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  • Médicos colombianos acham vínculo entre terapia hormonal e lúpus

    Médicos colombianos acham vínculo entre terapia hormonal e lúpus

    Mulher que fizer reposição hormonal tem 1,96 vez mais risco de ter lúpus.
    O lúpus eritematoso é uma das doenças autoimunes mais comuns.
     
    Médicos colombianos encontraram um vínculo entre a terapia de reposição hormonal e o desenvolvimento do lúpus eritematoso, uma das doenças autoimunes mais comuns, informaram nesta terça-feira os cientistas, que tiveram seu trabalho publicado na revista americana “PLOS One”.
     
    O estudo, conduzido pelo Grupo de Pesquisa Clínica e pelo Centro de Estudos de Doenças Autoimunes (CREA), da Universidade do Rosário, na Colômbia, demonstrou que “uma mulher que fizer terapia de reposição hormonal tem 1,96 vez mais o risco de desenvolver lúpus do que uma mulher que não o fizer”, explicou a cientista Adriana Rojas em um comunicado.
     
    O lúpus eritematoso é uma das doenças autoimunes mais comuns, nas quais as defesas do corpo atacam o organismo, e entre suas manifestações estão a inflamação nas articulações, a vermelhidão na face, problemas cognitivos ou de memória, bem como dificuldades cardiopulmonares.
     
    A pesquisa revisou mais de 7 mil estudos feitos em todo o mundo, tanto de mulheres saudáveis quanto de afetadas por lúpus, submetidas a tratamento de reposição hormonal ou que usaram anticoncepcionais hormonais, e deixou evidente a relação entre as duas situações.
     
    No entanto, os autores do estudo destacaram que o fato de uma mulher ser tratada com hormônios não quer dizer que ela vá ter lúpus, pois se requer a confluência de outros fatores genéticos, ambientais e imunológicos para desenvolver a doença.
     
    “O tema ainda não está resolvido e faz falta realizar mais estudos que consigam responder à pergunta de se os hormônios têm relação com o desenvolvimento do lúpus ou sua exacerbação”, disse a pesquisadora Ángela María Ruiz.
     
    “Este estudo vai servir de base para que mais adiante se possa estudar o tema de forma definitiva”, destacou.
     
    Fonte: Bem Estar
  • Sofrimento na gravidez altera a genética do bebê, diz estudo

    Sofrimento na gravidez altera a genética do bebê, diz estudo

    Pesquisa analisou 36 pessoas que nasceram após desastre em Québec.
    Mudanças nos genes podem produzir asma, diabetes e obesidade.
     
    Um estudo realizado por pesquisadores canadenses aponta que o sofrimento e a angústia que afetam mulheres durante a gravidez se traduz em mudanças genéticas em seus filhos.
     
    Os pesquisadores chegaram a esta conclusão após estudar 36 indivíduos que nasceram após a tempestade de gelo que afetou Québec no inverno de 1998 e que provocou a destruição do sistema de transmissão elétrica de grande parte da província canadense.
     
    Cinco meses depois da tempestade, os pesquisadores do Instituto Universitário Douglas de Saúde Mental e da Universidade McGill de Montreal selecionaram mulheres que estavam em período de gestação durante a crise e avaliaram seu nível de sofrimento e angústia.
     
    Passados 13 anos, o DNA nas células T, que fazem parte do sistema imunológico, de 36 indivíduos nascidos dessas mães mostraram 'patrões distintivos' na metilação (o principal mecanismo de modificação da atividade do DNA), disseram os pesquisadores em comunicado.
     
    Os pesquisadores chegaram a determinar que “o número de dias que uma mulher grávida esteve sem eletricidade durante a tempestade de gelo do Québec prediz o perfil epigenético de seu filho”.
     
    Embora o estudo não tenha determinado as consequências da modificação genética produzida pelo sofrimento maternal, os pesquisadores assinalaram que as mudanças detectadas nos genes relacionados à imunidade e ao metabolismo do açúcar dos 36 indivíduos podem produzir asma, diabetes e obesidade.
     
    Fonte: G1 Saúde
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    Método de americanos utiliza lentes que fazem objetos desaparecerem.
    Experimento ajudaria a evitar pontos cegos que atrapalham motoristas.
     
    Atenção, Harry Potter, você pode não ser o único a ter uma capa da invisibilidade. Cientistas da Universidade de Rochester, nos Estados Unidos, descobriram uma maneira de esconder grandes objetos com a ajuda de lentes, uma tecnologia que parece ter surgido das páginas da série de fantasia Harry Potter, da autora britânica J. K. Rowling.
     
    Os pesquisadores americanos utilizaram lentes baratas e prontamente disponíveis para fazer um objeto desaparecer da visão de quem enxerga por elas, enquanto tudo que está ao seu redor continua normal. O método foi chamado de “Capa de Rochester”, apesar de não ser bem uma capa.
     
    O dispositivo se parece com um equipamento utilizado por um optometrista. Quando um objeto é colocado por trás das quatro lentes, ele pode desaparecer.
     
    “Pelo que nós sabemos, esse é primeiro dispositivo de camuflagem tridimensional e multidirecional”, explica Joseph Choi, estudante de graduação que ajudou a desenvolver o método.
     
    Durante o experimento, o grupo usou uma mão, um rosto e uma régua. Cada um desses “itens” se tornou invisível através das lentes. De acordo com o Choi, a técnica pode ser aplicada em várias áreas, incluindo na medicina, nas Forças Armadas e na execução de obras de arte.
     
    Uma das aplicações práticas, por exemplo, seria evitar os pontos cegos que atrapalham os motoristas. O dispositivo custou pouco mais de US$ 1.000 e, segundo seus desenvolvedores, pode custar ainda mais barato.
     
     
    Fonte: Bem Estar
     
  • Na puberdade, meninos precisam ir ao médico para dúvidas e orientação

    Na puberdade, meninos precisam ir ao médico para dúvidas e orientação

    Bem Estar desta terça-feira (30) deu dicas para cuidar da saúde do homem.
    Os mais velhos, após os 50, podem ter queda na produção de testosterona.
     
    Quando as meninas crescem, todo mundo diz que é hora de procurar um ginecologista. Mas e os meninos, também precisam ir ao médico? Como explicaram o urologista Sidney Glina e o hebiatra Benito Lourenço no Bem Estar desta terça-feira (30), é importante que os jovens visitem um urologista em diversos momentos da vida, como no início da puberdade, por exemplo, quando podem ser detectadas duas doenças, como tumor no testículo e varicocele, e também quando eles podem tirar dúvidas sobre as transformações no corpo nesse período.
     
    Até mesmo os bebês precisam de uma consulta, para verificar se a genitália está normal e se existe um excesso de pele cobrindo a glande, que é a fimose – nesse caso, pode ser que eles precisem de uma cirurgia para evitar problemas futuros.
     
    Já na infância e adolescência, a dica é procurar o médico para tirar dúvidas sobre a vida sexual e o uso da camisinha – é importante ainda que os pais também conversem com os filhos sobre esse assunto a partir dos 10 ou 12 anos, como alertou a reportagem do Ronan Tardin, de Pernambuco.
     
    Com o passar dos anos, os homens devem procurar um urologista principalmente em casos de problemas sexuais ou para avaliar a próstata – quem tem casos de câncer na família, deve fazer exames a partir dos 45 anos e quem não tem, a partir dos 50. Em relação ao câncer de pênis, os médicos alertam que a principal maneira de prevenção é a higiene correta, que deve ser incentivada desde a infância.
     
    Após os 50, pode ocorrer ainda outro problema que atinge até 25% dos homens – a queda na produção de testosterona. Nesse caso, o paciente pode precisar de reposição hormonal, mas ela deve ser bem indicada, como alertou a reportagem da Daiana Garbin. É importante ressaltar, no entanto, que o uso indiscriminado desses hormônios pode levar à insuficiência cardíaca e até atrofiar o testículo, como explicaram o cardiologista Roberto Kalil e o urologista Sidney Glina.
     
    Fonte: Bem Estar
  • Pacientes com Alzheimer podem sentir emoções mesmo com doença

    Pacientes com Alzheimer podem sentir emoções mesmo com doença

    Estudo diz que pacientes lembram do impacto de sentimentos registrados.
    Análise foi feita com 34 pessoas, 17 com a doença e 17 saudáveis.
     
    Os pacientes com Alzheimer podem sentir emoções mesmo quando se esquecem do motivo que as causou, de acordo com um estudo publicado na última semana na revista científica “Cognitive and Behavioral Neurology”.
     
    A investigação, assinada por Edmarie Guzmán-Vélez, afirma que, apesar de os pacientes não conseguirem se lembrar de uma visita recente de um familiar próximo ou que não receberam os cuidados devidos, essas ações podem ter um impacto em seus sentimentos.
     
    Edmarie destaca a importância de familiares e cuidadores aprenderem a se comunicar com o paciente com Alzheimer para fazer com que sintam emoções positivas. “Talvez o paciente não se lembre do motivo que o levou a comer seu prato favorito, mas esse momento de felicidade, esse sentimento positivo vai continuar em sua mente”, garantiu a cientista, doutoranda em psicologia clínica na Universidade de Iowa.
     
    “Por outro lado, se acontece alguma coisa que o faça se sentir triste, esse sentimento vai a permanecer durante um tempo, o que significa que é extremamente importante que nos dediquemos a tentar induzir emoções positivas e minimizar o máximo possível as emoções negativas”, acrescentou.
     
    Testes
     
    A equipe de pesquisadores da Universidade de Iowa mostrou para 17 pessoas sem a doença e a 17 com Alzheimer fragmentos de filmes tristes e alegres, que resultaram em emoções como risos e lágrimas. Cerca de cinco minutos depois, os pesquisadores entregaram aos participantes um teste de memória para ver se conseguiam se lembrar do que tinham visto.
     
    Como era de se esperar, os pacientes com Alzheimer guardaram significativamente menos informação sobre os filmes. De fato, quatro deles foram incapazes de se lembrar de qualquer informação sobre as películas e um sequer se recordou que tinha visto um filme.
     
    No entanto, os pacientes mantiveram o sentimento de alegria ou tristeza por um período de até 30 minutos depois da exibição. “Isso confirma que a vida emocional de um paciente com Alzheimer está viva”, afirmou a investigadora, que destacou as implicações diretas de sua descoberta no ensino dos cuidadores a melhorar o tratamento.
     
    Para Edmarie, as visitas frequentes, as interações sociais, o exercício físico, a música, a dança e as brincadeiras “são coisas simples que podem ter um impacto emocional durável na qualidade de vida de um paciente e no seu bem-estar subjetivo”.
     
    Estima-se que o Alzheimer afetará 16 milhões de pessoas em 2050 nos Estados Unidos, sem que tenha sido descoberto, até o momento, um medicamento para prevenir ou influenciar o desenvolvimento progressivo dessa doença neurodegenerativa.
     
    Fonte: Bem Estar
     
  • Tomar antibiótico antes dos 2 anos de idade aumenta risco de obesidade

    Tomar antibiótico antes dos 2 anos de idade aumenta risco de obesidade

    Aumento do risco da obesidade variou entre 2% a 20%, segundo estudo. 
    Foram analisados dados de quase 65 mil crianças tratadas em clínicas.
     
    As crianças que são tratadas com antibióticos de amplo espectro antes dos dois anos de idade enfrentam um risco maior de desenvolver obesidade infantil, alertou um estudo americano publicado nesta segunda-feira (29).
     
    A pesquisa, publicada na revista científica “JAMA Pediatrics”, é a mais recente a encontrar um vínculo entre problemas de peso e antibióticos, que combatem as infecções bacterianas, mas também afetam a benéfica microflora intestinal, que coloniza os intestinos.
     
    Especialistas do Hospital Infantil da Filadélfia analisaram dados de saúde de quase 65 mil crianças, tratadas em clínicas de cuidados primários, entre 2001 e 2013. As incluídas no estudo foram acompanhadas por cinco anos.
     
    Mais de dois terços das crianças estudadas foram expostas a antibióticos antes dos dois anos. O aumento do risco da obesidade variou entre 2% a 20% e foi observado, particularmente, em crianças que tinham sido tratadas com antibióticos quatro ou mais vezes aos 2 anos de idade.
     
    Estes antibióticos de amplo espectro, usados para combater uma série de bactérias, também estão relacionados com o risco de problemas de peso na infância.
     
    “Nenhuma associação foi vista entre obesidade e antibióticos de espectro reduzido” destacou o estudo, que descreveu o uso de antibióticos de amplo espectro em crianças abaixo dos dois anos como um dos fatores relacionados à obesidade na infância.
     
    O estudo recomendou que diretrizes de tratamento para doenças pediátricas comuns exijam limites no uso de antibióticos e a preferência por medicações de espectro reduzido.
     
    Mais um motivo para evitar antibióticos
     
    A prescrição inadequada e o uso excessivo destes antibióticos de amplo espectro também foram relacionados com a emergência de cepas de bactérias resistentes a medicamentos.
     
    Nos últimos anos, as autoridades sanitárias americanas têm exigido dos médicos que reduzam a prescrição de antibióticos e também têm tentado educar os pais de que os vírus comuns não podem ser curados com antibióticos.
     
    “Este estudo dá uma outra razão sólida para considerar com mais cuidado as razões para os usos de antibióticos e evitá-los sempre que possível”, afirmou Patricia Vuguin, endocrinologista pediátrica do Centro Médico Cohen en New Hyde Park, Nova York.
     
    “Embora seja robusto, o estudo não foi capaz de considerar outras variáveis que contribuem para o risco de obesidade, inclusive dieta, prática de exercícios e histórico familiar de obesidade”, acrescentou Vuguin, que não participou do estudo.
     
    As descobertas garantiram que estudos futuros que poderiam levar em conta outros fatores que influenciam a flora intestinal, inclusive o uso de probióticos e amamentação, disse Molly Regelmann, professora assistente de pediatria da Escola de Medicina Icahn do hospital Monte Sinai, em Nova York.
     
    Fonte: Bem Estar
     
  • Cientistas enfrentam dilema ético na busca por vacinas contra o ebola

    Cientistas enfrentam dilema ético na busca por vacinas contra o ebola

    Normalmente são necessários anos para provar que nova vacina é segura.
    Para o ebola, cientistas estão dispensando parte dos testes corriqueiros.
     
    Normalmente são necessários anos para provar que uma nova vacina é segura e eficaz antes que ela possa ser usada em pacientes – mas com dezenas de pessoas morrendo diariamente no pior surto de ebola da história, não há tempo para esperar.
     
    No esforço para salvar vidas, as autoridades de saúde estão determinadas a produzir vacinas dentro de meses, dispensando parte dos testes corriqueiros e levantando dúvidas éticas e questões práticas.
     
    “Ninguém sabe ainda como vamos fazer isso. Há muitas questões difíceis e pragmáticas sobre a distribuição, e ninguém ainda tem respostas definitivas”, disse Adrian Hill, que está realizando testes de segurança em voluntários saudáveis de uma vacina experimental para o Ebola desenvolvida pela GlaxoSmithKline.
     
    Hill, professor e diretor do Instituto Jenner na Universidade Oxford, na Grã-Bretanha, disse que, se seus resultados não mostrarem efeitos colaterais adversos, a nova droga da GSK pode ser usada nas populações afetadas do oeste da África até o final deste ano.
     
    Mesmo se uma droga se mostrar segura, leva mais tempo para se provar que é eficaz – tempo que simplesmente não se tem, já que os casos de infecção do ebola duplicam a cada poucas semanas e devem chegar a 20 mil até novembro, segundo uma projeção da Organização Mundial da Saúde (OMS).
     
    Entre os dilemas que os cientistas estão enfrentanto estão: deveria se dar uma vacina não comprovada a todos ou só a alguns? Ela deveria ser oferecida primeiro aos profissionais de saúde? Aos mais jovens antes dos mais velhos? Ela deveria ser usada primeiro na Libéria, onde o Ebola está se disseminando mais rápido, ou na Guiné, onde o vírus está mais perto de ser controlado? Deveríamos dizer às pessoas que podem acreditar que a vacina irá protegê-las do Ebola? Ou deveriam continuar tomando todas as medidas preventivas, como se não tivessem sido vacinadas? E nesse caso, como se saberá se a vacina funciona?
     
    A GSK é uma de várias indústrias farmacêuticas que iniciaram ou anunciaram planos de testes com humanos de possíveis vacinas contra o ebola. Entre elas estão Johnson & Johnson, NewLink, Inovio Pharmaceuticals e Profectus Biosciences.
     
    A OMS declarou esperar que se possa usar, em pequena escala, as primeiras vacinas experimentais para o ebola no oeste africano até janeiro do ano que vem, e convocou especialistas em vacinas, epidemiologistas, farmacêuticas e especialistas em ética para uma reunião nesta segunda e terça-feiras para discutir os ângulos morais e práticos do assunto.
     
    A maioria dos especialistas entrevistados pela Reuters é a favor da ideia de se oferecer as primeiras doses para os assistentes de saúde nos locais atingidos, já sua exposição é alta. Depois, os pesquisadores poderiam comparar as taxas de infecção entre estes e aqueles nas regiões que ainda aguardam a vacina.
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    Fonte: G1 Saúde
     
  • Acordar várias vezes durante a noite para fazer xixi é sinal de alerta

    Acordar várias vezes durante a noite para fazer xixi é sinal de alerta

    Bem Estar desta sexta-feira (26) deu dicas para evitar problemas urinários.
    Levantar mais de uma vez durante o sono pode indicar bexiga hiperativa.
     
    Quantas vezes por dia você vai ao banheiro? Costuma fazer muito ou pouco xixi? No Bem Estar desta sexta-feira (26), o urologista Claudio Murta alertou que é importante prestar atenção a essa rotina – por exemplo, acordar só uma vez durante a noite para urinar é normal, mas mais do que isso já é um sinal de alerta para procurar um médico. Além disso, vale reparar no período sem urinar – um adulto aguenta pelo menos 2 horas sem urinar; se ele não consegue segurar por esse tempo, é bom investigar.
     
    Esse hábito pode ser sintoma de bexiga hiperativa, um problema que pode estar associado ao tamanho da bexiga – o normal é ela armazenar cerca de 400 ml, o que equivale a cerca de 4 idas ao banheiro.
     
    Mas para algumas pessoas, esse valor pode chegar a 40 ml e para outras, o tamanho pode nem ser tão pequeno, mas a bexiga pode ser extremamente sensível, o que a faz ir ao banheiro até 40 vezes em um dia só. No caso da assistente administrativa Calíope Oliveira de Freitas, mostrada na reportagem da Ana Brito, a solução foi a aplicação de toxina botulínica na bexiga, que faz os músculos contraírem menos
     
    O ginecologista José Bento falou ainda sobre a infecção urinária, um problema mais comum nas mulheres, por causa do tamanho da uretra feminina, menor que o da uretra masculina.Para diminuir o risco de infecção, a dica é fazer xixi logo após a relação sexual, para “lavar” a uretra e eliminar as bactérias que possam ter entrado.
     
    Outro sinal importante para problemas urinários é a dor ou até mesmo sangue – foi uma pequena dor na hora de fazer xixi, por exemplo, que fez o aposentado Marcos Antônio Silva procurar um médico. Ex-fumante, ele acabou descobrindo que estava com câncer na bexiga – o cigarro, inclusive, aumenta muito o risco da doença já que em cada 10 pacientes, 7 são ou foram fumantes.
     
    Fonte: Bem Estar
  • Pessoas com maior risco cardíaco subestimam chance de problema

    Pessoas com maior risco cardíaco subestimam chance de problema

    Quando o executivo Gilson Campos, 54, foi até a clínica de check-ups do Einstein, numa manhã de abril, estava só cumprindo um agendamento adiado havia mais de seis meses, por causa de reuniões e outros compromissos. Saiu da esteira do teste ergométrico direto para o hospital: estava infartando.
     
    Mesmo tendo pressão alta havia muitos anos, o executivo não imaginava que poderia ter uma coronária 97% obstruída. Só tinha marcado o check-up, aliás, porque a empresa onde ele trabalha exige exames periódicos.
     
    “Não fazia acompanhamento. Tomava remédio para pressão, mas não dava bola. Só me conscientizei depois”, diz Gilson. Ele conta que sentia cansaço havia dias, mas nunca imaginou que poderia estar infartando.
     
    A falta de consciência sobre o próprio risco de ter um problema cardíaco é comum, como mostra um estudo recente do cardiologista Marcelo Katz com 6.544 pacientes da unidade de check-up do Einstein, em São Paulo, publicado no “European Journal of Preventive Cardiology”.
     
    Na pesquisa, as pessoas preenchiam, antes de fazer os exames, um questionário respondendo se achavam que tinham risco cardiovascular alto, médio ou baixo.
     
    Depois, todos passaram por teste ergométrico e de pressão, tiraram medidas de peso, altura e circunferência da cintura e fizeram exames laboratoriais, para medir colesterol, glicemia e outros indicadores de risco.
     
    Com base nesses resultados, os pesquisadores usaram uma escala científica que calcula a probabilidade de uma pessoa sofrer eventos cardiovasculares ao longo da vida e classificaram os participantes entre os que tinham alto, baixo e médio risco.
     
    DESCOMPASSO
     
    Os médicos perceberam que havia um descompasso grande entre o que os números diziam e o que as pessoas percebiam. Entre os participantes com risco médio (entre 10% e 20%) de sofrer um problema cardíaco no futuro, 72% acreditavam ter baixa probabilidade de ter um evento do tipo. Entre os com alto risco (20% ou mais), 91% subestimavam sua condição.
     
    Segundo Katz, autor do estudo e coordenador de pesquisa cardiovascular do Einstein, esse tipo de trabalho busca entender por que grande parte das pessoas é tão resistente a seguir recomendações médicas para prevenção.
     
    “Fatores de comportamento são 80% do risco cardíaco. Para se cuidar, a pessoa tem de saber se está em risco.” Entre os pacientes do estudo, só 6,1% se viam como de alto risco cardíaco, mas a escala de risco a longo prazo colocava 49,3% nessa condição.
     
    Katz afirma que é comum um viés otimista: “A pessoa pensa: Se nunca aconteceu comigo, por que vai acontecer? Vou aproveitar a vida agora e depois me cuido`”.
     
    A maioria só desperta quando sofre um infarto ou alguém próximo e até celebridades têm um problema.
     
    O próximo passo, diz o médico, é investigar por que as pessoas não se cuidam. Um problema são as prioridades: a maioria tende a colocar tarefas imediatas de trabalho e família na frente dos cuidados que dão frutos a longo prazo, sobretudo exercícios.
     
    Depois do infarto, Campos mudou a alimentação, cortou refrigerantes e perdeu 8 kg. Mas ainda não conseguiu pôr exercícios na rotina. “Estou muito bem, mas não posso dizer que estou bem nisso”, diz.
     
    Fonte: Folha de S.Paulo
     
     
  • Conselhos de Farmácia realizam Semana do Farmacêutico

    Conselhos de Farmácia realizam Semana do Farmacêutico

    Farmacêuticos de todo o país estão realizando atendimentos gratuitos à população em espaços públicos e locais de grande circulação de pessoas, entre os serviços prestados estão: aferição de pressão arterial, dosagem de glicemia e, principalmente, atendimento clínico e orientação ao paciente. O evento é intitulado “Farmacêutico na Praça” e faz parte da Semana do Farmacêutico, de 21 a 27 de setembro. A iniciativa dos Conselhos Federal e Regionais de Farmácia tem o objetivo divulgar o trabalho do farmacêutico – que teve sua importância reconhecida e ampliada a partir da publicação da Lei nº 13.021/14 – e, também, comemorar o Dia Internacional do Farmacêutico, 25 de setembro.
     
    “Queremos que a população das capitais que aderiram à programação venha cuidar de sua saúde e se informar melhor sobre o que o farmacêutico e essa nova farmácia podem, a partir de agora, fazer por ela”, comenta o presidente do Conselho Federal de Farmácia, Walter Jorge João. A Lei estabelece um novo conceito de farmácia para o Brasil, determinando que estes estabelecimentos passem a ser, não mais meros estabelecimentos comerciais, mas unidades prestadoras de assistência farmacêutica, assistência à saúde e orientação individual e coletiva.
     
    As farmácias e drogarias devem, com seus serviços, atuar na proteção e na recuperação da saúde, além de promover o acesso ao medicamento e ao seu uso racional. Isso sem contar a introdução de novos serviços e produtos, como a oferta de vacinas e soros que atendam o perfil epidemiológico de sua região demográfica.
     
    Com todas essas mudanças, os farmacêuticos também tiveram sua atuação ampliada, passando a atuar no acompanhamento farmacoterapêutico e na orientação aos pacientes sobre benefícios e riscos inerentes ao uso dos medicamentos, bem como a maneira adequada de utilizá-los e conservá-los. Eles também se tornaram agentes notificadores de reações adversas como as intoxicações.
     
    Para o Presidente do CFF, Walter Jorge João, o importante, durante a Semana do Farmacêutico, é que cada Conselho Regional e cada farmacêutico voluntário leve ao cidadão informações sobre os serviços que, de alguma forma, possam melhorar a saúde da população. “São serviços oferecidos pelo farmacêutico que antes não eram frequentes nas farmácias e drogarias, mas que, agora, fazem parte do rol de atividades que os estabelecimentos estão autorizados a realizar”, assinala Walter Jorge João, reiterando que são serviços importantes, especialmente no combate à automedicação.
     
    AUTOMEDICAÇÃO – Os dados mais recentes do Sistema Nacional de Informações Toxico-Farmacológicas (Sinitox), da Fundação Oswaldo Cruz, apontam 30.249 casos de intoxicação medicamentosa no país em 2011. Destes, 30% tiveram como vítimas crianças com idade até 5 anos. No ano anterior foram 27.710. “Atuando na orientação ao paciente, o farmacêutico pode contribuir para evitar grande parte desses casos. A orientação quanto ao uso correto de medicamentos é apenas um dos serviços que o farmacêutico pode oferecer em favor da saúde da população”, completa Walter Jorge João.
     
    Fonte: CFF