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  • Estudo indica aumento de consumo de álcool em dias em que se faz exercícios

    Estudo indica aumento de consumo de álcool em dias em que se faz exercícios

    Documento publicado em revista científica americana revela associação entre os dias de exercício e o consumo de bebidas alcoólicas.
     
    Um estudo envolvendo pessoas de várias idades concluiu que estamos inclinados a consumir mais álcool nos dias em que nos exercitamos.
     
    A equipe da Northwestern University Feinberg School of Medicine, em Chicago, Estados Unidos, pretende agora fazer investigações mais detalhadas para entender melhor essa aparente relação.
     
    O estudo foi publicado na revista online “Health Psychology”, da American Psychological Association.
     
    Os participantes foram convidados a usar seus smartphones para relatar, diariamente, suas atividades físicas e a quantidade de álcool ingerida.
     
    “De segunda a quarta, as pessoas tendem a fechar as comportas”, disse o chefe do estudo, David E. Conroy. “Mas assim que começam as atividades sociais do fim de semana, na quinta-feira, aumenta a atividade física e o consumo de álcool”.
     
    “Atividade física insuficiente e consumo de álcool estão vinculados a muitos problemas de saúde. E a ingestão excessiva de álcool tem muitos custos indiretos também”, disse Conroy, especializado em medicina preventiva.
     
    “Precisamos descobrir como usar a atividade física de forma mais efetiva e segura sem os efeitos adversos do aumento no consumo de álcool”.
     
    Método Preciso
     
    Os 150 voluntários, com idades entre 18 e 89 anos, registraram suas atividades físicas e quantidade de bebida ingerida durante três períodos de 21 dias consecutivos distribuídos ao longo de um ano.
     
    Um estudo anterior, que tentou investigar a associação entre consumo de álcool e exercícios físicos usando uma outra metodologia, concluiu que pessoas fisicamente ativas consomem mais álcool. O estudo de Conroy e sua equipe não chegou à mesma conclusão.
     
    Talvez, ele explicou, porque o outro estudo pedia a participantes que relatassem todas as atividades físicas feitas e o álcool ingerido ao longo do mês anterior – com resultados menos precisos.
     
    “Colocamos o 'zoom' no microscópio e obtivemos uma visão mais detalhada e pessoal desses comportamentos dia a dia. Não procede dizer que os que se exercitam mais bebem mais. Na verdade, nos dias em que estão mais ativas, as pessoas tendem a beber mais do que nos dias em que estão menos ativas”, disse o pesquisador.
     
    “Esse resultado foi observado de maneira uniforme entre participantes do estudo de várias idades e com índices diferentes de atividade física”.
     
    Em futuros estudos, Conroy pretende descobrir o que leva as pessoas a beberem mais nos dias em que se exercitam.
     
    “Talvez as pessoas queiram recompensar a si mesmas pelo esforço consumindo mais álcool, ou talvez porque a atividade física gere situações de mais convívio social, onde o álcool é consumido”, especula Conroy.
     
    “Não sabemos ao certo. Mas quando pudermos entender a relação entre essas duas variáveis, vamos poder criar novas intervenções que promovam a atividade física cortando, porém, o consumo de bebidas”.
     
    Fonte: G1 Saúde
  • ” leva Nobel de Medicina

    ” leva Nobel de Medicina

    São Paulo – O Prêmio Nobel de Medicina de 2014 foi concedido nesta segunda-feira, 6, aos pesquisadores John O’Keefe, May-Britt Moser e Edvard Moser, pela descoberta dos conjuntos de células nervosas que formam no cérebro humano um sistema de posicionamento espacial – espécie de “GPS interno” – que permite que uma pessoa se oriente no espaço. 
     
    Ao demonstrar como o cérebro identifica onde o indivíduo está e como ele é capaz de orientar a movimentação de um lugar para outro, as descobertas poderão ajudar a explicar por que pessoas com Alzheimer muitas vezes não conseguem reconhecer seu entorno.
     
    Metade do prêmio concedido pelo Instituto Karolinska, em Estocolmo, de 8 milhões de coroas suecas (US$ 1,1 milhão), ficará com o neurocientista anglo-americano O’Keefe. O restante vai para o casal de cientistas noruegueses May-Britt e Edvard Moser.
     
    O’Keefe, pesquisador do University College London, iniciou suas pesquisas na década de 1960, quando se interessou pelo problema do controle do cérebro sobre o comportamento. Em 1971, descobriu o primeiro componente celular do sistema de posicionamento. 
     
    Ao registrar sinais de células nervosas no hipocampo de ratos, que se movimentavam livremente em uma sala, ele encontrou um tipo de neurônio que era ativado quando o animal se encontrava em determinado local no ambiente. Outras células nervosas eram ativadas quando os animais estavam em lugares diferentes. O cientista concluiu que essas “células de localização” eram capazes de construir um mapa interno do ambiente.
     
    Em experimentos posteriores, O’Keefe mostrou que essas células podiam fornecer uma base celular para processos ligados à memória, nos quais a lembrança de um ambiente pode ser armazenada em combinações específicas de “células de localização”.
     
    Outro estudo
     
    Mais tarde, em 2005, May-Britt e Edvard, da Universidade de Ciência e Tecnologia de Trondheim, na Noruega, descobriram o outro componente do “GPS cerebral”: eles identificaram um outro tipo de células nervosas situadas no córtex entorrinal – estrutura próxima do hipocampo – batizadas de “células de rede”. Elas eram ativadas quando um rato passava em determinadas posições. Juntas, essas posições formavam uma rede hexagonal e cada “célula de rede” reagia formando um padrão espacial único. 
     
    Assim, as “células de rede” são capazes de criar um sistema de coordenadas, permitindo que os indivíduos se posicionem de forma precisa e encontrem caminhos em determinado ambiente. As “células de rede” funcionam como uma carta náutica, como se traçassem linhas de longitude e latitude, ajudando o cérebro a avaliar distâncias e mapear a movimentação. 
    O casal concluiu que as “células de rede” atuam como um “sistema de coordenação métrica espacial” e fazem com que o córtex entorrinal trabalhe como um centro computacional para representar o espaço.
     
    Mais tarde, as pesquisas do casal Moser mostraram como a sobreposição das “células de localização” (descobertas por O’Keefe) e das “células de rede” tornavam possível o posicionamento e a navegação. Os dois tipos de células são encontradas nos cérebros de diversas espécies de mamíferos, incluindo os humanos.
     
    As descobertas abriram caminho para avanços na compreensão dos mecanismos envolvidos na noção de espaço. De acordo com o Instituto Karolinska, elas resolveram problemas que intrigaram cientistas e filósofos por séculos: como o cérebro cria um mapa do espaço ao redor da pessoa e como ela pode “navegar” e encontrar caminhos em ambientes complexos. 
    O senso de localização dá uma percepção ao indivíduo de sua posição no ambiente. Durante a “navegação”, esse senso é interligado a uma percepção de distância, baseada no movimento e no conhecimento de posições anteriores.
     
    O Instituto Karolinska afirmou que, ao ser informado ontem que havia sido agraciado, O’Keefe declarou que faria uma “celebração silenciosa” e que o dinheiro do prêmio “deveria ser usado para o bem comum”.
     
    Nascido em 1939, em Nova York, O’Keefe cursou doutorado em Psicologia Fisiológica na Universidade McGill, no Canadá, e, em 1967, foi para a Inglaterra, onde é professor de Neurociência Cognitiva. Os noruegueses May-Britt Moser e Evard Moser nasceram, respectivamente, em Fosnavåg, em 1963, e em Ålesund, em 1962. Ambos são professores de Neurociências em Trondheim.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Professora sofre trombose após uso de anticoncepcional e mostra mais casos

    Professora sofre trombose após uso de anticoncepcional e mostra mais casos

    A professora universitária Carla Simone Castro, 41, teve uma trombose cerebral seis meses após iniciar o uso de um anticoncepcional. Ela relatou o caso em um vídeo postado na rede e compartilhado por quase 140 mil pessoas.
     
    Carla e uma vítima de embolia pulmonar abriram uma página no Facebook para alertar mulheres sobre efeitos adversos da pílula. Leia o depoimento abaixo.
     
    Comecei a tomar anticoncepcional, com receita médica, em janeiro deste ano, porque sofro de miomas uterinos. Fui a uma ginecologista, fiz uma série de exames, incluindo exames cardíacos. Nunca tinha tomado anticoncepcional na vida.
     
    Comecei a ter muita dor de cabeça. Só que, por azar, 30 dias antes eu tinha recebido diagnóstico de sinusite, então a médica dizia que provavelmente [a dor] era disso.
     
    No dia 8 de agosto, acordei com muita dor e uma congestão nasal diferente, parecia que meu nariz estava entupido dentro da cabeça.
     
    Fui a uma otorrino, ela disse que eu estava com uma crise alérgica e me receitou anti-inflamatórios.
     
    No dia seguinte, acordei com a visão duplicada e, na manhã seguinte, acordei sem enxergar nada. A dor me fazia ter vontade de bater a cabeça na parede.
     
    Fui ao hospital, passei por três neurologistas, fiz duas tomografias. Recebi o diagnóstico de enxaqueca e crise de ansiedade. Marcamos uma ressonância, e o laudo foi trombose venosa cerebral.
     
    No consultório, comecei a passar mal, tive uma convulsão durante uma coleta de sangue. Fui direto para a internação. Fiquei 55 dias com a visão duplicada. Agora estou só sem visão periférica.
     
    Quando cheguei ao consultório do neurologista, não tinha movimento na perna direita. Primeira coisa que o médico me perguntou: “Você fuma, bebe, é hipertensa, diabética, tem histórico familiar?”. Eu respondi que não.
     
    E ele me fez a pergunta clássica, que aparece em todos os depoimentos recolhidos na página do Facebook: “Você toma anticoncepcional?”. Na hora que eu disse “sim”, ele me mandou parar imediatamente. Eles não têm
    dúvida de que é o anticoncepcional.
     
    Algumas pessoas têm uma predisposição à trombofilia, não podem tomar hormônio. Esse é um exame que os ginecologistas não pedem. Receitam anticoncepcional e só pedem o exame quando a paciente conta que já teve um caso na família.
     
    Mas nada impede que ela seja o primeiro caso. Pelos exames até agora, não há confirmação de que eu tenha predisposição genética.
     
    VÍDEO
     
    Fiz um vídeo para contar aos meus amigos e alunos o que tinha acontecido e ele foi compartilhado 140 mil vezes. Comecei a receber relatos de problemas parecidos com o meu. Abri uma página no Facebook chamada “Vítimas de anticoncepcionais”. Já recebemos mais de mil relatos em duas semanas.
     
    Perguntei à Anvisa sobre o remédio que tomei, da Bayer, o Yasmin, que contém a drospirenona –mas os relatos que começamos a receber são de todas as marcas.
     
    Perguntei à Anvisa quantos relatos existiam de problemas como o meu, que os laboratórios afirmam ser raríssimos. A Anvisa me disse que, em dez anos, recebeu três. Mas descobri que a agência não obriga médicos a relatarem esses problemas.
     
    Só de trombose cerebral, tenho 108 relatos. Como os laboratórios e o governo podem afirmar que o que aconteceu comigo e com as outras pessoas são casos raros se o Brasil não tem estatísticas?
     
    Tenho relatos de pessoas que estão sem andar, que ficaram em coma, que amputaram membro, perderam a visão. Todos os médicos associam ao anticoncepcional.
     
    Não há um controle da venda desse medicamento, qualquer menina de 14 anos compra na farmácia.
     
    Nem todo mundo que fuma vai ter câncer, nem todo mundo que toma anticoncepcional vai ter trombose. Mas, se tem risco, tem que ser comunicado. Está na bula, mas ninguém lê bula. Vou fazer uma denúncia ao Ministério Público Federal, vou brigar por um aviso na embalagem.
     
    Fonte: Folha de São Paulo
  • União Africana pede mais equipes de saúde para romper ciclo do ebola

    União Africana pede mais equipes de saúde para romper ciclo do ebola

    'É essencial enviar funcionários', disse presidente da comissão da UA.
    Epidemia já causou 3.349 mortes na África Ocidental.
     
    A União Africana (UA) pediu nesta segunda-feira (6) o envio de mais funcionários para “romper o ciclo do ebola”, durante uma reunião em Paris da Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômicos (OCDE).
     
    “É essencial enviar funcionários. Precisamos de mais recursos humanos para romper o ciclo do ebola”, declarou a presidente da Comissão da UA, Nkosazana Dlamini-Zuma, ao abrir o Fórum Econômico Internacional sobre a África da OCDE.
     
    “As infraestruturas são bem-vindas, mas estas por si só não vão solucionar o problema. Necessitamos de recursos humanos”, destacou.
     
    Guiné, Libéria e Serra Leoa, os países mais afetados, “não têm funcionários de saúde suficientes. Uma parte sucumbiu à doença”, disse.
     
    Até o momento, a febre hemorrágica provocou 3.439 mortes de um total de 7.478 casos registrados na África ocidental, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).
     
    Fonte: Folha de São Paulo
  • Cientistas tailandeses descobrem possível anticorpo para combater o ebola

    Cientistas tailandeses descobrem possível anticorpo para combater o ebola

    Cientistas tailandeses anunciaram nesta quinta-feira (2) a descoberta de um novo tipo de anticorpo contra o vírus do ebola considerado “mais efetivo” do que os existentes, mas que ainda precisa passar por testes em animais e humanos.
     
    “Estamos muito orgulhosos de ter criado um novo tratamento de anticorpo contra o ebola”, afirmou em entrevista coletiva Udom Kahinton, membro da equipe de pesquisadores da Faculdade de Medicina do Hospital Siriraj, em Bancoc.
     
    “É uma nova estrutura do anticorpo, um novo mecanismo, para matar a febre do ebola de forma mais efetiva”, explicou Udom, que espera bons resultados quando forem realizados testes com animais em laboratório e com humanos.
     
    Segundo a pesquisa, este novo anticorpo é suficientemente pequeno para entrar na célula e destruir as proteínas do ebola, inócuo para as pessoas porque se desenvolveu a partir de genes humanos e poderá ser produzido em grandes quantidades.
     
    Os pesquisadores ressaltaram que os testes podem requerer um ano, embora este tempo possa diminuir com mais financiamento.
     
    Siyam Bioscience, uma empresa farmacêutica criada com participação da Tailândia e Cuba, mostrou-se interessada nos testes deste novo anticorpo.
     
    Atualmente, existem vários remédios experimentais contra o ebola, incluído o ZMapp – um coquetel de três tipos de anticorpos – e se espera que as companhias GlaxoSmithKline (GSK) e NewLink Genetic anunciem uma vacina antes do fim do ano.
     
    Em seis meses, o ebola infectou 6.553 pessoas e causou a morte de 3.100 na Libéria, Serra Leoa e Guiné, os três países mais afetados pela epidemia na África Ocidental.
     
    Esta é a maior epidemia da doença desde que o vírus foi descoberto em 1976, na República Democrática do Congo (antigo Zaire).
     
    A Médicos Sem Fronteiras afirma que as limitações logísticas impedem a organização de aumentar sua ajuda nos três países. Segundo o Banco Mundial, o impacto econômico do ebola pode ser “catastrófico” na Libéria, Serra Leoa e Guiné e o prejuízo pode alcançar mais de US$ 800 milhões até 2015.
     
    “Se não determos o ebola, a doença se estenderá para outros países”, afirmou ontem o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.
     
    O diplomata lembrou que nesta terça-feira foi confirmado o primeiro caso de ebola diagnosticado nos Estados Unidos e afirmou que no cenário mais negativo cerca de 1,4 milhão de pessoas podem ser infectadas.
     
    O ebola, transmitido por contato direto com o sangue e fluidos corporais de pessoas ou animais infectados, causa hemorragias graves e tem uma taxa de mortalidade de 90%.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • NOTA DE AGRADECIMENTO

    NOTA DE AGRADECIMENTO

    O CRF-AL, através da sua Diretoria, tem o enorme prazer de agradecer a presença e a participação dos farmacêuticos José Alfredo de Carvalho Bezerra, Gabriela de Araújo Costa, Kátia Simone dos Santos, Clarissa Oliveira Pires da Silva, Diogo Tenório Cavalcante da Costa, Camila Mariana Rocha, Eline Cristina S. M. Baracho, Leonice Pereira da Silva, Daniele Jorge Costa, Fernanda Tavares, Aline Madge Guilherme, que contribuíram diretamente para a realização e o sucesso do evento “O Farmacêutico no shopping” realizado no dia 26/09/2014, em comemoração a 1ª SEMANA NACIONAL DO FARMACÊUTICO!

  • Número de infectados pelo vírus chikungunya no Brasil sobe para 41

    Número de infectados pelo vírus chikungunya no Brasil sobe para 41

    Brasília – O número de pacientes que foram infectados no Brasil pelo vírus chikungunya já é maior do que o número de casos importados. Dados do Ministério da Saúde mostram que 41 pessoas adquiriram a doença – prima da dengue – no País, ante 38 casos que foram contaminadas quando estavam em viagem no exterior. Dos pacientes, 33 moram no município de Feira de Santana (BA) e oito no Oiapoque (AP).
     
    Em nota, o Ministério da Saúde informou ter destacado funcionários para auxiliar o combate e prevenção da doença nos locais onde a transmissão foi confirmada. O vírus chikungunya é transmitido pela picada do mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus contaminados. Os dois mosquitos são também vetores da dengue.
     
    Chikungunya tem sintomas semelhantes ao da dengue. A diferença é que a doença pode provocar, passada a forma aguda, dores nas articulações que podem perdurar por meses e exigir o tratamento de fisioterapia. Chikungunya, no entanto, não tem a forma hemorrágica. Por essa razão, mortes provocadas pela doença são mais raras.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Laboratórios GSK e NewLink aceleram produção de vacina para ebola

    Laboratórios GSK e NewLink aceleram produção de vacina para ebola

    A empresas GlaxoSmithKline e NewLink Genetics estão se empenhando para acelerar a produção de vacinas contra o ebola, e têm como meta um “aumento muito significativo na escala durante a primeira metade de 2015”, informou a Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta quarta-feira (1º).
     
    Mesmo nas melhores condições, se as vacinas experimentais se mostrarem seguras e oferecerem proteção nos testes clínicos, um número considerável de doses só estará disponível após o final do primeiro trimestre do ano que vem, disse a entidade.
     
    A GSK e a NewLink iniciaram a primeira fase dos testes com voluntários saudáveis ou o farão em breve em mais de dez localidades da África, da Europa e da América do Norte, afirmou a OMS em um comunicado, após realizar uma reunião de dois dias com 70 especialistas.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Novo anticorpo reduz colesterol em pessoas com doença genética

    Novo anticorpo reduz colesterol em pessoas com doença genética

    Dois estudos publicados nesta quinta (2) na revista médica “Lancet” trazem resultados positivos de um novo tipo de medicamento para baixar níveis de colesterol.
     
    O remédio, ainda em fase de testes, é um anticorpo feito sob medida para atacar uma proteína chamada PCSK9. Ela destrói os receptores do fígado que retiram o colesterol “ruim” (LDL) de circulação. Com menos PCSK9, mais LDL é retirado de circulação, ajudando a evitar entupimento de artérias e infartos.
     
    O foco dos estudos são pacientes com hipercolesterolemia familiar, uma doença hereditária que causa níveis altíssimos de colesterol.
     
    Segundo Raul Santos, diretor da unidade de lípides do Incor (Instituto do Coração do HC de São Paulo), estima-se que haja, no Brasil, de 350 mil a 700 mil pessoas com a forma mais comum de colesterol alto familiar, na qual a pessoa recebe a mutação genética do pai ou da mãe. Outras 600 pessoas teriam a forma mais grave e rara, na qual pai e mãe transmitem a mutação.
     
    Mesmo pacientes com a forma mais branda da doença têm problemas cardíacos muito mais cedo do que a média da população.
     
    “Ela adianta de 10 a 15 anos o aparecimento do primeiro evento cardíaco”, afirma Santos, autor de editorial no “Lancet” sobre os novos tratamentos na mesma edição em que estão sendo publicadas as pesquisas.
     
    Hoje, os pacientes com colesterol alto familiar usam doses altas de estatinas (como Lipitor e Crestor) e outras drogas que ajudam a baixar ainda mais os níveis de gorduras no sangue.
     
    Os mais recentes, no entanto, causam efeitos colaterais como aumento da gordura no fígado e dores no corpo e não conseguem colocar os níveis de colesterol dos pacientes dentro da meta para evitar problemas cardíacos.
     
    Os estudos com o novo anticorpo evolocumabe foram feitos com 330 pacientes com a forma “branda” da doença e 50 com a versão mais grave. Todos continuaram seu tratamento com estatinas e receberam injeções mensais do anticorpo ou placebo.
     
    Nos casos mais graves, houve redução de até 41% dos níveis de colesterol além do efeito da estatinas. No estudo com a forma mais comum da doença, a redução do LDL foi de 60%.
     
    Os efeitos colaterais foram brandos e similares entre os grupos que tomaram a injeção de remédio e de placebo, mas Santos pondera que o prazo de acompanhamento dos trabalhos (3 meses) é curto para avaliar eventos adversos. “Ainda precisamos esperar estudos de longo prazo.”
     
    O evolocumbe, fabricado pela Amgen, e outras substâncias com mesmo mecanismo de ação produzidas por outras farmacêuticas ainda estão em fase de estudo, mas devem ser aprovadas em breve para os pacientes com colesterol alto familiar.
     
    Além disso, podem vir a ser indicadas também para pessoas sem o problema hereditário mas que não toleram as estatinas, por conta de efeitos colaterais como dores musculares.
     
    “Estudos já mostraram que o remédio é altamente eficaz para quem não pode tomar estatina”, afirma Santos.
     
    O problema é o preço. O tratamento com os anticorpos deve custar cerca de R$ 35 mil ao ano, enquanto as estatinas já têm versões genéricas, sendo possível um tratamento gastando em média R$ 600 por ano, a depender da dose do remédio.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Médicos explicam como funcionam os transplantes entre pessoas vivas

    Médicos explicam como funcionam os transplantes entre pessoas vivas

    Rim e fígado são órgãos que podem ser doados sem prejudicar a vida.
    Bem Estar desta quarta-feira (1) explicou os requisitos para ser doador.
     
    O número de doadores efetivos de órgãos cresceu 90% em seis anos no Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde. No primeiro semestre deste ano, foram transplantados 3.856 órgãos no país – destes, uma boa parte veio de doadores vivos, cerca de 1 em cada 5 casos. Mas como funciona o transplante entre pacientes vivos? Quais os requisitos para ser um doador? E quais órgãos podem ser doados?
     
    No Bem Estar desta quarta-feira (1), o cirurgião Luis Gustavo Diaz e o nefrologista Elias David Neto explicaram que os órgãos que podem ser transplantados entre pessoas vivas são o fígado, que tem capacidade de se regenerar caso tenha alguma parte removida, e o rim, já que não há dificuldade para o doador sobreviver com apenas um.
     
    O cirurgião explica que para fazer o transplante de fígado, é removido cerca de 40% do órgão do doador pelo lado esquerdo, que fica mais próximo do estômago. Essa parte é colocada no receptor e, tanto o fígado de um quanto o de outro crescem e se recuperam, ficando mais ou menos com o mesmo volume de antes, mas com um formato um pouco diferente. Já no caso dos rins, o corte da laparoscopia pode se comparar a um corte de uma cesariana, por exemplo – no Brasil, inclusive, a maioria dos transplantes entre vivos é de rins, como explicou o nefrologista Elias David Neto.
     
    Para se tornar um doador vivo, no entanto, existem alguns requisitos – para doar o rim, é preciso ter boa saúde, não ser obeso, ter função renal normal, ter mais de 18 anos e ter compatibilidade sanguínea e imunológica; já para doar o fígado, também é importante ter boa saúde, não ter sobrepeso, ter altura e peso iguais ou maiores que o receptor, ser acima de 18 anos e ter ainda o mesmo tipo sanguíneo.
     
    Fonte: Bem Estar