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  • Equipe de cientista brasileiro testa técnica contra Parkinson em macacos

    Equipe de cientista brasileiro testa técnica contra Parkinson em macacos

    Estudo testou a estimulação elétrica da medula espinhal em saguis.
    Técnica é alternativa a estimulação cerebral profunda, mais invasiva.
     
    A equipe do neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis divulgou novos avanços na pesquisa que busca um método para tratar Parkinson por meio da estimulação elétrica da medula espinhal. Desta vez, a técnica foi testada em primatas, mais especificamente em saguis-de-tufos-brancos (Callithriz jacchus).
     
    Os resultados do estudo foram publicados na revista científica “Neuron”. A pesquisa envolveu pesquisadores do Insituto Internacional de Neurociências de Natal Edmond e Lily Safra (IINN-ELS), da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), da Universidade de Lund, na Suécia, e da Universidade de Duke, nos Estados Unidos.
     
    Estudos anteriores já tinham mostrado a eficácia do método em roedores e até em humanos. Segundo os pesquisadores, a técnica já foi testada em mais de 50 pacientes. Apesar dos resultados positivos, ainda não se sabia exatamete quais eram as mudanças neurofisiológicas associadas à melhora dos sintomas, nem como essas mudanças poderiam ser melhor induzidas pelo tratamento.
     
    Foi isso que os pesquisadores buscaram observar aplicando a técnica em saguis. Antes de passarem pelos testes, os animais sofreram lesões que simulam os efeitos do Parkinson. Em seguida, tiveram microeletrodos implantados no cérebro e eletrodos para estimulação implantados na medula espinhal.
     
    Depois dos estímulos elétricos, foi observada uma “clara melhora clínica” nos animais, especialmente na parte motora. Análises mostraram que essa melhora estava associada a uma correção dos padrões da atividade elétrica neural, que aparecem oscilando de forma patológica no animal com sintomas de Parkinson.
     
    Segundo os pesquisadores, trata-se de um efeito semelhante ao observado com o uso do remédio levodopa (L-Dopa), usado no tratamento inicial da doença de Parkinson. “Esses estudos em primatas vão nos permitir selecionar parâmetros de estimulação que podem gerar os melhores resultados possíveis em pacientes parkinsonianos”, afirmou um dos autores do estudo, Romuno Fuentes, em nota divulgada pelo IINN-ELS.
     
    A técnica de estimulação elétrica da medula espinhal é uma alternativa à estimulação cerebral profunda. Nessa terapia, que já é aplicada no Brasil há vários anos em pacientes com Parkinson, uma região específica do cérebro passa a receber estímulos elétricos a partir de um “marca-passo” cerebral. Esse estímulo diminui alguns dos sintomas da doença, levando o paciente a ter maior controle sobre seus movimentos, por exemplo.
     
    A desvantagem da técnica é que ela envolve uma cirurgia muito invasiva. A estimulação elétrica da medula espinhal seria, portanto, uma alternativa menos invasiva.
     
    Fonte: Bem Estar
  • EUA aprovam primeira vacina contra perigoso tipo de meningite

    EUA aprovam primeira vacina contra perigoso tipo de meningite

    O departamento de Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA, na sigla em inglês) dos Estados Unidos aprovou nessa quarta-feira (29) a primeira vacina contra a meningite bacteriana de tipo B, depois de surtos em vários campi universitários em 2013.
     
    A vacina trumenba, do Laboratório Pfizer, é autorizada para pessoas entre os 10 e os 25 anos e previne a infecção meningocócica provocada pela bactéria Neisseria meningitidis de tipo B, anunciou o órgão em comunicado.
     
    Dos 500 casos de meningite meningocócica notificados nos Estados Unidos em 2012, 160 foram causados pelo meningococo do tipo B, a espécie mais letal, segundo dados dos centros de Controle e Prevenção da Doença.
     
    A vacinação é o método mais eficaz para prevenir a doença, mas até hoje as vacinas aprovadas nos Estados Unidos só cobriam quatro dos cinco principais tipos de meningococo – A, C, Y e W.
     
    Fonte: Uol Notícias
  • Anticancerígeno extraído de saliva de carrapato será testado em humanos

    Anticancerígeno extraído de saliva de carrapato será testado em humanos

    Pesquisadores do Instituto Butantan testarão em humanos uma substância de combate ao câncer desenvolvida a partir de uma molécula extraída da saliva do carrapato e que já foi experimentada com sucesso em animais, informaram fontes oficiais nesta quinta-feira (30).
     
    Os responsáveis pelo estudo apenas esperam a autorização da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária ) para iniciar a primeira fase de experimentos em humanos, informou o centro de pesquisa biomédica.
     
    A substância com potencial anticancerígeno foi extraída da saliva do carrapato-estrela (“Amblyomma cajennense”) e até agora se mostrou eficaz para combater tumores cancerígenos, especialmente de pâncreas, rim e melanoma (câncer de pele).
     
    Os experimentos realizados nos últimos dez anos pelos pesquisadores do Instituto Butantan mostraram que o produto é capaz de destruir totalmente os tumores sem causar dano nas células sãs.
     
    Os estudos mostraram que a molécula é rapidamente eliminada por animais saudáveis, mas que demora para ser expulsa por animais com câncer.
     
    “Quando analisamos as proteínas que induzem à morte do tumor combatido concluímos que as células são acionadas pela molécula com a qual estamos trabalhando. Estamos muito confiantes por isso”, explicou Ana Marisa Chudzinski-Tavassi, diretora do Laboratório de bioquímica e biofísica do Butantan e coordenadora do projeto.
     
    A pesquisadora admitiu que os estudos com animais foram bem-sucedidos, mas em condições totalmente controladas. Os experimentos com humanos ainda são uma incógnita.
     
    “Com animais eu sei quando induzi o câncer e quando comecei a tratá-lo. Isso não é possível para um paciente. É preciso testar em pacientes em uma fase diferente da doença para ver se a molécula funciona”, afirmou.
     
    De acordo com a pesquisadora, “ainda não é possível dizer” se será alcançado “um resultado melhor em humanos apenas usando a molécula”.
     
    Ela explicou que, inicialmente, o Butantan começou a investigar a possibilidade de desenvolver anticoagulantes com a saliva do carrapato, já que o animal consegue impedir que o sangue dos animais dos quais é parasita se coagule.
     
    Os estudos permitiram identificar que uma das moléculas da saliva do carrapato tinha a capacidade de atuar contra a proliferação de células tumorais. A molécula identificada já foi patenteada no Brasil e no exterior pelo Butantan.
     
    Fonte: Uol Notícias
  • Brasil tem 828 casos de chikungunya, segundo Ministério da Saúde

    Brasil tem 828 casos de chikungunya, segundo Ministério da Saúde

    Ministério da Saúde divulgou novo balanço da doença nesta quarta-feira.
    Bahia e Amapá e Minas Gerais têm casos de transmissão interna.
     
    Até o dia 25 de outubro, 828 casos de infecção pelo vírus chikungunya foram diagnosticados no Brasil. Do total, 299 foram transmitidos dentro do próprio país (casos autóctones). Outros 39 casos foram importados, ou seja, os pacientes foram infectados durante viagens a outros países. A informação foi divulgada pelo Ministério da Saúde nesta quarta-feira (29). Nas últimas duas semanas, houve um aumento de 491 casos.
     
    Houve 458 casos de transmissão interna na Bahia, 330 no Amapá e 1 em Minas Gerais. Quanto aos casos importados, foram registrados 17 em São Paulo, 4 no Ceará, 3 no Rio de Janeiro e mais 3 em Roraima. Rio Grande do Sul, Paraná e Distrito Federal registraram dois casos, cada. Amazonas, Amapá, Goiás, Maranhão, Minas Gerais e Pará tiveram apenas uma notificação de caso importado.
     
    Do total de casos, 155 foram confirmados por exame laboratorial e 673 por critério clínico-epidemiológico. De acordo com o Ministério, quando há transmissão intensa em determinada região, o diagnóstico pode ser feito pela observação dos sintomas, caso o paciente tenha tido contato com outras pessoas infectadas.
     
    Entenda o vírus
     
    A infecção pelo vírus chikungunya provoca sintomas parecidos com os da dengue, porém mais dolorosos. No idioma africano makonde, o nome chikungunya significa “aqueles que se dobram”, em referência à postura que os pacientes adotam diante das penosas dores articulares que a doença causa.
     
    Em compensação, comparado com a dengue, o novo vírus mata com menos frequência. Em idosos, quando a infecção é associada a outros problemas de saúde, ela pode até contribuir como causa de morte, porém complicações sérias são raras, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).
     
    Como as pessoas pegam o vírus?
     
    Por ser transmitido pelo mesmo vetor da dengue, o mosquito Aedes aegypti, e também pelo mosquito Aedes albopictus, a infecção pelo chikungunya segue os mesmos padrões sazonais da dengue, de acordo com o infectologista Pedro Tauil, do Comitê de Doenças Emergentes da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI).
     
    O risco aumenta, portanto, em épocas de calor e chuva, mais propícias à reprodução dos insetos. Eles também picam principalmente durante o dia. A principal diferença de transmissão em relação à dengue é que o Aedes albopictus também pode ser encontrado em áreas rurais, não apenas em cidades.
     
    O chikungunya tem subtipos diferentes, como a dengue?
     
    Diferentemente da dengue, que tem quatro subtipos, o chikungunya é único. Uma vez que a pessoa é infectada e se recupera, ela se torna imune à doença. Quem já pegou dengue não está nem menos nem mais vulnerável ao chikungunya: apesar dos sintomas parecidos e da forma de transmissão similar, tratam-se de vírus diferentes.
     
    Quais são os sintomas?
     
    Entre quatro e oito dias após a picada do mosquito infectado, o paciente apresenta febre repentina acompanhada de dores nas articulações. Outros sintomas, como dor de cabeça, dor muscular, náusea e manchas avermelhadas na pele, fazem com que o quadro seja parecido com o da dengue. A principal diferença são as intensas dores articulares.
     
    Em média, os sintomas duram entre 10 e 15 dias, desaparecendo em seguida. Em alguns casos, porém, as dores articulares podem permanecer por meses e até anos. De acordo com a OMS, complicações graves são incomuns. Em casos mais raros, há relatos de complicações cardíacas e neurológicas, principalmente em pacientes idosos. Com frequência, os sintomas são tão brandos que a infecção não chega a ser identificada, ou é erroneamente diagnosticada como dengue.
     
    Segundo Barbosa, é importante observar que o chikungunya é “muito menos severo que a dengue, em termos de produzir casos graves e hospitalização”.
     
    Tem tratamento?
     
    Não há um tratamento capaz de curar a infecção, nem vacinas voltadas para preveni-la. O tratamento é paliativo, com uso de antipiréticos e analgésicos para aliviar os sintomas. Se as dores articulares permanecerem por muito tempo e forem dolorosas demais, uma opção terapêutica é o uso de corticoides.
     
    De acordo com Tauil, da SBI, os serviços de saúde brasileiros já estão preparados para identificar a doença. “Provavelmente quem vai receber esses casos são reumatologistas. Já escrevemos artigos voltados para esses profissionais, orientando-os a ficar atentos a pessoas provenientes de áreas em que há transmissão”, diz o infectologista. Pessoas que apresentarem os sintomas citados e estiverem voltando de áreas onde existe a transmissão do vírus, como o Caribe, devem comunicar o médico.
     
    Apesar de haver poucos riscos de formas hemorrágicas da infecção por chikungunya, recomenda-se evitar medicamentos à base de ácido acetilsalicílico (aspirina) nos primeiros dias de sintomas, antes da obtenção do diagnóstico definitivo.
     
    Como se prevenir?
     
    Sobre a prevenção, valem as mesmas regras aplicadas à dengue: ela é feita por meio do controle dos mosquitos que transmitem o vírus.
     
    Portanto, evitar água parada, que os insetos usam para se reproduzir, é a principal medida. Em casos específicos de surtos, o uso de inseticidas e telas protetoras nas janelas das casas também pode ser aconselhado.
     
    Que medidas preventivas o governo brasileiro adotou?
     
    Desde o ano passado, quando foram confirmados os primeiros casos de chikungunya no Caribe, o Ministério da Saúde começou a elaborar um plano de contingência do vírus para o Brasil. “Existe a possibilidade de transmissão em todo local que há mosquitos vetores”, explica o secretário Barbosa.
     
    O plano consiste em promover uma redução drástica da população de mosquitos nos arredores de onde os casos são identificados e orientar médicos, assistentes e profissionais de laboratórios de referência sobre como reconhecer um caso suspeito. Atualmente, seis laboratórios do país são capazes de fazer o teste para detectar o novo vírus.
     
    Em 2010, o Brasil já tinha recebido três casos da doença do exterior: dois surfistas que foram infectados na Indonésia e uma missionária, na Índia.
     
    Fonte: Bem Estar
  • ” com pimenta asiática

    ” com pimenta asiática

    Farmacêutico da Unifran conseguiu patente para usar nova molécula.
    Descoberta foi feita durante pesquisa para tratar o Mal de Chagas.
     
    Uma equipe de pesquisadores da Universidade de Franca (Unifran), no interior de São Paulo, descobriu a existência de uma molécula natural capaz de combater a disfunção erétil. A substância foi encontrada em uma pimenta indiana e patenteada em junho deste ano para ajudar no desenvolvimento de um ‘viagra verde’ – medicamento mais saudável, segundo os pesquisadores – e que auxilia na ereção.
     
    A molécula foi descoberta durante uma pesquisa para o tratamento do Mal de Chagas, que começou há 10 anos. Durante os estudos, os pesquisadores isolaram diversas substâncias, incluindo a (-) cubebina (menos cubebina), encontrada na pimenta-de-java (Piper cubeba), importada da Índia. Ao testar a molécula em camundongos, os responsáveis pela pesquisa notaram ereção nos animais.
     
    O farmacêutico Márcio Luís Andrade e Silva, um dos envolvidos no estudo, explica que, a princípio, a substância age bloqueando a PDE5, conhecida como fósforo-diestarase 5. “Ela bloqueando esta substância, ela aumenta ou provoca a ereção, já que a PDE5 é a causa da degradação de outra substância que, através do metabolismo, permite o enchimento de sangue no corpo cavernoso do pênis.”
     
    Segundo a pesquisa, o efeito da molécula se mostrou 50% mais potente quando comparado a outras substâncias, como o Viagra (citrato de sildenafila), por exemplo.
     
    “Confirmamos o efeito e depositei a patente nos Estados Unidos, Europa, Japão e no Brasil, depois de várias análises técnicas deram o título de propriedade da patente, considerada de extrema inovação”, afirma o farmacêutico Márcio Luís Andrade e Silva, um dos envolvidos no estudo.
     
    A pimenta em que a molécula foi encontrada é utilizada normalmente na Ásia como condimento ou para fins medicinais. Entretanto, não há informações sobre o potencial afrodisíaco das sementes. “Não adianta comer, a substância precisa estar isolada para surtir efeito”, ressalta o pesquisador.
     
    'Bomba verde'
     
    Para Silva, a descoberta é importante para a indústria farmacêutica. “É uma bomba dentro do tratamento verde da disfunção erétil.” Depois do registro da patente, os pesquisadores trabalham em testes complementares e aguardam outros estudos para ser liberada para o mercado. Segundo o estudioso, pelo menos uma empresa brasileira já demonstrou interesse em licenciar a substância, que pode chegar ao mercado em até quatro anos, depois de testes em humanos.
     
    Por ser natural, os pesquisadores afirmam que o medicamento pode ser mais saudável que os similares existentes no mercado, como o Viagra e o Cialis (tadalafil). “É difícil encontrar uma molécula natural nesses medicamentos, são sintéticos e usam moléculas de nitrogênio, que potencializam problemas cardíacos, por exemplo”, explica o farmacêutico.
     
    Entre as vantagens do ‘viagra verde’ estariam a diminuição dos efeitos parelelos comuns aos remédios contra a disfunção erétil. “Se confirmarmos os testes, não teremos efeitos colaterais como ataque cardíaco, vermelidão, irritabilidade, boca seca, hiperatividade e outras mudanças comportamentais”, afirma Silva.
     
    Fonte: G1 Saúde
  • Estudo usa vermes para controlar doença celíaca

    Estudo usa vermes para controlar doença celíaca

    Um grupo de pessoas com doença celíaca aceitou se submeter a uma terapia inusitada para tentar controlar o problema: uma infestação de vermes parasitas.
     
    A doença celíaca é resultado de uma alteração no sistema imunológico que provoca um ataque desordenado de células do próprio doente ao seu intestino quando ingere glúten, proteína presente em alimentos à base de trigo, como, macarrão e pães.
     
    Entre os sintomas estão diarreia crônica, inchaço, fadiga e até prejuízo de desenvolvimento em crianças.
     
    Até agora, o único tratamento eficaz para doença celíaca é uma dieta sem glúten.
     
    A terapia em teste usou o verme Necator americanus, um primo distante da lombriga. Mas, diferentemente dela, que mede até 30 cm, o necator fica em torno de 1 cm.
     
    Entre sintomas da verminose estão febre, diarreia, baço e fígado aumentados e perda de peso.
     
    SOB CONTROLE
     
    O experimento foi feito na Austrália com 12 (corajosos) voluntários. Vinte larvas –número considerado seguro– foram colocadas sobre a pele do braço dos pacientes.
     
    Paul Giacomin, um dos autores do trabalho, da Universidade James Cook, explica que as larvas penetram a pele e viajam pela corrente sanguínea até o pulmão, onde se desenvolvem. Depois sobem as vias aéreas, são tossidas, engolidas e chegam, então, ao intestino, e lá se alojam.
     
    Os efeitos colaterais observados nos pacientes foram uma leve dor de estômago e pequena inflamação na pele –no local por onde as larvas penetraram. Giacomin conta que esses efeitos foram rapidamente sanados.
     
    Em seguida, foi feita uma dessensibilização progressiva ao glúten: os pacientes começaram comendo uma quantidade bem pequena de macarrão (0,5 g) e chegaram, no final do período, à “generosa” porção de 100 g.
     
    O papel dos vermes, segundo os cientistas, foi mudar o padrão de resposta do sistema imune ao glúten, de modo a reduzir a reação inflamatória causada pela proteína.
     
    LIMITAÇÕES
     
    Dois dos 12 pacientes acabaram tendo reações adversas mesmo com baixas quantidades de glúten.
     
    Por outro lado, ainda que o fim da pesquisa previsse o uso de remédios para acabar com a infestação por vermes, os outros dez pacientes nos quais a terapia foi bem-sucedida decidiram manter as “novas aquisições”.
     
    Para a secretária Rosalie Webb, 62, que participou do estudo, o glúten não faz falta, mas ela tem medo de ingerir a proteína acidentalmente por contaminação cruzada. Neste ano, por exemplo, ela visitou países na América do Sul, entre eles o Brasil, e teve dificuldade de achar comida sem glúten.
     
    “Não fiquei doente nenhuma vez, o que é fantástico –talvez os vermes estivessem trabalhando!”
     
    O investidor Hugh Sheardown, 64, também voluntário do estudo, considera que os vermes que ele carrega há cerca de dois anos são um “seguro” contra a ingestão acidental de glúten.
     
    Cientistas, no entanto, são firmes ao dizer que o tratamento com larvas de necator é experimental e ainda não é uma alternativa viável à dieta sem glúten.
     
    Os trabalho foi publicado no “Journal of Allergy and Clinical Immunology”.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Google trabalha no desenvolvimento de nanopartículas para detecção de doenças

    Google trabalha no desenvolvimento de nanopartículas para detecção de doenças

    O Google anunciou nesta terça-feira (28) estar trabalhando no desenvolvimento de nanopartículas com intuito de utilizá-las para identificar alterações bioquímicas no organismo que possam dar sinais de alerta de doenças.
     
    A empresa, com sede em Mountain View na Califórnia, informou que as nanopartículas serão ingeridas por uma cápsula e transmitirão as informações sobre as células doentes para um computador equipado com sensores.
     
    Em comunicado divulgado nesta terça-feira, a empresa destacou que as taxas de sobrevivência ao câncer dependem em grande parte do diagnóstico precoce da doença e lamentou que em muitos casos, como os de tumores no pâncreas, esses diagnósticos ainda não sejam viáveis.
     
    A GoogleX, divisão do Google que desenvolveu os automóveis autônomos (sem motorista, freio ou volante), o Google Glass e os balões aerostáticos, para levar internet às comunidades remotas, também está trabalhando no projeto das nanopartículas.
     
    “A GoogleX está desenvolvendo pesquisas para saber se as nanopartículas no fluxo sanguíneo combinado ao um dispositivo portável equipado com sensores especiais, podem ajudar os médicos a detectar doenças ainda em fase inicial”, afirmou a empresa.
     
    O projeto ainda está em desenvolvimento, os especialistas estimam que pode ser necessário de cinco a sete anos até que se complete. Ainda assim, o Google acredita no potencial desta tecnologia.
     
    A empresa disse que pode ser possível desenvolver um teste para detectar enzimas geradas por placas nas artérias que estejam prestes a explodir e causar um infarto ou acidente vascular cerebral.
     
    As nanopartículas devem aderir às células doentes e transmitir informação para os dispositivos portáteis.
     
    O Google ressaltou que as tecnologias desenvolvidas nos últimos anos como micro sensores e poderosos microscópios aumentam a esperança de novos sistemas de diagnóstico.
     
    “Antes de existir estas ferramentas, estudar uma doença era como estudar a cultura francesa sobrevoando Paris uma vez ao ano. Era possível ter uma visão superficial, mas não imergir na ação”, destacou a empresa.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Cientistas descobrem genes associados à violência

    Cientistas descobrem genes associados à violência

    Uma pesquisa com criminosos na Finlândia mostrou que dois tipos de genes podem estar associados a crimes.
     
    Uma análise genética de quase 900 criminosos na Finlândia revelou dois genes que podem ser associados à violência.
     
    Os criminosos identificados com os dois genes foram 13 vezes mais propensos a terem um histórico de comportamento violento frequente. Os autores do estudo, publicado no jornal Psiquiatria Molecular, disseram que cerca de 5% a 10% de todo crime violento praticado na Finlândia poderia ser atribuído a pessoas com esses genes.
     
    Ainda assim, eles ressaltam que os genes identificados não poderão ser usados para 'mapear' criminosos.
     
    Vários outros genes podem estar envolvidos na propensão à violência e fatores do ambiente também têm um papel fundamental para gerar esse tipo de comportamento.
     
    Mesmo se uma pessoa tem uma combinação de 'alto risco' desses genes, a maioria nunca irá cometer um crime, segundo explica o principal autor da pesquisa, Jari Tiihonen do Instituto Karolinska na Suécia.
     
    “Cometer um crime violento e pesado é extremamente raro na população em geral. Então mesmo que o risco relativo seja maior, o risco absoluto é muito baixo”, disse à BBC.
     
    O estudo é o primeiro com foco na composição genética de tantos criminosos dessa forma.
     
    Estudo
     
    Um perfil de cada criminoso foi feito baseado nos crimes cometidos por eles – categorizando-os em 'violentos' ou 'não violentos'. A associação entre os genes e um comportamento violento anterior foi a mais forte para os 78 que tinham o perfil 'extremamente violento'.
     
    Esse grupo tinha cometido um total de 1.154 homicídios, tentativas de homicídio ou lesões corporais. Em um grupo replicado de 114 criminosos, todos tinham cometido pelo menos um assassinato.
     
    Todos esses carregavam uma versão do gene MAOA de baixa atividade, que pesquisas anteriores já haviam apelidado de 'gene da violência' por causa de sua ligação com o comportamento agressivo.
     
    Uma deficiência da enzima que esse gene controla poderia resultar em uma “hiperatividade de dopamina”, principalmente quando uma pessoa bebe álcool ou usa drogas como anfetamina, conforme explica Jari Tiihonen. A maioria das pessoas que cometem crimes violentos na Finlândia faz isso sob efeito de álcool ou drogas.
     
    Livre-arbítrio
     
    Por enquanto, a informação genética recém-descoberta não deve ter nenhuma influência nos resultados de condenações na Justiça, esclarece Tiihonen.
     
    “Há muitas coisas que podem contribuir para a capacidade mental de uma pessoa. A única coisa que importa é a capacidade mental do criminoso para entender as consequências do que ele ou ela está fazendo e se esse criminoso consegue ou não controlar seu próprio comportamento”.
     
    Christopher Ferguson, da Universidade de Stetson, na Flórida, concordou e acrescentou que “não há um ou mesmo dois genes que podem só por eles mesmos representar um 'código' para a violência ou para o crime”.
     
    “De alguma forma, todos somos produtos da genética e do ambiente em que vivemos, mas não acho que isso tira da gente o livre-arbítrio ou a capacidade de distinguir certo e errado”, diz.
     
    Apesar desse ponto de vista, compartilhado por muitos outros cientistas, existem vários casos de advogados de defesa que utilizaram a informação genética para tentar reduzir sentenças.
     
    Em 2009, um tribunal na Itália reduziu a pena de um criminoso com genes ligados ao mau comportamento. Em um caso semelhante nos EUA, o perfil genético de um assassino foi apontado como um fator que contribuiu para o crime cometido por ele.
     
    “Estudos como esse realmente documentar que uma grande porcentagem do nosso comportamento em termos de violência ou agressão é influenciado por nossa biologia – nossos genes – e nossa anatomia do cérebro”, contou Tiihonen.
     
    “É importante para conceituar o crime e a violência, saber de onde vêm, mesmo que isso não consiga mudar radicalmente o sistema de justiça criminal.
     
    Crítica
     
    Brett Haberstick da Universidade do Colorado, disse que o trabalho mostra que “encontrar genes para o comportamento criminoso vai ser difícil”, apesar de uma longa tradição de trabalho biológico na área de criminologia.
     
    “Valeria a pena olhar quais são as contribuições biológicas para o comportamento criminoso ou anti-social e como é o impacto delas sobre os indivíduos, as comunidades e a sociedade em geral. O que eu penso, no entanto, é que é vital que a influência do ambiente seja considerada também”, disse.
     
    Jan Schnupp na Universidade de Oxford era crítico do trabalho. Ele comentou que até metade da população poderia ter um dos genes envolvidos.
     
    “Para chamar de 'genes para a violência' seria um exagero enorme. Em combinação com muitos outros fatores, esses genes podem fazer com que fique um pouco mais difícil para você controlar impulsos violentos, mas mais enfaticamente eles não podem predeterminar você para uma vida de crime”.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Suíça inicia testes para uma vacina contra o ebola

    Suíça inicia testes para uma vacina contra o ebola

    Segundo a OMS, testes serão iniciados nesta semana.
    Vacina será aplicada em 120 pessoas no hospital de Lausanne.
     
    Os primeiros testes para uma vacina contra o ebola terão início esta semana na Suíça, anunciou nesta terça-feira (28) a Organização Mundial da Saúde (OMS).
     
    A vacina, fabricada pela Britain's GlaxoSmithKline e por ora de caráter experimental, será testada esta semana em 120 pessoas no hospital de Lausanne.
     
    “Esta é a última etapa para poder utilizar o quanto antes possível vacinas seguras e eficazes contra o ebola”, afirma a OMS em um comunicado.
     
    Já estão sendo realizados testes deste tipo no Mali, Reino Unido e Estados Unidos.
     
    Na Europa, além da Suíça, serão feitos na Alemanha e, em dezembro, nos três países africanos mais afetados, Libéria, Guiné e Serra Leona.
     
    Fonte: Bem Estar
  • Biossensor que detecta câncer de mama será apresentado no exterior

    Biossensor que detecta câncer de mama será apresentado no exterior

    Pesquisadores do Lika e do Cesar irão participar de evento nos EUA.
    Equipe é a única do Norte/Nordeste na competição de biologia sintética.
     
    Pesquisadores do Laboratório de Imunopatologia Keizo Asami (Lika) da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e do Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (Cesar) embarcam nesta terça-feira (28) para Boston, nos Estados Unidos, para apresentar o biossensor que identifica o câncer de mama em estágio inicial. A equipe participará da iGEM Competition 2014, competição mundial criada pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) para a promoção da biologia sintética.
     
    O evento acontece entre os dias 30 de outubro e 3 de novembro e reúne mais de 3 mil participantes, em cinco dias de palestras e apresentações de projetos. A equipe pernambucana é a única do Norte/Nordeste do Brasil e vai competir com 244 times do mundo na categoria geral e com 39 times na categoria saúde.
     
    “É a primeira vez que estamos participando de uma competição internacional de genética. Estamos bastante ansiosos, ensaiando para ver como defender a pesquisa da melhor forma possível”, diz a coordenadora do projeto, a biomédica Deborah Zanforlin. A apresentação do biossensor será no dia 2 de novembro, com fotos, vídeos, resultados e comprovação do funcionamento do robô que trata e prepara a amostra do sangue da paciente para ser colocada no biossensor.  “Acreditamos que vamos conseguir visibilidade para o projeto, quem sabe ter mais pessoas participando”, afirma.
     
    Também é a primeira vez que o Cesar participa da competição. “A gente sabe que é difícil, são mais de 200 equipes do mundo todo, mas estamos bastante confiantes, levando um projeto bem inovador e juntando pessoas de áreas diferentes”, ressalta Filipe Villa Verde, engenheiro de sistemas do Cesar.
     
    A equipe é formada por seis pesquisadores do Lika e do Cesar e pelo professor José Luiz de Lima, diretor do Lika e um dos tutores da pesquisa. “Infelizmente, não conseguimos patrocínio para levar os 12 integrantes da equipe”, lamenta a coordenadora. A Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobrás), o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), o Porto Gestores e a Secretaria de Tecnologia do Estado ajudaram com os custos para a participação na competição.
     
    Biossensor
     
    O equipamento desenvolvido pela equipe é capaz de identificar células de câncer de mama antes mesmo de o tumor se formar. O biossensor é uma espécie de chip que constata a presença de célula cancerígenas antes do desenvolvimento da doença.
     
    O aparelho é fruto de dois anos de pesquisa do Lika. No princípio, o processo para identificar o câncer demorava de quatro a seis horas e era feito com o uso de seis máquinas. Mas uma parceria com um grupo de pesquisadores do Cesar está desenvolvendo um robô que realiza todas as funções dessas máquinas em uma só. A ideia é desenvolver uma máquina portátil, que possa ser levada ao interior do Estado para atender a população.
     
    Os testes com o biossensor estavam previstos para começarem neste mês no Hospital Barão de Lucena, no Recife, mas os pesquisadores ainda estão aguardando autorização. “Os testes ainda não têm data marcada porque precisamos da aprovação do Comitê de Ética da universidade e do hospital, que autoriza o teste em amostras humanas. No mais tardar, devem começar no início do próximo ano”, planeja José Luiz de Lima, um dos tutores da pesquisa.
     
    Fonte: G1 Saúde