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  • OMS diz que ebola continua sendo uma emergência sanitária mundial

    OMS diz que ebola continua sendo uma emergência sanitária mundial

    O vírus ebola, que já deixou quase 4.900 mortos, principalmente na África Ocidental, e continua sendo uma emergência sanitária mundial, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), que assegurou estar muito preocupada com a situação na Guiné, Libéria e Serra Leoa.
     
    “A situação nesses países causa uma grande preocupação”, indicou a OMS depois da terceira reunião de seu comitê de emergência, que reúne os melhores especialistas do mundo desta enfermidade.
     
    “As principais lições que é preciso tirar para conter a epidemia incluem a importância da liderança, o compromisso da comunidade, uma maior união de sócios, pagar a tempo o pessoal sanitário e prestar contas”, segundo a OMS.
     
    No comunicado, a organização indica ainda que aumentou seu apoio aos três países mais afetados (Libéria, Guiné e Serra Leoa) e enfatizou que sua prioridade é deter a transmissão do vírus nestas nações.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Robô inteligente auxilia no tratamento do autismo e no cuidado de idosos

    Robô inteligente auxilia no tratamento do autismo e no cuidado de idosos

    'Nao' é equipado com câmeras nos olhos e responde à comandos de voz.
    Máquina foi apresentada durante a JCRIS 2014 na USP em São Carlos.
     
    Um robô desenvolvido por uma empresa francesa está ajudando no tratamento do autismo e no cuidado de idosos. O projeto foi uma das inovações apresentadas na Joint Conference on Robotics and Intelligent Systems (JCRIS) 2014 que terminou nesta quarta-feira (22), na Universidade de São Paulo (USP), em São Carlos. Criado com o intuito de contribuir para o bem estar dos seres humanos, o robô Nao – palavra que significa cérebro em chinês – foi lançado em 2007 e pode ser programado para desempenhar diversas funções como ferramenta educativa e interativa para crianças e adultos.
     
    Desenvolvido pela empresa francesa Aldebaran Robotics, Nao tem 57 centímetros de altura e é equipado com câmeras no lugar dos olhos, microfones para responder aos comandos de voz, autofalantes e sensores variados. Além disso, ele possui dois processadores e acesso à rede de internet sem fio. O robô é capaz de ler e-mails e respondê-los por meio de uma conversa com o usuário, por exemplo. Hoje, já existem no mundo mais de 450 instituições que utilizam o Nao, entre elas a USP São Carlos e a Harvard University.
     
    Matheus Mainardi, da Somai Tecnologia e Educação, empresa que representa a Aldebaran no Brasil, explica que a aplicação do robô para auxiliar em casos de autismo teve início de forma espontânea. “Ele foi apresentado em um evento e uma criança autista começou a brincar com ele. Como é um sistema que não possui emoções, a interação fez com que as pessoas que possuem essa disfunção se sentissem mais à vontade para brincar com ele. Assim, depois de alguns estudos, foi constatado que o Nao podia funcionar como um canal direto de comunicação entre um autista e outras pessoas”, declarou. Pensando nisso, a empresa francesa lançou em 2013 o Autism Solution for Kids (ASK) para o Nao, dedicado às necessidades especiais para o ensino dessas pessoas.
     
    Mainardi explicou que o fato de permitir programação específica para realizar funções diferentes faz o robô ter possibilidades infinitas de aplicação. “Estamos apenas no começo. Ele é capaz de mostrar na prática algumas coisas que aprendemos apenas em teoria. Campos como a robótica, a matemática, a ciência da computação e a engenharia são muito melhor trabalhados por meio desse equipamento. Mesmo se contarmos apenas com as funções já conhecidas do Nao, as aplicações são infinitas. Imagine então quando mais pessoas passarem a programar seus próprios códigos e fazer suas próprias demandas ao robô”, pontuou.
     
    Próxima etapa
     
    A Aldebaran já prepara outra versão do Nao, o “irmão mais velho” dele, Romeo. A nova versão está em desenvolvimento desde 2009, mas já foi apresentada. Dessa vez, o alvo foi a população idosa, que poderá contar com a ajuda do robô. Ele tem 1,40 metro e pode ajudar pessoas que perderam sua autonomia auxiliando em atividades como abrir portas, subir escadas e até buscar objetos.
     
    Aplicações e uso
     
    No caso da RoboCup de futebol, que aconteceu durante a JCRIS, um time de Naos foi programado para desempenhar funções em campo como goleiro, zagueiro ou atacante. Assim como nos jogos entre humanos, os robôs eram vítimas de faltas e empurrões, sendo jogados no chão pelos outros em alguns momentos. Mesmo assim, sem nenhum tipo de intervenção humana, o robô se levanta sozinho com o apoio das mãos e volta à partida como se nada tivesse acontecido.
     
    Em 2012, o G1  mostrou um sistema desenvolvido pelo Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP em São Carlos, que fazia com que Nao reproduzisse gestos realizados por humanos. A pesquisa tinha como objetivo auxiliar pacientes em fisioterapia, além de promover a interação com crianças do ensino fundamental.
     
    O humanóide, termo atribuído aos robôs que se assemelham a humanos, pode ser adquirido apenas por empresas ligadas ao ramo da educação ou, em alguns casos, de tratamento de determinadas condições como o autismo. As instituições interessadas em adquirir o Nao devem enviar uma inscrição ao Somai, que vai avaliar e aprovar o pedido caso se encaixe nas categorias requisitadas.
     
    No entanto, Mainardi explica que logo o sistema deve estar aberto ao público. “Ele ainda pode ser considerado um protótipo, mesmo com tantas funções, já que ainda existem muitas outras a serem descobertas. Ele ainda está sendo testado, de certa forma. Quando for julgado que está pronto para atender ao público da melhor forma possível, com certeza deve ser comercializado abertamente”, afirmou.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Johnson trabalha em 1 mi de doses de vacinas contra Ebola para 2015

    Johnson trabalha em 1 mi de doses de vacinas contra Ebola para 2015

    Empresa quer disponibilizar 250 mil doses até maio do ano que vem.
    Ainda não há vacina que cure o vírus, que já matou mais de 4.500 pessoas.
     
    A Johnson & Johnson tem acelerado os trabalhos para sua vacina experimental contra o ebola e tem como objetivo produzir 1 milhão de doses no próximo ano, 250 mil das quais espera estarem disponíveis até maio.
     
    Atualmente, não há vacina comprovada contra a doença mortal, mas várias empresas estão correndo para desenvolver produtos. Os testes clínicos em duas empresas – GlaxoSmithKline e NewLink Genetics – já estão em andamento.
     
    A Organização Mundial da Saúde (OMS) espera que dezenas de milhares de pessoas na África Ocidental, incluindo profissionais de saúde da linha de frente com alto risco de infecção, comecem a receber as vacinas Ebola a partir de janeiro, como parte de testes clínicos em larga escala.
     
    A J&J disse nesta quarta-feira que vai testar sua vacina para a segurança e resposta imune em voluntários saudáveis ​​na Europa, Estados Unidos e África desde o início de janeiro, acrescentando que vai investir até 200 milhões de dólares para acelerar o programa.
     
    A vacina da J&J foi descoberta em colaboração com os Institutos Nacionais de Saúde (NIH) dos Estados Unidos e inclui a tecnologia da empresa dinamarquesa Bavarian Nordic, que irá agora receber uma injeção de recursos da empresa norte-americana.
     
    Fonte: Bem Estar
  • Resistência de tuberculose a drogas chega a nível de alerta, diz OMS

    Resistência de tuberculose a drogas chega a nível de alerta, diz OMS

     
    Este ano, houve 480 mil novos casos de tuberculose resistente a drogas.
    Resistência a medicamentos é provocada por doses erradas.
     
    A tuberculose resistente a múltiplas drogas permanece em níveis de crise, com cerca de 480 mil novos casos este ano, além de várias formas de doença pulmonar que mataram cerca de 1,5 milhão de pessoas em 2013, alertou nesta quarta-feira (22) a Organização Mundial da Saúde (OMS).
     
    Nos últimos anos, o surgimento de vários tipos de tuberculose resistentes a medicamentos – um problema criado pelo homem, causado por pacientes regulares que recebem medicamentos errados, doses erradas ou não completam o tratamento – está se tornando uma ameaça crescente à saúde no mundo.
     
    Cerca de 9 milhões de pessoas contraíram tuberculose durante o ano e aproximadamente 3,5% delas tinha uma cepa que até certo ponto é resistente aos medicamentos – casos que são muito mais difíceis de tratar e têm taxas de cura significativamente mais baixas, disse a OMS.
     
    “Há epidemias graves em algumas regiões, particularmente na Europa Oriental e na Ásia Central”, informou a agência de saúde da Organização das Nações Unidas (ONU) na sua avaliação anual da questão da tuberculose no mundo, observando que a taxa de sucesso do tratamento desses casos é “alarmantemente baixa”.
     
    Além disso, a tuberculose extensivamente resistente aos remédios, uma outra cepa ainda mais difícil de tratar do que a multiressistente, e a um custo mais caro, já foi registrada em 100 países.
     
    'Peste branca'
     
    Antes conhecida como a “peste branca”, pela sua capacidade de tornar as vítimas magras, pálidas e febris, a tuberculose provoca suores noturnos, tosse persistente, perda de peso e sangue no catarro ao cuspir. É transmitida através do contato próximo com pessoas infectadas.
     
    De todas as doenças infecciosas, apenas o vírus da imunodeficiência humana (HIV), que causa a Aids, mata mais pessoas do que a tuberculose.
     
    A agência, com sede em Genebra, também alertou que a falta de financiamento está dificultando os esforços para combater a epidemia global.
     
    Estima-se que 8 bilhões de dólares sejam necessários para lidar com a doença completamente, diz a OMS, e um déficit anual de 2 bilhões de dólares mostra que isso não é possível por enquanto, diz a entidade.
     
    Fonte: Bem Estar
  • Milhares devem ser vacinados contra ebola a partir de janeiro, diz OMS

    Milhares devem ser vacinados contra ebola a partir de janeiro, diz OMS

    Testes clínicos iniciais de vacinas experimentais estão em andamento.
    Imunização da população em geral ainda está distante, segundo OMS.
     
    Dezenas de milhares de pessoas na África Ocidental devem começar a receber vacinas experimentais do ebola até janeiro, mas uma imunização da população em geral ainda está distante, afirmou a Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta terça-feira (21).
     
    Testes clínicos iniciais de vacinas das farmacêuticas GlaxoSmithKline e NewLink Genetics já estão em andamento. Cerca de 500 voluntários devem participar em países como Estados Unidos, Grã-Bretanha, Alemanha, Suíça, Mali, Gabão e Quênia.
     
    Os testes irão gerar dados sobre segurança e resposta imunológica até dezembro. As vacinas poderão, então, ser enviadas no começo do ano que vem para alguns grupos, como agentes de saúde no fronte do combate à doença, declarou a diretora-geral-assistente da OMS para sistemas de saúde e inovação, Marie-Paule Kieny.
     
    “Estes dados são absolutamente cruciais para permitir a tomada de decisões sobre a dosagem que deve ser usada nos testes de eficácia na África”, disse Kieny em uma entrevista coletiva de imprensa.
     
    Determinar a dosagem irá ditar a produção, ou a quantidade total, de vacinas disponíveis para os grandes testes clínicos na África, informou ela.
     
    “Ainda existe a possibilidade de que não dê certo, mas todos estão se organizando para poderem ir para o oeste da África em janeiro”, acrescentou Kieny.
     
    “Quando falo em mobilização, não falo de vacinação coletiva, mas da utilização de doses em dezenas de milhares de pessoas nos primeiros meses do ano.”
     
    O surto de ebola no oeste africano já matou 4.546 pessoas dentre 9.191 casos conhecidos desde março na Libéria, em Serra Leoa e na Guiné, de acordo com a OMS, que declarou que as epidemias no Senegal e na Nigéria terminaram.
     
    Surgiram alguns casos na Espanha e nos Estados Unidos, que na segunda-feira emitiram novos e rígidos protocolos para os agentes de saúde que tratam de vítimas do vírus mortal.
     
    Produção de vacinas
     
    Os fabricantes de vacinas e autoridades regulatórias estão agindo rápido e acelerando os testes e aprovação das vacinas, disse Kieny, e os doadores estão prontos para financiar sua distribuição, que deve custar centenas de milhões de dólares.
     
    A aliança GAVI, sediada em Genebra, oferece vacinas a preços acessíveis para uso em países em desenvolvimento. Embora as vacinas da GSK e da NewLink sejam vistas como “principais candidatas”, há outras sendo desenvolvidas.
     
    A Johnson&Johnson tem uma vacina em potencial que deve começar a ser usada em testes clínicos em janeiro, declarou Kieny.
     
    A Inovio Pharmaceuticals está desenvolvendo uma vacina de DNA que também entra na fase de testes no início de 2015, e a Protein Sciences prepara uma vacina que deve ser testada no primeiro trimestre do próximo ano, disse ela.
     
    Entre as drogas experimentais contra o Ebola está o remédio para gripe Avigan, ou favipiravir, da Fujifilm, cujas segurança e eficácia o governo francês irá avaliar em um teste clínico na Guiné, relatou a diretora da OMS.
     
    A droga Zmapp, da Mapp Biopharmaceutical, foi ministrada a alguns agentes de saúde retirados da região africana afetada, mas isso foi feito de maneira pontual, esclareceu ela.
     
    Fonte: G1 Saúde
  • Estudo aponta eficácia do canabidiol em pacientes com mal de Parkinson

    Estudo aponta eficácia do canabidiol em pacientes com mal de Parkinson

    Pesquisa constatou ausência de efeitos colaterais após uso da substância.
    Descoberta abre nova possibilidade terapêutica, diz coordenador.
     
    Uma pesquisa recente sobre o uso medicinal do canabidiol (CDB) mostrou que essa substância extraída da maconha pode ser eficaz no tratamento de pacientes com mal de Parkinson.  Segundo o professor José Alexandre Crippa, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da Universidade de São Paulo (USP), um dos coordenadores do estudo, pela primeira vez, o grupo de voluntários que ingeriu cápsulas contendo canabidiol apresentou melhoras na qualidade de vida e no bem-estar.
     
    O estudo foi publicado em outubro na revista “Journal of Psycopharmacology”, da Associação Britânica de Farmacologia.
     
    O CDB é uma substância canabinoide existente na folha da Cannabis sativa – a maconha – que, de acordo com pesquisadores, não causa efeitos psicoativos ou dependência. O elemento possui estrutura química com grande potencial terapêutico neurológico, ou seja, pode ter ação ansiolítica (que diminui a ansiedade), antipsicótica, neuroprotetora, anti-inflamatória, antiepilética e agir nos distúrbios do sono. “Queríamos ver o efeito do canabidiol nos sintomas motores, por isso realizamos um ensaio clínico com pacientes com Parkinson”, explica Crippa.
     
    O mal de Parkinson é uma doença neurodegenerativa que provoca tremores nas extremidades do corpo. Geralmente, 50% dos pacientes desenvolvem quadros de alteração cognitiva. “A pessoa altera a memória, a atenção, sofre efeitos de alteração motora na marcha, no equilíbrio. Além disso, 80% de pacientes com a doença adquirem depressão e transtorno comportamental de sono”, diz Crippa.
     
    Durante seis semanas, a equipe monitorou 21 pacientes com Parkinson, divididos em três grupos – o primeiro recebeu 300 mg de canabidiol ao dia, o segundo 75 mg e o terceiro placebo (sem nenhum princípio ativo). Para que não houvesse influência psicológica e sim um efeito farmacológico eficaz, nem os pacientes, nem mesmo os médicos tinham conhecimento sobre quem estava tomando qual cápsula.
     
    Um terceiro integrante da pesquisa numerou as substâncias e os dados foram cruzados apenas no final, quando foi constatada melhora no quadro dos pacientes que ingeriram canabidiol na dose de 75 mg, e ainda melhor na dose de 300 mg. “O mais importante é que o medicamento não apresenta efeito colateral, ao contrário dos já utilizados”, afirma Crippa.
     
    Conforme o professor explica, as drogas atualmente usadas no tratamento da doença causam efeitos colaterais negativos, como a chamada discinesia tardia, que são movimentos repetitivos involuntários de extremidades, e movimentos da língua e mordidas nos lábios, além de sintomas psicóticos, como escutar vozes, ter delírios e mania de perseguição.
     
    De acordo com o pesquisador, a descoberta abre uma nova possibilidade terapêutica para o mal de Parkinson, especialmente em casos refratários e mais graves, como quando a doença se manifesta na juventude, com a tendência de progredir de forma rápida e severa. “O canabidiol tem se mostrado eficiente para todas essas comorbidades. Seria a droga ideal”, afirma o pesquisador.
     
    Viabilização
     
    Segundo Crippa, o canabidiol deve ser regulamentado muito em breve e provavelmente até o final deste mês o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) irão classificá-lo.
     
    O professor acha importante ressaltar que o canabidiol não é maconha, é apenas uma substância presente na planta. Ele afirma que para evitar qualquer tipo de equívoco a respeito de sua aplicação um site sobre o assunto será lançado em breve. “Não existe maconha medicinal e sim substâncias medicinais. A maconha fumada invariavelmente traz danos à saúde. O uso crônico, principalmente de adolescentes, causa danos cerebrais e aumentam em 370% a chance de desenvolver esquizofrenia”, alerta.
     
    Fonte: G1 Saúde
  • EUA confirmam segundo caso de ebola transmitido no país

    EUA confirmam segundo caso de ebola transmitido no país

    Funcionário de hospital foi infectado enquanto tratava de liberiano.
    Caso é o segundo de contágio da doença dentro dos Estados Unidos.
     
    Um segundo funcionário do sistema de saúde do Texas, nos Estados Unidos, foi contaminado com ebola e testou positivo para a doença, informou o Departamento de Serviços de Saúde Pública do Estado nesta quarta-feira (15). Ele foi infectado enquanto tratava do liberiano Thomas Eric Duncan, primeiro paciente da doença no país.
     
    O funcionário do Hospital Presbiteriano do Texas foi imediatamente isolado após apresentar febre nesta terça-feira (14), informou o órgão.
     
    “Oficiais de saúde entrevistaram os pacientes mais recentes do funcionário para identificar rapidamente qualquer contato ou potencial exposição, e essas pessoas serão monitoradas”, disse o departamento.
     
    O Centro para o Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês) informou que o exame positivo do segundo trabalhador foi o resultado de uma análise preliminar realizada durante a noite e que o organismo está realizando a própria análise para confirmar o resultado.
     
    “Como afirmamos anteriormente, de acordo com nossa investigação, não é inesperado que aconteçam exposições adicionais ao vírus”, adverte o CDC em um comunicado.
     
    O CDC destacou que novas medidas estão sendo adotadas para aumentar o nível de preparação nos hospitais, incluindo o envio a Dallas de especialistas que conseguiram controlar focos de Ebola na África nas últimas duas décadas.
     
    O organismo afirmou que pretende melhorar os procedimentos para proteger os trabalhadores da área de saúde no Hospital Presbiteriano de Dallas e que os funcionários deste e de outros centros médicos receberão mais treinamento para tratar com a doença.
     
    Infecção
     
    O caso é o segundo de transmissão da doença dentro dos Estados Unidos. Nina Pham, uma enfermeira também do Texas, foi o primeiro caso de contágio no país. Ela está internada em uma área de isolamento do hospital onde trabalha.
     
    Nina, de 26 anos, contaminou-se com o vírus como membro da equipe que tratou do liberiano Thomas Eric Duncan.
     
    Duncan tinha viajado da Libéria para o Texas em setembro e começou a apresentar os sintomas do ebola dias depois de sua chegada. Ele morreu na semana passada.
     
    Nina recebeu plasma retirado do sangue de um médico que se curou da doença. A transfusão de plasma, contendo anticorpos para o vírus do ebola, ocorreu na tarde desta segunda.
     
    Ele veio de Kent Brantly, o médico do Texas que sobreviveu ao ebola. Brantly contraiu a doença quando trabalhava como voluntário em um grupo missionário também na Libéria.
     
    O diretor dos Centros de Prevenção e Controle de Doenças dos EUA (CDC), Thomas Frieden, disse que a agência vai ampliar o treinamento dos profissionais do sistema de saúde dos EUA.
     
    Segundo ele, 76 pessoas que podem ter tido contato com Duncan após sua internação estão sendo monitoradas.
     
    Segundo Frieden, “apenas uma única pessoa” teve contato com Nina enquanto ela poderia transmitir a doença. O diretor dos CDC disse também que ainda não sabe como a enfermeira contraiu a doença em uma unidade hospitalar de isolamento.
     
    Duncan foi o primeiro paciente a ser diagnosticado com ebola nos Estados Unidos, mas ele contraiu a infecção em seu país natal, a Libéria. O caso desta profissional de saúde foi o primeiro em que a transmissão da doença ocorreu em território americano.
     
    Quebra de protocolo
     
    Uma quebra nos protocolos de segurança, possivelmente durante a remoção de equipamentos de proteção após o tratamento do paciente com ebola, pode ter causado a contração do vírus mortal por Nina.
     
    Frieden disse que, em algum momento durante o atendimento do paciente original, houve uma brecha no protocolo que resultou na infecção da profissional de saúde.
     
    Todos os profissionais de saúde de Dallas que ajudaram a cuidar de Duncan foram potencialmente expostos ao vírus, disse Frieden.
     
    “Outra (área) que nós estaremos olhando de perto na investigação são as intervenções que foram feitas para tentar desesperadamente manter (Duncan) vivo”, disse ele ao programa de televisão do canal CBS “Face the Nation”.
     
    “Isto incluiu diálise e intubação. Estes são dois procedimentos que podem resultar na propagação de material infeccioso”, disse Frieden.
     
    Fonte: G1 Saúde
  • Casos de ebola podem chegar a 10 mil por semana no fim do ano, diz OMS

    Casos de ebola podem chegar a 10 mil por semana no fim do ano, diz OMS

    Atualmente, taxa de incidência é de mil contaminações por semana.
    Balanço recente mostra 8.914 doentes e 4.447 mortes pelo vírus.
     
    A Organização Mundial da Saúde (OMS) advertiu nesta terça-feira (14) que em dezembro podem ser registrados entre 5 mil e 10 mil novos casos de ebola por semana – enquanto atualmente a incidência é de mil -, horas antes de uma reunião do Conselho de Segurança sobre a epidemia.
     
    Com base em hipóteses de trabalho, o vice-diretor-geral da OMS, Bruce Aylward, avaliou que o número de novos casos pode passar dos mil por semana atuais para de 5.000 a 10.000 no começo de dezembro.
     
    “Pode-se chegar de 5.000 e 10.000 casos por semana na primeira semana de dezembro”, disse ele, ressaltando que estas são estimativas de trabalho para ajudar na luta contra o vírus no plano internacional. “Há três ou quatro semanas, vínhamos tendo cerca de mil casos por semana”, acrescentou.
     
    Segundo o último balanço da epidemia, 8.914 pessoas contraíram a doença, das quais 4.447 morreram, informou a organização. Para a OMS, o número de casos reais seria 1,5 vez superior ao registrado na Guiné, duas vezes mais elevado em Serra Leoa e 2,5 vezes maior na Libéria. A mortalidade da epidemia da doença que assola a África Ocidental chega a 70% nesses três países, os mais afetados.
     
    Morte de funcionário
     
    Aylward fez essas declarações um dia depois da morte de um funcionário sudanês da ONU com ebola no hospital alemão onde tinha sido internado após contrair o vírus na Libéria.
     
    Na Espanha, os médicos que tratam de Teresa Romero, a auxiliar de enfermagem de 44 anos infectada com o vírus, estavam relativamente otimistas nesta terça diante da estabilização do quadro de saúde da paciente, após 15 dias com a doença.
     
    O avanço do vírus, que matou mais de 4.000 pessoas principalmente na África Ocidental, e os esforços para tentar contê-lo estarão nesta terça-feira no centro de uma reunião do Conselho de Segurança da ONU em Nova York.
     
    O presidente americano, Barack Obama, e o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, pediram que a comunidade internacional aumente seus esforços para enfrentar a doença.
     
    Os ministros da Saúde da União Europeia devem se reunir na quinta-feira, em Bruxelas, para debater um reforço das medidas de controle nas fronteiras e a coordenação entre os países. No aeroporto londrino de Heathrow, os viajantes procedentes dos países mais afetados tiveram que preencher questionários e medir a temperatura nesta terça-feira.
     
    Autoridades criticadas na Espanha 
     
    A Espanha decidiu formar todas as suas equipes de saúde que poderiam entrar em contato com o vírus. Muito criticada por sua gestão no caso de Teresa Romero, a ministra da Saúde, Ana Mato, compareceu nesta terça-feira ao Senado para dar explicações.
     
    Na segunda-feira, o marido de Romero exigiu a renúncia do conselheiro de Saúde da região de Madri, que chegou a acusá-la de ter mentido sobre o ocorrido.
     
    Nos Estados Unidos, as autoridades do setor de Saúde alegaram uma falha na aplicação das medidas de proteção para explicar o primeiro contágio em solo americano, o de uma funcionária do hospital de Dallas. Ela integrou a equipe que tratou de um paciente liberiano com ebola, falecido na semana passada.
     
    Na Libéria, o país mais afetado pela doença, os trabalhadores da Saúde decidiram suspender a greve iniciada na segunda-feira para exigir o adicional de insalubridade nos salários. Segundo a OMS, esses trabalhadores estão muito expostos ao vírus no país. Até o momento, 201 contraíram a doença e 95 morreram.
     
    A diretora da OMS, Margaret Chan, admitiu que “nunca tinha visto uma crise sanitária ameaçar a sobrevivência de sociedades e governos em países por si só muito pobres”.
     
    Fonte: G1 Saúde
  • Genoma da mosca dá pistas para cura de doenças

    Genoma da mosca dá pistas para cura de doenças

    Pesquisadores nos EUA identificam genes que imunizam esses insetos e que podem ajudar na busca de tratamentos para males humanos.
     
    Cientistas sequenciaram o genoma completo da mosca comum e afirmam que as descobertas podem ajudar a descobrir novos tratamentos para doenças que afligem os humanos. A mosca pode carregar cerca de cem doenças, incluindo problemas que levam à cegueira.
     
    Ao comparar o DNA da mosca comum com o da mosca de frutas, a equipe da Universidade de Cornell (EUA) detalhou os genes que fazem esses insetos imunes aos patógenos (organismos causadores de doenças, como bactérias, vírus e fungo) a que estão expostos.
     
    Os cientistas também descobriram o código genético que ajuda a mosca a dissolver dejetos, como fezes. “Informações a respeito desses genes podem nos ajudar a processar dejetos humanos e a melhorar o meio ambiente”, disseram o cientista Jeff Scott e seus colegas ao periódico Genome Biology.
     
    Sujeira
     
    Moscas comuns são “perfeitas” para a transmissão de doenças. Elas têm contato regular com carcaças, com lixo e com outros objetos sujos que contêm bactérias, vírus e parasitas.
     
    E elas gostam dos mesmos alimentos que nós e, como são muito eficientes em escapar das nossas tentativas de matá-las, têm sempre oportunidades de pousar tanto na nossa comida como em nosso corpo.
     
    Acredita-se que elas carreguem tantos patógenos porque se alimentam de substâncias líquidas ou semilíquidas – muitas vezes fezes. Como estão constantemente se alimentando, elas necessitam eliminar seus próprios dejetos (e os patógenos que carregam) sempre que pousam por mais de alguns segundos.
     
    Mas, ao contrário do que acontece com humanos, esse estilo de vida pouco higiênico não faz mal à saúde das moscas.
     
    Scott e sua equipe ficaram interessados em tentar descobrir o porquê disso – e como utilizar essa habilidade em benefício da raça humana.
     
    Eles sequenciaram os genomas de seis moscas fêmeas comuns e os compararam com o da mosca da fruta, a Drosophila melanogaster, para identificar que partes do DNA são exclusivos da mosca comum e poderiam ser estudados mais a fundo.
     
    A equipe descobriu que a mosca comum tinha muito mais genes imunes do que a drosófila. E esses genes eram também bem mais diversificados – possivelmente para oferecer ao inseto proteção contra os diversos patógenos que ele carrega.
     
    Proliferação de doenças
     
    O professor David Conway, da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres, explica que “apesar de acharmos que as moscas são apenas um incômodo, elas podem transmitir diversas bactérias a seres humanos e contribuir significativamente para (a proliferação de) doenças em comunidades pobres onde as condições sanitárias são limitadas”.
     
    “É ótimo ver essa análise do sequenciamento genômico, em especial sua comparação com os genomas de moscas de frutas, mais estudadas até agora”, agrega Conway.
     
    “Muitas outras moscas transmitem importantes doenças humanas, e espero que esse trabalho estimule mais análises genômicas e comparações entre eles. O genoma da mosca tsé-tsé, que transmite a doença do sono na África, foi publicado alguns meses atrás – apesar de ela se alimentar de sangue, ela tem parentesco mais próximo com a mosca comum do que com mosquitos. Há muitos outros vetores de doenças negligenciadas que poderiam ser melhor compreendidos se tivéssemos mais comparações entre seus sequenciamentos genéticos.”
     
    Fonte: G1 Saúde
  • Cientistas recriam Alzheimer em laboratório para testar drogas

    Cientistas recriam Alzheimer em laboratório para testar drogas

    O mal de Alzheimer, uma doença sem cura conhecida, foi vista em um modelo tridimensional por cientistas americanos em laboratório. O estudo, já considerado revolucionário, foi possível com a mistura de um gel com neurônios que vêm de células tronco embrionárias, carregadas com mutações normalmente associadas à doença.
     
    Desta forma, uma equipe liderada por pesquisadores da Universidade de Harvard acompanhou a formação de estruturas características do Alzheimer, as placas senis e emaranhados neurofibrilares. Os resultados da pesquisa foram descritos anteontem na versão on-line da revista “Nature”.
     
    Os pesquisadores usaram, com sucesso, inibidores para bloquear a formação das estruturas típicas no modelo da doença. Agora, a meta é testar como 1,2 mil medicamentos já disponíveis no mercado agiriam naquela estrutura que reproduz o cérebro com Alzheimer. É possível que alguns tratem ou interrompam a progressão da condição neurodegenerativa.
     
    — É plausível imaginar que algumas dessas drogas, que estão no mercado para combater outras doenças, tenham um efeito benéfico também no combate ao Alzheimer — descreve Stevens Rehen, neurocientista da UFRJ e do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino, que não participou da pesquisa. — Se isso ocorrer, um novo medicamento contra a doença pode ser descoberto.
     
    Testes na estrutura 3D montada em Harvard podem rastrear o desempenho dos remédios entre seis e oito semanas. Em camundongos, animais normalmente usados em pesquisas científicas, o mesmo processo duraria cerca de um ano e seria até dez vezes mais caro.
     
    Dois fatores contribuem para o processo neurodegenerativo do Alzheimer — o acúmulo de placas da proteína betaamiloide e um emaranhado formado por outra proteína, a Tau, que intoxica as células nervosas saudáveis. Ainda não se sabia, porém, qual destes fenômenos ocorria primeiro.
     
    Os pesquisadores descobriram, com seu modelo, que a beta-amiloide “inaugura” a degeneração. A partir de agora, os cientistas podem analisar separadamente os processos que ligam a ação dessas duas proteínas.
     
    O modelo de pesquisa da “doença em uma placa” é uma forma emergente de compreender enfermidades que não podem ser analisadas com precisão em animais. A técnica já foi usada com sucesso para entender o desencadeamento da esclerose lateral amiotrófica (ELA).
     
    Apesar de sua utilidade, o sistema criado na placa não conta com componentes cruciais, como as células do sistema imunológico, que exercem um papel importante quando começa a devastação provocada pelo Alzheimer. De qualquer forma, o mérito da nova técnica de pesquisa é sua forma rápida de conduzir novos testes.
     
    MODELO MAIS COMPLEXO
     
    Autor principal da pesquisa, Doo Yeon Kim, professor de Neurologia da Universidade de Harvard, reconhece que sua equipe criou apenas uma “fatia” de cérebro, e não uma estrutura completa. No entanto, a estrutura poderá ser útil para pesquisar outras enfermidades.
     
    — Queremos desenvolver modelos mais complexos, que considerem os impactos no sistema imunológico, mas sabemos que nossa tecnologia tridimensional já é útil para analisarmos outras doenças neurodegenerativas.
     
    Fonte: O Globo