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  • Genoma da mosca dá pistas para cura de doenças

    Genoma da mosca dá pistas para cura de doenças

    Pesquisadores nos EUA identificam genes que imunizam esses insetos e que podem ajudar na busca de tratamentos para males humanos.
     
    Cientistas sequenciaram o genoma completo da mosca comum e afirmam que as descobertas podem ajudar a descobrir novos tratamentos para doenças que afligem os humanos. A mosca pode carregar cerca de cem doenças, incluindo problemas que levam à cegueira.
     
    Ao comparar o DNA da mosca comum com o da mosca de frutas, a equipe da Universidade de Cornell (EUA) detalhou os genes que fazem esses insetos imunes aos patógenos (organismos causadores de doenças, como bactérias, vírus e fungo) a que estão expostos.
     
    Os cientistas também descobriram o código genético que ajuda a mosca a dissolver dejetos, como fezes. “Informações a respeito desses genes podem nos ajudar a processar dejetos humanos e a melhorar o meio ambiente”, disseram o cientista Jeff Scott e seus colegas ao periódico Genome Biology.
     
    Sujeira
     
    Moscas comuns são “perfeitas” para a transmissão de doenças. Elas têm contato regular com carcaças, com lixo e com outros objetos sujos que contêm bactérias, vírus e parasitas.
     
    E elas gostam dos mesmos alimentos que nós e, como são muito eficientes em escapar das nossas tentativas de matá-las, têm sempre oportunidades de pousar tanto na nossa comida como em nosso corpo.
     
    Acredita-se que elas carreguem tantos patógenos porque se alimentam de substâncias líquidas ou semilíquidas – muitas vezes fezes. Como estão constantemente se alimentando, elas necessitam eliminar seus próprios dejetos (e os patógenos que carregam) sempre que pousam por mais de alguns segundos.
     
    Mas, ao contrário do que acontece com humanos, esse estilo de vida pouco higiênico não faz mal à saúde das moscas.
     
    Scott e sua equipe ficaram interessados em tentar descobrir o porquê disso – e como utilizar essa habilidade em benefício da raça humana.
     
    Eles sequenciaram os genomas de seis moscas fêmeas comuns e os compararam com o da mosca da fruta, a Drosophila melanogaster, para identificar que partes do DNA são exclusivos da mosca comum e poderiam ser estudados mais a fundo.
     
    A equipe descobriu que a mosca comum tinha muito mais genes imunes do que a drosófila. E esses genes eram também bem mais diversificados – possivelmente para oferecer ao inseto proteção contra os diversos patógenos que ele carrega.
     
    Proliferação de doenças
     
    O professor David Conway, da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres, explica que “apesar de acharmos que as moscas são apenas um incômodo, elas podem transmitir diversas bactérias a seres humanos e contribuir significativamente para (a proliferação de) doenças em comunidades pobres onde as condições sanitárias são limitadas”.
     
    “É ótimo ver essa análise do sequenciamento genômico, em especial sua comparação com os genomas de moscas de frutas, mais estudadas até agora”, agrega Conway.
     
    “Muitas outras moscas transmitem importantes doenças humanas, e espero que esse trabalho estimule mais análises genômicas e comparações entre eles. O genoma da mosca tsé-tsé, que transmite a doença do sono na África, foi publicado alguns meses atrás – apesar de ela se alimentar de sangue, ela tem parentesco mais próximo com a mosca comum do que com mosquitos. Há muitos outros vetores de doenças negligenciadas que poderiam ser melhor compreendidos se tivéssemos mais comparações entre seus sequenciamentos genéticos.”
     
    Fonte: G1 Saúde
  • Cientistas recriam Alzheimer em laboratório para testar drogas

    Cientistas recriam Alzheimer em laboratório para testar drogas

    O mal de Alzheimer, uma doença sem cura conhecida, foi vista em um modelo tridimensional por cientistas americanos em laboratório. O estudo, já considerado revolucionário, foi possível com a mistura de um gel com neurônios que vêm de células tronco embrionárias, carregadas com mutações normalmente associadas à doença.
     
    Desta forma, uma equipe liderada por pesquisadores da Universidade de Harvard acompanhou a formação de estruturas características do Alzheimer, as placas senis e emaranhados neurofibrilares. Os resultados da pesquisa foram descritos anteontem na versão on-line da revista “Nature”.
     
    Os pesquisadores usaram, com sucesso, inibidores para bloquear a formação das estruturas típicas no modelo da doença. Agora, a meta é testar como 1,2 mil medicamentos já disponíveis no mercado agiriam naquela estrutura que reproduz o cérebro com Alzheimer. É possível que alguns tratem ou interrompam a progressão da condição neurodegenerativa.
     
    — É plausível imaginar que algumas dessas drogas, que estão no mercado para combater outras doenças, tenham um efeito benéfico também no combate ao Alzheimer — descreve Stevens Rehen, neurocientista da UFRJ e do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino, que não participou da pesquisa. — Se isso ocorrer, um novo medicamento contra a doença pode ser descoberto.
     
    Testes na estrutura 3D montada em Harvard podem rastrear o desempenho dos remédios entre seis e oito semanas. Em camundongos, animais normalmente usados em pesquisas científicas, o mesmo processo duraria cerca de um ano e seria até dez vezes mais caro.
     
    Dois fatores contribuem para o processo neurodegenerativo do Alzheimer — o acúmulo de placas da proteína betaamiloide e um emaranhado formado por outra proteína, a Tau, que intoxica as células nervosas saudáveis. Ainda não se sabia, porém, qual destes fenômenos ocorria primeiro.
     
    Os pesquisadores descobriram, com seu modelo, que a beta-amiloide “inaugura” a degeneração. A partir de agora, os cientistas podem analisar separadamente os processos que ligam a ação dessas duas proteínas.
     
    O modelo de pesquisa da “doença em uma placa” é uma forma emergente de compreender enfermidades que não podem ser analisadas com precisão em animais. A técnica já foi usada com sucesso para entender o desencadeamento da esclerose lateral amiotrófica (ELA).
     
    Apesar de sua utilidade, o sistema criado na placa não conta com componentes cruciais, como as células do sistema imunológico, que exercem um papel importante quando começa a devastação provocada pelo Alzheimer. De qualquer forma, o mérito da nova técnica de pesquisa é sua forma rápida de conduzir novos testes.
     
    MODELO MAIS COMPLEXO
     
    Autor principal da pesquisa, Doo Yeon Kim, professor de Neurologia da Universidade de Harvard, reconhece que sua equipe criou apenas uma “fatia” de cérebro, e não uma estrutura completa. No entanto, a estrutura poderá ser útil para pesquisar outras enfermidades.
     
    — Queremos desenvolver modelos mais complexos, que considerem os impactos no sistema imunológico, mas sabemos que nossa tecnologia tridimensional já é útil para analisarmos outras doenças neurodegenerativas.
     
    Fonte: O Globo
  • Técnica brasileira de cirurgia para Parkinson ganha prêmio na Europa

    Técnica brasileira de cirurgia para Parkinson ganha prêmio na Europa

    Método cortou tempo de operação em até 40% e reduziu riscos de infecção.
    Novidade permite que 2 lados do cérebro sejam operados ao mesmo tempo.
     
    Uma equipe brasileira desenvolveu uma nova técnica de cirurgia para implantação de eletrodos no cérebro de pacientes com Parkinson. A novidade, que diminuiu o tempo de cirurgia em até 40% e aumentou a segurança e a precisão do procedimento, recebeu um prêmio no Congresso Bi-anual da Sociedade Europeia de Neurocirurgia Estereotáxica e Funcional (ESSFN, na sigla em inglês), em setembro.
     
    Trata-se de um projeto conjunto entre o Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital Sírio-Libanês e o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) liderado pelo neurocirurgião Erich Fonoff. O que sua equipe fez foi aperfeiçoar o método de implantação de eletrodos no cérebro, procedimento necessário para a terapia de estimulação cerebral profunda (ou DBS, na sigla em inglês).
     
    Nessa terapia, que já é aplicada no Brasil há vários anos em pacientes com Parkinson, uma região específica do cérebro passa a receber estímulos elétricos a partir de um “marca-passo” cerebral. Esse estímulo diminui alguns dos sintomas da doença, levando o paciente a ter maior controle sobre seus movimentos, por exemplo.
     
    Até então, o implante dos eletrodos era feito separadamente em cada lado do cérebro. A equipe de Fonoff conseguiu desenvolver um mecanismo para fazer os implantes nos dois lados do cérebro simultaneamente.
     
    Durante a etapa da cirurgia em que os eletrodos são implantados, o paciente tem de permanecer acordado e interagindo com a equipe médica, que pode se certificar na hora se os estímulos elétricos naquela área do cérebro estão fazendo o efeito esperado.
     
    A diminuição do tempo dessa etapa cirúrgica de 35 a 40%, portanto, torna o procedimento menos penoso para o paciente. Além disso, a possibilidade de acessar os dois lados do cérebro ao mesmo tempo diminui o risco de imprecisões.
     
    Movimentação do cérebro
     
    “Quando se opera o cérebro, ele se movimenta. Quando se faz o segundo lado, portanto, existe uma dificuldade maior de se atingir o alvo, que é pequeno, devido à movimentação que o cérebro pode ter tido durante a operação do primeiro lado. A ideia desse trabalho é que se faça não só com que o tempo seja reduzido, mas também existe um potencial de que haja um aumento da precisão da cirurgia”, diz Fonoff.
     
    Para encontrar o lugar certo para se implantar os eletrodos, os cirurgiões recorrem a uma combinação de exames de imagem (ressonância magnética e tomografia) e de eletrofisiologia, em que se faz o registro da atividade do cérebro. “Cada região do cérebro tem uma assinatura fisiológica, os neurônios de cada parte do cérebro se comportam de uma maneira bem característica, o que permite localizar milimetricamente o local onde os eletrodos devem ser implantados”, observa Fonoff.
     
    Para conseguir operar os dois lados ao mesmo tempo, a equipe encomendou um equipamento especial a uma empresa brasileira para guiar o aparato que entra no cérebro do paciente. Para Fonoff, trata-se de um aperfeiçoamento importante que pode, no futuro próximo, ser utilizado em muitos outros países.
     
    Também fazem parte da equipe que desenvolveu o projeto os médicos William Omar Contreras, Angelo Azevedo, Raquel Chacon Ruiz Martinez, Jessie Navarro, Jairo Angelos e Manoel Jacobsen Teixeira. No Sírio-Libanês, o projeto foi financiado pelo Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS). No congresso ESSFN, a pesquisa foi premiada como o melhor trabalho pôster do evento.
     
    Fonte: Bem Estar
  • Bolhas contra o infarto

    Bolhas contra o infarto

    Uma técnica em teste no Incor (Instituto do Coração do HC de São Paulo) pode evitar a morte do músculo cardíaco, em caso de infarto, mais rápido que a cirurgia. Uma injeção de microbolhas contendo gás desobstrui vasos do coração em minutos.
     
    O cardiologista Wilson Mathias Junior, diretor do Serviço de Ecocardiograma do Incor e responsável pela pesquisa, explica que as bolhas rompem o coágulo de sangue que impede a chegada de oxigênio ao coração, evitando o dano ao músculo.
     
    Até agora, 16 pacientes participaram do estudo. Só metade deles recebeu o tratamento. O objetivo é verificar a diferença que as microbolhas fariam na terapia convencional (medicamentos e cateterismo). Espera-se que até 2016 dados de cem emergências sejam coletados.
     
    A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) prevê R$ 1 milhão no total para o estudo.
     
    No infarto, diz Mathias, a ausência de oxigênio causa necrose no músculo cardíaco, que perde sua capacidade de contração. Quanto maior a extensão dessa necrose, maiores os danos (se mais da metade do coração necrosar, pode haver morte). As bolhas, assim, podem impedir essa necrose e mais rapidamente que a cirurgia.
     
    Para isso, cerca de 2 bilhões de bolhas são injetadas na veia do paciente infartado. Elas “viajam” pelo corpo inteiro, mas só vão se romper na altura do peito, sob o efeito de um ultrassom aplicado na máxima intensidade.
     
    “Com o impacto da onda no peito, elas vibram até se romperem”, explica Mathias. “O gás de dentro da bolha vira um microjato que pulveriza o trombo coágulo.”
     
    As bolhas são formadas por “um gás denso” e uma camada de lipídios para que não estourem no fluxo do sangue e consigam chegar até a artéria do coração.
     
    Hoje, o paciente infartado precisa fazer cateterismo para desobstrução das artérias. No procedimento, um tubo é colocado em um vaso periférico (da coxa, do pescoço ou do braço) para acessar o coração. Isso “limpa” o caminho para o sangue circular.
     
    No Brasil, só 30% dos infartados têm acesso ao cateterismo, que requer infraestrutura. A vantagem das microbolhas, segundo Mathias, é a possibilidade de aplicação por um profissional não médico. Ele cita uma situação hipotética em que o infarto poderia ser confirmado por por um médico a distância e, com um ultrassom portátil, as bolhas seriam usadas para reduzir o número de mortes em áreas mais afastadas.
     
    O cardiologista Ricardo Pavanello, supervisor de cardiologia do HCor (Hospital do Coração), explica que já existe hoje uma aplicação prática para as microbolhas, em exames diagnósticos. “As bolhas ajudam a entender o fluxo de sangue no interior do coração”, diz. “São seguras e sem efeitos colaterais.”
     
    PERSPECTIVAS
     
    A pesquisa no Incor está sendo feita em parceria com a Universidade de Nebraska, nos Estados Unidos. Lá, o cardiologista Thomas Porter testou as bolhas em laboratório. Ele disse à Folha que a maior vantagem da técnica é intervir mais rápido que a cirurgia. “A técnica poderá ser usada na ambulância ou até na casa do paciente”.
     
    As bolhas, contudo, não destroem as placas de gordura que estão associadas ao infarto. “Elas quebram o coágulo, que é a causa”, explica Porter. “Mas para o trombo impedir a passagem do sangue, muitas vezes, a artéria já está tomada por gordura.”
     
    Os especialistas afirmam que cerca de 70% dos pacientes vão precisar de cirurgias para retirada de placas de gordura nas artérias para prevenir novos infartos. Já os casos menos graves, nos quais as placas são menos espessas, poderão continuar o tratamento só com remédios.
     
    Fonte: Folha de S.Paulo
     
  • Cientistas usam fungo para criar inseticida contra o Aedes Aegypti

    Cientistas usam fungo para criar inseticida contra o Aedes Aegypti

    Pesquisa é feita no Norte do Rio em parceria com universidade em Londres.
    Grupo conseguiu resultado satisfatório com fungo encontrado na restinga.
     
    Pesquisadores de Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, e de Londres, na Inglaterra, estão desenvolvendo um bioinseticida produzido a partir de um fungo encontrado na restinga do Norte do Rio. Os pesquisadores já conseguiram resultados satisfatórios que podem levar à criação de um inseticida natural à base de fungos presentes nas folhagens da restinga. Dos 1.300 fungos encontrados, 800 já foram catalogados e 36 plantas estão sendo estudadas pelos pesquisados. Elas foram encontradas nas restingas de Grussaí, em São João da Barra, e na Reserva da Caruara, em Guarapari, no Espírito Santo.
     
    Da restinga, as amostras das plantas vão para o laboratório onde começa o processo de retirada do fungo. Um dos fungos cadastrados apresentou resultado positivo. A aplicação do extrato feito com o fungo diminuiu o crescimento de larvas do Aedes Aegypti, transmissor da dengue.
     
    O trabalho é coordenado pela pesquisadora Graça Freire, do Instituto Superior de Educação do Centro Educacional Nossa Senhora Auxiliadora (Isecensa). Segundo ela, uma das vantagens da pesquisa será a maior eficácia do bioinseticida, já que os mosquitos estão se tornando imunes aos inseticidas químicos em uso no país. Além disso, por vir de componentes naturais, o inseticida será menos tóxico. Outra aplicação prática da pesquisa é no combate ao risco de reurbanização da febre amarela, doença transmitida pelo mesmo vetor da dengue.
     
    Amostras de folhagens da restinga são colhidas no trabalho de campo. Nos laboratórios do Isecensa, os fungos, que convivem de forma pacífica nas folhas, são isolados, identificados, armazenados e depois selecionados para os testes biológicos contra o mosquito.
     
    Sequenciamento do DNA em Londres
     
    A pesquisa inédita, que começou em Campos, ganhou apoio da Universidade de Bath, com a parceria do cientista Daniel Henk. Recentemente, a pesquisadora campista Graça Freire esteve em Londres, na Inglaterra, e, com a ajuda do professor Henk, começou o sequenciamento do DNA de fungos encontrados na restinga local.
     
    “O Isecensa assinou convênio de colaboração com a universidade inglesa, no qual desenvolve alguns experimentos aqui no Brasil e a equipe do doutor Henk realiza outros na Inglaterra”, comentou Graça.
     
    Além do Isecensa, o projeto de pesquisa intitulado “Biodiversidade de Fungos Endofíticos de Mangue e Restinga e a Atividade Biológica de Extratos dos Isolados Contra Aedes Aegypti” conta com a parceria da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Universidade Federal de Viçosa, Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UFRJ) e Universidade de Bath, na Inglaterra.
     
    Fonte: G1 Saúde
  • Exame de fundo de olho consegue detectar diversos tipos de doenças

    Exame de fundo de olho consegue detectar diversos tipos de doenças

    Bem Estar desta quinta-feira (9) explicou importância desse exame no olho.
    Além de problemas oculares, ele detecta ainda doenças como a diabetes.
     
    A visão é fundamental para o dia a dia, mas muita gente não se dá conta disso e não cuida dela como deveria. No Bem Estar desta quinta-feira (9), os oftalmologistas Samir Bechara e Emerson Castro alertaram para a importância dos cuidados com os olhos ao longo da vida, para prevenir doenças e até mesmo a cegueira.
     
    Segundo o oftalmologista Emerson Castro, existe um exame simples e extremamente importante – o exame de fundo de olho – que consegue detectar precocemente diversos tipos de doenças.
     
    Além de problemas oculares, como glaucoma ou tumores na retina, ele também pode diagnosticar doenças sistêmicas, como diabetes e pressão alta, ou ainda problemas como sífilis, lúpus, citomegalovírus e até a presença de parasitas no corpo.
     
    Sobre o glaucoma, os médicos ressaltam que uma das causas é o uso errado de colírios. Muita gente recorre à automedicação sem saber dos riscos – tem gente que usa restos de um produto que foi prescrito para tratar um problema específico ou simplesmente vai à farmácia e compra o colírio que um médico receitou uma vez achando que vai resolver de novo o problema. Isso oferece um risco enorme para a saúde da visão e por isso, a dica é usar sempre o colírio com indicação e orientação médica, a não ser pelo de lágrima artificial.
     
    Os oftalmologistas falaram ainda sobre outro problema que pode atingir a visão: a degeneração macular relacionada à idade, uma lesão na região central da retina, onde a pessoa tem a maior resolução visual. A doença é uma das causas mais frequentes de perda de visão nos idosos e pode ser causada pelo excesso de fumo, álcool, gordura e exposição aos raios solares. Apesar de ser irreversível, a degeneração tem tratamento e é possível evitar uma perda maior da visão. Além disso, existem também recursos tecnológicos que melhoram muito a qualidade de vida do paciente, como mostrou a reportagem da Daiana Garbin.
     
    Fonte: G1 Saúde
  • ” do HIV revelam brechas do vírus aos cientistas

    ” do HIV revelam brechas do vírus aos cientistas

    Especialistas descreveram a estrutura e atuação do 'espinho' do vírus.
    Estudos foram publicados nas revistas 'Nature' e 'Science' desta semana.
     
    Em um impulso à longa e frustrante busca pela vacina contra a Aids, pesquisadores divulgaram nesta quarta-feira (8) imagens moleculares de um traço característico que ajuda o HIV a infectar as células do sistema imunológico.
     
    Em artigos publicados nas revistas científicas “Science” e “Nature”, especialistas americanos descreveram a estrutura e atuação do “espinho” no vírus da imunodeficiência humana (HIV), que lhe permite penetrar nas células CD4. O HIV é envolto por espinhos, que se fundem com a proteína da superfície celular. Depois dessa fusão, o núcleo viral consegue entrar na célula e tornar seu mecanismo refém, forçando-a a produzir cópias do vírus.
     
    Os vírus bebês, então, rompem as barreiras da célula e entram na corrente sanguínea, onde passam a infectar outras células do sistema imunológico. Como consequência, a defesa do organismo contra micróbios e outros invasores fica abalada, deixando o indivíduo mais vulnerável a doenças.
     
    Interromper o processo de fusão é o principal objetivo dos criadores de vacinas, mas, por três longas décadas, essa meta tem sido impedida pela complexa mudança de formato do próprio espinho.
     
    Mais detalhes
     
    As novas publicações apresentam as imagens mais detalhadas até o momento das moléculas gp120 e gp41, que formam a superfície, ou invólucro, dessa protuberância. Usando cristalografia de raios X em alta-definição e adicionando moléculas florescentes para marcar seu invólucro, cientistas conseguiram observar a estrutura e as mudanças no formato de sua superfície.
     
    Em sua forma predominante, ela é fechada, o que dificulta a ação de anticorpos, que é a primeira resposta do sistema imunológico. Na configuração fechada, as moléculas da superfície sofrem mutação rapidamente para enganar o sistema imunológico, com a exceção de uma tropa de elite, chamada de anticorpos amplamente neutralizadores.
     
    Segundo os cientistas, estes anticorpos, até agora descobertos em apenas uma pequena quantidade de pessoas infectadas pelo HIV, provavelmente são os melhores candidatos para uma vacina. Os novos dados agora podem ser aproveitados para afinar os trabalhos sobre medicamentos e anticorpos.
     
    “Esperamos que tornar visíveis os movimentos do HIV de forma que possamos acompanhar, em tempo real, como as proteínas na superfície do vírus se comportam, vá nos dizer o que precisamos para saber prevenir a fusão com células humanas”, disse Scott Blanchard, da Faculdade de Medicina Weill Cornell, em Nova York, coautor do artigo da “Science”. “Se você conseguir evitar a entrada do vírus HIV nas células imunológicas, você venceu”, concluiu.
     
    Fonte: G1 Saúde
  • Ebola continua se propagando e número de mortos chega a 3.879

    Ebola continua se propagando e número de mortos chega a 3.879

    Segundo balanço mais recente, foram 8.033 infectados na África Ocidental.
    De acordo com OMS, não há evidência de que epidemia esteja sob controle.
     
    A pior epidemia de ebola já registrada matou 3.879 pessoas, de 8.033 casos até o dia 5 de outubro na África Ocidental, de acordo com um balanço divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta quarta-feira (8). Não há evidência de que a epidemia esteja sob controle.
     
    Libéria e Serra Leoa têm respectivamente apenas 21% e 26% dos leitos necessários para atender os pacientes infectados pelo vírus. Os países vizinhos foram avisados para se prepararem para a propagação da doença através das fronteiras, de acordo com a Reuters.
     
    Morte nos EUA
     
    Nesta quarta-feira, morreu o homem de nacionalidade liberiana diagnosticado com ebola no Texas, informou o hospital de Dallas. Thomas Eric Duncan havia tomado um medicamento experimental chamado brincidofovir no último sábado (4), quando seu estado de saúde passou de grave a crítico, segundo o Hospital Presbiteriano do Texas, em Dallas.
     
    Duncan foi a primeira pessoa diagnosticada com ebola nos Estados Unidos e acredita-se que ele tenha sido infectado na Libéria.
     
    Moradores da capital liberiana acreditam que Duncan pegou a doença quando ajudou uma mulher enferma a entrar em um táxi para ser levada ao hospital.
     
    Reforço em trigem nos EUA
     
    Autoridades da área da saúde nos Estados Unidos disseram que revelariam dentro de alguns dias novos procedimentos de triagem para detectar o vírus ebola nos aeroportos do país, a fim de lidar com a preocupação do público com a possibilidade de um surto.
     
    “Estamos trabalhando intensivamente no processo de triagem tanto nos lugares de origem quanto na chegada”, disse o dr. Thomas Frieden, diretor do Centro de Controle de Doenças e Prevenção (CDC, na sigla em inglês), falando a repórteres na terça-feira.
     
    Segundo a Casa Branca, entre os aeroportos com escaneamento extra estão John F. Kennedy, em Nova York, Liberty em Newark, Dulles em Washington, Chicago O'Hare em Chicago e Hartsfield-Jackson em Atlanta. “Esses aeroportos são o destino de 94% dos indivíduos que viajam aos EUA vindos dos três países afetados pelo ebola”, disse o porta-voz da Casa Branca Josh Earnest.
     
    Ebola na Europa
     
    Após a confirmação do primeiro caso de contaminação na Espanha, a Comissão Europeia pediu ao governo explicações sobre as falhas do sistema de saúde que provocaram o contágio de uma auxiliar de enfermagem em um hospital de Madri.
     
    A auxiliar de enfermagem contraiu a doença no hospital de Madri. Ela integrou a equipe que atendeu os dois missionários que morreram vítimas do ebola depois que foram repatriados da África.
     
    Há vários meses os Estados membros fazem um acompanhamento e coordenam os procedimentos nacionais a nível europeu para evitar a entrada do vírus no continente.
     
    “Apesar do caso, não há inquietação na Comissão. A propagação do vírus na Europa continua sendo uma hipótese altamente improvável”, afirmou Vincent.
     
    Fonte: G1 Saúde
  • Fapesp divulga fraudes científicas e punições a pesquisadores

    Fapesp divulga fraudes científicas e punições a pesquisadores

    Fundação publicou lista com 5 casos de violações cometidas por bolsistas.
    Ação faz parte de processo de transparência da instituição paulista.
     
    A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, a Fapesp, divulgou nesta terça-feira (7) cinco casos de violação cometidas por cientistas que solicitaram financiamentos de pesquisas ou já recebiam verbas da instituição mantida pelo governo paulista, que teve orçamento de R$ 1,1 bilhão em 2013 em desembolso destinado ao fomento da ciência.
     
    As acusações, entre elas a de falsa coautoria, plágio e fabricação de dados, foram analisadas sob sigilo pela fundação dentro da política de “Boas Práticas Científicas”, criada em 2011, reforçada por uma portaria de 2013 que prevê a publicação dos nomes por tempo determinado no site da instituição, além das más condutas e da punição concedida.
     
    A intenção é criar a consciência de autorregulação e autocontrole no setor acadêmico para evitar novas irregularidades.
     
    Atualmente há 15 investigações de fraudes em andamento e outras 25 finalizadas, sendo que dez delas concluíram que o pesquisador teve má conduta científica. Cinco processos e respectivas punições já foram divulgados (leia abaixo) e outros cinco ainda serão publicados.
     
    Casos analisados
     
    De acordo com a Fapesp, receberam sanções os pesquisadores Andreimar Martins Soares, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo (USP), em Ribeirão Preto; Javier Amadeo, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, Antonio José Balloni, do Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer, em Campinas; Flávio Garcia Vilela, da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP, em Pirassununga; e Cláudio Airoldi, do Instituto de Química da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
     
    Soares foi acusado de utilizar figuras já publicadas em artigos de outros autores em uma tese de doutorado da qual ele foi o orientador. Foi acusado de má conduta científica grave (se não intencional, ao menos por negligência grave) e punido com o cancelamento de bolsas concedidas pela Fapesp, além de ser impedido de solicitar novos recursos.
     
    Amadeo foi processado por plágio após reproduzir em seu trabalho de pós-doutorado, sem aspas (o que descaracteriza um a citação), um trecho de 30 linhas do livro “As Revoluções do Poder”, de Eunice Ostrensky. Ele foi acusado de saber da falha e ser negligente, e terá que devolver as mensalidades recebidas da bolsa, além de ficar impedido de obter novos auxílios.
     
    Balloni também foi acusado de plágio – o que foi reconhecido pelo próprio denunciado, segundo a Fapesp. Em consequência disso, ficará impedido de solicitar auxílio por um ano.
     
    Vilela é acusado de falsa autoria de artigos incluídos na plataforma Lattes, do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico). Por isso, também perdeu financiamentos e está impedido de pedir verbas à Fapesp por três anos.
     
    Airoldi foi denunciado por utilizar imagens fraudadas em 11 artigos em que foi coautor. Por seis meses ficará impedido de solicitar investimentos à fundação. O pesquisador já havia respondido a processo pelos mesmos estudos na própria Unicamp, que recomendou a aplicação da pena de 45 dias de suspensão ao docente.
     
    O G1 procurou todos os autores. Até a publicação desta reportagem, apenas Flávio Vilela retornou, por e-mail. Ele disse que “foi julgado de maneira unilateral pela Fapesp” e que sua defesa será feita no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. “O processo será agora decidido por um juiz de direito e não mais pela Fapesp”, explicou Vilela.
     
    Transparência nas universidades
     
    De acordo com Luiz Henrique Lopes dos Santos, assessor da diretoria científica da Fapesp, a ideia de divulgar as más condutas e as punições é apenas um dos elementos da política de Boas Práticas Científicas. Segundo ele, o foco maior é garantir que as instituições “coloquem a integridade científica na pauta, fomentar a transparência e evitar o corporativismo”.
     
    “Queremos gerar na sociedade a percepção de que, embora em qualquer atividade humana há gente honesta e desonesta, a Fapesp está empenhada em preservar a integridade científica”, disse Santos.
     
    Helena Nader, presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, a SBPC, defende a atitude da Fapesp em divulgar os nomes e os erros como forma de preservar a integridade científica.
     
    “O eles estão fazendo é aquilo que a gente quer e briga como sociedade civil: transparência, tudo com direito a ampla defesa [dos acusados]. Caso não fizesse isso, poderia ser acusada de acobertar”, explica.
     
    Fonte: G1 Saúde
  • ”, diz OMS

    ”, diz OMS

    Continente está bem preparado para controlar a doença, disse a diretora.
    Mais de 3,4 mil pessoas já morreram no surto da doença.
     
    Mais casos do vírus Ebola vão se espalhar quase que inevitavelmente pela Europa, mas o continente está bem preparado para controlar a doença, disse nesta terça-feira a diretora regional da Organização Mundial da Saúde (OMS).
     
    Em entrevista à agência de notícias Reuters poucas horas após o primeiro caso de contágio local de Ebola ser confirmado na Europa, em uma enfermeira na Espanha, a diretora da OMS para Europa, Zsuzsanna Jakab, disse que mais incidentes do tipo são “inevitáveis”.
     
    Autoridades de saúde espanholas disseram que três pessoas foram hospitalizadas, além da enfermeira, para tentar conter uma maior disseminação do Ebola, após o primeiro caso de uma pessoa a contrair o vírus fora da África.
     
    “Tais casos importados e eventos similares ao que aconteceu na Espanha também vão acontecer no futuro, muito provavelmente”, disse Jakab à Reuters em entrevista por telefone de seu gabinete em Copenhague.
     
    “É algo bastante inevitável… que tais eventos ocorram no futuro, por causa do grande número de viagens tanto da Europa para os países afetados como no sentido inverso”, disse.
     
    Vários países na região europeia da OMS, incluindo França, Grã-Bretanha, Holanda, Noruega e Espanha, trataram pacientes repatriados após contraírem o Ebola na África Ocidental, onde a doença tem se espalhado por Guiné, Serra Leoa e Libéria desde março, matando mais de 3,4 mil pessoas no maior surto da doença já registrado.
     
    Jakab disse que os funcionários de saúde destacados para cuidar dos pacientes, assim como seus familiares e pessoas próximas, eram os que tinham maior risco de serem infectados.
     
    “Vai acontecer”, disse. “Mas a coisa mais importante em nosso ver é que a Europa ainda se encontra em risco baixo e que a parte ocidental da região europeia em particular é a mais bem preparada do mundo para responder a febres virais hemorrágicas, incluindo o Ebola”, afirmou
     
    Fonte: G1 Saúde