparação com 177 em pessoas que não passaram pelo procedimento – uma redução de quase 80%.
     
    Cerca de 3% das pessoas com obesidade mórbida desenvolvem diabetes tipo 2 a cada ano. A cirurgia reduziu a incidência para cerca de 0,5%, o que se equipara à média da população em geral.
     
    O Instituto Nacional de Saúde (The National Institute of Health and Care Excellence) está considerando expandir a cirurgia bariátrica no NHS para reduzir as taxas de diabetes tipo 2.
     
    Pela orientação atual, a cirurgia só é uma opção para pessoas com IMC acima de 35 que tenham outros problemas de saúde.
     
    Mas novas propostas para o sistema público de saúde britânico preveem que a cirurgia seja oferecida a todas as pessoas com este perfil – e ainda a pessoas bem mais magras, dependendo do caso.
     
    A instituição de caridade Diabetes UK diz que cerca de 460 mil pessoas atingirão os critérios para uma avaliação automática sob a nova orientação.
     
    Mas o total dispara para perto de 850 mil quando as pessoas com IMC menor de 30 também são consideradas.
     
    O Instituto Nacional de Saúde prevê números na casa de dezenas de milhares. No entanto, a cirurgia pode custar entre 3 mil e 15 mil libras – cerca de R$ 12 mil a R$ 60 mil – e os planos do instituto têm levantado preocupações de que o NHS não será capaz de pagar o tratamento, mesmo que haja economia no longo prazo.
     
    “A chave é saber não apenas o quanto a cirurgia é efetiva mas o quão segura ela é no longo prazo. Precisamos saber o custo-benefício da cirurgia bariátrica e como ele se pode ser balanceado com o custo de tratamente da diabetes”, disse Martin Gullford, do King's College London.
     
    “Esta é uma pesquisa interessante que reforça o que já sabemos sobre como a perda de peso ser importante para a prevenção de diabetes tipo 2. Mas é preciso lembrar que cirurgias têm riscos e que, por isso, a cirurgia bariátrica só deve ser considerada se sérias tentativas para perder peso tiverem sido infrutíferas”, disse Simon O'Neill, diretor de inteligência de saúde do Diabetes UK.
     
    “Olhando para o contexto, também precisamos nos concentrar mais, como sociedade, em impedir que as pessoas se tornem obesas. Precisamos saber se as pessoas estão recebendo apoio para perder peso por meio do acesso aos serviços certos para incentivá-las a fazer escolhas saudáveis. “
     
    Fonte: G1 Saúde
  • Nova tecnologia não invasiva para exame do fígado já está em testes

    Nova tecnologia não invasiva para exame do fígado já está em testes

    Bauru – Uma parceria entre o setor público e uma empresa privada permitiu o acesso de pacientes da rede pública de saúde à tecnologia de ponta para avaliação hepática. Trata-se do aparelho Fibroscan.
     
    O Fibroscan é um equipamento não invasivo de avaliação de fibrose hepática – lesão do fígado causada pela agressão dos vírus da hepatite B e C. A rodada de exames gratuita foi viabilizada por meio da parceria entre o Serviço de Ambulatórios Especializados de Infectologia (SAE), vinculado à Faculdade de Medicina de Botucatu/Unesp, administrado e mantido pela Famesp, e a Janssen, indústria farmacêutica que patrocinou o encaminhamento do aparelho e de uma equipe médica especializada para manuseio e realização dos testes. Ao todo, 15 pacientes que realizam o tratamento na unidade passaram pelo novo exame gratuitamente.
     
    Alternativa à biópsia
     
    O equipamento é uma alternativa ao método tradicional de biópsia hepática, técnica invasiva para recolhimento de um pequeno pedaço do fígado para análise. Semelhante a um transdutor de ultrassonografia, o Fibroscan faz uma medição de ondas emitidas entre dois pontos do fígado e, pela sua intensidade, avalia o grau de fibrose do órgão. Entre as vantagens do novo equipamento estão o baixo custo operacional, permitindo repetição de acordo com indicação médica; tempo de exame, de apenas cinco minutos; indolor e sem riscos. E, melhor, pode ser realizado no consultório.
     
    Parceria essencial
     
    O diretor do serviço de Ambulatórios Especializados, o médico infectologista Alexandre Naime Barbosa, disse que a parceria com a indústria farmacêutica é essencial para garantir o acesso dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) a tecnologias de ponta, que sempre são muito caras. Novas rodadas de exames já estão sendo agendadas para o primeiro semestre de 2015. No futuro, segundo o especialista, já há projetos que têm a intenção de viabilizar a aquisição permanente desse aparelho.
     
    O valor de mercado do Fibroscan não é muito caro, cerca de R$ 700 mil. E o aparelho também pode ser utilizado para o acompanhamento de pacientes de transplante de fígado. A hepatite C pode acometer o indivíduo novamente, mesmo após a troca do órgão. Para esses casos, a avaliação frequente do fígado é fundamental.
     
    Pacientes aprovam
     
    O aposentado José Ferrari, 73 anos, fez a avaliação hepática com o novo equipamento pela segunda vez. “É ótimo, é o segundo exame que faço. É colocar o aparelho e, em cinco minutos, está pronto”, explica. Para ele, o exame tradicional é doloroso e ter outra opção é um grande avanço. Anísio de Arruda Castro, 61 anos, é paciente do serviço especializado há sete anos e também submeteu-se à avaliação da fibrose do fígado por meio do Fibroscan. Portador de hepatite C e com sequelas de queimaduras pelo corpo decorrentes de um acidente, Anísio destaca que o novo método é uma conquista. “Minha última tentativa de biópsia doeu muito (em razão das queimaduras pelo corpo). Esse exame menos dolorido é bom pra todos, não só pra mim”, ressalta.
     
    Hepatite C
     
    Cerca de 3% da população mundial (170 milhões de pessoas) sofrem de infecção crônica pelo vírus da hepatite C (HCV) e 3 a 4 milhões de novas infecções ocorrem a cada ano. A hepatite C crônica é a principal causa de cirrose e câncer hepático, que podem levar à insuficiência hepática e óbito.
     
    A maior proporção de casos de hepatite C confirmados entre 1999 e 2010 é de pessoas na faixa de 40 a 59 anos – 54,4% dos registros. Essa faixa é seguida pela de 50 a 59 anos, e pelo grupo de 40 a 49 anos.
     
    O Brasil, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), é considerado um país com prevalência intermediária, entre 2,5% e 10% da população. Os fatores de risco mais relevantes são o uso de drogas injetáveis e drogas inaladas. Foram confirmados no Brasil 70 mil casos de hepatite C entre 1999 a 2010, a maioria nas regiões Sudeste e Sul.
     
    Fonte: DCI
     
  • Equipe de cientista brasileiro testa técnica contra Parkinson em macacos

    Equipe de cientista brasileiro testa técnica contra Parkinson em macacos

    Estudo testou a estimulação elétrica da medula espinhal em saguis.
    Técnica é alternativa a estimulação cerebral profunda, mais invasiva.
     
    A equipe do neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis divulgou novos avanços na pesquisa que busca um método para tratar Parkinson por meio da estimulação elétrica da medula espinhal. Desta vez, a técnica foi testada em primatas, mais especificamente em saguis-de-tufos-brancos (Callithriz jacchus).
     
    Os resultados do estudo foram publicados na revista científica “Neuron”. A pesquisa envolveu pesquisadores do Insituto Internacional de Neurociências de Natal Edmond e Lily Safra (IINN-ELS), da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), da Universidade de Lund, na Suécia, e da Universidade de Duke, nos Estados Unidos.
     
    Estudos anteriores já tinham mostrado a eficácia do método em roedores e até em humanos. Segundo os pesquisadores, a técnica já foi testada em mais de 50 pacientes. Apesar dos resultados positivos, ainda não se sabia exatamete quais eram as mudanças neurofisiológicas associadas à melhora dos sintomas, nem como essas mudanças poderiam ser melhor induzidas pelo tratamento.
     
    Foi isso que os pesquisadores buscaram observar aplicando a técnica em saguis. Antes de passarem pelos testes, os animais sofreram lesões que simulam os efeitos do Parkinson. Em seguida, tiveram microeletrodos implantados no cérebro e eletrodos para estimulação implantados na medula espinhal.
     
    Depois dos estímulos elétricos, foi observada uma “clara melhora clínica” nos animais, especialmente na parte motora. Análises mostraram que essa melhora estava associada a uma correção dos padrões da atividade elétrica neural, que aparecem oscilando de forma patológica no animal com sintomas de Parkinson.
     
    Segundo os pesquisadores, trata-se de um efeito semelhante ao observado com o uso do remédio levodopa (L-Dopa), usado no tratamento inicial da doença de Parkinson. “Esses estudos em primatas vão nos permitir selecionar parâmetros de estimulação que podem gerar os melhores resultados possíveis em pacientes parkinsonianos”, afirmou um dos autores do estudo, Romuno Fuentes, em nota divulgada pelo IINN-ELS.
     
    A técnica de estimulação elétrica da medula espinhal é uma alternativa à estimulação cerebral profunda. Nessa terapia, que já é aplicada no Brasil há vários anos em pacientes com Parkinson, uma região específica do cérebro passa a receber estímulos elétricos a partir de um “marca-passo” cerebral. Esse estímulo diminui alguns dos sintomas da doença, levando o paciente a ter maior controle sobre seus movimentos, por exemplo.
     
    A desvantagem da técnica é que ela envolve uma cirurgia muito invasiva. A estimulação elétrica da medula espinhal seria, portanto, uma alternativa menos invasiva.
     
    Fonte: Bem Estar
  • Ebola já infectou 13.567 pessoas e matou 4.951, segundo OMS

    Ebola já infectou 13.567 pessoas e matou 4.951, segundo OMS

    Número total diminuiu, pois casos suspeitos na Guiné foram descartados.
    Transmissão continua intensa em Guiné, Libéria e Serra Leoa.
     
    A atual epidemia de ebola matou 4.951 pessoas, de um total de 13.567 infectados, de acordo com balanço divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta sexta-feira (31). O balanço leva em conta os casos confirmados, suspeitos e prováveis registrados até o dia 29 de outubro.
     
    O número total de casos é menor do que o divulgado no balanço anterior da OMS porque houve casos suspeitos, principalmente na Guiné, que foram descartados.
     
    Os países com transmissão intensa da doença continuam sendo Libéria, Guiné e Serra Leoa. Também foram registrados casos no Mali, na Espanha, nos Estados Unidos, na Nigéria e no Senegal. Estes dois últimos países já foram declarados livres do vírus na semana passada.
     
    Veja detalhes dos locais com contaminação:
     
    Guiné: São 1667 casos, entre confirmados, prováveis e suspeitos. Ao todo, morreram 1018 pessoas.
     
    Libéria: ASão 6.535 casos, entre confirmados, prováveis e suspeitos. Ao todo, morreram 2.413 pessoas.
     
    Serra Leoa: Foram 5.338 casos, entre confirmados, prováveis e suspeitos. Ao todo, morreram 1.510 pessoas.
     
    Espanha: Houve apenas um caso confirmado, o da enfermeira Teresa Romero, que já foi curada.
     
    Estados Unidos:  Houve quatro casos da doença. Um dos pacientes morreu, um médico segue internado e duas enfermeiras foram curadas.
     
    Mali: houve apenas um caso da doença por enquanto – uma menina de 2 anos que morreu.
     
    Nigéria: Foram 20 casos de ebola, entre confirmados e prováveis, que levaram a 8 mortes. O país já foi declarado livre da doença.
     
    Senegal: Houve apenas um caso da doença e o paciente se recuperou. O país já foi declarado livre da doença.
     
    Fonte: Bem Estar
  • Saúde quer vacinar 12,7 milhões de crianças contra paralisia neste ano

    Saúde quer vacinar 12,7 milhões de crianças contra paralisia neste ano

    Total corresponde a 95% do público-alvo, que vai dos 6 meses aos 5 anos.
    Vacinação vai de 8 a 28 de novembro; último caso no Brasil foi há 25 anos.
     
    O Ministério da Saúde anunciou nesta quinta-feira (30) que pretende vacinar 12,7 milhões de crianças contra paralisia infantil neste ano. O número corresponde a 95% do público-alvo, que é formado por crianças entre 6 meses e 5 anos. As aplicações ocorrem entre 8 e 28 de novembro.
     
    A poliomielite é uma doença contagiosa que afeta principalmente crianças com menos de 5 anos. Ela pode causar paralisia em algumas horas e, em alguns casos, ser fatal. O Brasil não registra casos da doença há 25 anos.
     
    De acordo com a pasta, serão distribuídas 17,8 milhões de doses da vacina em gotas para todas as unidades da federação. A recomendação, no entanto, é que as secretarias estaduais disponibilizem a imunização injetável para crianças que tenham mais de 6 meses e estejam com a vacinação atrasada.
     
    Dados do ministério apontam que dez países registraram casos de poliomielite em 2013 e em 2014. Até 22 de outubro, foram 228 casos da doença, no Afeganistão, Nigéria e Paquistão.
     
    “[Isso] coloca o mundo inteiro com a responsabilidade de fazer a proteção, porque a poliomielite não está erradicada no mundo. Pode ter família que pense que a criança não precisa tomar a vacina, mas com o mundo globalizado de hoje, de viagens e turismo, o mundo todo tem contato com o mundo hoje”, explicou o secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa.
     
    A pasta vai disponibilizar mais de 100 mil postos de vacinação em todo o Brasil. Além disso, serão feitas campanhas na televisão e no rádio, tendo o Zé Gotinhas como principal personagem. Os personagens infantis Peppa Pig e Minions também serão usados nas peças publicitárias.
     
    Sarampo
     
    No mesmo período da campanha contra a pólio, o ministério também vai vacinar crianças de 1 a 5 anos contra sarampo, caxumba e rubéola. Serão distribuídas 12,5 milhões de doses de tríplice-viral, e a meta é atingir 10,9 milhões de crianças.
     
    O lançamento da campanha vai ser feito pelo ministro Arthur Chioro no Ceará, que neste ano registrou casos de sarampo. A doença, que tem febre alta, tosse, manchas avermelhadas, coriza e conjuntivite como principais sintomas, é transmitida por vírus e é altamente contagiosa.
     
    Chioro afirmou que o objetivo é superar a meta de 95%. “Não tem outra alternativa para a gente que não seja a mobilização nacional e a intensificação da cobertura. Teremos um sábado, que é o dia 8 de novembro, como da mobilização mais intensificada, mas é importante deixar claro que manteremos os serviços todos em mobilização até 28.”
     
    O ministro destacou a importância de seguir o calendário vacinal, já que há casos de crianças que não se imunizaram com doses anteriores. Neste ano, foram registrados 154.637 casos de sarampo em 175 países.
     
    Fonte: G1 Saúde
  • Diferenças genéticas individuais podem afetar sobrevivência ao ebola

    Diferenças genéticas individuais podem afetar sobrevivência ao ebola

    Genes estão envolvidos na resposta imunológica a infecções.
    Roedores com diferentes variações genéticas têm respostas diferentes.
     
    Há anos os cientistas vêm se perguntando por que algumas pessoas sobrevivem ao ebola enquanto outras perecem. Um novo estudo oferece provas contundentes de que diferenças genéticas individuais podem ter um papel crucial nas variações na mortandade da doença.
     
    Pesquisadores da Universidade de Washington relataram suas descobertas nesta quinta-feira (30) na revista científica “Science”.
     
    Eles compararam camundongos de laboratório convencionais, que normalmente só morrem quando são infectados pela versão do ebola para sua espécie, com camundongos geneticamente diferentes que desenvolveram uma ampla variedade de sintomas de maneira muito semelhante àquela vista em pessoas infectadas com o vírus.
     
    Os roedores usados no estudo foram gerados a partir de oito linhagens diferentes do animal e criados de modo a representar a diversidade genética humana.
     
    Os sintomas nestes roedores modificados variaram da ligeira perda de peso à febre hemorrágica plena, incluindo hemorragias, baço inchado e mudanças na cor e na textura do fígado.
     
    “Infectamos estes camundongos com uma cepa do vírus do ebola para camundongos”, disse Angela Rasmussen, microbióloga da Universidade de Washington que ajudou a liderar o estudo.
     
    “Em camundongos de laboratório tradicionais, esta cepa do ebola mata os animais, mas não produz nenhuma doença hemorrágica”, explicou.
     
    Os pesquisadores acreditam que os resultados podem auxiliar a esclarecer algumas dúvidas sobre o surto da doença que assola Libéria, Serra Leoa e Guiné e que já matou cerca de 5 mil pessoas.
     
    Um grande ponto de interrogação é se os sobreviventes do ebola tiveram alguma exposição viral anterior que permite aos seus sistemas imunológicos combater a infecção ou se existe algo geneticamente único nestes sobreviventes que os torna resistentes.
     
    O estudo com os roedores não consegue elucidar a questão da imunidade prévia, mas reforça a ideia de que o código genético dos indivíduos desempenha um papel na sobrevivência ao ebola. “Com certeza existe um componente genético”, afirmou Rasmussen.
     
    A pesquisa mostra que os genes dominantes influenciam como as células se tornam infectadas e quanto o vírus se divide, disse o professor Andrew Easton, virologista da Universidade de Warwick, que não participou do estudo.
     
    “A maioria destes genes está envolvida nos estágios primordiais de nossa resposta imunológica a infecções”, algo que também foi visto com outros vírus, declarou ele em um comunicado.
     
    O coautor do estudo e também pesquisador da Universidade de Washington, Michael Katze, disse esperar que a pesquisa acalmar o debate sobre o papel da genética no progresso da doença.
     
    “Estes camundongos foram infectados exatamente com a mesma dose, exatamente pelo mesmo método e exatamente pelo mesmo investigador. A única coisa diferente foi o histórico genético”, afirmou.
     
    Um fator que dificultou a pesquisa com o ebola foi a falta de um roedor que sirva de modelo para estudar a doença. Rasmussen espera que daqui por diante seu trabalho torne mais fácil para os cientistas estudar drogas e vacinas que combatam o ebola.
     
    A maioria desses estudos é feita em macacos, mas eles podem ser difíceis de se trabalhar.
     
    Fonte: Bem Estar
  • EUA aprovam primeira vacina contra perigoso tipo de meningite

    EUA aprovam primeira vacina contra perigoso tipo de meningite

    O departamento de Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA, na sigla em inglês) dos Estados Unidos aprovou nessa quarta-feira (29) a primeira vacina contra a meningite bacteriana de tipo B, depois de surtos em vários campi universitários em 2013.
     
    A vacina trumenba, do Laboratório Pfizer, é autorizada para pessoas entre os 10 e os 25 anos e previne a infecção meningocócica provocada pela bactéria Neisseria meningitidis de tipo B, anunciou o órgão em comunicado.
     
    Dos 500 casos de meningite meningocócica notificados nos Estados Unidos em 2012, 160 foram causados pelo meningococo do tipo B, a espécie mais letal, segundo dados dos centros de Controle e Prevenção da Doença.
     
    A vacinação é o método mais eficaz para prevenir a doença, mas até hoje as vacinas aprovadas nos Estados Unidos só cobriam quatro dos cinco principais tipos de meningococo – A, C, Y e W.
     
    Fonte: Uol Notícias