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  • Rins: Termômetro do Corpo

    Rins: Termômetro do Corpo

    Quinze milhões de brasileiros têm algum grau de comprometimento das funções renais, mas apenas 100 mil sabem. Essa é justamente a parcela da população que está em diálise e descobriu a doença tarde demais, somente quando sintomas como anemia, fraqueza. edema ou sangue na urina começaram a surgir. Silenciosa, a doença renal crônica caminha para se tomar uma das principais epidemias do século 21, na avaliação do diretor do Núcleo de Nefrologia de Belo Horizonte, José Augusto Meneses. Essa previsão ocorre justamente pela relação com outras enfermidades que a cada dia acometem mais brasileiros. “A hipertensão arterial e a diabetes são os principais fatores de risco para o desenvolvimento de doença renal crônica”, pontua o especialista.
     
    Entre os 7 milhões a 10 milhões de diabéticos brasileiros, um terço deverá apresentar perda progressiva da função renal, segundo estimativas da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN). “Um em cada seis hipertensos também podem apresentar a evolução deste quadro. Hoje são 30 milhões no Brasil”, estima o presidente da SBN, Daniel Rinaldi dos Santos. Há que se considerar ainda a obesidade, o histórico familiar – não apenas de doença renal como também de diabetes e hipertensão tabagismo, consumo de anti-inflamatórios não hormonais, dieta rica em proteína animal e sal e até o envelhecimento como agravantes para uma possível disfunção dos rins.
     
    Conscientizar a população e preparar a saúde pública para diagnosticar precocemente um futuro quadro de problemas renais, está entre as principais armas da comunidade médica para conter o avanço da doença e onde estão concentrados os maiores esforços atuais da nefrologia. As medidas que estão sendo tomadas neste sentido estarão no centro das discussões do 277 Congresso Brasileiro de Nefrologia, que deve reunir duas mil pessoas no Expominas, em Belo Horizonte, entre hoje e sábado.
     
    O grande incentivo para reforçar a campanha pelo diagnóstico antecipado veio do Ministério da Saúde, que publicou, em março deste ano. a portaria 389. que define os critérios para a organização das novas regras de atendimento aos pacientes. Elaborada em parceria com a SBN. a linha de cuidado da pessoa com doença renal crônica pretende transformar o diagnóstico precoce, o acompanhamento na atenção básica, e o direcionamento para as unidades especializadas em doença renal crônica em uma rotina do Sistema Único de Saúde (SUS).
     
    “O profissional de atenção básica será orientado a fazer o diagnóstico através da interpretação dos exames de urina e creatinina. Nas fases iniciais, poderão adotar medidas para evitara progressão da doença por meio do controle da pressão arterial do diabetes, colesterol e proposta de mudanças de hábito”, explica Daniel Rinaldi. “Se o problema for detectado nas fases mais avançadas, ele irá encaminhar o paciente para uma equipe multidisciplinar que, além do nefrologista, ainda contará com psicólogo, nutricionista e enfermeiro”, acrescenta o presidente da SBN. Cerca de 1 mil profissionais já foram identificados e deverão passar por treinamentos ministrados pelas universidades parceiras.
     
    PREVENÇÃO
     
    Descobrir a doença antes que atinja a fase crônica e evolua para a diálise é fundamental na garantia de qualidade de vida do paciente – que passa a frequentar a diálise três vezes por semana – e desafogar o sistema de saúde pública. “Atualmente a diálise consome 3% do orçamento do Ministério da Saúde apenas para tratar essas 100 mil pessoas. São mais de RS 2 bilhões por ano” calcula Rinaldi.
     
    Pessoas que se identificaram como integrantes dos grupos de risco devem fazer a sua parte. “É importante procurar um posto de saúde familiar ou um clínico e pedir que sejam feitos os exames”, orienta José Augusto. Um deles é o exame comum de urina no qual pode ser identificada a presença de proteína, um indicativo de que algo está errado. “O outro é o de dosagem da creatinina”. lembra Daniel.
     
    Identificada precocemente, a doença pode ter sua evolução retardada e até evitada. “Para isso, o paciente deverá controlar a pressão, a glicemia e evitar excessos alimentares. Se fizer isso, pode ser que a doença nem mesmo evolua e, se isso ocorrer, será de forma mais lenta”, explica Rinaldi.
     
    AVANÇOS ESPERADOS
     
    O Congresso Brasileiro de Nefrologia irá contar com a participação de especialistas e estudiosos do mundo todo em tomo de temas importantes para a evolução do tratamento e diagnóstico. “Foi levantado recentemente que o cálculo renal, ou as pedras nos rins, é fator de risco para o infarto agudo do miocárdio, para diabetes e hipertensão. Pode ser um prenúncio para todas essas doenças”, afirma José Augusto Meneses, presidente do Congresso.
     
    Segundo o especialista, esse elo começa a ser discutido com mais intensidade e pode ser um aviso do corpo para complicações futuras. “Essa relação é importante para que se tomem medidas preventivas e não apenas se trate o cálculo. É preciso fazer um estudo metabólico para saber a causa do problema e evitar o aparecimento dessas outras doenças”, pondera. Vale lembrar que diabetes e hipertensão são os principais fatores de risco para a doença renal crônica.
     
    Outro tema que está em alta é a regeneração de células renais em células-tronco. “Com isso, teríamos condições de, ao invés de fazer um transplante, regenerar o rim. Os estudos ainda estão em fase laboratorial”, afirma José Augusto. As inscrições para participar do congresso poderão ser realizadas no local.
     
    Fonte: Estado de Minas
     
  • Novo balanço da OMS diz que mortos por ebola se aproximam de 3 mil

    Novo balanço da OMS diz que mortos por ebola se aproximam de 3 mil

    Situação na Guiné se estabilizou, apesar de continuar preocupante.
    Cinco países da África Ocidental são afetados pela doença.
     
    O alastramento exponencial do surto de ebola, que agora já matou quase 3 mil pessoas no oeste da África, parece ter se estabilizado na Guiné, informou nesta quinta-feira (25) a Organização Mundial da Saúde (OMS).
     
    Mas uma calamitosa falta de leitos e a resistência de comunidades em algumas áreas contribuem para que a doença continue se espalhe, ao passo que os esforços para coletar mais dados revelam gradualmente uma epidemia ainda mais mortal do que parecia inicialmente.
     
    A OMS disse que 2.917 pessoas morreram de ebola dentre 6.263 casos em cinco países do oeste africano afetados pela doença, até 21 de setembro.
     
    Comparado ao número atualizado anterior da OMS, os últimos dados mostraram 99 mortes a mais na Libéria desde 17 de setembro, mas apenas algumas a mais em Serra Leoa desde 19 de setembro e apenas três novas mortes em Guiné desde 20 de setembro.
     
    A proporção de casos que ocorreram nos últimos 21 dias – o período de incubação do vírus – também caiu em todos os três países, sugerindo que a difusão da doença pode estar desacelerando.
     
    “A tendência de crescimento da epidemia continua em Serra Leoa e mais provavelmente na Libéria”, disse a OMS. “No entanto, a situação na Guiné, embora ainda de grave preocupação, parece ter se estabilizado: entre 75 e 100 novos casos confirmados foram relatados em cada uma das últimas cinco semanas.”
     
    Libéria precisa de mais leitos
     
    A OMS disse que a Libéria tinha 315 leitos para pacientes de ebola e que agências humanitárias haviam prometido mais 440, mas o país precisa de outras 1.550 que ninguém ainda se comprometeu a oferecer. Em Serra Leoa, 297 novos leitos planejados quase dobrariam a capacidade existente, mas são necessárias mais 532 camas.
     
    Com pouquíssimos leitos e uma grande falta de especialistas, o esforço para lidar com o vírus tem se concentrado em estabelecer centros de tratamento em lugares com doentes e em treinar as comunidades locais, incluindo 11 mil professores na Libéria, a fim de educar as pessoas sobre como combater a doença.
     
    Em Serra Leoa, 75% das casas visadas foram contactadas por “mobilizadores sociais”. Mas em algumas áreas de Guiné, onde uma equipe contra a doença foi morta na semana passada, ainda há resistência em relação a tais esforços, disse a OMS.
     
    “Por exemplo, há relatos de que em Fassankoni, na Guiné, comunidades montaram bloqueios para se protegerem das equipes”, disse.
     
    O risco de infecção entre trabalhadores da área da saúde é também muito maior do que se pensou inicialmente. Uma recontagem mostrou que 81 morreram em Serra Leoa entre 83 que contraíram a doença – uma taxa de morte de 72%, em vez da taxa de 40% anteriormente relatada.
     
    A OMS disse que seus mais recentes dados ainda não incluíam casos de mortes descobertos durante uma operação de contenção em Serra Leoa.
     
    Fonte: G1 Saúde
  • Equipe dos EUA anuncia nome do remédio experimental usado para tratar ebola

    Equipe dos EUA anuncia nome do remédio experimental usado para tratar ebola

    A equipe médica de Rick Sacra, o médico com ebola internado em um hospital de Omaha em Nebraska, nos Estados Unidos, confirmou nesta segunda-feira (23) que utilizaram o remédio experimental TCM-Ebola para tratar o paciente.
     
    A Administração de Alimentos e Remédios dos Estados Unidos (FDA, na sigla em inglês) autorizou recentemente o uso do remédio, produzido pela corporação farmacêutica Tekmira, que pode ajudar a evitar que o vírus se replique no corpo.
     
    “Apesar de a FDA ter liberado recentemente a Tekmira a fornecer TCM-Ebola para tratar pacientes com o vírus do ebola com protocolos mais amplos, ainda há poucas doses do remédio”, declarou Phil Smith, diretor médico da unidade especial do Centro Médico de Nebraska na qual o paciente recebe tratamento há mais de duas semanas.
     
    Além de TCM-Ebola, Sacra recebeu recentemente uma transfusão de sangue de Kent Brantly, o outro paciente com ebola tratado nos Estados Unidos que se recuperou da doença  mortal.
     
    O médico Kent Brantly, de 33 anos, e a enfermeira Nancy Writebol, de 59 anos, ambos missionários que se pegaram o vírus enquanto trabalhavam em um centro médico na Libéria, receberam tratamento com o soro experimental ZMapp, nunca antes usado em humanos.
     
    Apesar de os médicos terem indicado que se deve ter cautela ao declarar um remédio experimental como uma “fórmula mágica”, assinalaram que é possível que o acesso a tratamentos tenha sido, em parte, responsável da melhora de Sacra.
     
    “Não sabemos se foi o sistema imunológico do doutor Sacra, o tratamento de apoio que recebeu, a transfusão de sangue do doutor Brantly, o TCM-Ebola ou uma combinação de todos os fatores que ajudou na recuperação”, disse Angela Hewlett, subdiretora da unidade especial na qual tratam Sacra.
     
    “O que importa é que juntamos todos os recursos de tratamento e continuaremos estudando o que é mais efetivo para tratar o vírus”, acrescentou.
     
    A equipe médica assinalou que a condição de Sacra continua melhorando e que o paciente deve receber alta em breve.
     
    Os protocolos dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) estabelecem que um paciente com ebola tenha dois testes de sangue com resultado negativo em um período de 24 horas para ser declarado curado da doença.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Bebê é a primeira vítima do vírus do chicungunha na Colômbia

    Bebê é a primeira vítima do vírus do chicungunha na Colômbia

    Uma menina de 11 meses se tornou a primeira vítima do vírus do chicungunha na Colômbia, nesta segunda-feira (23), de acordo as autoridades de saúde do departamento caribenho de Sucre.
     
    A secretária de Saúde de Sucre, Nayibe Padilla, disse a “Blu Radio” que a bebê chegou à Colômbia procedente da Venezuela e morreu em um hospital de Sincelejo.
     
    “Foi um caso muito pontual”, disse a funcionária, que acrescentou que a paciente estava com sua família no município de Magangué, no departamento vizinho de Bolívar, mas que foi transferida até Sincelejo, onde ocorreu a morte.
     
    Padilla afirmou que a bebê não foi infectada com o vírus do chicungunha em Sucre, “mas infelizmente quando chegou, a doença estava em estágio avançado e não foi possível fazer os controles necessários para melhorar a situação”.
     
    Meios de comunicação locais asseguraram que a morte da menina aconteceu em 12 de setembro, mas que o caso não foi divulgado porque não se tinha certeza que o vírus era a causa.
     
    Segundo as autoridades, na Colômbia já existem 1.673 casos de chicungunha detectados, boa parte deles em Bolívar, onde no dia 11 de setembro se confirmaram os primeiros quatro casos indígenas da doença.
     
    Em meados de julho, uma mulher de 71 anos da República Dominicana foi o primeiro caso reportado da doença na Colômbia.
     
    O vírus do chicungunha se transmite pela picada do mosquito aedes aegypti e causa sintomas parecidos com a dengue, com fortes dores nas articulações e febre.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Estudo sugere que uso de adoçante pode predispor a diabetes

    Estudo sugere que uso de adoçante pode predispor a diabetes

    Adoçantes alterariam bactérias intestinais, afetando 'quebra' do açúcar.
    Pesquisadores dizem, no entanto, que mais pesquisas são necessárias.
     
    Usar adoçantes pode predispor algumas pessoas a diabetes, ao dificultar a forma como seus corpos lidam com o açúcar, sugere um estudo preliminar feito principalmente em camundongos.
     
    Os autores esclarecem que os resultados do estudo, que incluiu alguns experimentos com humanos, não são suficientes para recomendar mudanças na forma como as pessoas usam os adoçantes. Os pesquisadores e outros especialistas externos dizem que mais investigação é necessária, enquanto grupos industriais dizem que a pesquisa é limitada e que outras evidências mostram que os adoçantes são seguros e úteis para o controle do peso.
     
    O estudo, feito por pesquisadores de Israel, foi publicado na edição desta quinta-feira (18) da revista científica “Nature”.
     
    O trabalho sugere que os adoçantes mudam a composição das bactérias benéficas do intestino. Isso parece dificultar o modo como o corpo lida com o açúcar da alimentação, o que pode resultar no aumento das taxas de açúcar no sangue. Esse dano, chamado intolerância à glucose, pode levar à diabetes.
     
    Alguns especialistas que não participaram do trabalho pediram cautela ao interpretar os resultados. James Hill, um especialista em obesidade da Universidade do Colorado, considera que o trabalho é “boa ciência”. Ainda assim, faz uma ressalva. “Eu não acho que há informações suficientes para levar a uma conclusão definitiva sobre os adoçantes e o processamento do açúcar pelo corpo”, escreveu em um e-mail.
     
    “Eu certamente não acho que há evidência suficiente para concluir que ele é prejudicial.”
     
    Mas Yanina Pepino, da Universidade de Washington em St. Louis, diz que os resultados realmente demonstram que os adoçantes atrapalham o processamento do açúcar pelo corpo ao alterar a flora bacteriana intestinal. Ela acredita que isso mostra que tanto adoçantes como açúcar devem ser usados com moderação, especialmente por crianças. “O estudo está realmente fornecendo dados fortes sugerindo que precisamos fazer mais pesquisa”, disse.
     
    Sacarina, sucralose e aspartame
     
    Os pesquisadores começaram testando três tipos de adoçantes amplamente usados – sacarina, sucralose e aspartame – em 20 camundongos. Alguns receberam um desses adoçantes na água, outros receberam água com açúcar e outros receberam apenas água.
     
    Depois de 11 semanas, os pesquisadores deram a todos uma dose de açúcar e monitoraram a resposta no nível de açúcar no sangue.
     
    Os camundongos que inicialmente receberam açúcar tiveram quase a mesma resposta que os que receberam água pura. Mas aqueles que receberam qualquer um dos adoçantes inicialmente tiveram maiores altas nos níveis de açúcar, indicando um prejuízo no processamento da dose de açúcar recebida. Outros experimentos ligaram esse efeito à mudança das bactérias intestinais.
     
    Em uma declaração, a agência americana que regulamenta remédios e alimentos, o FDA (sigla para Food and Drug Administration), disse que os adoçantes “foram minuciosamente estudados e têm uma certeza razoável de não provocarem prejuízos aos consumidores”.
     
    O grupo Calorie Control Council, que representa os fabricantes de adoçantes e de produtos que contêm adoçantes, disse que o estudo tem limitações que diminuem a aplicabilidade em pessoas.
     
    Fonte: Bem Estar
  • Novo medicamento contra melanoma desperta esperanças em especialistas

    Novo medicamento contra melanoma desperta esperanças em especialistas

    Os especialistas em câncer de pele possuem expectativas positivas após a recente aprovação que a FDA (Administração de Alimentos e Fármacos) dos Estados Unidos deu para um novo remédio contra o melanoma que “estimula o sistema imunológico”.
     
    O novo tratamento contra este tipo de câncer é resultado de uma pesquisa liderada pelo professor Antoni Ribas, um dos principais especialistas da equipe de analistas da Escola de Medicina David Geffen, da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), centro que desenvolveu o estudo.
     
    “O fármaco foi aprovado de forma acelerada porque tem efeitos benéficos em pacientes com melanoma, que é um tipo de câncer de pele, e estes efeitos são duráveis”, destacou Ribas.
     
    A comercialização do fármaco Pembrolizumab foi aprovada em 4 de setembro pela FDA. O remédio foi enquadrado na categoria de “tratamento de vanguarda” e a produção ficará a cargo da multinacional farmacêutica Merck, sob o nome de Keytruda.
     
    “Espero que as agências reguladoras de medicamentos de outros países, os países latino-americanos, se deem conta que este beneficia os pacientes”, expressou Ribas.
     
    À frente de uma equipe de 26 médicos, Ribas iniciou no fim de 2011 os testes de imunoterapia intravenosa com base no novo fármaco, identificado inicialmente como MK-3475.
     
    “No estudo clínico inicial com 40 pacientes, observamos que a reação foi positiva. Para beneficiar mais pessoas estendemos os testes a 600”, assinalou o médico, que há 18 anos trabalha em pesquisas neste tema.
     
    O especialista explicou que após os testes foi observado que em um terço dos pacientes “o câncer disseminado no pulmão, fígado e ossos, se reduziu e com o tempo os pacientes melhoram”; enquanto outro terço apresenta uma menor diminuição do câncer; e os demais “não se beneficiam do tratamento”.
     
    “As pesquisas do funcionamento do fármaco para o tratamento do melanoma continuam na UCLA, e em mais 11 laboratórios nos Estados Unidos, Austrália e Europa”, informou Ribas, que destacou que a atual fase da pesquisa pretende resolver por que alguns pacientes dão “respostas menos duradouras” ao tratamento.
     
    Tom Stutz, 74, é um dos 600 pacientes voluntários que participou do estudo. Ele foi diagnosticado com um melanoma nas costas em 2011, que depois afetou o fígado e o pulmão, e hoje está recuperado em 90%.
     
    “A verdade é que sem este medicamento não há esperança com este tipo de câncer”, disse o advogado aposentado, que antes do tratamento sobrevivia em uma cadeira de rodas.
     
    Fonte: Uol Saúde
     
  • ” do ebola

    ” do ebola

    Serra Leoa, Guiné e Libéria teriam prejuízo de quase US$ 1 bilhão com crise.
    Instituição deve doar dinheiro para controlar doença; EUA enviarão tropas.
     
    O impacto econômico do ebola pode ser “catastrófico” nos três países no epicentro da epidemia (Serra Leoa, Guiné e Libéria), e causaria um prejuízo de mais de US$ 800 milhões, advertiu nesta quarta-feira (17) o Banco Mundial.
     
    “Se o vírus continuar se propagando nos três países mais afetados (…) seu impacto econômico pode ser multiplicado por oito, causando um dano catastrófico aos Estados já frágeis”, indica um relatório.
     
    Nesta terça, a instituição aprovou uma doação de US$ 105 milhões para conter a expansão da doença na África Ocidental. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a OMS, 2.461 pessoas morreram pela doença e há 4.985 contaminados.
     
    O financiamento é parte de uma promessa de assistência de US$ 200 milhões que o Banco Mundial aprovou no início de agosto para ajudar Libéria, Serra Leoa e Guiné a conter a epidemia. “O mundo precisa fazer muito mais para reagir à crise do ebola nesses três países”, disse o presidente do BM, Jim Yong Kim, em um comunicado.
     
    A Libéria, país com o maior número de infecções pelo vírus, receberá US$ 52 milhões; Serra Leoa, US$ 28 milhões e a Guiné, US$ 25 milhões.
     
    Ajuda dos Estados Unidos
     
    Ainda nesta terça, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu ao mundo que “aja rapidamente” para conter a epidemia, antes que “centenas de milhares” de pessoas sejam infectadas.
     
    “Esta é uma epidemia que não é apenas uma ameaça à segurança regional, é uma ameaça potencial para a segurança mundial”, advertiu Obama durante un discurso em Atlanta, no qual anunciou o envio de 3 mil militares americanos à África Ocidental.
     
    Além da mobilização militar, os EUA também pretendem criar um centro de comando e controle em Monróvia, capital da Libéria; construir novos centros de tratamento e treinar agentes de saúde
     
    Vírus mortal
     
    O ebola é um dos vírus mais mortais que existem. Ele mata até 90% dos infectados e não há cura ou vacina disponível para uso na população. A doença foi registrada nos primeiros seres humanos em 1976, em Yambuku, uma aldeia na República Democrática do Congo, às margens do Rio Ebola. Desde então, mais de 20 surtos da doenças ocorreram em países da África Central e Ocidental.
     
    O Brasil segue sem casos suspeitos de ebola, segundo o Ministério da Saúde. Os serviços de saúde do país já estão em alerta para identificar pacientes que possam ter tido contato com o vírus. A OMS estuda a fabricação de oito medicamentos e duas vacinas para tratar a doença.
     
    Um problema grave que fomenta a epidemia atualmente é que nos países africanos afetados há hábitos tradicionais como lavar os cadáveres antes do funeral, o que gera um contato capaz de transmitir o ebola.
     
    A OMS já disse publicamente que essas práticas culturais “contribuem fortemente” para a epidemia. Além disso, há muito movimento de pessoas através das fronteiras de Guiné, Libéria e Serra Leoa, o que posssibilitou à epidemia se tornar internacional.
     
    Fonte: G1 Saúde
  • Estudo mostra que exame de urina pode detectar câncer cervical

    Estudo mostra que exame de urina pode detectar câncer cervical

    Levantamento foi realizado com 1.442 mulheres sexualmente ativas.
    Eficácia é maior quando a análise é realizada com a 1ª urina do dia.
     
    Um simples exame de urina pode detectar os vírus do papiloma humano (HPV), responsáveis pelo câncer cervical em grande parte dos casos, somando-se ao já tradicional papanicolau, de acordo com um estudo divulgado nesta quarta-feira (17).
     
    Até 80% das mulheres sexualmente ativas foram infectadas em algum momento de sua vida com os HPV, embora apenas entre 10% e 20% desenvolvam uma infecção persistente que em alguns casos pode evoluir para um câncer cervical.
     
    Nos países desenvolvidos, as mulheres devem realizar exames periódicos papanicolau para prevenir possíveis complicações oncológicas.
     
    Após reunir os resultados de 14 estudos que comparam a eficácia dos exames de urina existentes aos papanicolau, os pesquisadores britânicos chegaram a resultados bastante similares, embora o papanicolau continue sendo um pouco mais preciso, segundo o estudo divulgado no site da revista 'British Medical Journal'.
     
    A sensibilidade desses exames é “moderada” na detecção dos casos positivos e “alta” na dos negativos. A proporção de casos positivos identificados corretamente foi de 73% enquanto a sensibilidade aos casos negativos foi de 98%.
     
    A eficácia é maior quando a análise é realizada com a primeira urina do dia. Os estudos foram realizados com 1.442 mulheres sexualmente ativas.
     
    “A detecção dos HPV na urina é um método não-invasivo, de fácil acesso e mais aceitável para as mulheres”, ressaltam os autores que acreditam que é possível melhorar a detecção em alguns subgrupos de população feminina reticentes em realizar o papanicolau.
     
    Apesar disso, reconhecem que seus resultados deve ser interpretados com prudência devido às variações existentes entre os estudos e a ausência “de um método uniforme de detecção dos HPV na urina”.
     
    No comentário que acompanha o estudo, os pesquisadores de Manchester indicam que os exames de urina podem representar também alternativas “benéficas e baratas” nos países em desenvolvimento com carências em suas infraestruturas de saúde.
     
    Fonte: G1 Saúde
     
  • Vacina de hepatite A passa a ser oferecida em todo o país este mês

    Vacina de hepatite A passa a ser oferecida em todo o país este mês

    Paraná, São Paulo e Roraima eram últimos estados que faltavam.
    Em outros estados, a vacina começou a ser oferecida a partir de julho.
     
    O SUS já está oferecendo a vacina contra o vírus da hepatite A em todo o país. Os três últimos estados que faltavam – São Paulo, Paraná e Roraima – passaram a ter a vacina disponível este mês, de acordo com o Ministério da Saúde.
     
    Em 29 de julho, a pasta tinha anunciado a inclusão da imunização no calendário vacinal. Desde então, os estados passaram a incluir a vacina progressivamente.
     
    A imunização é direcionada a crianças de 1 ano até 1 ano e 11 meses. A meta do ministério é imunizar 95% desse público em um ano, o que totaliza três milhões de crianças.
     
    Com a vacinação contra a hepatite A, o Ministério da Saúde passa a oferecer, de graça, 14 vacinas de rotina no calendário. Ainda segundo o ministério, com a nova vacina, o Brasil passa a ofertar todas recomendadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS)
     
    Hepatite A
     
    A hepatite A é uma doença infecciosa aguda que atinge o fígado. De acordo com a OMS, a cada ano, ocorrem cerca de 1,4 milhão de casos no mundo. Nos países com precárias condições sanitárias e socioeconômicas, a hepatite A apresenta alta incidência.
     
    De acordo com o Ministério da Saúde, a doença é considerada comum no Brasil, área de risco para a hepatite A. Foram 3,2 casos para cada 100 mil habitantes em 2013. De 1999 a 2012, foram 761 mortes.
     
    De 1999 a 2013 foram registrados 151.436 casos de Hepatite A no Brasil. A maioria dos casos se concentra nas regiões Norte e Nordeste do país, que juntas representam 55,8% das confirmações do vírus. De 2% a 7% dos casos apresentam a forma grave da doença, que pode levar à hospitalização e à morte.
     
    A principal forma de contágio da doença é a fecal-oral, por contato entre as pessoas infectadas ou por meio de água e alimentos contaminados.
     
    Fonte: Bem Estar
  • Hipertensão, colesterol alto, cigarro e diabetes aumentam risco cardíaco

    Hipertensão, colesterol alto, cigarro e diabetes aumentam risco cardíaco

    Bem Estar desta segunda-feira (15) deu dicas para proteger o coração.
    A partir dos 40 e 50 anos, chances de problemas são maiores; entenda.
     
    Será que você presta atenção e cuida do seu coração do jeito que devia? No Bem Estar desta segunda-feira (15), os cardiologistas Roberto Kalil e Marcelo Sampaio alertaram que é fundamental proteger a saúde cardíaca e deram dicas para evitar doenças. De acordo com o médico Roberto Kalil, é importante lembrar que a partir dos 40 ou 50 anos, as chances de algum evento cardiovascular aumentam, tanto nos homens como nas mulheres.
     
    Se o paciente fuma, tem hipertensão, colesterol alto, diabetes e obesidade, os riscos podem ser ainda maiores. No caso da pressão alta, o risco sobe em 30%, como alertou o cardiologista Marcelo Sampaio. Geralmente, não há sintomas, mas pode ser que a pessoa sinta dor de cabeça e dor na nuca e na região dos olhos.
     
    O cardiologista Roberto Kalil alerta que é fundamental procurar um médico para tratar a pressão o quanto antes, para diminuir os riscos de problemas, como infarto e derrame cerebral, pro exemplo. Se o paciente for um hipertenso leve, pode ser que apenas uma mudança de hábitos, com atividade física regular e dieta equlibrada, já ajude a melhorar. Em casos mais graves, pode ser que ele precise de medicamentos.
     
    Outro agravante importante para a saúde do coração é o colesterol alto, que pode aumentar em 40% os riscos – nesse caso, o médico pode receitar a estatina, o mais clássico medicamento para quem tem o problema. O cardiologista Roberto Kalil alerta que crianças que têm casos na família devem dosar o colesterol logo na maternidade.
     
    Em relação ao cigarro, o médico Marcelo Sampaio explica que ele é o maior fator de risco evitável. Cerca de 40% dos homens fumam e isso pode lesionar as paredes das artérias, aumentando as chances de diversos problemas cardíacos. A diabetes também pode aumentar o risco, assim como a obesidade – por isso, é fundamental se proteger, com uma rotina regular de atividade física e uma dieta equilibrada e saudável.
     
    Fonte: G1 Saúde