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  • Professora sofre trombose após uso de anticoncepcional e mostra mais casos

    Professora sofre trombose após uso de anticoncepcional e mostra mais casos

    A professora universitária Carla Simone Castro, 41, teve uma trombose cerebral seis meses após iniciar o uso de um anticoncepcional. Ela relatou o caso em um vídeo postado na rede e compartilhado por quase 140 mil pessoas.
     
    Carla e uma vítima de embolia pulmonar abriram uma página no Facebook para alertar mulheres sobre efeitos adversos da pílula. Leia o depoimento abaixo.
     
    Comecei a tomar anticoncepcional, com receita médica, em janeiro deste ano, porque sofro de miomas uterinos. Fui a uma ginecologista, fiz uma série de exames, incluindo exames cardíacos. Nunca tinha tomado anticoncepcional na vida.
     
    Comecei a ter muita dor de cabeça. Só que, por azar, 30 dias antes eu tinha recebido diagnóstico de sinusite, então a médica dizia que provavelmente [a dor] era disso.
     
    No dia 8 de agosto, acordei com muita dor e uma congestão nasal diferente, parecia que meu nariz estava entupido dentro da cabeça.
     
    Fui a uma otorrino, ela disse que eu estava com uma crise alérgica e me receitou anti-inflamatórios.
     
    No dia seguinte, acordei com a visão duplicada e, na manhã seguinte, acordei sem enxergar nada. A dor me fazia ter vontade de bater a cabeça na parede.
     
    Fui ao hospital, passei por três neurologistas, fiz duas tomografias. Recebi o diagnóstico de enxaqueca e crise de ansiedade. Marcamos uma ressonância, e o laudo foi trombose venosa cerebral.
     
    No consultório, comecei a passar mal, tive uma convulsão durante uma coleta de sangue. Fui direto para a internação. Fiquei 55 dias com a visão duplicada. Agora estou só sem visão periférica.
     
    Quando cheguei ao consultório do neurologista, não tinha movimento na perna direita. Primeira coisa que o médico me perguntou: “Você fuma, bebe, é hipertensa, diabética, tem histórico familiar?”. Eu respondi que não.
     
    E ele me fez a pergunta clássica, que aparece em todos os depoimentos recolhidos na página do Facebook: “Você toma anticoncepcional?”. Na hora que eu disse “sim”, ele me mandou parar imediatamente. Eles não têm
    dúvida de que é o anticoncepcional.
     
    Algumas pessoas têm uma predisposição à trombofilia, não podem tomar hormônio. Esse é um exame que os ginecologistas não pedem. Receitam anticoncepcional e só pedem o exame quando a paciente conta que já teve um caso na família.
     
    Mas nada impede que ela seja o primeiro caso. Pelos exames até agora, não há confirmação de que eu tenha predisposição genética.
     
    VÍDEO
     
    Fiz um vídeo para contar aos meus amigos e alunos o que tinha acontecido e ele foi compartilhado 140 mil vezes. Comecei a receber relatos de problemas parecidos com o meu. Abri uma página no Facebook chamada “Vítimas de anticoncepcionais”. Já recebemos mais de mil relatos em duas semanas.
     
    Perguntei à Anvisa sobre o remédio que tomei, da Bayer, o Yasmin, que contém a drospirenona –mas os relatos que começamos a receber são de todas as marcas.
     
    Perguntei à Anvisa quantos relatos existiam de problemas como o meu, que os laboratórios afirmam ser raríssimos. A Anvisa me disse que, em dez anos, recebeu três. Mas descobri que a agência não obriga médicos a relatarem esses problemas.
     
    Só de trombose cerebral, tenho 108 relatos. Como os laboratórios e o governo podem afirmar que o que aconteceu comigo e com as outras pessoas são casos raros se o Brasil não tem estatísticas?
     
    Tenho relatos de pessoas que estão sem andar, que ficaram em coma, que amputaram membro, perderam a visão. Todos os médicos associam ao anticoncepcional.
     
    Não há um controle da venda desse medicamento, qualquer menina de 14 anos compra na farmácia.
     
    Nem todo mundo que fuma vai ter câncer, nem todo mundo que toma anticoncepcional vai ter trombose. Mas, se tem risco, tem que ser comunicado. Está na bula, mas ninguém lê bula. Vou fazer uma denúncia ao Ministério Público Federal, vou brigar por um aviso na embalagem.
     
    Fonte: Folha de São Paulo
  • União Africana pede mais equipes de saúde para romper ciclo do ebola

    União Africana pede mais equipes de saúde para romper ciclo do ebola

    'É essencial enviar funcionários', disse presidente da comissão da UA.
    Epidemia já causou 3.349 mortes na África Ocidental.
     
    A União Africana (UA) pediu nesta segunda-feira (6) o envio de mais funcionários para “romper o ciclo do ebola”, durante uma reunião em Paris da Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômicos (OCDE).
     
    “É essencial enviar funcionários. Precisamos de mais recursos humanos para romper o ciclo do ebola”, declarou a presidente da Comissão da UA, Nkosazana Dlamini-Zuma, ao abrir o Fórum Econômico Internacional sobre a África da OCDE.
     
    “As infraestruturas são bem-vindas, mas estas por si só não vão solucionar o problema. Necessitamos de recursos humanos”, destacou.
     
    Guiné, Libéria e Serra Leoa, os países mais afetados, “não têm funcionários de saúde suficientes. Uma parte sucumbiu à doença”, disse.
     
    Até o momento, a febre hemorrágica provocou 3.439 mortes de um total de 7.478 casos registrados na África ocidental, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).
     
    Fonte: Folha de São Paulo
  • Número de infectados pelo vírus chikungunya no Brasil sobe para 41

    Número de infectados pelo vírus chikungunya no Brasil sobe para 41

    Brasília – O número de pacientes que foram infectados no Brasil pelo vírus chikungunya já é maior do que o número de casos importados. Dados do Ministério da Saúde mostram que 41 pessoas adquiriram a doença – prima da dengue – no País, ante 38 casos que foram contaminadas quando estavam em viagem no exterior. Dos pacientes, 33 moram no município de Feira de Santana (BA) e oito no Oiapoque (AP).
     
    Em nota, o Ministério da Saúde informou ter destacado funcionários para auxiliar o combate e prevenção da doença nos locais onde a transmissão foi confirmada. O vírus chikungunya é transmitido pela picada do mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus contaminados. Os dois mosquitos são também vetores da dengue.
     
    Chikungunya tem sintomas semelhantes ao da dengue. A diferença é que a doença pode provocar, passada a forma aguda, dores nas articulações que podem perdurar por meses e exigir o tratamento de fisioterapia. Chikungunya, no entanto, não tem a forma hemorrágica. Por essa razão, mortes provocadas pela doença são mais raras.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Laboratórios GSK e NewLink aceleram produção de vacina para ebola

    Laboratórios GSK e NewLink aceleram produção de vacina para ebola

    A empresas GlaxoSmithKline e NewLink Genetics estão se empenhando para acelerar a produção de vacinas contra o ebola, e têm como meta um “aumento muito significativo na escala durante a primeira metade de 2015”, informou a Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta quarta-feira (1º).
     
    Mesmo nas melhores condições, se as vacinas experimentais se mostrarem seguras e oferecerem proteção nos testes clínicos, um número considerável de doses só estará disponível após o final do primeiro trimestre do ano que vem, disse a entidade.
     
    A GSK e a NewLink iniciaram a primeira fase dos testes com voluntários saudáveis ou o farão em breve em mais de dez localidades da África, da Europa e da América do Norte, afirmou a OMS em um comunicado, após realizar uma reunião de dois dias com 70 especialistas.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Novo anticorpo reduz colesterol em pessoas com doença genética

    Novo anticorpo reduz colesterol em pessoas com doença genética

    Dois estudos publicados nesta quinta (2) na revista médica “Lancet” trazem resultados positivos de um novo tipo de medicamento para baixar níveis de colesterol.
     
    O remédio, ainda em fase de testes, é um anticorpo feito sob medida para atacar uma proteína chamada PCSK9. Ela destrói os receptores do fígado que retiram o colesterol “ruim” (LDL) de circulação. Com menos PCSK9, mais LDL é retirado de circulação, ajudando a evitar entupimento de artérias e infartos.
     
    O foco dos estudos são pacientes com hipercolesterolemia familiar, uma doença hereditária que causa níveis altíssimos de colesterol.
     
    Segundo Raul Santos, diretor da unidade de lípides do Incor (Instituto do Coração do HC de São Paulo), estima-se que haja, no Brasil, de 350 mil a 700 mil pessoas com a forma mais comum de colesterol alto familiar, na qual a pessoa recebe a mutação genética do pai ou da mãe. Outras 600 pessoas teriam a forma mais grave e rara, na qual pai e mãe transmitem a mutação.
     
    Mesmo pacientes com a forma mais branda da doença têm problemas cardíacos muito mais cedo do que a média da população.
     
    “Ela adianta de 10 a 15 anos o aparecimento do primeiro evento cardíaco”, afirma Santos, autor de editorial no “Lancet” sobre os novos tratamentos na mesma edição em que estão sendo publicadas as pesquisas.
     
    Hoje, os pacientes com colesterol alto familiar usam doses altas de estatinas (como Lipitor e Crestor) e outras drogas que ajudam a baixar ainda mais os níveis de gorduras no sangue.
     
    Os mais recentes, no entanto, causam efeitos colaterais como aumento da gordura no fígado e dores no corpo e não conseguem colocar os níveis de colesterol dos pacientes dentro da meta para evitar problemas cardíacos.
     
    Os estudos com o novo anticorpo evolocumabe foram feitos com 330 pacientes com a forma “branda” da doença e 50 com a versão mais grave. Todos continuaram seu tratamento com estatinas e receberam injeções mensais do anticorpo ou placebo.
     
    Nos casos mais graves, houve redução de até 41% dos níveis de colesterol além do efeito da estatinas. No estudo com a forma mais comum da doença, a redução do LDL foi de 60%.
     
    Os efeitos colaterais foram brandos e similares entre os grupos que tomaram a injeção de remédio e de placebo, mas Santos pondera que o prazo de acompanhamento dos trabalhos (3 meses) é curto para avaliar eventos adversos. “Ainda precisamos esperar estudos de longo prazo.”
     
    O evolocumbe, fabricado pela Amgen, e outras substâncias com mesmo mecanismo de ação produzidas por outras farmacêuticas ainda estão em fase de estudo, mas devem ser aprovadas em breve para os pacientes com colesterol alto familiar.
     
    Além disso, podem vir a ser indicadas também para pessoas sem o problema hereditário mas que não toleram as estatinas, por conta de efeitos colaterais como dores musculares.
     
    “Estudos já mostraram que o remédio é altamente eficaz para quem não pode tomar estatina”, afirma Santos.
     
    O problema é o preço. O tratamento com os anticorpos deve custar cerca de R$ 35 mil ao ano, enquanto as estatinas já têm versões genéricas, sendo possível um tratamento gastando em média R$ 600 por ano, a depender da dose do remédio.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Cientistas tailandeses descobrem possível anticorpo para combater o ebola

    Cientistas tailandeses descobrem possível anticorpo para combater o ebola

    Cientistas tailandeses anunciaram nesta quinta-feira (2) a descoberta de um novo tipo de anticorpo contra o vírus do ebola considerado “mais efetivo” do que os existentes, mas que ainda precisa passar por testes em animais e humanos.
     
    “Estamos muito orgulhosos de ter criado um novo tratamento de anticorpo contra o ebola”, afirmou em entrevista coletiva Udom Kahinton, membro da equipe de pesquisadores da Faculdade de Medicina do Hospital Siriraj, em Bancoc.
     
    “É uma nova estrutura do anticorpo, um novo mecanismo, para matar a febre do ebola de forma mais efetiva”, explicou Udom, que espera bons resultados quando forem realizados testes com animais em laboratório e com humanos.
     
    Segundo a pesquisa, este novo anticorpo é suficientemente pequeno para entrar na célula e destruir as proteínas do ebola, inócuo para as pessoas porque se desenvolveu a partir de genes humanos e poderá ser produzido em grandes quantidades.
     
    Os pesquisadores ressaltaram que os testes podem requerer um ano, embora este tempo possa diminuir com mais financiamento.
     
    Siyam Bioscience, uma empresa farmacêutica criada com participação da Tailândia e Cuba, mostrou-se interessada nos testes deste novo anticorpo.
     
    Atualmente, existem vários remédios experimentais contra o ebola, incluído o ZMapp – um coquetel de três tipos de anticorpos – e se espera que as companhias GlaxoSmithKline (GSK) e NewLink Genetic anunciem uma vacina antes do fim do ano.
     
    Em seis meses, o ebola infectou 6.553 pessoas e causou a morte de 3.100 na Libéria, Serra Leoa e Guiné, os três países mais afetados pela epidemia na África Ocidental.
     
    Esta é a maior epidemia da doença desde que o vírus foi descoberto em 1976, na República Democrática do Congo (antigo Zaire).
     
    A Médicos Sem Fronteiras afirma que as limitações logísticas impedem a organização de aumentar sua ajuda nos três países. Segundo o Banco Mundial, o impacto econômico do ebola pode ser “catastrófico” na Libéria, Serra Leoa e Guiné e o prejuízo pode alcançar mais de US$ 800 milhões até 2015.
     
    “Se não determos o ebola, a doença se estenderá para outros países”, afirmou ontem o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.
     
    O diplomata lembrou que nesta terça-feira foi confirmado o primeiro caso de ebola diagnosticado nos Estados Unidos e afirmou que no cenário mais negativo cerca de 1,4 milhão de pessoas podem ser infectadas.
     
    O ebola, transmitido por contato direto com o sangue e fluidos corporais de pessoas ou animais infectados, causa hemorragias graves e tem uma taxa de mortalidade de 90%.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • NOTA DE AGRADECIMENTO

    NOTA DE AGRADECIMENTO

    O CRF-AL, através da sua Diretoria, tem o enorme prazer de agradecer a presença e a participação dos farmacêuticos José Alfredo de Carvalho Bezerra, Gabriela de Araújo Costa, Kátia Simone dos Santos, Clarissa Oliveira Pires da Silva, Diogo Tenório Cavalcante da Costa, Camila Mariana Rocha, Eline Cristina S. M. Baracho, Leonice Pereira da Silva, Daniele Jorge Costa, Fernanda Tavares, Aline Madge Guilherme, que contribuíram diretamente para a realização e o sucesso do evento “O Farmacêutico no shopping” realizado no dia 26/09/2014, em comemoração a 1ª SEMANA NACIONAL DO FARMACÊUTICO!

  • Médicos explicam como funcionam os transplantes entre pessoas vivas

    Médicos explicam como funcionam os transplantes entre pessoas vivas

    Rim e fígado são órgãos que podem ser doados sem prejudicar a vida.
    Bem Estar desta quarta-feira (1) explicou os requisitos para ser doador.
     
    O número de doadores efetivos de órgãos cresceu 90% em seis anos no Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde. No primeiro semestre deste ano, foram transplantados 3.856 órgãos no país – destes, uma boa parte veio de doadores vivos, cerca de 1 em cada 5 casos. Mas como funciona o transplante entre pacientes vivos? Quais os requisitos para ser um doador? E quais órgãos podem ser doados?
     
    No Bem Estar desta quarta-feira (1), o cirurgião Luis Gustavo Diaz e o nefrologista Elias David Neto explicaram que os órgãos que podem ser transplantados entre pessoas vivas são o fígado, que tem capacidade de se regenerar caso tenha alguma parte removida, e o rim, já que não há dificuldade para o doador sobreviver com apenas um.
     
    O cirurgião explica que para fazer o transplante de fígado, é removido cerca de 40% do órgão do doador pelo lado esquerdo, que fica mais próximo do estômago. Essa parte é colocada no receptor e, tanto o fígado de um quanto o de outro crescem e se recuperam, ficando mais ou menos com o mesmo volume de antes, mas com um formato um pouco diferente. Já no caso dos rins, o corte da laparoscopia pode se comparar a um corte de uma cesariana, por exemplo – no Brasil, inclusive, a maioria dos transplantes entre vivos é de rins, como explicou o nefrologista Elias David Neto.
     
    Para se tornar um doador vivo, no entanto, existem alguns requisitos – para doar o rim, é preciso ter boa saúde, não ser obeso, ter função renal normal, ter mais de 18 anos e ter compatibilidade sanguínea e imunológica; já para doar o fígado, também é importante ter boa saúde, não ter sobrepeso, ter altura e peso iguais ou maiores que o receptor, ser acima de 18 anos e ter ainda o mesmo tipo sanguíneo.
     
    Fonte: Bem Estar
  • Médicos colombianos acham vínculo entre terapia hormonal e lúpus

    Médicos colombianos acham vínculo entre terapia hormonal e lúpus

    Mulher que fizer reposição hormonal tem 1,96 vez mais risco de ter lúpus.
    O lúpus eritematoso é uma das doenças autoimunes mais comuns.
     
    Médicos colombianos encontraram um vínculo entre a terapia de reposição hormonal e o desenvolvimento do lúpus eritematoso, uma das doenças autoimunes mais comuns, informaram nesta terça-feira os cientistas, que tiveram seu trabalho publicado na revista americana “PLOS One”.
     
    O estudo, conduzido pelo Grupo de Pesquisa Clínica e pelo Centro de Estudos de Doenças Autoimunes (CREA), da Universidade do Rosário, na Colômbia, demonstrou que “uma mulher que fizer terapia de reposição hormonal tem 1,96 vez mais o risco de desenvolver lúpus do que uma mulher que não o fizer”, explicou a cientista Adriana Rojas em um comunicado.
     
    O lúpus eritematoso é uma das doenças autoimunes mais comuns, nas quais as defesas do corpo atacam o organismo, e entre suas manifestações estão a inflamação nas articulações, a vermelhidão na face, problemas cognitivos ou de memória, bem como dificuldades cardiopulmonares.
     
    A pesquisa revisou mais de 7 mil estudos feitos em todo o mundo, tanto de mulheres saudáveis quanto de afetadas por lúpus, submetidas a tratamento de reposição hormonal ou que usaram anticoncepcionais hormonais, e deixou evidente a relação entre as duas situações.
     
    No entanto, os autores do estudo destacaram que o fato de uma mulher ser tratada com hormônios não quer dizer que ela vá ter lúpus, pois se requer a confluência de outros fatores genéticos, ambientais e imunológicos para desenvolver a doença.
     
    “O tema ainda não está resolvido e faz falta realizar mais estudos que consigam responder à pergunta de se os hormônios têm relação com o desenvolvimento do lúpus ou sua exacerbação”, disse a pesquisadora Ángela María Ruiz.
     
    “Este estudo vai servir de base para que mais adiante se possa estudar o tema de forma definitiva”, destacou.
     
    Fonte: Bem Estar
  • Sofrimento na gravidez altera a genética do bebê, diz estudo

    Sofrimento na gravidez altera a genética do bebê, diz estudo

    Pesquisa analisou 36 pessoas que nasceram após desastre em Québec.
    Mudanças nos genes podem produzir asma, diabetes e obesidade.
     
    Um estudo realizado por pesquisadores canadenses aponta que o sofrimento e a angústia que afetam mulheres durante a gravidez se traduz em mudanças genéticas em seus filhos.
     
    Os pesquisadores chegaram a esta conclusão após estudar 36 indivíduos que nasceram após a tempestade de gelo que afetou Québec no inverno de 1998 e que provocou a destruição do sistema de transmissão elétrica de grande parte da província canadense.
     
    Cinco meses depois da tempestade, os pesquisadores do Instituto Universitário Douglas de Saúde Mental e da Universidade McGill de Montreal selecionaram mulheres que estavam em período de gestação durante a crise e avaliaram seu nível de sofrimento e angústia.
     
    Passados 13 anos, o DNA nas células T, que fazem parte do sistema imunológico, de 36 indivíduos nascidos dessas mães mostraram 'patrões distintivos' na metilação (o principal mecanismo de modificação da atividade do DNA), disseram os pesquisadores em comunicado.
     
    Os pesquisadores chegaram a determinar que “o número de dias que uma mulher grávida esteve sem eletricidade durante a tempestade de gelo do Québec prediz o perfil epigenético de seu filho”.
     
    Embora o estudo não tenha determinado as consequências da modificação genética produzida pelo sofrimento maternal, os pesquisadores assinalaram que as mudanças detectadas nos genes relacionados à imunidade e ao metabolismo do açúcar dos 36 indivíduos podem produzir asma, diabetes e obesidade.
     
    Fonte: G1 Saúde