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  • SUS vai oferecer medicamento para sintomas do autismo a partir de 2015

    SUS vai oferecer medicamento para sintomas do autismo a partir de 2015

    Risperidona será oferecido na rede pública ainda no começo do ano.
    Ministério da Saúde estima que 19 mil pessoas serão beneficiadas ao ano.
     
    O Ministério da Saúde vai passar a oferecer a partir de 2015 o medicamento Risperidona, que trata os sintomas do autismo.
     
    Em nota divulgada, a pasta afirma que o remédio auxilia na diminuição das crises de irritação, agressividade e agitação, características comuns em pacientes com a síndrome.
     
    O ministério informou ainda que o remédio estará disponível na rede pública no início do próximo ano, sem precisar data, e estima que 19 mil pacientes serão beneficiados.
     
    O autismo é considerado um distúrbio com um amplo espectro de manifestações, desde as crianças, que têm enormes dificuldades de responder aos estímulos, até pessoas que têm problemas de convívio social, mas são extremamente talentosas em áreas específicas. O cérebro deles funciona de forma única, que ainda é um mistério para a ciência.
     
    A síndrome se instala nos três primeiros anos de vida, quando os neurônios que coordenam a comunicação e os relacionamentos sociais deixam de formar as conexões necessárias. Embora o transtorno seja incurável, quando demora para ser reconhecido, esses neurônios não são estimulados na hora certa e a criança perde a chance de aprender.
     
    Estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS) sugere que 70 milhões de pessoas no mundo tenham autismo. No Brasil, a estimativa é de dois milhões de pessoas.
     
    Fonte: G1 Saúde
  • CURSO DE PRESCRIÇÃO FARMACÊUTICA

    CURSO DE PRESCRIÇÃO FARMACÊUTICA

    CURSO DE PRESCRIÇÃO FARMACÊUTICA
     
    Profa. Dra. Margarete Akemi Kishi 
    Farmacêutica Industrial pela FCF/Araraquara-UNESP, Especialista em Homeopatia pela FCFSP- USPS, Professora de Graduação e Pós Graduação na Universidade Presbiteriana Mackenzie, Professora de Pós Graduação na Universidade Guarulhos, Conselheira Federal Suplente pelo Estado de São Paulo no CFF (mandato 2012-2015) / Coordenadora da Comissão de Práticas Integrativas e Complementares.
     
    CONTEÚDO PROGRAMÁTICO:
     
    Prescrição Farmacêutica (3º MÓDULO)
     
     

    Dia 19/09 – 19:00 às 22:00 hs

    Dia 20/09 – 08:00 às 12:00 e 13:30 às 17:00 hs

     
    Local: Auditório do CRF-AL Maceió
    Inscrições no CRF-AL em Maceió ou pelos telefones: 3338-5018/3338-5474
    Fone: 3338-5018/3338-5474
    Valor: 1kg de alimento não perecível                                                                                              
     
    Alexandre Correia
    Presidente do CRF-AL
  • Ebola já deixou mais de 2.400 mortos na África Ocidental, segundo OMS

    Ebola já deixou mais de 2.400 mortos na África Ocidental, segundo OMS

    De acordo com balanço, ao todo 4.784 pessoas foram infectadas.
    Cuba enviará 165 médicos e enfermeiros a Serra Leoa.
     
    A epidemia de ebola na África Ocidental já matou mais de 2.400 pessoas, de um total de 4.784 casos, segundo um balanço anunciado nesta sexta-feira (12) pela diretora da Organização Mundial da Saúde (OMS), Margaret Chan.
     
    “No dia 12 de setembro, há 4.784 casos” e “mais de 2.400 mortos”, declarou Chan, em uma coletiva de imprensa na sede da OMS, em Genebra, de acordo com a AFP.
     
    Não foi informado, no entanto, se estes números incluem a Nigéria ou se é um balanço dos três países mais afetados: Guiné, Libéria e Serra Leoa.
     
    O balanço anterior publicado na terça-feira pela OMS informava sobre 2.300 mortos de um total de 4.293 casos em toda a África Ocidental.
     
    “Nos três países mais afetados”, o número de casos “aumenta mais rápido que a capacidade para tratá-los”, advertiu nesta sexta-feira Margaret Chan, que pede uma maior mobilização da comunidade internacional. Ela lembrou que já não resta nenhum leito disponível para tratar esses pacientes na Libéria.
     
    A epidemia de ebola que atinge atualmente a África Ocidental é a mais grave já registrada. Outra epidemia de ebola se desenvolve de forma independente em uma área remota do noroeste da República Democrática do Congo, com 32 vítimas mortais em quase um mês.
     
    Cuba envia 165 médicos
     
    Em uma coletiva de imprensa conjunta com Margaret Chan, o ministro da Saúde cubano, Roberto Morales Ojeda, anunciou nesta sexta-feira que seu país enviará 165 médicos e enfermeiros a Serra Leoa durante seis meses para ajudar as autoridades a combater a epidemia de ebola. Trata-se do envio mais importante de especialistas à região, destacou Chan.
     
    “Se vamos para a guerra contra o ebola, precisamos de recursos para lutar”, disse ela, de acordo com a Reuters. “Cuba é mundialmente famosa por sua capacidade de formação de médicos e enfermeiros, por sua generosidade excepcional em ajudar outros países no caminho para o progresso.”
     
    O pessoal cubano incluirá médicos, enfermeiros, epidemiologistas, especialistas em controle de infecção em cuidados intensivos e profissionais de mobilização social. Em uma entrevista à imprensa na sede da OMS, Ojeda disse que os primeiros trabalhadores de seu país começarão a chegar a Serra Leoa no início de outubro.
     
    Fonte: G1 Saúde
  • Sangue tipo AB pode afetar memória na velhice, diz estudo

    Sangue tipo AB pode afetar memória na velhice, diz estudo

    Pessoas com sangue tipo AB são mais propensas a desenvolver perda de memória ao envelhecer do que aquelas com outros tipos sanguíneos, de acordo com estudo publicado na última quarta-feira (10). no periódico on-line Neurology, jornal médico da Academia Americana de Neurologia.
     
    Segundo a pesquisa, quem tem sangue tipo AB é 82% mais propenso a desenvolver problemas de memória e distorções de pensamento (que podem levar a demência), quando comparados às pessoas com outros tipos sanguíneos
     
    O tipo de sangue AB é o mais incomum entre a população. No Brasil, 3% das pessoas possuem este tipo sanguíneo.
     
    A análise contou com o acompanhamento de mais de 30 mil pacientes durante uma média de 3,4 anos. Desses, 495 que não tinham problemas com memória, ou a falta dela, no início do procedimento passaram a desenvolver alguma doença mental até o fim do estudo. A maioria deles possuía sangue AB.
     
    Os pesquisadores também analisaram os níveis sanguíneos do que eles chamaram de fator VIII, uma proteína que ajuda o sangue a coagular. Altos níveis desse fator estão relacionados ao maior risco de comprometimento cognitivo e demência. No fim do estudo, 24% dos pacientes com altos níveis da proteína foram mais propensos as confusões mentais do que os que continham baixos níveis. Pessoas com sangue AB tinham, em média, um nível mais elevo de fator VIII do que pessoas com outros tipos sanguíneos. 
     
    Fonte: UOL Saúde
  • Pais precisam prestar atenção aos sinais de perda auditiva nas crianças

    Pais precisam prestar atenção aos sinais de perda auditiva nas crianças

    Volume alto da televisão e dificuldade de aprendizado ou fala são exemplos.
    Bem Estar desta quinta-feira (11) deu dicas de cuidados com a audição.
     
    Nem sempre é fácil identificar problemas de saúde em crianças, mas é importante que os pais prestem atenção em alguns sinais. Se os filhos escutam a televisão no volume alto, estão com dificuldade de aprendizado, falam muito alto ou não respondem ao serem chamados, por exemplo, isso pode ser um indício de perda de audição, como explicou a pediatra Ana Escobar no Bem Estar desta quinta-feira (11). No caso dos bebês menores, a dica é observar se há demora na fala – o ideal é que eles comecem a falar por volta dos 2 anos e, se isso não acontecer, é bom investigar se há algo errado com o ouvido.
     
    É muito comum também que as crianças tenham mais infecções no ouvido do que os adultos, porque a tuba auditiva ainda não está totalmente desenvolvida, o que facilita o acúmulo de secreção, como mostrou a pediatra.
     
    Uma das mais recorrentes é a otite, uma inflamação que causa muita dor e uma sensação de pressão no ouvido. Nesse caso, a criança pode ter dificuldade para escutar e, por isso, os pais precisam ficar atentos. Em algumas situações, pode ser até que seja preciso fazer uma pequena cirurgia, como mostrou a reportagem do Giliardy Freitas, do interior de São Paulo
     
    É importante ressaltar ainda que os pais devem monitorar o uso de fones de ouvidos e deixar o volume sempre pela metade, para evitar danos irreversíveis à audição. Já os aparelhos eletrônicos, como computadores e celulares, por exemplo, devem ser usados pelas crianças apenas 2 horas por dia. No caso do celular, a otorrinolaringologista Tanit Sanchez alerta que pode existir um risco de dano à audição, não pelo som do aparelho, mas pela radiação emitida por ele.
     
    Essa radiação, emitida enquanto o aparelho está ligado e com sinal, pode afetar a parte interna do ouvido, principalmente em pessoas que têm maior sensibilidade nos ouvidos. No entanto, a associação responsável pelos aparelhos móveis explica que todos os celulares são testados e emitem uma radiação dentro do nível de segurança recomendado pela OMS. Há uma recomendação, porém, de utilizar apenas produtos originais e testados, e evitar a compra de aparelhos falsos, que podem oferecer riscos.
     
    Fonte: Bem Estar
  • Estudo relaciona uso de maconha ao fracasso de adolescentes na escola

    Estudo relaciona uso de maconha ao fracasso de adolescentes na escola

    Menores de 17 anos têm risco 60% maior de não terminar ensino médio.
    Pesquisa foi publicada esta semana na revista científica 'The Lancet'.
     
    Os adolescentes que fumam regularmente maconha estão muito mais expostos ao fracasso escolar que os outros, segundo os resultados de um estudo publicados nesta quarta-feira na revista médica “The Lancet Psychiatry”. Os adolescentes de menos de 17 anos que fumam maconha todos os dias correm 60% a mais de riscos de não concluir o ensino médio do que aqueles que nunca fumaram a substância.
    Além disso, aqueles que fumam diariamente têm sete vezes mais riscos de uma tentativa de cometer suicídio e oito vezes mais riscos de utilizar outras drogas posteriormente, destaca o estudo.
     
    “Estes resultados aparecem no momento oportuno, já que vários estados americanos e países da América Latina tomaram o caminho da descriminalização da maconha, o que poderia tornar mais fácil para os jovens o acesso a esta droga”, afirmou Richard Mattick, da Universidade de Nova Gales do Sul (Austrália), um dos autores da pesquisa.
     
    A maconha é a droga ilegal mais consumida no mundo. Estatísticas recentes indicam que em alguns países os jovens começam a usar a substância cada vez mais cedo. O estudo publicado na revista “The Lancet” tem como base dados obtidos por três pesquisas entre jovens da Austrália e Nova Zelândia.
     
    Os cientistas tentaram traçar um paralelo da frequência do consumo de maconha entre os jovens com menos de 17 anos e seus comportamentos na vida posteriormente. Os critérios usados foram o êxito escolar, o uso de drogas ilegais, dependência da maconha, a depressão e as tentativas de suicídio.
     
    Uma relação “clara e consistente” foi encontrada entre a frequência da utilização da maconha antes dos 17 anos e a maioria dos critérios citados, destaca a “Lancet”.
     
    Para o doutor Edmund Silins, outro autor do estudo, os resultados demonstram “de maneira evidente” que a luta contra o consumo precoce da maconha entre os jovens representa “importantes benefícios em termos sociais e de saúde”.
     
    Fonte: G1 Saúde
  • Anvisa recua e remédio equivalente não será mais barato

    Anvisa recua e remédio equivalente não será mais barato

    Diante das críticas do setor, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recuou e modificou a proposta de regras para equivalentes, remédios que, a exemplo do que já ocorre hoje com genéricos, poderão ser comprados no lugar de medicamentos de referência, mesmo quando isso não está indicado na receita.
     
    Em vez de uma embalagem própria, exibindo letras EQ e preços mais baixos, como havia sido proposto na versão original, os remédios que passarão a ser classificados nessa categoria (hoje similares) devem manter a embalagem original.
     
    A indicação da nova classificação, com o símbolo, virá apenas na bula. E não haverá alteração de preços. Quando a proposta foi lançada, em janeiro, a ideia era que equivalentes custassem 35% a menos do que os remédios de referência.
     
    A minuta da proposta foi apresentada ao ministro da Saúde, Arthur Chioro, e a representantes de produtores de medicamentos e deve ser votada pela Anvisa no dia 25.
     
    Fonte: O Estado de S.Paulo
  • Pacientes com ebola sem força para ficar de pé são barrados em hospital

    Pacientes com ebola sem força para ficar de pé são barrados em hospital

    Sem leitos disponíveis, centros na Libéria estão recusando novos pacientes; ministro da Defesa diz que surto da doença é 'ameaça séria' à existência do país.
     
    O sistema médico da Libéria está à beira do colapso devido o surto do ebola, e pacientes contaminados estão sendo barrados em hospitais sem leitos disponíveis.
     
    Em um centro médico, pessoas infectadas, sem forças nem para ficar de pé, deitam no chão diante do portão à espera de atendimento, numa cena que se repete pelo país.
     
    A Libéria é o país mais atingido pelo surto do ebola que já matou mais de 2,2 mil pessoas na África Ocidental. A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou que milhares de outros casos poderão ser registrados no país.
     
    O ministro da Defesa, Brownie Samukai, disse que o vírus “se espalha como fogo” e que o sistema de saúde está sobrecarregado.
     
    “A Libéria está enfrentando uma ameaça séria à sua existência nacional. O mortal vírus do ebola tem prejudicado o funcionamento normal do nosso Estado”, disse ele ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU).
     
    Segundo ele, o ebola está “devorando tudo o que está em seu caminho” na Libéria, e o país não possui infraestrutura, capacidade logística, conhecimento profissional ou recursos ficanceiros para atacar a doença.
     
    A OMS disse que, ao contrário de outros países afetados pelo surto, as medidas para conter o vírus na Libéria não estão tendo o efeito esperado. Os motivos são incertos, mas especialistas dizem que podem incluir as práticas de enterro, que incluem tocar o corpo e realizar uma refeição perto dele.
     
    Com a falta de leitos nos hospitais – especialmente na capital, Monróvia -, muitos pacientes estão voltando para casa, o que também poderia estar contribuindo para a disseminação do vírus.
     
    Fonte: G1 Saúde
     
  • Estudo sugere relação entre soníferos e risco de Alzheimer

    Estudo sugere relação entre soníferos e risco de Alzheimer

    Alerta é para uso excessivo de remédios da família das benzodiazepinas.
    Consumo por mais de 3 meses aumentaria risco de ter a doença em 51%.
     
    A utilização de certos soníferos e tranquilizantes da família das benzodiazepinas por longos períodos pode aumentar sensivelmente o risco de se desenvolver Alzheimer, revela um estudo franco-canadense publicado nesta quarta-feira (10).
     
    Durante seis anos, os pesquisadores analisaram 1.796 casos de Alzheimer reportados em um programa canadense de assistência médica e compararam os dados com informações de 7 mil pessoas do mesmo sexo e idade, mas com boa saúde.
     
    No estudo, publicado no site do “British Medical Journal” (thebmj.com), os pesquisadores concluíram que o consumo de benzodiazepinas durante mais de três meses está associado a um risco 51% maior de desenvolver a doença.
     
    Os autores do estudo, entre os quais pesquisadores do francês Instituto Nacional de Saúde e Pesquisa Médica (INSERM) e da Universidade de Montreal, destacaram que os resultados “reforçam a suspeita de um vínculo direto”.
     
    Remédio para ansiedade
     
    As benzodiazepinas constituem “incontestavelmente ferramentas preciosas para tratar ansiedade e insônia temporárias”, mas os tratamentos devem ser de curta duração e “não superar os três meses”, destacam os especialistas.
     
    Os resultados do estudo vão na mesma direção das advertências lançadas pelas autoridades de saúde de vários países sobre a utilização de benzodiazepinas, especialmente em pessoas mais velhas, devido aos efeitos secundários de ordem cognitiva.
     
    Segundo a agência francesa de segurança de medicamentos (ANSM), 11,5 milhões de franceses consumiram ao menos uma vez a benzodiazepina no ano de 2012, entre os quais 7 milhões por ansiedade e 4,2 milhões transtornos do sono.
     
    Os consumidores tinham, em média, 56 anos e quase 2/3 eram mulheres. Entre o grupo feminino, um terço estava acima dos 65 anos.
     
    Fonte: Bem Estar
     
  • Saiba como a vacina contra o HPV age e as reações que pode provocar

    Saiba como a vacina contra o HPV age e as reações que pode provocar

    Segundo médicos, vacina é segura e reações mais comuns são leves.
    Garotas relataram sintomas após vacina, mas já passam bem.
     
    A vacina contra HPV, que passou a ser oferecida este ano pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para meninas de 11 a 13 anos, é segura para as adolescentes. Segundo pesquisas feitas em países que adotam a imunização há mais tempo e especialistas ouvidos pelo G1, os riscos de ocorrerem eventos adversos são parecidos com os de outras vacinas que já fazem parte do calendário vacinal.
     
    O caso de 11 garotas de Bertioga que foram levadas ao hospital depois de receberem a segunda dose da vacina contra HPV na escola, na quarta-feira passada (4), suscitou preocupações em relação à segurança da vacina entre os pais de adolescentes.
     
    A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo afirmou que as meninas já estão bem e descartou qualquer relação entre os sintomas e a vacina aplicada. As jovens relataram dores no corpo, na cabeça e tremores. Três delas afirmaram que não sentiam as pernas e que tinham dificuldades para andar. Elas permanecem em observação, mas já se sentem melhor e não apresentam mais os sintomas.
     
     
    “Para a vacina ser registrada e liberada no país, o produtor tem que demonstrar com estudos padronizados que ela é segura e eficaz. Mesmo quando ela já está em uso, todos os efeitos potencialmente relacionados à vacina são avaliados e registrados”, diz o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa. Veja algumas perguntas e respostas sobre a segurança da vacina contra HPV:
     
    O que pode acontecer com quem toma a vacina?
     
    De acordo com o médico Renato Kfouri, presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), os eventos adversos mais comuns relacionados à vacina de HPV são dor, inchaço e vermelhidão no local da aplicação.  Febre, mal estar e dor de cabeça também são reações relatadas por parte dos vacinados. Podem ocorrer ainda desmaios nos primeiros 15 minutos após a vacinação. Segundo os especialistas, essas reações são benignas, sem gravidade e não deixam sequelas.
     
    Nos Estados Unidos, que desde 2006 já distribuiu cerca de 67 milhões de doses da vacina quadrivalente contra HPV, um estudo de segurança divulgado em agosto apontou que a proporção de eventos adversos entre os que receberam a vacina e entre o grupo controle, que recebeu apenas uma solução salina, foi similar.
     
    Por que alguns adolescentes desmaiam?
     
    Kfouri esclarece que os desmaios não são reações específicas à vacina de HPV e que estão relacionados a fatores emocionais. “Trata-se de uma população de adolescentes e parte deles desmaiaria ao tomar qualquer outra vacina ou medicação injetável.” Por causa da possibilidade de desmaios, é recomendado que os jovens sejam vacinados sentados e que permaneçam em observação por 15 minutos.
     
    O secretário Jarbas Barbosa cita que, quando a vacinação contra HPV foi lançada nos Estados Unidos, foi observado um fenômeno de desmaios em série. “Quando se vacinava em uma escola, se tinha um desmaio, aconteciam 5 ou 6 desmaios na mesma escola. Em outras, não ocorria nenhum desmaio”, diz Barbosa. Ele cita que ver um colega desmaiando deixa os colegas tensos e ansiosos e mais propensos à ocorrência.
     
    Ela pode provocar dormência e paralisia nos membros?
     
    A vacina não está relacionada a sintomas como dormência e paralisia dos membros, relatados pelo grupo de jovens de Bertioga. De acordo com a médica Marta Heloísa Lopes, professora do Departamento de Moléstias Infecciosas da Faculdade de Medicina da USP e membro da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), trata-se de uma vacina desenvolvida por engenharia genética, que tem apenas a superfície do vírus HPV. “Mesmo se tivesse o vírus inteiro, ele não seria capaz de provocar problemas no sistema nervoso central”, diz a médica.
     
    De acordo com Barbosa, na medida em que exames revelaram que não havia nenhum déficit motor ou neurológico nas jovens de Bertioga, o mais provável é que os sintomas relatados por elas tenham causas emocionais. “O adolescente tem uma labilidade emocional maior, são mais sugestionáveis e reagem com mais intensidade”, disse o secretário. “Realmente foi uma reação mais emocional, psicossomática, o que não é incomum. Mesmo em adultos isso pode acontecer.”
     
    O fato de os sintomas terem aparecido em pessoas da mesma escola também é um sinal de que o problema não é especificamente da vacina, já que o mesmo lote do produto foi distribuído em várias outras regiões do país em que não houve relatos de problemas semelhantes. “Quando ocorre um caso em um lugar e outro em um outro lugar distante, a gente deve ficar mais atento. É estranho que eventos raros aconteçam em um lugar só”, diz Marta.
     
    Para que serve a vacina?
     
    Kfouri explica que a vacina distribuída no SUS é quadrivalente, ou seja, protege contra quatro tipos de HPV: o 6, o 11, o 16 e o 18. Dois deles (o 6 e o 11), estão relacionados com o aparecimento de 90% das verrugas genitais. Os outros dois (o 16 e o 18) estão relacionados com 70% dos casos de câncer de colo de útero.
     
    “O uso da vacina de HPV em saúde pública é recomendado porque o câncer de colo de útero é uma causa importante de morte entre as mulheres”, diz Barbosa. Além da vacina, a prevenção contra esse tipo de câncer também continua envolvendo o exame Papanicolau, que identifica possíveis lesões precursoras do câncer que, tratadas precocemente, evitam o desenvolvimento da doença.
     
    “Existe uma expectativa muito grande de que a combinação de vacinação do HPV com o teste preventivo, o Papanicolau a partir dos 25 anos, permita que a geração que hoje tem de 11 a 13 anos seja a primeira geração em que o câncer de colo de útero seja eliminado como causa de morte entre as mulheres”, observa Barbosa.
     
    Fonte: Bem Estar