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  • Pré-diabetes aumenta risco de ter diferentes tipos de câncer, diz estudo

    Pré-diabetes aumenta risco de ter diferentes tipos de câncer, diz estudo

    Pessoas com nível elevado de açúcar no sangue, consideradas pré-diabéticas, correm mais risco de desenvolver câncer de mama, estômago, fígado e endométrio do que pessoas sem essa condição de saúde, segundo um estudo chinês divulgado no periódico “Diabetologia” nesta terça-feira (9).
     
    Tais evidências foram colhidas após análise de 16 pesquisas sobre diabetes –quatro da Ásia, 11 dos Estados Unidos e da Europa, e uma da África– que envolveram a participação de quase 900 mil pessoas. A partir delas, pesquisadores da Sun Yat-sen University Cancer Center, em Guangzhou, verificaram o risco da glicemia alta com vários tipos de câncer.
     
    O diabetes é uma doença que se caracteriza pela deficiência na produção ou ação da insulina, que provoca o aumento do nível de açúcar no sangue. Embora o pré-diabético tenha excesso de açúcar no sangue, ele não tem a doença.
     
    Segundo o estudo, o risco de desenvolver câncer mostrou-se 15% maior entre pré-diabéticos. Entre as pessoas pré-diabéticas com sobrepeso ou obesidade, o risco saltou para 22%.
     
    Ainda segundo o estudo, os pré-diabéticos mostraram-se duas vezes mais propensos a desenvolver câncer de fígado, 60% mais propensos a desenvolver câncer endometrial e 50% mais propensos a desenvolver câncer de estômago ou cólon, que pessoas com glicemia considerada adequada. O alto nível de açúcar no sangue também foi ligado a um risco 20% maior de desenvolver câncer de mama, de acordo com o estudo.
     
    A resistência à insulina é uma das causas que pode explicar o risco, já que o quadro pode resultar na secreção de proteínas semelhantes as da insulina, que podem promover o crescimento de células cancerosas, segundo o estudo.
     
    A pesquisa leva em conta também características genéticas que fazem algumas pessoas serem mais propensas a desenvolver tanto o pré-diabetes como um câncer.
     
    Manter uma dieta saudável e fazer exercícios regularmente ajudam a reduzir o risco de progressão para o diabetes e mesmo o controle da doença.
     
    Para os diabéticos, são indicados tratamentos que incluem o aumento da atividade física e mudança da dieta, aliados à administração da insulina e de medicamentos orais para reduzir os níveis de açúcar no sangue. 
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Bullying de irmão na infância aumenta risco de depressão em adultos

    Bullying de irmão na infância aumenta risco de depressão em adultos

    Segundo estudo, meninas tem mais propensão a ser vítimas; irmão mais velho normalmente é culpado.
     
    Sofrer bullying de forma repetitiva por um irmão pode levar à depressão na vida adulta, revelou um novo estudo. Pesquisadores britânicos entrevistaram cerca de 7 mil crianças de 12 anos sobre se já haviam sido vítimas de xingamentos, agressões ou calúnias por parte de seus irmãos. O grupo foi acompanhado até completar 18 anos quando foram, então, questionados sobre sua saúde mental.
     
    Segundo especialistas, os pais têm de tratar a rivalidade entre irmãos para evitar excessos. Pesquisas anteriores já haviam sugerido que vítimas de bullying de colegas são mais suscetíveis à depressão, ansiedade e auto-mutilação.
     
    O novo estudo, no entanto, diz ter sido o primeiro a associar o impacto do bullying praticado por irmãos durante a infância a problemas psiquiátricos no início da fase adulta.
     
    Pesquisadores das Universidades de Oxford, Warwick, Bristol e College London enviaram questionários a milhares de famílias com crianças de 12 anos de idade em 2003-2004.
     
    Ao final de um período de seis anos, eles avaliaram o estado mental dos entrevistados.
     
    No caso de famílias com mais de um filho, as crianças tinham de responder sobre se foram vítimas de bullying por seus irmãos. O questionário dizia: “Isso [bullying] acontece quando teu irmão ou tua irmã tenta te chatear dizendo coisas desagradáveis e dolorosas, ou te ignora completamente quando está diante dos amigos dele(a); te bate, te chuta, te empurra ou te persegue, conta mentiras ou inventa boatos sobre tua vida.”
     
    Probabilidade
     
    A maioria das crianças afirmou não ter sido vítima de bullying. Desse total, aos 18 anos, 6,4% tinha algum tipo de depressão, 9,3% sofria ansiedade e 7,6% já haviam se automutilado no ano anterior à pesquisa.
     
    Já as 786 crianças que afirmaram ter sofrido bullying por seus irmãos várias vezes durante a semana apresentaram o dobro das taxas das outras crianças. Nesse grupo, 12,3% tinham algum tipo de depressão, 14% haviam se automutilado e 16% diziam sofrer de ansiedade.
     
    As meninas tinham maior propensão a ser vítimas de bullying do que os meninos, sobretudo em famílias onde havia três ou mais crianças. Ainda de acordo com a pesquisa, os irmãos mais velhos normalmente eram os culpados pelos episódios de bullying.
     
    Em média, as vítimas afirmaram que o bullying entre irmãos tinha começado aos oito anos.
     
    Excessos
     
    Responsável pela pesquisa, Lucy Bowes, da Universidade de Oxford, afirmou que, embora os pesquisadores não tenham podido concluir que o bullying entre irmãos causa depressão, o resultado foi significativo. “Temos de mudar nossa postura quanto a esse problema. Se isso [bullying] ocorre na escola, haverá desdobramentos para o indivíduo durante a vida adulta”.
     
    “Tal comportamento pode causar um dano a longo prazo. Precisamos fazer mais pesquisas, mas os pais também precisam ouvir mais seus filhos”.
     
    “Não estamos falando de nenhum tipo de brincadeira que normalmente se restringe ao círculo familiar, mas incidentes que se repetem várias vezes durante a semana, nos quais as vítimas são ignoradas pelos irmãos ou submetidas a abusos verbais e até mesmo violência física”.
     
    Fonte: G1 Saúde
  • Médicos lançam site sobre sintomas, tratamentos e prevenção do câncer

    Médicos lançam site sobre sintomas, tratamentos e prevenção do câncer

    Página reúne informações sobre mais de 20 tipos de câncer.
    Site foi criado para ser fonte de informação confiável sobre câncer na rede.
     
    Foi com o objetivo de criar uma fonte confiável de informações sobre câncer para a população geral que os médicos Fernando Cotait Maluf, Antonio Carlos Buzaid e Drauzio Varella se uniram para desenvolver o projeto “Vencer o câncer”. A parceria resultou em um livro e em um site, onde o leitor pode acessar textos, vídeos e ilustrações em linguagem simples e clara sobre sintomas, tratamentos e formas de prevenção.
     
    De acordo com Buzaid, uma das motivações para o projeto foi constatar que muitas pessoas buscam informações sobre câncer em fontes não confiáveis na internet, o que pode leva-las a tomar decisões erradas sobre sua doença ou a passar por um sofrimento desnecessário.
     
    “Isso é muito comum porque a internet não tem filtro e nem sempre quem escreve é um especialista”, completa Maluf. “O contato com informações erradas pode trazer angústia, depressão e abandono do tratamento com prejuízo do prognóstico.”
     
    Drauzio Varella acrescenta que o excesso de informações sobre câncer disponíveis na rede deixa os pacientes confusos e inseguros. “O que acontece com as pessoas que têm câncer é que elas recebem uma quantidade absurda de informações. Os doentes ficam completamente perdidos. O risco é exatamente esse: a informação que não passa por nenhum crivo e que cai na rede se espalha feito um vírus.”
     
    No site “Vencer o câncer”, o internauta pode acessar informações sobre mais de 20 tipos de câncer. Para cada um, constam as informações sobre quais são os fatores de risco, as formas de prevenção, como se manifestam os sintomas, como é feito o diagnóstico, se há risco de recaída e no que consiste o tratamento.
     
    A ideia, segundo Maluf, é que não só o paciente com câncer e seus familiares tenham uma fonte confiável para se informar, mas também a população saudável possa se orientar sobre as formas de se prevenir. “O site foi desenhado para ser uma fonte de informação para pessoas saudáveis diminuírem o risco de câncer. A ideia é democratizar informação de alta qualidade de especialistas na área”, observa o oncologista.
     
    Desde 2010
     
    Buzaid conta que o projeto começou a ser desenvolvido em 2010. Os textos foram escritos por ele e por Maluf. “Drauzio, que é mestre das palavras, fez a grande obra de transpor o texto para um linguajar bem mais acessível.”
     
    O próximos passo do projeto, segundo Maluf, é passar a contar com profissionais da saúde voluntários e até advogados para esclarecer dúvidas dos internautas relacionadas a câncer.
     
    Para Drauzio, o projeto reflete uma mudança no perfil do paciente com câncer. Se no passado os pacientes não queriam conhecer a verdade sobre o câncer e encaravam a doença quase como uma sentença de morte, hoje, com o aumento das opções de tratamento, as pessoas querem saber tudo sobre o tema. “Com o acesso à informação, todos querem ter certeza de que estão fazendo o melhor tratamento”, diz.
     
    Fonte: Bem Estar
     
  • Ebola vai infectar mais milhares de pessoas na Libéria, diz OMS

    Ebola vai infectar mais milhares de pessoas na Libéria, diz OMS

    Os meios convencionais para controlar a epidemia de ebola não estão funcionando e o vírus está se espalhando rapidamente na Libéria, onde muitos milhares de novos casos são esperados nas próximas três semanas, segundo informou a Organização Mundial da Saúde (OMS).
     
    “A transmissão do vírus do ebola na Libéria já é intensa e o número de novos casos está crescendo de forma exponencial”, diz o comunicado da OMS divulgado nesta segunda-feira.
     
    A organização observou que motocicletas e táxis são “uma grande fonte potencial de transmissão do vírus” porque eles não são desinfetados na Libéria, onde as medidas convencionais de controle da doença “não estão tendo o impacto adequado”.
     
    Segundo a OMS, é preciso intensificar os esforços contra o ebola em três ou quatro vezes na Libéria e outros países da África ocidental que combatem a epidemia.
     
    Quatorze dos 15 estados da Libéria reportaram casos confirmados de ebola, segundo a OMS. No estado de Montserrado, que inclui a capital Monrovia, são necessários 1 mil leitos para tratar de pacientes com ebola, mas apenas 240 leitos estão disponíveis, o que faz com muitas pessoas sejam recusadas nos centros de tratamento.
     
    “Assim que um novo centro de tratamento de ebola é aberto, ele é imediatamente inundado de pacientes, o que aponta para um grande número de casos que antes era invisível”, segundo a OMS. “Quando os pacientes são recusados… eles não têm escolha a não ser retornar as suas comunidades e residências, onde eles vão inevitavelmente infectar outras pessoas.” Até sexta-feira, 1.871 pessoas na Libéria tinham sido infectadas pelo vírus do ebola, dos quais 1.089 morreram, de acordo com a OMS. Guiné, Libéria e Serra Leoa contabilizam 3.944 casos, com 2.097 mortos. A Nigéria tem 18 casos registrados e sete mortes, enquanto Senegal reportou um caso fatal.
     
    Fonte: Portal Valor Econômico
  • Viagra para o cérebro

    Viagra para o cérebro

    Imagine tomar uma pílula e ser capaz de estudar a noite inteira, sem sentir sono nem se distrair. Ou, com outra pílula, tornar-se mais criativo e destacar- se entre os colegas de trabalho. Pois é exatamente isso que uma nova geração de suplementos, disponível nos Estados Unidos, promete: um atalho para o sucesso ao turbinar a memória, afiar o raciocínio e aprimorar a capacidade de atenção. Entre quem usou e resolveu contar a experiência na internet, as pílulas ganharam o apelido de “Viagra cerebral”, uma referência ao medicamento que revolucionou o mercado ao tratar a impotência sexual masculina. Os ingredientes que prometem prodígios cerebrais são velhos conhecidos da indústria farmacêutica: vitaminas e estimulantes naturais como a cafeína. Agora, combinações dessas substâncias foram agrupadas em cápsulas, produzidas por pequenas empresas, interessadas no apetite de estudantes e jovens profissionais por soluções miraculosas. Faltam estudos sobre a eficácia dessas combinações. E, mais grave, sobre seus possíveis efeitos colaterais. Vale a pena assumir o risco e apostar nas pílulas da inteligência?
     
    Nos EUA, esse tipo de suplemento virou uma febre. Em dezenas de vídeos na internet, usuários relatam sua experiência com alguns dos produtos. Discutem as vantagens de cada uma das combinações com o mesmo entusiasmo e dedicação com que halterofilistas falam de novos produtos para aumentar os músculos. “São fisiculturistas do cérebro”, diz o pesquisador Sean Duke, da Universidade Trinity, na Irlanda. “Eles querem aumentar as capacidades mentais como os halterofilistas desejam melhorar o corpo.”
     
    A mais nova sensação desse universo anabolizado é um suplemento chamado OptiMind, lançado em junho. Ele foi criado pelos americanos Lucas Siegel,de 23 anos, e Timothy West, de 21, depois da morte de um amigo de faculdade deles. O amigo usara uma quantidade excessiva de medicamentos tarja preta para afastar o cansaço e aumentar a concentração. “Essa experiência trágica nos inspirou a criar um produto seguro, que ajudasse os estudantes a manter a concentração sem se preocupar com riscos para a saúde”, diz West. Ele trabalha como chefe de vendas da empresa AlternaScript, que produz o OptiMind. O produto mistura estimulantes, vitaminas e moléculas de proteína. Promete aumentar a disposição física e aprimorar a memória e a concentração. West diz tomar dois comprimidos por dia. Jura que não há perigo para a saúde. Na internet, alguns usuários se queixam de leves dores de cabeça.
     
    O OptiMind não é o único suplemento desse tipo no mercado. Nos EUA, há pelo menos 20 produtos à venda pela internet. O AlphaBrain, produzido pela empresa Onnit, é popular entre jogadores de pôquer, para aprimorar o foco e diminuir o estresse. Cada pílula contém 11 substâncias. Os fabricantes estão de olho num público que já buscava esses efeitos, mas tinha de recorrer ao uso ilegal de remédios controlados. Algumas das substâncias favoritas desse público eram drogas para o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). Pessoas com esse diagnóstico costumam ser desatentas, inquietas e impulsivas. Os remédios, prescritos por médicos, são usados para manter esses sintomas sob controle. Sem receita, eles são usados por pessoas saudáveis que querem melhorar sua capacidade de concentração – ainda que não haja nenhum consenso médico atestando que são eficazes nessa situação. As drogas costumam ser vendidas clandestinamente, pela internet, por pessoas que conseguiram uma receita ou o remédio com amigos. Há quem tente enganar o médico. “Precisamos ficar atentos com pessoas que simulam os sintomas para conseguir uma receita”, diz o psiquiatra paulistano Mario Louzã. É exatamente nesse nicho que os novos suplementos fazem sucesso. Os entusiastas não precisam recorrer a estratégias ilegais para ter acesso às drogas que procuram. Nos EUA, os novos coquetéis podem ser comprados livremente na internet, sem receita, porque foram considerados como “suplementos alimentares”- não remédios – pela agência que regula medicamentos, a FDA.
     
    A venda sem receita não significa que as novas fórmulas sejam isentas de riscos. Faltam estudos para provar sua segurança. “É possível que, no futuro, pesquisas sugiram que esses suplementos podem causar algum grau de dependência, como já aconteceu com a nicotina e com a cafeína”, afirma o pesquisador Mitul Mehta, do King`s College, em Londres. Outra possibilidade é que as fórmulas prejudiquem áreas do cérebro ligadas a outras funções. Pode ser um risco muito grande, considerando que os efeitos desejados pelos consumidores também não foram comprovados cientificamente. “Há a possibilidade de que a melhora do rendimento seja apenas autossugestão”, afirma a psicóloga Denise Barros. Ela estudou substâncias que agem sobre o cérebro em seu doutorado na Universidade Estadual do Rio de Janeiro.
     
    Os brasileiros entusiasmados com os novos suplementos devem conter a empolgação. Eles podem até ser importados de outros países, mas apenas para uso pessoal. Não podem ser distribuídos comercialmente no Brasil. Para isso, precisam ser aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Por ora, não há nenhum pedido de fabricantes ou importadores para regulamentar os produtos no país. O jeito é confiar na velha fórmula da inteligência: alimentação equilibrada, sono em dia e muita dedicação para estudar. Costuma dar trabalho, mas é infalível.
     
    Fonte: Época
  • Grupo francês confirma segundo implante de coração artificial

    Grupo francês confirma segundo implante de coração artificial

    Paciente era da cidade de Nantes.
    Primeira operação deste tipo ocorreu no dia 18 de dezembro de 2013.
     
    O grupo francês Carmat anunciou nesta segunda-feira (8) o implante em um paciente de um coração artificial, o segundo realizado na França, confirmando informações da imprensa na semana passada.
     
    Segundo os meios de comunicação, cirurgiões franceses realizaram o implante de um coração artificial Carmat, uma bioprótese de alta tecnologia, em um paciente da cidade de Nantes (oeste). Uma primeira operação similar ocorreu no fim de 2013 em Paris.
     
    'Carmat (…) confirma hoje ter realizado a metade do teste de factibilidade de sua bioprótese cardíaca', indica o grupo em um comunicado, sem fornecer mais informações sobre o implante.
     
    'Os critérios de êxito supõem – entre outros – a sobrevivência 30 dias depois do implante e a recuperação funcional de órgãos vitais', acrescenta.O Carmat indica que dois novos pacientes serão selecionados para futuros testes.
     
    A primeira operação deste tipo ocorreu no dia 18 de dezembro de 2013 em um hospital de Paris. O paciente, Claude Dany, um homem de 76 anos que sofria de uma grave insuficiência cardíaca, faleceu 75 dias depois da operação devido a uma falha técnica da prótese.
     
    Segundo o jornal Libération, esta segunda operação foi realizada pela equipe do professor Daniel Duveau, que participou da primeira cirurgia.
     
    Fonte: G1 Saúde
     
  • OMS escolhe dez tratamentos experimentais para tratar o ebola

    OMS escolhe dez tratamentos experimentais para tratar o ebola

    Organização Mundial da Saúde pediu a empresas que agilizem pesquisas.
    Ebola já matou mais de 1.900 na África; número de contaminados pode subir.
     
    A Organização Mundial da Saúde (OMS) pediu durante encontro com especialistas em Genebra, que termina nesta sexta-feira (5), que as empresas farmacêuticas e as agências reguladoras trabalhem juntas para acelerar o desenvolvimento de drogas e vacinas seguras e eficazes contra o Ebola.
     
    Dez tratamentos experimentais –oito drogas e “duas candidatas promissoras a vacinas”– mostraram potencial contra o vírus, mas continuam sob investigação, informou a OMS em um documento divulgado na cúpula, que teve início nesta quinta.
     
    Entre eles está a droga anticorpos ZMapp, fabricada pela norte-americana Mapp Biopharmaceutical Inc., que foi ministrada a vários pacientes do Ebola por “razões humanitárias”, mas cuja eficácia clínica “ainda é incerta”, disse a entidade. “Os esforços para aumentar a produção (do ZMapp) podem gerar suprimentos potenciais de algumas poucas centenas de doses até o final de 2014”.
     
    As provas da eficácia dos medicamentos e vacinas “são sugestivas, mas não se baseiam em dados científicos consistentes vindos de testes clínicos”, declarou a OMS. Os estoques atuais de todos os medicamentos experimentais são extremamente limitados ou já acabaram.
     
    Mais afetados nos próximos meses
     
    A doença virulenta, que já matou pelo menos 1.900 pessoas no oeste da África desde março, pode afetar 20 mil pessoas até ser contida, nos próximos seis a nove meses, segundo a OMS.
     
    “Acelerar o desenvolvimento de terapias e vacinas experimentais ou não aprovadas contra a doença do vírus do Ebola exige um esforço conjunto dos desenvolvedores de produtos e das agências reguladoras, em cooperação com a OMS”, afirma o documento da entidade.
     
    As decisões sobre que produtos devem ter seu desenvolvimento acelerado devem ser transparentes e envolver os países do oeste africano afetados pela epidemia, informou a OMS.
     
    Fonte: G1 Saúde
  • ” uso de cigarros eletrônicos

    ” uso de cigarros eletrônicos

    Para cada um milhão de fumantes que passem a usar produtos eletrônicos, 6 mil vidas podem ser salvas por ano, dizem universidades britânicas.
     
    Um estudo feito por pesquisadores britânicos indicou que os alertas contra cigarros eletrônicos são alarmistas e que o uso do produto no lugar dos cigarros tradicionais poderia salvar muitas vidas.
     
    Para cada um milhão de fumantes que mudam para cigarros eletrônicos, mais de 6 mil vidas por ano podem ser salvas, de acordo com a equipe da University College London (UCL).
     
    Os pesquisadores responsáveis pelo estudo, que também envolveu duas outras universidades britânicas, consideraram as críticas aos cigarros eletrônicos como “equivocadas”.
     
    A posição é diametralmente oposta à da Organização Mundial de Saúde (OMS), que defendeu a proibição desses cigarros em locais públicos e de trabalho. A justificativa da organização é que essa prática poderia aumentar os níveis de algumas toxinas e da nicotina no ar. A organização também teme que o uso dos modelos eletrônicos acabe levando não fumantes ao vício.
     
    Porém, a equipe da UCL disse que o número de não fumantes que utilizam cigarros eletrônicos representam menos de 1% da população, de acordo com o levantamento Smoking Toolkit, uma pesquisa mensal de fumantes na Inglaterra.
     
    'Loucura'
     
    “Você tem que ser um pouco louco para continuar fumando cigarros convencionais quando há cigarros eletrônicos disponíveis”, disse o professor da UCL Robert West. Para ele, apesar de algumas toxinas estarem presentes no vapor dos modelos eletrônicos, as concentrações são muito baixas.
     
    “As concentrações de substâncias cancerígenas e toxinas no vapor estão quase todas bem abaixo de um vigésimo em relação aos cigarros (tradicionais)”, afirmou.
     
    A opinião encontra apoio também em pesquisadores do Centro Nacional de Dependência, do King's College London, e da Unidade de Dependência do Tabaco, da Queen Mary University.
     
    Após uma análise das conclusões da OMS, publicadas na revista Addiction, eles concluíram que algumas das suposições que o órgão fez foram “equivocadas”. Os estudiosos britânicos estimaram que 6 mil vidas por ano seriam salvas para cada milhão de fumantes que trocasse cigarros reais pelos eletrônicos.
     
    No Brasil, o hábito de fumar está em queda, mas ainda mata 200 mil pessoas por ano, segundo o Ministério da Saúde. A estimativa é que 11% da população brasileira fumem, o que representa cerca de 22 milhões de pessoas.
     
    Ou seja, se todos migrassem para o cigarro eletrônico, 132 mil vidas seriam salvas por ano, de acordo com os parâmetros da pesquisa. Para Peter Hajek, pesquisador da Queen Mary University, os reguladores precisam equilibrar a redução dos riscos com a redução dos benefícios potenciais.
     
    “Neste caso, os riscos são improváveis e alguns comprovadamente não existem, enquanto os benefícios são potencialmente enormes. Realmente poderia ser uma intervenção revolucionária na saúde pública se os fumantes trocassem os cigarros tradicionais pelos eletrônicos.”
     
    'Poucos dados concretos'
     
    A OMS ainda não respondeu às críticas ao seu trabalho. A Faculdade de Saúde Pública, uma importante ONG britânica, apoia as preocupações do órgão da ONU.
     
    John Ashton, presidente da instituição, disse que não defende uma proibição, mas teme que a popularização do cigarro eletrônicos tenha o impacto de reverter os efeitos de anos de campanha contra o tabagismo que contribuíram para a redução do hábito na sociedade.
     
    “Queremos ter certeza de que quaisquer benefícios que possam existir não desfaçam todo o trabalho duro feito ao longo de décadas para salvar vidas com a redução do tabagismo”, argumentou.
     
    “No momento, há poucos dados concretos sobre os cigarros eletrônicos. Até chegarmos a alguns fatos sólidos sobre o seu impacto na saúde das pessoas, precisamos de uma regulamentação adequada.”
     
    Fonte: G1 Saúde
     
  • Agência dos EUA aprova terapia experimental contra câncer de pele

    Agência dos EUA aprova terapia experimental contra câncer de pele

    FDA autorizou uso da droga Keytruda para combater melanoma avançado.
    Medicamento pode ser utilizado após tratamento com tipo de imunoterapia.
     
    A FDA, agência americana que regula o setor de alimentos e remédios, autorizou nesta quinta-feira (4) o uso de uma nova terapia experimental imunológica que emprega uma droga chamada Keytruda, voltada ao combate do melanoma avançado, um agressivo tipo de câncer de pele. A terapia é destinada a pacientes que não respondem a outros tratamentos.
     
    Também conhecida como pembrolizumab, a droga é a sexta inovação nas terapias para combater esse letal câncer de pele a ser autorizada pela FDA desde 2011.
     
    Desenvolvida pela farmacêutica Merck, a Keytruda “é a primeira droga aprovada para bloquear o componente celular chamado PD-1, que impede o sistema imunológico de combater as células cancerígenas”, disse a FDA em um comunicado. “A Keytruda pode ser utilizada depois do tratamento com ipilimumab, um tipo de imunoterapia' existente, acrescentou a nota.
     
    O melanoma, uma forma de tumor muito agressivo nas células responsáveis pela pigmentação da pele, representa cerca de 5% dos novos casos de câncer diagnosticados nos Estados Unidos. Todo ano, mais de 76 mil americanos são diagnosticados com câncer de pele, e cerca de 10 mil morrem, acrescentou a FDA.
     
    A instituição Aliança para a Pesquisa do Melanoma classificou a aprovação do medicamento como um “grande avanço” e ressaltou que 69% dos pacientes tratados com pembrolizumab melhoram depois de um ano. “A notícia é extremamente emocionante e demonstra o quão longe se chegou nesse campo nos últimos anos”, disse Debra Black, da FDA.
     
    As outras drogas aprovadas pela FDA contra o melanoma incluem ipilimumab (2011), peginterferon alfa-2b (2011), vemurafenib (2011), dabrafenib (2013) e trametinib (2013). “A Keytruda foi considerada uma terapia inovadora e acelerou a revisão da FDA, porque a evidência clínica preliminar demonstrou que a droga é substancialmente melhor do que as outras terapias”, explicou a FDA.
     
    Tom Stutz é um dos pacientes que participaram do estudo da droga, desenvolvido na Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA). “A droga salvou minha vida', afirmou Tom, vítima de um melanoma que se espalhou pelo corpo.
     
    Fonte: G1 Saúde
  • Cannabis pode ajudar a combater os efeitos do estresse pós-traumático

    Cannabis pode ajudar a combater os efeitos do estresse pós-traumático

    A cannabis pode ajudar a combater os efeitos negativos no comportamento e os de caráter psicológico que acarreta a síndrome de estresse pós-traumático, segundo os resultados de uma pesquisa realizada pela Universidade de Haifa, no norte de Israel.
     
    “A administração de maconha sintética (canabinóides) pouco após um evento traumático pode previnir sintomas típicos da síndrome de estresse pós-traumático em ratos, tanto aqueles causados pelo trauma como por lembranças angustiantes recorrentes”, diz um comunicado da universidade.
     
    Segundo o estudo, cujas conclusões foram reveladas hoje, esses efeitos foram freados depois que a droga neutralizou a transmissão química entre os receptores emocionais do cérebro.
     
    O estudo foi realizado pelos pesquisadores Najshon Korem e Irit Akirav, do Departamento de Psicologia.
     
    “A importância do estudo está no fato de que contribui para a compreensão da reação cerebral que produz o efeito positivo da cannabis sobre essa síndrome, o que apoia a necessidade de realizar testes clínicos com humanos para examinar seu potencial”, alegam os pesquisadores.
     
    De acordo com a Associação Médica de Israel, cerca de 9% da população israelense sofre com o transtorno por estresse pós-traumático, uma porcentagem que cresce vertiginosamente entre soldados, prisioneiros de guerra, vítimas de ataques e civis que vivem em zonas fronteiriças frequentemente afetadas pela guerra.
     
    Um fenômeno comum entre estes grupos é a exposição quase contínua a eventos que os lembram do trauma inicial, agravando suas condições de vida ao longo de anos.
     
    Akirav, que já realizou vários estudos neste campo, assegura que o uso da cannabis dentro de uma “janela de tempo” apropriada após um evento traumático reduz os sintomas de estresse pós-traumático, segundo demonstraram os testes com ratos.
     
    Em sua última pesquisa, o especialista se centrou nas consequências dos eventos repetidores que lembram o trauma inicial, para saber se a cannabis tem o mesmo efeito positivo.
     
    Para isso foi administrada a droga a um grupo de ratos que tinham recebido descargas elétricas, e um composto antidepressivo de sertralina a um segundo grupo.
     
    A pesquisa demonstrou que o primeiro grupo não mostrou depois, perante lembranças angustiantes recorrentes, os sintomas típicos do transtorno.
     
    “Em outras palavras, a cannabis fez com que os efeitos do trauma recorrente desaparecessem”, assegura.
     
    O estudo também abordou a base neurobiológica do efeito que teve a droga no cérebro.
     
    Segundo o comunicado, os ratos expostos a traumas “mostraram um aumento nas expressões de dois dos receptores associados com o processamento da emoções cerebrais: o CB1 e o gr”, um reflexo que ficou mitigado naqueles que tinham recebido a dose de cannabis.
     
    “Os resultados de nosso estudo sugerem que a conectividade no circuito do medo do cérebro muda por causa de um trauma, e que a administração de canabinóides impede que esta mudança ocorra”, concluíram os cientistas.
     
    Fonte: Uol Saúde