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  • Dilma sanciona lei que obriga plano a trocar médico que deixou convênio

    Dilma sanciona lei que obriga plano a trocar médico que deixou convênio

    Pelo texto, clientes deverão ser avisados com 30 dias de antecedência.
     
    Lei publicada no 'Diário Oficial' entrará em vigor daqui a seis meses.
     
    A presidente Dilma Rousseff sancionou a lei que obriga os planos de saúde a substituir médicos que deixaram de atender pelo convênio. Além de recontratar outro profissional com a mesma especialidade, o plano deverá avisar seus clientes sobre a troca com 30 dias de antecedência. A regra entrará em vigor daqui a seis meses.
     
    O texto sancionado sem vetos foi publicado na edição desta quarta-feira (25) no “Diário Oficial da União” – clique aqui para ver. O projeto de lei teve votação no Congresso finalizada em abril.
     
    A lei também torna obrigatória a existência de um contrato dos planos de saúde com os médicos, hospitais e clínicas credenciados, detalhando os valores para cada serviço prestado. Profissionais empregados pelos planos e estabelecimentos de saúde pertencentes ao próprio plano não precisarão desse contrato.
     
    O texto define ainda que o contrato entre os médicos e as operadoras deverá estipular critérios sobre o reajuste anual dos valores cobrados pelos procedimentos. Caso os reajustes não sejam feitos até o final de março, os novos valores da prestação do serviço serão fixados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
     
    Decisão da Justiça
     
    Apesar de a regra entrar em vigor somente no fim deste ano, a Justiça já tem obrigado as empresas a seguir o procedimento de comunicar os clientes sobre descredenciamentos. Em 2012, uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou que as operadoras de planos de saúde são obrigadas a informar individualmente aos segurados sobre descredenciamento de hospitais e médicos.
     
    A Justiça julgou procedente um pedido de indenização de uma família que, ao levar um parente cardíaco à emergência de um hospital em São Paulo, foi informada no local que a instituição não era mais credenciada no plano de saúde. A família tinha escolhido o hospital justamente por já ter sido atendida no local em ocasiões anteriores.
     
    Fonte: G1 Saúde
     
  • Agência de saúde britânica sugere novas alternativas contra ataques cardíacos

    Agência de saúde britânica sugere novas alternativas contra ataques cardíacos

    Médicos devem usar novos medicamentos além da aspirina para tratar problemas cardíacos comuns, de acordo com novas regras do Instituto Nacional para Saúde e Excelência Clínica da Grã-Bretanha (Nice, na sigla em inglês).
     
    Segundo o Nice, medicamentos anticoagulantes como a varfarina são mais indicados para aqueles com fibrilação atrial, que pode aumentar o risco de um ataque.
     
    Especialistas dizem que muitos médicos já estão fazendo isso. A indicação deverá afetar centenas de milhares de pacientes.
     
    A fibrilação atrial, que causa um batimento cardíaco irregular, é o problema de coração mais comum e afeta até 800 mil pessoas no Reino Unido – cerca de uma pessoa a cada 100.
     
    Com a fibrilação atrial, o coração não trabalha de maneira apropriada e podem se formar coágulos de sangue, o que aumenta o risco de um ataque.
     
    A aspirina tem sido usada há anos para ajudar a proteger os pacientes de ataques, mas evidências sugerem que os benefícios do medicamento são muito pequenos em comparação com outros tratamentos.
     
    As diretrizes do Nice reconhecem isso – é a primeira vez que elas são atualizadas desde que foram originalmente lançadas, em 2006.
     
    O conselho de substituir a aspirina por um medicamento anticoagulante como a varfarina deve evitar milhares de ataques.
     
    Outros anticoagulantes mais recentes podem ser mais adequados pois não exigem acompanhamento regular, diz o Nice.
     
    Especialistas dizem que se a ingestão de aspirina for interrompida, o processo deve ser feito gradualmente e somente sob orientação de um médico.
     
    O professor Peter Weissberg, diretor-médico da Fundação Britânica do Coração, disse: “Ataques causados pela fibrilação atrial são comuns e evitáveis, mas apenas se o ritmo cardíaco anormal for identificado em primeiro lugar e se medicamentos eficazes são dados para prevenir o desenvolvimento de coágulos de sangue”.
     
    “A orientação revisada do Nice reflete o acúmulo de evidências que a varfarina e os anticoagulantes mais novos são muito mais eficazes que a aspirina na prevenção de AVCs”.
     
    “Isso não significa que a aspirina não seja importante e eficaz na prevenção de ataques cardíacos e derrames em outras circunstâncias”.
     
    O professor Peter Elwood, especialista da Universidade de Cardiff, alertou que pode não ser seguro parar de tomar aspirina repentinamente.
     
    “Se o consumo de aspirina tiver de ser interrompido, ele deve ser interrompido gradualmente”, disse ele.
     
    Fonte: BBC Brasil
  • Remédio para reumatismo faz nascer cabelos e pelos em paciente dos EUA

    Remédio para reumatismo faz nascer cabelos e pelos em paciente dos EUA

    Homem com alopécia universal teve melhora após meses usando remédio.
    É o primeiro caso de tratamento bem sucedido desta doença, diz estudo.
     
    Cientistas da Universidade Yale, nos Estados Unidos, descobriram que um medicamento criado para tratar reumatismo pode estimular o crescimento de cabelo e pelos em pessoas que sofrem de alopécia universal, quando há perda de todos os pelos do corpo.
     
    De acordo com a pesquisa, publicada no “Journal of Investigative Dermatology”, do grupo “Nature”, uma grande quantidade de cabelo após um tratamento proposto pelos médicos.
     
    Atualmente, não há cura ou tratamento de longo prazo para este tipo de alopécia, enfermidade que deixou careca o paciente voluntário aos 25 anos. Segundo os investigadores, foi o primeiro caso de tratamento bem sucedido para esta enfermidade.
     
    Além do cabelo, cresceram ainda os pelos das sobrancelhas e cílios, além do rosto e axila, todos afetados pela alopécia. “Os resultados foram exatamente o que esperávamos”, disse Brett King, professor assistente de dermatologia da Escola de Medicina da Universidade Yale e autor principal do artigo científico. “É um enorme passo para o tratamento de pacientes com esta condição”, disse ele, em comunicado.
     
    O caso
     
    O paciente havia sido previamente diagnosticado com alopécia universal e psoríase em placas, condição caracterizada por áreas vermelhas escamosas na pele.
     
    Os médicos decidiram usar o medicamento que tem o nome comercial Xeljanz (Tofacitinib Citrate), da empresa Pfizer. Com comercialização autorizada nos EUA, experimentos anteriores feitos com o remédio em camundongos tiveram bons resultados na reversão da psoríase — mas não da alopécia.
     
    O homem utilizou a droga por dois meses, consumindo 10 mg por dia. Durante esse período, a psoríase teve leve melhora, mas foi registrado crescimento de cabelo e pelos faciais.
     
    Houve mais três meses de tratamento, com 15 mg por dia, e, ao longo desse tempo o voluntário recuperou grande parte dos cabelos e suas sobrancelhas já eram bem visíveis, além dos pelos faciais e da axila.
     
    “O paciente relatou não sentir qualquer efeito colateral e não detectamos anormalidades nos testes laboratoriais”, disse Brittany Craiglow, coautora do estudo.
     
    De acordo com os cientistas, haverá novos experimentos para se obter um creme com a droga. No entanto, eles dizem que os princípios ativos podem não ajudar em todos os casos.
     
    Fonte: Bem Estar
  • Cirurgia evita transplante de fígado em crianças com câncer

    Cirurgia evita transplante de fígado em crianças com câncer

    Crianças brasileiras com tumores agressivos no fígado têm uma nova opção de tratamento que pode evitar um transplante. A técnica, que já era usada em adultos, começou a ser aplicada em pacientes mais novos em um hospital de Curitiba.
     
    Segundo o cirurgião hepático Julio Wierderkehr, que desde o início do ano realiza os procedimentos no Hospital Pequeno Príncipe, o novo método para retirada de tumores tem vários benefícios a longo prazo para a saúde dos pequenos.
     
    “Para evitar a rejeição do órgão transplantado, é preciso tomar medicamentos que inibem o sistema de defesa do organismo, os chamados imunossupressores. Mas, além de prevenirem a rejeição, eles também diminuem a capacidade do corpo de combater doenças, infecções e até mesmo um outro câncer”, explica o médico.
     
    “Como eles começariam a tomar os imunossupressores muito jovens, seriam muitos anos suscetíveis a esses efeitos adversos”, completa.
     
    A técnica também teria a vantagem, na opinião de Wierderkehr, de deixar os órgãos para transplante disponíveis aos pacientes para quem essa é a única opção de tratamento.
     
    O menino Rafael Michalski, 12, foi o primeiro a ser submetido à técnica, conhecida como ALPPS, em janeiro. Diagnosticado com um tumor no fígado em 2013, ele tinha 75% do órgão tomado pelo câncer e estava na fila de espera por um transplante.
     
    Cinco meses depois da operação, o estudante passa bem e não tem complicações.
     
    O MÉTODO
     
    A técnica se vale da capacidade de regeneração do fígado. Embora ele possa se regenerar mesmo após a remoção de grandes “fatias”, ainda há divergências sobre o limite seguro de extração.
     
    Na maioria das vezes, quando o tumor ocupa mais de 75% do órgão, a opção é o transplante, já que a área restante do fígado seria pequena demais para garantir a regeneração do órgão.
     
    No método usado em Curitiba, os médicos turbinam o crescimento da área sadia do fígado, permitindo que mesmo órgãos com tumores grandes consigam se regenerar.
     
    São duas cirurgias, com um intervalo de cerca de 15 dias entre elas.
     
    Na primeira, o fígado é dividido entre a área sadia e a com tumor. A veia porta, que leva sangue até o órgão, é desconectada da região onde está o câncer. Dessa forma, o fluxo sanguíneo se concentra na área sadia.
     
    Na segunda, a região com o tumor é removida e se inicia a regeneração do órgão.
     
    No caso de Rafael, em dez dias o fígado sadio atingiu 41% do tamanho normal. Três meses depois da cirurgia, já tinha 70%. Além dele, outros quatro pacientes já se submeteram ao procedimento.
     
    CAUTELA
     
    Para o chefe do departamento de transplantes da Santa Casa e professor da USP Paulo Massarollo, trata-se de mais uma opção de tratamento, mas ainda é preciso cautela.”Não é o fim do transplante em casos de câncer. Ela serve em casos bastante específicos, em que o paciente não tem cirrose e o tumor é só num lado do fígado. E esses são casos mais raros”, diz.
     
    “Para a fila de transplantes, o impacto é insignificante. Além disso, a literatura médica indica a possibilidade de complicações.” 
     
    Fonte: Folha de São Paulo
  • Mutação genética afeta sobrevivência ao câncer de mama, sugere estudo

    Mutação genética afeta sobrevivência ao câncer de mama, sugere estudo

    Cientistas vinculam variação de gene envolvido no sistema imunológico.
    Pesquisa foi publicada na revista 'Nature Communications'.
     
    As mulheres portadoras de uma mutação genética específica correm um risco maior de morrer de um tipo de câncer de mama, revelou um estudo publicado nesta semana na revista “Nature Communications”, que acenou para a possibilidade de medicamentos especialmente desenvolvidos para o tratamento.
     
    Pesquisas anteriores tinham demonstrado que as chances de sobrevivência ao câncer de mama após o tratamento eram, em parte, hereditárias. Suspeitava-se de um envolvimento dos genes no sistema imunológico, mas não ficou claro quais seriam.
     
    Agora, os cientistas vinculam uma variação do CCL20 – gene envolvido na resposta imunológica do organismo – a um risco maior de morte em mulheres submetidas a quimioterapia para tratar o chamado câncer com receptor de estrogênio negativo (ER-).
     
    Segundo os resultados da pesquisa, a descoberta “pode representar metas ideais para tratamentos feitos sob medida e também pode melhorar nossas capacidades atuais de fazer o prognóstico de sintomas”.
     
    Metodologia
     
    A equipe usou dados de vários estudos feitos com mais de 2.600 mulheres de diferentes países. Foram analisadas mudanças na codificação de proteínas em mulheres submetidas a quimioterapia para tratar o câncer ER-, uma categoria que afeta uma minoria de pacientes e que é mais difícil de tratar que o câncer ER+.
     
    Os cientistas ajustaram os resultados para, possivelmente, confundir características como idade do paciente no diagnóstico e tamanho do tumor.
     
    A descoberta explicou apenas uma pequena parte da variação associada com a sobrevivência ao câncer de mama e mais mutações precisar ser encontradas para entender completamente a base genética do diagnóstico de ER-, escreveram os cientistas.
     
    Em um estudo separado sobre o câncer de mama, publicado na edição online do “British Medical Journal” (BMJ), cientistas da Noruega e dos Estados Unidos descobriram que mamografias feitas a cada dois anos podem reduzir o risco de morte em cerca de 28%.
     
    Superdiagnóstico
     
    Segundo a pesquisa, cerca de 27 mortes de câncer de mama podem ser evitadas entre 10 mil mulheres que fizeram exames de mamografia – ou cerca de uma em 368, informou a equipe, após analisar dados de todas as mulheres na Noruega entre 50 e 79 anos de idade entre 1986 e 2009.
     
    “As mortes por câncer de mama ocorreram em 1.175 das mulheres encaminhadas a fazer exames de mamografia e em 8.996 das mulheres que não foram encaminhadas”, escreveram os cientistas, que consideraram o vínculo “substancial”.
     
    A descoberta se soma às discussões correntes sobre a relevância destes exames perante os riscos do 'superdiagnóstico', que leva algumas mulheres a se submeter a tratamentos invasivos para evitar cânceres que não teriam ou que seriam descobertos sem uma mamografia.
     
    Em um comentário, também publicado no site bmj.com, dois professores americanos de medicina, Joann Elmore e Russell Harris, afirmaram que os cientistas não encerraram a questão. “O estudo norueguês confirma amplamente o que já se sabe: os benefícios dos exames de mamografia são modestos, na melhor das hipóteses”, escreveram.
     
    “Embora os benefícios sejam pequenos, os danos dos exames são reais e incluem o 'superdiagnóstico', estresse psicológico e exorbitantes custos para a saúde”, concluíram.
     
    Fonte: Bem Estar
  • Notificação de casos de HIV positivo passa a ser obrigatória

    Notificação de casos de HIV positivo passa a ser obrigatória

    O governo tornou obrigatória a notificação dos casos de infecção pelo vírus HIV, antecipando o momento em que essas pessoas entram na contabilidade nacional.
     
    A mudança foi anunciada em 2012 e publicada em portaria na semana passada.
     
    Até então, os serviços de saúde tinham que fazer a notificação dos casos de Aids, ou seja, após a manifestação da doença com o comprometimento do sistema imune, o que pode ocorrer anos depois da infecção.
     
    Também já era obrigatório informar casos identificados de HIV em gestantes e em recém-nascidos.
     
    Por conta própria, alguns Estados já contavam os casos de HIV, e o governo também dispunha de informações sobre o número de pessoas que estavam vinculadas a serviços públicos de saúde para acompanhar a infecção, mesmo antes de desenvolverem Aids. Não havia, porém, o registro nacional.
     
    Segundo Jarbas Barbosa, secretário de vigilância em saúde do Ministério da Saúde, o objetivo é alinhar os registros à nova política do país para a doença: oferecer o tratamento com antirretrovirais desde o diagnóstico do HIV, independentemente da contagem de células de defesa CD4 e do estágio da doença.
     
    Barbosa estima que, com o registro e as ações para ampliar o diagnóstico precoce do HIV, o número de novas notificações pode ser de 100 mil em um ano, incluindo aí os 39 mil novos casos de Aids esperados, seguindo a tendência dos anos anteriores.
     
    A nova notificação vai manter informações sobre o desenvolvimento da Aids.
     
    Alexandre Grangeiro, pesquisador da Faculdade de Medicina da USP, avalia como positiva a decisão. Segundo ele, há poucos dados sobre a infecção entre heterossexuais e eventual uso de drogas, relações desprotegidas com profissionais do sexo ou situação de encarceramento.
     
    O novo modelo também funciona para dar a dimensão atual da epidemia, diz José Hélio Costalunga, que integra a Cnaids (Comissão Nacional de DST, Aids e Hepatites Virais) pela Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV/Aids + Brasil.
     
    Fonte: Folha de São Paulo
     
  • Estudo indica que cirurgia bariátrica tem maior taxa de remissão de diabetes

    Estudo indica que cirurgia bariátrica tem maior taxa de remissão de diabetes

    A cirurgia bariátrica para redução de estômago supera outros tratamentos por conseguir levar pacientes obesos à remissão da diabetes tipo 2, revelou um estudo sueco publicado nesta terça-feira (10).
     
    A pesquisa, que será divulgada no Jornal da Associação Médica Americana (Jama), também revelou que o procedimento está vinculado a um número menor de complicações relacionadas com a diabetes nas pessoas que estão severamente acima do peso.
     
    As descobertas vêm à tona em um momento em que obesidade e diabetes alcançam proporções de epidemia, acarretando um caro problema de saúde.
     
    Nos Estados Unidos, mais de 29 milhões de pessoas – ou 9,3% da população – tinha diabetes em 2012, enquanto estimativas dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) apontavam para uma cifra de 26 milhões dois anos atrás.
     
    Tratar a doença e suas complicações relacionadas custaram US$ 245 bilhões em gastos médicos em 2012, uma cifra muito superior aos US$ 174 bilhões de cinco anos antes.
     
    Realizada por uma equipe de cientistas chefiada por Lars Sjostrom, da Universidade de Gotemburgo, a pesquisa consistiu em um acompanhamento do Estudo Sueco sobre Indivíduos Obesos.
     
    O tempo de acompanhamento médio foi de 18,1 anos para pessoas que se submeteram à cirurgia e de 17,6 anos para o grupo de controle, com a finalidade de determinar os efeitos a longo prazo dos procedimentos bariátricos, da remissão de diabetes e das complicações vinculadas à diabetes.
     
    Os autores descobriram que a proporção de pessoas com diabetes tipo 2 que fizeram cirurgia bariátrica e estavam em remissão era de 72,3% dois anos depois do procedimento contra 16,4% no grupo de controle.
     
    Quinze anos depois, as taxas de remissão de diabetes foram de 30,4% entre os que fizeram a cirurgia, significativamente maior do que os 6,5% de remissão no grupo de controle.
     
    Todos os tipos de cirurgia bariátrica – inclusive o bypass gástrico, bem como procedimentos com bandas ou anéis ajustáveis e não ajustáveis – “foram associados com taxas mais elevadas de remissão em comparação com o tratamento usual”, destacou um comunicado que anunciou o estudo.
     
    Além disso, segundo os autores, este tipo de cirurgia também está vinculada com uma incidência menor de complicações micro e macrovasculares, embora tenham alertado que as descobertas precisam de confirmação por meio de testes aleatórios.
     
    De acordo com dados dos CDC, uma em cada quatro pessoas com diabetes nos Estados Unidos não sabe que tem a doença.
     
    Fonte: Uol Saúde
     
  • Dois anos depois de veto, emagrecedores podem retornar

    Dois anos depois de veto, emagrecedores podem retornar

    Dois anos e meio após o governo ter proibido a venda e o uso de três tipos populares de emagrecedores no país, pessoas com excesso de peso recorreram a drogas de uso “off label” –registradas para outras finalidades–, se submeteram a mais procedimentos médicos e tiveram agravado o grau da obesidade.
     
    É o que relatam especialistas em nutrologia e endocrinologia ouvidos pela reportagem, que defendem a volta ao mercado das substâncias femproporex, mazindol e anfepramona (do grupo das anfetaminas e seus derivados).
     
    Elas foram banidas em 2011 pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), para a qual não há provas científicas de que as substâncias são eficazes, e o risco do uso delas superaria os benefícios à saúde.
     
    Esse veto, porém, corre o risco de cair. Um projeto na pauta da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado susta os efeitos da resolução da Anvisa que tirou os anfetamínicos de cena. Se aprovado na comissão, o texto vai ao plenário da Casa e à promulgação pelo Congresso.
     
    A expectativa é que a CCJ avalie o texto em 2 de julho. A Folha apurou que a própria Anvisa já avalia que o projeto será aprovado. Médicos e pacientes a favor da liberação têm feito gestões junto aos senadores pela aprovação.
     
    “A Anvisa tirou produtos eficazes, com trabalhos científicos e há mais de 50 anos no mercado. Os pacientes sumiram dos consultórios e voltam depois com diabetes e hipertensos”, critica Dimitri Homar, médico integrante da diretoria da Abran (Associação Brasileira de Nutrologia).
     
    Segundo Homar, a alternativa foi buscar remédios de uso “off label”, que são mais caros e não são os mais adequados por não terem sido estudados para o emagrecimento. O topiramato (anticonvulsivante), Victoza (contra o diabetes tipo 2) e bupropiona (antidepressivo) são algumas das drogas procuradas.
     
    O endocrinologista João Castro adiciona outro nome à lista das alternativas: a lisdexanfetamina, usada contra o deficit de atenção.
     
    Castro afirma que a percepção, no consultório médico, é que aumentou o número de pessoas com problemas de peso e o grau de obesidade.
     
    Os médicos rejeitam os resultados de uma pesquisa feita por telefone – e divulgada pelo Ministério da Saúde– que aponta a estagnação dos percentuais de excesso de peso e de obesidade em 2013.
     
    Se aprovado o projeto, a Anvisa ainda poderia editar uma nova resolução, com os mesmos vetos –algo com potencial político explosivo.
     
    Dirceu Barbano, diretor-presidente da Anvisa, prefere não entrar na questão política. “A Anvisa já manifestou sua posição técnica de forma exaustiva (…) Somente uma lei pode dispensar a Anvisa da responsabilidade de evitar que existam medicamentos no mercado que causem mais danos do que a doença que pretendem tratar”, afirma.
     
    DE OLHO
     
    O andamento do projeto que pode derrubar o veto da Anvisa é acompanhado de perto pelo grupo “União pela volta dos inibidores de apetite e suplementos alimentares”, com mais de 3.000 seguidores no Facebook.
     
    Uma das integrantes do grupo, Antônia Rodrigues, 50, tomou anfepramona durante 17 anos, com o objetivo de controlar a ansiedade e a compulsão pela comida.
     
    Meses após o veto ao remédio, conta, começou a engordar, passando de 68 kg, em 2011, e atingindo os 94 kg.
     
    “Eu já tinha problemas com a minha articulação, e isso se potencializou. Estou sem medicamento e sem poder fazer academia. Você fica sem saída”, lamenta.
     
    Antônia afirma que já tentou usar um medicamento contra diabetes, mas sentiu efeitos limitados. “No desespero”, recorreu ao mercado negro: “Era maisena.”
     
    Simone Claudino, 41, também tomava anfepramona como forma de manter o peso. “O remédio não me fazia emagrecer tanto. Já tinha chegado a um peso bom, mas queria mantê-lo.”
     
    Depois de parar de tomar, o peso passou de cerca de 70 kg para 93 kg. Por conta própria, tentou tomar a sibutramina (um emagrecedor permitido, mas vendido com regras rígidas) e teve problemas cardíacos.
     
    “A sociedade trata a obesidade como uma sem-vergonhice e não como uma doença”, diz.
     
    Fonte: Folha de São Paulo
  • ” feito com iPhone combate diabetes com eficácia

    ” feito com iPhone combate diabetes com eficácia

    Dispositivo injeta automaticamente insulina e glucagon na quantidade certa.
    Bombas de insulina disponíveis hoje exigem intervenção do paciente.
     
    Um iPhone modificado com um sensor e conectado a uma agulha inserida no paciente mostrou-se eficaz em manter os níveis de açúcar em pessoas com diabetes tipo 1, revelou um estudo publicado nos Estados Unidos.
     
    Ao contrário das bombas de infusão de insulina normalmente usadas, este novo aparelho, construído a partir de um iPhone, injeta insulina e glucagon (hormônio que eleva o nível de glicose no sangue quando necessário) quase sem intervenção do paciente. O “pâncreas biônico” tem um sensor em uma agulha inserido debaixo dele, que controla automaticamente e em tempo real os níveis de açúcar no sangue e injeta insulina ou glucagon em função da necessidade, com a ajuda de duas mini-bombas automáticas.
     
    Este pâncreas artificial permitiu aos pacientes manter o nível correto de açúcar no sangue e, além disso, evitar variações perigosas, explicaram os cientistas do Massachusetts
     
    General Hospital em um estudo publicado este domingo na revista americana “New England Journal of Medicine”.
     
    A diabetes juvenil, ou de tipo 1, se manifesta geralmente na infância ou entre adultos jovens. Trata-se de uma doença crônica causada pelo mau funcionamento do pâncreas, que às vezes é incapaz de produzir a quantidade necessária de insulina.
     
    Melhor do que as bombas tradicionais 
     
    Atualmente, alguns diabéticos tratam a doença com bombas de insulina, que fornecem doses deste hormônio para manter os níveis de glicose controlados. No entanto, essas bombas não se ajustam de forma automática em função das necessidades variáveis do paciente e também não fornecem glucagon.
     
    “O pâncreas biônico reduz o nível médio de glicose no sangue a ponto de reduzir fortemente o risco de complicações diabéticas”, afirmou Steven Russell, professor adjunto de Medicina no Hospital Geral de Massachusetts e co-autor principal do estudo.
     
    “É extremamente difícil para os diabéticos com as tecnologias atuais manter os níveis desejáveis de açúcar no sangue”, acrescentou.
     
    Os cientistas testaram o novo sistema durante cinco dias com 20 adultos que continuaram com suas atividades normais. Também avaliaram o “pâncreas artificial” com 32 adolescentes com diabetes tipo 1 durante cinco dias em um acampamento de férias.
     
    No grupo de adultos, os cientistas constataram uma redução de cerca de 37% das intervenções para corrigir taxas muito baixas de açúcar (hipoglicemia) em comparação às realizadas com uma bomba tradicional. Enquanto isso, no grupo de adolescentes que usou o pâncreas biônico, a redução da hipoglicemia foi mais que o dobro.
     
    Os participantes registraram melhoras claras de sua glicemia com o pâncreas artificial, sobretudo durante à noite.
     
    Fonte: Bem Estar
  • Jovem paraplégico usa exoesqueleto e chuta bola na abertura da Copa

    Jovem paraplégico usa exoesqueleto e chuta bola na abertura da Copa

    Tecnologia foi desenvolvida por equipe liderada pelo cientista Miguel Nicolelis.
     
    Paraplégico é Juliano Pinto, de 29 anos; treinamento foi na AACD.
     
    Após muito suspense, um paraplégico deu um “chute simbólico” em uma bola de futebol na abertura da Copa do Mundo do Brasil utilizando o exoesqueleto, equipamento desenvolvido pela equipe do neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis. O chute foi na Arena Corinthians, nesta quinta-feira (12).
     
    O voluntário era Juliano Pinto, 29 anos, que tem paraplegia completa de tronco inferior e membros inferiores.
     
    A cena foi muito rápida. Integrantes do projeto “Andar de Novo” apareceram com o voluntário, que estava em pé e já utilizava o exoesqueleto. Ele deu um passo com a perna direita e movimentou a bola, recolhida por um ator mirim, caracterizado de árbitro de futebol.
     
    Inicialmente, a equipe de cientistas havia divulgado que o voluntário caminharia alguns passos para dar o simbólico “chute inaugural” do campeonato. Segundo o Comitê Organizador da Copa do Mundo, o “pontapé inicial” foi fora do campo de jogo, para não prejudicar o gramado por causa do peso do equipamento.
     
    Nicolelis reclamou do pouco tempo reservado ao “chute simbólico”. “A Fifa nos informou que nós teríamos 29 segundos para realizar um experimento dificílimo. Nunca ninguém fez uma demonstração em 29 segundos de robótica. Isso não existe em lugar nenhum do mundo. Foi um esforço dramático de todas essas pessoas que estão aqui. E nós realizamos em 16”, disse Nicolelis. “Pelo visto, a Fifa não estava preparada para filmar um experimento que vai ser histórico”, completou.
     
    A identidade do voluntário escolhido para dar o chute vinha sendo mantida em segredo. Na abertura, foi revelado que ele se chama Juliano Pinto e tem 29 anos. Ele tem paraplegia completa de tronco inferior e membros inferiores. “Sempre existe um caminho e sempre existe esperança para aquele que acredita e para aquele que sonha”, disse, após dar o pontapé.
     
    Após a demonstração, Nicolelis postou em seu Twitter a frase “We did it!!!!”, que quer dizer, “conseguimos”, na tradução do inglês. Em comunicado de imprensa, Nicolelis informou que “foi um grande trabalho de equipe e destaco, especialmente, os oito pacientes, que se dedicaram intensamente para este dia. Coube a Juliano usar o exoesqueleto, mas o chute foi de todos. Foi um grande gol dessas pessoas e da nossa ciência”.
     
    Mais de 156 pesquisadores de vários países integraram um consórcio responsável pela investigação científica, encabeçado pelo brasileiro Miguel Nicolelis, professor da Universidade Duke, nos Estados Unidos, e do Instituto Internacional de Neurociências de Natal – Edmond e Lily Safra (IINN-ELS).
     
    O princípio envolvido no funcionamento do exoesqueleto é a chamada “interface cérebro-máquina”, que vem sendo explorada por Nicolelis desde 1999. Esse tipo de conexão prevê que a “força do pensamento” seja capaz de controlar de maneira direta um equipamento externo ao corpo humano.
     
    No caso do exoesqueleto do projeto “Andar de novo”, uma touca especial vai captar as atividades elétricas do cérebro por eletroencefalografia. Quando o voluntário se imaginar caminhando por conta própria, os sinais produzidos por seu cérebro serão coletados pela touca e enviados a um computador que fica nas costas da veste robótica.
     
    O computador decodifica essa mensagem e envia a ordem aos membros artificiais, que passarão a executar os movimentos imaginados pelo paraplégico. Ao mesmo tempo, sensores dispostos nos pés do voluntário enviam sinais para a roupa especial. A pessoa, então, sente uma vibração nos braços toda vez que o robô tocar o chão. É como se o tato dos pés fosse transferido para os braços, naquilo que Nicolelis chama de “pele artificial”.
     
    Testes
     
    A equipe do projeto está no Brasil desde março, trabalhando em um laboratório montado dentro da Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD), instituição parceira do “Andar de novo”. Segundo nota divulgada pela assessoria de imprensa do projeto, oito pessoas da AACD já testaram o equipamento e, no dia 28 de maio, todos os “objetivos científicos, clínicos e tecnológicos” foram concluídos.
     
    Em 16 de maio, Nicolelis já havia anunciado em sua conta no Facebook a conclusão dos testes com voluntários. “Depois de meses de treinamento, os últimos dois voluntários andaram com a ajuda do exoesqueleto e puderam desfrutar da sensação de andar de novo”, escreveu o neurocientista. O pesquisador batizou o exoesqueleto de “BRA-Santos Dumont I”.
     
    Críticas
     
    Antes de chegar a esse patamar de estudo, Nicolelis publicou em revistas científicas renomadas vários resultados envolvendo mecanismos da interface cérebro-máquina. Em um dos artigos mais recentes, um macaco foi capaz de controlar, só com a “força da mente”, dois braços virtuais ao mesmo tempo. Mas, até o momento, os resultados dos testes do exoesqueleto em humanos ainda não foram publicados.
     
    Segundo a assessoria de imprensa do projeto, os resultados finais serão apresentados nos próximos meses, por meio de publicações em revistas especializadas. Em entrevista à revista científica americana “Science” publicada na semana passada, Nicolelis afirmou que a apresentação no estádio do Corinthians era para a comunidade científica, mas para o público. “A demonstração para a comunidade científica virá em artigos, mais tarde”, completou o brasileiro.
     
    Uma das principais críticas que a comunidade científica tem sobre o “Andar de novo” é o fato de ele captar a atividade cerebral por meio de eletroencefalografia. Anteriormente, Nicolelis pretendia usar eletrodos implantados diretamente no cérebro. Questionado pela revista “Science” sobre essa mudança, o pesquisador respondeu que mudou de ideia depois de observar que os resultados de grupos que exploraram essa tecnologia eram “medíocres”.
     
    “Vimos que tínhamos um novo algoritmo para a eletroencefalografia que poderia fazer mais do que pensei no início”, disse o neurocientista. Ele acrescentou que os implantes de eletrodos realmente funcionam melhor no caso da movimentação dos braços, mas não para locomoção.
     
    De acordo com Nicolelis, essa demonstração é apenas o primeiro passo da pesquisa, que deve continuar a ser desenvolvida para que o exoesqueleto se torne uma alternativa viável de mobilidade para pessoas paralisadas. “Isso é apenas para aumentar a conscientização para o fato de que temos de 20 a 25 milhões de pessoas paralisadas ao redor do mundo, e que a ciência, se devidamente financiada e apoiada, pode fazer alguma coisa. Se começarmos agora – e esse é apenas um chute inicial simbólico – podemos conseguir fazer alguma coisa nos próximos anos.”
     
    Fonte: G1 Saúde