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    Método de americanos utiliza lentes que fazem objetos desaparecerem.
    Experimento ajudaria a evitar pontos cegos que atrapalham motoristas.
     
    Atenção, Harry Potter, você pode não ser o único a ter uma capa da invisibilidade. Cientistas da Universidade de Rochester, nos Estados Unidos, descobriram uma maneira de esconder grandes objetos com a ajuda de lentes, uma tecnologia que parece ter surgido das páginas da série de fantasia Harry Potter, da autora britânica J. K. Rowling.
     
    Os pesquisadores americanos utilizaram lentes baratas e prontamente disponíveis para fazer um objeto desaparecer da visão de quem enxerga por elas, enquanto tudo que está ao seu redor continua normal. O método foi chamado de “Capa de Rochester”, apesar de não ser bem uma capa.
     
    O dispositivo se parece com um equipamento utilizado por um optometrista. Quando um objeto é colocado por trás das quatro lentes, ele pode desaparecer.
     
    “Pelo que nós sabemos, esse é primeiro dispositivo de camuflagem tridimensional e multidirecional”, explica Joseph Choi, estudante de graduação que ajudou a desenvolver o método.
     
    Durante o experimento, o grupo usou uma mão, um rosto e uma régua. Cada um desses “itens” se tornou invisível através das lentes. De acordo com o Choi, a técnica pode ser aplicada em várias áreas, incluindo na medicina, nas Forças Armadas e na execução de obras de arte.
     
    Uma das aplicações práticas, por exemplo, seria evitar os pontos cegos que atrapalham os motoristas. O dispositivo custou pouco mais de US$ 1.000 e, segundo seus desenvolvedores, pode custar ainda mais barato.
     
     
    Fonte: Bem Estar
     
  • Na puberdade, meninos precisam ir ao médico para dúvidas e orientação

    Na puberdade, meninos precisam ir ao médico para dúvidas e orientação

    Bem Estar desta terça-feira (30) deu dicas para cuidar da saúde do homem.
    Os mais velhos, após os 50, podem ter queda na produção de testosterona.
     
    Quando as meninas crescem, todo mundo diz que é hora de procurar um ginecologista. Mas e os meninos, também precisam ir ao médico? Como explicaram o urologista Sidney Glina e o hebiatra Benito Lourenço no Bem Estar desta terça-feira (30), é importante que os jovens visitem um urologista em diversos momentos da vida, como no início da puberdade, por exemplo, quando podem ser detectadas duas doenças, como tumor no testículo e varicocele, e também quando eles podem tirar dúvidas sobre as transformações no corpo nesse período.
     
    Até mesmo os bebês precisam de uma consulta, para verificar se a genitália está normal e se existe um excesso de pele cobrindo a glande, que é a fimose – nesse caso, pode ser que eles precisem de uma cirurgia para evitar problemas futuros.
     
    Já na infância e adolescência, a dica é procurar o médico para tirar dúvidas sobre a vida sexual e o uso da camisinha – é importante ainda que os pais também conversem com os filhos sobre esse assunto a partir dos 10 ou 12 anos, como alertou a reportagem do Ronan Tardin, de Pernambuco.
     
    Com o passar dos anos, os homens devem procurar um urologista principalmente em casos de problemas sexuais ou para avaliar a próstata – quem tem casos de câncer na família, deve fazer exames a partir dos 45 anos e quem não tem, a partir dos 50. Em relação ao câncer de pênis, os médicos alertam que a principal maneira de prevenção é a higiene correta, que deve ser incentivada desde a infância.
     
    Após os 50, pode ocorrer ainda outro problema que atinge até 25% dos homens – a queda na produção de testosterona. Nesse caso, o paciente pode precisar de reposição hormonal, mas ela deve ser bem indicada, como alertou a reportagem da Daiana Garbin. É importante ressaltar, no entanto, que o uso indiscriminado desses hormônios pode levar à insuficiência cardíaca e até atrofiar o testículo, como explicaram o cardiologista Roberto Kalil e o urologista Sidney Glina.
     
    Fonte: Bem Estar
  • Pacientes com Alzheimer podem sentir emoções mesmo com doença

    Pacientes com Alzheimer podem sentir emoções mesmo com doença

    Estudo diz que pacientes lembram do impacto de sentimentos registrados.
    Análise foi feita com 34 pessoas, 17 com a doença e 17 saudáveis.
     
    Os pacientes com Alzheimer podem sentir emoções mesmo quando se esquecem do motivo que as causou, de acordo com um estudo publicado na última semana na revista científica “Cognitive and Behavioral Neurology”.
     
    A investigação, assinada por Edmarie Guzmán-Vélez, afirma que, apesar de os pacientes não conseguirem se lembrar de uma visita recente de um familiar próximo ou que não receberam os cuidados devidos, essas ações podem ter um impacto em seus sentimentos.
     
    Edmarie destaca a importância de familiares e cuidadores aprenderem a se comunicar com o paciente com Alzheimer para fazer com que sintam emoções positivas. “Talvez o paciente não se lembre do motivo que o levou a comer seu prato favorito, mas esse momento de felicidade, esse sentimento positivo vai continuar em sua mente”, garantiu a cientista, doutoranda em psicologia clínica na Universidade de Iowa.
     
    “Por outro lado, se acontece alguma coisa que o faça se sentir triste, esse sentimento vai a permanecer durante um tempo, o que significa que é extremamente importante que nos dediquemos a tentar induzir emoções positivas e minimizar o máximo possível as emoções negativas”, acrescentou.
     
    Testes
     
    A equipe de pesquisadores da Universidade de Iowa mostrou para 17 pessoas sem a doença e a 17 com Alzheimer fragmentos de filmes tristes e alegres, que resultaram em emoções como risos e lágrimas. Cerca de cinco minutos depois, os pesquisadores entregaram aos participantes um teste de memória para ver se conseguiam se lembrar do que tinham visto.
     
    Como era de se esperar, os pacientes com Alzheimer guardaram significativamente menos informação sobre os filmes. De fato, quatro deles foram incapazes de se lembrar de qualquer informação sobre as películas e um sequer se recordou que tinha visto um filme.
     
    No entanto, os pacientes mantiveram o sentimento de alegria ou tristeza por um período de até 30 minutos depois da exibição. “Isso confirma que a vida emocional de um paciente com Alzheimer está viva”, afirmou a investigadora, que destacou as implicações diretas de sua descoberta no ensino dos cuidadores a melhorar o tratamento.
     
    Para Edmarie, as visitas frequentes, as interações sociais, o exercício físico, a música, a dança e as brincadeiras “são coisas simples que podem ter um impacto emocional durável na qualidade de vida de um paciente e no seu bem-estar subjetivo”.
     
    Estima-se que o Alzheimer afetará 16 milhões de pessoas em 2050 nos Estados Unidos, sem que tenha sido descoberto, até o momento, um medicamento para prevenir ou influenciar o desenvolvimento progressivo dessa doença neurodegenerativa.
     
    Fonte: Bem Estar
     
  • Tomar antibiótico antes dos 2 anos de idade aumenta risco de obesidade

    Tomar antibiótico antes dos 2 anos de idade aumenta risco de obesidade

    Aumento do risco da obesidade variou entre 2% a 20%, segundo estudo. 
    Foram analisados dados de quase 65 mil crianças tratadas em clínicas.
     
    As crianças que são tratadas com antibióticos de amplo espectro antes dos dois anos de idade enfrentam um risco maior de desenvolver obesidade infantil, alertou um estudo americano publicado nesta segunda-feira (29).
     
    A pesquisa, publicada na revista científica “JAMA Pediatrics”, é a mais recente a encontrar um vínculo entre problemas de peso e antibióticos, que combatem as infecções bacterianas, mas também afetam a benéfica microflora intestinal, que coloniza os intestinos.
     
    Especialistas do Hospital Infantil da Filadélfia analisaram dados de saúde de quase 65 mil crianças, tratadas em clínicas de cuidados primários, entre 2001 e 2013. As incluídas no estudo foram acompanhadas por cinco anos.
     
    Mais de dois terços das crianças estudadas foram expostas a antibióticos antes dos dois anos. O aumento do risco da obesidade variou entre 2% a 20% e foi observado, particularmente, em crianças que tinham sido tratadas com antibióticos quatro ou mais vezes aos 2 anos de idade.
     
    Estes antibióticos de amplo espectro, usados para combater uma série de bactérias, também estão relacionados com o risco de problemas de peso na infância.
     
    “Nenhuma associação foi vista entre obesidade e antibióticos de espectro reduzido” destacou o estudo, que descreveu o uso de antibióticos de amplo espectro em crianças abaixo dos dois anos como um dos fatores relacionados à obesidade na infância.
     
    O estudo recomendou que diretrizes de tratamento para doenças pediátricas comuns exijam limites no uso de antibióticos e a preferência por medicações de espectro reduzido.
     
    Mais um motivo para evitar antibióticos
     
    A prescrição inadequada e o uso excessivo destes antibióticos de amplo espectro também foram relacionados com a emergência de cepas de bactérias resistentes a medicamentos.
     
    Nos últimos anos, as autoridades sanitárias americanas têm exigido dos médicos que reduzam a prescrição de antibióticos e também têm tentado educar os pais de que os vírus comuns não podem ser curados com antibióticos.
     
    “Este estudo dá uma outra razão sólida para considerar com mais cuidado as razões para os usos de antibióticos e evitá-los sempre que possível”, afirmou Patricia Vuguin, endocrinologista pediátrica do Centro Médico Cohen en New Hyde Park, Nova York.
     
    “Embora seja robusto, o estudo não foi capaz de considerar outras variáveis que contribuem para o risco de obesidade, inclusive dieta, prática de exercícios e histórico familiar de obesidade”, acrescentou Vuguin, que não participou do estudo.
     
    As descobertas garantiram que estudos futuros que poderiam levar em conta outros fatores que influenciam a flora intestinal, inclusive o uso de probióticos e amamentação, disse Molly Regelmann, professora assistente de pediatria da Escola de Medicina Icahn do hospital Monte Sinai, em Nova York.
     
    Fonte: Bem Estar
     
  • Cientistas enfrentam dilema ético na busca por vacinas contra o ebola

    Cientistas enfrentam dilema ético na busca por vacinas contra o ebola

    Normalmente são necessários anos para provar que nova vacina é segura.
    Para o ebola, cientistas estão dispensando parte dos testes corriqueiros.
     
    Normalmente são necessários anos para provar que uma nova vacina é segura e eficaz antes que ela possa ser usada em pacientes – mas com dezenas de pessoas morrendo diariamente no pior surto de ebola da história, não há tempo para esperar.
     
    No esforço para salvar vidas, as autoridades de saúde estão determinadas a produzir vacinas dentro de meses, dispensando parte dos testes corriqueiros e levantando dúvidas éticas e questões práticas.
     
    “Ninguém sabe ainda como vamos fazer isso. Há muitas questões difíceis e pragmáticas sobre a distribuição, e ninguém ainda tem respostas definitivas”, disse Adrian Hill, que está realizando testes de segurança em voluntários saudáveis de uma vacina experimental para o Ebola desenvolvida pela GlaxoSmithKline.
     
    Hill, professor e diretor do Instituto Jenner na Universidade Oxford, na Grã-Bretanha, disse que, se seus resultados não mostrarem efeitos colaterais adversos, a nova droga da GSK pode ser usada nas populações afetadas do oeste da África até o final deste ano.
     
    Mesmo se uma droga se mostrar segura, leva mais tempo para se provar que é eficaz – tempo que simplesmente não se tem, já que os casos de infecção do ebola duplicam a cada poucas semanas e devem chegar a 20 mil até novembro, segundo uma projeção da Organização Mundial da Saúde (OMS).
     
    Entre os dilemas que os cientistas estão enfrentanto estão: deveria se dar uma vacina não comprovada a todos ou só a alguns? Ela deveria ser oferecida primeiro aos profissionais de saúde? Aos mais jovens antes dos mais velhos? Ela deveria ser usada primeiro na Libéria, onde o Ebola está se disseminando mais rápido, ou na Guiné, onde o vírus está mais perto de ser controlado? Deveríamos dizer às pessoas que podem acreditar que a vacina irá protegê-las do Ebola? Ou deveriam continuar tomando todas as medidas preventivas, como se não tivessem sido vacinadas? E nesse caso, como se saberá se a vacina funciona?
     
    A GSK é uma de várias indústrias farmacêuticas que iniciaram ou anunciaram planos de testes com humanos de possíveis vacinas contra o ebola. Entre elas estão Johnson & Johnson, NewLink, Inovio Pharmaceuticals e Profectus Biosciences.
     
    A OMS declarou esperar que se possa usar, em pequena escala, as primeiras vacinas experimentais para o ebola no oeste africano até janeiro do ano que vem, e convocou especialistas em vacinas, epidemiologistas, farmacêuticas e especialistas em ética para uma reunião nesta segunda e terça-feiras para discutir os ângulos morais e práticos do assunto.
     
    A maioria dos especialistas entrevistados pela Reuters é a favor da ideia de se oferecer as primeiras doses para os assistentes de saúde nos locais atingidos, já sua exposição é alta. Depois, os pesquisadores poderiam comparar as taxas de infecção entre estes e aqueles nas regiões que ainda aguardam a vacina.
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    Fonte: G1 Saúde
     
  • Acordar várias vezes durante a noite para fazer xixi é sinal de alerta

    Acordar várias vezes durante a noite para fazer xixi é sinal de alerta

    Bem Estar desta sexta-feira (26) deu dicas para evitar problemas urinários.
    Levantar mais de uma vez durante o sono pode indicar bexiga hiperativa.
     
    Quantas vezes por dia você vai ao banheiro? Costuma fazer muito ou pouco xixi? No Bem Estar desta sexta-feira (26), o urologista Claudio Murta alertou que é importante prestar atenção a essa rotina – por exemplo, acordar só uma vez durante a noite para urinar é normal, mas mais do que isso já é um sinal de alerta para procurar um médico. Além disso, vale reparar no período sem urinar – um adulto aguenta pelo menos 2 horas sem urinar; se ele não consegue segurar por esse tempo, é bom investigar.
     
    Esse hábito pode ser sintoma de bexiga hiperativa, um problema que pode estar associado ao tamanho da bexiga – o normal é ela armazenar cerca de 400 ml, o que equivale a cerca de 4 idas ao banheiro.
     
    Mas para algumas pessoas, esse valor pode chegar a 40 ml e para outras, o tamanho pode nem ser tão pequeno, mas a bexiga pode ser extremamente sensível, o que a faz ir ao banheiro até 40 vezes em um dia só. No caso da assistente administrativa Calíope Oliveira de Freitas, mostrada na reportagem da Ana Brito, a solução foi a aplicação de toxina botulínica na bexiga, que faz os músculos contraírem menos
     
    O ginecologista José Bento falou ainda sobre a infecção urinária, um problema mais comum nas mulheres, por causa do tamanho da uretra feminina, menor que o da uretra masculina.Para diminuir o risco de infecção, a dica é fazer xixi logo após a relação sexual, para “lavar” a uretra e eliminar as bactérias que possam ter entrado.
     
    Outro sinal importante para problemas urinários é a dor ou até mesmo sangue – foi uma pequena dor na hora de fazer xixi, por exemplo, que fez o aposentado Marcos Antônio Silva procurar um médico. Ex-fumante, ele acabou descobrindo que estava com câncer na bexiga – o cigarro, inclusive, aumenta muito o risco da doença já que em cada 10 pacientes, 7 são ou foram fumantes.
     
    Fonte: Bem Estar
  • Pessoas com maior risco cardíaco subestimam chance de problema

    Pessoas com maior risco cardíaco subestimam chance de problema

    Quando o executivo Gilson Campos, 54, foi até a clínica de check-ups do Einstein, numa manhã de abril, estava só cumprindo um agendamento adiado havia mais de seis meses, por causa de reuniões e outros compromissos. Saiu da esteira do teste ergométrico direto para o hospital: estava infartando.
     
    Mesmo tendo pressão alta havia muitos anos, o executivo não imaginava que poderia ter uma coronária 97% obstruída. Só tinha marcado o check-up, aliás, porque a empresa onde ele trabalha exige exames periódicos.
     
    “Não fazia acompanhamento. Tomava remédio para pressão, mas não dava bola. Só me conscientizei depois”, diz Gilson. Ele conta que sentia cansaço havia dias, mas nunca imaginou que poderia estar infartando.
     
    A falta de consciência sobre o próprio risco de ter um problema cardíaco é comum, como mostra um estudo recente do cardiologista Marcelo Katz com 6.544 pacientes da unidade de check-up do Einstein, em São Paulo, publicado no “European Journal of Preventive Cardiology”.
     
    Na pesquisa, as pessoas preenchiam, antes de fazer os exames, um questionário respondendo se achavam que tinham risco cardiovascular alto, médio ou baixo.
     
    Depois, todos passaram por teste ergométrico e de pressão, tiraram medidas de peso, altura e circunferência da cintura e fizeram exames laboratoriais, para medir colesterol, glicemia e outros indicadores de risco.
     
    Com base nesses resultados, os pesquisadores usaram uma escala científica que calcula a probabilidade de uma pessoa sofrer eventos cardiovasculares ao longo da vida e classificaram os participantes entre os que tinham alto, baixo e médio risco.
     
    DESCOMPASSO
     
    Os médicos perceberam que havia um descompasso grande entre o que os números diziam e o que as pessoas percebiam. Entre os participantes com risco médio (entre 10% e 20%) de sofrer um problema cardíaco no futuro, 72% acreditavam ter baixa probabilidade de ter um evento do tipo. Entre os com alto risco (20% ou mais), 91% subestimavam sua condição.
     
    Segundo Katz, autor do estudo e coordenador de pesquisa cardiovascular do Einstein, esse tipo de trabalho busca entender por que grande parte das pessoas é tão resistente a seguir recomendações médicas para prevenção.
     
    “Fatores de comportamento são 80% do risco cardíaco. Para se cuidar, a pessoa tem de saber se está em risco.” Entre os pacientes do estudo, só 6,1% se viam como de alto risco cardíaco, mas a escala de risco a longo prazo colocava 49,3% nessa condição.
     
    Katz afirma que é comum um viés otimista: “A pessoa pensa: Se nunca aconteceu comigo, por que vai acontecer? Vou aproveitar a vida agora e depois me cuido`”.
     
    A maioria só desperta quando sofre um infarto ou alguém próximo e até celebridades têm um problema.
     
    O próximo passo, diz o médico, é investigar por que as pessoas não se cuidam. Um problema são as prioridades: a maioria tende a colocar tarefas imediatas de trabalho e família na frente dos cuidados que dão frutos a longo prazo, sobretudo exercícios.
     
    Depois do infarto, Campos mudou a alimentação, cortou refrigerantes e perdeu 8 kg. Mas ainda não conseguiu pôr exercícios na rotina. “Estou muito bem, mas não posso dizer que estou bem nisso”, diz.
     
    Fonte: Folha de S.Paulo
     
     
  • Número de doadores de órgãos cresce 90% em seis anos, diz Saúde

    Número de doadores de órgãos cresce 90% em seis anos, diz Saúde

    Ministério iniciou comemoração do Dia Nacional da Doação de Órgãos.
    Viúva do cinegrafista Santiago Andrade participou de evento em Brasília.
     
    O número de doadores efetivos de órgãos cresceu 90% em seis anos no Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde. Os dados foram divulgados na manhã desta quarta-feira (24) no Memorial JK e consideram o período entre 2008 e 2013. O evento marcou o começo da semana de comemoração do Dia Nacional da Doação de Órgãos.
     
    De acordo com o coordenador geral do Sistema Nacional de Transplantes, Fausto Pereira, foram 2.562 casos no ano passado, contra 1.350 em 2008. “Nós vamos atingir a faixa de 14 doadores por milhão [meta estabelecida no início da gestão] até o fim deste ano, se mantivermos o ritmo”, declarou. No final do ano passado, o Brasil chegou a 13,4 doadores por milhão, segundo o Ministério da Saúde.
     
    Entre 2008 e 2013, o número de pessoas na lista de espera teve redução de 42%, passando de 64.774 para 37.736. Segundo Pereira, parcerias com empresas aéreas e conscientização das famílias ajudaram na redução da espera por um órgão.
     
    Além disso, o incentivo às cirurgias de córnea também influenciou na queda. Algumas unidades da federação – Acre, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Rio Grande do Sul, São Paulo e Distrito Federal – zeraram a fila de espera. No primeiro semestre deste ano, foram realizados 11,4 mil transplantes no Brasil – 6,6 mil de córnea.
     
    Dados da Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos apontam o país como o segundo no número de procedimentos em todo o mundo. SUS é responsável pro 95% dos procedimentos.
     
    Entre 2010 e 2013, o número de transplantes de coração cresceu 60%, de pulmão, 123% e de fígado, 23%. A quantidade de organizações de procura por órgãos também cresceu, passando de dez (todas em São Paulo) em 2010 para 67 neste ano.
     
    “A gente ainda precisa fazer muito para atender os mais de 30 mil brasileiros que aguardam transplante de órgãos. […] Mas não basta ter médico, medicamento e hospital capaz de fazer o transplante. O transplante só acontece quando a sociedade participa também”, disse o presidente da entidade, Lúcio Filgueiras Pacheco Moreira.
     
    Para ser um doador
     
    Qaulquer pessoa pode ser doadora de órgãos, ainda que não manifeste em vida a vontade de doar ou deixe documentada a intenção. A decisão cabe à família. No Brasil, a taxa de aceitação das família para doar é de 55,7%, segundo o ministro da Saúde, Arthur Chioro. O ministério quer incentivar que as pessoas manifestem a parentes o desejo de doar, em caso de morte.
     
    Doadores vivos podem doar um dos rins, parte do fígado, parte da medula óssea ou parte do pulmão. A lei permite o procedimento sem autorização judicial quando os pacientes têm parentesco de até o quarto grau ou são cônjuges.
     
    No caso de doadores falecidos, o paciente tem que ter tido diagnóstico de morte encefálica. Coração, pulmões, fígado, pâncreas, intestino, rins, córnea, vasos, pele, ossos e tendões podem ser doados nesses casos. Em todos os casos, os órgãos passam por exame clínico, para se saber se estão aptos para transplante.
     
    Viúva do cinegrafista da Band Santiago Andrade, morto após ser atingido por um explosivo durante uma manifestação no Rio de Janeiro, Arlita Andrade disse que “não pensou duas vezes” antes de doar os órgãos do marido.
     
    “A gente combinou que quem fosse primeiro, os órgãos poderiam ser doados. Como eu sou bem mais velha, eu dizia: 'Amor, quem vai na frente sou eu.' Ele sempre falava para mim: 'Deixa de ser boba, a gente vai viver muito. E quem sabe eu vou na sua frente'. E foi o que aconteceu”, diz.
     
    Os rins, fígado e córneas de Andrade doram doados para cinco pessoas. Bastante emocionada, Arlita afirmou que todas elas continuam vivas. “Eu pensei: 'Ele tem de ir embora, mas quanta vida ele pode dar?'. Não tive dúvida. […] Acho que meu Santiago, lá de cima, pensa que ainda está vivo em uma pessoa. Eu não fiquei triste, fiquei feliz. Essas pessoas carregam dentro delas um pedaço do meu amor. Por que a gente não dá oportunidade para outras pessoas viverem e serem felizes também?”
     
    Redes sociais
     
    Ao lado do diretor do Facebook, Bruno Magrani, o vocalista da banda Biquíni Cavadão, Bruno Gouveia, mostrou como se declarar doador de órgãos na rede. O interessado deve ir à página Doação de Órgãos. “De 2012 até hoje, conseguimos a marca de quase meio milhão de pessoas se declarando doadores de órgão no Facebook”, afirmou Magrani.
     
    O músico e artista plástico Paulo Cavalcante se viu na fila de transplante depois de um acidente de carro ocorrido há uma década. Ele precisou de transfusão sanguínea e acabou contraindo hepatite C. O procedimento foi feito em Belo Horizonte (MG), porque Brasília ainda não tinha equipes para fazer a cirurgia na época.
     
    “De lá para cá sofri durante dez anos. Entrei na fila de espera da doação do órgão. Há mais ou menos uns quatro, cinco anos, eu recebi esse órgão. Modificou minha vida completamente. Hoje agradeço demais à família do meu doador. Voltei a ser o que eu era: jogo futebol, pratico jiu-jítsu e tenho um fígado novo”, declarou.
     
    Durante o evento, o ministro da Saúde, Arthur Chioro, entregou uma carta de agradecimento – com um laço verde, que simboliza a campanha – a celebridades envolvidas com a ação. Além de Arlita, Magrani e Gouveia, foram homenageados a cantora Zélia Duncan, o vocalista da banca Capital Inicial, Dinho Ouro Preto, atriz Lúcia Veríssimo.
     
    Também foram homenageados como expoentes da campanha o dramaturgo Manoel Carlos, pelos personagens em novelas, e a Associação Brasileira das Empresas Aéreas, pelo transporte dos órgãos.
     
    Fonte: G1 Saúde
     
  • Conselhos de Farmácia realizam Semana do Farmacêutico

    Conselhos de Farmácia realizam Semana do Farmacêutico

    Farmacêuticos de todo o país estão realizando atendimentos gratuitos à população em espaços públicos e locais de grande circulação de pessoas, entre os serviços prestados estão: aferição de pressão arterial, dosagem de glicemia e, principalmente, atendimento clínico e orientação ao paciente. O evento é intitulado “Farmacêutico na Praça” e faz parte da Semana do Farmacêutico, de 21 a 27 de setembro. A iniciativa dos Conselhos Federal e Regionais de Farmácia tem o objetivo divulgar o trabalho do farmacêutico – que teve sua importância reconhecida e ampliada a partir da publicação da Lei nº 13.021/14 – e, também, comemorar o Dia Internacional do Farmacêutico, 25 de setembro.
     
    “Queremos que a população das capitais que aderiram à programação venha cuidar de sua saúde e se informar melhor sobre o que o farmacêutico e essa nova farmácia podem, a partir de agora, fazer por ela”, comenta o presidente do Conselho Federal de Farmácia, Walter Jorge João. A Lei estabelece um novo conceito de farmácia para o Brasil, determinando que estes estabelecimentos passem a ser, não mais meros estabelecimentos comerciais, mas unidades prestadoras de assistência farmacêutica, assistência à saúde e orientação individual e coletiva.
     
    As farmácias e drogarias devem, com seus serviços, atuar na proteção e na recuperação da saúde, além de promover o acesso ao medicamento e ao seu uso racional. Isso sem contar a introdução de novos serviços e produtos, como a oferta de vacinas e soros que atendam o perfil epidemiológico de sua região demográfica.
     
    Com todas essas mudanças, os farmacêuticos também tiveram sua atuação ampliada, passando a atuar no acompanhamento farmacoterapêutico e na orientação aos pacientes sobre benefícios e riscos inerentes ao uso dos medicamentos, bem como a maneira adequada de utilizá-los e conservá-los. Eles também se tornaram agentes notificadores de reações adversas como as intoxicações.
     
    Para o Presidente do CFF, Walter Jorge João, o importante, durante a Semana do Farmacêutico, é que cada Conselho Regional e cada farmacêutico voluntário leve ao cidadão informações sobre os serviços que, de alguma forma, possam melhorar a saúde da população. “São serviços oferecidos pelo farmacêutico que antes não eram frequentes nas farmácias e drogarias, mas que, agora, fazem parte do rol de atividades que os estabelecimentos estão autorizados a realizar”, assinala Walter Jorge João, reiterando que são serviços importantes, especialmente no combate à automedicação.
     
    AUTOMEDICAÇÃO – Os dados mais recentes do Sistema Nacional de Informações Toxico-Farmacológicas (Sinitox), da Fundação Oswaldo Cruz, apontam 30.249 casos de intoxicação medicamentosa no país em 2011. Destes, 30% tiveram como vítimas crianças com idade até 5 anos. No ano anterior foram 27.710. “Atuando na orientação ao paciente, o farmacêutico pode contribuir para evitar grande parte desses casos. A orientação quanto ao uso correto de medicamentos é apenas um dos serviços que o farmacêutico pode oferecer em favor da saúde da população”, completa Walter Jorge João.
     
    Fonte: CFF
  • H1N1 deixa em alerta o Estado do Rio

    H1N1 deixa em alerta o Estado do Rio

    O medo de disseminação de um surto de gripe provocada pelo vírus H1N1, linhagem considerada mais letal do que o normal, deixa autoridades de saúde do Estado do Rio em alerta. Pelo menos onze casos foram registrados este ano, sendo que dois deles teriam resultado em morte. A Secretaria de Saúde de Petrópolis, na Região Serrana, confirmou ontem duas novas suspeitas da gripe. Os pacientes — um adulto de 46 anos e uma criança — não tiveram a identidade revelada. O material coletado foi enviado para o Laboratório Central de Saúde Pública do Rio, e o resultado dos exames deve sair em até 12 dias. No sábado, o município confirmou que a gripe foi a causa da morte de Celeste Pacheco Vogel dos Santos, de 48 anos. Em agosto, em Araruama, na Região dos Lagos fluminense, outra mulher morreu devido à contaminação com o vírus H1N1.
     
    A taxa de letalidade do vírus preocupa especialistas. A Superintendência de Vigilância Epidemiológica e Ambiental (SVEA), órgão da Secretaria estadual de Saúde, confirma que, entre 1º de janeiro e 20 de setembro, foram registrados onze casos de gripe H1N1 no Rio de Janeiro, com os dois óbitos. Em 2013, foram 42 casos — nove fatais. O número ainda é baixo para se ter uma taxa de letalidade fechada, mas indica que ela pode ser alta. — Há muitos tipos de vírus circulando pela cidade, então, no caso do H1N1, pode haver subnotificação — explica Fernando Portela Câmara, virologista da UFRJ. — Além disso, a população tem pouca imunidade a essa gripe, porque nunca vimos uma transmissão maciça. Sem ela, não tivemos a oportunidade de criar uma barreira de defesa em nosso organismo. A combinação desses elementos explica o alto número de mortes.
     
    FORMAS DE TRANSMISSÃO
     
    Além do contato com secreções de pessoas contaminadas, o H1N1 pode ser transmitido por vias menos conhecidas. — É um vírus traiçoeiro porque alguém pode ser infectado apertando o botão do elevador ou segurando o corrimão da escada depois do toque desses objetos por uma pessoa que já é portadora do H1N1 — alerta. Para o superintendente da SVEA, Alexandre Chieppe, os casos de grupe H1N1 provocam grande alarde, mas não são mais graves do que os demais casos de vírus influenza. — A evolução da gripe H1N1está mais relacionada às características individuais dos pacientes do que ao vírus — avalia.
     
    Por isso , de acordo com Chieppe, o protocolo de atendimento aos pacientes com sintomas de gripe é o mesmo em todos os casos. Os suspeitos de contaminação passam por uma avaliação médica e podem receber re médios antitérmicos ou antivirais. A SVEA ressalta que a melhor forma de prevenir a gripe é ficar atento às regras básicas de higiene, como cobrir a boca comum lenço ou com as mãos ao espirrar ou tossir. Além disso, o órgão recomenda evitar longas permanências em ambientes fechados e sem ventilação.
     
    Fonte: O Globo