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  • Transplante mais brando cura anemia falciforme em estudo com adultos

    Transplante mais brando cura anemia falciforme em estudo com adultos

    Um experimento feito nos EUA com um forma menos agressiva de transplante de medula óssea para o tratamento da anemia falciforme grave em adultos teve uma taxa de sucesso de quase 90%. Os resultados foram publicados nesta quarta-feira (2) na revista científica “Jama”.
     
    A anemia falciforme é a doença genética com maior prevalência no Brasil. Ela atinge mais a população negra e é causada por uma alteração genética na hemoglobina, proteína que dá a coloração avermelhada ao sangue e ajuda no transporte de oxigênio pelo corpo.
     
    Essa alteração faz com que as hemácias –glóbulos vermelhos do sangue– assumam a forma de foice. As células deformadas se tornam rígidas e dificultam a circulação sanguínea.
     
    O transplante é um procedimento indicado apenas para as formas mais graves da anemia falciforme –em torno de 20% dos casos– e é a única cura conhecida para a doença.
     
    O procedimento tradicional destrói completamente a medula óssea do paciente por meio da quimioterapia para que a pessoa receba a nova medula. Apesar da alta taxa de cura (95%), é um procedimento arriscado em pacientes já comprometidos pela doença.
     
    “É difícil prever a evolução da doença e as complicações vão se somando com a idade, o que torna o transplante arriscado para adultos”, diz Belinda Simões, hematologista da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto.
     
    Já o novo procedimento usa doses menores de químio e imunossupressores e doses maiores de células-tronco do que a terapia tradicional.
     
    O estudo americano durou quase dez anos e envolveu 30 pacientes adultos que tinham complicações decorrentes da doença –26 ficaram livres da doença e 1 morreu.
     
    Simões diz que o estudo é importante porque mostra que, mesmo utilizando doses baixas de quimioterapia, é possível que uma nova medula óssea se desenvolva.
     
    Como no experimento feito nos EUA a medula do paciente não é completamente destruída, parte dela convive com a medula do doador.
     
    Por isso, ainda é preciso avaliar se essas medulas compartilhadas continuarão funcionando corretamente ou se a medula “doente” vai prevalecer sobre a transplantada, o que levaria ao retorno da anemia falciforme, explica Luis Fernando Bouzas, diretor do Centro de Transplante de Medula Óssea do Inca (Instituo Nacional de Câncer).
     
    NO SUS
     
    O transplante para o tratamento da anemia falciforme ainda é experimental no Brasil e não é feito pelo SUS.
     
    “Estamos esperando a portaria que regulamenta o transplante ser publicada. O último pedido foi enviado no final de 2012, mas até agora não houve nada”, diz Belinda Simões. Nos EUA e na Europa o procedimento é autorizado e cerca de 1.200 transplantes já foram realizados.
     
    No estudo americano, o número de hospitalizações dos pacientes caiu de 14 por ano (um ano antes do transplante) para 1 (três anos após ele).
     
    “Esse dado é importante porque mostra que, apesar dos altos custos do transplante, no médio prazo há economia, com a diminuição das hospitalizações, além de melhora na qualidade de vida do paciente”, diz Simões.
     
    Bouzas também é favorável à inclusão do transplante no SUS, mas adverte que os riscos do procedimento devem ser bem avaliados.
     
    “No caso de transplante convencional, a taxa de mortalidade no primeiro ano gira em torno de 30% a 40% dos pacientes”, diz.
     
    O Ministério da Saúde afirmou que está concluindo as análises técnicas e de impacto orçamentário para incluir o transplante de medula óssea para anemia falciforme no SUS o mais breve possível. 
     
    Fonte: Folha de São Paulo
     
  • Infecção por HIV inibe casos graves de H1N1, segundo estudo brasileiro

    Infecção por HIV inibe casos graves de H1N1, segundo estudo brasileiro

    HIV estimula produção de proteína que inibe replicação de vírus H1N1.
    Em pandemia, observou-se menos mortes em pessoas com HIV e H1N1. 
     
    Cientistas brasileiros ficaram intrigados com um fenômeno observado durante a pandemia de H1N1 em 2009: apesar de o vírus ser mais agressivo entre pessoas com imunidade comprometida (como pacientes com câncer ou transplantados), surpreendentemente as pessoas infectadas com HIV apresentavam casos menos graves da gripe H1N1.
     
    Ao estudar essa interação entre os vírus HIV e H1N1, pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) descobriram que o HIV faz com que o organismo aumente a produção de uma proteína chamada IFITM3. Essa proteína tem um papel importante no combate ao H1N1, pois é capaz de bloquear sua replicação. Os resultados foram publicados nesta segunda-feira (30) revista científica “PLOS ONE”.
     
    Em um paciente infectado pelo HIV, os mecanismos de defesa do organismo ficam em alerta permanente, aumentando a produção de várias proteínas chamadas fatores de restrição, que tentam combater os vírus. Nessa “queda de braço”, o HIV consegue superar a resposta do organismo, garantindo a continuidade de sua replicação. O H1N1, porém, sucumbe diante de um desses fatores de restrição: o IFITM3.
     
    Segundo o estudo, o HIV e o H1N1 convivem em dois tipos de células no aparelho respiratório: os macrófagos e as células do epitélio pulmonar. Na situação de infecção simultânea, uma molécula na superfície do HIV, chamada gp120, é a responsável por desencadear as reações que vão inibir a replicação do vírus H1N1.
     
    É por isso que indivíduos com HIV tendem a ter casos mais brandos de H1N1 em comparação a outros pacientes imunodeprimidos. Nos casos de HIV positivo, a gravidade da infecção é semelhante à observada na população em geral.
     
    HIV x Aids
     
    Em entrevista por e-mail, os autores do estudo, Thiago Moreno e Milene Mesquita, ambos do Laboratório de Vírus Respiratórios e do Sarampo do IOC, afirmaram que o comportamento do H1N1 em pessoas infectadas pelo HIV depende do estágio de progressão para a Aids.
     
    Em indivíduos que já manifestam os sintomas da Aids, a gripe H1N1 tende a ser mais grave. “Sendo assim, embora nossos achados possam ajudar a explicar o que surpreendentemente aconteceu com inúmeros indivíduos infectados pelo HIV, naturalmente estes indivíduos devem continuar recebendo a vacina anual contra influenza conforme indicação do Ministério da Saúde”, afirmaram os pesquisadores.
     
    Segundo os autores, a descoberta pode resultar em novas possibilidades de tratamento contra a gripe H1N1. “Mas ainda será preciso ter mais estudos até se chegar nesse resultado. Por exemplo, será preciso verificar qual a região destas proteínas do HIV são responsáveis pela indução do efeito anti-influenza e como podemos potencializar esta resposta.”
     
    Proteção contra outros vírus
     
    Segundo os autores do estudo, é possível que esse mecanismo descoberto também tenha um papel na inibição de outros vírus, além do H1N1. “Já foi descrito que a proteína IFITM3 também restringe a replicação de outros vírus, como dengue e vírus da febre do Nilo. Assim, talvez no contexto de coinfecção com HIV, também exista restrição para este vírus, no entanto isso necessita ser investigado.”
     
    Fonte: G1 Saúde
     
  • Brasil tem queda significativa na mortalidade até 5 anos

    Brasil tem queda significativa na mortalidade até 5 anos

    Brasília – Entre os 32 países participantes da Copa do Mundo, o Brasil foi o que apresentou queda mais significativa dos índices da mortalidade entre crianças de até cinco anos. Preparado pela Parceria para a Saúde Materna de Recém-Nascidos e Crianças (PMNCH), entidade que tem entre seus coordenadores a Organização Mundial de Saúde (OMS), o ranking usou como ponto de partida outra Copa, a de 1990, sediada na Itália.
     
    No período, o Brasil reduziu em 77% as taxas de mortes de menores de cinco anos. No ano em que a Itália sediou a Copa, a taxa brasileira era de 62 mortes por mil nascidos vivos. Atualmente, é de 14 por mil nascidos vivos. O segundo melhor desempenho é de Portugal, que apresentou uma redução de 76% nas taxas. O índice atual de mortalidade é de 4 casos por mil nascidos vivos.
     
    Os dados gerais dos 32 países mostram que todos apresentaram uma redução nos índices de mortalidade entre menores de cinco anos, mas de forma desigual. Costa do Marfim, a última colocada no ranking, teve uma queda de 29% nas taxas, mas ainda apresenta números muito significativos. A cada mil nascimentos, 108 crianças não chegam aos cinco anos.
     
    O ranking foi lançado quatro dias antes da realização do Fórum da PMNCH, evento que vai discutir mecanismos para melhorar condições de saúde de crianças, recém-nascidos e mulheres. “O levantamento mostra que quando governos priorizam medidas para saúde infantil, progressos significativos podem ser alcançados”, afirmou o presidente da Associação de Pediatria da Ásia, Naveen Thacker. “Medidas de baixo custo podem ajudar a reduzir a morte entre recém-nascidos”, garantiu Zulfiqar Bhutta, do Centro de Saúde Infantil do Canadá. Entre os exemplos citados por ele está a limpeza do cordão umbilical, medida que, segundo ele, pode reduzir as mortes pela metade.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Estudo com cobaias atribui ao curry propriedades anti-hipertensivas

    Estudo com cobaias atribui ao curry propriedades anti-hipertensivas

    Cientistas médicos indianos anunciaram ter testado com sucesso uma mistura de temperos conhecida como curry que reduziu a pressão arterial em ratos de laboratório, despertando a expectativa de se encontrar medicamentos naturais e baratos para tratar esta doença crônica.
     
    S. Thanikachalam, especialista em cardiologia que chefiou a pesquisa, disse que sua equipe testou em roedores uma mistura de gengibre, cardamomo, cominho e pimenta, ingredientes comuns na cozinha indiana, junto com pétalas de lótus branca e outros.
     
    “Vimos, então, mudanças positivas em ratos com pressão arterial elevada induzida em nossas experiências em laboratório”, disse Thanikachalam, que chefia o departamento de cardiologia na Universidade Sri Ramachandra da cidade de Madrassa (sul).
     
    “A droga foi muito eficaz em reduzir a pressão arterial e diminuir o estresse oxidativo em ratos”, disse à AFP.
     
    O estudo destaca que as espécies contribuíram a reduzir a hipertensão arterial, uma forma secundária da pressão arterial alta, causada por um estreitamento das artérias nos rins.
     
    Os indianos são geneticamente predispostos à hipertensão. Um em cada quatro pessoas sofre desta doença nas cidades, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).
     
    Não é a primeira vez que o curry foi associado com benefícios para a saúde.
     
    Os resultados do estudo foram publicados na edição de junho da publicação médica Experimental Biology and Medicine.
     
    Fonte: Uol  Saúde
  • Governo amplia lista de remédios com incentivo fiscal

    Governo amplia lista de remédios com incentivo fiscal

    Brasília – O governo federal publicou nesta sexta-feira, 27, no Diário Oficial da União decreto que amplia a lista de substâncias usadas na fabricação de medicamentos que poderão ser beneficiadas com o regime especial de utilização do crédito presumido de PIS/Pasep e Cofins. 
     
    O incentivo fiscal contempla cerca de 170 substâncias relacionadas a remédios de tarja vermelha ou preta. Oito delas são utilizadas em medicamentos para nutrição parenteral e hemodiálise, por exemplo. Também há itens usados no combate de diabetes, como cloridrato de metformina, e no combate de infecções, como amoxicilina.
     
    Segundo as regras do regime especial, cabe à Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos o monitoramento das empresas contempladas com o benefício para “assegurar a efetiva repercussão da redução da carga tributária nos preços e a manutenção dos preços dos medicamentos por períodos de, no mínimo, doze meses”.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Pesquisa sobre leucemia pode resultar em novo tratamento de câncer de mama

    Pesquisa sobre leucemia pode resultar em novo tratamento de câncer de mama

    Pesquisas recentes sobre leucemia podem resultar em tratamentos para combater uma forma agressiva de câncer de mama.
     
    Uma equipe de especialistas escoceses afirma que uma falha no gene RUNX1, responsável pela leucemia, pode também estar por trás de outras formas de câncer, como o de mama.
     
    Testes realizados com 483 pacientes com uma forma agressiva de câncer de mama mostraram que as que tinham um defeito no gene RUNX1 tinham quatro vezes mais chances de morrer.
     
    Os resultados da pesquisa foram publicados na publicação científica PLoS One.
     
    Uma das pesquisadoras envolvidas no trabalho, Karen Blyth disse que a descoberta abre a possibilidade de usar o gene defeituoso como novo alvo para os tratamentos.
     
    “Primeiramente, precisamos provar que esse gene é o causador do câncer e, se este for o caso, então o que pode acontecer se conseguirmos inibi-lo?”
     
    “Há alguns medicamentos sendo desenvolvidos nos Estados Unidos para atacar o gene RUNX1 em casos de leucemia. Se funcionarem, podemos também testá-los contra o câncer de mama”, acrescentou Blyth.
     
    Exame de sangue
     
    O gene, no entanto, tem uma função importante para o funcionamento do organismo. Ele pode ser vital para a produção de sangue, mas, dependendo das circunstâncias, pode também desencadear ou suprimir a formação de tumores.
     
    Isto signifca que o uso de medicamentos contra o gene pode causar efeitos colaterais.
     
    E em uma outra pesquisa conduzida também por britânicos, especialistas da University College London desenvolveram um simples exame de sangue que pode identificar as chances de uma mulher ter câncer de mama mesmo que não tenha predisposição genética.
     
    Mulheres que carregam uma mutação no gene BRCA1 têm mais chance de desenvolver o tumor. O novo exame foi capaz de apontar mudanças nas células sanguíneas que indicam risco de câncer em mulheres que não apresentavam a mutação genética.
     
    Com isso, foi possível prever as chances de elas desenvolveram o câncer muitos anos antes de os sintomas se manifestarem.
     
    Matthew Lam, pesquisador sênior da instituição Breakthrough Breast Cancer disse que os resultados são animadores e podem levar a mais descobertas sobre formas de previnir o câncer.
     
    Fonte: BBC Brasil
     
  • OMS pede medidas drásticas contra epidemia de ebola e convoca reunião

    OMS pede medidas drásticas contra epidemia de ebola e convoca reunião

    Organização denunciou número de mortes e casos na África ocidental.
    Reunião com 11 países será realizada na próxima semana em Gana.
     
    A Organização Mundial de Saúde (OMS) pediu nesta quinta-feira (26) a realização de “medidas drásticas” para lutar contra a epidemia de ebola na África ocidental, e anunciou que realizará entre os dias 2 e 3 de julho uma reunião com os ministros da Saúde de 11 países.
     
    Em um comunicado, a OMS adverte que “faltam medidas drásticas ante o número de mortos e de casos de vírus ebola que seguem aumentando na Guiné, Libéria e Serra Leoa”.
     
    'A OMS está muito preocupada com o contágio da epidemia nos países vizinhos, e pelo potencial perigo de propagação internacional', declarou o dr. Luis Sambo, diretor regional da OMS para a África.
     
    A reunião será realizada em Acra, capital de Gana.
     
    Segundo balanço comunicado nesta quinta pela OMS, Guiné, o país mais afetado, seguido de Libéria e Serra Leoa, somam ao longo do ano 635 casos de febre hemorrágica, entre eles 399 mortes.
     
    Segundo a OMS, a atual epidemia de Ebola é a mais grave já registrada pelo número de casos e de mortes constatadas, e também por sua propagação geográfica.
     
    Nesta semana, a organização Médicos Sem Fronteiras informou que a epidemia de ebola na Guiné, Libéria e Serra Leoa está fora de controle e vai exigir enormes recursos dos governos e agências para evitar uma maior disseminação.
     
    Fonte: G1 Saúde
     
  • Governo cria programa de incentivo a pesquisa científica em 23 áreas

    Governo cria programa de incentivo a pesquisa científica em 23 áreas

    averá apoio a projetos em agricultura, saúde, energia, aeronáutica e outras.
    Programa começa em 2015 e terá metas para os próximos 10 anos.
     
    O governo federal anunciou nesta quarta-feira (25) a criação de um programa que irá incentivar pesquisas científicas em 20 setores durante os próximos dez anos. A apresentação do programa foi feito pelo ministro da Ciência e Tecnologia, Clélio Campolina, ao Conselho de Ciência e Tecnologia e Mobilização Empresarial pela Inovação, no Palácio do Planalto.
     
    Segundo a assessoria do ministro, o programa passará a valer a partir de 2015 e terá como foco pesquisa em áreas como agricultura, saúde, energia, aeronáutica, entre outras. O objetivo, de acordo com a assessoria, é incorporar os resultados alcançados ao mercado.
     
    Durante lançamento do programa na reunião do Conselho de Ciência e Tecnologia, a presidente Dilma Rousseff também defendeu a participação de empresas junto aos pesquisadores para que os estudos possam ser desenvolvidos.
     
    Nessa áreas, haverá incentivo, por exemplo, para as pesquisas relacionadas ao desenvolvimento de medicamentos, vacinas, produção de petróleo, de Veículos Aéreos Não Tripulados (Vants) e da banda larga para a internet no Brasil.
     
    Segundo a assessoria da pasta, são 23 “plataformas de conhecimento” a serem beneficiadas são as seguintes: medicamentos, vacinas, equipamentos de saúde, serviços de saúde, petróleo, engenharia básica, bioenergia, melhoramento genético, medicamentos e vacinas (agricultura), mudanças climáticas, agricultura de precisão, avião verde, VANTs, KC-390, FX-2, defesa cibernética, cidades inteligentes, banda larga, automação, robótica, monitoramento e vigilância da Amazônia, análises climáticas e bioeconomia.
     
    Na reunião, Dilma afirmou que os projetos escolhidos pelo programa tenham critérios “muito claros”. Na avaliação da chefe do Executivo federal, é preciso que os estudos consigam juntar tanto a qualidade dos pesquisadores quanto o empreendedorismo de algumas empresas para que as pesquisas possam se tornar viáveis e aplicáveis ao mercado.
     
    “Todas as plataformas precisam ter relevância econômica e devem estar orientadas para produzir ciência, tecnologia e inovação porque essas áreas são estratégicas para o desenvolvimento produtivo brasileiro”, afirmou.
     
    Segundo o governo,  os projetos a serem desenvolvidos serão escolhidos mediante avaliação de uma comissão formada por profissionais brasileiros e estrangeiros. Os projetos deverão ser inscritos por meio de chamadas públicas e serão avaliados mesmo após a seleção.
     
    Segundo o governo, o programa deverá estruturar as pesquisas com base nas necessidades de desenvolvimento de estudos em determinadas áreas no país. A presidente também defendeu aplicabilidade na rotina dos brasileiros e que é preciso dar “extrema importância” ao que ela chamou de ciência básica, que inclui a formação de matemáticos, físicos, biólogos e químicos, para que o país possa ter “engenharia decente”.
     
    Para os próximos dez anos, segundo o ministério, serão avaliados os resultados das pesquisas, assim como seus produtos. De acordo com o governo, a continuidade do financiamento por parte da União aos estudos estará vinculada às avaliações e metas obtidas pelos pesquisadores.
     
    O governo não detalhou os recursos que serão destinados ao programa a partir do ano que vem.
     
    Fonte: G1 Saúde
  • Vírus da pólio é encontrado em amostra de esgoto no Aeroporto de Viracopos, diz OMS

    Vírus da pólio é encontrado em amostra de esgoto no Aeroporto de Viracopos, diz OMS

    O vírus da pólio foi encontrado em amostra de esgoto perto de São Paulo, mas até o momento não foi registrado nenhum caso de paralisia em humanos, informou nesta segunda-feira a Organização Mundial da Saúde (OMS).
     
    O vírus que foi encontrado em amostras coletadas em março no aeroporto internacional de Viracopos, em Campinas (SP) é similar a uma amostra de vírus recentemente isolada de um caso na Guiné Equatorial, segundo a OMS.
     
    O vírus foi detectado por meio de testes de vigilância ambiental de rotina da água de esgoto; não há nenhuma evidência de transmissão do vírus.
     
    A OMS enfatizou que o Brasil não foi infectado pelo vírus da pólio; “o país foi exposto a um vírus importado”.
     
    A agência da ONU disse que o risco de o vírus da pólio encontrado no Brasil se espalhar internacionalmente é “muito baixo”, e da Guiné Equatorial é “alto”.
     
    O período de incubação da doença ( tempo decorrido entre a exposição a um organismo patogénico e a manifestação dos primeiros sintomas) varia de 5 a 35 dias, com mais frequência entre 7 e 14 dias.
     
    Na maioria dos casos, a infecção pelo vírus da poliomielite pode ser assintomática. Isso não impede sua transmissão, pois é eliminado pelas fezes e pode contaminar a água e os alimentos.
     
    Quando se manifestam, os sintomas variam de acordo com a gravidade da infecção.
     
    Nas formas não paralíticas, os sinais mais característicos são febre, mal-estar, dor de cabeça, de garganta e no corpo, vômitos, diarreia, constipação, espasmos, rigidez na nuca e meningite. Na forma paralítica, quando a infecção atinge as células dos neurônios motores, além dos sintomas já citados, instala-se a flacidez muscular que afeta, em
    regra, um dos membros inferiores.
     
    A pólio é considerada erradicada do Brasil desde 1989. 
     
    Fonte: Folha de São Paulo
  • Mamografia 3D é mais eficaz para detectar câncer de mama, diz estudo

    Mamografia 3D é mais eficaz para detectar câncer de mama, diz estudo

    Técnica aumenta em 41% a taxa de detecção de tumores invasivos.
    Mamografia tridimensional também diminui casos de diagnósticos errados.
     
    A mamografia tridimensional permite diagnosticar muito mais casos de câncer de mama e reduzir a quantidade de diagnósticos errados em comparação com a mamografia convencional, de acordo com os resultados de um amplo estudo clínico divulgado nesta terça-feira (24).
     
    Comparada com uma mamografia bidimensional, a mamografia digital 3D, ou tomossíntese, aumenta em 41% a taxa de detecção dos tumores mamários invasivos (que sai do duto mamário) e em 29% o diagnóstico de todos os cânceres de mama.
     
    A técnica, aprovada pela agência americana encarregada do controle de medicamentos (FDA) em 2011, também permitiu uma redução de 15% dos diagnósticos equivocados, tanto positivos quanto negativos, explicaram os autores deste estudo, publicado na edição desta quarta-feira (25) do “Journal of the American Medical Association” (JAMA).
     
    Essa pesquisa, a mais ampla realizada até agora sobre a eficácia do exame, foi feita com cerca de meio milhão de mulheres em treze hospitais americanos.
     
    “O estudo confirma o que já sabíamos, que com a mamografia 3D são diagnosticados mais cânceres invasivos e se evita a ansiedade e o custo de exames adicionais para confirmar o que se revela um falso alarme”, destaca Donna Plecha, diretora do serviço de exames de imagem no hospital universitário do Case Medical Center, em Cleveland (Ohio).
     
    “Sabíamos que as mamografias salvavam vidas e este estudo nos dá dados sólidos que mostram que a mamografia em 3D dá um melhor diagnóstico para o câncer de mama, suficientemente precoce, quando ainda é tratável”, explicou.
     
    Este sistema, que combina a mamografia digital com exame de imagem por tomossíntese, permite obter imagens muito mais detalhadas e precisas do seio. É usado para recriar imagens de um milímetro de espessura que podem ser visualizadas em uma reconstrução da mama em 3D.
     
    Para a paciente, não há muita diferença entre este exame e uma mamografia convencional, ele dura apenas alguns segundos mais.
     
    A imagem 3D permite melhorar o diagnóstico, ajudando os radiologistas a identificar as estruturas dos seios e ver bem as áreas que ficam apagadas na mamografia bidimensional, que podem revelar um tumor, mas também ocultá-lo.
     
    O momento em que se descobre o câncer de mama determina as possibilidades de sobrevivência da paciente, daí a importância que as mulheres de 40 anos façam uma mamografia anual, segundo eles.
     
    Se um câncer for detectado suficientemente cedo e não se estendeu para além do seio, a taxa de sobrevida em cinco anos é de 97%, afirmam os autores deste estudo.
     
    Fonte: Bem Estar