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  • Vírus da pólio é encontrado em amostra de esgoto no Aeroporto de Viracopos, diz OMS

    Vírus da pólio é encontrado em amostra de esgoto no Aeroporto de Viracopos, diz OMS

    O vírus da pólio foi encontrado em amostra de esgoto perto de São Paulo, mas até o momento não foi registrado nenhum caso de paralisia em humanos, informou nesta segunda-feira a Organização Mundial da Saúde (OMS).
     
    O vírus que foi encontrado em amostras coletadas em março no aeroporto internacional de Viracopos, em Campinas (SP) é similar a uma amostra de vírus recentemente isolada de um caso na Guiné Equatorial, segundo a OMS.
     
    O vírus foi detectado por meio de testes de vigilância ambiental de rotina da água de esgoto; não há nenhuma evidência de transmissão do vírus.
     
    A OMS enfatizou que o Brasil não foi infectado pelo vírus da pólio; “o país foi exposto a um vírus importado”.
     
    A agência da ONU disse que o risco de o vírus da pólio encontrado no Brasil se espalhar internacionalmente é “muito baixo”, e da Guiné Equatorial é “alto”.
     
    O período de incubação da doença ( tempo decorrido entre a exposição a um organismo patogénico e a manifestação dos primeiros sintomas) varia de 5 a 35 dias, com mais frequência entre 7 e 14 dias.
     
    Na maioria dos casos, a infecção pelo vírus da poliomielite pode ser assintomática. Isso não impede sua transmissão, pois é eliminado pelas fezes e pode contaminar a água e os alimentos.
     
    Quando se manifestam, os sintomas variam de acordo com a gravidade da infecção.
     
    Nas formas não paralíticas, os sinais mais característicos são febre, mal-estar, dor de cabeça, de garganta e no corpo, vômitos, diarreia, constipação, espasmos, rigidez na nuca e meningite. Na forma paralítica, quando a infecção atinge as células dos neurônios motores, além dos sintomas já citados, instala-se a flacidez muscular que afeta, em
    regra, um dos membros inferiores.
     
    A pólio é considerada erradicada do Brasil desde 1989. 
     
    Fonte: Folha de São Paulo
  • Mamografia 3D é mais eficaz para detectar câncer de mama, diz estudo

    Mamografia 3D é mais eficaz para detectar câncer de mama, diz estudo

    Técnica aumenta em 41% a taxa de detecção de tumores invasivos.
    Mamografia tridimensional também diminui casos de diagnósticos errados.
     
    A mamografia tridimensional permite diagnosticar muito mais casos de câncer de mama e reduzir a quantidade de diagnósticos errados em comparação com a mamografia convencional, de acordo com os resultados de um amplo estudo clínico divulgado nesta terça-feira (24).
     
    Comparada com uma mamografia bidimensional, a mamografia digital 3D, ou tomossíntese, aumenta em 41% a taxa de detecção dos tumores mamários invasivos (que sai do duto mamário) e em 29% o diagnóstico de todos os cânceres de mama.
     
    A técnica, aprovada pela agência americana encarregada do controle de medicamentos (FDA) em 2011, também permitiu uma redução de 15% dos diagnósticos equivocados, tanto positivos quanto negativos, explicaram os autores deste estudo, publicado na edição desta quarta-feira (25) do “Journal of the American Medical Association” (JAMA).
     
    Essa pesquisa, a mais ampla realizada até agora sobre a eficácia do exame, foi feita com cerca de meio milhão de mulheres em treze hospitais americanos.
     
    “O estudo confirma o que já sabíamos, que com a mamografia 3D são diagnosticados mais cânceres invasivos e se evita a ansiedade e o custo de exames adicionais para confirmar o que se revela um falso alarme”, destaca Donna Plecha, diretora do serviço de exames de imagem no hospital universitário do Case Medical Center, em Cleveland (Ohio).
     
    “Sabíamos que as mamografias salvavam vidas e este estudo nos dá dados sólidos que mostram que a mamografia em 3D dá um melhor diagnóstico para o câncer de mama, suficientemente precoce, quando ainda é tratável”, explicou.
     
    Este sistema, que combina a mamografia digital com exame de imagem por tomossíntese, permite obter imagens muito mais detalhadas e precisas do seio. É usado para recriar imagens de um milímetro de espessura que podem ser visualizadas em uma reconstrução da mama em 3D.
     
    Para a paciente, não há muita diferença entre este exame e uma mamografia convencional, ele dura apenas alguns segundos mais.
     
    A imagem 3D permite melhorar o diagnóstico, ajudando os radiologistas a identificar as estruturas dos seios e ver bem as áreas que ficam apagadas na mamografia bidimensional, que podem revelar um tumor, mas também ocultá-lo.
     
    O momento em que se descobre o câncer de mama determina as possibilidades de sobrevivência da paciente, daí a importância que as mulheres de 40 anos façam uma mamografia anual, segundo eles.
     
    Se um câncer for detectado suficientemente cedo e não se estendeu para além do seio, a taxa de sobrevida em cinco anos é de 97%, afirmam os autores deste estudo.
     
    Fonte: Bem Estar
  • Dilma sanciona lei que obriga plano a trocar médico que deixou convênio

    Dilma sanciona lei que obriga plano a trocar médico que deixou convênio

    Pelo texto, clientes deverão ser avisados com 30 dias de antecedência.
     
    Lei publicada no 'Diário Oficial' entrará em vigor daqui a seis meses.
     
    A presidente Dilma Rousseff sancionou a lei que obriga os planos de saúde a substituir médicos que deixaram de atender pelo convênio. Além de recontratar outro profissional com a mesma especialidade, o plano deverá avisar seus clientes sobre a troca com 30 dias de antecedência. A regra entrará em vigor daqui a seis meses.
     
    O texto sancionado sem vetos foi publicado na edição desta quarta-feira (25) no “Diário Oficial da União” – clique aqui para ver. O projeto de lei teve votação no Congresso finalizada em abril.
     
    A lei também torna obrigatória a existência de um contrato dos planos de saúde com os médicos, hospitais e clínicas credenciados, detalhando os valores para cada serviço prestado. Profissionais empregados pelos planos e estabelecimentos de saúde pertencentes ao próprio plano não precisarão desse contrato.
     
    O texto define ainda que o contrato entre os médicos e as operadoras deverá estipular critérios sobre o reajuste anual dos valores cobrados pelos procedimentos. Caso os reajustes não sejam feitos até o final de março, os novos valores da prestação do serviço serão fixados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
     
    Decisão da Justiça
     
    Apesar de a regra entrar em vigor somente no fim deste ano, a Justiça já tem obrigado as empresas a seguir o procedimento de comunicar os clientes sobre descredenciamentos. Em 2012, uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou que as operadoras de planos de saúde são obrigadas a informar individualmente aos segurados sobre descredenciamento de hospitais e médicos.
     
    A Justiça julgou procedente um pedido de indenização de uma família que, ao levar um parente cardíaco à emergência de um hospital em São Paulo, foi informada no local que a instituição não era mais credenciada no plano de saúde. A família tinha escolhido o hospital justamente por já ter sido atendida no local em ocasiões anteriores.
     
    Fonte: G1 Saúde
     
  • Remédio para reumatismo faz nascer cabelos e pelos em paciente dos EUA

    Remédio para reumatismo faz nascer cabelos e pelos em paciente dos EUA

    Homem com alopécia universal teve melhora após meses usando remédio.
    É o primeiro caso de tratamento bem sucedido desta doença, diz estudo.
     
    Cientistas da Universidade Yale, nos Estados Unidos, descobriram que um medicamento criado para tratar reumatismo pode estimular o crescimento de cabelo e pelos em pessoas que sofrem de alopécia universal, quando há perda de todos os pelos do corpo.
     
    De acordo com a pesquisa, publicada no “Journal of Investigative Dermatology”, do grupo “Nature”, uma grande quantidade de cabelo após um tratamento proposto pelos médicos.
     
    Atualmente, não há cura ou tratamento de longo prazo para este tipo de alopécia, enfermidade que deixou careca o paciente voluntário aos 25 anos. Segundo os investigadores, foi o primeiro caso de tratamento bem sucedido para esta enfermidade.
     
    Além do cabelo, cresceram ainda os pelos das sobrancelhas e cílios, além do rosto e axila, todos afetados pela alopécia. “Os resultados foram exatamente o que esperávamos”, disse Brett King, professor assistente de dermatologia da Escola de Medicina da Universidade Yale e autor principal do artigo científico. “É um enorme passo para o tratamento de pacientes com esta condição”, disse ele, em comunicado.
     
    O caso
     
    O paciente havia sido previamente diagnosticado com alopécia universal e psoríase em placas, condição caracterizada por áreas vermelhas escamosas na pele.
     
    Os médicos decidiram usar o medicamento que tem o nome comercial Xeljanz (Tofacitinib Citrate), da empresa Pfizer. Com comercialização autorizada nos EUA, experimentos anteriores feitos com o remédio em camundongos tiveram bons resultados na reversão da psoríase — mas não da alopécia.
     
    O homem utilizou a droga por dois meses, consumindo 10 mg por dia. Durante esse período, a psoríase teve leve melhora, mas foi registrado crescimento de cabelo e pelos faciais.
     
    Houve mais três meses de tratamento, com 15 mg por dia, e, ao longo desse tempo o voluntário recuperou grande parte dos cabelos e suas sobrancelhas já eram bem visíveis, além dos pelos faciais e da axila.
     
    “O paciente relatou não sentir qualquer efeito colateral e não detectamos anormalidades nos testes laboratoriais”, disse Brittany Craiglow, coautora do estudo.
     
    De acordo com os cientistas, haverá novos experimentos para se obter um creme com a droga. No entanto, eles dizem que os princípios ativos podem não ajudar em todos os casos.
     
    Fonte: Bem Estar
  • Agência de saúde britânica sugere novas alternativas contra ataques cardíacos

    Agência de saúde britânica sugere novas alternativas contra ataques cardíacos

    Médicos devem usar novos medicamentos além da aspirina para tratar problemas cardíacos comuns, de acordo com novas regras do Instituto Nacional para Saúde e Excelência Clínica da Grã-Bretanha (Nice, na sigla em inglês).
     
    Segundo o Nice, medicamentos anticoagulantes como a varfarina são mais indicados para aqueles com fibrilação atrial, que pode aumentar o risco de um ataque.
     
    Especialistas dizem que muitos médicos já estão fazendo isso. A indicação deverá afetar centenas de milhares de pacientes.
     
    A fibrilação atrial, que causa um batimento cardíaco irregular, é o problema de coração mais comum e afeta até 800 mil pessoas no Reino Unido – cerca de uma pessoa a cada 100.
     
    Com a fibrilação atrial, o coração não trabalha de maneira apropriada e podem se formar coágulos de sangue, o que aumenta o risco de um ataque.
     
    A aspirina tem sido usada há anos para ajudar a proteger os pacientes de ataques, mas evidências sugerem que os benefícios do medicamento são muito pequenos em comparação com outros tratamentos.
     
    As diretrizes do Nice reconhecem isso – é a primeira vez que elas são atualizadas desde que foram originalmente lançadas, em 2006.
     
    O conselho de substituir a aspirina por um medicamento anticoagulante como a varfarina deve evitar milhares de ataques.
     
    Outros anticoagulantes mais recentes podem ser mais adequados pois não exigem acompanhamento regular, diz o Nice.
     
    Especialistas dizem que se a ingestão de aspirina for interrompida, o processo deve ser feito gradualmente e somente sob orientação de um médico.
     
    O professor Peter Weissberg, diretor-médico da Fundação Britânica do Coração, disse: “Ataques causados pela fibrilação atrial são comuns e evitáveis, mas apenas se o ritmo cardíaco anormal for identificado em primeiro lugar e se medicamentos eficazes são dados para prevenir o desenvolvimento de coágulos de sangue”.
     
    “A orientação revisada do Nice reflete o acúmulo de evidências que a varfarina e os anticoagulantes mais novos são muito mais eficazes que a aspirina na prevenção de AVCs”.
     
    “Isso não significa que a aspirina não seja importante e eficaz na prevenção de ataques cardíacos e derrames em outras circunstâncias”.
     
    O professor Peter Elwood, especialista da Universidade de Cardiff, alertou que pode não ser seguro parar de tomar aspirina repentinamente.
     
    “Se o consumo de aspirina tiver de ser interrompido, ele deve ser interrompido gradualmente”, disse ele.
     
    Fonte: BBC Brasil
  • Cirurgia evita transplante de fígado em crianças com câncer

    Cirurgia evita transplante de fígado em crianças com câncer

    Crianças brasileiras com tumores agressivos no fígado têm uma nova opção de tratamento que pode evitar um transplante. A técnica, que já era usada em adultos, começou a ser aplicada em pacientes mais novos em um hospital de Curitiba.
     
    Segundo o cirurgião hepático Julio Wierderkehr, que desde o início do ano realiza os procedimentos no Hospital Pequeno Príncipe, o novo método para retirada de tumores tem vários benefícios a longo prazo para a saúde dos pequenos.
     
    “Para evitar a rejeição do órgão transplantado, é preciso tomar medicamentos que inibem o sistema de defesa do organismo, os chamados imunossupressores. Mas, além de prevenirem a rejeição, eles também diminuem a capacidade do corpo de combater doenças, infecções e até mesmo um outro câncer”, explica o médico.
     
    “Como eles começariam a tomar os imunossupressores muito jovens, seriam muitos anos suscetíveis a esses efeitos adversos”, completa.
     
    A técnica também teria a vantagem, na opinião de Wierderkehr, de deixar os órgãos para transplante disponíveis aos pacientes para quem essa é a única opção de tratamento.
     
    O menino Rafael Michalski, 12, foi o primeiro a ser submetido à técnica, conhecida como ALPPS, em janeiro. Diagnosticado com um tumor no fígado em 2013, ele tinha 75% do órgão tomado pelo câncer e estava na fila de espera por um transplante.
     
    Cinco meses depois da operação, o estudante passa bem e não tem complicações.
     
    O MÉTODO
     
    A técnica se vale da capacidade de regeneração do fígado. Embora ele possa se regenerar mesmo após a remoção de grandes “fatias”, ainda há divergências sobre o limite seguro de extração.
     
    Na maioria das vezes, quando o tumor ocupa mais de 75% do órgão, a opção é o transplante, já que a área restante do fígado seria pequena demais para garantir a regeneração do órgão.
     
    No método usado em Curitiba, os médicos turbinam o crescimento da área sadia do fígado, permitindo que mesmo órgãos com tumores grandes consigam se regenerar.
     
    São duas cirurgias, com um intervalo de cerca de 15 dias entre elas.
     
    Na primeira, o fígado é dividido entre a área sadia e a com tumor. A veia porta, que leva sangue até o órgão, é desconectada da região onde está o câncer. Dessa forma, o fluxo sanguíneo se concentra na área sadia.
     
    Na segunda, a região com o tumor é removida e se inicia a regeneração do órgão.
     
    No caso de Rafael, em dez dias o fígado sadio atingiu 41% do tamanho normal. Três meses depois da cirurgia, já tinha 70%. Além dele, outros quatro pacientes já se submeteram ao procedimento.
     
    CAUTELA
     
    Para o chefe do departamento de transplantes da Santa Casa e professor da USP Paulo Massarollo, trata-se de mais uma opção de tratamento, mas ainda é preciso cautela.”Não é o fim do transplante em casos de câncer. Ela serve em casos bastante específicos, em que o paciente não tem cirrose e o tumor é só num lado do fígado. E esses são casos mais raros”, diz.
     
    “Para a fila de transplantes, o impacto é insignificante. Além disso, a literatura médica indica a possibilidade de complicações.” 
     
    Fonte: Folha de São Paulo
  • Mutação genética afeta sobrevivência ao câncer de mama, sugere estudo

    Mutação genética afeta sobrevivência ao câncer de mama, sugere estudo

    Cientistas vinculam variação de gene envolvido no sistema imunológico.
    Pesquisa foi publicada na revista 'Nature Communications'.
     
    As mulheres portadoras de uma mutação genética específica correm um risco maior de morrer de um tipo de câncer de mama, revelou um estudo publicado nesta semana na revista “Nature Communications”, que acenou para a possibilidade de medicamentos especialmente desenvolvidos para o tratamento.
     
    Pesquisas anteriores tinham demonstrado que as chances de sobrevivência ao câncer de mama após o tratamento eram, em parte, hereditárias. Suspeitava-se de um envolvimento dos genes no sistema imunológico, mas não ficou claro quais seriam.
     
    Agora, os cientistas vinculam uma variação do CCL20 – gene envolvido na resposta imunológica do organismo – a um risco maior de morte em mulheres submetidas a quimioterapia para tratar o chamado câncer com receptor de estrogênio negativo (ER-).
     
    Segundo os resultados da pesquisa, a descoberta “pode representar metas ideais para tratamentos feitos sob medida e também pode melhorar nossas capacidades atuais de fazer o prognóstico de sintomas”.
     
    Metodologia
     
    A equipe usou dados de vários estudos feitos com mais de 2.600 mulheres de diferentes países. Foram analisadas mudanças na codificação de proteínas em mulheres submetidas a quimioterapia para tratar o câncer ER-, uma categoria que afeta uma minoria de pacientes e que é mais difícil de tratar que o câncer ER+.
     
    Os cientistas ajustaram os resultados para, possivelmente, confundir características como idade do paciente no diagnóstico e tamanho do tumor.
     
    A descoberta explicou apenas uma pequena parte da variação associada com a sobrevivência ao câncer de mama e mais mutações precisar ser encontradas para entender completamente a base genética do diagnóstico de ER-, escreveram os cientistas.
     
    Em um estudo separado sobre o câncer de mama, publicado na edição online do “British Medical Journal” (BMJ), cientistas da Noruega e dos Estados Unidos descobriram que mamografias feitas a cada dois anos podem reduzir o risco de morte em cerca de 28%.
     
    Superdiagnóstico
     
    Segundo a pesquisa, cerca de 27 mortes de câncer de mama podem ser evitadas entre 10 mil mulheres que fizeram exames de mamografia – ou cerca de uma em 368, informou a equipe, após analisar dados de todas as mulheres na Noruega entre 50 e 79 anos de idade entre 1986 e 2009.
     
    “As mortes por câncer de mama ocorreram em 1.175 das mulheres encaminhadas a fazer exames de mamografia e em 8.996 das mulheres que não foram encaminhadas”, escreveram os cientistas, que consideraram o vínculo “substancial”.
     
    A descoberta se soma às discussões correntes sobre a relevância destes exames perante os riscos do 'superdiagnóstico', que leva algumas mulheres a se submeter a tratamentos invasivos para evitar cânceres que não teriam ou que seriam descobertos sem uma mamografia.
     
    Em um comentário, também publicado no site bmj.com, dois professores americanos de medicina, Joann Elmore e Russell Harris, afirmaram que os cientistas não encerraram a questão. “O estudo norueguês confirma amplamente o que já se sabe: os benefícios dos exames de mamografia são modestos, na melhor das hipóteses”, escreveram.
     
    “Embora os benefícios sejam pequenos, os danos dos exames são reais e incluem o 'superdiagnóstico', estresse psicológico e exorbitantes custos para a saúde”, concluíram.
     
    Fonte: Bem Estar
  • Notificação de casos de HIV positivo passa a ser obrigatória

    Notificação de casos de HIV positivo passa a ser obrigatória

    O governo tornou obrigatória a notificação dos casos de infecção pelo vírus HIV, antecipando o momento em que essas pessoas entram na contabilidade nacional.
     
    A mudança foi anunciada em 2012 e publicada em portaria na semana passada.
     
    Até então, os serviços de saúde tinham que fazer a notificação dos casos de Aids, ou seja, após a manifestação da doença com o comprometimento do sistema imune, o que pode ocorrer anos depois da infecção.
     
    Também já era obrigatório informar casos identificados de HIV em gestantes e em recém-nascidos.
     
    Por conta própria, alguns Estados já contavam os casos de HIV, e o governo também dispunha de informações sobre o número de pessoas que estavam vinculadas a serviços públicos de saúde para acompanhar a infecção, mesmo antes de desenvolverem Aids. Não havia, porém, o registro nacional.
     
    Segundo Jarbas Barbosa, secretário de vigilância em saúde do Ministério da Saúde, o objetivo é alinhar os registros à nova política do país para a doença: oferecer o tratamento com antirretrovirais desde o diagnóstico do HIV, independentemente da contagem de células de defesa CD4 e do estágio da doença.
     
    Barbosa estima que, com o registro e as ações para ampliar o diagnóstico precoce do HIV, o número de novas notificações pode ser de 100 mil em um ano, incluindo aí os 39 mil novos casos de Aids esperados, seguindo a tendência dos anos anteriores.
     
    A nova notificação vai manter informações sobre o desenvolvimento da Aids.
     
    Alexandre Grangeiro, pesquisador da Faculdade de Medicina da USP, avalia como positiva a decisão. Segundo ele, há poucos dados sobre a infecção entre heterossexuais e eventual uso de drogas, relações desprotegidas com profissionais do sexo ou situação de encarceramento.
     
    O novo modelo também funciona para dar a dimensão atual da epidemia, diz José Hélio Costalunga, que integra a Cnaids (Comissão Nacional de DST, Aids e Hepatites Virais) pela Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV/Aids + Brasil.
     
    Fonte: Folha de São Paulo
     
  • Estudo indica que cirurgia bariátrica tem maior taxa de remissão de diabetes

    Estudo indica que cirurgia bariátrica tem maior taxa de remissão de diabetes

    A cirurgia bariátrica para redução de estômago supera outros tratamentos por conseguir levar pacientes obesos à remissão da diabetes tipo 2, revelou um estudo sueco publicado nesta terça-feira (10).
     
    A pesquisa, que será divulgada no Jornal da Associação Médica Americana (Jama), também revelou que o procedimento está vinculado a um número menor de complicações relacionadas com a diabetes nas pessoas que estão severamente acima do peso.
     
    As descobertas vêm à tona em um momento em que obesidade e diabetes alcançam proporções de epidemia, acarretando um caro problema de saúde.
     
    Nos Estados Unidos, mais de 29 milhões de pessoas – ou 9,3% da população – tinha diabetes em 2012, enquanto estimativas dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) apontavam para uma cifra de 26 milhões dois anos atrás.
     
    Tratar a doença e suas complicações relacionadas custaram US$ 245 bilhões em gastos médicos em 2012, uma cifra muito superior aos US$ 174 bilhões de cinco anos antes.
     
    Realizada por uma equipe de cientistas chefiada por Lars Sjostrom, da Universidade de Gotemburgo, a pesquisa consistiu em um acompanhamento do Estudo Sueco sobre Indivíduos Obesos.
     
    O tempo de acompanhamento médio foi de 18,1 anos para pessoas que se submeteram à cirurgia e de 17,6 anos para o grupo de controle, com a finalidade de determinar os efeitos a longo prazo dos procedimentos bariátricos, da remissão de diabetes e das complicações vinculadas à diabetes.
     
    Os autores descobriram que a proporção de pessoas com diabetes tipo 2 que fizeram cirurgia bariátrica e estavam em remissão era de 72,3% dois anos depois do procedimento contra 16,4% no grupo de controle.
     
    Quinze anos depois, as taxas de remissão de diabetes foram de 30,4% entre os que fizeram a cirurgia, significativamente maior do que os 6,5% de remissão no grupo de controle.
     
    Todos os tipos de cirurgia bariátrica – inclusive o bypass gástrico, bem como procedimentos com bandas ou anéis ajustáveis e não ajustáveis – “foram associados com taxas mais elevadas de remissão em comparação com o tratamento usual”, destacou um comunicado que anunciou o estudo.
     
    Além disso, segundo os autores, este tipo de cirurgia também está vinculada com uma incidência menor de complicações micro e macrovasculares, embora tenham alertado que as descobertas precisam de confirmação por meio de testes aleatórios.
     
    De acordo com dados dos CDC, uma em cada quatro pessoas com diabetes nos Estados Unidos não sabe que tem a doença.
     
    Fonte: Uol Saúde
     
  • Dois anos depois de veto, emagrecedores podem retornar

    Dois anos depois de veto, emagrecedores podem retornar

    Dois anos e meio após o governo ter proibido a venda e o uso de três tipos populares de emagrecedores no país, pessoas com excesso de peso recorreram a drogas de uso “off label” –registradas para outras finalidades–, se submeteram a mais procedimentos médicos e tiveram agravado o grau da obesidade.
     
    É o que relatam especialistas em nutrologia e endocrinologia ouvidos pela reportagem, que defendem a volta ao mercado das substâncias femproporex, mazindol e anfepramona (do grupo das anfetaminas e seus derivados).
     
    Elas foram banidas em 2011 pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), para a qual não há provas científicas de que as substâncias são eficazes, e o risco do uso delas superaria os benefícios à saúde.
     
    Esse veto, porém, corre o risco de cair. Um projeto na pauta da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado susta os efeitos da resolução da Anvisa que tirou os anfetamínicos de cena. Se aprovado na comissão, o texto vai ao plenário da Casa e à promulgação pelo Congresso.
     
    A expectativa é que a CCJ avalie o texto em 2 de julho. A Folha apurou que a própria Anvisa já avalia que o projeto será aprovado. Médicos e pacientes a favor da liberação têm feito gestões junto aos senadores pela aprovação.
     
    “A Anvisa tirou produtos eficazes, com trabalhos científicos e há mais de 50 anos no mercado. Os pacientes sumiram dos consultórios e voltam depois com diabetes e hipertensos”, critica Dimitri Homar, médico integrante da diretoria da Abran (Associação Brasileira de Nutrologia).
     
    Segundo Homar, a alternativa foi buscar remédios de uso “off label”, que são mais caros e não são os mais adequados por não terem sido estudados para o emagrecimento. O topiramato (anticonvulsivante), Victoza (contra o diabetes tipo 2) e bupropiona (antidepressivo) são algumas das drogas procuradas.
     
    O endocrinologista João Castro adiciona outro nome à lista das alternativas: a lisdexanfetamina, usada contra o deficit de atenção.
     
    Castro afirma que a percepção, no consultório médico, é que aumentou o número de pessoas com problemas de peso e o grau de obesidade.
     
    Os médicos rejeitam os resultados de uma pesquisa feita por telefone – e divulgada pelo Ministério da Saúde– que aponta a estagnação dos percentuais de excesso de peso e de obesidade em 2013.
     
    Se aprovado o projeto, a Anvisa ainda poderia editar uma nova resolução, com os mesmos vetos –algo com potencial político explosivo.
     
    Dirceu Barbano, diretor-presidente da Anvisa, prefere não entrar na questão política. “A Anvisa já manifestou sua posição técnica de forma exaustiva (…) Somente uma lei pode dispensar a Anvisa da responsabilidade de evitar que existam medicamentos no mercado que causem mais danos do que a doença que pretendem tratar”, afirma.
     
    DE OLHO
     
    O andamento do projeto que pode derrubar o veto da Anvisa é acompanhado de perto pelo grupo “União pela volta dos inibidores de apetite e suplementos alimentares”, com mais de 3.000 seguidores no Facebook.
     
    Uma das integrantes do grupo, Antônia Rodrigues, 50, tomou anfepramona durante 17 anos, com o objetivo de controlar a ansiedade e a compulsão pela comida.
     
    Meses após o veto ao remédio, conta, começou a engordar, passando de 68 kg, em 2011, e atingindo os 94 kg.
     
    “Eu já tinha problemas com a minha articulação, e isso se potencializou. Estou sem medicamento e sem poder fazer academia. Você fica sem saída”, lamenta.
     
    Antônia afirma que já tentou usar um medicamento contra diabetes, mas sentiu efeitos limitados. “No desespero”, recorreu ao mercado negro: “Era maisena.”
     
    Simone Claudino, 41, também tomava anfepramona como forma de manter o peso. “O remédio não me fazia emagrecer tanto. Já tinha chegado a um peso bom, mas queria mantê-lo.”
     
    Depois de parar de tomar, o peso passou de cerca de 70 kg para 93 kg. Por conta própria, tentou tomar a sibutramina (um emagrecedor permitido, mas vendido com regras rígidas) e teve problemas cardíacos.
     
    “A sociedade trata a obesidade como uma sem-vergonhice e não como uma doença”, diz.
     
    Fonte: Folha de São Paulo