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  • Cientistas buscam solução para crise do ebola em encontro na Suíça

    Cientistas buscam solução para crise do ebola em encontro na Suíça

    Especialistas se reúnem em Genebra para discutir potenciais terapias.
    Balanço aponta para mais de 1.900 mortes e 3.500 casos de contaminação.
     
    Cerca de 200 especialistas se reúnem nesta quinta (4) e sexta-feira (5) em Genebra para fazer um balanço sobre os tratamentos experimentais contra o vírus do ebola, que se propaga em alta velocidade no oeste da África e, segundo a OMS, ameaça mais de 20 mil pessoas.
     
    Reunidos a portas fechadas em um hotel perto do aeroporto de Genebra, eles analisarão “as possibilidades de produção e utilização destes tratamentos” experimentais, informou a Organização Mundial de Saúde (OMS), que convocou a reunião.
     
    O principal objetivo da reunião é “informar as autoridades regulamentares nacionais sobre a situação dos produtos suscetíveis de ser utilizados e favorecer os contatos entre os países afetados e os fabricantes”, acrescentou.
     
    Crise sem precedentes
     
    Segundo a OMS, o avanço dos casos do vírus do ebola na África Ocidental “não tem precedentes por seu alcance e complexidade e pela carga que representa para os sistemas de saúde”.
     
    Em seu último balanço, divulgado nesta quarta-feira (3), a diretora-geral da organização, Margaret Chan, informou sobre mais de 1.900 mortos de um total de 3.500 casos. Na semana passada contabilizava 1.552 óbitos de 3.069 casos.
     
    Para combater o vírus vários métodos estão sendo desenvolvidos, como produtos sanguíneos, terapias imunológicas, medicamentos ou vacinas, mas até o momento nenhum deles foi homologado para um uso padrão.
     
    Em agosto, um grupo de especialistas reunidos pela OMS considerou ético que nas circunstâncias particulares atuais e sob condições estes métodos sejam propostos como tratamentos potenciais, embora ainda não se saiba se são realmente eficazes.
     
    Fonte: G1 Saúde
  • Johnson & Johnson iniciará testes de vacina contra ebola no início de 2015

    Johnson & Johnson iniciará testes de vacina contra ebola no início de 2015

    Objetivo é criar vacina que previna as cepas Zaire e Sudão do ebola.
    Doença já matou 1.900 pessoas na África, afirma a OMS.
     
    Cientistas irão acelerar testes de outra vacina contra o ebola, desta vez da Johnson & Johnson, em mais um sinal de que a piora do surto do vírus no mundo mobiliza pesquisas sobre a doença mortal.
     
    A J&J disse nesta quinta-feira (4) que seus novos testes clínicos da vacina, que incluem a tecnologia da empresa de biotecnologia dinamarquesa Bavarian Nordic, iriam começar no início de 2015.
     
    O movimento ocorre após a decisão de início dos testes em humanos de uma vacina da GlaxoSmithKline neste mês e planos de testar uma outra desenvolvida por cientistas do governo canadense, que foi licenciada para a NewLink Genetics.
     
    Não se esperava que os testes em humanos da J&J com a vacina começassem antes do final de 2015 ou início de 2016.
     
    O objetivo da J&J a longo prazo é desenvolver uma vacina que possa proteger contra as cepas Zaire e Sudão do ebola, bem como uma condição relacionada chamada doença de Marburg. Mas o programa foi simplificado em face do surto.
     
    “Por causa da emergência, decidimos focar o esforço no ebola Zaire, que é o surto do Oeste Africano, e é por isso que podemos acelerar o programa significativamente”, disse o vice-presidente científico da companhia, Paul Stoffels.
     
    Epidemia
     
    Mais de 1.900 pessoas morreram na África Ocidental em consequência do pior surto mundial de ebola, de acordo com novo balanço divulgado nesta quarta-feira (3) pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Segundo a agência das Nações Unidas, houve um grande aumento de óbitos em menos de uma semana. Até 26 de agosto, tinham sido registradas 1.552 mortes.
     
    De acordo com Margaret Chan, chefe da OMS, até esta semana foram registrados 3.500 casos de provável contaminação por ebola em Guiné, Serra Leoa, Libéria e Nigéria. Há ainda, em menor escala, um surto relacionado a doença no Congo e pelo menos um caso confirmado no Senegal. O número de mortos já superou o de outras epidemias da doença desde que o vírus foi detectado pela primeira vez, em 1976.
     
    Fonte: G1 Saúde
  • Em novo teste, vacina de dengue teve eficácia de 60,8% na América Latina

    Em novo teste, vacina de dengue teve eficácia de 60,8% na América Latina

    Sanofi Pasteur divulgou resultados de estudo que envolveu 21 mil crianças.
    Empresa pretende submeter produto à Anvisa no início de 2015.
     
    O laboratório Sanofi Pasteur anunciou que a vacina experimental contra dengue desenvolvida pela empresa conseguiu reduzir em 60,8% o número de casos da doença em estudo que envolveu quase 21 mil crianças e adolescentes da América Latina e Caribe.
     
    Resultados mais detalhados da pesquisa devem ser anunciados em novembro, na reunião anual da Sociedade Americana de Medicina Tropical e Higiene (ASTMH, na sigla em inglês), nos Estados Unidos, e também publicados em uma revista científica ainda neste semestre, de acordo com Sheila Homsani, gerente do departamento médico da Sanofi Pasteur.
     
    Ela afirma que, com esses resultados, a empresa encerra a última etapa de testes clínicos, que era o que faltava para completar o dossiê que deve ser submetido à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Essa submissão deve ocorrer no início de 2015 e, caso o órgão aprove a vacina, ela deve passar a ser comercializada no país até o fim do ano que vem, ainda segundo a gerente.
     
    Os testes foram feitos entre junho de 2011 e abril de 2013 em crianças e adolescentes de idade entre 9 e 16 anos. Participaram do estudo Brasil, México, Honduras, Colômbia e Porto Rico.
     
    Só no Brasil, foram 3.550 participantes que receberam três doses da vacina, com intervalos de seis meses entre elas. Foram escolhidas cinco cidades brasileiras com índices altos de dengue: Natal, Fortaleza, Campo Grande, Goiânia e Vitória.
     
    Dos quase 21 mil participantes, dois terços receberam a vacina e um terço recebeu placebo. Segundo a empresa, o grupo que recebeu a vacina teve 60,8% menos casos de dengue do que o grupo que recebeu placebo. O número total de pessoas que foram infectadas por dengue durante o estudo, porém, ainda não foi divulgado.
     
    A vacina teve níveis de proteção diferentes para cada sorotipo. Para o sorotipo 1, a proteção foi de 50%; para o sorotipo 2, foi de 42%; para o sorotipo 3 foi de 74% e para o sorotipo 4 foi de 77,7%.
     
    “Tem que ser uma vacina que proteja contra os quatro sorotipos, mesmo que em níveis diferentes de proteção. Cada um contribuiu para o resultado global. Hoje não tem qualquer tratamento específico para dengue e não tem nenhuma forma de prevenção. Se a vacina consegue proteger 6 pessoas em cada 10, está prevenindo bastante”, diz Sheila.
     
    Segundo a médica, a vacina também foi capaz de reduzir a hospitalização por dengue em 80,3%. Quanto à segurança da vacina, ela afirmou que “não houve morte em decorrência da vacina” e que ela foi “muito bem tolerada” pelos voluntários.
     
    Atualmente, existem diversas iniciativas de pesquisas para o desenvolvimento da vacina contra a dengue em todo o mundo, inclusive de instituições nacionais, como o Instituto Butantan e a Fundação Oswaldo Cruz. Mas nenhuma delas chegou à fase 3 de testes, quando o produto é testado em um número grande de voluntários.
     
    Estudo na Ásia
     
    Um estudo da mesma vacina feito na Ásia, que testou o produto em 10.275 crianças do continente, teve seus resultados publicados na revista científica “The Lancet” em julho. Os testes mostraram que, nesse público, a vacina experimental foi capaz de conferir uma proteção de 56,5% contra a infecção.
     
    Enquanto o grau de proteção contra os sorotipos 3 e 4 foi de 75%, e contra o sorotipo 1 foi de 50%, a proteção contra o sorotipo 2 foi de apenas 35%. O estudo também mostrou que a vacina conseguiu prevenir 88,5% dos casos de dengue hemorrágica, que são os mais graves.
     
    Fonte: Bem Estar
     
  • Tirar as mamas após diagnóstico de câncer não aumenta taxa de sobrevivência

    Tirar as mamas após diagnóstico de câncer não aumenta taxa de sobrevivência

    Retirar as duas mamas para tratamento de câncer, quando apenas uma delas foi afetada pela doença, não aumenta as chances de sobrevivência da mulher, em comparação ao tratamento tradicional, como cirurgia conservativa da mama aliada à radioterapia e mastectomia unilateral (retirada da mama afetada). Um estudo feito por pesquisadores da Universidade de Stanford e do Instituto de Prevenção do Câncer da Califórnia, nos Estados Unidos, demonstra o fato.
     
    A pesquisa, publicada nesta terça-feira (2) na Jama (The Journal of American Medical Association), comparou os casos de mastectomia bilateral (retirada das duas mamas) e as taxas de mortalidade após o procedimento, com os números referentes à terapia de conservação da mama e mastectomia unilateral (a retirada do seio afetado) armazenados no Registro de Câncer do estado americano da Califórnia.
     
    Ao todos foram estudados 189.734 casos, registrados entre 1998 e 2011, com uma média de acompanhamento médico de 89,1 meses de cada paciente. As pacientes estudadas tinham diagnóstico de câncer de mama no estágio 0-III.
     
    Comparando a cirurgia conservadora da mama, aliada à radioterapia, com a mastectomia unilateral, a última teve uma taxa maior de mortalidade. Ou seja, 16,8% das pacientes submetidas ao primeiro procedimento morreram em dez anos, e 20,1% morreram após retirar um dos seios, durante o mesmo período. Os pesquisadores verificaram que não houve diferença significativa em comparação com a mastectomia bilateral, que teve taxa de mortalidade de 18,8%, em um período de 10 anos.
     
    Mesmo assim, a taxa de mastectomia bilateral cresceu de 2%, em 1998, para 12,3%, em 2011. O aumento foi ainda maior entre mulheres com menos de 40 anos: 3,6%, em 1998, para 33%, em 2011.
     
    Segundo os pesquisadores, é preciso entender melhor a necessidade desse tipo de cirurgia antes de fazer essa opção, pois além de não estar associada a uma taxa maior de sobrevivência, a retirada das duas mamas tem implicações médicas e psicológicas muito sérias para as mulheres. 
     
    Fonte: Uol Saúde
     
  • Vírus teve mais de 300 mutações genéticas

    Vírus teve mais de 300 mutações genéticas

    Como resposta ao maior surto de Ebola da história, um grupo internacional de cientistas sequenciou e analisou 99 genomas do vírus. Com o estudo, publicado nesta quinta-feira, 28, na revista Science, foi possível rastrear a origem e transmissão do vírus no surto atual – informações que são essenciais para o desenvolvimento de vacinas, diagnósticos e tratamentos. A pesquisa mostrou que o genoma do vírus atual tem mais de 300 modificações genéticas em relação às linhagens responsáveis por surtos anteriores da doença.
     
    O estudo foi realizado pelo Broad Institute do MIT e Harvard, em colaboração com o Ministério da Saúde de Serra Leoa. Cinco dos 58 autores do artigo da Science contraíram o vírus do Ebola e morreram antes da publicação. Um dos coautores do estudo, Augustine Goba, diretor do Laboratório Lassa, em Kenema (Serra Leoa), foi o cientista que identificou o primeiro caso de Ebola no país.
     
    Segundo os cientistas, as linhagens de Ebola responsáveis pelo surto atual provavelmente têm um ancestral comum com o primeiro surto da história, ocorrido em 1976. No estudo, os pesquisadores traçaram o caminho de transmissão e as relações evolutivas das amostras, revelando que a linhagem responsável pelo surto atual divergiu da versão do vírus nos últimos 10 anos. Segundo eles, o surto de 2014 teve origem na Guiné e se espalhou por Serra Leoa, Libéria e Nigéria.
     
    De acordo com o artigo, nos surtos anteriores, a exposição contínua a reservatórios virais, como morcegos infectados, contribuíram para a difusão da doença. Mas, a partir das variações genéticas encontradas nos sequenciamentos do vírus atual, os cientistas concluíram que o surto de 2014 começou a partir de uma única troca entre humanos, espalhando-se depois de pessoa para pessoa por vários meses provavelmente indo para Serra Leoa a partir de duas linhagens do vírus originários da Guiné. Os pesquisadores acreditam que a possível fonte dessas linhagens foram 12 pessoas que participaram do funeral de um curandeiro na Guiné, na fronteira com Serra Leoa, em maio, e levaram a doença para Serra Leoa.
     
    Para chegar a essas conclusões, os pesquisadores estudaram amostras do vírus coletadas de 78 pacientes que foram diagnosticados com a doença em Serra Leoa nos primeiros 24 dias do surto. Alguns pacientes contribuíram com mais de uma amostra – o que permitiu estudar a mudança do vírus em cada indivíduo no decurso da infecção. Para caracterizar as cepas atuais do vírus, os cientistas utilizaram a tecnologia conhecida como “sequenciamento profundo”: o sequenciamento é repetido inúmeras vezes para gerar resultados de alta confiabilidade. No caso, cada genoma foi sequenciado em média 2 mil vezes.
     
    De acordo com um dos autores, Kristian Andersen, da Universidade de Harvard (Estados Unidos), ao analisar as amostras obtidas no início da epidemia em Serra Leoa e compará-las às de surtos anteriores, a equipe conseguiu dados para estudar a taxa de evolução e entender o padrão de difusão da epidemia. “Essa informação é muito importante para nos dar uma ideia de como o vírus está mudando no decorrer de uma epidemia quando é introduzido a partir de uma fonte única”, disse Andersen.
     
    As mutações encontradas no vírus de 2014 eram esperadas, segundo Andersen. “A linhagem de 2007 também era diferente daquela de 2002. É muito cedo para concluir se isso torna o vírus diferente em termos biológicos ou clínicos. Vamos ter que estudar mais, fazendo experimentos e investigações epidemiológicas”, afirmou.
     
    Os cientistas também não sabem ainda se as mutações no vírus têm relação com o tamanho sem precedentes do surto atual. “É possível que o tamanho do surto se explique por uma melhora do acesso ao transporte, na infraestrutura de estradas e distinguiam o surto atual dos anteriores. Embora os cientistas não saibam se essas diferenças têm relação com a severidade do surto atual, a descoberta poderá servir como ponto de partida para outros grupos de pesquisa. A fim de acelerar os esforços contra a doença, os cientistas divulgaram as sequências genômicas completas na base de dados do Centro Nacional de Informação Biotecnológica dos Estados Unidos, deixando-as disponíveis para a comunidade científica internacional.
     
    Segundo Andersen, entender de onde vem o vírus é importante para tentar compreender por que novas áreas são infectadas por novas linhagens virais. “Para fins de contenção da epidemia, é fundamental entender como um evento isolado de infecção em um funeral pode se espalhar por todo o país. Nós conseguimos rastrear a data e local desse evento e conseguimos evidências sobre como o vírus muda ao se espalhar de pessoa para pessoa”, explicou.
     
    Entender como o vírus muda, de acordo com Andersen, é fundamental para o desenvolvimento de vacinas e tratamentos. “O alvo para as vacinas e terapias podem ser partes específicas do genoma viral, que podem mudar durante os surtos, ou entre um surto e outro”, declarou o cientista.
     
    Mortos
     
    Os cinco coautores do estudo que morreram ao longo do trabalho de pesquisa eram colaboradores de Serra Leoa. Segundo Andersen, todos eles morreram em decorrência do surto de Ebola. “Alguns deles tinham familiares que haviam contraído a doença e provavelmente foram infectados a partir deles. Outros foram infectados enquanto tratavam de pacientes em Kenema”, afirmou.
     
    Morto no fim de julho, o médico Sheik Humarr Khan foi diretor do Programa Nacional de Febre de Lassa, do Ministério da Saúde de Serra Leoa. Khan completou sua residência em Medicina no Hospital Escola de Korle Bu, em Gana.
     
    Ele estava envolvido com o Centro Africano de Genômica de Doenças Infecciosas, Saúde Humana e Hereditariedade. “Ele era um dos membros fundadores do Consórcio de Febre Hemorrágica Viral e tinha 10 anos de experiência no tratamento de pacientes com a febre de Lassa – uma febre hemorrágica viral aguda, descrita em 1969 na cidade de Lassa, na Nigéria”, disse Andersen.
     
    Mbalu Fonnie, enfermeira no Hospital Governamental de Kenema, havia se aposentado como supervisora do ambulatório de febre de Lassa da instituição. “Ela tinha mais de 30 anos de experiência no tratamento da febre de Lassa e se especializou no gerenciamento de casos severos da doença em mulheres grávidas”, disse Andersen. Segundo ele, Fonnie iniciou a carreira no Hospital Metodista Nixon, em Segbwema (Serra Leoa) e participou de testes clínicos conduzidos pelo Centro de Controle de Doenças do governo dos Estados Unidos.
     
    Mohamed Fullah era instrutor no Instituto Politécnico Oriental de Serra Leoa, onde serviu por mais de 10 anos. “Ele era extremamente popular entre seus alunos. O professsor Fullah também teve vasta experiência em trabalhos técnicos de laboratório e trabalhou por seis anos, em meio período, no Laboratório de Febre de Lassa”, disse Andersen. Alex Moigboi era enfermeiro em Serra Leoa e tinha mais de 10 anos de experiência com o tratamento de pacientes de febre de Lassa. Alice Kovoma também era enfermeira e tinha seis anos de intensa experiência no tratamento de vítimas da febre de Lassa.
     
    Fonte: O Estado de S.Paulo
  • Ministério da Saúde simula controle de contaminação de ebola no Galeão

    Ministério da Saúde simula controle de contaminação de ebola no Galeão

    Ação é resposta a um possível caso suspeito de ebola no país, diz MS.
    Exercício começa no aeroporto e termina na Fiocruz, no Subúrbio do Rio.
     
    O Ministério da Saúde coordenou uma simulação contra a contaminação de ebola no Aeroporto Internacional Antônio Carlos Jobim, no Galeão, Ilha do Governador, nesta sexta-feira (29). A ação, segundo o órgão, é um treinamento para que todos estejam preparados para atuar se um dia for identificado algum caso suspeito de ebola no país. O exercício terá início nas instalações do aeroporto e será concluído no Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Subúrbio.
     
    A simulação é realizada pelo Ministério da Saúde em parceria com a Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro e conta com a participação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Fiocruz, Corpo de Bombeiros, Tam Linhas Aéreas e Concessionária Rio Galeão.
     
    Ainda segundo a nota, embora seja baixa a possibilidade de um viajante infectado por ebola chegar ao Brasil, o estado recebe o primeiro teste de procedimentos que devem ser seguidos pelas equipes de saúde. A simulação começa na comunicação do caso suspeito feito pela aeronave à equipe da Anvisa no aeroporto internacional, depois o transporte do paciente pelo Samu, até o atendimento clínico no hospital de referência.
     
    A doença
     
    De acordo com o Ministério da Saúde, o Ebola é causado por um vírus e está relacionado à ocorrência de surtos de Febre Hemorrágica no continente africano desde 1976. Atualmente, seus casos foram identificados em Serra Leoa, Libéria, Guiné, Congo e Nigéria.
     
    O período de incubação da doença, segundo o ministério, pode variar de 1 a 21 dias e sua transmissão ocorre somente após o início dos sintomas, por meio do contato direto com sangue e/ou secreções da pessoa infectada (incluindo cadáveres), assim como por contato com superfícies ou objetos contaminados. São consideradas suspeitas pessoas que estiveram em algum dos países citados acima nos últimos 21 dias e que apresentem febre de início súbito, acompanhada de sinais de hemorragia.
     
    O Ministério da Saúde disponibilizou canais de contato para notificação imediata por parte dos profissionais de saúde de casos suspeitos pelo número de telefone: 0800 644 6645 ou pelo email: [email protected].
     
    Fonte: G1 Saúde
  • Segunda etapa da vacinação contra o HPV começa na segunda, diz Saúde

    Segunda etapa da vacinação contra o HPV começa na segunda, diz Saúde

    Primeira etapa, que teve início em março, alcançou 4,3 milhões de meninas.
    Imunização é para garotas de 11 a 13 anos de escolas públicas e privadas.
     
    O Ministério da Saúde anunciou nesta sexta-feira (29) que a segunda fase da campanha de vacinação contra o vírus papiloma humano (HPV) em meninas de 11 a 13 anos começa nesta segunda-feira (1º) em escolas públicas, privadas e em unidades de saúde do país. Em seis meses de vacinação da primeira etapa, iniciada em março, mais de 4,3 milhões de meninas foram imunizadas, atingindo 87,3% da meta.
     
    O HPV é a principal causa do câncer de colo do útero, que mata cerca de 90 mulheres por ano em Brasília. Para garantir a eficácia da vacina, são necessárias três doses, com intervalo de 60 e 180 dias após a primeira aplicação. O calendário de vacinação foi organizado de acordo com o calendário escolar, das escolas públicas e privadas.
     
    Segundo o ministro da Saúde, Arthur Chioro, a segunda dose é imprescindível para garantir a eficácia da vacina e deve ser tomada com intervalo de 60 a 180 dias após a primeira aplicação. A terceira dose deve ser ser aplicada cinco anos após a primeira fase.
     
    A partir do ano que vem, a campanha vai abranger crianças com idade entre 9 e 11 anos e, em 2016, a imunização será incluída no calendário de vacinação das meninas a partir de 9 anos.
     
    “A estratégia prevê que a partir de 2016 essa vacina fique no calendário de vacinação após os nove anos de idade, antes do início de qualquer atividade sexual ou contato com o HPV, momento adequado de resposta imunológica, atendendo às recomendações de organizações internacionais”, disse o ministro.
     
    Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), a estimativa é que 15 mil novos casos sejam registrados no país em 2014 – o número estimado de óbitos é de 4,8 mil. A meta do ministério é vacinar 80% do grupo-alvo – 4,9 milhões de meninas.
     
    “Aquelas que tomaram a primeira dose, aquelas que não tomaram ou aquelas que acabaram de fazer 11 anos devem tomar. Só com a primeira dose não fica protegida. Para ficar protegida pela vida inteira, tem que tomar a segunda dose e, daqui cinco anos, tomar a terceira dose”, disse o ministro.
     
    Vacina
     
    A vacina contra o HPV foi desenvolvida há dez anos e é usado em países como Inglaterra, Austrália, Holanda e Espanha. Na rede privada, a vacina quadrivalente custa cerca de R$ 1,2 mil. Segundo pesquisas, a eficácia das doses fica na casa dos 90% após oito anos.
     
    Os HPVs são vírus capazes de infectar a pele e as mucosas. A transmissão se dá por contato direto com o local infectado, sendo que a principal forma de transmissão é pela via sexual, informou a Secretaria de Saúde. Quando a infecção persiste, ela pode resultar no desenvolvimento de lesões e progredir para o câncer, principalmente no colo do útero.
     
    De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), existem mais de cem tipos diferentes de HPV. Para evitar o surgimento do câncer de colo do útero, é importante que as mulheres façam exames preventivos (Papanicolau ou citopatológico), que podem detectar lesões. Quando essas alterações que antecedem o câncer são identificadas e tratadas, é possível prevenir a doença em 100% dos casos, segundo a Saúde.
     
    Distrito Federal
     
    No DF, 62.862 meninas e adolescentes receberam a primeira dose da vacina contra o HPV na primeira fase da campanha. As meninas que não compareceçam à escola no dia agendado para vacinação serão encaminhadas para unidades de saúde.
     
    As vacinas são quadrivalentes, conferindo proteção contra HPV 6, 11, 16 e 18. No ano passado, 50 mil meninas de 11 a 13 anos foram vacinadas com três doses, o equivalente a 79,5% da meta, segundo o GDF. Cada dose da vacina custou R$ 73, o que totalizou um investimento de R$ 13 milhões na compra de 192 mil doses. As vacinas estão sendo repassadas à Secretaria de Saúde pelo governo federal.
     
    Fonte: G1 Saúde
  • Uso estendido de pílulas anticoncepcionais reduz risco de gravidez

    Uso estendido de pílulas anticoncepcionais reduz risco de gravidez

    Diferentes modalidade de uso de pílulas anticoncepcionais estão disponíveis para as mulheres.  Um estudo americano avalia se o risco de gravidez não é afetado pelo uso prolongado de contraceptivos orais
     
    As mulheres que usam pílulas contraceptivas, às vezes, se espantam com a variedade de formulações e regimes de uso destes hormônios. As antigas e únicas formulações com 21 dias de uso e 7 de descanso vem sendo substituídas por regimes variados: 24 e 4, 28 contínuo e até 84 por 7. Isso mesmo 84 dias de uso, seguido por 7 dias de pausa ou come medicação placebo. Neste período a mulher sangra. Um grande benefício, para algumas mulheres, que preferem não menstruar ou se sentem mal quando isso ocorre. Mas será que esta mudança de regime funciona?. Ou em outros termos, o risco de gravidez indesejada não aumentará?. Um estudo americano têm a resposta.
     
    Os pesquisadores comparam as taxas de gravidez anuais em 3 diferentes tipos de uso pílulas anticoncepcionais: 21/7, 24/4 e 84/7. Mais de 100 mil mulheres com idades entre 15 e 40 anos foram avaliadas entre os anos de 2006 e 2011. Ao final do estudo uma surpresa: as taxas de gravidez de um ano foram significativamente menores com o esquema prolongado de uso na comparação aos outros 2 esquemas. No esquema 84 dias de uso e 7 dias de pausa foi registrada uma taxa anual de gestação de 4,4% contra uma taxa de mais ou menos 7,0%, nos demais tipos de uso. Para os autores, o uso prolongado de pílulas é mais efetivo na supressão da atividade ovariana e diminui o risco de escape ovular.
     
    O estudo tem uma limitação importante já que analisa, retrospectivamente, os dados, e não sabe informar se de fato as participantes usaram corretamente as pílulas, tanto num regime quanto no outro. Mas se os resultados forem confirmados por novas pesquisas, é uma ótima notícia. Não apenas para as mulheres, que não querem ou não gostam de menstruar, mas para todas que não querem mesmo engravidar.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Testes de vacina contra o ebola serão acelerados

    Testes de vacina contra o ebola serão acelerados

    Produto começará a ser administrado em setembro a voluntários saudáveis.
    Vacina é projeto conjunto de laboratório e ONG britânica.
     
    Os testes de uma nova vacina contra o ebola serão acelerados e o produto começará a ser administrado em setembro a voluntários saudáveis do Reino Unido, Gâmbia e Mali, anunciou em Londres o consórcio responsável.
     
    A vacina é um projeto conjunto do laboratório farmacêutico GlaxoSmithKline e a organização não governamental médica britânica Wellcome Trust, entre outros organismos, segundo um comunicado.
     
    O anúncio coincide com a advertência da Organização Mundial da Saúde (OMS) de que o vírus ebola pode afetar a médio prazo até 20 mil pessoas, mas que espera deter a progressão da doença nos próximos três meses.
     
    Os testes para medir a segurança e efetividade da vacina acontecerão, entre outros centros médicos, no Instituto Jenner da Universidade de Oxford.
     
    Ao mesmo tempo em que os testes serão realizados, a GlaxoSmithKline produzirá 10.000 doses para que, no caso de êxito dos testes, a OMS possa iniciar imediatamente um programa de vacinação de emergência nas comunidades mais afetadas.
     
    Os testes devem ser concluídos ao fim de 2014.
     
    “Os acontecimentos trágicos na África exigem uma resposta urgente”, disse o professor Adrian Hill, diretor do Instituto Jenner.
     
    “Nos últimos anos, as pesquisas com vacinas similares imunizaram com sucesso as crianças e adultos contra uma variedade de doenças. Nós, junto com os outros participantes no projeto, somos otimistas de que esta vacina candidata será útil contra o ebola”.
     
    Fonte: G1 Saúde
  • Estudo revela dano hepático em roedor exposto a radiação de celular

    Estudo revela dano hepático em roedor exposto a radiação de celular

    Ratas 'receberam' ligações de 25 segundos a cada 2 minutos por 5 noites.
    Testes mostraram indícios de que radiação foi tóxica para o fígado.
     
    A exposição à radiação de telefones celulares provocou danos hepáticos em ratas grávidas numa pesquisa desenvolvida no Laboratório de Biologia Celular e Molecular da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). O próximo passo do estudo é avaliar de que forma a radiação pode interferir no desenvolvimento das crias desses animais expostos.
     
    O estudo, conduzido pela bióloga Tatianne Rosa dos Santos, avaliou dois grupos de ratas grávidas: enquanto 10 foram expostas à radiação de celulares, outras 10 ficaram protegidas de qualquer radiação. O experimento começou quando elas estavam no 15º dia de gestação e se estenderam até o 20º dia.
     
    No grupo exposto à radiação, cada rata passou a “receber ligações” de 25 segundos a cada 2 minutos em um aparelho celular instalado dentro de suas gaiolas blindadas. As ligações se repetiam por um período de 12 horas, sempre durante a noite, horário de maior atividade dos roedores.
     
    “Desenvolvemos um mecanismo que ligava para vários celulares ao mesmo tempo e acionava os celulares juntos. Então, era medida a radiação no local para ver se ela realmente estava sendo emitida”, diz Tatianne. No 20º dia, os animais foram eutanasiados e tiveram fígados e sangue avaliados.
     
    “A partir do soro, fizemos a dosagem de enzimas como AST, ALT, fosfatase alcalina e Gama-GT, que podem indicar dano hepático”, diz a pesquisadora. O que eles encontraram no grupo exposto à radiação foi um aumento de AST e de fosfatase alcalina, o que configura um indício de toxicidade para o fígado.
     
    Esses resultados foram apresentados em um painel na XXIX Reunião Anual da Federação de Sociedades de Biologia Experimental (FeSBE), que acontece esta semana em Caxambu, Minas Gerais.
     
    Tatianne cita que outros estudos concluídos em seu laboratório apontam para outros efeitos da radiação do telefone celular em ratos. Um deles demonstrou, por exemplo, que ratos expostos a esse tipo de radiação por 3 ou por 10 noites sofreram uma alteração no número e na qualidade dos espermatozoides produzidos. “A gente observou uma fragmentação do DNA dos espermatozoides. E foi temporal: quanto mais tempo expostos, maior era a fragmentação do DNA.”
     
    A pesquisadora explica que os resultados ainda são preliminares e que não se pode concluir que, em seres humanos, os efeitos da radiação dos celulares seriam semelhantes. “São dados que ainda estão no começo, então é difícil extrapolar diretamente para o humano. Mesmo assim, é importante tentar usar o celular com um pouco mais de cautela, já que utilizamos o tempo todo”, observa a bióloga.
     
    Fonte: G1 Saúde