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  • Governo inclui vacina contra coqueluche, difteria e tétano para grávidas

    Governo inclui vacina contra coqueluche, difteria e tétano para grávidas

    A vacina contra coqueluche, difteria e tétano (DTPa) voltada para gestantes passa a fazer parte do Calendário Nacional de Vacinação do Sistema Único de Saúde (SUS) em todo o país.
     
    As doses estarão disponíveis nos 35 mil postos de saúde da rede pública a partir deste mês, segundo o Ministério da Saúde em anúncio nesta segunda-feira (17). A vacina estará disponível também para profissionais de saúde que trabalham em maternidades e em UTI neonatal.
     
    A vacina deve ser administrada a cada nova gravidez, independentemente se a gestante já tomou a outra vacina que oferece imunidade à difteria e ao tétano (a dupla adulto, conhecida como adulto-dT, recomendada em três doses) já disponível na rede pública. Além de se proteger, após tomar a vacina, a mãe passa anticorpos para seu filho ainda no período de gestação, já que a doença se manifesta mais em bebês de três a seis meses de vida.  
     
    Isso garante ao bebê imunidade nos primeiros meses até que complete o esquema vacinal contra coqueluche, definido pelo calendário básico.
     
    “A vacina DTpa para gestantes é aprovada pela Organização Mundial da Saúde e já está sendo adotada como uma das estratégias para controle da coqueluche em vários países”, afirmou o ministro da Saúde, Arthur Chioro.
     
    Como e quando tomar
     
    A recomendação do ministério é que a aplicação da dose seja realizada entre as 27ª e a 36ª semanas de gestação. Este período gera maior proteção para a criança, com efetividade estimada em 91%.
     
    “É o melhor momento para dar a proteção necessária por mais tempo”, disse o secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa, durante o anúncio.
     
    Entretanto, a dose também pode ser administrada até, no máximo, 20 dias antes da data provável do parto.
     
    Se a mulher não tomou nenhuma dose da dupla adulto antes de engravidar, é necessário tomar duas doses dela com intervalo de no mínimo 30 dias e complementar com a DTPa.
     
    Caso a mulher tenha tomado uma dose da dT antes da gestação, ela deverá reforçar o esquema com mais uma dose da dT e outra da DTPa. Já para as que se preveniram com duas ou mais doses da dT, recomenda-se a administração de apenas uma dose da DTPa.
     
    Essa vacina não deve ser administrada em crianças, mas a vacinação da mãe ajudará a transferir anticorpos para evitar a doença nos bebês. A proteção das crianças para coqueluche é feita com três doses da vacina Pentavalente (DTP, hepatite B e HiB), que deve ser aplicada aos dois, quatro e seis meses de vida. Aos 15 meses e aos quatro anos a criança recebe o reforço com a vacina DTP.
     
    A expectativa do governo é vacinar 2,9 milhões de gestantes e 324 mil profissionais de saúde.
     
    Segundo o Ministério da Saúde, a vacina busca reduzir a incidência da mortalidade de recém-nascidos pela doença, principalmente para menores de seis meses.
     
    Entre 2011 e 2013, o Ministério da Saúde registrou 4.921 casos de coqueluche em menores de 3 meses, 35% de todos casos do país neste período, que foram 14.128. No período, foram 204 mortes nesta faixa etária, o que representa 81% do total nacional, que foi de 252 mortes.
     
    Coqueluche
     
    A coqueluche é uma doença infecciosa aguda e uma das principais causas de mortalidade infantil. O número de casos de coqueluche reduziu de uma média de 40 mil notificações nos anos 80 para cerca de 1.500 casos na década de 2.000 no país, mas está em expansão em países pobres da África e Ásia e mesmo em países ricos como Estados Unidos, Canadá e em alguns países europeus. 
     
    As principais complicações secundárias são respiratórias, como, a pneumonia.
     
    Fonte: Uol Saúde
     
  • Obrigatório a partir de 2015, teste da linguinha já é feito em bebês de Brotas

    Obrigatório a partir de 2015, teste da linguinha já é feito em bebês de Brotas

    Teste da linguinha detecta problema de língua presa em recém-nascidos.
    Fonoaudióloga de Brotas é responsável pela técnica, inédita no mundo.
     
    A partir de 2015, crianças recém-nascidas terão que passar pelo teste da lingüinha, desenvolvido por uma fonoaudióloga de Brotas. No município de Brotas, os bebês já passam pelo procedimento, que é coberto pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo a Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia, a técnica é inédita no mundo. O exame ajuda a diagnosticar a chamada língua presa, problema que dificulta a alimentação e pode prejudicar a fala com o tempo.
     
    O teste pode evitar problemas como a dificuldade de amamentação, mastigação e fala. Além disso, vai padronizar a maneira de avaliar o recém nascido, o que ajuda a definir o número exato de casos existentes. O bebê com problema de língua presa pode, por exemplo, chegar a machucar o seio da mãe ao sugar o leite. A recomendação é que a criança que passar pela cirurgia faça sessões de fonoaudiologia para não comprometer a fala.
     
    De acordo com a fonoaudióloga Roberta Martinelli, que desenvolveu o teste, alguns sinais são importantes para constatar o problema, que é mais comum em meninos. “Língua presa é quando uma membrana que conecta a língua ao assoalho da boca ao permite que a língua realize os movimentos necessários, principalmente o de elevação”, explicou.
     
    Se a criança for diagnosticada é indicada uma cirurgia, que dura 5 minutos, para corrigir o problema. O bebê já se recupera assim que começa a mamar. “Não usamos nenhum tipo de injeção, apenas um gel anestésico. Depois, levantamos a língua e usamos uma tesoura para cortar a membrana”, relatou Roberta.
     
    A pesquisa da fonoaudióloga foi premiada e se tornou tema de campanha no país, fazendo com que um projeto de lei fosse criado em 2012 e a lei fosse sancionada em 2014. Ela deve entrar em vigor em, no máximo, 180 dias. Depois disso, o teste passa a ser obrigatório em todo o Brasil e deve ser feito antes de o bebê receber alta.
     
    A dona de casa Vanessa dos Santos Ribeiro ficou apreensiva quando descobriu que o filho tem a má formação, mas se acalmou ao saber que existe solução. “A gente conhece muita gente que tem a língua presa e não quis fazer a cirurgia ou não sabia. Eu não conhecia, por isso quando me disseram que existe foi um alívio”, disse.
     
    O filho da auxiliar de produção Alexandra Cristina de Souza vai fazer a cirurgia. “Ele não vai ter dificuldade para falar e não vai ter problemas para se alimentar. Para mim, foi bom”, afirmou.
     
    Fonte: G1 Saúde
     
  • MOBILIZAÇÃO NACIONAL

    MOBILIZAÇÃO NACIONAL

    Nós, dirigentes da categoria farmacêutica em todo o país (CFF, conselhos regionais, federações, sindicatos, associações e sociedades farmacêuticas, entre outras) estamos convocando os profissionais e estudantes de Farmácia a se mobilizarem, hoje, dia 18, e amanhã, dia 19, contra a votação do relatório sobre da MP nº 653/2014.
     
    A votação do relatório da Medida Provisória está marcada para amanhã, quarta-feira (19), às 14h30, no Senado.
     
    E pedimos, ainda, que se mobilizem em favor das sugestões do Fórum Nacional de Luta pela Valorização da Profissão Farmacêutica apresentadas ao relator da matéria – ontem (dia 17.11) – e que defendem as conquistas alcançadas com a Lei 13. 021/14, a assistência farmacêutica e, em especial, a saúde e segurança do povo brasileiro.
     
    Essa luta é de todos nós. 
     
    Então, farmacêuticos brasileiros, manifestem-se!
     
    Alexandre Correia 
    Presidente do Conselho Regional de Farmácia.
     
    Walter Jorge João 
    Presidente do Conselho Federal de Farmácia.
  • Buscas na internet preveem epidemias

    Buscas na internet preveem epidemias

    Prever epidemias de doenças como dengue, gripe ou mesmo tuberculose até quatro semanas antes que ocorram pode ser possível monitorando as buscas feitas pelos usuários da enciclopédia virtual Wikipédia.
     
    Pesquisadores do Laboratório Nacional de Los Alamos, no Novo México (EUA), desenvolveram um modelo matemático que usa informações das buscas para fazer as previsões, que são comparadas aos dados oficiais.
     
    A conclusão é que é possível prever a ocorrência de algumas epidemias com alto nível de confiabilidade.
     
    Tudo isso porque as pessoas, antes mesmo de procurarem orientação médica, muitas vezes pesquisam on-line os sintomas.
     
    Como os dados de buscas ficam (anonimamente) armazenados, é possível utilizá-los para tentar saber o que realmente está acontecendo.
     
    Para doenças como dengue no Brasil e na Tailândia, e gripe nos EUA, no Japão e na Polônia, os resultados foram apresentados pelo modelo com quase um mês de antecedência ante a vigilância epidemiológica.
     
    Para doenças como cólera, avaliada no Haiti, e Aids na China e no Japão, o modelo falhou em prever o comportamento epidemiológico.
     
    A matemática Sara del Valle, que está entre os autores do trabalho, disse à Folha que o modelo matemático usado para monitorar uma doença em um país pode ser facilmente adaptado a outros países, mesmo com diferenças culturais e de idioma.
     
    “Se a Wikimedia responsável pelo Wikipédia liberasse os dados de acesso aos artigos por país, poderíamos mudar a forma como é feita a vigilância epidemiológica.”
     
    No Brasil, a notificação de dengue e tuberculose deve ser feita em até uma semana pelos médicos ao governo. A gripe tem de ser notificada em até 24 horas.
     
    No entanto, a nova técnica não tira a importância da previsão do governo, afinal as previsões do modelo são validadas somente quando comparadas aos dados oficiais.
     
    O trabalho foi publicado nesta quinta (13) na revista especializada “Plos Computational Biology”.
     
    A iniciativa aparece após iniciativas como a do Google (google.org/flutrends), que tenta modelar matematicamente a ocorrência de gripe com buscas em seu site.
     
    Na mesma linha, a UFMG em parceria com o Ministério da Saúde desenvolveu um sistema que monitora em tempo real as menções à dengue no Twitter.
     
    CRECHES
     
    Outra pesquisa recente que chamou a atenção dos epidemiologistas foi feita pela Universidade de Michigan.
     
    Eles conseguiram a detecção precoce de epidemias fazendo com que funcionários de quatro creches nos EUA cadastrassem em um site as doenças das crianças.
     
    Como crianças pequenas ainda não têm um sistema imunológico plenamente desenvolvido, além de não terem muitas vezes hábitos de higiene típicos de adultos, como lavar as mãos com frequência, elas tendem a antecipar tendências de epidemias.
     
    “Nós conseguimos reduzir o tempo de reportar doenças por cerca de três semanas”, declara Andrew Hashikawa, pesquisador que liderou o trabalho. “Essa é uma maneira real de enxergar a doença em uma comunidade, porque muitas vezes ela se espalha além da população de crianças em creches”.
     
    Vítimas possíveis de infecção a partir das crianças costumam ser seus avôs, pessoas idosas também com sistemas de defesa mais fracos. Outros adultos, crianças e adolescentes poderiam ser infectados em seguida.
     
    Fonte: Folha de S. Paulo
     
  • Sêmen prejudica eficácia de gel microbicida anti-HIV, sugere estudo

    Sêmen prejudica eficácia de gel microbicida anti-HIV, sugere estudo

    Proteínas presentes no esperma dificultam trabalho de medicamento.
    Microbicidas foram criados para proteger mulheres da África subsaariana.
     
    O sêmen parece interferir nos géis microbicidas usados para evitar a infecção por HIV, o que possivelmente explica porque funcionam em laboratório, mas não em situações da vida real, afirmaram cientistas. Fragmentos de proteínas encontrados no sêmen dificultam o trabalho de microbicidas aplicados na vagina, destacou a pesquisa publicada na revista “Science Translational Medicine”.
     
    Conhecidas como fibrilas amiloides, estas partículas no sêmen atuam como uma cola, prendendo partículas de HIV na superfície da célula, estimulando a infectividade viral, destacou a pesquisa, conduzida por cientistas da Universidade da Califórnia, em San Francisco, e da Universidade de Ulm, na Alemanha. “Este efeito subjuga a atividade anti-HIV dos microbicidas”, ressalta o artigo científico.
     
    Esses microbicidas foram desenvolvidos originalmente como uma forma de habilitar as mulheres da África subsaariana a se proteger, devido à dificuldade que podem encontrar para negociar o uso de preservativos com seus parceiros. “No entanto, a primeira geração de microbicidas foi amplamente ineficaz, ou pior, alguns inclusive levaram a um aumento da transmissão do vírus”, disse o autor principal da pesquisa, Warner Greene, diretor do Instituto Gladstone de Virologia e Imunologia.
     
    A coautora do estudo, Nadia Roan, do Departamento de Urologia da Universidade de San Francisco, afirmou que as últimas pesquisas se baseiam em estudos anteriores. “Nós demonstramos anteriormente que o sêmen intensifica a infecção pelo HIV, mas esta foi a primeira vez que demonstramos que esta capacidade reduz claramente a eficácia antiviral dos microbicidas”, concluiu.
     
    O efeito foi o mesmo em todos os microbicidas testados no estudo, exceto o Maraviroc, que é avaliado para uso como microbicida e atualmente é utilizado como um tratamento para HIV/Aids. Este medicamento age de forma diferente à dos microbicidas que atacam o HIV. Ao contrário destes, ele se liga a um co-receptor de células hospedeiras para impedir que o vírus entre na célula.
     
    “Os resultados indicam que o Maraviroc é um promissor candidato a microbicida e sugerem que futuros microbicidas devem ser testados 'in vitro' na presença de sêmen”, destacou o estudo.
     
    Fonte: G1 Saúde
     
  • Fiocruz pesquisa teste rápido para detectar casos de chikungunya

    Fiocruz pesquisa teste rápido para detectar casos de chikungunya

    A Fundação Oswaldo Cruz já deu início aos trabalhos em busca de um teste rápido capaz de identificar casos de febre chikungunya no Brasil. De acordo com o vice-presidente de Pesquisa e Laboratórios de Referência da instituição, Rodrigo Guerino, o teste será similar ao teste rápido de gravidez, uma pequena quantidade de sangue será suficiente para mostrar o resultado em uma fita indicativa.
     
    Em audiência pública, na Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados, Rodrigo destacou a importância do diagnóstico rápido da doença, uma vez que os sintomas se assemelham aos da dengue, mas há sutilezas no tratamento de ambas as enfermidades.
     
    O diretor do Departamento de Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, Cláudio Maierovitch, admitiu que há uma preocupação, por parte da pasta, em relação à possível confusão de diagnóstico entre casos de dengue e febre chikungunya. Um erro de diagnóstico, segundo ele, pode fazer com que os profissionais deixem de agir rapidamente no caso da dengue, provocando um agravamento do quadro e mesmo o óbito do paciente.
     
    Dados do ministério indicam que, até o momento, ocorreram 1.039 casos confirmados de febre chikungunya no país, a maior parte na Bahia e no Amapá. Há ainda 968 casos em investigação. Maierovitch lembrou que o país conta com uma experiência de 30 anos no tratamento da dengue. Ele ressaltou que o país já passou por momento de ter que “montar hospitais de campanha e centros de hidratação rápida. Não prevemos esse cenário para o vírus chikungunya, mas ele não é impossível”.
     
    No debate, o representante da Organização Pan-americana de Saúde (Opas) no Brasil, Henrique Vazquez, destacou que praticamente todo o continente conta com a presença do vetor que transmite a febre chikungunya e que, no caso do Brasil, a ausência de imunidade na população torna os brasileiros suscetíveis à doença. “O chikungujnya será um grande desafio”, concluiu.
     
    Saiba mais sobre a chikungunya
     
    O que é chikungunya?
     
    É uma doença infecciosa febril, causada pelo vírus Chikungunya, que pode ser transmitida pelos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus.
     
    Quais são os sintomas?
     
    Febre acima de 39ºC, dores nas articulações, na cabeça e nos músculos e manchas vermelhas na pele que costumam durar de três a 10 dias. Os sintomas surgem entre dois a dez dias após a picada do inseto.
     
    Uma pessoa doente pode infectar outra saudável?
     
    Não existe transmissão entre pessoas. A única forma de infecção é pela picada dos mosquitos.
     
    Quem se infecta com o vírus fica imune?
     
    Sim. Quem apresentar a infecção fica imune o resto da vida.
     
    Ficarei doente se for picado por um mosquito infectado?
     
    Não necessariamente. Em média, 30% das pessoas infectadas não apresentam os sintomas clássicos da doença.
     
    Como o vírus é transmitido?
     
    Pela picada da fêmea de mosquitos infectados: o Aedes aegypti, que vive em área urbana e tropical; e o Aedes albopictus, presente em áreas rurais.
     
    Posso ter chikungunya e dengue ao mesmo tempo?
     
    Sim, se tiver contato com os mosquitos portadores de ambos os vírus.
     
    Existem grupos de maior risco?
     
    O vírus pode afetar pessoas de qualquer idade ou sexo, mas os sintomas tendem a ser mais intensos em crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas.
     
    Como se identifica um caso suspeito?
     
    Quem tiver febre de início súbito acima de 38,5ºC e dor articular ou artrite intensa e que tenham viajado recentemente às áreas onde o vírus circula.
     
    Qual a área de circulação do vírus?
     
    O vírus circula em alguns países da África e da Ásia, do Caribe e, recentemente, chegou à América do Sul. O primeiro caso registrado no Brasil foi em setembro de 2014
     
    Fonte: G1 Saúde
     
  • Vírus encontrado em algas altera capacidade mental de humanos

    Vírus encontrado em algas altera capacidade mental de humanos

    Inofensivo até agora, ATCV-1 foi encontrado na garganta de pessoas.
    Organismo não deve ser considerado uma ameaça à saúde pública.
     
    Um vírus que afeta as algas verdes – algumas das quais são comestíveis – altera ligeiramente algumas capacidades mentais nos humanos, revelaram estudos americanos, que destacaram que no momento não deve ser considerado um perigo para a saúde pública.
     
    O organismo, chamado ATCV-1 (Acanthocystis turfacea Chlorella), até agora considerado inofensivo, foi descoberto na garganta de pessoas em bom estado de saúde e que aparentemente “tiveram um conjunto de funções cognitivas afetadas, entre elas as responsáveis pelo processamento de informações visuais e pelo sentido da orientação”.
     
    Estes resultados preliminares, publicados recentemente na revista da Academia Americana de Ciências, a “PNAS”, ilustram a capacidade de certos micro-organismos de provocar alterações psicológicas sem provocar uma doença, explicaram os pesquisadores.
     
    “Trata-se de um exemplo surpreendente, que mostra como um micro-organismo, aparentemente inofensivo, presente em nosso corpo, pode afetar nosso comportamento e nossa cognição”, disse Robert Yolken, virologista do centro hospitalar universitário Johns Hopkins, em Baltimore, e principal autor dos estudos.
     
    Contudo, os cientistas não acreditam que “o vírus deve ser considerado uma ameaça à saúde pública”. Como parte de outro estudo, o pesquisador e sua equipe descobriram a presença do vírus ATCV-1 por acaso, ao analisar o DNA dos vírus e bactérias que formavam a flora microbiana na garganta de 92 pessoas saudáveis.
     
    Cérebro afetado
     
    Conhecido por infectar as algas verdes (ou clorofíceas) presentes nos mares, lagos e oceanos, o vírus estava presente em 42 dos 92 casos. O grupo infectado teve resultados piores em uma série de provas que mediam a rapidez do processamento de informações visuais por parte do cérebro.
     
    Em seguida, foram feitas experiências em ratos de laboratório para analisar como o vírus afetava a capacidade de realizar certas tarefas e constataram efeitos similares aos observados nos humanos. Por exemplo, os ratos infectados apresentavam mais dificuldade para encontrar o caminho no labirinto e menor capacidade de atenção.
     
    Uma análise dos seus tecidos cerebrais mostrou mudanças na expressão de genes múltiplos no hipocampo, região do cérebro responsável pela memória e orientação espacial.
     
    Fonte: G1 Saúde
  • Mortes por ebola chegam a 5.160, segundo OMS

    Mortes por ebola chegam a 5.160, segundo OMS

    Número de casos em oito países somou 14.098 em 9 de novembro.
    Serra Leoa é o país com maior aumento de casos, segundo relatório.
     
    O número de mortes por ebola chegou a 5.160 até o dia 9 de novembro, de acordo com um relatório divulgado nesta quarta (12) pela OMS. O total de casos em oito países soma 14.098.
     
    A situação mais séria é a de Serra Leoa, o único país onde o número de casos continua aumentando, com 5.368 pessoas contaminadas e 1169 mortes. No Guiné e na Libéria, país com mais casos desde o início da epidemia, a incidência de casos não está mais crescendo nacionalmente, segundo a OMS.
     
    Guiné tem 1.878 casos registrados, com 1.142 mortes, e a Libéria já teve 6.822 casos, com 2.836 mortes. A OMS diz que a transmissão ainda é “consistentemente alta” em Conakry e Macenta, no Guiné, em Montserrado, na Libéria, e nas regiões norte e oeste de Serra Leoa. Por outro lado, a situação começa a melhorar em Lofa, na Libéria, e em Kenema e Kailahun, em Serra Leoa.
     
    O relatório aponta ainda que o Mali teve quatro casos da doença, todos fatais.
     
    Os outros países que tiveram casos registrados, mas que atualmente não contam com nenhum doente em tratamento, são a Espanha e os Estados Unidos, além de Nigéria e Senegal. Nestes dois últimos o prazo de quarentena para as últimas pessoas em observação já foi encerrado, e os países foram declarados oficialmente livres da doença.
     
    Fonte: G1 Saúde
  • Infecção por HPV pode ser mais frequente em fumantes, diz pesquisa

    Infecção por HPV pode ser mais frequente em fumantes, diz pesquisa

    Um estudo realizado no Canadá mostra que a infecção por HPV (papilomavírus humano) pode ser mais frequente em homens que fumam, e também entre os que têm múltiplas parceiras sexuais.
     
    O trabalho, realizado pela Universidade McGill e publicado na revista da Associação Americana para a Pesquisa do Câncer, ainda descobriu que o HPV oral é mais frequente em homens cujas parceiras têm o vírus na região da boca e garganta ou genital. Isso confirma a tese de que o HPV pode ser transmitido por via oral-genital e também oral-oral.
     
    O HPV é uma das doenças sexualmente transmissíveis mais prevalentes do mundo, e constitui um fator de risco para diversos tipos de câncer, como de colo de útero, anal, vaginal, peniano e orofaríngeo.
     
    Uma equipe liderada pelo professor de epidemiologia Eduardo Franco analisou dados de 222 homens entre 18 e 24 anos e suas parceiras. No total, a prevalência de HPV foi de 7,2%.
     
    Mas os números foram maiores para os homens fumantes (12,2%), os que estavam em relacionamentos não monogâmicos (17,9%) e os que tinham um parceiro com infecção oral por HPV (28,6%) e/ou genital (11,5%).
     
    A prevalência do HPV 16, um dos tipos mais associados ao câncer, foi de 2,3% entre todos os homens que participaram do estudo, e de 6,1% entre os 33 homens que tinham parceiras com uma infecção genital HPV 16.
     
    Para cada aumento de unidade na frequência de sexo oral na parceira (nunca/raramente, às vezes, e maioria das vezes/sempre), a prevalência do tipo de HPV presente nos genitais das parceiras era mais de duas vezes maior.
     
    Nenhuma infecção foi detectada entre os homens que nunca fumaram, estavam em um relacionamento monogâmico e tinham uma parceira sem HPV.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • ”

    Para estudo, problemas neurológicos podem levar a 'erros de cálculo' na posição do próprio corpo no espaço e acusar presença de alguém que não existe.
     
    A sensação de se estar próximo a uma “presença-fantasma” – de que há alguém por perto quando não há ninguém – se origina em uma parte do cérebro, segundo um estudo recente publicado no jornal científico Current Biology.
     
    Os cientistas conseguiram identificar algumas áreas do cérebro responsáveis por gerar essa sensação relatada por algumas pessoas. Eles também conseguiram criar um experimento que faz com que as pessoas sintam que há um fantasma por perto.
     
    O estudo constatou que pacientes com problemas nas partes do cérebro associadas a autoconsciência, movimentos e a posição do corpo no espaço relatavam experiências como essa, a de sentir a presença de alguém que não existe.
     
    A “presença-fantasma” é um fenômeno comum relatado por muitas pessoas.
     
    Segundo Giulio Rognini, cientista do Instituto Federal de Teconologia da Suíça, essa sensação é sempre muito “real”.
     
    “Essa impressão é muito vívida. Eles sentem alguém, mas não conseguem ver essa pessoa. Sempre é uma presença sentida”, disse.
     
    Para ele, essa sensação é mais comum em pessoas que enfrentam condições extremas, como montanhistas ou pessoas com condições neurológicas específicas.
     
    “O que impressiona é que eles relatam frequentemente que os movimentos que estão fazendo é 'imitado' pela presença-fantasma. Então se o paciente está sentado, eles sentem que o fantasma está sentado. Se eles estão de pé, o fantasma está de pé, e assim por diante”, explicou.
     
    Estudo
     
    O estudo foi feito com 12 pessoas que apresentavam algum tipo de distúrbio neurológico e que relataram terem sentido uma “presença-fantasma” algumas vezes.
     
    Os testes revelaram que todos esses pacientes tinham problemas em áreas do cérebro que são relacionadas à autoconsciência e aos movimentos do corpo.
     
    Em outros testes, os cientistas examinaram 48 voluntários saudáveis, que não tinham tido nenhuma experiência paranormal, e desenvolveram um experimento para alterar os sinais neurais nessas regiões do cérebro.
     
    Eles vendaram os olhos dos participantes e pediram a eles que manipulassem um robô com as mãos. Enquanto eles faziam isso, um outro robô, poscionado atrás dos voluntários, traçava esses mesmos movimentos.
     
    Quando os movimentos na frente e atrás do corpo do voluntário ocorriam ao mesmo tempo, eles não relatavam nada de estranho.
     
    Mas quando havia um atraso entre um movimento e outro, um terço dos voluntários relataram a sensação de que havia uma “presença-fantasma” na sala, e alguns disseram terem sentido a presença de até quatro “aparições” no local.
     
    Para dois dos participantes, a sensação foi tão estranha que eles pediram para parar o experimento.
     
    Resultados
     
    Os pesquisadores disseram que essas interações estranhas com os robôs mudaram temporariamente a função do cérebro nas regiões associadas com autoconsciência e percepção da posição dos corpos.
     
    A equipe acredita que a “presença-fantasma” é sentida por uma “confusão” do cérebro: ele está calculando mal a posição do próprio corpo e o identificando como pertencente a outra pessoa.
     
    “Nosso cérebro tem várias representações do nosso corpo no espaço. Em condições normais, ele é capaz de montar uma autopercepção unificada da pessoa por meio dessas representações”, explicou Rognini.
     
    “Mas quando o sistema não funciona bem por causa de alguma doença – ou, nesse caso, por causa de um robô -, isso pode às vezes criar uma segunda representação de um mesmo corpo, que não é mais percebido como 'eu', mas como outra pessoa, ou uma 'presença-fantasma'.”
     
    Os pesquisadores afirmam que essas descobertas podem ajudá-los a entender melhor alguns condições neurológicas específicas, como a esquizofrenia.
     
    Fonte: BBC Brasil